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Por querer me poupar de maiores preocupações, ele estava ficando sobrecarregado. Precisaríamos conversar sobre isso assim que ele acordasse. Acordei com uma dor incômoda no pescoço e com a sensação de que havia algo errado. Eu fui me movendo com cuidado para não esbarrar em nada, levantei da poltrona e percebi que o dia estava raiando, que uma luz alaranjada era visível nas janelas, e uma rápida olhada no relógio ao lado da cama confirmou que já estava amanhecendo. Gideon grunhiu e ficou todo tenso, o que me deixou alarmada. Era um ruído terrível, o barulho de uma criatura ferida no corpo e na alma. Fiquei gelada ao ouvi-lo gemer de novo. Meu corpo inteiro reagia violentamente ao seu sofrimento. Fui correndo até a cama, me ajoelhei ao seu lado e sacudi seu ombro. “Gideon. Acorda.” Ele fugiu de mim, encolhendo o corpo e agarrando o travesseiro. Seu corpo se contorceu, e ouvi que ele estava chorando. Deitei ao seu lado e o abracei, passando o braço pela sua cintura. “Calma, amor”, sussurrei. “Eu estou aqui com você.” E o embalei em seu choro até que ele dormisse, molhando sua camiseta com minhas lágrimas.

* “Acorda, meu anjo”, murmurou Gideon, me beijando no rosto. “Preciso de você.” Eu me alonguei, ainda dolorida por causa das duas sessões pesadas de treino e do tempo que passei dormindo na poltrona antes de me juntar a ele na cama. Minha camiseta estava levantada, expondo meus seios à sua boca ávida e faminta. Com uma das mãos ele baixou minha calça de moletom, e depois a calcinha, encontrando meu sexo e despertando meu desejo. “Gideon...” Dava para sentir todo o seu desespero a cada toque, um desejo que ia muito além das necessidades da carne. Ele me calou com um beijo. Meus quadris se arquearam ao sentir seus dedos dentro de mim, me fodendo devagarinho. Ansiosa para atender aos seus desejos, eu tirei a calça, remexendo as pernas sem parar até me livrar delas. Abri o botão de seus jeans, e abaixei sua calça e sua cueca. “Me coloca dentro de você”, ele sussurrou com os lábios colados aos meus. Agarrei seu membro ereto entre os dedos, posicionei junto à minha abertura e ergui os quadris para recebê-lo parcialmente. Afundando o rosto no meu pescoço, ele me penetrou, entrando fundo dentro de mim, gemendo de prazer enquanto eu diminuía a distância entre nós. “Nossa, Eva. Como eu preciso de você.” Eu o agarrei com os braços e as pernas, segurando-o com força. Tudo mais que havia no mundo perdeu importância naquele momento. Gideon

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