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assombrava a minha mente o tempo todo. “Alguém resolveu me presentear com um habeas corpus vitalício”, ele falou bem sério, lambendo o lábio inferior. “Sei que isso vai ter seu preço e, como até agora ninguém me procurou, vou atrás dessa resposta eu mesmo.” “Mas nada garante que vai encontrar.” “Ah, pode apostar que sim”, ele murmurou, ameaçador. “E aí vamos descobrir tudo.” Por baixo da mesa, eu enlacei a perna dele com as minhas. Mais tarde, dançamos na praia à luz do luar. O tempo quente e úmido tornava tudo mais sensual, e nós soubemos como nos aproveitar disso. Gideon dormiu na minha cama naquela noite, apesar de estar bastante inseguro quanto a correr esse risco. Eu não queria nem pensar em passar a minha noite de núpcias dormindo sozinha, e tinha certeza de que o medicamento que ele tomava, combinado a uma noite quase em claro no dia anterior, faria com que ele tivesse um sono tranquilo. E foi isso que aconteceu. No domingo, ele me deu algumas opções: ir visitar uma cachoeira linda, sair para velejar no catamarã do hotel ou descer um rio de bote. Eu sorri, falei que tudo isso poderia ficar para a próxima vez e o forcei a fazer o que eu queria, só para variar. Ficamos de bobeira o dia todo, tomando banho sem roupa na piscina e cochilando quando sentíssemos vontade. Já era mais de meia-noite quando fomos embora, e eu fiquei triste por ter de partir. Aquele fim de semana tinha sido curto demais. “Ainda teremos muitos fins de semana pela ente”, ele murmurou no trajeto para o aeroclube, como se estivesse lendo os meus pensamentos. “Eu sou egoísta. Quero você só pra mim.” Quando embarcamos no jatinho, as roupas disponíveis no resort estavam todas lá. Eu abri um sorriso, pois não havia usado uma boa parte delas naqueles dois dias. Fui até o banheiro para escovar os dentes antes da decolagem de volta para casa. Foi quando vi a etiqueta de couro acoplada ao meu estojo de cosméticos, com o meu nome gravado: Eva Cross. Gideon entrou no banheiro atrás de mim e me deu um beijo no ombro. “Vamos dormir, meu anjo. Temos um dia inteiro de trabalho pela frente.” Apontando para a etiqueta, eu falei: “Pelo jeito você tinha certeza absoluta de que eu ia dizer sim”. “Na verdade o plano era manter você como refém até concordar em casar comigo.” Eu não duvidei daquelas palavras. “Quanta honra.” “Você é uma mulher casada.” Ele me deu um tapa na bunda. “Agora anda logo, sra. Cross.” Terminei o que estava fazendo e fui deitar com ele na cama. Ele me abraçou por

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