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Eu o amava demais. E queria que, pelo menos uma vez, ele acordasse ao meu lado sentindo prazer, em vez de medo, tristeza e arrependimento. Acompanhada pela luz tímida dos primeiros raios de sol da manhã, eu me despi sem fazer barulho imaginando mil e uma formas de satisfazer o meu homem. Queria passar a mão e a boca pelo seu corpo, deixá-lo suado e sem fôlego, sentir seu corpo tremer. Queria reafirmar a ligação que tínhamos — meu comprometimento total e irrevogável com ele — antes que as turbulências do dia a dia viessem inevitavelmente à tona. Ele se remexeu quando apoiei o joelho no colchão. Fui rastejando até ele, beijando a base de sua coluna e subindo a partir daí. “Humm. Eva”, ele disse com a voz rouca, esticando-se sob o meu toque. “Ainda bem que você falou meu nome, garotão.” Eu dei uma mordida no ombro dele. “Caso contrário a coisa ia ficar feia pro seu lado.” Eu me deitei sobre seu corpo e me deliciei por um instante com o calor de sua pele. “Está cedo demais pra você estar acordada”, ele murmurou, ainda deitado na mesma posição, desfrutando assim como eu do fato de estarmos juntos. “Está mesmo”, eu concordei. “Você está agarrado no meu travesseiro.” “É pra sentir o seu cheiro. Isso me ajuda a dormir.” Eu tirei seus cabelos da ente do rosto e o beijei no pescoço. “Que lindo. Eu bem que queria ficar deitada aqui com você o dia todo.” “Não esquece que no fim de semana você vai ser só minha.” “Verdade.” Passei a mão pelo bíceps dele, acariciando o músculo rígido com os dedos. “Mal posso esperar.” “Vamos decolar logo depois do trabalho na sexta e chegar pouco antes do começo do expediente na segunda. Você não vai precisar de nada além do passaporte.” “E de você.” Eu dei um beijo em seu ombro, e depois comecei a falar, um tanto apressada e ansiosa: “Eu quero você, e vim aqui pra isso, mas não sei se vai rolar. Quer dizer, a pior parte já passou, mas entendo se você não quiser transar comigo menstruada, porque eu mesma nunca gostei de...” “Eu só quero você, meu anjo. Do jeito que for.” Ele contraiu o corpo todo, um aviso de que iria se levantar. Eu me afastei para o lado e vi seu corpo se mover de um modo fluido e natural. “Fica sentado pra mim”, eu pedi, pensando comigo mesma que ele era ainda mais incrível do que eu pensava. Ou mais tarado, fato sobre o qual eu jamais iria reclamar. “Com as costas apoiadas na cabeceira.” Ele fez conforme eu pedi, sonolento e sensual, com a barba por fazer começando a aparecer no rosto. Subi no colo dele e comecei a remexer os quadris. Fiquei só saboreando a atração entre nós, a sensação de perigo quando nossos corpos entravam em contato. Gideon não era um amante possível de domar. Um grande felino pode até esconder as garras, mas isso não significa que não vai usá-las

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Crossfire 3 para sempre sua  

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