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estava aparecendo, mas saber que ela estava esperando um bebê era o suficiente para não querer comprar uma briga naquele momento. “Me desculpa, mas seria bom você usar alguma roupa quando for andar pelo meu apartamento.” “O apartamento não é só seu”, ela respondeu, jogou seus cabelos para o lado e fez menção de passar por mim. Eu estendi o braço até a parede, obstruindo sua passagem. “Não brinca comigo, Tatiana.” “Ou então?” “Você vai se dar mal.” Ela ficou me encarando por um bom tempo. “Ele vai preferir ficar comigo.” “Se isso acontecer, vai ser contrariando a própria vontade, e você vai so er as consequências do mesmo jeito.” Eu tirei o braço da frente dela. “Pense bem nisso.” A porta do quarto de Cary se abriu atrás de mim. “Que porra é essa, Tati?” Virei a cabeça e vi meu melhor amigo parado na porta do quarto apenas de cueca. “Acho que ela está querendo um robe de presente, Cary.” Ele cerrou os dentes, fez um gesto para que eu relevasse aquela atitude e escancarou a porta para que Tatiana entrasse. Tomei o caminho da cozinha, rangendo os dentes de raiva. Fiquei ainda mais aborrecida quando vi que Gideon estava por lá, bebendo tranquilamente seu café, encostado no balcão. Vestia um terno preto e uma gravata em um tom de cinzaclaro que o deixavam lindo. “Gostou do showzinho?”, eu perguntei, toda tensa. Não queria que ele visse outra mulher sem roupa. Principalmente porque não se tratava de uma mulher qualquer — era uma modelo alta e longilínea do jeito que ele gostava. Ele encolheu os ombros. “Não vi nada de mais.” “Você gosta de mulheres altas e magras.” Peguei o café que ele deixou pronto para mim no balcão. Gideon segurou a minha mão. Os rubis de sua aliança reluziram sob as luzes da cozinha. “Da última vez que eu vi, minha esposa era pequenininha e cheia de curvas. Totalmente irresistível.” Eu fechei os olhos, tentando conter o acesso de ciúmes. “Sabe por que escolhi essa aliança pra você?” “Porque o vermelho é a nossa cor”, ele disse baixinho. “O vestido vermelho na limusine. Os sapatos de salto vermelhos da festa no jardim. A rosa vermelha no seu cabelo quando a gente casou.” Fiquei mais tranquila ao sentir de novo toda a nossa intimidade. Virei para ele e o abracei. “Humm”, ele gemeu, me puxando mais para perto. “Você é uma delícia, meu anjo.” Sacudi a cabeça, sentindo minha raiva se transformar em frustração. Ele passou o nariz pelo meu rosto. “Eu te amo.” “Gideon.” Joguei a cabeça para trás e ofereci minha boca para ele me beijar e acabar com o meu mau humor.

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Crossfire 3 para sempre sua  

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