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que você poderia nos ajudar.” Soltei um suspiro profundo e trêmulo. “Eu posso tentar, claro. Mas não vejo como.” “Você já ouviu falar de Andrei Yedemsky?”, perguntou Graves. Eu franzi a testa. “Não. Quem é?” Ela remexeu dentro da bolsa e tirou de lá uma pilha de fotos em tamanho grande e os dispôs diante de mim. “Este homem. Você já o viu antes?” Com os dedos trêmulos, eu apanhei a foto mais próxima de mim. Era de um homem de sobretudo, falando com outro que se preparava para embarcar no banco traseiro de um carro. Era bonito, com cabelos loiros bem clarinhos e a pele bronzeada. “Não. E ele não é do tipo de quem eu me esqueceria.” Eu a encarei. “Existe algum motivo por que eu deveria saber de quem se trata?” “Ele tinha fotos suas em casa. Tiradas na rua, ou então saindo ou entrando em casa. As mesmas que encontramos com Barker.” “Não estou entendendo. Onde ele arrumou essas fotos?” “Provavelmente com Barker”, respondeu Michna. “E o que esse tal de Yedemsky falou? Por que Nathan daria fotos minhas para ele?” “Yedemsky não disse nada”, informou Graves. “Ele está morto. Foi assassinado.” Senti uma pontada de uma dor de cabeça que se anunciava. “Não estou entendendo. Eu não sei nada sobre esse homem, e nem o que ele poderia querer comigo.” “Andrei Yedemsky é um membro notório da máfia russa”, explicou Michna. “Além de contrabandear armas e bebidas, ele também é suspeito de tráfico de mulheres. É possível que Barker estivesse tentando vender você com esse propósito.” Eu me afastei do balcão, sacudindo a cabeça, incapaz de aceitar o que eles estavam dizendo. Que Nathan estivesse me perseguindo eu conseguia entender. Ele me odiou desde a primeira vez que me viu, queria que seu pai não tivesse se casado de novo e ficasse chorando a morte de sua mãe para sempre. Ele me detestava por ser o motivo pelo qual ficou internado em um hospital psiquiátrico, e por ter lhe custado cinco milhões de dólares do dinheiro de sua herança. Mas máfia russa? Tráfico de mulheres? Isso eu não era capaz de compreender. Graves foi virando as fotos até encontrar a de uma pulseira de platina com safiras. Estava ao lado de uma régua de medição em formato de L — sem dúvida nenhuma era uma foto tirada pela perícia criminal. “Você reconhece esse objeto?” “Sim. Era da mãe de Nathan. Ele tinha feito uma modificação pra poder usar no próprio braço. Não ia a lugar nenhum sem essa pulseira.” “Yedemsky a estava usando no dia em que morreu”, ela disse sem se alterar. “Talvez como um suvenir.” “Do quê?” “Do assassinato de Barker.” Eu olhei bem para Graves, sabendo que sua opinião era outra. “Está me dizendo

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Crossfire 3 para sempre sua  

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