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“Que maravilha”, eu murmurei. “Isso explica por que Deanna estava aqui de tocaia à minha espera.” “Ah, ela veio aqui também?”, ele disse em um tom ameaçador que me fez sentir até pena de Deanna — por uma ação de segundo. Ela estava cavando a própria cova. “Ela devia ter fotos suas na casa da Corinne, e queria mostrar pra mim.” Eu cruzei os braços. “Essa mulher está perseguindo você.” Gideon colocou a cabeça para trás para enxaguar o cabelo, e seus bíceps se flexionaram quando ele passou os dedos entre os fios. Ele era um homem lindo, absurdamente sensual. Passei a língua pelos lábios, excitada ao vê-lo apesar de toda irritação que ele e Brett tinham me causado. Cheguei mais perto e passei a mão pelo peito dele. Soltando um gemido, ele olhou para mim. “Adoro as suas mãos passeando pelo meu corpo.” “Sorte sua, porque eu sinto vontade de passar a mão em você o tempo todo.” Ele acariciou o meu rosto, com a ternura estampada nos olhos, me observando com atenção, talvez em busca de um indício de que eu estava louca para transar naquele exato momento. E, para dizer a verdade, eu não estava. Eu sentia um tremendo desejo por ele, que se fazia presente o tempo todo, mas também queria des utar da sua companhia de outras formas, o que se tornava difícil em situações como aquela. “Eu precisava disso”, ele falou. “Ficar com você.” “Parece que tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, né? A gente não tem um momento de sossego. Quando pensa que resolveu uma coisa, aparece outra.” Passei os dedos pela musculatura de seu abdome. A sintonia entre nós foi se tornando cada vez mais nítida, aquela sensação de estar ao lado de uma pessoa amada e desejada. “Mas acho que a gente está se saindo bem, não?” Ele beijou a minha testa. “Eu diria que sim. Mal posso esperar pra sumir daqui com você amanhã. Fugir de tudo e todos por um tempo, ter você só pra mim.” Abri um sorriso de satisfação. “Eu também mal posso esperar.” Acordei quando percebi que Gideon estava levantando da cama. Vi que a televisão ainda estava ligada, mas sem som. Eu tinha caído no sono abraçada com ele, aproveitando um tempinho para ficarmos juntos depois de tanto tempo de distanciamento forçado. “Aonde você vai?”, eu perguntei. “Pra cama.” Ele passou a mão no meu rosto. “Estou quase dormindo.” “Não vai.” “Não me pede pra ficar.” Eu suspirei, pois compreendia o motivo de seu medo. “Eu te amo.” Gideon se inclinou sobre mim e me beijou na boca. “Não se esqueça de pôr o passaporte na bolsa.” “Não vou esquecer. Tem certeza de que não preciso levar mais nada?”

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Crossfire 3 para sempre sua  

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