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Toda ansiosa, eu obedeci. A cabeça macia do seu pau roçou meus lábios, e eu abri a boca um pouco mais, sentindo uma tremenda onda de prazer ao ouvir seu gemido. Ele agarrou meus cabelos com os dedos e a minha nuca com a palma da mão. Para me segurar da maneira como queria. “Minha nossa”, ele disse ofegante. “A sua boca também é tão gulosa.” Na posição em que eu estava, deitada de costas, segurando o travesseiro, só conseguia abocanhar a cabeça do pau dele. E foi isso o que fiz, passando a língua pela abertura na ponta, deliciada pela alegria de poder me concentrar somente em Gideon. Eu não o chupava apenas para agradá-lo, muito pelo contrário, era um grande prazer também para mim. “Isso”, ele me incentivou, remexendo os quadris para explorar a minha boca. “Chupa o meu pau assim mesmo, bem gostoso. Eu vou gozar muito.” Respirei bem fundo, sentindo meu corpo reagir instintivamente ao cheiro dele. Com todos os meus sentidos voltados para Gideon, eu me entreguei ao nosso prazer. Sonhei que estava caindo, e acordei assustada. Com o coração disparado, percebi que o avião tinha feito uma descida brusca. Turbulência. Mas não tinha acontecido nada comigo. Nem com Gideon, que havia pegado no sono ao meu lado. Eu abri um sorriso. Quase desmaiei quando gozei depois de uma foda tão intensa que a necessidade de ter um orgasmo me deixou às raias da loucura. Era normal que ele também estivesse exausto. Uma rápida olhada no relógio me informou que estávamos viajando fazia quase três horas. Devíamos ter cochilado por uns vinte minutos, no máximo. Eu tinha quase certeza de que ele acabou comigo por quase duas horas. A sensação do pau dele entrando e saindo de mim, acariciando e massageando meus pontos mais sensíveis, ainda era tangível. Desci cuidadosamente da cama, para não acordá-lo, e tentei fazer o mínimo de ruído possível ao entrar no banheiro do quarto. Revestido de madeira escura com detalhes cromados, era um lavatório elegante e masculino. O vaso tinha apoios para os braços, o que o tornava, quase literalmente, um trono, e uma janela opaca permitia que a luz de fora entrasse. Havia também um box com um chuveiro de mão. Como eu ainda estava usando as amarras, me limitei a lavar as mãos, e encontrei um creme para as mãos em uma das gavetas. O cheiro era sutil e delicioso. Enquanto espalhava o creme, tive uma ideia. Peguei o frasco todo e levei para o quarto comigo. Quase perdi o fôlego com a visão que tive quando voltei. Gideon estava esparramado na cama queen-size, seu corpo volumoso dando a falsa impressão de que fosse pequena, com um dos braços sobre a cabeça e outro no peito. Uma das pernas estava dobrada e jogada para o lado, e a outra esticada até a beirada do colchão. Seu pau estava caído pesadamente sobre o abdome, com a ponta chegando quase ao umbigo.

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Crossfire 3 para sempre sua  

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