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“A gente dá um jeito nisso”, ele murmurou. “Não se preocupa.” “Eu te amo, Gideon.” Ele me apertou com ainda mais força. Eu me inclinei para trás e examinei seu lindo rosto. Com a pele bronzeada pelo sol, seus olhos pareciam ainda mais azuis. “Tenho uma coisa pra você.” “Hã?” Dei um passo atrás, apanhei sua mão esquerda e enfiei em seu dedo a aliança que havia acabado de comprar, torcendo-a um pouco para que passasse pela última articulação. Ele permaneceu imóvel o tempo todo. Quando soltei sua mão para ver como tinha ficado, ele não fez o menor movimento, como se estivesse paralisado. Inclinei a cabeça e admirei a aliança em sua mão, me certificando de que era exatamente aquele o efeito desejado. Mas, ele não disse nada no momento seguinte, eu o encarei e notei que observava a própria mão como se nunca a tivesse visto antes. Meu coração se apertou dentro do peito. “Você não gostou.” Ele respirou fundo e virou a mão para conferir o outro lado do anel, que era idêntico. Era uma aliança de platina parecida com a joia que ele usava na mão direita, com ranhuras que compunham um visual moderno e masculino. A diferença era que a aliança era adornada com rubis, o que a tornava uma peça bastante chamativa. Seu tom avermelhado se destacava um bocado contra sua pele bronzeada e seu terno escuro, um sinal inquestionável de seu compromisso comigo. “É demais”, falei baixinho. “Tudo que fazemos juntos é sempre demais”, ele disse com a voz rouca antes de se entregar a mim, segurando meu rosto e me beijando com vontade. Tentei agarrar seus pulsos, mas ele foi mais rápido, me levantando pela cintura e me carregando até o mesmo sofá onde tinha me prensado sob o peso de seu corpo pela primeira vez semanas antes. “Você não tem tempo pra isso agora”, eu falei, ofegante. Ele me sentou na beirada do sofá. “Vai ser rapidinho.” Gideon estava falando sério. Enfiou a mão por baixo da minha saia, pôs minha calcinha de lado, afastou as minhas pernas e baixou a cabeça. No meio de seu escritório, onde eu tanto admirava seu poder e sua capacidade de comando, Gideon Cross se ajoelhou à minha ente e me chupou com maestria e reverência. Passando a língua pelo meu clitóris com movimentos rápidos, ele provocou em mim uma intensa vontade de gozar. Mas foi a visão dele de terno, em um ambiente onde era a figura dominante, se esforçando tanto para me agradar, que me levou ao clímax, gemendo seu nome. Ainda estava estremecendo de prazer quando ele me penetrou com a língua, fazendo meus tecidos sensíveis vibrarem com as estocadas de sua língua perversamente habilidosa. Quando ele abriu a braguilha e revelou sua ereção, senti uma necessidade desesperadora de tê-lo dentro de mim, e arquei o corpo todo em

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Crossfire 3 para sempre sua  

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