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20 e 21/01/2012 Bh – Paris – Délhi Depois de 30h de voo, com um fuso de 08h30, chegamos atordoadas, mas felizes! Voos tranquilos, sem atrasos, todas as malas chegaram inteiras e Kelal, nosso motorista Indiano (indicação do Alessandro) não falhou, nos esperava. Começamos bem! Namastê! Já a chegada ao hotel, na região de Pahar Ganj, foi horrível! A região parece um complexo do Alemão. O hotel escuro, empoeirado, staff estranho, pessoal mal vestido, amarrotado, descalço e coçando o saco! “Literalmente e poeticamente”. Inacreditável!!! Ana e eu ficamos meio perplexas... Para completar, queriam ficar com os nossos passaportes. 1h30 da manhã, preguiça e cansaço... Ou entregávamos a documentação no dia seguinte ou eles tiravam o xerox! A contragosto, eles optaram pelo xerox...


Chegamos ao quarto, onde surpresas maiores nos aguardavam: Roupa de cama suja, toalhas duras e encardidas, cobertores estilo “Urso Polar”, papel higiênico de péssima qualidade com durex, chuveiro que não funcionava... Banho? De Balde!! A aparência da água nada agradável: tom terra! Porém, naquele momento, a água turva se fez sagrada! Amém! Namastê! Exaustas e “limpinhas” (será?) forramos a fronha com nossos lençóis descartáveis e enfiamos debaixo da nossa coberta! Ligamos para o Brasil, demos noticias, e soubemos que a Família comemorava a passagem da Amanda no vestibular: em psicologia e para o II semestre...como ela sonhou! Sonho realizado...agora mais sonhos...

Nosso Kit Índia começava a entrar em ação: Kit elaborado a partir das dicas preciosas de amigos que por aqui já estiveram! Em seguida, com a porta bem trancada e bastante emocionadas ,desmaiamos A chegada ao Sita e região, a princípio além de desagradável.... deu medo, tudo muito estranho...Amanhã vamos pensar se vamos mudar de hotel. No Brasil não teria dúvida.


22/01 Às 14 hs. fomos acordadas, com a pontualidade britânica do Kelal que nos aguardava na recepção, como havíamos combinado na madrugada anterior. Ainda desorientadas pedimos ao Kelal um tempo para nos aprontarmos e por volta das 15 hs, famintas e ainda atordoadas seguimos com ele para um café, na região de Connaugth Place (A Savassi daqui!). Fomos para um café globalizado, do tipo que você encontra em qualquer lugar do mundo... Se fechar os olhos não sabe onde você está? BH, NY ou Calcutá?! Por ali ficamos comendo e bebericando e combinando com Kelal detalhes do nosso roteiro pelo Rajasthan, e outros serviços durante nossa estadia pela Índia. Negócio fechado!

Aprendemos nossas primeiras palavras em Hindi e Urdu e Kelal em português: Obrigada!

Dhanyãd = Obrigada / Shukriyã = Obrigada


Ainda de cabeça oca voltamos para o Hotel. Resolvi reclamar com o gerente sobre a “recepção decepcionante” de ontem: Onde estava o Hotel da Internet? Sem entender muito, o gerente muito chateado chamou seu staff e juntos nos acompanharam por todo o hotel para um “room’s tour” sobe & desce...desce & sobe... entra aqui e ali ...podíamos escolher o quarto que quiséssemos! Ana e eu tivemos que segurar o riso...a cena era inacreditável! No final decidimos permanecer na nossa espelunca mesmo... até tinha quartos melhores, mas nada como um dia após o outro...já víamos com outros olhos o nosso quarto: espaçoso, cama grande e confortável, menos barulhento.... Começávamos a entender o padrão hoteleiro indiano, onde nunca você vai ter tudo que se promete, a não ser gentileza de sobra! Namastê ao Kit Indiano & amigos que nos aconselharam trazer esta “peça” imprescindível O gerente, a partir dai, só faltava nos carregar, junto com seu staff sempre sorridentes e loucos por uma tip... Abríamos a porta do quarto lá estavam eles já tentando fazer algum serviço e com a mão coçando por tip tip tip e a gente top top top!!!


Um saco, mas ao mesmo tempo você se sensibiliza pela situação destas pessoas: muita miséria e cultura serviçal! A alegria deles ao receber as tips ( sempre em torno de 01 dólar!) é comovente! Não demos mais porque é gente demais! Impossível!!! Melhor um pouco, mas para todos! O Sita International ainda nos reservava mais surpresas: internet free, na área da recepção, cafeteira elétrica com café e chá no quarto e um café da manhã inesquecível: no 5º andar, cobertura, com uma vista para fios e gatos elétricos, muita laje imunda, poeira, lixo, esgoto a céu aberto, por entre as ruas imundas, barulho, externo e interno: reforma quebradeira geral no refeitório, comida péssima, garçons de mãos imundas, mesa suja com copos e pratos descartáveis, talheres parcos, mas tudo isto, sempre acompanhados de muitos sorrisos e delicadezas...C’est la Índia! E não é que ainda saímos do breakfast dando boas risadas e felizes. Além de decididas que este seria nosso primeiro e último café da manhã no Sita International.. a partir dai íamos comprar nosso café no supermercado e tomar na “tranquilidade” do nosso quarto, apesar da falta dos sorrisos!!!


Outra decisão: nada de serviço de “limpeza do hotel” íamos comprar um Kit limpeza e nós mesmos íamos cuidar disto. Decidimos ficar por aqui mesmo... Já Liliane que ia chegar por aqui sozinha, daqui um mês, não seria bom ela desfrutar de tantos sorrisos, era melhor procurar outro hotel para ela mais central e menos Indiano.

23/01 Por volta das 10hs, Kelal nos buscou no “International” . Uns 03 abriram a porta do Hotel e do carro... Hoje apenas distribuímos sorrisos e eles top top top ( tip só no final!). Pela região de Connaught Place, compramos os celulares, modem de internet e trocamos grana, com as orientações e indicações do Kelal. Depois fomos resolver o troca-troca do Hotel para Liliane e tbm para o nosso retorno a Délhi daqui um mês, apesar do tratamento vip indiano e de nos sentirmos quase Rainhas no Sita International, resolvemos abandoná-lo. Vamos ficar no Hotel The Corus . Indicação do Lonely Planet muito bem localizado, dentro do Circus In da Conaught Place. Gostamos e em comparação com o Sita chega a ser um paraíso, mas indiano! Adeus Sita!!!! Adeus Pahar Ganj.


Primeira vez na vida que viajo e nosso real vale, realmente, algo!!! (49 rupias = 01 dólar/28 rupias em torno de 01 real). A sorte que não somos consumistas!!! Mas confesso difícil resistir...mas os propósitos por aqui são mais sutis! Ommm!!! Ommm!!! Ommm!!! Com as coisas práticas resolvidas fomos visitar o Gurudwara Bangla Sahib, templo Sikhi muito bonito construído às margens de um belo lago que tem suas águas abençoadas... Aqui as mulheres precisam cobrir a cabeça. Ufa! O capuz do meu casaquinho vermelho me salvou... já a Ana teve que colocar um lenço que eles dão na porta...irc irc!!!! Turista sofre!!! De lá fomos almoçar num restaurante que kelal nos indicou.. apesar de escuro, queríamos algo mais ao ar livre e claro, a comida foi muito boa! Restaurante no caminho, na direção do Qutub Minar: Pindi Restaurante 16, Pandara Road Market New Delhi 110003 Phone 23387932/8703/5647.


De lá fomos para o Qutub Minar: Patrimônio do Mundo: Lindo Do Qutub Minar a ideia era ir ao Sanskrit Museum mas Kelal não conseguiu chegar!!! Ana eu insistimos que era por aquela região,mas ele não nos ouviu..aqui começamos a perceber a cabeça dura e a ignorância do Kelal..o Museu estava fora do Script dele! Mas ele não sabe com quem ele está lidando...outras cabeças duras e de personalidade...apesar de mulheres!!!! Depois de muito disse não disse ele nos sugeriu visitar a região de Chhatarpur, onde ficam vários templos...acatamos. Escolhemos dois templos, os principais, onde as divindades mais respeitadas do hinduísmo estavam representadas, Shiva, Parvati, Ganesha, Hanumann, O Shiva Linga e a Yoni: Linga : energia masculina Yoni: energia feminina. Aqui, também, começou a entrar em ação uma das peças chaves da viagem: meias ante derrapantes! Sacamos elas do nosso Kit Índia, dica imprescindível. Os templos são sagrados, mas imundos! C’ est la Índia! E como vida de turista não é fácil... exaustas, fomos conhecer a região do India Gate. Já era noite...iluminação bela, avenidas largas, construções imponentes...ares de Londres!

Curtimos o visual do carro.


De lá fomos ao supermercado para fazermos nossas comprinhas para o nosso café da manhã , e kit limpeza :quarto e roupas. A ida ao supermercado foi uma experiência e tanto: mercado bom, com um pouco de tudo e tudo muito muito sujo com uma “leve camada de poeira” Compramos tudo que queríamos e lá fomos nós para a fila, a verdadeira indiana... e ali ficamos e nada da fila andar...toda hora alguém com um ar de despretensioso entrava na nossa frente e aos poucos um” bolo de gente”... e falando alto e sem parar, se fechou entre nós e o caixa: lei do mais forte e mais esperto! Ficamos com ares de besta, sem saber como agir...até que decidimos incorporar o espírito indiano... nos posicionamos na frente do caixa, de braços abertos, colocamos nosso produtos, e falando alto, em português agimos, encaramos e só saímos de lá quando, ufa!!! Finalmente, conseguimos pagar! E antes de partimos depois da nossa missão quase impossível realizada, resolvemos proteger uma pobre criança infeliz, que como nós, a um bom tempo aguardava sua vez de pagar. Quando chegamos no caixa, este infeliz já estava por ali...há quanto tempo? Pois demoramos um tempo para absorver a “cultura”. Ao sair do supermercado você precisa mostrar a nota do caixa para um segurança que carimba a nota e só assim você, finalmente sai! Vivendo e aprendendo a jogar...


Daqui para o hotel, que mais uma vez nos reservava uma surpresa... banho de balde tudo bem! Já estamos até curtindo, mas friiiiiiiiiiiio?!!! Não!!! Ligamos para a recepção para reclamar e alguns minutos depois... aparece no quarto um dos integrantes do sttaf com um balde enorme repleto de “hot Water”... e com um sorriso louco por uma tiptip tip para a gente toptoptop!!! Ana e eu rimos muito com a situação e felizes tomamos nossa “deliciosa ducha de hot water!” Fomos para cama limpinhas e quentinhas...O padrão Sita beira a uma espelunca mas tem seu lado bom...do jeito indiano de ser ele tentam te servir da melhor maneira e sempre com muita gentileza e sorriso nos lábios! Vocês não imaginam o tamanho do balde e o peso! Proporcional ao sorriso em servir e a tip a receber ! Não tem como não se comover, e “filosfar” Vida dura! Vida louça! Vida!!!! Esqueci: na noite anterior... de repente... na madrugada...Ana acorda assustada com um forte barulho metálico no quarto pelo lado de fora, ela me acordou... aguardamos um tempo e como o barulho, estranho, continuava resolvemos acionar a recepção. O” boy do balde”, como sempre sorridente veio checar o que acontecia.. e depois de ouvir o barulho - agora menor – pensou, pensou e disse no seu inglês incompreensível , especialmente para a madrugada: “Abutre!!! Abutre!!!”


Ana e eu sonolentas olhamos com caras de idiota sem compreender nada. Então através de mímica ele começou a imitar um pássaro bicando algo! Ana e e eu caímos na gargalhada...riso incontrolável!!!! Agradecemos, voltamos para cama , e o boy partiu sorridente, desta vez sem tip tip tip!. Perdemos o sono e dormimos mal .

24/01 Hoje tomamos um café mais decente, no nosso quarto. E depois seguimos para a região de Chandni Chowk, região de bazares tradicionais: Praça prateada pelo Luar... que romântico... a realidade é que o local é uma zona!!! Primeiro fomos visitar a maior Mesquita da Índia Jami Masjid (1656) por lá ficamos um tempo curtindo a beleza do lugar. Para entrar é necessário tirar os sapatos, vestir um kimono colorido...por aqui as mulheres não precisam cobrir a cabeça, talvez pelo fato da Mesquita ser toda aberta...aqui não se paga para entrar mas paga-se para fotografar!!!


Pela Praça prateada pelo Luar... fomos caminhando atrás da famosa loja de perfumes “Gulab Singh”... segundo os guias , ela se localiza numa ruela bela e antiga Dariba Kalah... Nosso imaginário corria solto... Ana e eu andamos toda a ruela e nada...voltamos perguntamos e todos falavam que a a loja era logo ali... Invocamos e resolvemos refazer todo o caminho bem devagar observando com atenção a “zona” ao nosso redor. Atordoadas, olhávamos aqui e ali e de repente... ei-la!!!! Que decepção!!!! Era por isto que a gente não encontrava a loja das 1001 noites. Ela era um cafufo, zoneada com umas figuras estranhas, sem a mínima vontade de atender... já havíamos parado nela e comentado sobre os incensos! Completamente desiludidas e constrangidas pelas figuras que atendiam, nem entramos... seguimos pela Praça prateada pelo Luar...entre macacos, vacas tuc-tucs, esgoto, muita gente, barulho, buzina e lixo.... Praça prateada pelo Luar, mais para inferno!!! De lá a ideia era ver o Red Fort e o Memorial de Ghandi (Rajghat) outra decepção... não podemos entrar: todos os importantes monumentos da Índia estavam fechados devido ao feriado do dia 26 de Janeiro: Dia da República. Por medo de atentado, segurança, uns dias antes , todos eles são interditados!


Ana fez até beicinho... Snif snif Mas o que fazer? Comer! E lá fomos Nós, nos consolar no Saravana Bhavan , restaurante de comidas típicas do sul da India, que o Sergio e Márcia nos indicaram. Uauuuuuu que consolo!!!!! Comida maravilhosa! As boas dicas dos amigos estão fazendo a diferença... As decepções do dia foram todas recompensadas: comida servida em folha de bananeira: Thali tradicional (vários pratos e acompanhamentos) + dosa (panqueca maravilhosa) + tomato Rice (arroz de tomate) com um tempero especial, sabores nunca sentidos + suco de romã e sorvete de pistache. Hum!! De escrever já dá água na boca!!! De satisfeito cheio, mas com os olhos da gula, resolvemos provar os doces! Compramos uma caixa para levarmos para o nosso doce lar Sita: saboreamos mais tarde: na verdade...mais beleza que sabor!


Do restaurante fomos visitar o Humayun’s Tomb: patrimônio do mundo maravilhoso! Local agradável e majestoso: inacreditável tudo isto para guardar os restos mortais de um todo poderoso! Daqui fomos para a New Delhi Railway para comprar as passagens de Trem : trecho Varanasi –Gaya. Resolvemos tudo no primeiro andar (que na realidade é no segundo andar) no International Tourist Bureau: Vale à pena usar este serviço! Exaustas, seguimos para O International, mais uma vez água fria e serviço de água quente, via balde...Felizes e morrendo em mais tip tip tip nos banhamos. Quentinhas e limpinhas... cama!

25/01 Ufa! Até que enfim, achamos o Sanskriti Kendra! Kelal , muito resistente nos levou, não teve escolha... descobrimos o caminho e mesmo assim ele ainda insistia em outra direção. Bati o pé e ordenei que ele seguisse minhas instruções. O indiano arrepiou: ir a um local fora do script e ainda sob as “ordens” de mulheres decididas...foi a morte!


Chegamos apesar do bico do Kelal! Fingimos que não notamos, convidamos ele para entrar... resistente acabou aceitando, apesar de o tempo todo falar que aquele local não era especial, antigo tradicional... blá blá blá! O Sanskrit fica num local aberto, super agradável e seu foco é a terracota, tecidos e outras técnicas artesanais de toda a Índia. Tudo isto protegido por uma árvore sagrada “Bar” Ficus Bengali: os hindus consideram esta árvore uma fonte de energia. Maravilhosa!

Daqui famintas seguimos para o Lodi Garden, parque muito agradável em Delhi! Almoçamos e deixamos a vista ao parque para outro dia, pois ainda queiramos visitar o Templo de Akshardan. O restaurante dentro do parque... chiqueréssimo! É muito bom e também bem caro ,mas a comida é divina, valeu cada centavo, e para Nós é sempre barato! O padrão aqui é internacional e de primeira! O Chef é indiano. E por aqui desfrutamos do banheiro mais limpo& lindo que já visitei e usei na vida! C’est la India.


Optamos por massas maravilhosas (para mim uma das melhores que já tive o prazer de provar!). Pedi um drink, sem álcool, dos Deuses e a sobremesa de ajoelhar! Todos os pratos divinamente decorados... Curtimos a boa mesa numa linda liteira de cortinas brancas com almofadas coloridas de onde podíamos apreciar um belo jardim...só faltou o “príncipe!” Sewara: www.sewara.com Descansadas e super felizes fomos visitar o maravilhoso Templo de Akshardam : centro da cultura hindu. Impressionante! Este templo é recente acabou de ser construído há 5 anos! Por lá ficamos horas. Fotos aqui são proibidas. Forte esquema de segurança, entrada livre. Este Tempo fica a uns 30 minutos de Connaught Place. www.akshardam.com/ www.swaminarayan.org Curtimos o pôr do sol e a iluminação! Imperdível ! Ele se torna ainda mais mágico. De lá seguimos para Connaught Place para verificar a reserva do Hotel The Corus, tudo ok. Na Confeitaria do Hotel fizemos um lanche e retornamos para o Sita International.


Ana e eu ficamos filosofando sobre as diferenças tão marcantes na Índia, no mundo, mas que por aqui se tornam ainda mais explicitas. Quem somos Nós? Estamos mexidas por tudo que vimos até agora. A Índia é hard! Temos dormido tarde por volta das 1:30 da manhã e acordado por volta das 8 ou o mais tardar 9! Além do curso intensivo de lavação de roupa com metodologia de secagem : “...Saboa mulata ensaboa...tô ensaboando...!” Mais curso de organização de mala inteligente: tarefa árdua para 03 meses de Índia, onde o Kit Índia, indispensável... exige “de tudo um pouco ou um pouco de tudo!?” Vida dura! A estrada nos aguarda! Que as muitas divindades daqui e do mundo nos protejam! Amém! Hari Om! Shalom! Saravá!!! Hahaha...

26/01 Dia Nacional da República : feriadão tudo fechado! A “parada” só com passe... tivemos curiosidade! Mas impossível! Hoje aproveitamos para dormir até tarde acordamos às 11hs e tomamos nosso café no quarto, enviamos e-mails, back up de fotos, trocamos grana.


Kelal nos buscou e fomos para o Lodi Garden, um dos poucos locais abertos depois da grande parada! Passamos por lá momentos super agradáveis. Parque lotado, colorido com muitas famílias fazendo pic-nics super bem produzidos...Ficamos com desejo de fazer uma “boquinha”. Vovós bordando, balões, bola de sabão, aromas, cricket, musica, bola, pega-pega, turbantes sáris, gramado verde, lago, monumentos lindos: tumbas! Inacreditável! Viajamos... Kelal nos convidou para conhecer sua casa, sua família... não tivemos como recusar... e lá fomos Nós... Região miserável, mais miserável do que a gente vinha vendo pelas ruas de Delhi: Vielas estreitas, ocupadas por muiiiiiiiiiiita, mas muiiiiiiiiiiita gente, carro, macaco, vaca, porco, lixo, cachorro, caminhão, moto, comércio de tudo um pouco, no meio do esgoto a céu aberto. De dentro do carro observávamos atordoadas, caladas: A índia pulsa!!!! Mexe, remexe, toca o corpo e a alma! Finalmente chegamos à casa do Kelal, pobre, escura, sem janela, simples e limpa muito limpa! Estávamos com vontade de chorar, mas nos controlamos...


Fomos recebidas com toda as honras, entre os sorrisos das suas 3 filhas, e do seu filho e a seriedade da sua esposa , que nos preparou uma comida muito gostosa. Em nenhum momento ela partilhou com a gente a sua presença...se manteve na cozinha toda arrumada e muito tímida. Kelal fez questão de abrir na nossa frente uma água mineral, como também, nos serviu Coca cola. Familia Kelal: Kanhaiyalal (Kelal) Saroj sua esposa, Rahul Parkash , o menino , Rinky Kumary, Pink kumary e Kumkum Kumary as 3 filhas. Ficamos lá naquele lar simples, digno cercado da atenção das crianças, e do cachorro. A meninada queria nos mostrar tudo, tirar fotos, muitas fotos sozinhas, com a família com as bonecas, o cachorro... Apenas Kelal e o menino falam inglês. Nos comunicamos nos gestos e sorrisos e algumas traduções. Apesar da nossa insistência a esposa do Kelal não veio partilhar conosco a refeição. Comemos no quarto deles. Fomos até a cozinha agradecê-la tiramos fotos para registrar este momento tão especial! Ana e eu estávamos tocadas, sensibilizadas. Já tarde, partimos... quando já estávamos no carro do Kelal.. encontramos um amigo do Kelal, Deepak, que nos convidou para um café... e lá fomos nós...não tinha como negar...seria uma ofensa!


E lá estávamos nós, mais uma vez, sentadas na cama, no quarto desta vez do amigo. Ele nos mostrou sua casa, enorme (Ele é o “rico” do pedaço!) nos apresentou toda sua família...ninguém falava inglês, Kelal era o tradutor. Mais uma vez, curiosidade indiana e fotos fotos! As mímicas e sorrisos foram a nossa linguagem...por dentro não acreditava que estava vivendo este momento, meio constrangedor, mas por outro lado fascinante , único! Tomamos um café, ao redor do fogo e cercadas por toda a família que nos olhava com a indiscreta curiosidade indiana. A arquitetura da Casa era estranhíssima, lembra os pátios das casas espanholas. Na entrada da casa esgoto.. que fedia forte,lixo e animais, porcos, cachorros mas lá dentro tudo super limpo e super breca! Aliás, como tudo na Índia meio termo por aqui...não existe! Ou é muito lindo ou é muito brega..com força! A Índia pulsa! Voltamos para “casa”, felizes, caladas, tocadas. Como turistas tivemos o privilégio de vivenciar a vida real de grande parte da população indiana. Amanhã por volta das 7:30 partimos para Agra! Adeus Delhi...o Tempo voou...amanhã já faz uma semana que saímos do Brasil ...por outro lado já vivemos muiiiiiiiitas emoções! Namastê


27/01 Délhi - Vrindavan - Matura - Agra Hoje bem cedo saímos de Délhi para Agra. A estrada é mais uma das loucuras indianas! Dentre as muitas loucuras deste País fascinante e louco, muito louco! A sensação é que você está numa grande Avenida com tudo que a Índia tem de direito, esgoto lixo, gente, muita gente, vaca, macaco, porco, cachorro, camelo, tuc-tuc, riquixá, moto com 6 pessoas, ônibus com gente no teto, buzina e templo... literalmente no meio da estrada. Cada um por si e os “Deuses por todos”!!!! Quero Mamãe!!! No caminho, entramos para Vrindavan para conhecer os templos de Krishina o sagrado templo de Banke Bihari, um dos mais importantes da Índia. No caminho paramos para ver um templo aberto à beira da estrada, dedicado a Shiva: estátuas enormes. Meio brega! Começamos pelo super, hiper, brega e Kit Templo de Durga, no hinduísmo, uma forma de Devi, a deusa suprema. Durga é considerada pelos hindus como a mãe de Ganesha, Kartikeya, assim como de Saraswati e Lakshmi. Ela é considerada a forma da esposa de Shiva, a deusa Parvati, como caçadora de demônios. É moderno, “obra” de um milionário indiano... Inacreditável!


Por lá nos confundiram com rapazes, boys. Um guarda nervoso chamava nossa atenção... Ana e eu nem desconfiamos que aquela nervosia toda, era com a gente... E continuamos na fila... Até que um rapaz indiano avisou para ele, apontando para a gente, na famosa indiscrição indiana: “They are ladies”! Aí entendemos tudo! Ana e eu tivemos ataques de riso... é vamos ter que levantar a blusa e mostrar os documentos! Rarara!!! Para o guarda, no mínimo éramos “Seres” de outro planeta... Objeto não identificado... menos Ladies. Cabelo curto e branco, calça comprida, mão no bolso e sem um “man”? O que seria isto? Do templo de Durga fomos para o Lord Krishna Templo. Lindo e com um astral alegre e leve como reza a tradição “Hari

Krishina”... Krishina Hari... Enquanto explorava o local, encantada (ainda estávamos em choque com o mau gosto da Durga!), do nada surgiu uma moça que resolveu me oferecer uma linda guirlanda de flores acompanhada de um largo sorriso e um cumprimento, Namastê! Fiquei emocionada. Agradeci e continuei em estado de graça curtindo aquele local tão acolhedor. O templo estava lotado e cheio de vida e alegria. Muita cor, música, incenso, dança e altares maravilhosos. Não fotografei, a máquina ficou no carro... Tinham me dito que era proibido! Engano, no Templo Hari Hari “tudo pode!”. Alias por aqui você nunca sabe se pode ou não, cada um constrói a sua regra, para variar não tem lógica, será?


De repente, uma música contagiante tomou conta de tudo e de todos. Gente do mundo todo, mais os indianos, mais Ana e eu caímos na dancinha contagiante: “... Hari, hari... Hari, ram...Ram, ram ..Hari,

hari Hari Krishna..! Fomos atrás do trem elétrico indiano… momento único! Uauuuuuuuuuuu, estou na índia... Sonho concretizando... Namastê! Em êxtase, partimos para visitar, naturalmente, outro Templo: Ranganath Temple, muito antigo, com influência da arquitetura do sul da Índia. Muito lindo! Depois, finalmente fomos conhecer o Templo de Banke Bihari: dedicado a Lord Krishina, construído em 1862 AD. Emocionante, especial, local doido, sagrado, com uma energia super forte, de arrepiar... Aqui tivemos a oportunidade de presenciar a cerimônia do Aarti (cerimônia do fogo!) onde os fiéis entregam objetos pessoais, oferendas de todos os tipos, levam crianças para serem abençoadas. As pessoas ficam extremamente excitadas, em transe. Ali dentro você entra em outra dimensão, aliás, lá fora, ao redor do Templo, também!!! É a Índia pulsando fortemente com tudo que tem de direito, por aqui Sadus completamente nus, que o tempo todo são abordados pelos fiéis para reverências e bênçãos. A cena não deixa de ser engraçada, apesar do momento solene. Para os nossos padrões, um peladão sendo tocado nos pés e a cabeça do fiel a centímetros do “pililiu” é no mínimo curioso! C’est l’ Índia!


Vrindavan é a índia com força! E olha que a índia já é forte! Saímos daqui em estado de graça, exaustas e atordoadas! Muitas emoções!!! De Vrindavan para Matura. Lá fomos visitar o Krishna Janmabhoomi Temple, local de nascimento de Krishina (aqui só dá Ele!).Decidi levar a máquina e dancei... Aqui não pode fotografar e não tem local para guardar a máquina, não acreditei, exausta, desisti de visitar. A máquina ficou no carro que estava longe, eu estava morta e meio em transe com a força de Vrindavan, a sujeira de Matura...no meio de uma rua, no caminho do templo, um grande templo repleto de ghats, com um lago “verde” por estar completamente morto! Vai entender! Ana entrou um pouco, deu uma “espiada”, ele era imenso e ela também estava exausta por tantas emoções! Meio que levitando e arrastando seguimos para Agra. A estrada, o tempo todo lotada, uma grande Avenida, trânsito intenso e louco...inacreditável!!! Depois de muiiiiiitas horas, apesar da curta distância, finalmente chegamos a Agra! Imundas, exaustas, atordoadas com tudo de belo e chocante que vimos pelo caminho... Mas, como a Índia sempre reserva surpresas, desta vez uma especial, o Hotel em Agra era confortável, além de sermos recebidas com colares de flores naturais e o principal: tinha chuveiro, e que chuveiro, nos esbaldamos! Tiramos o atraso de uma semana na base da caneca.


Pós-banho, limpas de verdade, lanchinho no quarto, desmaiamos na nossa super cama. Hotel Sarovar Portico ... Bem diferente da espelunca do Sita International... Namastê!

ZZZZZZZZ ZZZZZZZ ZZZZZZ

28/01/12 Taj Mahal, Taj Mahal... Dormimos como anjos! Tomamos um excelente café da manhã, padrão internacional. Agra é uma cidade grande, feia, suja, trânsito louco e barulhenta, para variar! Hoje depois de uma discussão com Kelal (“cabeça dura”), que toda vez que você sugere algo parece que se ofende, principalmente se for mulheres independentes e que sabem o que querem!!!! Muito contrariado ele seguiu nossas “sugestões”. Começamos pelo Forte Agra (1565), muito bacana, belo, grandioso. De lá você já pode ter a sua primeira visão mágica “dele:” O Taj Mahal... Emocionante!


Passamos um bom tempo por lá. Aqui vivemos um minuto de silêncio, entramos numa pequena Mesquita e para nosso espanto, ninguém, durou pouco! Por aqui mais uma vez, vivemos nosso momento Pop Star: uma família indiana tirou “n” fotos com a gente além de serem super carinhosos. Desde Delhi começamos a viver esta sensação... Vida de “artista é dura!!! Rarara! Na entrada do Forte, nos deparamos com os primeiros brasileiros: uma jovem e um jovem, estudantes de medicina, na Rússia. Estavam meio chocados!!! A índia “mexe, remexe”... De lá, queríamos ir a um restaurante, mas seu kelal, depois de muitas desculpas e blá blá blá acabou nos levando em outro, deixamos, achamos melhor!: Maya Hotel e Restaurante, nada especial, mas honesto e com ambiente agradável, apesar do barulho do terraço e alguns “aromas estranhos”. Almoçamos numa mesa baixinha sentadas em almofadas e debaixo de uma linda árvore. Ao ar livre! Coisa rara por aqui! Assim é a Índia, por aqui quase nenhum restaurante é aberto, sempre com ar condicionado, fechado. Salvo raras exceções que acabam não sendo boas opções! Até agora, o único que valeu a pena foi o restaurante do Lodi Garden em Delhi. E este de Agra, mesmo assim barulhento e com odores indianos!


O Pão do Maya é maravilhoso, servem quentinho. A localização também é boa, bem ao lado da entrada do Parque que dá acesso ao Taj Mahal...seguimos à pé. Valeu! E Kelal ficou todo feliz por rendermos aos seus desejos! Visitamos o hotel bem simples e indiano onde tudo pode acontecer... Um detalhe, visitamos a cozinha e uma boa surpresa: Cozinha super limpa e organizada! Endereço: Purani Mandi Fatehabad Road Agra -282 001 UP Índia.

E o sonho realizado: Taj Mahal Só vendo para crer! Perfeito, encantador, mágico, simples, belo. Auuuuuuuuuuuuu! Me belisca! Estamos aqui! Namastê! Ficamos horas por lá, até o pôr do sol, sempre acompanhadas por “lhões” de pessoas indianas e de todo o mundo. Emocionante! Por do Sol, horário mágico onde o Taj Mahal se torna dourado! Impressionante! O sol neste dia estava especialmente belo: uma bola majestosa, laranja. A surpresa: por dentro ele é pequeno, simples e até sem graça! Contraste com a grandiosidade externa. Lá dentro, descansando, as almas desta história de amor. Em êxtase, no fim do dia, ao anoitecer, voltamos para o nosso super hotel! Depois do Taj Mahal você não quer mais nada, apenas sonhar com ele. Viajar e sonhar... Guardar a imagem da “Poesia na pedra”! Poema de amor! Namastê!


29/01/2012 Acordamos tarde, ainda sob o efeito do Taj Mahal, da sua poesia! Fomos visitar a Jama Masjid, a mesquita de Agra, os bazares ao seu redor... e as surpresas do caminho... Andar pelas ruas, se deslocar na índia é algo inacreditável, só vivendo...uma multidão de gente, congestionamento de pessoas! “Odores, ou seriam fedores?” E tudo mais que você possa imaginar ou não! Todos os sentidos em alerta...por aqui uma visão de 360º graus é essencial! Estado de alerta de todos os sentidos mais a proteção das 34 mil divindades... e tudo dá certo! Mas não tem como você não ficar sempre muito atordoada por tudo de impactante que você tromba pelo caminho... Seja positivo ou negativo! A índia pulsa! E você chacoalha! Um simples passeio é sempre repleto de muuuiiitas emoções! A mesquita é bela, mas está precisando ser restaurada. Um Senhor nos acompanhou pela visita e logicamente no final Tip tip tip!!!! No pátio crianças mulçumanas sendo doutrinadas... Sentadinhas no chão com turbantes na cabeça e lendo o Corão , fazendo aqueles movimentos repetitivos do tronco ..meio que em transe! A energia mulçumana é sempre mais pesada...Já o hindu é baiano, com força! “Deixe estar”


A Índia tem algo do Brasil, especialmente do norte e nordeste com 5 mil anos de história e tradição. Uma loucura! Desigualdade, pobreza, fé, simplicidade, ignorância religiosa, sempre acompanhadas de alegria e delicadeza! Pureza que emociona e choca! Por aqui, bem menos violência que no Brasil. Você não tem medo! A sociedade de consumo está chegando, mas ainda muito tímida em relação ao resto do mundo... A cultura, os valores, passam por outros caminhos, apesar de passar também pelo material... difícil de explicar, só sentindo... A lógica aqui é outra, bem diferente dos padrões ocidentais, você aprende outros caminhos! Um privilégio, um choque! Retornando da Mesquita fomos nos aventurar pelas ruas e ruelas, pelos belos bazares... Uma experiência e tanto. De lá fomos almoçar no restaurante que queríamos ir ontem e que seu Kelal resistiu! Mas hoje a mulherada ousou impor sua vontade, restou a ele obedecer! Tentou nos convencer, mas desta vez não colou! Dãsaprakãsh: Comida vegetariana muito boa! Especialidade: comida do sul da Índia Meher Theater Complex,1 Gwalior Road Agra Cantt -282 001


Acho que foi indicação do Lonely Planet, não tenho certeza. Boa pedida! Por lá ficamos um tempo experimentando as delicias da culinária indiana, descansando do caos das ruas, a cabeça estava oca! Depois, com o “satisfeito cheio” e muito cansadas, de corpo e alma, optamos por ir descansar no nosso 5 estrelas... Tomamos aquele banho de chuveiro, quente, forte e relaxante, dormimos um pouco, lemos, rearranjamos as malas, fiz backup de fotos, pus o diário em dia e não saímos mais. Amanhã partimos para Jaipur. Como muitas vezes escrevi o diário dias após alguns acontecimentos, e a India nos deixa atordoados... + "probreminha" de memória, esqueci de comentar: até hoje nas nossas andanças, com exceção do Crafts Museum, e pelo fato de em Delhi, os principais bazares estarem fechados, devido ao feriado, não vimos artesanatos especiais. Compramos algumas coisitas no Crafts: bom gosto e qualidade. Lá comprei um trabalho de um artista feito com folha de bananeira, inacreditável... Pintura delicada e peça cheia de detalhes que abrem, fecham e mudam a “cara da peça”. Crafts Museum Pragati Maidan, Bhairon Marg New Delhi 110 001


Comprei duas, uma vamos dar para o Sergio, a outra é presente para mim mesma! Lindo, diferente! Ficamos conversando com o artista, super simpático e jovem. Ele nos explicou um pouco da sua arte, tradição milenar, da sua região e da sua família! Momento delicioso! No mais, tudo muito comum, vagabundo, e que você acha no Brasil aos montes. Fora que comprar por aqui é algo difícil, o assédio dos vendedores é irritante, te espantam! Mais a confusão das ruas, você desorienta e desiste! Ana e eu optamos por comprar coisas muito especiais. Nossa intenção nesta viagem são outras viagens...vamos andar muito e queremos cada dia ficar “mais leves”. Levar lembranças fora do lugar comum, para os amigos e para nós, sejam materiais ou vivências! E pelo tanto que vamos andar e mais o tanto de amigos queridos, não tem como a mala não pesar! Artista: Rabindra Behera Endereço : UttanPatana Chandanpur /Pun 752012 –Orissa E-mail: radinbra.b4u@rediffmail.com / Link 01 / Link 02 Cel: 9937159751 / 9853502550 Este artesanato é maravilhoso e único!


30/01/2012 De Agra para Jaipur: no caminho, Fatherpur Sikri: Cidade abandonada Partimos bem cedo, dia lindo e quente. A estrada entre Agra e Jaipur é bem mais tranquila que Delhi Agra. Campos verdes e amarelos, com muitas plantações de mostarda, segundo Kelal. Estrada bem mais agradável, bem reta e plana, dupla, muito boa (neste ponto o Brasil é sempre uma vergonha!) com menos trânsito, para a Índia! Apesar de dupla, continua louca, cada um fazendo o que bem entende! Sempre um palco de curiosidades: ônibus com gente no teto, templo no meio da estrada, camelo, moto, sempre caminhões muito enfeitados e buzina, muita buzina.. Por aqui é comum você ver nos ônibus e caminhões: Por favor, buzine! Esta é a lei! Segurança? O que é isto? Mas todos andam devagar. Vimos acidentes com caminhão, virados, sem bater em outros veículos. Dizem que como em todo lugar do mundo, motoristas enchem a cara de “bola” para não dormir e acabam se dando mal! Velocidade nas estradas em torno de 70 km/hora.


Perto das cidades, comércio à beira da estrada, tuc-tucs com gente saindo pelo ladrão, lata de sardinha e riquixás, gente em espreguiçadeiras, contemplando a “zona”, perto de esgoto, muiita poeira... relaxados, parecendo estar curtindo uma linda paisagem!!!! Ommm Ommm Ommm! Mais macacos e vacas cruzando a estrada, a rua, o caminho + “lhões” de pedestres! Super tranquilo! Rarara!!!! No caminho para Jaipur fomos visitar a cidade abandonada de Fatherpur Sikri, desviamos e fomos visitar esta maravilha! Chegamos cedo, com o sol ameno e pouco turista. Esta dica é importante! Quando o sol começou a rachar e a multidão de turista a chegar, já estávamos de partida. É outra coisa! Foi delicioso! Curtimos sem pressa e stress, em paz! Isto por aqui vale ouro! Paraíso! Fatherpur Sikri é imperdível! Aqui conhecemos mais uma brasileira, uma paulista que morou em BH. Ela estava curtindo a Índia. Esqueci que no Taj Mahal também conhecemos dois paulistas, bem turistões. Perdidos, sem saber o que estavam fazendo pela Índia. Aliás um conselho para turista desavisados: não venha à Índia! Tem outros lugares no mundo mais interessantes Paris, Londres, NY, Istambul ...


Na cidade abandonada adotamos dois guias Mirins por total falta de opção, no final foi divertido, eles ficaram felizes com as tips tips tips... e nós também, com a alegria deles por tão pouco! A miséria aqui é crua! Por aqui comércio de tudo, vendedores e guias insistentes e pegajosos não faltam! Eles são tão abusivos que, no final, você acaba tendo que ser grosseira, com força! Fatherpur Sikri é imperdível! Daqui seguimos pela estrada na direção de Jaipur, ao entrar no estado do Rajasthan começamos a notar que os lugarejos, apesar de simples e pobres, no geral eram mais limpos...já pensando no padrão de limpeza da Índia! Mas, independente, a diferença é notória. Fizemos uma viagem “tranquila” e Kelal, antes de chegarmos a Jaipur, nos sugeriu conhecermos um templo muito antigo na entrada da cidade... Templo dedicado a Hanumman, a divindade macaco. Local muito louco de energia muito forte: Madir Thikana Shri Galtaji Trust. Imperdível, valeu Kelal!


O Templo fica à base de uma montanha forte e imponente, numa região bela! Na área do templo corre uma queda d’água que forma um lago! Primeira “água viva” que nos deparamos na Índia, água límpida... Seria milagre de Hanumman !? O local anda meio abandonado, uma pena! Mesmo assim, continua maravilhoso, todo pintado de afrescos coloridos e repleto de detalhes, perfeitos, delicados. Misterioso e muito impressionante! Mágico! Aqui você sente medo e paz ao mesmo tempo! Sempre na companhia dos Macacos, os donos do pedaço! No início Ana e eu achamos engraçado, pois por um longo tempo não vimos nenhum deles... Mas, de repente, perto da queda d’água eles começaram a surgir aos montes e por todos os lados, uma loucura! De olho nas bananas e alimentos que alguns turistas levam! Aos poucos você vai entrando em outra dimensão... No mapa astrológico da Ana é sugerido que ela ore para Hanumman, então Ana quis receber uma benção especial neste local dedicado a esta entidade tão respeitada pelos hindus! E neste local tão mágico e especial Ana participou de uma cerimônia onde um monge recita mantras ancestrais, enquanto coloca no seu pulso direito uma fitinha (Igual Senhor do Bonfim, Senhor Hanumman, não disse que Bahia e Índia são assim, assado!) e marca com um pó vermelho a região do terceiro olho, um risco na vertical.


Na índia, as cores, a posição do risco, o tipo de simbolismo representam as diferentes divindades hindus! No final, a benção para valer tem que ter tip tip tip.. C’est l’ Índia com suas controvérsias entre o céu, a terra, o inferno! E neste caso, os macacos! Este ato foi em frente a um belo e colorido altar com vista para o vale! Após a benção Hanumman com tip, o monge sugeriu a Ana fazer sua oração pessoal. Assim terminou o ritual... apesar dos pesares, sempre lindo, rápido e no mínimo curioso! Passamos um bom tempo por aqui curtindo cada lugar, explorando cada canto... encantadas , pasmas, atordoadas com a forte e louca energia daquele lugar; medo e paz... paz e medo... medo e paz... paz e medo...sem dúvida, mágico! Em alfa, anestesiadas, seguimos para Jaipur, a cidade Rosa, chegamos por volta das 18 horas, cidade grande, em torno de 8 milhões de habitantes! No caminho Kelal nos advertiu que Jaipur era muito zoneada e barulhenta! Ai que medo!!! Meu Deus! Hanumman, o que nos espera? Chegamos na hora do rush, como em todo lugar do mundo... mas vocês não podem imaginar o que é um “rush indiano”. Quero mamãe! A sensação é que nunca mais sairíamos do lugar, lentamente fomos chegando na região do nosso hotel. Kelal meio perdido, sem saber exatamente onde era nosso hotel...


Tudo isto, entre vaca, macaco, camelo, legião de pedintes, aleijados, ambulantes, trânsito caótico , barulho e gente, muita gente: na Índia não existe passeio e rua, tudo é uma coisa só! Chegamos numa avenida onde Kelal supunha ser nosso hotel. Ficamos desanimadas, apesar de o Hotel ser indicação do Sergio que dizia que era um local especial, a avenida era um caos indiano, com força! Ana e eu, exaustas, não tínhamos condição de sair do carro. Kelal desceu, se informou e veio nos avisar que não era aquela a rua, era logo ao lado... E aí, mais uma surpresa indiana: a rua do nosso hotel era um bequinho arborizado, muito verde e silencioso para os padrões indianos. O hotel super simpático e cheio de pássaros cantantes! Uauuuuuuuuuu, isto é bom em qualquer lugar do mundo, mas na Índia chega ser inacreditável! E para completar, quarto confortável, chuveiro bom, ótima comida. Restaurante excelente. Sistema de cardápio especial: no Café da manhã você monta seu café incluído na diária. As outras refeições eles montam uma mesa com as comidas a serem servidas e com placas de explicação em inglês. (Por aqui gente do mundo todo, impressionante!). Ótima ideia: comida e preço excelentes! O Cheese Nam daqui e o Chai são inesquecíveis. Jardim super agradável, arborizado e florido, mesinhas e cadeiras ao ar livre!!!! Auuuuuu, rua tranquila, internet e lojinha com artesanato variado, de bom gosto e barato...


O paraíso tem nome: Hotel Arya Niwas. O Arya Niwas contraria a lógica dos hotéis onde tudo é caro! Você se sente em casa! Fomos conduzidas até aqui pelo nosso anjo da Guarda Sergio. Namastê! Hotel 2 estrelas! Que valem muitas!!!! Comentários: Ana e eu temos chamado a atenção: estamos vivendo momentos de pop star, chegando até dar uma de estrela, desprezando o assédio...O tempo todo acham que somos Twins, e para facilitar decidimos que somos! E ponto final! E que nossos maridos e família estão logo ali, nos esperando, e não é que tem indiano que quer ir lá conhecê-los ou esperá-los! Haja saco e desculpas esfarrapadas! São os indianos e sua total falta de “desconfiômetro!”. Os indianos tem na ponta da língua o jargão: “Brasil? Oh very good country!” Brasil e qualquer outro! O lance é puxar o saco, dar uma de simpático quem sabe não rola tip tip tip ou um “negucin”...10 rupias, very cheap, madame! Brasil? Europa? Sul America? Não tem noção do que se trata! Já alguns, futebol, Ronaldinho, Kaká, carnaval... Original, não?


O pessoal de nível universitário e alguns comerciantes sabem bem do Brasil, economia, política, Rio, São Paulo, Amazonas, e até o valor do real em relação ao dólar... O povão nada! Ignorância total como aqui: Índia? Mulher do Índio? Pela Índia, gente do mundo todo, mas a grande maioria são franceses, depois italianos e muiiiiiiiiiiitos orientais, de todos os cantos, Taiwan, China, Japão, Vietnam, Tailândia... até agora pouco brasileiro!

31/01/2012 Depois de uma noite muito bem dormida, “in love” com o Arya Niwas e depois de um delicioso e calmo café da manhã, curtindo o jardim, o silêncio indiano e o visual, descansadas e felizes, partimos para conhecer a cidade Rosa. Que não é assim um mar de rosas!


Começamos por um lugar estranho... cemitério dos Marajás. Que loucura! Grande parte dos belos monumentos da índia são tumbas! Ficamos por ali apreciando a riqueza de detalhes das tumbas, o luxo, e filosofando: para que tanta “pompa?”. Ainda mais neste país onde a grande maioria é miserável!? Onde o sagrado é tão presente! Vai entender? Aliás, o sagrado aqui é totalmente materializado, para a grande maioria... Como a Bahia, minha gente! O Sagrado sutil, divino é para poucos! Perto do cemitério subimos uma escadaria que dá num templo que fica no alto de uma montanha, subimos parte por curiosidade, para ver a vista... Nada de especial, lá embaixo a cidade rosa... Miserável, feia e cheia de amontoados de fios, “gatos“ (não sei como a Índia não pega fogo!). Daqui fomos para o Ambar Forte, lindo! Fica meio fora da cidade, aos arredores. Logo a seus pés, fomos a um templo muito antigo, dedicado a Lord Krishna e Vishnu: mágico, cheio de paz e silêncio, arquitetura linda! Aqui passamos momentos agradáveis conversando com o neto do Swami, responsável, guardião da energia espiritual do local sagrado. Lá, numa cerimônia simples, recebemos uma marca laranja no terceiro olho, em forma de círculo. A simpatia e a energia desta pessoa nos encantaram. (Esqueci seu nome e de anotar! Que pena! Merecia!) Ele é deficiente físico, para se locomover ele se arrasta pelo chão! Ele é tão ágil, natural, e de tão bom astral que você esquece este detalhe!


Ele nos contou sua história e a do Templo. Comovente! Aqui você dá tip tip tip se quiser...ele te deixa à vontade, não faz nenhum tipo de pressão como em outros locais, quebrando todo o clima, mas no fim o resultado foi o mesmo: tip tip tip! Saímos de lá tocadas. Não tem como sair de um “encontro” deste sem pensar no sentido da vida... Quem somos Nós? Namastê! De lá subimos para o Ambar Forte, Maravilhoso! Vista linda! Super conservado e grandioso. É por aqui, que se você quiser pode subir de elefante! O preço é absurdo, quase mil rupias (900 rupias e mais naturalmente tip tip tip!!!). Optamos por subir de carro com Kelal e fomos no portão da frente ver a chegada dos turistas... Parece que você voltou no tempo, a pintura no corpo dos elefantes são belas, mas já eles, coitados, achamos mal tratados e cansados... Deu pena! No Ambar passamos grande parte do dia curtindo este monumento impressionante, uma cidade, com arquitetura divina. Por lá, curtimos a cerimônia do Aarti, dentro de um lindo templo dentro do Forte, nos extasiamos com os incríveis encantadores de serpente, curtimos lindas lojinhas com artesanato de bom gosto, qualidade e preços salgados para turistas (mas sempre baratos para estrangeiros!). Aqui você “converte & diverte”. E pelas ruas do Ambar, ambulantes com peças, objetos e papelaria especiais... Uma viagem, se não controlar leva tudo! Acabei não resistindo ao aroma e encanto do vendedor de perfume artesanal e comprei um, de lótus, natural... Maravilhoso. Arrependi de não ter comprado mais...


Adquiri uns cartões maravilhosos, cadernos, papelaria. Numa livraria e papelaria dentro do Ambar, caímos no bom papo do vendedor. E fizemos papel de Turista otária!!!! Como aqui tudo é sempre barato - quando você converte, o vendedor ao perceber nosso “encantamento” com uns cadernos artesanais maravilhosos e outros objetos, aproveitou e armou sua cena... Nos enfiou a mão! Descobrimos depois, conhecendo mais o comércio e a lógica indiana: “O Filho da...” no seu teatro fingiu nos dar desconto, ofereceu brinde - calendário 2013 - deixou tirarmos fotos da loja, pois o que ele mais queria era a nossa satisfação. E isto não podemos negar, a sua competência, saímos de lá super felizes! Mas a realidade era que o caderno custava 80 rupias (1,6 dólares, em torno de 3 reais). Já, o meu, custou a bagatela de 400 rúpias (com desconto de 100 rupias, que aliás ele nos deu por sermos clientes muito especiais; 8 dólares = 16 reais). Sina de turista em qualquer parte do mundo!! Mas mesmo com este assalto, o caderno artesanal, lindo, na minha opinião, ainda foi de graça! No Brasil ele não sairia por menos de 50 reais, com certeza! As outras coisas que compramos não tivemos coragem de checar...


Afinal chorar pelo leite derramado e especialmente durante uma viagem, não vale a pena! Turista tem que ter um super bom humor!!!! Mas o caminho não é por ai... No Ambar também curtimos uma exposição de arte moderna indiana muito bacana, na galeria Artchill. Um artista em especial chamou a nossa atenção pela beleza e criatividade da sua pintura, pelo conjunto da sua obra: Yashwant Shirwatkar: ele pinta com garfo e nunca desenha antes, pinta direto. A arte de Yashwant é divina! Passamos horas por aqui e depois fomos curtir o lago de Jaipur, no fim de tarde. Clima agradável, dia lindo, pôr do sol, feirinha, ambulantes vendendo de tudo um pouco, camelos enfeitados e água de coco, tomamos uma e lembramos especialmente do Brasil. Ainda no Ambar fizemos um gostoso lanche na cafeteria Coffee Day (rede espalhada pela India/padrão internacional!). Ela fica bem escondida pelos becos e ruelas do complexo, descobrimos por acaso... Ele é muito boa, mais cara, mas de qualidade. Já conhecíamos de Delhi. Uma boa pedida: Sanduiche de espinafre, tempero especial e logicamente, apimentado, mas no ponto! Delícia.


Cansadas, retornamos para o nosso paraíso, o nosso lar Arya Niwas... Bom banho, boa mesa, uma navegada pela internet, consegui falar como Cid, foi ótimo e depois, cama! Amanhã muitas aventuras nos aguardam!

01/02/2012 Tomamos nosso café da manhã delicioso, sem pressa. O dia estava lindo, ficamos curtindo o agradável jardim do hotel, os pássaros, a calma, o frescor, o verde, as flores... Ficamos ali “quentando” no sol do inverno indiano, aquecendo a alma, com o silêncio que a Índia permite. Alias, já mudamos nossos padrões de silêncio! Bem menos exigentes! Rarara!!! Aqui no nosso paraíso, especialmente, ao entardecer temos uma sinfonia de pássaros! Sagrado! Descansadas e em paz, seguimos para o City Palace no centro da cidade Rosa, aí a coisa já muda.. .Adeus sossego! Viva o caos! A cidade Rosa é decepcionante... muito caótica e confusa... O Palácio dos Ventos, Hawa Mahal, monumento tão conhecido e famoso ao redor do mundo, é ainda mais decepcionante, no meu imaginário de fotos, novelas e revistas ele era bem mais majestoso e ficava num majestoso largo, praça, sei lá.


Mas que nada, está espremido numa Avenida estreita e caótica indiana... Passamos por ele e custamos a sacar que era “Ele”. Bem diferente das imagens que rodam o mundo, Maya! (= ilusão!). Passou despercebido... Precisamos atravessar a Avenida, para, aí então, entender e identificar que aquele prédio, até bonito, era o Grande Palácio dos Ventos... nem animamos a entrar.. nos contentamos com o visual de fora! E fora que achar a entrada do Palácio dos ventos é uma aventura! Você entra num tipo de galeria, desce escada, vira aqui e ali, se perde e finalmente chega... Do City Palace também esperava mais, na ala mais bela e imponente, onde hoje mora a família real, pode até entrar... desde que você pague a bagatela de 2500 rupias /pessoa ( em torno de 50 dólares /100 reais). Ficamos “P” da vida!!! Pão duramos e resolvemos não entrar... fomos na outra parte do grande complexo ( 300 rupias = 6 dólares /12 reais). Nada tão especial, mas valeu a pena! Mais caro que o Ambar Fort que dá de mil! Vai entender! O Museu de armas com seu teto delicadamente pintado e todo colorido é impressionante! Já a lanchonete do complexo, cara e ruim ...pode pular!!!


Do City Palace saímos andando pela região, bem no centro de Jaipur. Sempre uma aventura à parte: Atice todos os sentidos e boa sorte! Passamos pelo Jantar Mantar Observatório astronômico, mas como estávamos cansadas só vimos por fora, preferimos explorar as ruas, o que exige bastante energia, disposição e atenção. Descobrimos templos, nos exaurimos com a abordagem dos vendedores, o barulho, o trânsito, a multidão, as cores, os aromas, as surpresas... A vida pulsa... a vida pulsa. Você lida o tempo todo com a repulsa e o encantamento... A Índia pulsa! Desta aventura, atordoadas, fomos para o hotel. Sonhando com nosso recanto verde silencioso, o banho quente, a boa mesa e a boa cama. Amém! Notamos que em Jaipur o artesanato, no geral é muito bonito e bem feito, diferente das bugigangas que andamos vendo por outros locais. Bom para compras. Por aqui o impulso é de fotografar sem parar... Mas é impossível você captar a “alma da Índia”... com as tantas cenas incríveis que você se depara a cada momento. Impressionante! A índia verdadeira só ao vivo e a cores! E olhe lá! Para começar a conhecê-la, talvez com muitas viagens...


Outro comentário: Espaço público, aqui realmente ele existe: “... a praça é do Povo como o céu é do

avião...” cada m2 é ocupado, intensamente... Gente, trânsito, animais, arte, trabalho, oficio, comércio, lixo, comida & esgoto, templos, oferendas, fios & gatos, barulho, latrina a céu aberto, desordem, ordem, todos cabem no aparente caos da lógica indiana! Um aprendizado?! Por um lado sim, por outro enlouquecedor! “... Alguma coisa está fora da ordem, fora da ordem mundial...”, mas não da Indiana! Será que Caetano andou passando por aqui? Apesar de que Bahia e Índia são almas gêmeas em dimensões diferentes! Oxalá!!! Namastê!!!!

Baratas, ratos e mosquitos: pela realidade eram para ser muito, uma multidão!!! Vi um, ou outro, pequeno e tímido e até em lugares que você não imaginaria, como por exemplo, num chique café em Délhi, uma baratinha voadora na parede... ora, isto acontece. Rato vi nos templos dedicados a eles, e mais uns dois, um na rua, pequenino e tímido, nada assustador como, por exemplo, as ratazanas imensas e horrendas de Santos! Outro dia, vi no restaurante onde comia em Rishiskesh. Sobrevivi!!! Mas não voltei! Mosquitos com o calor aumentando, apareceram mais, especialmente nas cidades onde se come carne.


No mais, super tranquilo, apesar dos pesares! Já no verão... Não sei... Fui no Inverno. Isto é a Índia... Inacreditável! Índia e seus mistérios! Seria a alimentação, as massalas? Vai saber!

02/02/12 Começamos o dia visitando o Templo de Lakshmi, a Deusa da abundância, da fartura e da prosperidade. De cara o templo não nos tocou. Templo moderno, nada de especial, frio, todo branco, cortina cerrada... Faltava vida, especialmente se comparado aos outros belos templos que havíamos visitado, cheios de vida e cores! Não sei se comentei que as cortinas dos templos cerram para as divindades descansarem. Quando você está na índia você entende, claramente, o porquê disto! Afinal, nem as divindades são de ferro! Já estávamos lá fora indo embora quando ouvimos um som mágico vindo de dentro do Templo... O som da concha sagrada... Meio que seduzidas fomos na direção do som... Era hora da “labuta divina”, as cortinas estavam se abrindo, a cerimônia do Aarti começando, o altar se iluminando e a bela cortina vermelha se abrindo... Uma multidão apareceu do nada... Ana e eu nos perdemos. E aos poucos surgiu a imagem forte de Lakshimi e Narayan, o protetor da Terra.


Auuuuu uuuu uuuu foi de arrepiar... Uma forte música tomou conta do ambiente, as pessoas meio que em transe, fixavam o altar, levantavam as mãos, e os sacerdotes cantavam e acompanhavam o ritmo do som com manobras maravilhosas com as mãos, que carregavam candelabros repletos de velas!

Auuuu uuuuu uuuuu O tempo que antes parecia sem graça e frio se transformou num local mágico e sagrado... Arrepiei e aqui não deu para segurar o choro, as lágrimas desceram e senti fortes calafrios... Entrei em outra dimensão. Quando reencontrei a Ana ela também estava muito emocionada e tocada com a cerimônia rápida e forte que nos envolveu dentro do Templo, que não nos disse nada, num primeiro momento, e que de repente... Se tornou inesquecível! Então tomada pela emoção, foi aqui que resolvi acender a vela que Elida havia me dado e me pedido para acender num lugar especial que mexesse comigo! Como a vida nos reserva surpresas... Depois de tanto ver templos, lindos e emocionantes, nenhum havia me dado vontade de “acender” a vela da Elida.


Mas neste que me pareceu sem graça, num primeiro momento, e depois mágico, foi onde me deu vontade de colocar a vela para queimar. E Lakshimi é a Deusa da prosperidade... Que ela ilumine os caminhos da Elida e sua família! E que Narayan proteja o mundo para que todos vivam em paz! Namastê! Quando tudo aconteceu eram 11 horas da manhã na índia e por volta de 02h30min da manhã no Brasil. Elida, você sentiu calafrios noturnos? Ufa! Quantas emoções, parece que estamos aqui há muito tempo! Que loucura! Missão cumprida, mais um momento surpreendente nestes 15 dias da nossa viagem pela Índia... Pela vida. Amém! Na saída do Templo tem umas lojinhas nada atraentes, mas por lá compramos umas coisitas interessantes e com ótimos preços. Comprei um livrinho em sânscrito ou híndi de Lakshimi, para Elida, of course! Daqui seguimos para uma loja de tecidos, roupas e joias, onde tivemos a oportunidade de ver como se faz estampas e cores nos tecidos. O artesão realiza sua arte com carimbos. O resultado é fascinante, assim como sua agilidade e precisão.


Da loja pega turista, compramos por aqui dois lindos lenços de seda, saímos atordoadas com a chatice dos vendedores para o Central Museum, que fica na região moderna de Jaipur, muito parecida com Nova Delhi, bem diferente da parte histórica. Aqui as ruas são largas, arborizadas, mais tranquilas e bem mais limpas... apesar de sujas! Apesar do acervo muito interessante, o prédio está bem detonado e os indianos não dominam a arte e a técnica de se montar museus. São terríveis. Eles conseguem avacalhar e desmerecer as belas peças expostas! Falta luz e sobra poeira! Incrível! O melhor museu aqui são as ruas, as pessoas, a vida na Índia! Apesar dos pesares, se tiver tempo, vale à pena uma visita especialmente ao 2º andar, pinturas, instrumentos, cerâmicas, peças de madeira entre outras... Exemplares maravilhosos da cultura indiana de diferentes épocas e regiões Depois de um banho de cultura fomos a um banho de loja. Dia kit Consumista. Kelal nos levou numa boutique muito bacana, de uma designer moderna indiana de muito bom gosto e com ótimos preços: Ekta Bakshi, roupa indiana de cara nova! Aqui você compra em paz.


Acabei comprando uma echarpe maravilhosa que vou dar para Amanda ou Tanira e uma bata colorida com tinta natural, sem química, e uma Money belt. Tudo saiu por 80 reais. Ana experimentou muitas coisas, mas acabou não levando, as peças não caíram bem! Uma pena! E com nosso lado Kit consumista coçando... Acabamos indo visitar a loja do Hotel Arya Niwas. Este paraíso é surpreendente. Contrariando as regras, aqui a loja é barata e tem variedade, qualidade, bom gosto e excelente atendimento. Por aqui ninguém enche seu saco. Você curte a loja em paz! Sem constrangimentos. Resultado: compramos muito e bem. Aqui comprei umas pinturas à mão divinas. Vou ficar com uma, a outra é do Rennó e Passarinha! Eles vão apreciar! Em frente ao Arya Niwas tem uma loja muito bacana, de bom gosto e bons preços. Só apreciamos. Mas lá vale à pena uma visita. Esqueci de anotar o nome, mas é bem em frente e tem uma linda vitrine! Depois deste dia Kid Consumista, tomamos um bom banho, arrumamos nossas malas... Amanhã partimos para Pushkar... curtimos a boa mesa, a bela noite, o jardim... E fomos dormir em paz... Já com saudades deste hotel paraíso, Jaipur foi bom, mas a cidade Rosa não é assim tão especial, com exceção do Ambar Fort.


Por aqui em cada canto, recanto, árvore, rua, beco, ruela, loja... espaço, existem templos que te conectam com o divino no meio do caos. Pela índia um espelho retrovisor colado ao corpo é uma boa pedida. Estamos ansiosas com as surpresas que Pushkar nos reserva... Dizem que lá é um paraíso, será?

De Jaipur a Varanasi 03/02/012 Saímos de Jaipur por volta das 09h30 na direção de Pushkar. No caminho, paramos em Ajmer para visitar a Dargah Sharif-tomb: um dos mais importantes templos mulçumanos de peregrinação Dargah, tumulo de um sulfi Santo, tumba para variar... Antes passamos no Soni Temple, templo janista.


Os janistas acreditam na “não violência”, seguem uma dieta totalmente vegetariana e acreditam em não causar o mal a nenhuma criatura viva, por isso dizem que se estão andando e veem um inseto, uma formiguinha que seja, desviam seu caminho.... O templo é uma surpresa surreal! No seu interior, uma cena de conto de fadas...de era uma vez...1001 noites...uma caixa de sonho dourada que guarda um mundo mágico lúdico que representa a terra e o Paraíso... a impressão é que tudo está flutuando...várias cenas, músicos, elefantes, cisnes, barquinhos, gôndolas ,cavalos, pessoas voando... No chão, castelos, mitos, guerra, trabalho...enfim, cenas que representam a vida na terra. Tudo em dourado, com força! Ricamente trabalhado, dentro de uma gigantesca cúpula de vidro, pena que um pouco detonado. A impressão é que você estava no País das Maravilhas...só faltou Alice! Ficamos por ali viajando...curtindo este mundo de sonho e fantasia. Ana pirou neste lugar! E viajou... Desta energia leve e lúdica caímos na energia pesada e estranha do mundo muçulmano: foi um choque! A ida até o Dargh Tomb já é hard: uma rua repleta de pessoas mutiladas se arrastando e pedindo esmola e um comércio hard...rua suja e barulhenta... fiquei chocada e desnorteada... Meu Deus como a Índia é louca!


Ao chegarmos no Dargh, estava rolando uma cerimônia de orações: homens no grande pátio, na ala principal...já as mulheres espremidas num pequeno canto do enorme complexo. Que de belo não tem nada, chega a ser de mau gosto e está bastante detonado...uma coisa interessante aqui, outra ali.. Mas interessante mesmo é vivenciar a movimentação, os costumes, de uma gente tão diferente! Ficamos no cercadinho com as mulheres e fomos o centro das atenções! Umas nos olhando com curiosidade e sorrisos... outras com olhar desconfiados. Algumas se aproximaram cheias de perguntas e até o celular de uma moça que mora na Caxemira, eu tive que registrar no meu celular... enquanto eu não anotei ela não me deu sossego! E os nossos maridos? E os filhos? Éramos mesmo mulheres? Mais uma vez, nos sentimos ETS .O universo é outro! Depois de tantos “olhares”, finalmente as orações finalizaram e o “curral das mulheres” foi liberado. Pudemos entrar no complexo, uma grande área aberta com uma Mesquita, imensos poços para oferendas, fontes de água, pequenos templos e gente, muiiita gente, música e cantos fortes... Na mesquita, uma exposição de artistas mulçumanos, mas nada especial.


Enquanto estávamos curtindo a exposição, um sujeito mal humorado veio nos chamar atenção por estarmos carregando os sapatos, não podia! Eles tinham que ter ficado na rua! Desculpa! Mas na realidade, o que incomodou, de fato, foram duas mulheres sozinhas ocidentais, por ali, péssimo exemplo! Ele nos olhou de maneira desagradável. O clima pesou, resolvemos não encrencar e sair fora... Fomos visitar a área aberta, com o nosso sapatinho na mão... lá estávamos curtindo a música e o canto, quando o

implicante veio de novo atrás de nós falando alto e gesticulando ainda mais nervoso... fingimos que não era com a gente...mas ele não deu trégua! Sendo assim, resolvemos partir... e lá veio ele atrás da gente. Ao sair, sentei no último degrau da escadaria do Templo para recolocar os sapatos e “cortem a cabeça!!!”. Sem querer coloquei meu sapato no degrau (que era imundo!). E não é que o Chato lá do alto da escada começou a xingar novamente? Bastante chateadas, fomos embora! No caminho de volta, da Mesquita ao carro, mais uma vez tivemos que enfrentar o show da miséria humana...miseráveis se arrastando pelas rua imunda, expondo seus defeitos naturais ou não (muitos se mutilam para “ganhar a vida”). Na volta, minha reação foi de antipatia... até de frieza. Já a Ana foi de indiferença. No caminho, também tivemos que ser grosseiras com uma criança pedinte que nos acompanhou até o carro, nos pegando e pedindo esmola...profissional como tantas outras... mas tão chato que você se torna rude... se der para um, uma multidão começa te seguir também querendo algo...


A Índia por um lado te endurece, te faz impotente diante de tanta miséria... material, física e espiritual! Chegamos a Pushkar por volta das 16 horas. Pushkar é uma cidade sagrada, vegetariana, nada de bebida alcoólica. Pelo menos oficialmente, dizem que aqui rola muito droga! Especialmente, a maconha, cidade hippie! O hotel ficava afastado do centro, numa linda área verde no meio do deserto.. um oásis, confortável até demais! Chalés deliciosos, padrão realmente internacional e com um restaurante da mesma rede do delicioso restaurante do Lodi Garden em Delhi. Pushkar é famosa pela qualidade dos produtos produzidos aqui a partir de rosas: especialmente a água: para beber e para se embelezar! Fomos recebidas no hotel com água de rosas (tipo um chá... gostoso, mas doce. Por aqui tudo sempre muito doce!) e nos quartos sabonetes maravilhosos de rosa. Depois de tantas emoções foi mágico curtir a paz e o conforto deste lugar: Silêncio!!!! Hari Om! Silêncio!! Namastê! Acompanhado de um maravilhoso por do sol... à beira de uma piscina linda e um belo terraço! Me belisca... estou na Índia??? Tomamos um banho, jantamos maravilhosamente bem, navegamos na internet, diário e cama... ZZZZZZZZ ZZZZZZZZZ ZZZZZZZZZ!!!!

Namastê! Amém nós todos!


Detalhes: A índia pode não ser uma especialista em hotelaria no quesito higiene, mas a simpatia e delicadeza do pessoal faz você esquecer tudo! Nisso eles são nota 1000! Sempre um sorriso, um jeitinho especial que cativa...com ou sem intenção de Tip..tip tip...Você sai sempre feliz! As toalhas como sempre encardidas e duras. Por aqui, pelo menos limpas!

04/02/2012 Durante o dia passeamos pela cidade. Dia lindo! Pushkar é uma delícia, é muito agradável. O lago é lindo e vivo para os padrões indianos, limpo! Ficamos sentadas por um tempo no Ghat, em frente ao Café Sunset, observando as pessoas, os rituais de purificação, a natureza, o céu azul, e a paz do lugar... um sonho, depois de cidades tão barulhentas! Aqui você descansa, menos gente, confusão e barulho...para a

Índia!!! O comércio de Pushkar é bem variado e muito bom, ótimo local para comprar. Hoje comprei para Amanda ou Tanira (ainda vou decidir) um lindo colar numa loja muito bacana e diferente. A produção das peças é limitada e de muito bom gosto. Robin Shop Brahm Chowk –Pushkar -305 022 (do outro lado do lago: oposto ao Café Sunset)


Depois fizemos um lanche no OM Shiva, ótimo restaurante, muito agradável, arborizado e fresco. Descobrimos por acaso, mas ele é muito bem indicado nos Guias. Lanche foi gostoso, mas nada muito especial. Near Pushkar Palace Hoje foi o dia de mico! Ou melhor, de camelo pagando mico, hahaha: todo turista corre este risco, mesmo sendo experiente! O pacote parecia irresistível: fim de tarde no deserto para ver o pôr do sol, ao anoitecer a luz de velas e um jantar com danças típicas da região. As fotos eram tentadoras! Caímos como pato!!! Tudo mentirinha! Maquiagem! E ainda por cima caro 87 dólares/pessoa em torno de 180 reais! Que ódio! Rimos para não chorar!!!! Nosso passeio começou por volta das 16:30... nossa ideia era fazer o passeio amanhã...mas o “agente” nos convenceu fazer hoje...pois tinha um “grupo” já organizado! Chegamos na agência e cadê o Grupo? Segundo o agente, íamos encontrá-los no caminho...


E lá fomos nós as turistas desavisadas! Acompanhadas de dois adolescentes que guiavam os camelos: um falava mais que Papagaio na chuva, em híndi e sem parar, ou melhor, apenas para respirar e pegar fôlego para recomeçar...Já o outro, no “cio” veio me esfregando ao ritmo do balanço do camelo... Dei o toque na Ana ela disse: “Não! Acho que é o balanço!!!”. Andamos, andamos e andamos e nada de deserto nem de Grupo... só periferia da cidade! Perguntamos pelo Grupo, os Guias Mirins responderam: “logo ali vocês irão encontrá-los”. Paramos para ver o pôr do sol... ao lado da cidade... deserto cadê você? O Pôr do sol estava belo, apesar do lugar nada especial.. tiramos fotos... O rapaz no “cio” não perdeu oportunidade e passou a mão discretamente, estilo

mão boba, na Ana que, imediatamente me respondeu... “É.. nós estamos sendo abusada!!!... O rapaz está afoito”... começamos a rir e ficar griladas... Continuamos o passeio pela periferia e logo ali paramos... ao chegar, não acreditamos... o “deserto” era cercado, com dois barracões horríveis que atrapalhavam o pôr do sol, umas tendas e camelos decadentes compunham o cenário... E um grupo de dançarinos mal vestidos e fracos, cercado por um Grupo de turistas idiotas que sentados, apreciavam o "show tradicional 1001 noites no Rajasthan!". E para completar...dançando junto!


De “fu!!!” Em frente ao deserto uma plantação irrigada... Ana e eu tivemos um ataque de riso para não chorar...ríamos de nós mesmas pelo papel triste que estávamos fazendo e alegres de não fazer o papel triste que os outros se dispunham a fazer : dançar!!! Que ridículo! E o jantar? Por enquanto nada!!!! O pôr do sol, apesar dos barracões, foi lindo e uma lua crescente, maravilhosa salvava a triste situação. Enquanto o Grupo tradicional molambento dançava o “serviço” servia: coca ( uma só rodada!) depois um refri que nunca vi na vida, cor de laranja! Intomável! Ana e eu apesar de “p” da vida continuávamos rindo! Para não chorar... Para completar, quando o sol se foi, gelou!!!! Justiça seja feita: o grupo tinha dois dançarinos muito bons, uma bela jovem e um rapaz cheio de graça! O restante dançava e tocava mecanizados, doidos para acabar e receber a tip..tip...tip.. Ana e eu top top top neles, não demos um tostão! Já os turistas babacas encheram o chapéu da turma!!! Ao anoitecer acenderam a fogueira, nos aquecemos um pouco (mas a fumaça tomou conta do lugar!) com a escuridão da noite, que esconde a realidade, as roupas coloridas ficaram menos molambentas, a magia do fogo e da lua, tornaram o ambiente mais interessante e o show mais suportável.


Os dois dançarinos arrasavam, tanto em dupla como fazendo solo, o problema é que quando eles entravam em cena, o besta do agente colocava o Grupo de babacas desajeitados para dançar com eles! Ai ai ai era de “Fu”!!! Programa de Índia ou de camelo? Mais tarde... veio o grande jantar: nada especial, mas honesto e super spice. O pão servido quente é que era muito bom! O primeiro pão que comi com casca dura na Índia, bem rústico e integral! Foi, tbm, servido um doce gostosinho bem docinho como os doces por aqui! Pela “realidade” do Programa Pega Turista Idiota, o jantar foi melhor que esperávamos e péssimo em relação ao que imaginávamos de um jantar no deserto e pelo que pagamos!!! Rarara... a situação faz o ladrão. E o detalhe de sempre: apesar dos pesares, os indianos são sempre gentis! Você fica na dúvida se é esperteza ou falta de competência: que eles estavam dando o seu melhor!!!! Não tenho dúvida! Acreditem! Meio que de repente o Grupo de dança depois de rodar o chapéu... evaporou! Fim da grande aventura no “deserto” das 1001 noites periféricas!


Subimos no camelô e lá fomos nós de volta para a “casa”... No balanço do camelô e do “rela rela” (P da vida, na primeira relada, lancei um olhar atravessado para o Tarado do deserto... ele se mancou!). Voltamos por outro caminho e para nossa surpresa... estávamos, praticamente do lado do nosso hotel... A ida tinha sido apenas mais uma enrolação do complô pega turista... para dar a ideia que tínhamos andado muito para alcançarmos o deserto perdido !!! Rindo de nós mesmas e de toda a situação retornamos para o Hotel curtindo a noite maravilhosa. Os camelos são confortáveis, muito mais que imaginávamos! Ao chegar ao hotel começamos a ouvir uma música... descemos do camelo, o tagarela e o Tarado , na descida mais uma deslizada de mão... abriram um sorriso...loucos pela tip tip tip... e ai a vingança top... top ...top... abrimos um sorriso, agradecemos e nada de tip! Despedimos, rapidamente, para ver que música era aquela que vinha dos jardins do hotel... O jardim estava lindo repleto de tochas acesas, um belo cenário montado, onde um grupo de dança e de bonecos se apresentava para pessoas que jantavam a luz do luar... Fomos nos aproximando e para nossa surpresa... adivinhem quem eram os dançarinos? A Turma do deserto da periferia.


Evaporaram na periferia e surgiram aqui!!! Ana e eu não acreditamos e tivemos um ataque de riso! Este detalhe fechou com chave de ouro o nosso dia de turista desavisado! E não é que no hotel, com a beleza do jardim, a luz e o belo cenário, as roupas coloridas pobres, se tornaram lindas vestimentas folclóricas (a molambada era a mesma). O mundo é uma fantasia... tudo é mentirinha! Os dois dançarinos deram um show agora, sem a interferência de nenhum turista dançante, estilo babaca perna de pau! Então, sobre um cenário mágico curtimos o show, a arte dos dançarinos... no deserto de Pushkar ! Viva os camelos! Viva as risadas & reladas! Viva a lua que iluminou o nosso caminho... Viva o bom humor! Numa viagem até o que é “fria” tem que se transformar em uma boa experiência e de preferência com boas risadas! Este programa de “cocar” foi um marco na viagem...na experiência de turista... pedimos às Divindades que nos livrem de outros micos! Rarara. E pela vida de turista afora... com experiência ou não, com certeza, outros micos-camelos virão...turista é bobo! Vira Criança!


05/02/012 Hoje foi dia de descanso, de dormir e curtir o café da manhã, o silêncio e a beleza do Hotel. Tivemos que trocar de quarto, pois ia chegar uma turma da pesada que ia se hospedar na região do nosso chalé, então a gerência nos sugeriu mudar para outro Chalé mais confortável e tranquilo...longe dos inconvenientes. Fizemos tudo com calma e saímos por volta das 13hs. Fomos para Pushkar e por lá ficamos curtindo o comércio, as ruelas, os cantos e recantos desta cidadezinha tão especial! Fizemos umas “compritas”, lembrancinhas... Um espertinho quis nos dar o golpe do troco, nos encheu de notas de pequenos valores, todas emboladas, achando que não íamos contar...Rarara, tolinho... conferimos e estava faltando muiiito troco! Reclamamos e ele, sem discutir e balançando a cabeça a la indiana, nem sim nem não, nos restituiu o que ele “confundiu”. Golpe: se colar... colou!!! De lá fomos atrás de uma lojinha de miniaturas lindas que tínhamos visto no dia anterior. Nesta loja, que na realidade não era pequena, fizemos nossas mini-compras: lindas miniaturas e com um preço especial e outras coisitas mais...!


Por aqui ficamos um bom tempo curtindo a loja, que era um show! Fazendo negócio, barganhando, num clima super agradável...Comerciante inteligente de bom gosto e educado. Um detalhe: a loja, apesar de peças lindas e especiais, era imunda! E a unha do comerciante nojenta!! Por aqui eles têm a mania de deixar um dedo com uma unha bem grande, estilo chofer de taxi brasileiro, nordestino e outros tipos!! Para tirar meleca? Coçar a orelha ou outros orifícios? Só as divindades sabem! A loja, na verdade, é um labirinto de muitos andares lotada de “lhões” de peças e objetos maravilhosos espalhados por cada canto, do chão ao teto, perdidos entre a poeira e o ambiente escuro. Lembrei muito do Rennó e Passarinha, Sergio e Marcia, Marcela e Musso, Toninho, Lucia e muitos outros que iam curtir viajar neste “cafofo” de 1001 noites. Eles iam pirar!! Ana e eu ficamos admirando as obras de arte e artesanato divinos deste lado do mundo encantadas entre cores, detalhes variedades miudezas grandiosidades, simplicidade e complexidade que ali se concentravam...


Para o Renato, comprei por aqui uma peça exclusiva de osso de camelo, pintada com pincel de fio de cabelo, tinta artesanal, predominando os tons de um azul sagrado: uma cena de 1001 noites! E como borda da pintura, um trabalho delicado que lembra uma renda. Um detalhe: os ossos são de camelos mortos naturalmente e não assassinados. O artista era o Pai do Dhabhai, o bom comerciante do Cafufo Chic&Sujo. C’est l’ India: Art Gallery Sarweshwar Kala Mandir Export House: Gurjar Bulding, Opp. Municipal Council Pushkar -305022 Depois da visita, da barganha, do negócio fechado, nos foi servido o “chai” como manda a tradição: para celebrar os bons negócios. O Chai delicioso, grossinho mas com uma nata grossa ...então Ana, inocentemente, pediu uma colher com a intenção de dissolvê-la ou até mesmo, removê-la...e ai...Rarara. O comerciante ficou sem graça, ele não tinha colher, perguntou para quê ela queria, ela respondeu, então ele olhou para um lado para o outro, coçou o queixo e não titubeou...enfiou o seu dedão com a sua super unha suja no copo da Ana, tirou a nata, sacudiu ela no chão e em seguida foi com seu dedão para o meu copo...


Eu “The flash” peguei meu copo e rapidamente virei meu chai, que desceu garganta abaixo queimando, e disse ainda meio engasgada com a nata: Não se preocupe, eu adoro deste jeito...“I Love it in this way!”. Olhei a cara da Ana, que ainda continuava em transe, e dei uma risada que saiu chai pela boca e nariz! Mas graças as Divindades...consegui me controlar. Ufa! Tim Tim!!!! Então ele se dirigiu para Ana, levantou o copo para um brinde... Ana, sem escolha, brindou com ele e virou o Chai!!! . Eu entre linhas falava com ela:” Vacinou: ou mata ou engorda! Rarara! A cara da Ana merecia uma foto! De lá saímos felizes...na rua tivemos o ataque de riso que não podemos ter dentro da loja! Viva a Índia e sua falta de cerimônia! Ana continuava nauseada! Vocês não imaginam a sujeira da unha e de toda a mão do sujeito! Famintas, saímos procurando um local para comer...perto do Café Sunset achamos um local super agradável, um cantinho especial Olive Garden. Jardim lindo, decoração hippie, de super bom gosto e acolhedora, almofadas pelo chão e muitos pássaros. Ambiente livre, gente fumando seu baseado, musica ambiente...um paraíso. Nos esparramamos pelos almofadões e ficamos por ali curtindo. Este Café e hotel ficam bem próximo do Sunset, muito bem localizado.


O lanche demorou, mas veio muito gostoso. Alias por aqui os restaurantes demoram, nada de pressa! É bom e ruim! Depende da fome e do lugar! Aqui não nos importamos apesar da fome que era grande, o ambiente era muito especial e agradável! E viva a Índia e a Bahia! Oxalá! Namastê! De satisfeito cheio, descansadas, fomos visitar o Templo de Brahma. Senhor criador do Universo. Este é um dos principais templos da India...e um dos poucos dedicados a Brahma... Ele tem mais de 2000 mil anos. Local de peregrinação muito importante para os hindus. Ele não é dos mais belos, mas é com certeza, um lugar muito, muito forte! Gostei, senti a vibração, mas não me tocou muito... já a Ana!!! A energia, o clima deste local sagrado sacudiu a sua alma, ela entrou em alfa, Ana ficou petrificada em frente ao altar, em êxtase! Enquanto ela vivia este momento sagrado, fui curtir o templo e decidi sentar do lado de fora... Ali vivi mais uma vez um momento “pop star” – Vida de artista é fogo! Um grupo de jovens depois de muito me fixar, apontar, cochichar, no estilo indiano “discreto de Ser”... Não resistiram e se aproximaram, me trouxeram docinhos que tinham acabado de ser abençoados...Uma honra!


E a partir daí começou o inquérito, quase policial! Eles querem saber, sem a mínima discrição, a sua vida nos mínimos detalhes. Como já estou mais descolada... falei tudo que eles queriam “ouvir”, omiti tudo que me interessava, e ai começou a sessão de fotos e mais fotos com a câmera de cada um... e não satisfeitos cada um pediu também para tirar uma foto com a minha câmera, eram mais ou menos uns 6! Assim que eles partiram, quando já ia me levantando, um menino de uns 14 anos se aproximou e a “saga pop star” recomeçou: perguntas e mais perguntas... fotos e mais fotos!!!! Um detalhe: Ana continuava em frente ao altar em alfa, beta, gama!!!! Os fãs partiram e Ana ainda estava voando... por alguns minutos tive paz! Quando Ana “pousou” fomos curtir o pôr do sol no lago. Maravilhoso. Pushkar que é toda branquinha, meio azulada, no fim da tarde com os efeitos dos raios de sol se torna rosada... o céu fica de um vermelho impressionante! Ao fundo vozes e músicas dos ritos hindus, chamas da cerimônia do Aarti... Auuuu...uuuu....uuuu!!! Momento de beleza e paz, muita paz! Fiquei emocionada, me deu uma vontade muito grande de estar com a minha família! Andamos pelos Ghats curtindo as diferentes paisagens que cada ângulo do lago oferece da cidade e da natureza ao redor...


A noite veio caindo, suave e devagar. No lago, patinhos brancos nadando e dando vôos rasantes... Quando eles ficavam contra o sol, você curtia apenas a silhueta, a sombra parecia que estávamos dentro de um quadro...vivo!!! Auuuu...uuuu...uuuu!!! Em paz, fomos para o hotel, banho, boa mesa e depois fomos curtir a família via skype, pela primeira vez desde que chegamos por aqui, há uns 15 dias! Apesar do sinal não estar legal, falamos e vimos todos... emocionante! Matamos um pouco da saudade, mesmo que virtual. Falando em saudade, ela vem mudando, a tecnologia vem fazendo dela um sentimento mais suave, leve! Não sei: isto é bom ou ruim? Independente, de qualquer maneira a tecnologia moderna deixou o mundo pequeno, por um lado as pessoas estão mais perto e mais longe... ao mesmo tempo! Muito louco! Lá do outro lado do mundo, 24 horas de voo + 8 horas de fuso, você imediatamente acionando um botão, vê, escuta e sente as pessoas!!! Daqui a pouco vai ter até cheiro! Ufa! que dia repleto de fortes emoções! Emocionadas, fomos dormir exaustas e em paz! Tudo e todos bem...muito bem.

Amém...Namastê!!!


06/02/2012 Aqui em Pushkar optamos por um ritmo mais lento...pela manhã descansamos no hotel...café da manhã com calma, solzinho, à beira da piscina (de roupa!) diário...faltou uma “redinha”. Aliás, a Índia, como já disse muitas vezes, é uma Bahia com 5 mil anos de história, muito mais Deuses, loucuras, preguiça, doçura, miséria, festas e gente, muuuuito mais gente! Mas a essência é muito parecida! Ana não resistiu e voltou ao Templo de Brahma. Fiquei do lado de fora aguardando e curtindo a loucura das ruas indianas...parece ficção!!!! Tentando registrar na mente e na máquina cenas incríveis, cheias de cor e dor, beleza, cheiros, sabores, fedores, aromas, tentando captar um pouco da alma da Índia! Pelo menos, um pouco! Já estava quase na hora do templo fechar... Este é um momento inacreditável nos templos! Os peregrinos na aflição de serem abençoados e de depositarem as suas oferendas aos pés (talvez, cabeça, barriga...onde der...!) eles não titubeiam, sem a mínima cerimônia, se a cortina ou templo estiverem fechando... de onde estiverem , e azar de quem estiver pela frente...eles lançam as oferendas no altar. E seja o que Deus, ou os Deuses e Deusas quiserem! Tivemos sorte, nas nossas inúmeras visitas aos templos!


Mas, por pouco... não recebemos, de maneira delicada, oferendas singelas como cocos e outras coisitas ...da cabeça aos pés! Fomos rápidas? Ou protegidas por lhões de divindades? Vai saber! Uma chuva de tudo que você imaginar rola no pedaço de fitinha a coco e outros objetos leves ou não! A primeira vez que a gente viu esta cena achamos que era briga! Mas não é fé!!! Depois de lançarem a oferenda, se vai machucar alguém ou quebrar a divindade não importa! Eles concentradamente, colocam as mãos em Namastê, fecham os olhos, oram por uns segundos e partem! Missão cumprida... Muitos peregrinos viagem dias a pé para receberem benção e ofertar as suas oferendas, a cortina muitas vezes só vai abrir no dia seguinte ou muitas horas depois...eles precisam retornar aos seus longínquos vilarejos...a hora é agora!!!! Para estarem ali foram dias de caminhadas... pessoas humildes, pobres, descalças, repletas de fé e esperança! Um detalhe este tipo de peregrino anda sempre em bando e estão presentes em todos os importantes templos da Índia, todos os dias há muito e muitos anos...na esperança de uma vida melhor! A partir daí entendemos melhor porque desta atitude louca e o porquê da necessidade de fechar a cortina: para muitas pessoas esta talvez esta seja a única oportunidade de estarem perante a divindade da sua fé, crença na vida!. Já por outro lado não tem divindade que aguente tanto trabalho, e também precisam cuidar das contusões! Rarara C’est l’ India: sábia e caótica!


Dura e sensível! Louca muito louca!!!! A índia tem algumas regras engraçadas: neste templo por ex só pode fotografar com máquina pequena. A minha poderosa foi barrada. Depois volto para fotografá-lo com a máquina menor! Dá para entender? Do templo saindo caminhando sem rumo e numa lojinha compramos umas lembrancinhas “rosas” para o Papai e a Soninha Preta: água, incenso e perfume de Rosas. Pushkar é famosa no mundo pela qualidade da sua água e produtos feitos com rosas. Aqui tbm compramos para outros amigos lembrancinhas lindas...esta loja é ótima, coisas lindas e bom preço. O vendedor era uma peça rara...parecia retirado de um conto das 1001 noites...parecia estar cheio de ópio na cabeça! Gente fina... Ele hablava um

pouquito de espanõl. Pushkar Handicraft & Natural Insence Near Jain Temple, Brahma Road 0091 -145 -2772830 Da loja saímos andando para descobrir um local para almoçar... acabamos no Raiwbow restaurante (que tbm é hotel) e fica no topo de um prédio que dá vista par a lago! Tinha tudo para ser bonito, mas não é:


padrão indiano! Já a comida muito boa e cardápio bem variado e internacional...para variar demorou e demorou...mas comemos muito bem Optamos por um menu israelense e indiano. O dono de lá é uma simpatia, um chef de cozinha apaixonado pelo que faz. Ganhamos de brinde uma torta gelada de banana com granola, maravilhosa. O hotel não vimos, mas deve ser a la indiana! O Dono é caprichoso, mas falta um toque de bom gosto ao ambiente! Hotel New Raibow Palace e Restaurante Mahadev Chowk NR Gautam Asharam, Chhoti Basti De satisfeito cheio, fomos visitar o Templo de Savitri (esposa de Brahma que fica no alto de uma colina. Haja perna. Mas a beleza do caminho e a vista valem à pena o sacrifício. O templo é simples, nada de especial, beirando o feio! Mas, o lugar auuuu uuu uuu! Uma vista de 360 graus da região! Ao fundo Pushkar, parecendo um pequeno presépio. No caminho muitos e muitos macacos (algumas macacas com crias e bem bravas...haja coragem!) dá medo, mas peça a proteção divina e siga em frente! Evite ir com comida na mão! A macacada não perdoa!


Ficamos lá no alto curtindo, com calma, a bela vista e o maravilhoso por do sol do Rajasthan... antes de escurecer descemos, também, curtindo a paisagem da volta. Uma outra visão com a luz do fim de tarde. Bela! Ao longe, no fundo, Pushkar começando a iluminar e totalmente rosada pelos últimos raios de sol do fim do dia! Bela imagem! Inesquecível! Resolvemos curtir a cidade antes de retornar ao hotel, curtir a paz do lago e a lua cheia que surgia majestosa. Ficamos no ghat, em frente ao Sunset apreciando este momento mágico no País das 1001 noites. Ao anoitecer lanchamos no Sunset... mais uma volta pela cidade, hotel, banho e cama!

Em paz! Namastê! 07/02/2012 Pushkar para curtir preguiça! Fazer nada, bater papo. O nosso amigo garçom Saurav, mais uma vez nos ensinou palavras em hindi: Canela – Dalachini – Lotus – Kamal – कम


Outro dia ele nos ensinou nomes de frutas indianas, uma parecia muito a nossa pinha, esqueci de anotar. E nós ensinamos para ele algumas palavras em português e sobre o Brasil... a classe mais baixa nunca nem ouviu falar do Brasil! Outros conhecem por causa, logicamente, do futebol...já o pessoal mais “estudado” sabe bem, inclusive, sobre economia e politica! A equipe do café da manhã é super simpática, nos tratam como rainhas. Ficamos por ali com eles horas conversando e comendo... comendo e conversando...nos comunicando entre mimicas, inglês, hindi, português e inglês indiano! Que é, na realidade, uma outra língua, especialmente, quando falado rápido! E sorrisos, muito sorrisos! Os indianos são leves e gentis, como poucos! Momento muito agradável! E como reza a tradição em Pushkar... blim blom 13 hs...Hora de partir... explorar a cidade! Dia lindo... céu azul...sol quente...para variar e não perder o costume.... curtimos a rua, o lago, o vai e vem das pessoas, as cores, os aromas, os rituais...mágico!. Sentamos no Sunset e por lá ficamos bestando, comendo deixando a vida nos levar... Por lá encontramos 3 jovens chilenos... o casal morou no Brasil e tinha amigos em BH!!!! Ficamos um tempo conversando. O casal fala português muito bem! A amiga deles era super simpática. O casal já rodou o mundo! Encontro gostoso, gente descolada e inteligente...Viva a América do Sul!!!!


De lá... decidimos ir ao Templo de Brahma...para fotografar com a maquina pequena que é permitida. Mais uma vez, curtimos este local hindu sagrado... Ana, desta vez, não voou, se manteve no chão! De Brahma para o Templo Vermelho que fica meio afastado e que tínhamos visto ele do alto da Montanha... ficamos curiosas! Mais bonito e mágico de longe que de perto, nada especial! Cansadas decidimos voltar para o Hotel... nosso Paraíso... resolvemos repensar a bagagem. De Pushkar seguimos para Udaipur. Em Udaipur, Kelal vai nos levar ao aeroporto, no dia que partimos para Varanasi. A lógica das bagagens mudou... de carro todo Santo ajuda... já de avião ... a ordem é outra! Se der, Kelal vai levar algumas coisas para gente. Ele vai nos buscar em Delhi quando retornarmos de Bodh Gaya. Por menos que a gente tem sucumbido ao vicio, a tentação do consumir: bom, bonito e barato... a bagagem vem crescendo... e ainda temos muito, muito tempo pelos caminhos da Índia. Em Pushkar, jantamos todo dia no Hotel. Comida muito boa! O macarrão Arrabiata daqui vai deixar saudades... delicioso assim como o cheese Nam (pão indiano servido quentinho e com especiarias) com leve sabor ao fundo de coentro, hummmmmmmmmm.....


Hoje a noite está mágica... lua cheia amarela, brilhante e enorme, céu azulado! Pena que a noite estava gelada para ficarmos curtindo a lua ao ar livre... só conseguimos por um pequeno tempo. Alias por aqui os dias são quentes, o entardecer e a noite...gelados! Deserto! Esqueci de comentar, ontem resolvemos curtir Pushkar à noite . Linda, mais calma. A iluminação valoriza certos detalhes que durante o dia passam despercebidos. Calma, até certo ponto, as ruas continuam lotadas, comércio aberto a vida continua pulsando! Em qualquer outro lugar não seria calmo... mas, para os padrões indianos a noite em Pushkar é “tranquila” Rarara!!!! Pushkar vai deixar saudades, foram dias tranquilos , dentro da loucura que é a India! Cidade pequena e agradável!

Amanhã Udaipur nos aguarda... A Veneza indiana! Vamos ver!


08/02/2012 Saímos bem cedo de Pushkar... cidade que vai deixar saudade... saímos mais descansadas. Com certeza, para os padrões indianos, esta pequena cidade é um paraíso, no deserto do Rajasthan! Entre Pushkar e Udaipur, Kelal nos sugeriu irmos conhecer Chittogarh, complexo de ruínas milenares. Linda vista! Patrimônio histórico: uma cidade fantástica no alto de uma colina: torres mágicas, muita água, templos dos ratos, de Shiva, Brahma, Kali e Vishnu. Por lá, no templo de Kali, onde normalmente animais são sacrificados em sua homenagem, são oferecidas a Deusa galinhas como símbolo de fertilidade, para se alcançar a graça da fecundação: as galinhas não são sacrificadas, ficam pelo templo sassaricando! Haja galinha! Chittogarh é impressionante & imperdível! Obrigada pela dica Kelal!!! Passamos grande parte do dia curtindo Chittogarh! E foi pouco! Mas, ainda tínhamos um longo caminho até Udaipur... Aliás, não tão longo, mas estamos na Índia onde todo deslocamento é lento e repleto de surpresas, diria inacreditável!!!


Por aqui, mais uma vez, tivemos um dia intenso de Pop star, “lhões" de perguntas, fotos, olhares, conversas, sorrisos, e fotos e mais fotos!! Ai, como é chato ser pop! Ana e eu estamos com medo de quando chegarmos ao Brasil a gente sentir um grande vazio!! Acho que vamos precisar de terapia! A gente acostuma aos momentos pop! E para depois ficar sem ele... É duro! Ai que meda. Como será? Rarara!!! Chegamos a Udaipur por volta das 18 horas! Que loucura! Em todo lugar do mundo hora do rush! Mas vocês não podem imaginar que é um rush na índia, que sempre é um rush!! Ana e eu apesar de já estarmos começando a acostumar com a loucura do trânsito indiano ficamos atordoadas... estávamos exaustas... A sensação é que nunca mais íamos sair daquele lugar. Cercado de animais, gente, tuc tuc caminhão, carro, ônibus, comércio, ruas estreitas e muita buzina!!! “Quero mamãe”! E para nosso espanto a Veneza indiana era imensa, feia, barulhenta caótica, como quase todas!!! Totalmente diferente do nosso imaginário. Mas já no caminho do hotel, ao travessarmos uma ponte... O cenário mudou radicalmente... começamos a “entrar” numa Udaipur histórica, romântica, calma, com ruas estreitas, pouco carro, construções interessantes, lojinhas simpáticas, mais limpa! E com a visão impactante do City Palace! Do pesadelo para o sonho. Ufa! Agora sim, esta era a Udaipur do nosso imaginário... A Veneza Indiana!


O hotel, uma boa surpresa, em frente ao lago principal, com uma vista magnífica do City Palace toda iluminado – um dos principais monumentos da Índia. No céu, uma lua cheia estilo 1001 noites. E no terraço do hotel, um restaurante super charmoso, comida ótima e uma vista privilegiada do lago e do City Palace. O tempo estava frio e o restaurante é todo ao ar livre. Mesmo com o aquecimento o friiiiioooo não estava dando trégua... Jantamos muito bem, curtimos a lua, a noite linda, a vista e de satisfeito cheio... Cama! Este cenário hoje me lembrou Istambul! Me belisca! Namastê! Amanhã novo dia, novas descobertas e aventuras no nosso caminho pelas Índias... Lake Pichola Hotel (Member of Padam Hotels & Motels) Piplia Haveli, Outside Chand Pole Udaipur -313001 Rajastahn www.lakepicholahotel.com Um detalhe: O Hotel bom, mas indiano, decoração hard. Roupa de cama e toalhas sempre encardidas e duras... aroma creolina!


Primeiro nos colocaram num quarto que a luz do poste era quase dentro dele e barulhento! Pedimos para trocar. A segunda opção o quarto era grande bom e confortável, banheiro espaçoso, mas com roupa de cama usada! Isto mesmo, usada! E toda amarrotada, até com cabelo!!! Ana e eu não acreditamos!!!! C’est l'Índia!!!! Era tarde! E como por aqui os serviços costumam demorar... estilo bem hindu/baiano de ser! Optamos por colocar em ação, mais uma vez, o nosso precioso Kit Índia. Tiramos a roupa de cama suja colocamos nosso Kit roupa de cama, cobertor e desmaiamos. Cama macia, bons travesseiros e quarto silencioso. ZZZZZZ ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

No dia seguinte... 09/02/2012 Ana disse que não dormiu bem! Eu desmaiei! Pedimos para trocar a roupa de cama, veio outra encardida, dura, aroma creolina, mas “limpa!” Viva a Índia!!! Decidimos continuar usando nosso Kit

Índia por cima dela. Prevenir é bom e não custa nada! O que seria da gente, por aqui, sem nosso sagrado Kit India? Quem tem amigo e é bem informado, tem tudo!


Já o café da manhã foi muito bom, num salão com varanda, em frente ao lago, melhor, quase dentro do lago. Uma delícia! Dia lindo, vista especial, por ali ficamos... Horas curtindo o visual incrível, o café da manhã com seus quitutes e o Chai muito gostoso, grossinho, quente e com muito cardamomo. Do jeito que eu gosto! Hummmmm!!!!. Mas o de Jaipur ainda é o’concur. A Varanda do Hotel, quase dentro do lago, realmente me lembrou Veneza, salvo as devidas proporções! Mais tarde, seguimos a pé pela cidade em direção ao City Palace, do outro lado da ponte. Pelo caminho curtimos muito a cidade histórica, comércio de muito bom gosto, mais refinado e com bons preços (Udaipur é um bom local para compras), ruas mais limpas, arquitetura mais interessante, tudo mais cuidado e agradável. Do outro lado da ponte curtimos nas escadarias do Ghat, o “outro lado do belo cenário, da vista do lago”... e o nosso hotel de frente, bem simpático e charmoso. Pelas ruas da parte histórica só tuc-tuc e moto... faz uma diferença, mas esmo assim muiiiito tuc-tuc e moto, afinal estamos na Índia onde 1/3 da humanidade se faz presente! Viva o calor humano! Ou seria desumano? Passamos grande parte do dia no enorme complexo do City Palace. Incrível! Foi super agradável. Visitamos todos os cantos e recantos com calma, curtindo tudo...


Ao comprar o ticket para a Galeria dos Cristais: linda! O Ticket te oferece um chá ou café que, confesso Ana e eu fomos conferir sem nenhuma expectativa... Mas de graça, até choque na testa, rarara... E lá ,mais uma vez, a Índia nos reservava mais uma das suas surpresas. Desta vez das boas! O Chá e o café, além de super gostosos, eram acompanhados de sequilhos deliciosos que eram servidos numa linda porcelana e num salão belo e requintado, onde você podia curtir de maneira confortável a visão privilegiada (haja privilégio!) do maravilhoso pôr do sol no lago! Ana e eu não acreditamos! Auuuuu! Que luxo! Me belisca! O Pôr do sol foi mágico. Momento mágico da viagem, viva a delicadeza! Nisto os indianos são experts! Para visitar todo o complexo, inclusive Galeria dos Cristais, com direito a fotografar o passeio ao City Palace, fica em torno de 32 reais/pessoa (considerando 01 dólar =50 rupias e 01 dólar = 2 reais arredondamos para cima. Era menos!). Cansadas, mas ainda em êxtase com o pôr do sol saímos andando pela cidade, explorando sem rumo as ruelas e becos... Acabamos no ghat, aquele que dá uma vista privilegiada do nosso hotel.


Ali a índia acontece... mais light (para a Índia!) : vacas, templos, pessoas se banhando, lavadeiras, cerimônia do Aarti, oferendas, música, sujeira, gente daqui e do mundo... Aos poucos a cidade começou se iluminar... Linda! Parecia um presépio com lago, bem hindu, colorido, cheio de gente, animais, sons, aromas e fedores. Udaipur apesar de mais limpa que as outras cidades que visitamos, esgoto tampado, poucos a céu aberto, foi por aqui que sentimos mais o mau cheiro deles, muito mais que em outros lugares, bem mais sujos! Vai entender! Melhor não! Índia não é para entender... é para se entregar, se despir...abrir e sentir...descobrir outros caminhos... Coragem! Proteção divina não falta! Namastê!

Exaustas, do Ghat resolvemos jantar, curtir a boa mesa no terraço do nosso hotel sobre a proteção da luz e os mistérios do City Palace e da lua cheia! Vendo ao fundo a Udaipur histórica, ouvindo seus sons imaginando as suas histórias. Hoje, a noite esta quente... Ficamos por um longo tempo curtindo o visual perfeito majestoso. Estamos no Rajastahn terra das 1001 noites!

Auuuu uuuuu Namastê! Me belisca!


10/02/2012 Curtimos a cidade sem rumo, descobrindo... E fizemos boas descobertas... Hoje saímos de carro com Kelal que nos levou aos arredores da cidade. Conhecemos outro lago, um parque muito agradável, repleto de diferentes tipos de fontes. Passeio ideal para hoje. Calor intenso! Sahelion Ki Bari PWD Garden. http://www.onlytravelguide.com/rajasthan/tourist-attractions/sahelion-ki-bari.php Do Parque fomos conhecer o Museu Shilpgram, museu aberto, com foco nas diferentes arquiteturas tribais, de diferentes regiões da Índia (150 rupias /pessoa =6 reais). Endereço: Rani Rd, Udaipur 312605 Mais artesanato, música, tear (www.wzccindia.com). Por aqui tudo mais caro: preço turistão! Quando cheguei por lá, falei com Ana: vamos apostar que Kelal vai comparar com o Sanscrit museu, em Delhi? Foi a gente chegar, de volta, no carro... Kela começou com sua ladainha.. Gostaram? Muito melhor que aquele que vocês insistiram em conhecer. Eu conheço as coisas. Sabia que este é bem melhor, blá blá blá!!! Haja Saco! Concordamos em inglês, com sorrisinho falso e entre linhas, em português...Vai ser chato na casa do "Caralho"!!!!!!!


Tanto do lago, como do City Palace, as visões da hora mágica do pôr-do-sol são impressionantes e diferentes. Tudo fica laranja! Lindo! Depois deste agradável passeio de carro pelos arredores de Udaipur retornamos para o Hotel. Descansamos um pouco. Descansamos um pouco, mas antes fizemos recarga de celular. As chamadas internacionais comem os créditos. Mesmo assim, bem mais barato que do Brasil para cá, ou com chip do Brasil. Nosso chip era de Délhi, fora de lá, a recarga máxima permitida é em torno de 440 rupias (em torno de 9 reais) Descansadas fomos bater perna pela cidade... Apreciar Udaipur e seu comércio especial. Por aqui os vendedores são menos chatos que os outros lugares, mais calmos e menos insistentes, para os

padrões indianos. Descoberta especial (perto do Ghat). Muito legal! Por aqui tem café e linda loja de artesanato, com ótimos preços, aula de arte, silk, madeira papel, pintura de henna (ainda não fizemos, mas não saio da índia sem curtir esta experiência!) Por aqui comprei uma peça especial: um teatrinho de madeira todo pintado, vermelho, tipo miniatura, repleto de detalhes, cenas e cheio de compartimentos que nos reservam, em cada um, uma linda surpresa. Devia ter comprado mais! Mas são tantas coisas lindas e ainda muito chão... O bom senso tem que prevalecer. Arrependi! R$ 800 rupias = em torno de 32 reais


Ashoka Arts 339, Ashoka Havelli Gangaur Ghat Marg - Udaipur www.ashokahaveli.com Lindas Caixas: maravilhosas: Só apreciei! Confesso que depois me arrependi de não ter levado uma caixa sextavada com uma pintura e cores maravilhosas, produzida com osso de camelo. Um luxo! Em torno de mil rupias, 50 reais. Mais um arrependimento! Um bom exercício de desapego!

Silver Art & Craft Old Silver Jewellery/handicracft 32, Lalghat, behind Jadish Temple Udaipur Rajasthan Depois de curtir o comércio, realmente muito especial de Udaipur… famintas, fomos seguindo um cheiro maravilhoso que vinha de um Restaurante. Acertamos: nosso nariz nos foi fiel. Um lugar simples, perto da ponte de pedestres, do mesmo lado do nosso hotel, o restaurante ficava no topo com vista linda para o lago! Aliás, o dia estava especial!


Lá no fundo, o majestoso City Palace... Comida maravilhosa, já o quesito limpeza, a la Indiana!!! E com força... Será este o segredo? Massala + sujeira + proteção das 34 mil divindades = boa mesa!!!??? Enquanto aguardávamos a comida, que para variar demorou (viva a Bahia!!!), ficamos curtindo os bilhetes de pessoas que por lá passaram e deixaram suas mensagens. E não é que o primeiro que lemos era de um casal carioca que adorou o sabor especial da comida? Tinha bilhetes de todos os lugares do mundo! Achamos mais brasileiros! Me lembrou um bar que tem em Florianópolis, onde também entre os “lhões” de recados espalhados por todo o local, o primeiro que li era do Cris, um amigo meu de Belo Horizonte! Que loucura!!!! Um lance bem indiano: Aprendizado importante por este lados: a nossa mesa estava suja, empoeirada, assim como todo o restaurante. Então, inocentemente, pedimos para o garçom limpar. Ele bem devagar desceu as escadas e depois de um tempo e bem lentamente... Ele retornou... Com um pano, mais com cara de pano de chão e imundo, e passou na nossa mesa! Ana e eu ficamos com cara de idiota olhando a operação limpeza, ou melhor, sujeira. Assim que ele virou as costas, rapidamente trocamos de mesa, escolhemos a menos suja...


E “Tchan ran ran ran”!! Kit Índia entrou em ação: álcool gel + lenço de papel = mesa limpa, de verdade... Vocês não podem imaginar a cor dos vários lenços de papel que usamos! Dali um tempo chegou a comida... maravilhosa! Um sabor especial, de deixar saudades... Ana e eu esquecemos a sujeira e mandamos ver... Que os Deuses nos protejam! Namastê! E assim é a Índia, se você não comer num lugar porque, ele não é lá, assim, tão limpo ou mesmo sujo (para os nossos padrões!) você nem precisa ir. Raramente você irá encontrar, especialmente no interior, locais com o nosso padrão de limpeza... Ou melhor, próximo!!! E se encontrar são redes ocidentais, ou de proprietários ocidentais.. Mude os padrões, reinvente conceitos e prove, desfrute das delicias indianas.. mas não esqueça de orar, com força! !

Amém! Namastê! Saravá Shalom! Millets of Mewar Restaurante e café Lake view Outside Chandpole /Hanuman Ghat, Udaipur Rajasthan www.milletsofmewat.wordpress.com Facebook/milletssofmewar


A comida além de maravilhosa era leve. Apesar de termos comido muiiiiiiiito, não saímos de lá empanzinadas... Apenas com medo! Ao sairmos vocês não imaginam a cozinha, uma imundice, e que cafofo! Mistérios indianos: o restaurante está lá já tem um tempo e muito elogiado... E o que nos levou a ele foi o aroma maravilhoso que exalava da sua cozinha! Vai entender! Melhor, não! A dica: abstraia, faça suas preces e bom apetite!!! Eu voltaria! O sabor inesquecível! De lá felizes, dando risadas e suplicando proteção, fomos para o Museu Bagore Ki Haveli (Picchola Lake) para comprar ingressos para um show de folk music (música folclórica, dica de um amigo indiano da Preta, Sanjay). Confesso, fomos pela insistência dele, pois como estávamos traumatizadas com a experiência das 1001 noites no deserto da periferia de Pushkar, tínhamos resolvido fugir deste programas turistóides. Compramos, mas com a expectativa, de mais uma vez, ter que tirar o “cocar da bagagem”!!! Vamos ver!!!! Já o museu, decidimos não encarar... toda dica sobre a Índia desaconselha visitas aos museus + nossas experiências que comprovaram esta verdade: má qualidade da exposição dos objetos, apesar de muitas vezes, o acervo ser ótimo! Uma pena! Museu aqui é a rua! E que acervo! Hahaha...


E como tínhamos tido a confirmação deste fato, em outras tentativas, decidimos que mesmo o Bagore sendo um museu que dizem bacana, abrimos mão! E optamos por correr o risco do “cocar” apenas com o show folk do Sanjay! Que esperamos não seja de “folk yourself!”. Chegamos muito cedo, então decidimos ir ver a Índia passar no Ghat, que fica ao lado do museu... Nas redondezas, descobrimos um delicioso café, com linda vista para o lago e comida deliciosa, além de um expresso italiano verdadeiro... Seria o paraíso? O Dono é italiano... tudo delicioso, limpo, garçom simpático e linda vista! Aqui encontramos uma paulista japonesa que comentava com sua família pelo Skype o assédio insuportável dos vendedores na Índia! Ficamos por ali bestando e nos deliciando! Torta de maçã com canela de virar os olhos! Perfeita! E que expresso! Acho que o melhor que já tomei ... ganha até mesmo dos da Itália!

Jheel's Ginger Coffee Bar & Bakery (expresso on the lake) Facebook: http://www.facebook.com/pages/Jheels-Ginger-Coffee-Bar-Bakery/244343105602235 Também é hotel: http://www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g297672-d1138031-r125880537Jheel_Guest_House-Udaipur_Rajasthan.html


De “expresso cheio” fomos finalmente para o Ghat. Ficamos ali, nos surpreendendo com lances que só a Índia oferece. E mesmo há mais tempo por aqui, todo dia temos surpresas... Sejam positivas ou negativas... Ás 19 horas, Ana e eu seguimos para o nosso programa de cocar. Cocar? Sorry, que engano!!!! Namastê Sanjay!! Hoje a Índia nos reservou uma surpresa inesquecível, uma dica preciosa: Show de folk music: imperdível: todo dia, 19 horas! Ao ar livre, cenário simples e colorido, luz de bom gosto, artistas de primeira linha, música, danças e vestuário impressionantes. Um show emocionante de equilíbrio, leveza e graça! Uma viagem de uma hora de duração com danças típicas do Rajasthan. E por este momento mágico, é cobrado um valor simbólico de 100 rupias = 4 reais! Uma hora de 1001 noites, como imaginávamos que íamos viver nos desertos de Pushkar! C’est l’ vie... o tempo realizou nosso sonho.. De lá, ainda encantadas, voltamos ao Jheel's Ginger Coffee Bar & Bakery, sedentas de expresso e torta de maçã! Ana chá! Seguimos a pé para o nosso hotel do outro lado da ponte, noite linda! Lua cheia...curtindo o visual da Veneza indiana...Pena minha família não estar aqui comigo. Eles iam gostar!

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11/02/2012 Acordamos tarde... curtimos o café da manhã ...apreciando a vista privilegiada do hotel. Dia lindo! Depois fomos reorganizar a nossa bagagem, amanhã partimos para Varanasi de avião. A mordomia do carro acaba. As bagagens precisam ser muito bem pensadas, diria estudadas. A segurança na Índia é chata! O volume cresceu, mesmo controlando o nosso lado consumista, mas ninguém é de ferro e a índia tentadora: Udaipur, então!!! Que beleza o artesanato, o comércio por aqui é especial! Reina o bom gosto e a qualidade! Depois desta árdua tarefa, decidimos voltar ao Paraiso de Jheel's Ginger Coffee Bar & Bakery: curtir a vista, bestar ao sabor do expresso, do Chá e da torta de maçã...e outras delicias. Dali, fomos fazer nosso passeio de barco por volta das 17 horas. Melhor horário...Curtir o pôr do sol! Existem várias empresas, você pode escolher! Basicamente todo pacote é igual! Momento relaxante, lindo... muito gostoso! O pôr do sol foi mágico! Como já falei anteriormente!


De lá fomos para a Galeria Ashoka...finalmente íamos fazer nossa henna! Mas, o artista estava dando um curso de pintura que ia demorar, então desistimos... Muitas hennas pelo caminho! Resolvemos bater ponto no Jheel's Ginger Coffee Bar & Bakery – gente, o vicio é algo muito feio...mas prazeroso!

Rarara... Dependência química de Expresso, torta de maça, chá, sanduiche. Aqui fizemos umas compritas para nosso café da manhã que vai ser no quarto... Amanhã partimos de madrugada para Varanasi. O aeroporto de Udaipur do nosso hotel é quase uma hora de distância: Não é que é muito longe! Mas estamos na Índia, onde o trânsito é caótico e lento. Quando chegar? Hahaha, só as Divindades guardam este segredo... aqui e pensando bem, em todo lugar!!! Ao chegar ao Hotel, chamamos Kelal para agradecer os serviços até aqui prestados por ele. Kelal, apesar de cabeça dura e de estar meio indócil por carregar duas mulheres independentes, que ousam saber o que querem, e não só obedecem ao homem! Apesar de termos tido momentos meio tensos, devido sua ignorância e até instinto de proteção, diferenças culturais, Ana e eu não temos dúvida de que contar com ele foi muito bom, fez nossa viagem ainda mais especial, ágil e confortável em todos os sentidos: desde a descoberta de lugares que desconhecíamos a serviços práticos. Kelal sabe tudo!


Agradecemos a ele, perguntamos se ele poderia levar alguma mala para gente, para carregarmos menos peso, pois no retorno a Delhi ele iria continuar prestando seus serviços: ele vai nos buscar no aeroporto, dia 20 de fevereiro. Liliane já estará por lá, também utilizando seus serviços e depois eles nos levará a Haridwar. Aí sim, terminam os preciosos serviços de Kelal, um carro na Índia com um bom motorista que sabe tudo faz a diferença, o conforto é outro! Kelal topou! Entregamos para ele e sua família umas lembranças que trouxemos do Brasil e também perguntamos se ele queria algumas coisas que sobraram de lanche e material de limpeza (nas nossas andanças, depois da experiência de Delhi, compramos no supermercado um “Kit limpeza Índia hotéis”, acabamos usando pouco, mas usamos e prevenir por aqui é condição de sobrevivência)! Batemos um papo, Kelal gostou muito das lembranças, acertamos os serviços até aqui (sem a tip, achamos melhor dar a tip quando completar o serviço total), conversamos sobre a próxima etapa, sobre Liliane, a mala que ficaria com ele, e as coisitas que iríamos dar para ele, horário de saída amanhã, Aeroporto Delhi. Tudo certo! Mas apesar do momento ter sido agradável, achei Kelal estranho e comentei com Ana. Ela não percebeu nada de especial, no jeito dele!


Despedimos, para acabar a operação bagagem. Kelal reforçou a importância de sairmos sem atrasos para evitar o movimento indiano das ruas. Saída: 5 da manhã! Kelal é britânico! Não atrasa! Já a gente, pontualidade brasileira sempre com uns 10 a 15 minutos de atraso! Relax! Mas amanhã seremos britânicas, prometemos! Depois de um tempo no quarto... a gerência do hotel interfonou, falando que Kelal queria nos ver novamente. Pedia para subir ao quarto. Estranhei, mas autorizei! Quando abri a porta, Kelal e um funcionário do Hotel entraram (o hotel não deixou ele subir sozinho!). Kelal exalava bebida e estava muito estranho! Pediu para ver o papel onde estavam os custos de cada etapa, que havíamos feito em Delhi. Ressabiada mostrei. Ele leu, perguntei qual era a dúvida, ele disse que estava tudo ok... e reforçou a saída às 5. Meio irritada, disse, já sei! Tudo certo? Se estiver, favor se retirar temos muitas coisas a fazer. Ele partiu. Ana e eu não entendemos nada! Será que Kelal achou que tínhamos pagado ele menos? Efeito da bebida? Nem sabíamos que ele bebia! Hoje foi a primeira vez! Acho que ele ficou mais a toa em Udaipur. Por aqui, no centro histórico, você faz tudo a pé! Sei lá! Continuamos a operação bagagem... Amanhã Varanasi e Kelal agora só em Delhi. Confesso, tive alivio. Seus serviços foram bons, não temos dúvida. Mas ele nos cansou! Estilo machão, meio ignorante! Ou seria ignorante e ½?!


12/02/2012 Ás 5 da manhã, pontualmente, encontramos com Kelal, que estava muito sem graça, e estranho. No caminho, ele começou com um papo que não ia mais nos servir a partir de hoje, inclusive Liliane, começou com um papo furado que entrou um serviço e que ele também não poderia assumir a responsabilidade das malas. De ontem para cá, Kelal se transformou radicalmente. Na viagem, como falei, algumas pequenos problemas, mas nada sério! Mas hoje, ele acordou com a cachorra. Começou aceitando a sacola que separamos para ele com desdém! (Preparamos o Kit Kelal com cuidado, pensando nas diferenças culturais, em não ofender, por exemplo, não colocamos papel higiênico). Esperei ele falar e comecei a tentar entender o que de fato estava por trás daquela atitude. Ana suspeitou da tip! Perguntei pela sua ida ao nosso quarto. Ele respondeu: “Desculpe, aquele não era eu...”. Continuei insistindo para entender o que realmente o incomodava. Ai ele falou da tip. Então argumentei: “Kelal não te demos tip porque vou te dar no final do serviço!”. Ele respondeu: “Não, não


pode!”. E perguntei por que ele não tinha nos dito antes! Ele não respondeu! E eu disse: “Agora não tenho dinheiro... o que temos é para a viagem. Mas fique tranquilo no final acertamos tudo!”. Não adiantou. Ele não se conformava e dizia o serviço acabou! Ana e eu não sabíamos o que fazer. Ele não aceitava. “O serviço acaba aqui!”. Caminho tenso... Resolvemos fazer uma limpa nas economias e pagá-lo. Imediatamente Kelal voltou a ser o que ele sempre foi. Se acalmou e disse para não nos preocuparmos, que ele iria continuar nos servindo como o combinado, éramos amigas do Alessandro, seu amigo querido! Vai entender! Mas a mala, ele pensou melhor e era muita responsabilidade! A novela durou todo o caminho entre o hotel e o aeroporto. Ficamos super chateadas. Descemos no aeroporto inseguras, desnorteadas, com uma bagagem que não tínhamos certeza se estava dentro das normas e chateadas, muito chateadas por não termos sacado esta diferença cultural. Mas no fim deu tudo certo. Kelal mais uma vez, já com um sorriso nos lábios disse: “Não se preocupem, estarei em Delhi para buscá-las, nosso combinado está ok, confiem em mim”. Amigas do Alessandro (só não somos na hora da tip! Vai entender...!).


Despedimos, pedimos desculpa pelo mal entendido! Diferença cultural. Explicamos que no Brasil é diferente e que ele lidando com estrangeiros deveria ter mais flexibilidade, explicar melhor as coisas. Ele assentiu com a cabeça a “La indiana” (você nunca sabe se é sim ou não!) e partiu. Ana e eu exaustas, com mais uma mala que não estava no esquema, entramos no aeroporto. Fizemos o check in. Tomamos um café e um chá e ficamos por ali caladas, pelo desgaste às 5 da manhã! Kelal, coitado, é um homem bom, mas ignorante e ½. Sem dúvida! Destino Varanasi, berço da cultura hindu, 5 mil anos, cidade hard! Começamos o caminho hard, o que nos aguarda? Só as divindades vão nos responder. Mas apesar dos pesares, final feliz! A nossa intuição diz que Kelal vai cumprir o combinado.


Varanasi: 5 mil anos de histórias e tradições hindus!

Chegamos a Varanasi bem! Exaustas, cabeça meio oca! Muitas emoções... E chegar aqui também é uma grande emoção! Aqui está a Índia verdadeira! Fomos chegando e Kelal ligou para sabermos se tínhamos chegado bem! E reforçar que ele ia fazer o serviço combinado com Liliane e que dia 20 ele iria nos buscar em Delhi. No voo entre Delhi e Varanasi, lanche a “La Indiana”: condimentado de verdade! Todos os estrangeiros apertando o botão para chamar a aeromoça: água! água! água! Depois de nos acomodarmos no hotel, Ana e eu dormimos por mais de duas horas, ou melhor, apagamos! Acordamos atordoadas, comemos no hotel: insosso e caro, pode pular!


Primeira vez que comemos mal na índia! Palace on Ganges (indicação da Cristina) localizado no Assighat. Hotel bom, mas padrão bem internacional onde tudo é cobrado e caro, mas confortável e bem localizado! O Hotel fica em frente ao Ganga. Do aeroporto a região do Palace on Ganges até o Assighat: Taxi pré-pago com taxas 640 rupias = em torno de 25 reais.

Hotel Palace on Ganges: bem localizado. Com café da manhã incluso. Restaurante ruim! A internet é paga. www.palaceonganges.com


Resolvemos dar uma volta pelos arredores do Hotel. Já era fim de tarde. A rua, para variar agitada, lotada de tudo um pouco, um pouco de tudo! Ana fez uma oferenda ao Ganga, templo sagrado em Varanasi. Aliás, o principal templo da cultura hindu. Aqui o rio é grande, forte e infelizmente sujo...mas menos do que esperávamos! Talvez pela sua forte correnteza! Pelo Assighat ficamos um bom tempo... curtindo a loucura da rua indiana que aqui em Varanasi...é ainda mais louca e forte! E quando chegou a hora do pôr do sol...a magia tomou conta do ar. Em diferentes locais as pessoas deram início a cerimônia do Aarti (cerimônia do fogo) às margens do Ganga. Fortes cantos preencheram o ar. Cerimônias simples e tocantes de pessoas simples repletas de fé, respeito e concentração, onde cada movimento é uma dança dos Deuses. Sentimos que chegamos a Varanasi. O clima aqui é especial e forte, muito forte. E olha que só tivemos uma pequena amostra, nem estamos perto dos Ghats principais, onde dizem que a energia é ainda mais mágica, louca e forte! De arrepiar, em todos os sentidos! Ficamos por ali observando o movimento, seja divino ou bem real! Escureceu, encantadas e ainda exaustas, decidimos retornar ao hotel mais cedo...descansar , dormir para amanhã enfrentar Varanasi nas suas raízes. Como vamos reagir? Surpresa!


13/02/2012 Dia especial: Auuuu uuuu Acordamos com uma deliciosa surpresa: Sergio e Márcia estão aqui em Varanasi. Despertamos com o telefonema deles. Sergio morou aqui por oito anos, fala Hindi e ama este lugar e a Índia. Sérgio nos deu dicas maravilhosas, nos preparou para esta viagem... com muito carinho. Depois que chegamos à Índia até telefonema do Brasil Sérgio nos deu, para saber se tudo estava bem! Acordar com esta grata surpresa foi muito bom! Já seriam as divindades nos reservando momentos especiais em Varanasi, berço desta cultura maravilhosa e muito louca? Este encontro aconteceu porque o voo de Istambul deles atrasou dois dias! O Universo conspirou este encontro especial, este privilégio! Combinamos nosso encontro no Ghat Dasashwarmedh, próximo ao Manikaranika (Ghat das cremações) os dois mais sagrados e importantes ghats da Índia. Encontro especial, de apenas um dia. Vamos curtir cada segundo!


Como estes Ghats são longe do nosso hotel e caminhando ia demorar... Sérgio e Márcia sugeriram

Tuc-tuc: Nossa primeira experiência! Primeiro negociamos o preço: sempre começa mais caro para estrangeiros e ainda mais na porta do hotel! Se informe no hotel, tenha noção do custo real. Chegamos em 20 rupias para nós duas: R$0,80 centavos!!!! No caminho um super congestionamento (indiano! Vocês não fazem ideia!), tudo parado. Então, como o sobrinho do motorista estava aprendendo o ofício, o motorista entregou o Tuc- tuc para ele e foi a pé nos levar até ao Ghat. Ele nos orientou, nos guiou, entre os labirintos de Varanasi. Sem ele, não chegaríamos, ou até chegaríamos, mas íamos “apanhar”, onde o trânsito agarrou era bem longe de lá! E com um detalhe: os labirintos sempre lotados de gente, sujos, confusos com direito a macaco, esgoto, comércio e gente muita gente e nada de placa com alguma indicação. As poucas que tinham, escritas em híndi! Ufa depois de muitos labirintos... chegamos! Resolvi dar uma gorjeta para o nosso gentil motorista, de umas 20 rupias (R$ 0,80)! Ele nos abriu um sorriso especial e nos agradeceu super feliz! Por aqui somos ricas... por aqui devemos tomar o cuidado de não inflacionar, o mercado, a exploração ao turista, mas quando o coração pedir, distribua renda. Com muito pouco, você faz muita gente feliz. E por aqui qualquer micharia, para eles, vale muito!


Se deixe explorar de vez em quando, consciente! Lembre-se que o custo de vida do indiano é outro. A energia do dinheiro precisa circular. Diminuir a diferença social! Chocante, mesmo para nós, brasileiros acostumados à pobreza! Aqui, ela apenas é mais explicita: 1/3 da humanidade vivendo em uma sociedade desigual! Nosso encontro em Varanasi, e ainda por cima num dos Ghats mais importantes da índia, para os hindus, foi sem dúvida um momento especial. Demos aquele abraço, tiramos fotos. Sérgio era pura alegria! Estava muiito emocionado! Aliás, todos Nós! Sérgio e Márcia nos apresentaram uns amigos, Ganesha e Cecília e Lotus. Passamos o dia juntos, com Sérgio nos mostrando Varanasi sobre o seu olhar! Mil descobertas especiais para Nós! Um momento único! Varanasi já é única e ainda você ter o privilégio de vivenciá-la, com um amigo brasileiro, que por aqui viveu e ama este lugar... Namastê! De repente, o tempo mudou... esfriou muito e começou a chover. Uma lama nojenta tomou conta da cidade, e dos seus labirintos... os sapatos grudavam no chão...uma multidão de hindus andavam pelas ruelas, labirintos estreitos de Varanasi, descalços, sem medo de ser feliz! Entregues!


A cidade estava, especialmente, lotada, daqui uns dias é dia de uma importante festa hindu: Shiva . E em Varanasi está um dos mais importantes templos da índia. Hindus, de todos os cantos, em bandos, estão chegando e ainda falta uns 10 dias! Imaginem no dia! Debaixo de chuva, continuamos nossa aventura pela Varanasi antiga... autêntica, e muito louca, cidade hindu... Com 5 mil anos de tradição... uma viagem no tempo... Paramos para um Chai servido na rua... O lugar nada atraente, mas Sergio nos garantiu que era um dos melhores da índia e apesar dos pesares podíamos saboreá-lo, sem problemas. Ele conhece este sabor desde quando morou aqui (e ainda está vivo! Rarara!!!!). Confiamos, provamos e hummmmmmmmmmmm delicioso! Especial! Que todas as divindades hindus nos protejam! Glut, glut! Daqui saímos explorando as ruelas desta cidade milenar... Comércio com bons preços, qualidade e variedade. A tradição aqui é a seda, os sáris mais finos e os temperos. Lindas lojinhas, ou melhor, “cafofos” repletos de temperos surpreendentes, aromas desconhecidos, mistura de sabores... Tudo isto entre esgoto a céu aberto, sujeira e multidão de gente e de “defunto" passando a toda hora, na direção do Manikaranika, o ghat das cremações mais importante da Índia para os hindus.


Para eles, quem tem este privilégio irá ter parte do Karma aliviado! Nas ruas da Índia a vida pulsa! A vida e a morte se fundem! Fazem parte do ciclo da vida! Tentamos ir conhecer as ruas em torno do famoso templo dedicado ao deus Shiva: Templo Kashi Vishwanath. Sergio queria nos mostra-lo por fora, já que ele só é permitido aos hindus. Segundo Sérgio a energia do lugar, mesmo do lado de fora é impressionante, ver o vai e vem dos fieis é também um espetáculo inesquecível! Tentativa fracassada. Tentamos por diferentes portões. Nada. Um forte esquema de segurança nos barrou! (véspera de eleição! E em breve Dia de Shiva!!!!) . Uma multidão que se espremia nos becos e labirintos da região em torno do templo, também impedia a gente de se deslocar, circular! Uma loucura! C’est l’India! A Índia é um local onde todos os seus sentidos estão em alerta “30” horas do dia! Em Varanasi isto tudo é, ainda, mais incrivelmente, forte! Passa defunto, vende-se Chai, bolinho de maconha ou haxixe, joia, sári tempero, esgoto, macaco, vaca, moto, gente e gente, barulho, fedor, aroma, cores, música, templo, buzina, defunto, criança, sadu, cheiro de churrasco humano, Aarti... E hoje, pra completar, lama muita lama...e o Ganga...


As especiarias nos seduziram... acabamos comprando algumas coisitas para amigos ( Soninha Preta, Elvira e Baixim), como o Black cardamomo (nunca tinha ouvido falar!), pestilos de açafrão, massalas doces outras salgadas , embaladas em lindas latinhas de metal. Um charme. Escolhemos um “cafofo” e por lá ficamos experimentando, cheirando, curtindo as cores e comprando as especiarias indianas que são muiiiiiiiitas, para todo gosto passando pelo mais suave ao maisiiiiiiiiiiissss forte! Algumas conhecidas e mesmo assim diferentes do que estamos acostumados pelo Ocidente, outras totalmente desconhecidas. O Comerciante, um Senhor do Cafofo era uma simpatia! Nos fez provar muiiiiiiiitos sabores e sentir muitos aromas. Saímos de lá entorpecidas! Encantadas com a sua simpatia! Um comerciante nato! Um perigo! De lá continuamos curtindo as ruas, o excelente comércio daqui, diversificado, de boa qualidade e ótimos preços. E no nosso caso, tivemos o privilégio de estar sob a orientação do Sérgio e da Márcia que conhecem tudo! Uma experiência mística! Sérgio pechinchando em híndi... arrasou! Hoje foi dia de compras com preço indiano! Bons negócios! Rarara! Paramos para almoçar no The Keshari Restaurant, dica do nosso roteiro. Por sinal, ótima dica! Comida indiana de todas as regiões, de primeira qualidade e com preços indianos! Sérgio não conhecia! Endereço: D-14/8,Godowliya Varanasi.


Continuamos depois do almoço explorando Varanasi, entrando num beco... saindo no outro. Em cada ruela surpresas agradáveis e desagradáveis, inusitadas surpreendentes! Varanasi tem um cheiro que é só de lá! Entre aromas e muitos fedores...nada igual! Mais no fim do dia criamos coragem para visitar o famoso Ghat Manikaranika, o ghat das cremações, templo Hindu. Para nós, ocidentais, é um choque! Ao entrar neste universo parece que entramos em outra dimensão, talvez no inferno? No purgatório? Ou simplesmente em uma dimensão cultural que desconhecemos? O cheiro forte e adocicado de carne humana, as muitas toras de lenhas, a chama sagrada, a fumaça, as vacas, os macacos e os porcos (na índia parecem javalis. horríveis! Imundos, Porcos!), o ir e vir dos corpos passando, as pessoas de todo tipo, o comércio ao redor, os sadus, as castas que colhem o ouro dos defuntos, a visão do rio sagrado o Ganga, o mais genuíno templo hindu... Correndo... Passando... Levando e trazendo vida & morte! Impregnaram-me a alma! Senti respeito e repulsa! Depois de uma rápida olhada quis ir embora... Que loucura para a nossa lógica! Mas, confesso a experiência apesar de muito forte, foi mais tranquila que imaginava. A naturalidade, o respeito com que os hindus tratam a morte, é um aprendizado. Vida e Morte. Morte e Vida. Ciclo. Conexão. Namastê. Não quis fotografar. Não deu vontade, nem sei se pode! Achei que seria desrespeitoso!


Depois outra experiência muito bacana....Ana e eu acompanhamos Sérgio e Márcia nas negociações de compra para a Casa da Índia: Sérgio comentou que os impostos ao entrar no Brasil são altos e uma parte considerável da mercadoria é roubada no caminho... E saber pechinchar, com respeito, é a arte do negócio! Toda compra despende tempo e chai para brindar o negócio! Mais tarde seguimos de tuc-tuc para a região do nosso hotel. Já era noite e estávamos cansados e famintos, a ideia era ir a um café perto do nosso hotel que tinham indicado para a Márcia, mas estava fechado. Que pena! Cara bem simpática! Ana e eu vamos voltar lá! Então Sérgio e Márcia conheciam uma pizzaria bem perto do nosso hotel, com vista para o Ganga e ao lado de um templo, no Assighat. Por lá encontramos, o Helder Araújo, um brasileiro músico, amigo do Sérgio e professor de Cita do Alessandro. Todos os anos ele visita a índia para aprender Cita com um mestre da Índia, passa por aqui uns meses. Rimos muito, conversamos falando das experiências da Índia. Helder falou que todos os anos ele chega ao Studio do mestre e tudo está imundo... ele não aguenta, e mãos à obra... limpa os instrumentos tão sagrados e tão imundos, faz uma geral. No outro ano tudo sempre tão igual! E assim sempre! Falamos de como você ama e odeia este País maravilhoso, louco e apaixonante!


Que mexe com você “30” hs do dia, na vida, para sempre...! Ao visitar a Índia você fica “tatuado!” Aprendemos outros caminhos... Comemos uma comida honesta, nada de especial. Local agradável! Mas, como sempre a índia reservando surpresas: Márcia ao ir ao banheiro voltou chocada! E olha que ela é descolada de Índia. Para chegar ao banheiro, se é que pode chamar aquilo de banheiro... Ela teve que passar por um estábulo com vacas, imundo! A cozinha era perto! Não deu para ver as condições! Melhor o que os olhos não veem o coração não sente, talvez o estômago ou o intestino. Vamos orar as 34 mil divindades e desfrutar... Amanhã é outro dia! Estamos na Índia! Amanhã Sérgio e Márcia partem cedo. Não nos encontramos mais. Viver este dia com eles em Varanasi foi, realmente, muito especial. Sérgio nos mostrou outra visão desta cidade louca e mágica! Sérgio comentou que mesmo morando 08 anos por aqui, visitando a Índia já inúmeras vezes na vida, ele ainda se surpreende! A índia só vendo para crer e olhe lá! Márcia assina embaixo! Este dia foi um presente casual dos Deuses. Namastê. Amém! Nos despedimos. Dia 20 combinamos de jantar juntos em Délhi. Até! Felizes, Ana e eu fomos dormir... Mas antes uma tarefa árdua limpar os sapatos: imundos!!! Se pudesse jogava fora. Foi dureza!!! Irc IRC Erc!!!!!


14/02/2012 Acordamos na hora que nos deu vontade, por volta das 09h30min. Tomamos café, despedimos por telefone do Sergio e da Márcia. De tuc-tuc fomos visitar a Benares Hindu University, dica do Sérgio. (Varanasi é também chamada de Benares, nome de influência inglesa). Site: http://www.hinduwebsite.com/hinduism/concepts/kasi.asp (que diz que também é conhecida pelo nome de Kasi ou até Avimukta!). Sérgio estudou híndi por aqui. A universidade fica numa área verde (agora, um pouco seca, inverno) local mais calmo para os padrões indianos! O Campus é enorme e arborizado. Lá dentro tem um templo, o New Vishwanath: Shiva linga. Ao chegarmos, pegamos o ritual das oferendas. Aliás, temos dado sorte. Acho que em quase todos os templos que visitamos (e olha que são muitos) sempre presenciamos uma cerimônia, ou algo especial! Estas cerimônias sempre mexem, por mais cético que você possa ser. São emocionantes, simples, fortes, rápidas e repletas de fé e respeito! Rituais de muita cor, gestos delicados meio hipnotizantes, música, sino, flores, incenso, aromas, tambores, fogo! São acolhedores! Tocantes. O som que vem da concha sagrada é envolvente, mágico. Sai da alma! Saravá! Namastê! Amém! Nós todos!


Do templo seguimos para o Museu da Universidade. Aqui resolvemos dar mais uma chance à Índia e seus museus, afinal este era dentro de uma das Universidades mais respeitadas da Índia, da cultura Hindu. Mas, infelizmente, mais uma decepção e feia! Mais uma vez, o acervo era de primeira, mas a exposição das peças, em vez de valorizá-las, tem o dom de desvalorizar, inacreditável! E desta vez o museu não tinha luz em grande parte do prédio e quando tinha não valia de nada, era insuficiente, ou muitas vezes dava reflexos que atrapalhavam a visão, além de disputar com grossas camadas de poeira! O Ingresso é pago! A galeria de bordados e tecidos, mesmo com tudo conspirando contra, é maravilhosa! Bordados da região da Caxemira. Por aqui os homens é quem bordam! Muitas vezes em grupos, ao ar livre! Esta é uma região que dizem bela, inspiradora! Nos bordados, muitas histórias e tradições registradas de maneira divina! A seção das pinturas também é emocionante, não teve poeira que conseguiu esconder por completo tanta beleza! Apenas esconde-la, um pouco! Mesmo empoeirada, a beleza ainda se fez presente. Impressionante. Por tudo isto valeu a visita! Pena que sempre frustrante!


Do museu saímos a pé pelas redondezas da Universidade para conhecer esta parte da cidade, longe do centro histórico. Que para variar é Caótica e repleta de templos. Resolvemos visitar o Sancrat Mochan Temple: templo de Hanumman. Lugar forte repleto de macacos! E muitos fiéis! Fica dentro de um parque.. De lá fomos visitar o Tulsi Manas Temple: fechado... ainda andando, fomos visitar o Templo de Durga, maravilhoso. Outro local muito forte. Energia especial! Ficamos por ali observando os hindus realizando seus ritos. O divino faz parte do cotidiano do hindu. O sagrado está presente em tudo! Cansadas e famintas, resolvemos ir comer e descansar no café que a Márcia nos indicou, perto do nosso hotel Open Hand: Shop & Café: um paraíso. Local agradável! Refúgio de estrangeiros. Cardápio variado, Internet e uma lojinha especial. A dona é europeia. Tudo lindo, de qualidade e barato. www.openhandonline.com B 1/128 -3,Dumraun Bagh Colony,Assighat- 221005


Ficamos aqui curtindo a paz, o astral. Comemos muito bem! E Resolvemos comprar algumas coisitas na lojinha. Tudo lindo, de qualidade e barato. Compramos uma lembrança para a Márcia daqui, bem simbólica. Afinal ela nos mostrou o caminho deste Paraíso... um xale, de cor laranja forte com detalhes coloridos, bem diferente e lindo. Acho que ela vai curtir! Ela mesma nunca esteve por aqui. Um amigo indiano que indicou para ela. De satisfeito cheio resolvemos passar no hotel, o café é muito próximo do Palace on Ganges. Deixamos nossas coisas por lá. Descansamos e depois resolvemos seguir a pé pelos Ghats até o Dasashwarmedh, onde todas as noites acontece uma bela cerimônia conjunta do Aarti às margens do Ganga. Do Assighat ao Dasashwarmedh são uns 30 minutos de caminhada passando por muitos outros ghats, inclusive um de cremação, mais popular. No total são 07 ghats até lá. No caminho, que é muito agradável e mágico... conhecemos um casal muito interessante, um francês e uma portuguesinha. Bem alternativos. Estão viajando o mundo, são itinerantes. Na Europa, onde vivem, moram num carro casa! Que também é um restaurante.


Um lance muito doido! Ana e Rita, a portuguesinha, estavam conversando sobre o Templo de Bank Bihai em Vindravan. Ana falava sobre a forte energia do lugar. Deste templo tão sagrado e antigo, dedicado a Krishna. De repente, Ana começou a sentir uns arrepios na cabeça e no corpo e Rita arrepiou os braços (cabelo em pé!) os pelos ficaram arrepiados, dava para ver! A duas ficaram emocionadas. Depois tudo voltou ao “normal”. Se é que tem algo “normal” por aqui! Vai entender. E olha que elas nem comeram o bolinho doidão de Varanasi... aquele que os hindus costumam comer em ocasiões especiais para um contato melhor com o divino. Bolinho feito com a semente de uma erva alucinógena! Esqueci o nome! Estes bolinhos são vendidos pelas ruas de Varanasi. Chegamos ao Ghat de Dasashwarmedh curtimos a tradicional cerimônia do Aarti que, religiosamente, acontece aqui todos os dias. Muito linda. Mágica. Um espetáculo! Esteja lá por volta das 18 hs...lota! Em fevereiro a cerimônia começa em torno de 18h30min. Dura uns 45 minutos... mas depois fique por lá curtindo o espetáculo espontâneo dos hindus, seja na rua ou às margens do sagrado Ganga... O Ganga também oferece um espetáculo mágico de barcos, oferendas iluminadas por velas que deixam o rio ainda mais forte e mágico! Luzinhas que correm ao sabor da correnteza desta instituição hindu velando pela vida e pela morte! Auuuuuuuuuuu!


Ana e eu ficamos mais tocadas com a cerimônia, simples, individual, centrada de um hindu solitário, repleto de fé e belos movimentos gestuais que vimos às margens do Ganga. Nada de espetáculo para turista ver! Ali reinou a autenticidade, a fé!! Nada mais... Ficamos pelo Ghat depois da cerimônia curtindo o movimento, o rio sagrado,.repleto de barcos, oferendas e velas. Muito belo! Cheio de vida & morte...morte & vida... !!! Tudo pulsando!!! Tudo inerte!!! Intensamente! Mais tarde fizemos o caminho de volta... com uma linda noite...curtindo o rio... paramos na Pizzaria, a mesma que fomos com Sergio e Marcia, próxima ao nosso hotel. Comemos, comida” honesta” Rarara será? Por aqui os padrões mudam!!!. Banho e cama... Estávamos exaustas muitas emoções! Estamos adorando Varanasi. Ela está nos surpreendendo...pelo lado positivo. Estávamos com medo. Muita gente pira com a energia deste lugar! Não é fácil! Alguma coisa está fora da ordem! Será? Amanhã vamos acordar bem cedo por volta das 5 da manhã. Vamos fazer o famoso passeio de braço no Ganga para curtir o nascer do sol, o amanhecer! Varanasi e seus mitos e& ritos! ZZZZZZZ ZZZZZZZZ ZZZZZZZZ.


15/02/2012 Ás 6 horas nosso barco partiu por entre as água sagradas do Ganga. Um forte “fog” cobriu Varanasi. Você não via um palmo na frente do nariz! A névoa tornou ainda mais mágica esta cidade misteriosa! Enquanto deslizávamos pelo Ganga, íamos ouvindo, sentindo a força da genuína cultura, fé hindu. Entramos em outra dimensão... De repente o sol surge laranja, entre o fog, parecia uma lua. Om! Om! Om!...Namastê! De arrepiar. Me belisca, estou mesmo aqui neste lugar onde sempre desejei estar? Sonho ou realidade? Estávamos dentro de um cenário vivo, com direito a uma trilha sonora que parecia ressurgir de 5mil anos! Cantos, mantras, rituais, oferendas, banhos, aulas de yoga, lavação de roupa, vacas e macacos perambulando, luzes se apagando, corpos queimando e barcos muitos barcos flutuando... A vida passando... entre um espesso fog... demos asas a imaginação! AUUU uuu!UUUuuu! Ana e eu estávamos completamente emocionadas, extasiadas pelo privilégio de entrar dentro deste imaginário hindu. E o que a principio, nos deixou decepcionadas, o “fog” que parecia ir nos atrapalhar, nos privar deste momento, inclusive o nascer do sol...


Acabamos por agradecê-lo, pois ele nos fez “ver” Varanasi de uma maneira muito sutil: ouvimos e sentimos Varanasi com o coração! Com a alma! Namastê! Meio fora do ar, completamente hipnotizadas, encantadas voltamos para o Hotel. Tomamos nosso café da manhã, meio mudas. Em seguida sentimos uma necessidade enorme de dormir. Como se isto, nos garantisse guardar este sonho real! Ana não conseguiu dormir e ainda em “alfa” resolveu voltar para os braços do Ganga. Decidiu ficar às suas margens meditando...curtindo a vida que passa intensamente, por ali...Ana retornou depois de um tempo,eu ainda estava dormindo... lentamente..., fui despertando... Tinha sonhado acordada! Despertas, decidimos ficar pelo hotel, reorganizando a mala, pondo a vida virtual em dia, escrevendo diário. Amanhã partimos daqui para Bodh Gaya de trem. Hoje aqui é um dia meio morto. Dia de eleição. Tudo fechado, trânsito impedido, muita segurança. Com isto, desistimos de conhecer Sarnath, onde Buda fez seu primeiro sermão (uns 15km de Varanasi) até porque Bodh Gaya nos aguarda. E Buda se faz presente de maneira forte nestas duas cidades!


Aula de democracia: Aqui o voto não é obrigatório! Vamos ficar curtindo em ritmo mais hindu-baiano os ghats de Varanasi... andar e andar curtindo a arquitetura, as cenas de rua, o Ganga.. A vida, a morte. Fortes emoções. AUUUU uuuuu uuuuu!!! Começamos nosso passeio/despedida em torno das 15 horas, sem pressa... Tarde linda. Curtimos tudo, tentando registrar cenas mágicas, através do nosso olhar e da fotografia! Hoje Varanasi estava com ares de Praia, feriadão... todo mundo curtindo, a linda tarde, o rio estava azulado... Por volta das 18 hs chegamos no Ghat de Dasashwarmedh para a cerimônia do Aarti. Hoje fomos ver a cerimônia no outro local do Ghat. Igual mas diferente. Muito linda! A noite estava especialmente bela! Por lá conhecemos uma família super simples e bacana de Tamil Nadu! Que simpatia! Que doçura! Vivemos momentos inesquecíveis entre eles, de muita delicadeza! Uma das jovens falava inglês, no mais, nos comunicamos com gestos, com os olhos, com o coração! E como nos entendemos! Lentamente, em êxtase, fomos voltando pelos ghats para o nosso hotel...em ritmo de despedida. Noite linda! Até

um dia Varanasi...Mais uma tatuagem na alma! Namastê!


Bodh Gaya a Rishiskesh 16/02/2012 A viagem foi tranquila. Chegamos bem em Bodh Gaya.

O trem brilhou! Pontualidade britânica.

Chegamos 14h38min como o previsto. Aliás, até agora, nenhum atraso. Tudo “just in time”. Bodh Gaya: estado de Bihar, um dos mais miseráveis e perigosos da Índia! Nossa estadia foi super tranquila! Uma cidade muito suja e agitada. Nada de bucólico ou Zen. Apesar de tantos templos, de ser a cidade onde Buda se iluminou! Talvez, por não ser uma cidade vegetariana, ela é mais fedorenta, muito mosquito. E como Bihar é um dos estados mais miseráveis da Índia, a pobreza aqui é ainda maior! Mais chocante! Por aqui a grande atração é Templo de Buda: Mahabodhi Temple e os outros templos de diferentes países budistas ao redor do mundo. No geral os templos são lindos uns mais especiais que os outros. Para nós: os templos nepaleses e tibetano e o do Bhutan são os mais belos!


Voltando... A saída da estação de trem de Varanasi foi meio confusa. Chegamos lá de taxi (contratado no hotel, preço combinado!). Até aí, a ida foi tranquila, dentro do ritmo indiano. Chegamos bem e cedo. Estação enorme e gente muiiiiita gente!

Uma loucura! Me dirigi ao Bureau do Turista, por lá me indicaram a plataforma. Tudo bem! Mas achar a plataforma era o problema. Escada, nenhum elevador, a gente com bagagem, corredores enormes, “lhões” de plataformas, e para completar tudo escrito em hindi! Ficamos meio desorientadas. Então, fiquei olhando, procurando alguém que tinha cara de falar inglês. Ufa, consegui!!!! Eram dois jovens, eles foram super gentis leram o quadro em Hindi, confirmaram a plataforma, que tinha mudado, já não era mais a que o Bureau informou. O nosso anjo da guarda começava entrar em ação... Os jovens, super educados, nos ajudaram a subir com as bagagens pela longa escada, apinhada de gente, muita gente!!!! Ufa, uma etapa vencida.


Chegamos ao segundo andar. Depois teríamos de descer novamente, outra escada íngreme e apinhada de gente, gente, gente, gente...(na mão e contramão!) e lá no final de um imenso corredor que parecia não ter fim e com “lhões” de escadas que davam em “lhões” de plataformas, em direções diferentes! Que loucura! Quero Mamãeeeeee!!! Achei melhor a Ana me aguardar enquanto eu verificava onde realmente era nossa plataforma. Andei, andei e andei.. Ufa! Descobri! Retornei e retornamos, agora caminhando com as bagagens e sempre entre gente, muiiiita gente!!! Barulho infernal! Ao chegarmos à plataforma continuamos ainda perdidas, qual lado? Onde aguardar? Onde esperar o nosso vagão, os trens são imensos... Cansadas e esgotadas, mais uma vez ficamos por ali na plataforma, com tudo escrito em hindi, entre uma multidão de passageiros, ambulantes, barulho... tentando achar “alguém” com cara de falar inglês... Observamos, observamos e aí vi uma jovem, com cara de estudante, bem vestida e ataquei!!! Abri um sorriso simpático e olhar de desespero! E não é que ela era a nossa anja da guarda disfarçada.


Falava inglês super bem, sabia sobre o Brasil, até do Lula, Dilma, situação econômica, Amazonas... formada pela Benares University em Politicas Sociais e fazendo pós .Ela foi extremamente gentil, olhou nosso bilhete, viu todos os detalhes e nos levou até a porta do nosso vagão. Quando o trem chegou, andamos, andamos e andamos! Nosso vagão era um dos últimos...bem longe de onde estávamos... caminhada longa entre muita gente... gente ....gente....e confusão, mas agora sobre a proteção, as asas da nossa anjinha da Guarda! Os indianos são de uma delicadeza incrível! Lembram o jeitinho brasileiro de ser! Namastê! Amém! Ela nos deixou na porta do nosso vagão, nos esperou embarcar com direito a sorriso e adeuzinho! Ufa, finalmente nos instalamos na nossa cabine! Exaustas, e ao chegarmos, surpresinha: Cabine lotada de gente e mala, inclusive com uma perua indiana com uma super mala!!! Ana eu sentamos espremidinhas, uma de frente para outra... meio caladas e controlando o riso para não chorar! O que nos reservava por 4 horas e 1/2? Só os Deuses sabem! Cabine? Ou lata de Sardinha?


Por um tempo, com aquela cara do que fazer...ficamos como “boas mineirinhas” observando e fazendo comentários, sarcásticos, entre os dentes. Em Português, of course! O que fazer? Om...Om...Om!!! E não é que de repente saiu um casal...Ufa! Mas, a Perua Indiana, Dona da super mala, seu acompanhante e o seu auxiliar, que ficava de pé, na porta da cabine à espera de ordens continuaram.. Mas, de repente, levantaram... e outros dois indianos de meio idade também se foram...na Cabine sobrou Ana e eu... começamos a rir! Será uma bomba? Ficamos prestando atenção...aguardando o desfecho... o trem começou a andar e na cabine, Auuu uuu uuu apenas Nós! Cada uma tomou posse do assento-cama, ajeitou as bagagens e demos aquela esticada...enfim sós!

Piuiii iiii iii Lá vai o trem de ferro. Fechamos a cortina e com o balanço do trem em ritmo Maria Fumaça nos esparramamos. Ana cochilou eu fiquei observando a paisagem...nada especial! E fiquei em alfa nem dormindo nem acordada...balançando Piuiii iiii iiiii!


Ana e eu chegamos à conclusão que eles ficam ali... se colar... mas, se o fiscal passar...eles retornam aos assentos que compraram! Ou, talvez, se você reclamar! Mas o sossego, a privacidade durou pouco. Os indianos não tem “desconfiômetro”, não sabem que existe privacidade! Nossa alegria durou pouco...toda hora alguém abria a cortina, enfiava a cara na cabine, olhava, perguntava, isto quando não entravam para um longo bate papo no celular... e com o pé a poucos metros do nosso nariz. Eles sentavam sem cerimônia na parte de cima do Beliche e para subir pisavam na mala...Inacreditável! E de repente no meio do caminho (cabine para 04) entraram dois Companheiros de viagem! Com direito a ronco em sinfonias e ritmos diferentes, e um pé imundo solto no ar, a poucos metros do meu nariz, com uma leve “murrinha”! Inacreditável! Rir para não chorar...estamos na Índia...relaxe. Aqui fortes emoções, sempre! Agradáveis ou não!


Outro detalhe na saída do trem eles costumam pisar na sua mala...passam por cima, te empurram, te espremem, sem a mínima cerimônia ou qualquer palavra de educação! Chega a ser cômico! A cara da Ana, quando uma Senhora pisou na sua mala e ainda apoiou no seu ombro para esta manobra, tinha que ser registrada. E enquanto Ana ainda estava em estado de choque, olhando para sua mala pisoteada, o maridão da Senhora fez o mesmo, sem dizer uma palavra ou olhar para trás! Inacreditável! Ana e eu tivemos um ataque de riso incontrolável! Fazer o que? Rir para não chorar ou brigar...Relaxe você está na India! O trem chega em Gaya. Para Bodh Gaya pegamos um taxi pré-pago 500 rupias + 50 de tip = 10 dólares: em torno de 20 reais + 01 dolar de tip = 21 reais. Nos informamos no International Tourist Bureau da estação: Serviço indispensável!


Finalmente... Bodh Gaya Chegamos exaustas no hotel. Boa surpresa. Hotel simpático, restaurante excelente, mas afastado do centro, do Templo de Buda: Mahabodhi Temple. Uma boa caminhada... outra opção: riquixá. Em compensação... silencioso, mesmo para os padrões indianos! Neste hotel, água e frutas no quarto: free! Internet cara! Em muitos hotéis indianos eles oferecem água, frutas, chá e outras gentilezas. Aliás, assim é o padrão hoteleiro indiano: roupa de cama ora suja ora usada, toalhas encardidas, goteiras & poeiras, banho de caneca... mas, nunca falta gentilezas e sorrisos! Você sai feliz! C’est l’Índia! Sempre surpreendente! Ana e eu comemos um rolinho de primavera no hotel maravilhoso. Acho, que o melhor que já comi até hoje! Especial! Um sabor exótico agridoce diferente de todos que já experimentei: Veg Spring Roll . Hummmmmmmmmmmm!!! Como estávamos famintas ainda comemos um delicioso arroz veg deliciosamente condimentado. Era muita comida. Assustamos quando chegou, mas mandamos ver...não sobrou nada!


De satisfeito completamente cheio retornamos para o quarto: descansamos, coloquei o diário e o backup de fotos em dia, arrumamos nossas coisitas, aulas práticas de lavação de roupa, conversa fiada, banho e cama! Hotel Taj Darbar www.hoteltajdarbar.com Facebook & info: reception@hoteltajdarbar.com

17/02/2012 Acordamos descansadas, tomamos sem pressa um bom café da manhã e cheias de energia e curiosidade fomos fazer o circuito dos templos... Saímos do hotel tarde por volta de meio dia... fria! Sol quente e muitos templos fechados! Visitamos alguns, lindos! De muito bom gosto, apesar do excesso de informação e cores! Gostamos especialmente dos Templos Nepaleses e Tibetanos. Visitamos a grande estátua de Buda que fica ladeada por seus discípulos. A estátua impressiona pela sua grandiosidade, e beleza... Ana gostou mais do que eu! Achei exagerada! Depois de andarmos com o sol rachando...ruas imundas, lotadas, barulhentas e miseráveis... Exaustas, fomos procurar um bom local para comer. Decepção! A estrutura de restaurantes e cafés aqui é fraca.


Inacreditável: uma cidade lotada de turista do mundo todo, todos os dias! Com muito custo, andando daqui para lá, descobrimos, dentro de um hotel, um restaurante, escuro e frio (ar condicionado no talo! Choque térmico!). Fizemos um lanche fraco, estilo mata fome e seguimos então para o grande Mahabodhi Temple: Surpreendente, mais belo que o imaginário. Auuuuuuuuuuuuu. Ana arrepiou! E diante da árvore sagrada, onde Buda se iluminou: Bodhi Tree, ela simplesmente entrou em alfa (mais uma vez!) mas acho que desta vez ela entrou além de alfa em Beta , gama...Ela estava realizando um sonho! Ana ficou paralisada, meditando e agradecendo por este momento sagrado! Namastê. Adorei, achei lindo! A vida em torno do Templo é fascinante, manifestações de fé seja em grupo ou solitárias. Tudo muito louco! Local maravilhoso! Mas não entrei em alfa! Apenas arrepiei, fiquei curtindo todas as “loucuras” no entorno, além da beleza do local, os jardins, os lagos, a arquitetura, a energia forte! A vida pulsa! Buda pregou o contrário de tudo que por aqui acontece! Vai entender! Ficamos por um longo tempo por ali...sentindo o aroma (o aroma dos incensos é algo inesquecível), os sons, os movimentos, o canto forte dos pássaros por volta do entardecer...uma verdadeira sinfonia! Os pequenos templos antes da entrada principal são muito fortes, tanto dentro como fora...uma viagem! Um momento mágico, divino!


De repente, numa passarela que cerca o templo, tivemos a oportunidade de presenciar um lindo ritual... pessoas com tochas nas mãos circulavam ao redor do Mahabodhi, entoando um mantra...Pessoas de diferentes nacionalidades! De arrepiar! Para completar...noite linda! Tempo agradável! Me belisca! Em êxtase, continuamos ainda um tempo por lá. Entramos dentro do Mahabodhi, onde fica a estátua de Buda: eles sempre trocam sua rica vestimenta. Multidão! Local pequeno. Haja paciência! Alguns fiéis meio que em transe! Curtimos a bela noite, a iluminação do templo, um show. E de riquixá (pela 1º vez) retornamos para o Hotel. No início ficamos incomodadas... Mas depois relaxamos... este é o ofício de muitos, o ganha pão! Em torno 30 rupias o riquixá (2 pessoas) do Mahabodhi Temple: da praça ao hotel R$ 1,20! Encantadas, jantamos no hotel...adivinhe o que? Veg Spring Roll...Desta vez, menos famintas, nos contentamos apenas com esta maravilha Hummmmmmm massa fina e sabor divino! Depois ...lava roupa todo dia (estamos aproveitando para por o Curso intensivo em dia: banheiro bom e arejado e a cada dia técnicas mais aperfeiçoadas! Nada como a experiência!). Banho e cama!

Que Buda nos abençoe!


18/02/2012 Continuando a sessão boa mesa, hoje depois de um passeio estressante pelas ruas da cidade...sujas, feias, fedorentas e miseráveis...com força! E para completar um calor infernal! No caminho do Templo Vietnamita... uma visão?! Uma miragem? Descobrimos, por acaso, o Be Happy Café! Nome perfeito... um paraíso no inferno (em frente a uma espécie de favela miserável com força!). Ar condicionado, silêncio... aconchegante, e comes & bebes maravilhosos. Sobremesas perfeitas! Os donos são um casal de canadenses. Me belisca! Ao entrarmos não nos contemos e exclamamos: Oh!!!! O paraíso existe! Passamos por ali um bom tempo cometendo o pecado da Gula. Matando o desejo de chocolate que estávamos desde que chegamos pela Índia! Devoramos, mais de uma vez... a torta de chocolate amargo e a de limão! A mistura ficou um manjar... Expresso, suco natural, pizza crocante leve, cappuccino, pães ... Amanhã, com certeza vamos voltar! Que os deuses nos perdoem, mas o pecado da gula, vamos repetir! Enquanto estávamos lá entraram duas alemãs que fizeram exatamente a mesma expressão e exclamação que Ana e eu fizemos. Demos boas risadas! Afinal paraíso não se encontra por ai, especialmente na Índia! Elas se sentiram, como Nós “Be Happy”!


Mas ao olhar pela janela, nos sentimos “Be Sad” a miséria da favela das crianças, sujas e magras, adultos maltrapilhos e desdentados, de cortar o coração! Deu vontade de compartilhar com eles as delicias do “Be

Happy”, mas, infelizmente é impossível. Se você dá algo a alguém, imediatamente surge uma legião de miseráveis que te cerca, a coisa fica preta! O estômago agradeceu, mas o coração partiu! Outros serviços Be Happy Refil de água mineral, Wi-Fi, Biblioteca, Guia empréstimos, Reserva de trens e passeios (com taxa) Obs: banheiro indiano mas super limpo e com papel higiênico! Serve farto café da manhã

Be Happy Café Facebook: be happy café Bodhgaya Site: www.behappycafebodhgaya.weebly.com Hoje conhecemos um Templo imperdível: do Butão: Bhutan Templo. Também conhecemos o Vietnamita Temple (perto do Be Happy!) e mais um Tibetano. Do templo Tibetano seguimos para o Mahabodhi Temple = 20 rupias por dia, que sai em torno de 0,80 centavos de real (custo simbólico).


Resolvemos procurar o Lotus Nikko, um hotel que tentamos fazer reserva do Brasil, mas que não conseguimos. Super bem localizado (bem próximo ao Mahabodhi Temple) rua sossegada, belo jardim. Quartos enormes (um exagero). Tem restaurante! Pode ser uma boa pedida! Lotus Nikko Hotel www.lotusnikkohotels.com No Mahabodhi Temple passamos horas agradáveis e sagradas, fortes! Desde ontem Ana e eu observamos que além da sinfonia de Pássaros tem tbm a de cachorros. Nunca vi tanto uivo em vários tons e por longo período. Impressionante! 1..2...3! Auuu uuuu piuuuu piuuuu piuuu Auuuu uuuuu piuuu piuuu!

Sobre Bodh Gaya Primeira cidade onde nos deparamos com lixeiras, mas sempre limpas. O lixo? No chão! Ruas imundas com força! E aqui existe passeio padrão ocidental: Gente no passeio e veículos pelas ruas! Primeira vez que vimos isto por aqui! O que não impede das pessoas ocuparem as ruas tbm. C’est l’Índia! O comércio daqui é bem popular: mais religioso e brega! (Onde Buda estiver deve estar deprimido! Por aqui, o oposto de tudo que ele pregou: O desapego, a negação, o ritual, as oferendas).


Achar algo por aqui de bom gosto é quase um milagre! Bodh Gaya consegue, por incrível que pareça, ser mais miserável, suja e pobre que as outras partes que visitamos da Índia. Acho que a cidade mais suja até agora, se é que isto é possível! E olha que, por exemplo, Varanasi tem fama de suja! Achei Varanasi mais limpa e agradável, mesmo com as cremações ao ar livre! Varanasi tem uma personalidade única! Por aqui muiiitos mosquitos. Acho que todos que não vimos em outros lugares! Aqui é mais quente, o esgoto tem um cheiro mais forte. Mas, mesmo assim, nada de rato ou barata. Isto nos chamou muito a atenção, pois a sujeira é algo inacreditável! Vai entender!

Nota: A Índia, o nordeste, o norte do Brasil...têm algo em comum! A miséria, a doçura, o estilo de vida, a pureza, a esperteza, a simplicidade, a ignorância, a falta de estrutura básica, e muita fé para justificar e dar conta da realidade! Só que por aqui tudo isto se faz presente com muita, mas muita força e com 5mil anos de história + I/3 da humanidade. Uma loucura!


Muitos dos ritos e entidades, divindades do hinduísmo, me lembraram do candomblé. As cores, as flores, a água, as fitinhas, os cheiros, os cantos, a alegria, a indolência, o misticismo, as superstições... A necessidade de materialização do sagrado, do divino e por aí vai... Ana se encontrou no Templo Mahabodhi junto ao seu Guru Buda... eu já me encontrei no templo sagrado da gula: “Be Happy” entre os sabores crocantes e o doce amargo do chocolate que a minha guru canadense prepara divinamente e serve aos seus discípulos. Namastê! “Om Mani Padme Hummm Om Mani Padme Hummmm” Rarara! Perdão pelo sacrilégio, mas é verdade! Tibetanos

e

nepaleses...

Meu

Deus!

Incrível,

como

são

semelhantes

aos

bolivianos,

peruanos...Impressionante! Com certeza, teve um vai e vem de um lado do mundo para o outro: dos traços aos sabores passando pelo artesanato...Só aqui é que me dei conta disto! Fotos: Os Indianos adoram! São Crianças! Querem tirar fotos e ainda por cima com a sua máquina. Querem se ver! Se cada foto e endereço que eles te pedem para tirar e enviar, você vai ter que pedir empréstimo bancário para despesas de envio! Chega a ser cômico!


Passamos horas no Mahabodhi Temple curtindo este templo sagrado e seus ritos e manifestações de fé. A sua natureza! Os seus sons, aromas, cores e energia! De lá, riquixá... Veg Spring rolls... lava roupa todo dia, banho, diário, fotos e ZZZZZ ZZZZZZZZZZZZ!!!! Ana e eu arrumamos dois fãs fieis: Ana, no templo, cheio de sorrisos! O meu é o garçom do hotel :ele me fita no estilo discreto a La indiana ... e quando qualquer outro garçom quer nos atender, ele briga. Encantou com o verde dos meus olhos! A vida de Pop Star e repleta de fãs pela Índia está nos deixando impossíveis!


19/02/2012 Para variar, começamos e terminamos o dia como reza a tradição por aqui, visitando templos e mais templos...começamos pelos japonês! Ufa até que enfim conseguimos chegar na hora de pegar ele aberto! Já era nossa terceira tentativa: O templo é mais simples que os outros, mas mesmo assim, bem mais rebuscado do que imaginávamos para os tradicionais padrões “nipon”. Simples mas nada “clean”! Hoje nosso dia foi dia de Japão! Depois desta primeira visita seguimos para outro templo japonês menor, mas bem parecido com o primeiro...de lá resolvemos dar mais uma espiada na “singela” estátua de Buda...ficamos por ali um tempo, a seus pés... Bestando, o calor estava intenso! E por aqui o privilégio de desfrutar um pouco de silêncio (dentro dos padrões indianos, silêncio com ruído! Sempre!) Descansadas, saímos andando pelas ruas na direção do Mahabodhi Temple. Resolvemos curtir o comércio de rua... “lhões” de opções, a grande maioria de mau gosto e péssima qualidade! Mas olhando com calma você sempre acaba descobrindo coisitas interessantes.


Comprei dois “malas” tibetanos ( terço budista) http://reikifluindo.blogspot.com.br/2009/11/terco-deoracao-tibetano.html e dois lindos saquinhos de retalho de panos coloridos nepaleses, presentes para Vitória e Regina minhas amigas queridas, que tenho certeza, vão curtir. Ana os abençoou no altar que fica aos pés da árvore sagrada, dentro do Mahabodhi Temple! Não vai ser por falta de benção que estes “malas” vão deixar de oferecer muita proteção divina! Mais o carinho, as duas vão estar protegidas para sempre! Rarara!! Pelo caminho, também presenteei a Ana com uma roda de oração, símbolo budista. Esta foi criada por uma simpática artista tibetana que mora em Dharamshala, cidade onde mora o Dalai Lama! Ommmmm... Ommmmm...Ommmmm!!!! Depois de enfrentar as ruas indianas, o calor e o assédio insuportável dos vendedores, fomos visitar o templo sagrado “Be Happy” para uma vivência do pecado da gula! Afinal, ninguém é de ferro! Quando estávamos chegando lá, presenciamos uma cena chocante, forte, impressionante! Aos arredores do” Be Happy”, existe uma região de pobreza extrema, mesmo para os padrões da Índia. Como já comentei.


Dois estrangeiros, talvez desavisados e extremamente comovidos com a situação, resolveram ingenuamente, distribuir esmola, notas de 10 rúpias (0,40 centavos de real!) para um grupo de miseráveis que estava em frente ao Templo Vietnamita. Mal eles começaram a distribuição, de maneira calma, gentil e educada, uma multidão surgiu, de todos os lados. Começou um tumulto! Eles se assustaram, tentaram afastar com educação a multidão, mas perderam o controle da situação... Apavorados e se sentindo ameaçados, correram. A multidão veio atrás, agarrando, puxando, implorando e não os deixando passar! Eles, em pânico, começaram a gritar, dar tapas para todos os lados e finalmente conseguiram fugir, literalmente correndo... E sem “olhar para trás”. Ana e eu, mudas presenciamos esta cena... “Be Sad” de horror, mas também de alegria. Alegria, sorrisos, pulos com a “esmola” na mão: 10 rúpias para sobreviver, pelo menos por mais um dia! Crianças, velhos, velhas mulheres, homens desdentados, miseráveis! Ana e eu choramos...entramos no” Be Happy” mudas, sem vontade de nada, tomamos água e só depois de um tempo tivemos apetite para o pecado da gula! Acabamos comendo bem menos que a intenção, a cena na rua tirou nosso apetite!


A miséria te cala, mexe e remexe... não que ela seja diferente, por aqui, mas talvez por ser tão próxima e multiplicada ao quadrado...ao triplo...a 1/3 da humanidade. Aqui você não pode fingir que ela não existe. Aqui você tem que engoli-la seja pelo bem ou pelo mal! Você convive com ela “30” horas do dia. Não dá para esquecer a nossa condição humana tão desumana!

“O homem é o lobo do homem.” (sem dúvida) Homo homini lupus é uma sentença latina, que significa o homem é o lobo do homem. Foi criada por Plauto (254-184) e popularizada por Thomas Hobbes, filósofo inglês do século XVIII.

Mais tarde... na região do Mahabodhi Temple, Ana e eu, inocentemente, resolvemos comer na rua. Achamos que naquele mar de gente, em frente ao Templo, íamos passar despercebidas. Escolhemos uma sombra, o sol rachando, abrimos nossa matula, compramos uma coca e mal sentamos num banco de uma praça, começou o assédio: veio um...veio outro... velho, criança, família: uma senhora muito, muito suja assentou de cócoras, a menos de dois palmos de mim, me olhava e pedia a comida, através de uma mimica agressiva! Dei um pedaço do... (deu branco!! Acho que foi o trauma da situação!) e um copo de Coca. Ela não se contentou queria tudo!


E começou a falar alto, em hindi e fazer gestos! A figura dela era horrível, desdentada e muito suja! Ela não me despertou piedade, mas sim asco! A minha reação foi de raiva! Vontade de sumir! Ana começou a chorar, levantou e saiu! Eu fiquei firme, comi um pouco, mas acabei levantando e saindo! Com um nó na garganta, sem vontade nenhuma de chorar! Fiquei seca! Distribuímos o lanche para a “Turma” e saímos. Fomos “tentar entender a vida”, sob a proteção de Buda! Na paz do templo, ficamos curtindo a beleza, os rituais, observando as pessoas nas suas demonstrações de fé , ouvindo os mantras, a sinfonia dos pássaros, curtindo o entardecer no lago, as belas árvores, jardins...! Apesar desta paz, da magia do Templo Mahabodhi... a cena da miséria lá de fora, das ruas, da fome, dos desdentados, não me saía da cabeça! A cena da esmola e do lanche na rua com a multidão de miseráveis mendigando, por tão pouco! Foram fortes, grudaram! Por aqui ficamos nos energizando! Mais uma tatuagem! Exaustas, mexidas, seguimos pelas ruas de Riquixá (outro símbolo de miséria indiana: homens cavalos! Puxando seres humanos!). Como já disse, custei a criar coragem de usar este serviço, por aqui tão comum...depois relaxei e vi por outro lado... este é um trabalho, dentro da realidade indiana: eles necessitam dele para sobreviver! Sendo assim, resolvemos distribuir renda! Se bem que, pagar 30 rupias (em torno de R$ 1,10 real/pessoa) para duas pessoas para andar uns 4km é distribuir ou explorar?


O tempo todo me senti incomodada, com vergonha! O que fazer? Mas, como não estamos aqui para fazer justiça social. C’est la Vie! Liliane chega hoje em Delhi...amanhã faz um mês que chegamos neste Pais mágico, surpreendente. Kelal nos avisou que o voo dela está atrasado. Tomara que ela faça uma boa viagem! Liliane passou por uma situação muito triste antes de embarcar: perdeu amigos carbonizados num acidente de carro muito grave! Algumas pessoas estão internadas em estado grave! Todos eles estavam juntos num congresso em Araxá, super alegres! De repente, tudo muda...” C’est la vie”...ora dura, ora leve, mas sempre sábia e mágica! Eterno aprendizado... A condição humana é muito medíocre, louca e bela! Namastê! Estamos aguardando noticias da Liliane. Dia 21 retornamos para Delhi. Kelal vai nos buscar. No hotel...Veg Spring Rolls, banho , “lava roupa todo dia”, backup, fotos, diário e

ZZZZZ ZZZZZZ ZZZZZZ!!!!!


20/02/2012 Acordamos curtimos o café, fomos super bem servidas...lá estava ele, meu fã! Que veio correndo nos atender distribuindo sorrisos, gentilezas e “olhares”.

Hoje foi dia de fã... o destino ... Saímos do hotel com a intenção de ir direto para o Mahabodhi Temple e por lá ficar curtindo! Hoje é nosso último dia por aqui. No caminho, resolvemos entrar numa rua que nosso mapinha indicava... e ai começaram as surpresas que o destino nos reservava! Primeiro adivinhem? Quem encontramos pela estrada a fora? E veio correndo na nossa direção? O fã da Ana! Os olhinhos brilhavam. Ele não se conteve e nos abordou! E como todo bom indiano... sem cerimônia nos convidou para conhecer sua casa, sua família... educadamente saímos fora! Mas foi duro! Meu Deus! Com os indianos são insistentes! E para variar, atendendo ao pedido do fã ardoroso: uma sessão de fotos! Ficou registrado para sempre este momento romântico da Ana e seu fã indiano... pela estrada a fora..


Depois que ele se foi, pela estrada a fora, de bicicleta, sempre dando uma paradinha um Adeus, sorrisos, Ana e eu demos boas risadas, mas também ficamos comovidas pela pureza e ingenuidade do povo indiano! Seguimos em frente! Pela estrada a fora, nos deparamos com o Karma Temple: acho que “ele” faz parte do nosso Karma...esta visita mudou completamente nosso dia! Achamos que ele estaria fechado, já passava do meio dia, hora que normalmente os templos fecham! Mas para nossa surpresa, o Karma nos esperava de portas abertas: lindo, diferente, leve, forte e alegre! Cheio de vida e com uma energia muito especial! Por aqui ficamos um bom tempo...curtindo tudo! Dentro & fora. Na parte externa tem um pequeno jardim, ao seu entorno várias rodas de oração, uma lojinha nada especial e um bom restaurante! O cheiro despertou nossa fome. Decidimos comer por lá! O sabor nos lembrou do San-Ho de BH. Pedimos uma porção de pãezinhos Veg Momo (vem com 5!). Deliciosos! (40 rupias = em torno de R$1,60 a porção!).


Já o segundo pedido, não fomos felizes: era um macarrão tipo sopa nada especial e muito quente para o calor lá de fora! O restaurante fica debaixo de umas árvores super agradáveis. Por ali ficamos nos refrescando do sol e da sopa very hot! Então depois do almoço, a ideia era retomar nosso plano de ir para o Mahabodhi Temple, mas antes pedir benção ao templo Be Happy! Adoçar a boca na torta de chocolate amargo de lá, criar forças para seguir em frente! Então lá fomos nós... dobramos a esquerda... e tudo mudou, mais uma vez!! Nosso “Karma” entrou em ação novamente, o destino nos reservava outras surpresas! Pela estrada afora, ao lado do Karma Temple, começamos a ouvir tambores, um som forte e sagrado... que entrava na alma! Percebemos que o som sai de uma grande estrutura montada próxima ao Karma Temple. Vimos também que havia um grande movimento de gente. Curiosas, resolvemos dar uma espiadinha antes de seguirmos para o Mahabodhi Temple! Ao entrarmos, nos assustamos com a multidão, o tamanho do local, e do palco que tinha um majestoso cenário com Buda e outros mitos que pareciam representar o “mal”. Decidimos aguardar para ver o que ia “rolar”... e não é que rolou uma cerimônia teatral Budista?


Com roupas coloridas, música, coreografias, ritos. Mistura de beleza, chatice, magia, sono, hipnose, encantamento, repetição, pinica, transe... muito louco! Depois de umas duas horas cansadas e meio que hipnotizadas conseguimos nos mover do lugar e partir... em estado de transe, exaustão e encantamento! Vai entender! Agora sim, Be Happy! Pegamos um riquixá e partimos para lá. Para continuarmos nosso transe no pecado do cacau! E depois que tudo voltasse ao “normal indiano”, finalmente, chegássemos ao nosso destino inicial: Mahabodhi Temple! Isto é, se o nosso “Karma”, o nosso “destino” não nos reservar mais surpresas! Sinceramente, espero que não. Mas quem somos nós para determinarmos algo de verdade nas nossas vidas! Apenas planos, sonhos, nada mais! A realidade a “Deuses” pertencem, especialmente aqui na Índia! Passamos um bom tempo filosofando, entre as delicias do Be Happy, os acontecidos do dia! ”Nos recolhendo à nossa insignificância!” ( lembrei da minha querida tia Heloisa! Ela adorava falar isto!) Ai finalmente, Mahabodhi Temple: com ares de despedida! Por lá ficamos horas... Curtindo tudo com o gostinho de último dia! Ana em alfa, gama e beta! Será que ela volta? Espero que sim! No dia 22, Bodh Gaya Comemora o nascimento de Buda (pelo menos foi isto que entendemos).


Por um dia não vamos pegar a cerimônia de luzes que parece ser uma celebração muito especial e linda! Hoje presenciamos o início desta festividade. Uma tibetana nos explicou que várias pessoas carregavam fotos das famílias e pessoas queridas, pois hoje acontece uma benção especial de Buda para familiares e entes queridos. As pessoas andam com as fotos nas mãos, testa e peito rodeiam o templo e a árvore sagrada em total estado de fé e concentração. Presenciar este rito foi um privilégio, que o “Karma” nos reservou! Namastê! Amanhã Delhi, um mês que chegamos! O tempo está voando, mas ao mesmo tempo tantas vivências! Liliane chegou bem. Mas Kelal não foi buscá-la, parece que o voo dela atrasou e eles desencontraram. Estranho! Hoje eles estão juntos em Delhi, em ritmo turistão. Kelal ligou nos confirmando que amanhã irá nos buscar! Ufa! Achei que esta história ainda ia dar zebra! No final do dia, Kelal tentou falar comigo várias vezes. Não deu para atender, estava dentro do templo. Quando atendi, ele disse muito nervoso que tinha perdido Liliane. Eu disse que infelizmente não podia fazer nada. Não escutava direito, o templo estava barulhento, vozes, cânticos, musica! Achei a situação estranha! No início fiquei preocupada, depois desliguei. Realmente não podia fazer nada!


Liliane não atendia o celular! Noticia ruim tem perna curta! Amanhã estaremos chegando a Délhi! Não há de ser nada, mais um desencontro! Ana e eu estranhamos... Kelal pode ter seus defeitos, ser chato, machão, mas responsável, isto não tem dúvida! Com a gente ele não furou em nada! O nosso problema foi cultural e machista! Continuamos no templo, despedindo...exaustas e tristes pegamos nosso tradicional Riquixá. Hotel, Veg Spring Rolls, fotos, diário, banho e cama... Amanhã nosso voo é à tarde e o aeroporto fica bem perto do Hotel. Vamos ter tempo para organizar a nossa complexa operação de organização de bagagens! Só crescendo... É mais uma fase da viagem chegando ao fim! E sob a proteção das 34 mil divindades indianas!

Tudo em paz! Namastê! E que continuemos assim com muiiitas proteções pelo nosso caminho afora...que ainda é longo!


Mico do dia: Ana ficou entorpecida pelo espetáculo repetitivo que vimos ao sair do Karma Temple: ing....ong.... innnnnnnnnnnnn ing ....ong....innnnnnnnnnnn... ing ...ong... innnnnnnnnnnnn .... meio hipnotizada e na esperança que algo ia acontecer, algum elemento surpresa, ficou prendendo xixi, por horas, entre os infinitos ing...ong...innnnnnnnnn...até que não aguentou mais e saiu rapidamente na direção do Templo para se aliviar... me perguntou onde era o banheiro... expliquei e ela correu! Passou um tempo... a performance ing...ong... continuava quando Ana chegou, com cara de paisagem e em grande estilo: uma canga amarrada na cintura. Muito “chic” assentou no chão, a poucos metros de mim. Tenda lotada! Eu estava entorpecida pelo ing... ong, não consegui arredar o pé... era algo monótono, que despertava curiosidade sobre o que ia rolar... e ao mesmo tempo um espetáculo, rico, colorido, simples e mágico! Foram horas de puro feitiço... A plateia emocionada carregava fotos de pessoas! No mesmo estilo do que vimos no Mahabodhi Temple. De repente...Ufa... recobramos o bom senso e partimos para o “tempo e Templo real”, dedicado a gula: Be Happy! “Dont worry Be Happy” uUUuuu uUUUU uuUUU ... Aleluia!


Ao nos encontrarmos na hora da partida...Ana comentou: Fiz xixi na varanda dos dormitórios do Templo! Achei que era o banheiro... subi, desci , desci subi e não encontrei nada... de repente o xixi rolou perna abaixo, sem controle...um rio, agachei aliviada, em alfa e deixei rolar, rezando para que nenhum monge chegasse e me pegasse naquela situação!!! Demos boas gargalhadas, aí entendi o estilo canga na cintura. Imaginado a cena, sugeri que se tivesse chegado “alguém” bastava fechar os olhos, entoar mantras e dissimular uma plano meditativo! Noutra dimensão! Milagre! Rarara!!! Na conversa descobri que Ana entendeu que o banheiro era no primeiro prédio. Na realidade, era um pouco mais para frente... enfim ia dar na mesma, xixi na varanda ou aguando os jardins sagrados entre um prédio e outro! Rarara! São tantas as emoções!


De 21 a 24/02/2012 Hoje, dia 24, estou colocando o diário em dia! Estou em Haridwar. Desde a saída de Bodh Gaya muitas emoções! Então vamos lá!

Bodh Gaya - Delhi Nosso primeiro atraso da viagem na Índia aconteceu! Um atraso normal de 01 hora no voo entre Bodh Gaya e Délhi. Chegamos a Délhi bem, mas cansadas a ideia era encontrar Sergio e Márcia, Sanjay amigo da Preta e Liliane para um jantar em grande estilo. Acabou que a nossa noitada furou! Chegamos ao hotel muito tarde. Desencontramos do Sanjay, Sérgio e Márcia estavam exaustos, e a gente também! Liliane estava cansada e desanimada e muito chateada. Além, do desgaste do grave acidente no Brasil, com seus amigos, da viagem, ela e Kelal tiveram problemas! Nada sério, mas coisas que chateiam! Kelal nos buscou sem problemas, mas veio falando... falando e falando da Liliane. Cheio de história! Ana e eu concluímos que para o Kelal lidar com mulheres independentes e que sabem o que querem é um problema! E que Liliane e ele não tiveram sintonia! Enfim não rolou...


Com esta história, a falação do Kelal do aeroporto até o hotel (pegamos um congestionamento enorme, então foi muitas horas de falação!), Ana e eu chegamos exauridas no hotel, até porque já estávamos meio de saco cheio dele! Da sua ignorância! Mas como amanhã será nosso último dia com Ele, Ufa! E, como, também aprendemos a respeitá-lo por outro lado (sem dúvida, seus serviços fizeram diferença no conforto e bem estar da nossa viagem!). Optamos por ouvi-lo sem manifestar nossa opinião! Mas com isto chegamos sem energia! Conclusão: o Jantar em grande estilo se transformou num Sundae do Mc Donald’s ao lado do hotel! Dali banho e cama.

E a hotelaria ...sempre nos reservando uma surpresa boa ou ruim. Desta vez, o hotel era super bem localizado: Circus Inn, ótimo café da manhã, pessoal sempre gentil, internet, mas alguns quartos sem janela. Claustrofóbicos! Que foi nosso caso! Mas como íamos passar só uma noite, viramos para o canto exauridas e ZZZ. Já Liliane foi privilegiada: tinha janela, mas em compensação muito barulho! Realmente a hotelaria indiana é algo inacreditável.


No outro dia íamos partir bem cedo, com Kelal, para Haridwar. Combinamos com Liliane para fingir que nada havia acontecido. Afinal, em algumas horas, ficaríamos livres dele e como já comentei, ele tem seu lado bom e profissional. O problema era ignorância com machismo, diferença cultural!

Dia 22/02 Delhi-Haridwar Saímos cedo. A viagem foi tranquila... com Kelal, fingimos estar tudo em paz! E para os padrões indianos, andamos muito: 220 km em 6 horas (Média 37Km/hora)! Muito bom! Super fast! Afinal, a estrada estava lotada de “tudo um pouco e um pouco de tudo” Rarara!!!! Até ai normal, o problema é que este trecho da estrada é perigoso: mão e contramão, muito caminhão com o tradicional trânsito caótico indiano, mas com motoristas ousados, corredores para os padrões daqui. Várias fininhas ultrapassagens perigosas. Fortes emoções! Kelal dirige bem e com calma. O problema eram os outros! Foi a estrada mais perigosa que pegamos aqui, e olha que Ana e eu rodamos! Chegamos a Haridwar mudas de tão cansadas e desgastadas!


E mais uma vez a hotelaria indiana nos reservava surpresas!!!! Hotel excelente, padrão 5 estrelas... a mesma rede de Agra... mas com um pequeno detalhe: na realidade não era em Haridwar! Ficava no meio do nada a 15 km de Haridwar! Vocês não podem imaginar o que representa 15 km nas estradas indianas. E especialmente neste trecho super perigoso! E com nenhum tipo de transporte público disponível. Nem taxi! Para vocês terem ideia, quase 01hora do hotel ao centro de Haridwar! Brincadeira! Ficamos “P” da vida e rodamos a baiana, até porque no site o Hotel está em Haridwar e na realidade ele está situado em outra cidade desconhecida “perto” de Haridwar! A principio, queriam nos cobrar de 1000 a 2000 rupias por um transporte! (Algo em torno de 40 a 80 reais: ainda barato para a gente que por aqui é rica e ainda íamos dividir por 3). Mas o problema era a tapeação, a falta de opção! Enlouquecemos! E jogamos duro! No final...o que parecia problema virou solução e por aqui vivemos momento “Madame” na índia! Rarara...É a hotelaria indiana sempre reservando surpresas! O Hotel acabou disponibilizando, durante nossa hospedagem, um carrão “full time”, com chofer, super educado, ar condicionado e grátis! Rarara!!!! Me belisca!


Nosso chofer ficou com a gente o dia todo nos levando em todos os lugares que queríamos e sem encher nosso saco! “Ai que saudade do Kelal” Rarara! Amanhã ele aguardará as Madames convocá-lo! Seu nome Utam... e como não nascemos para Madame amanhã a gente vai usá-lo para nos levar e depois mais tarde nos comunicamos para ele ir nos buscar... Vamos explorar Haridwar a pé! Livres leves e soltas...Então cansadas ...convocaremos nosso chofer! A gente merece! Ambrosia Sarovar Portico: http://www.sarovarhotels.com/haridwar-ambrosia-sarovar-portico.shtml# Haridwar NH-58, 12th Milestone, Badehri, Rajputna, Ele fica localizado entre Roorkee Bahadrabad e Haridwar. Entramos odiando, saímos como princesas destruindo presentinhos, amando a comida maravilhosa. Chef indiano de primeira linha que todos os dias nos deu tratamento vip fazendo delicias especiais para nós. C’est l’ Índia!!! O nosso “Chofer” nos levou para visitarmos 2 templos que ficam no topo das duas montanhas da cidade: Mansa Devi Temple e Maya Devi Temple :via bondinho. Interessante!


Mas, infelizmente o tempo estava com uma bruma muito forte e não podemos desfrutar por completo a linda vista destes lugares sagrados. Lá embaixo, o Ganga corre azul e forte! Fomos também aos Templos Chandi Devi às margens do Ganga e ao Daksha Mahdadevi Temple onde tem uma linda e antiga árvore de Rudrasksh, a árvore sagrada para os hindus. Para eles as suas sementes são sagradas, pois representam as lágrimas de compaixão de Shiva pela humanidade. Por aqui compramos lembrancinhas que representam este simbolismo. Criadas a partir das sementes desta árvore, que para os hindus é especialmente sagrada! Algumas lembranças também têm um pouco da água da mãe Ganga! Proteção dobrada!! Esta lojinha é ótima, lembranças simbólicas da fé hindu de boa qualidade bom gosto e excelentes preços! No fim do dia fomos visitar a grande estátua de Shiva que fica ás margens do Ganga. Linda vista de Haridwar. Cidade sagrada, energia especial, o rio aqui é belo e forte muito forte! Por volta das 18 hs como reza a tradição... fomos ver a cerimônia do Aarti, às margens da mãe Ganga. Aqui a cerimônia mais tradicional acontece no Ghat Har Ki Pauri. Por aqui a cerimônia é bem mais simples que em Varanasi, mas também forte e tocante, apesar de comercializada! Sempre lotada, colorida, florida, iluminada... mágica!


O rio aqui é menor, azul, com forte correnteza. O rito acontece ao lado do rio. Em Varanasi ele acontece no alto e por lá o Ganga é gigante, barrento, mais calmo, mas sempre forte! Exaustas seguimos para o nosso carro e Utam levou as “Madames” de volta para o 5 estrelas! Tomamos um bom banho, vinho (como o hotel fica fora de Haridwar, numa cidade não sagrada, aqui pode!), jantamos maravilhosamente bem e sonhamos com os anjos! Amém!

Micos do dia: Claudia: Fui “benzida” a força num dos “Devi templos” nas montanhas! Na confusão entre uma multidão de fiéis, distraí, dancei! Um guru trapaceiro me ajoelhou, a força! Quando vi estava no chão! Sendo abençoada por um malandro profissional! “Ajoelhou tem que rezar” E dar tip tip top! “Puta” e confusa dei 10 rupias (idiota! Não precisava dar nada!!!) e não é que o Guru queria 50! Na confusão saí, mas minha vontade era de ter recuperado as minhas rupias! E dar para ele uma boa “banana”! Viva

Hanuman!

Liliane: Primeiro Aarti da Lili por aqui e ainda por cima na cidade sagrada de Haridwar às margens da mãe Ganga: azul,gelada e forte. Lili toda tocada, com sua oferenda de flores e vela foi em direção ao rio.


Primeiro um rapaz se ofereceu para acender a vela. Como já havíamos avisado sobre os falsos gurus, Lili durona não aceitou. Ele disse é grátis! Aí, não me lembro se ele acendeu a vela dela ou não... ao chegar na margem do rio, um senhor delicadamente e espertamente tirou a oferenda das mãos dela e a encaminhou até ao rio para que ela colocasse seus pés nas águas sagradas. Lili concentradíssima começou junto com ele a repetir os mantras sagrados, depois de um tempo ele pediu para ela fechar os olhos... e logicamente apresentou a conta! Acabou-se o que era doce, sagrado, o Santo virou capeta! Queria 100 rupias! Liliane ficou meio perdida! Cheguei, encrenquei, e falei para ela não dar nada... mas ainda enfeitiçada pelo clima do Aarti pela força de Haridwar. Lili deu 20 rúpias! O Guru achou ruim! Este valor não dá garantia de entrada ao Paraíso!

Dia 23 E lá fomos nós as Madames para Haridwar com nosso chofer Utam, educado e gentil, obediente... bem diferente do Kelal e com um astral leve e gentil! Apenas um defeito, ele tinha sangue de boy, sai voando pela louca estrada até Haridwar, a uns 80 km: esta velocidade aqui é uma loucura!!! Apesar de tudo ótimo motorista. Fortes emoções!


Hoje fizemos diferente. Ele nos deixou em Haridwar. Íamos explorar a cidade caminhando, nada de carro e babá! Por aqui e ali. Viva a independência... Ficamos de ligar por volta das 19 horas para ele ir nos buscar. Combinamos um ponto e lá fomos Nós por Haridwar. Agora como simples mortais! A cidade é interessante. Entramos aqui saímos ali, sem rumo, do jeito que a gente gosta! Nos entregando a mão do destino...Hoje optamos por não entrar em templos! Dar um tempo. Haja Divindade!!! Na procura de um restaurante indicado no nosso Guia, acabamos descobrindo um restaurante no topo de um hotel, que pela vista valeu! O Hotel tem uma aparência boa! Achamos bem ajeitado e super bem localizado. Lotado de estrangeiros! Fica numa ruela estranha que dá no rio! O lanche no restaurante foi mata fome e caro! Vale a pena dar um “stop’ só para curtir a vista! De lá saímos andando pelas margens do rio. Na direção do Ghat principal o Har Ki Pauri, para vermos a tradicional cerimônia do Aarti. Aqui em Haridwar ela é bem diferente de Varanasi. Ela é mais agitada, rápida, acho que é para acompanhar a força da correnteza, a velocidade louca das águas da mãe Ganga por aqui!


Muita mas muita gente, oferendas, muito barulho e confusão, gurus trambiqueiros, outros com muita fé ... em “Deus e no Diabo”, comércio, gente de casta simples pescando ouro, joias dos corpos carbonizados (aqui não vi cremação como em Varanasi, mas acontece! Não sei onde!). E por aqui tem até animador de Aarti com venda de espaço dos locais mais privilegiados! Uma zona! Entre o céu e o inferno! C’est l’Índia! Sempre mágica e curiosa! Namastê! Por volta das 19 horas depois de curtimos as loucuras do Aarti em Haridwar.. 1! 2! 3! E nos transformamos de novo em Madames, nosso chofer nos buscou e pelas loucuras alucinantes das estradas indianas seguimos com fortes emoções noturnas. Chegamos exaustas no nosso Palácio! Mas inteiras! “Quero mamãe!”, “O que que eu que eu vim fazer aqui!”, “Nunca mais vou ver minha família!”, “Vai bater!”, “Ai que fininha! Olha o elefante ..não o camelo..o macaco...o aleijado”, “Estou indo ou voltando!!!???” Ufa, tudo terminou bem! Amém! Depois de um banho maravilhoso, as Madames cheirosas desceram para jantar. Aliás por aqui somos mais que Madames, Princesas, quase Rainhas...


O Chef nos aguardava para indicar o vinho e descobrir nossos desejos para preparar os manjares! Ele e o “staff” sempre nos tratando com delicadeza e carinho! Quem disse que o Hotel é longe? Rarara! O Chef preparou manjares divinos como sempre, mas ainda mais especiais já com ares de despedida! Nada como um dia atrás do outro... amanhã vamos partir saudosas ...a distancia ? Deixou de existir!!! Rarara! Graças ao carrão com chofer, nossa personalidade e a delicadeza da hotelaria indiana: sempre reservando surpresas! Amanhã vamos separar “mimos” do Brasil para nossos queridos súditos e bons companheiros que tanto nos mimaram! Para outros, tips generosas! Nos sentimos em casa! Totalmente à vontade. O que a principio parecia problema virou solução, prazer, lição! Aprendizado... Haridwar vai deixar saudade. Cidade interessante hard, bela, tocante, chocante, louca! Mas Varanasi ainda é top! Nada igual! Amanhã partimos de carrão, mas sem Utam (vai ser outro chofer!) para Rishikesh: Que emoção, por lá ficaremos um mês! Outra vivência! Outras emoções! Estou curiosa!


Rishiskesh É linda. A paisagem é forte, aos pés da Cadeia do Himalaia, com o rio Ganga correndo forte, azul e largo, formando praias e paisagens especiais! Na região da cidade, ele corre forte, mas bem menos que em Haridwar, pois por lá ele faz mais curvas e é mais estreito.

Ponte de pedestres: Ram Jhula Bridge (região do Parmath Niketan) e Lakshman Jhula Bridge (mais agito região do Ashram do Prem Baba). Antes de Rishiskesh, a “Mãe Ganga” desce do Himalaia com toda sua força e beleza! Entre montanhas e muita pedras vencendo obstáculos! Infelizmente, o rio aqui foi liberado para a prática do “Raft”, o que para os hindus foi um desrespeito já que o Ganga é o mais importante Templo da sua fé! Foram criadas algumas regras, como por exemplo, não gritar em frente aos Ashrans e proibido praticar o Raft nos horários das cerimônias. Mas entre a teoria e a prática, os costumes ocidentais aliado a força do dinheiro vai passando por cima de tudo!


Dizem que o rio é limpo! Mas não acredito... Antes da cidade sim, mas depois? Temos a intenção de dar nosso mergulho sagrado por aqui, mas longe da cidade, montanha acima! Rishiskesh é uma cidade mais limpa, menos tumultuada, a parte antiga. Por aqui o esgoto pelo menos é coberto com pedra. Clara, influência dos estrangeiros que ocupam o espaço por aqui desde os anos 60 e a consciência dos muitos Ashrams que por aqui estão instalados a muitos e muitos anos! A cidade “real” é caótica, por lá a vida pulsa!!! À moda indiana!

De Haridwar para Rishikesh: do nosso hotel em Haridwar ao hotel em Rishiskesh são 40 km, e em torno 1h40 de viagem! Se tudo correr bem! Amém! Este trecho da estrada foi menos hard, mas sempre hard! Chegamos bem, hotel bom! O quarto era um apartamento. Alias é uma característica por aqui, pelo menos nos hotéis que ficamos. Podem ser ruins, mas os quartos são sempre espaçosos!

Hotel: Vasundhara Palace (fora do Buchicho, oposto do Asharam Parmarth Niketan, mas tranquilo) www.hotelvasundharapalace.com


A caminhada a pé pelo rio é muito agradável. Se tiver preguiça pegue um tuc-tuc até o ponto onde carros não podem mais passar, depois é caminhar e atravessar a ponte de Ram Jhula. Rua lotada de lojinhas de tudo um pouco, comércio mais popular, muita moda hippie anos 60. Rishikesh é ocupada por estrangeiros! De passagem ou que se perderam ...ou se acharam, por aqui nos anos 60! Nos instalamos e fomos de Tuc-tuc para o Ashram resolver algumas pendências sobre a nossa hospedagem, por lá, sobre o Festival e curso de yoga... Ficamos pelo Ashram um bom tempo resolvendo tudo, explorando, afinal este vai ser nosso “Lar doce Lar” por um mês! Pena que não deu para conhecer as acomodações! Estamos curiosas, os nossos últimos hotéis foram e estão sendo bem confortáveis e espaçosos! Mas enfim estamos preparadas para tudo! Tivemos ótima impressão do lugar e das pessoas! No fim da tarde fomos como reza a tradição, ver a famosa cerimônia do Aarti, no ghat em frente ao Ashram, onde existe uma enorme, e na minha opinião, “brega” estátua de Shiva! Toda branca e bem impactante, por ali tudo acontece!


Primeiro vimos o Havan, uma cerimônia de purificação com fogo: as pessoas sentam em volta do fogo, entoam mantras e jogam sementes sagradas, elementos simbólicos de purificação como o arroz e o açafrão! O Aarti aqui é diferente de Haridwar e de Varanasi. Bem simples, mas como sempre muito tocante. Lindo ver o rio forte, azul, as montanhas, o pôr do sol, os cantos, os ritos, as diferentes demonstrações de fé, as oferendas de flores e velas, os castiçais, o canto do rio, tudo sobre a proteção do gigante Shiva e da mãe Ganga . Hoje no meio da multidão uma indiana se destacou: ela com suas mãos, entre gestos delicados e fortes fez uma homenagem a mãe Ganga! Lindo! Ao seu redor pessoas tentavam imitar sua arte! Momento especial! Arrepiei! Lindo, leve e solto! E de repente a lua surgindo... AUUU uuu UUU!!!! Me belisca, estamos mesmo aqui!!! Famintas, pegamos o caminho de volta para a “casa”. Do outro lado da ponte achamos o Sanskriti, um hotel, centro de terapia ayurveda e restaurante com vista para o rio. Muito simpático.


Boa opção de hospedagem, o ponto é ótimo! Não deu para ver os quartos, mas a recepção, o restaurante, simples e muito simpático! Comemos bem! O lassi daqui é especial. O SPA já estava fechado, mas parecia muito bem montado!

Swarg Ashram Yatri Niwas – Ram Jhula,Rishiskesh – 249201 ,Himalayas http://www.hotelsinrishikesh.in/sanskritihotelinrishikesh.html E-mail sanskritispa@gmail.com De satisfeito cheio, e felizes de estarmos aqui, afinal, mais um sonho virando realidade! Seguimos de tuctuc para o nosso hotel, nosso quarto/Ap! Tentamos contato com os familiares pela Skype, mas não rolou! Ficamos tristes, queríamos passar nossa deliciosa experiência no nosso primeiro dia em Rishiskesh! Então, banho, diário, backup de fotos e cama! Uma nova etapa na índia começando... Até dia 28, ainda turistão. Depois experiências místicas! Hari OM! Até aqui as divindades vem nos acompanhando... tudo em paz! Namastê!


27/02/12 Hoje foi um dia mais light, dia de compritas de roupa branca já entrando no clima Hari Om do Ashram! E também de lembrancinhas, colarzinhos de sândalos e tulasi (mais uma sementes sagradas para os indianos ) roupita para Ana Flor, postais... o comércio por aqui é bem interessante e com bons preços! Depois, caminhada pelas margens do Ganga. Dia lindo! Muito calor! Exploramos a cidade entrando aqui, saindo ali ... No fim do dia fomos curtir o pôr do sol, o visual de Rishiskesh. Às margens da mãe Ganga ouvindo, vendo as cerimônias hindus que rolam todos os dias nas cidades sagradas. Momento sempre forte e mágico!... Depois caminhando pelo rio fomos para o hotel, banho e jantar no hotel (sem graça! Insosso! E olha que isto aqui é difícil!). Ai que saudades do nosso longe muito longe... hotel de Haridwar...saudade da boa mesa e dos paparicos! Mais tarde conversei por um longo tempo com Renato e Tanira, matei saudades! Viva a tecnologia! Depois, exausta, cama!


Ótima Loja Vale à pena conferir Bhakti Handicraft Emporium (Next Madras Café :fraco!!!) Muito bom gosto e variedade. Falam um pouquito de espanhol e entendem um pouquito de português. Fazem Câmbio e entregam coisas no Brasil Muni Ki Reti,Ram Jhula /Rishiskesh -249192 e-mail satya_bhe@rediffmail.com

28 /02/12 Dia de Ganga! Hari Om! 1º Mergulho nas águas azuis, geladas, limpas, fortes e Sagradas do Ganga! Namastê! Aconteceu, em frente ao Glass House, hotel mais afastado, a alguns quilômetros de Rishikesh. Aqui o rio é limpo! Vem do Himalaia, correndo, rasgando as montanhas, mostrando seu poder sua beleza! Nenhuma cidade grande acima, um vilarejo aqui... outro aqui e acolá... Se tiver alguma poluição, a forte correnteza se encarrega dela. E para você ter acesso a Praia particular do Glass House você paga.


E como este hotel recebe gente do mundo inteiro... é um hotel de ótimo nível ... Acreditamos e mergulhamos com fé...E seja o que as 34 mil divindades Hindus quiserem!!!! Rarara!!!! Você pode nadar em qualquer ponto do rio, antes de Rishikesh, sem medo! Entre paisagens maravilhosas! 1! 2! 3! Ti bum!!!! Auuuu UUUU uuuue !!!!Delicioso!!! Gelado!!!! Me belisca !!!!!!

Glass House Ele só vale à pena ficar se for para uma imersão Paz & Amor. É mais longe de Rishikesh e mais isolada. Ideal para quem quer curtir apenas a natureza! Massagens, cursos, namorar e paz, muita paz! Mas antes

prepare o bolso! Retornando... Hoje saímos serpenteando o Ganga, de carro, para um passeio aos arredores de Rishikesh. O dia estava perfeito, azul, a paisagem maravilhosa e lá embaixo o Ganga correndo azul e forte! Quem estava nos guiando era Asha, um guia super doce, simpático, fino, educado, simples e inteligente (será que apaixonei? Rarara!). Um senhor conhecedor de Rishiskesh! Orgulhoso do que faz!


1º parada: Vasisth Cave: Auuu UUUUUU uuuuu! Templo milenar, dentro de uma caverna às margens do Ganga e no meio da mata. Local de uma força inacreditável. De um silêncio sagrado, quente e acolhedor. Que te transporta a outra dimensão... de paz... muita paz! Templo dedicado a Shiva –linga. Shiva, energia masculina, representada pelo falo. Linga, energia feminina, criadora, representada pela vulva. A união destas forças representa o equilíbrio do universo! Dizem que Cristo, Buda e outras divindades estiveram por aqui em meditação. Se é verdade não sei, mas que o lugar é especial, não tenho dúvida! Entrei, sentei e de repente, arrepiei! Senti uma paz, uma tranquilidade, como nunca havia sentido! Silêncio!!!!!Lá dentro o calor acolhedor da chama sagrada, um grupo em meditação, um Guru que pela sua energia “forte” me encantou! Mais o som de uma água gotejando no altar, me transportaram para outra dimensão! Uma loucura! E olha que entrei ali mais por curiosidade do que por qualquer outra coisa! E de repente lá estava eu, quase de “joelhos!” Chorei de alegria! Agradeci! “...O melhor lugar do mundo.. é aqui e agora...!”


Pelo menos, aqui neste Templo as energias feminina e masculina estão em equilíbrio, em paz! Muita paz! Sai de lá renovada... e da escuridão da caverna, a luz e o visual impactante do rio, das montanhas, da mata, do céu azul, do calor do sol!!! Auuuu UUUU uuuu...por pouco não voei! Foi aqui que Ana e eu tivemos a mesma ideia: recolher para o Sérgio as pedras da mãe Ganga, único pedido que ele nos fez! Para um pedido especial, uma energia especial! Então, ali na praia, em frente à caverna sagrada, escolhemos com carinho as pedras do Sérgio. Que elas o protejam ou pelo menos o façam mais feliz! Encantadas com tudo, continuamos serpenteando o Ganga. Visual perfeito... dia perfeito! Estado de espírito perfeito! Partimos em direção a Glass House para o nosso batismo no Ganga! Estávamos ansiosas! Finalmente, o momento tão esperado aconteceu Auuu UUUU uuu!!! Tibum!!! Gelado!!!! Delicioso! Emocionante! Por aqui ficamos curtindo ás águas azuis da mãe Ganga entre muito verde, pedras, areia e montanhas majestosas... Me belisca!!!!


Momento Cômico: O Guru Sagrado e o Modess! A culpa é do Macaco! E lá estávamos nós, no nosso batismo Sagrado no Ganga... Lavando o corpo & a alma! Quando do nada, de repente, chegam eles, em bandos...Os Macacos! Como sempre ágeis e astutos, aprontando uma zona, mexendo, revirando e espalhando tudo que encontraram pela frente. Zip !!! Zap!!! Zum!!! Pegaram coisas e saíram correndo! A praia estava cheia de sacolas, com lanchinhos, coisinhas...ideal para a Festa...deles!!!!! Na praia do Ganga, além da Ana, da Liliane, estavam também , o Guru com seu Grupo, aqueles que estavam na caverna sagrada meditando...todo mundo no batismo! Imediatamente, o Guru saiu correndo atrás da macacada...

Cena hilária: Aquele homem “Santo”, de constituição física robusta, saiu da sua paz, às margens do rio, puxou sua vestimenta laranja, para que ele pudesse ter agilidade e... pernas para que te quero!!!! Sumiu pelas trilhas! Os espanhóis, seus fieis seguidores ficaram pasmos com a cena, todos meio no ar...


Liliane, Ana e eu caímos na risada! Ficamos tranquilas e nem imaginando que a Macacada, também, tinha revirado a “nossa” intimidade! Que os Deuses protejam o Guru! Com a macacada, marcou bobeira, dançou! Dali um tempo chega o Santo homem, suado e carregando entre os seus enormes dedos uma bolsinha aberta, foi até seu grupo, e em seguida, ele se aproximou e perguntou: “ É de alguma de vocês?” Liliane reconheceu sua bolsa. Então, suado, ainda cansado, esbaforido (nada mais lembrava a serenidade santa de minutos atrás) ele disse: “I try to do my best!”. E nos entregou a bolsinha aberta, cheia de Modess, que caiam para fora e que ele carregava, delicadamente, entre seus dedos! Macacada esperta! Dispensaram pelo caminho, este objeto, sem utilidade! Já o lanche, não ficou nada para contar estória. Levaram tudo! Rarara!!! Ana e Liliane estavam no rio. Sobrou para mim que me secava às margens do Ganga, a missão de resgatar o Kit Modess das mãos de um santo homem! Ai Meu Deus, que vergonha!!!!


Levantei, fui até o Santo Homem, roxa, contendo o riso e, respeitosamente, agradeci e rapidamente, peguei de volta a “intimidade da Liliane”, agora abençoadas, pelas mãos sagradas do Guru espanhol, versátil, corredor, espantador de macacos! Rarara!!! Mais uma cena inédita que a Índia nos reservou! O Guru ficou nosso Chapa, também depois de “carregar nossa intimidade”... Conversamos no restaurante da Glass House por um bom tempo. Foi uma conversa muito agradável. Ele é super inteligente, adora o Brasil (apesar de não conhecer), via brasileiros, e um dia pretende visitar. Ele nos acha um povo muito alegre, natural... ! Até demais! Rarara!!!

Contatos do Swami: Em caso de algum macaco entrar em ação e levar nossas intimidades... Swami Rameshwarananda Giri: Doce, suave, sem frescuras! Olhar especial! Fundation PHI –Varanasi : Ashram URB www.varanasiashram.wordpress.com Los Monasterios /Ronda Del Puig,22 /46530 Puzol(?) Valência/ Espanha e-mail:presidência@fundacionphi.org


Outra cena hilária com Guru e seu Grupo de seguidores fiéis: Estávamos lá no Ganga batizando, curtindo, nadando, quando vimos uma mexerica boiando, pensei que ela tinha caído das mãos de um “Senhor”, do Grupo do Swami. E lá fui eu, praticar a boa ação do dia, com duplo valor: retirar das águas sagradas a mexerica, que profanava o Ganga e devolvê-la ao seu Dono! Nadei, nadei, contra a forte corrente e me sentindo uma verdadeira heroína resgatei-a! E nadei, nadei, de volta, às margens do Ganga, feliz! Felicidade que durou pouco! Rarara!!!! Ao devolver a mexerica ao remetente, descobri o mico. O Senhor tinha jogado a mexerica como “puja”, ritual de oferenda, momento solene em homenagem sagrada à Mãe Ganga! Rarara! Ele ainda tinha lágrimas nos olhos! Quando me viu com sua mexerica puja na mão, não entendeu nada! A mãe Ganga devolveu? Será? Sem graça e murcha, e também exausta, pedi desculpa, devolvi a “puja” ao seu Dono para que ele a devolvesse ao seu destino! E bati em retirada, às gargalhadas! Rarara! Tolinha... Ecosimpática! Valeu a intenção! Tenho certeza, ganhei pontos com as muiiiiitas divindades que protegem o Ganga e pela boa intenção. Rarara!!!!


Para entrar e curtir a Glass House, com direito a mergulho no Ganga, na sua praia particular e muito especial, passar o dia por ali : 200 rupias/pessoa em torno de 8 reais! De graça! Já o restaurante... exploração... foi o lassi, a água, o suco mais caros da nossa temporada na Índia: 560 rupias ( em torno de 11 reais). Um assalto, para a realidade indiana e também de qualquer lugar turistão. As diárias por aqui também são salgadas bem como os serviços do SPA. Preço para quem ganha em Euro! (01 euro =120 rupias!). Batizadas pelo Ganga, abençoadas pelo Shiva- Linga na caverna milenar e sagrada, assaltadas pela Glass House e pela Macacada e agora amigas “intimas” do Guru espanhol, partimos para o topo do Mundo! Em estado de “graça!” Em duplo sentido! Rarara!!!!! Subimos, subimos e subimos, estrada linda, visual do Ganga vilas, florestas montanhas... Subimos, subimos e subimos, láaaaaaaaaaaaaaa no alto, quase no céu, Pavki

Deve! Auuu uuu uuu

Que visual, que paz! Que Templo doidão, milenar, meio que caindo aos pedaços! Ares misteriosos! Árvore sagrada! Entre o céu e a terra! Numa dimensão só dele!


E ali no meio do nada, ao lado do Templo, outro “Templo”, o do consumo útil & inútil: uma vendinha, um barracão bem simples repleto de porcarias industrializadas, servindo o tradicional Chai numa panela enterrada no chão, cheia de velhinhos em torno pitando!!! Fumo de rolo pendurado por todo lado. Liliane pitou com a moçada e acabou comprando ali nas alturas um fumo para o Helinho. Afinal, este não é um fumo qualquer. Fumo das alturas entre o céu e a terra, com a benção de Durga, a sua divindade predileta! Cenas que só a Índia oferece! Namastê! No caminho, entre a estrada estreita, e repleta de curvas sinuosas e paisagem exuberante (ao subirmos, uma névoa cobriu um pouco o visual. Mesmo assim lindo!) nos deparamos com crianças e jovens moradores das alturas pedindo esmola... ficamos sem saber o que fazer. Asha, nosso Guia, perguntou se não importávamos de dar comida. Abrimos o vidro e oferecemos frutas! A alegria da turma foi emocionante! Recebemos em gestos e palavras, mil agradecimentos com direito a corridinha atrás do carro! Valeu! Asha é um homem simples, inteligente, sensível e muito delicado. Me emocionei! Ficamos nas alturas um bom tempo, curtindo... Mais um momento mágico que a Índia nos reservou! Por volta das 17h começamos o caminho de volta!


Passamos por outro lugar inusitado, uma caverna que passava por debaixo da estrada, muito louca! Liliane entrou, Ana e eu tivemos preguiça e medo, muito morcego, odeio rato, o que dirá de asas! Liliane nos disse que a caverna tem muitas formações com formas de animais, símbolos sagrados e tudo mais que você enxergar! Ana e eu ficamos lá fora curtindo o visual, impressionante, arrozais em platôs, muitas montanhas, uma vila aqui, outra acolá, ônibus repleto até o teto, literalmente! Inacreditável (estrada super perigosa, cheia de curvas, estreita, e muitas, muitas pessoas viajando nos tetos, sem nenhuma proteção. Talvez das 34 mil divindades! Enfim, cena comum pelos lados de cá do Mundo!). No mais, cenário bem bucólico sob a proteção da cadeia Himalaya aos fundos e lá, láaaaaaaaaaaa embaixo o Ganga! Me belisca! Chegamos ao Hotel, exaustas, tomamos um banho e de tuc-tuc, famintas, decidimos retornar ao restaurante do primeiro dia. O do Hotel era muito ruim! Valia a pena o sacrifício de sair para comer, apesar do cansaço. Que doce ilusão!!! Maya hoje nos pegou! A comida estava péssima! C’est l’Índia!!! De volta para o hotel, falamos no skype (neste hotel a internet pega, sem problemas, no saguão do hotel!) para amenizar a saudade da família. Falei um bom tempo com Amanda. Amanhã, Ashram! Muitas expectativas! Outra viagem começa ...

Ommmm Ommmm Ommmm!!!


Fase Asharam: De 28/02/2012 a 25/03/2012 Região de Ponte de pedestres: Ram Jhulla Chegando à Índia por outro caminho...! Namastê! Bloco Yamuna Quarto 644! Hoje, finalmente chegamos aqui! Hari Om! Cheias de expectativas, confesso, baixas, atentas as armadilhas de Maya, a ilusão! E não é que a Índia , mais uma vez, nos pegou! Ela nos reservava uma boa surpresa: o nosso quarto é excelente, claro, espaçoso, janelão, vista para um jardim interno (no momento devido ao Festival ,que começa daqui dois dias, a visão é de um toldo!). Que quartão quase um Ap estilo “Kit”...só faltou uma geladeira e um fogão para ser prefeito Adoramos! Mas como o “Ser humano” é descontente ficamos com inveja do Ap ao lado que tinha varanda. Durou pouco a inveja...a macacada se apoderou do espaço ao ar livre levando, rasgando e destruindo tudo que via por lá!


Namastê, a Divindade que nos “poupou” das garras desta macacada inconveniente. É tanto macaco, que existe a profissão Espantador de Macacos! Super útil! Espanta, mas não machuca! C’est l’ Índia. E tem macaco que encara! Ataca! Especialmente se você tiver comida! Fique atento!

Outra boa surpresa: Achamos que íamos ter que encarar do ponto final do Tuc-tuc ao Ashram, do outro lado da ponte, uma boa caminhada puxando malas! Mas que nada o carro chega até na porta. Dá maior volta... lindo caminho! Do hotel até a porta do Ashram de carro deu 11 reais para cada = R$ 33 reais super bem pagos! Depois de cumprirmos as burocracias do Ashram, especialmente do Festival de Yoga. Nos apossamos do nosso super quarto. Depois, almoçamos no Ashram e fomos dar uma explorada pela região. Muitas coisitas interessantes! Fizemos umas compras básicas para o nosso novo “Lar doce Lar”. Depois de rodarmos bem , de começarmos a ter uma primeira noção da nossa área onde vamos viver por quase um mês... retornamos cansadas mas felizes para, agora, organizar de verdade o nosso lar! Ficou lindinho!


Liliane pirou! Nosso quarto tinha um quadro muito bacana, adivinhem de quem? Dela, Durga, a sua Deusa! Que ela nos proteja! Durga (em sânscrito: Durga ou Ma Durga (

, lit. "a inacessível" ou "a invencível";) também conhecida como Maa , "Mãe Durga") é, no hinduísmo, uma forma de Devi, a deusa suprema.

Durga é considerada pelos hindus como a mãe de Ganesha, Kartikeya, assim como de Saraswati e Lakshmi. Ela é considerada a forma da esposa de Shiva, a deusa Parvati, como caçadora de demônios. Durga é descrita como um aspecto guerreiro da Devi Parvati com 10 braços, que cavalga um leão ou um tigre, carrega armas e assume mudras, ou gestos simbólicos com a mão. Esta forma da Deusa é a encarnação do feminino e da energia criativa (Shakti). http://pt.wikipedia.org/wiki/Durga

Na nossa exploração por lados de Rishiskesh ainda desconhecidos, entrando ali saindo aqui descobrimos alguns endereços interessantes:


Papelaria com vendedor super simpático e coisitas lindas e com preços ótimos: ganhamos coisinhas de brinde! Gupta Book Depot & Stationary Shop (Near Taxi Stand-Swargashram –Uttarakhand) cadernos, cartões, marcadores, álbuns de foto artesanais, postais lindos ...A papelaria fica em frente ao Moon Light Café: Muito bom. Lassi excelente e torta de banana especiais! Serve comida internacional Perto do Correio. Região mais escondida fora do bochicho! Para comprar perfume de lotus de boa qualidade: Ganga Pharmacy (near Parmath Niketan e Italian Restaurant): O perfume de Jaipur ainda e mais especial. AH! Se eu soubesse... tinha comprado mais!!!!

29/02/2012 Dia especial: Ano bisexto E a gente por aqui na Índia ,em Rishikesh, cidade sagrada cheia de histórias... Era uma vez... Ha muito tempo atrás... Dormimos mal, muito mal...Adivinhe por que? Barulho da macacada na janela! A principio, achei que era vento, depois cai na real! Além disso, barulho do pessoal chegando do mundo todo e de todo o mundo....


E a Ana muito gripada...tossindo espirrando... Estranhei o travesseiro... Acho que também ficamos excitadas, muitas novidades! Depois do Café, pelo AP começamos a segunda fase organização: “Lava a roupa todo dia...” e uma limpeza no AP, à moda brasileira. Não encontramos o quarto sujo, mas longe de estar limpo ,como estamos acostumados. Para os padrões indianos um brinco!!! No Ashram cada um é responsável pelos cuidados do seu quarto. A roupa de cama e toalha você pode trocar quando julgar necessário e encaminhar para a lavanderia do Ashram. Depois de tudo nos conforme, Liliane e eu resolvemos almoçar na rua, uma comida mais saborosa. Ana decidiu almoçar por aqui mesmo. Ela está bem gripada., almoçou e foi descansar! Liliane e eu almoçamos no Tip–Top , o indiano! No terraço de um pequeno prédio, suba uma escada estranha e desfrute de uma boa comida com vista especial do Ganga! Quesito limpeza a desejar, como sempre! O Tip Top fica na Rua do Ashram na Main Bazar fácil de achar, todo mundo conhece. O tofu de vegetais daqui é especial e também tem uma boa massa. Comida saborosa!


Por volta das 16 horas, fomos a uma pequena palestra sobre o funcionamento do Festival: evento internacional: em torno de 600 participantes de todo o mundo! De 44 nacionalidades diferentes! Uma loucura! Será que vai funcionar? É gente demais! E na índia tudo pode rolar! Da palestra, resolvemos explorar mais o Ashram, uma pequena cidade. No reconhecimento de campo, já sentimos diferença de um dia para o outro, o Ashram lotou! Gente, de todos os cantos do Mundo! Um astral muito legal! Com a programação do Festival na mão, resolvemos retornar ao Moon Ligth Café, na realidade, nada light, queríamos desfrutar mais uma vez do delicioso lassi, e da torta de banana especial, como ontem! Aí, fui inventar moda e resolvi escolher uma torta de maçã, diferente que a descrição no cardápio dava água na boca: torta de maçã com uma camada de pudim de amêndoas. E como ontem a torta de banana foi além da expectativa... Quando chegou, que decepção, até a aparência era horrorosa. Uma gororoba amarelada parecia um mingau, grudenta, grossa, doce, Irc Irc! Retornamos para o Ashram, vamos dormir cedo! Amanhã começa o Festival, e para quem tiver coragem, a primeira atividade começa às 4 da matina.. Tô fora!


Esses dias, senti o cansaço da vida “Turistóide”, rodando por esta Índia muito louca, cheia de emoções! Preciso estar em forma! Amanhã começa o Festival de yoga, ritmo puxado! Estamos curiosas! Ou vai dar tudo muiiiiiiiiiiito certo ou podemos nos preparar!

01/03/2012: um sonho se realizando... Começa o Festival Internacional de Yoga, na Índia Auuuu UUUU uuuuu! Me belisca!

De 01 a 07 de março no Ashram Parmarth Niketan Confesso, no primeiro dia fiquei decepcionada, achando as atividades fracas, palestras superficiais e estilo USA! Fiz aula com um americano de iyengar yoga. Ele me traumatizou. Parecia aula de Educação Física de exército de Guerra USA, com direito a tapa nos alunos- modelos: robôs que nem piscavam e faziam gestos mecanizados sob o comando do professor nazista. A essência da yoga, a fluidez dos movimentos, a internalização, a concentração necessárias, foram para o espaço... 1! 2! 3!. “Do Now!” 1! 2! 3!. “Do Now!” 1! 2! 3!. “Do Now!”


Meio cética fui ouvir a palestra de uma Guru italiana Gayatri Devi. Ali ...tudo começou a mudar! Mulher simples, “bela”, inteligente, delicada, ela fez uma palestra curta, mas profunda... daquelas que mexem e te levam a refletir! A prática da yoga na Vida moderna, apenas como atividade física, esquecendo-se da filosofia do equilíbrio entre o corpo e a mente, comunhão com o espírito universal! Me senti aliviada, hoje foi dia de me redimir ao Festival! Comecei a gostar... No meio da tarde, outra boa surpresa, tivemos o privilégio de participar da maravilhosa aula de yoga do competente, doce e meigo Guru japonês Akira Watamoto. A aula de Akira teve como foco a estabilidade o conforto. Uma aula delicada e forte, ao mesmo tempo. Super especial! Akira deu a aula em japonês, com uma voz suave, profunda, mágica. Seu olhar e sorriso vêm da alma... nos levam a uma viagem de encontro a nossa alma, a alma universal! Namastê! A tradutora, também japonesa, Kumi, respeitosamente, incorporou Akira e fez da sua voz, a voz de Akira. Nunca vi nada igual. Eles se tornaram um só! Línguas tão diferentes, sexos opostos, tons de vozes diferentes. Em total sintonia, eles se tornaram únicos! De arrepiar...


Sai da aula em estado de graça! Durante o Festival tive o privilégio de participar de suas aulas, não perdi nenhuma! Om! Om! Om! Arigatô! Hari Om! Om! Om! Om! Arigatô! Hari Om! Om! Om! Om! Arigatô! Hari Om! No final do Festival oferecemos para Akira e Kumi lembrancinhas que trouxemos do Brasil. Para ele um trevo de 4 folhas e para ela um par de brincos com pedras semi preciosas. Eles adoraram. Foi uma maneira delicada de agradecê-los. Para mim a melhor aula de yoga que já fiz na vida. Perfeita! Um dia, Casaquinho

Vermelho vai ao Japão...E em Tóquio irá fazer aulas com Akira. Já tinha

este desejo antes da “paixão” nipônica por Akira. E de conhecer tantos japoneses tão especiais! Agora é questão de tempo! Me belisca!!!! Contatos: Akira: Akira@yoga.jp Kumi: kumi.iswihara@gmail.com


Esses dias, estou mais cansada e com uma dor na lombar. Já a Ana, pifou com uma gripe. Acho que estamos sentindo o vai e vem dos 35 dias que zanzamos pela Índia. Pais forte que mexe por dentro, por fora, pelos lados, no corpo, no espírito, na mente...na alma! Saudade grande da família! Ando nostálgica dividida! C’est la vie! E dia após dia o Festival só surpreendendo positivamente. A organização é impressionante! Tudo funcionando a tempo e a hora. Tudo limpo organizado! Um show de profissionalismo, e competência, afinal são quase 600 pessoas reunidas no Ashram, do mundo todo! Programação muito diversificada. E a simpatia da equipe é encantadora. O astral está ótimo! As palestras de Dr. Lele e de Bharati indianos, sobre medicina Ayurveda foram todas excelentes. Uma, das que mais gostei foi sobre Prakriti para a saúde, felicidade e bem estar foi muito interessante. Uma visão geral para leigos de maneira simples e inteligente, apesar de se tratar de um tema tão complexo. A palestra de ervas também foi muito bacana: muitas delas temos no Brasil! Esse casal vem sempre ao Brasil, inclusive, BH (em maio, após a Índia, estivemos com ele em BH: encontro super agradável!).


Eles são amigos de Dr Ruguê, mestre da Ana e um dos principais especialistas da medicina Ayurveda no Brasil. Escolhemos o Ashram Parmarth Niketan, por Dr Rouguê ser amigo do Swami e por respeitar muito o trabalho que ele coordena no Ashram e pela Índia no campo espiritual , social e ambiental. O Swami não me tocou! Acho ele estranho, tenso. Não tive empatia. Mas a seriedade do trabalho dele e sua equipe parecem incontestáveis! Á noite vários Satsangs, encontro com mestres, de diferentes linhagens e muito importantes na Índia, e respeitados no mundo. Palestras no geral muito boas, simples e sábias! Profundas e inteligentes. Depois música, sita, tambores, e outros instrumentos, com músicos indianos e japoneses que arrasaram! Feras! Sagrado!

Ponto alto: Me belisca! Dentro de um templo, às 6 da manhã aula de Sukshma Yoga. Aula de 1h30, até ai tudo nos conformes, mas o mestre tinha, apenas,104 anos!


Chegamos preparadas para uma aula light. Rarara!!!! E lá vinha a Índia nos reservando surpresas... O velhote nos matou! Aula super hard! Swami Yogananda, uma peça rara, magro, ereto, sem barriga elegante, que nos matou de rir com sua super vitalidade, flexibilidade, braveza e anarquia. Que personagem! Um dos momentos mais especiais na vida! Emocionante, divertido e surpreendente. “Relax”!!!! “So Fast!!!” Que Saúde!!! Tivemos o privilégio de curtir mais aulas com Yogananda no Festival e no período que tivemos no Ashram. Namastê! Ele dá aula no centro de yoga em Rishikesh e no Ashram todos os dias às 6:15 da manhã!

Centro Om Shanti Om Yoga & Music Centre (Concerto de musica) Shakshi Gopal Paying Guest House Near Police station Laxman Jhoola ( Ponte) yogi Dinesh : dineshshastri@gmail.com


Outra experiência Japonesa: Hikaru Hashimoto. Aula divertida e delicada. Os japoneses são sensíveis! Ele mistura técnicas de yoga com aulas marciais, relaxamento e meditação. Gostei muito, mas as aulas de Akira são únicas! Facebook: https://www.facebook.com/hikaru.hashimoto.18 Hikaru fez uma meditação com papel e seixos do Ganga. O papel para os japoneses representa 02 importantes elementos da vida: o fogo e a água: Opostos e similares!

Outras vivências durante o Curso: - Yoga Nidra (sono consciente). Relaxamento...teve dias que consegui ficar consciente mas, em outros, a aula foi de RoncaNidra! Rarara !!!!! A voz da mestre, que conduzia o relaxamento, era divina: Sadhvi Abha Saraswati. Que privilégio! Facebook: https://www.facebook.com/sadhviabha


- Kundaline Yoga: Guru Gurmukh Kaur Khalsa (Califórnia USA): Considerada uma das melhores mestres do Mundo! Super respeitada na Índia. Fiz mais de uma aula com ela durante o Festival. Media de duração: 02 horas. Adorei! Super puxada! Bem diferente. Gurmukh é uma figura muito forte e doce ao mesmo tempo. Impressionante! Permanência dos movimentos é a essência da Kundalini.

Site sobre Kundalini no Brasil: http://www.kundaliniyoga.com.br/ Facebook: https://www.facebook.com/GurmukhKaurKhalsa Cursos e workshops: http://www.goldenbridgeyoga.com/teachers_losangeles.php - Hatha Yoga com o chinês Mohan Bhandari: Aula muito boa! Hard! Com força. O chinês é fera! Ele tem uma elegância e energia nos movimentos que são impressionantes! - Aula de energização e alinhamento dos Chakras com a mestre Kishan Shah. A parte teórica foi meio limitada pelo inglês da mestre (o Power point salvou!) mas a prática foi ótima. Saí da aula me sentindo muito bem! Revitalizada!


- Mais chinês: aula de chakra. Super leve, divertida, prazerosa. David Wei , muito jovem e doce: aula sobre o equilíbrio das energias feminina, masculina, quente, frio, sol e lua. Akira esteve presente, como aluno! A delicadeza dos seus movimentos é linda! Perfeito! Fizemos várias dinâmicas em grupo. - Desintoxicação e Purificação: exercícios de yoga e uso de chá: Kishan Shah, americano, filho de indiana. Não achei nada demais! Obs: Faço aulas de yoga, há muitos anos. Só com a Ana mais de 10 anos. Reparei que as aulas da Ana são de nível muito bom! Durante o curso nenhuma grande novidade! A base é a mesma. Ou exatamente a mesma técnica! Ou muitas vezes maneiras diferentes de ensinar a mesma coisa! Congratulations, Ana!


Pelo Festival... Fim do dia às margens do Ganga, junto a energia de muitas pessoas de diferentes nacionalidades , fomos curtir o pôr do Sol, as cerimônias sagradas! Um dia não resisti e coloquei os pés nas águas geladas do Ganga, primeiro arrepiei de frio, depois me desliguei e por ali fiquei curtindo este momento mágico! Show de folk dance, tradicional desta região. Muito bacana, mas meio longo! Nada que se compara ao que vimos em Udaipur: perfeito! Cultural Song & Dance! Liliane e Ana adoraram. Não vi. A performance foi com os “Dolas” que moram no Ashram! Segundo elas, eles arrasaram! Café no jardim: toda tarde nos intervalos entre as atividades. Uma delicia. Momento de conhecer gente, trocar experiências, relaxar...curtir! Sari: todas as mulheres participantes ganharam um sári legitimo, com direito a adereços e maquiagem tradicional! Liliane e Ana arrasaram! Um luxo! Eu comi mosca! Mas no dia seguinte a organização me entregou o meu! Namastê.


Um lance engraçado: Como já disse comi mosca. Terminei minha aula, procurei as meninas, não achei e resolvi ir para as margens do Ganga. A luz estava especial! Fiquei fotografando... de longe vi uma indiana super parecida com a Ana... tinha até cabelo curto. Estranhei , puxei o Zoom e fotografei, queria mostrar para Ana. Estava impressionada com a semelhança da indiana com ela! Lá pelas tantas... no final das cerimônias de “praxe” , já ia eu retornando para o Ashram quando duas indianas me chamaram! Rarara! Eram a Ana, Liliane e Suzana, tomei aquele susto! Elas estavam vestidas a caráter a La Indiana. Aí entendi tudo... click!!!! A indiana de cabelo curto, moderna, aquela da foto era tão parecida com a Ana que era ela mesmo! Acho melhor amarrar a Ana, do contrário ela fica! Ana incorporou!

Encontros Verdes & Amarelos: No final do Festival, conhecemos vários brasileiros super gente fina! Suzana, carioca, Mário, paulista, Pedro de Floripa (morando por aqui há 06 meses! Pedro pelo tipo físico e a vivência por aqui já é quase um indiano! Passa tranquilamente por um legítimo!). Abrahão, baiano, voluntário no Ashram, Simone de Curitiba, os dois moram na Califórnia. Abrahão numa busca espiritual e Simone estudando medicina Ayurveda.


Por Rishikesh... Guto, Paulista voluntário no Ashram do Prem Baba: Guru brasileiro super respeitado no mundo! Reportagem muito boa sobre Prem Baba

O Festival vai deixar saudades! Experiência maravilhosa! Vivência muito rica! Inesquecível!

E amanhã Holi tradicional festa indiana das Cores: onde se comemora a chegada da primavera no primeiro dia da lua cheia de março. http://pt.wikipedia.org/wiki/Holi


08/03/2012 Dia de Holi Delicia! Saímos pelas ruas curtindo a festa! Muitas cores e água! Uma lambança! Clima super alegre e delicado, bem indiano! Com uma ou outra exceção de um babaca, um tipo deste me “roubou” um beijo melado e chupado no pescoço! Irc Irc!!! Mas no mais...alegria! Andamos até a região de Laxman Jhula. Passamos pelo Ashram do Prem Baba. Depois, pelo caminho, conhecemos Guto, o brasileiro, voluntário no Ashram do Prem Baba! E lá fomos nós... para um banho no Ganga, tirar as cores...pelo menos parte! Não animei! A água estava gelada! Fiquei curtindo a minha pele multicolorida! A cidade estava animada! Do rio fomos curtir a boa mesa no German Backery. Além de nós brasileiros, Dani, um americano da Califórnia, super gente fina, fazia parte da Turma colorida!


Passamos um dia super divertido, nos sentindo crianças, dando boas risadas, conhecendo pessoas, dançando pelas ruas, tomando banho de balde. Dia colorido e encharcado. Happy Holi! Outro momento único, inesquecível! Aliás por uns dias você se mantém “furta-cor!” Amanhã vamos conhecer o famoso Prem Baba, Guru brasileiro conhecido no mundo. Na Índia, super respeitado!! Vamos ter um Satsang, encontro com o mestre... E em português com tradução para o inglês...Estamos ficando impossíveis! É o Brasil na Índia, passando sabedoria, conhecimento! Estou curiosa!

Dicas do Abrahão: ele ofereceu para nos levar... vamos ver se vai rolar! - Ashram dos Beatles - Cachoeiras muitas aos arredores da cidade - Passeio no Bosque: cachoeiras e caverna onde fica um yogue que não fala há 09 anos. Voto de silêncio. Ashram nas Montanhas mais genuíno, uma brasileira, do sul, está por lá com seu filho (arredores da caverna do Guru caladinho!).


- Vashishta Cave: Cristo andou por aqui... local que nos sentimos plenas! Esta experiência já vivenciamos! AuuuuUUUUUuuuuu!!!! Namastê! Amém!

09/03 Dia mais “relax”. Acordamos mais tarde, dia de “Lava a roupa e a alma!!! Todo dia.... que agonia...!”. Meu cabelo e algumas partes do corpo continuam Happy

Holi!

As cores saíram mais fácil que imaginávamos! O problema é que ontem o chuveiro estragou! Gelado! Então o banho foi “meia sola”...Hoje acredito volto ao “normal”! Será? Hoje, além do curso intensivo PHD em lavagem de roupa... foi dia de diário, back-up de fotos, Sari Vermelho. Depois do almoço, saímos perambulando por Rishikesh... e no caminho compramos umas lembrancinhas para amigos queridos! E também resolvi me “mimar”, comprei um caderno lindinho, vai virar diário! O Terceiro! Depois de curtir a cidade, Ana e Liliane foram fazer aula de yoga. Hoje, decretei dia da preguiça! Estou um pouco gripada e muito cansada! Vou ficar em casa! Cabeça doendo e a 1000! India mexe.... remexe!!!!


Fim da tarde resolvi ir para a beira do Ganga. Curtir o pôr do sol, Aarti, Havan, como reza a tradição por estes lados de cá do mundo! Como sempre lindo! Depois jantar, comida simples, mas saborosa, musica para meditar e cama! Alías antes da cama Liliane, Abrahão e eu fomos tomar um chá... a ideia era ir ao Office, considerado um dos melhores de Rishiskesh, mas estava fechado...fomos num outro bem indiano que tbm estava muito gostoso! O Chá esquentou o corpo e a alma ZzzzzzzzzzzzzZzzzzzzzzzzzzzZzzzzzzzzz!

Jai Neelkanth Restaurant Bharat Sadhu Samaj -249 ( perto do Ashram) Bem indiano, bons preços, comida típica: simples mas bem feita! Padrão higiene: indiano! Vista para o Ganga! Ótimo Chai! Amanhã é dia Prem Baba, nosso Guru Verde & Amarelo!!! Estou curiosa!


10/03/012 Acordamos com a expectativa de conhecer, finalmente, o famoso e respeitado, Guru Verde & Amarelo!!! Prem Baba. Aqui... no mundo! No Brasil?.. Fui meio cética, mais na curiosidade, este lance de “Guru”, não é lá muito minha praia! O Guru do Ashram não me toca em nada! Acho ele estranho! Fizemos uma boa e linda caminhada, serpenteando o Ganga, do nosso Ashram até o Ashram do Prem Baba! . AUUUU uuuu UUUU !!!! Cada um se localiza num ponto da cidade entre as duas famosas pontes de pedestres, em Rishikesh Ram (região do Parmath Niketan) e Laxman Jhula (região de mais agito, Ashram do Prem Baba). O Dia estava perfeito! Se o Guru não valer a pena, a caminhada já valeu! E o dia foi completo, boa caminhada e Prem Baba : Pai do Amor! surpreendeu! Energia forte, palavras simples, mas profundas! Homem Sábio! Me rendi e arrepiei. O astral do Ashram é de uma energia muito especial. Para nós brasileiros é realmente uma casa, onde nos sentimos muito à vontade. A começar pela língua, pelos mantras com arranjos , toques do gingado, da bossa brasileira!


Ter o privilégio de “ouvir” ensinamentos tão inteligentes em português é outra história! A tradução é simultânea em inglês! Emocionante, gente do mundo todo ali, em estado de graça ouvindo o Guru Verde & Amarelo!!! O Local do Satsang acontece num salão, claro, arejado, ás margens do Ganga, com vista privilegiada, linda! E o astral é leve e alegre, a cara do Brasil! Auuuu UUUUU UUUUU!... “Isto aí, ô ô... é um pouquinho de Brasil... iá iá.... este Brasil que canta e é feliz!....” Felipe, meu professor de inglês, é discípulo dele. Foi através do Felipe, em novembro, de 2011, no Bras,il que ouvi pela primeira vez alguma referência sobre ele. Na ocasião, como não sou muito ligada em Guru, nem dei muita importância. Foi aqui na Índia que realmente fui perceber o quanto Prem Baba é importante, respeitado e polêmico, ao redor do mundo. Com certeza um Guru diferenciado! Me encantei! Se um dia voltar a Índia, numa busca sagrada é por aqui que vou ficar! Se realmente resolver encarar o “Sagrado” ele vai ser o primeiro que vou ouvir, aonde ele estiver! Prem Baba tem um Ashram no Brasil, no interior de São Paulo.

Site: http://www.prembaba.org/pt-br/sachcha-mission-ashram ou Facebook


Liliane se encantou, eu também! Já a Ana pirou o cabeção com ele! Entrou em transe! Crise de choro, arrepios... Muito louco! Ele mexeu fundo com ela! Será que a Ana teve que vir até a Índia, ao outro lado do mundo, para descobrir que seu mestre, que ela tanto procura está no Brasil? Ao seu lado? Tão perto? Vai saber... Suzana, a brasileira, que conhecemos por aqui, também ficou muito impressionada, emocionada e tocada. Chorava , chorava e chorava, aos soluços! Ana não conseguia sair do Salão. Em crise de choro! Pediu para ficar, deixar ela em paz! Segui preocupada. Pedi ao Guto, nosso amigo brasileiro, voluntário do Ashram para ficar de olho! Qualquer coisa ele me avisava e mais tarde eu voltaria para buscá-la! Liliane, uma turma de brasileiros e do mundo e eu começamos nosso caminho de volta... Antes fomos almoçar no Little Buddha Café, restaurante, com vista para o Ganga, lassi muito bom comida honesta! E tudo bem empoeirado, como manda a tradição indiana!

Near Dharamraj Temple/laxman Jhulla www.littlebiddha.freedomcafe.co.in


Andando pelas ruas... no caminho de volta para o nosso Ashram, Liliane e eu descobrimos algumas coisitas interessantes! Numa das “lhões” de lojinhas compramos para a Ana um flor de lótus de metal e um lindo Shiva Nataraj. Depois tomamos um expresso legitimo num café ocidental com preços como tal! Um roubo, mas desceu divino! Café por aqui é raro! Depois seguimos andando, parando curtindo, até chegarmos de volta para a casa. Felizes, mas “preocupadas” com a Ana. Ela passou por nós quando estávamos no café, gritamos por ela... Ana olhou e ainda bem transtornada, fez um gesto e seguiu em frente! O momento Prem Baba foi especial, além!!!! Será que ela “volta?” Pelo caminho... Real Idea Handcrafts Loja de muito bom gosto, artesanato mais fino, preços mais salgados que o normal. Mesmo assim, baratos para Nós. Aqui somos Ricas! Em frente ao Little Buddha Café, na região da ponte de Laxman Jhula. E-mail: vikifromindia@gmail.com


Tribes India Loja do Governo da Índia Coisas lindas, muito bom gosto e ótimos preços : a partir de 20 rupias até bem mais caras... para todo bolso ( 20 rúpias = 0,80 centavos de real!) Por aqui comprei lembranças lindinhas e quase de graça! Artesanato de tribos indianas de norte a sul! Muito bacana! www.trifed.nic.in Tem em várias cidades da India. A loja de Rishikesh fica (vindo da Laxman Jhula na direção do Parmarth, antes do Litlle Buddha todo mundo conhece!). Finalmente chegamos em casa. Exaustas! Muitas emoções! Descobertas... D’ alma à matéria! Banho no AP vizinho (chuveiro ainda com defeito), estamos com a Chave de um AP do Ashram desocupado. Imundo! A turma do Festival que passou por lá...deixou o “caos” instalado ! Uma vergonha! Incorporaram o espírito indiano no quesito sujeira! Que horror! Amanhã vai ser dia de passeio, aos arredores de Rishikesh! Vamos com o Abrahão! Parece que vai ser muito legal!


11/03/2012 O desapego: Hoje tive de coloca-lo em prática! Foi difícil. Comecei o dia jogando meus queridos e delicados brincos, filhos únicos! Pelo ralo se foi meu par delicado de estrelinhas azuis que me acompanham a looooongo tempo!! Coloquei na caixa do aparelho de dente e ... hoje cedo meio sonolenta, abri a torneira e no automático virei a caixa para lavar! Só ouvi o barulhinho! Fiquei “louca” tentei abrir o sifão e acabei quebrando a “P...a!”. Agora no AP está de chuveiro frio e sifão da pia da “cozinha/tanque” quebrado! O “responsável” pelo corredor do Ashram é quase baiano! Aliás indianos e baianos, como se parecem! Na hora fiquei muito chateada, mas depois...relaxei! Ou acho algum brinquinho, por aqui tão delicado e lindinho quanto o meu “queridinho” ou no Brasil! O problema é o furo da orelha fechar! Vou tentar resolver por aqui...por enquanto de “ luto!” Brincadeirinha! Hoje o dia foi muito especial, juntamos umas 10 pessoas: 05 brasileiros, 03 USA, 01 colombiana, 01 Italiano, alugamos um jipe e pé na estrada...pelos arredores de Rishikesh.


No comando, Abrahão, nosso Guia. O Destino: Cachoeira, onde tem uma caverna sagrada de Shiva, depois passeio pelo bosque para uma visita à caverna, onde fica um jovem yogue que não fala há 09 anos: Voto de silêncio (vai depender do astral dele, se vamos conseguir vê-lo, ou não! Algumas vezes ele não recebe ninguém! De qualquer jeito, vamos deixar alimentos para ele!). Depois vamos visitar um Ashram genuíno, nas Montanhas, onde está uma brasileira de Curitiba e seu filhinho! Tudo acontece aos arredores da caverna do Yogue “caladinho!” Começamos pelo banho de cachoeira, num afluente do Ganga de águas cristalinas e azuis. Caverna sagrada de Shiva. Delicia! Lugar lindo! Mas ao redor um lixo! Para os indianos, o sagrado não está ligado ao cuidado! É chocante! Um local lindo, águas cristalinas e límpidas, e ainda por cima, sagrado, abençoado por Shiva e pela energia dos seus devotos, mas no entorno imundo, com força!!! Vai entender! Uma mulher estrangeira estava com um grande saco tentando “limpar” um pouco da zona! Missão impossível! Nunca vi tanto sapato abandonado! De lá fomos a pé pelo bosque para a tentativa de ter um contato com o Yogue Silencioso. Local lindo mata fechada, verde, muita pedra e água. O som da água correndo, batendo, caindo entre as pedras, era delicioso! Mata sagrada.


Andamos... andamos e finalmente chegamos lá. Abrahão foi à frente e fez um contato com ele. Sacar a barra! E...Oba! Dia de sorte! Ele hoje estava sociável! Deixou a gente conhecer sua caverna, energia forte, de muita paz. Fica num local incrível, no alto da mata, cercado de pedras enormes, e próxima de uma grande queda d´água...cenário de filme! Ele nos recebeu, com todas as honras no seu “puxado” que fica mais acima da caverna para nos oferecer um Chai. O “Puxado”, super simples, fica à beira de um riacho, lá dentro um enorme Shiva-linga. Sentamos à beira do fogo e ficamos ali em silêncio, of course! Observando o jovem yogue preparar o chai que ele ia nos oferecer! Oferecemos os “alimentos” que trouxemos frutas, lentilha, arroz, damasco... Meu Deus que cena! Lá estávamos nós, no meio d e uma mata fechada, tomando um delicioso Chai, em completo silêncio, mas ao mesmo tempo nos comunicando. E detalhe, o Chai foi acompanhado de biscoito, industrializado! E do nada, o Yogue me acende um cigarro, também industrializado do tipo “mata barata”, e passa para todos como um cachimbo da paz! Alguns pitaram com ele outros não! Liliane pitou com força! Ana e eu pulamos!


Enquanto tomávamos o chai... seu ratinho de estimação apareceu na sala! Depois, por entre gestos e mimicas, ele nos mostrou um pacote de Ki-Suco em pó! Daqueles bem artificiais! E nos pediu que quando alguém voltasse trouxesse para ele muitos!! Ele adora! Um “USA”, of course, viciou o Yogue nesta química! Tive um ataque de riso que tive de sair de perto! Tudo era muito inusitado! Ao sairmos ele nos solicitou que cada um fizesse uma reverência ao Shiva –linga. Me belisca! Estou vivendo isto de verdade ou é um sonho daqueles divertidos e especiais? Este “Encontro” me tocou profundamente! A maneira delicada com ele nos recebeu no seu cantinho sagrado! A maneira delicada com que ele compartilhou, generosamente, o pouco que ele tem, realmente, foi um daqueles momentos mágicos, que só a Índia nos reserva! Diria que este foi único na vida! Em silêncio, comunicação sem palavras, entre gestos e olhares ....nacionalidades e culturas tão diferentes em total sintonia! De arrepiar!

O Yogue Bandari vive por ali, da “caridade” dos que passam... e do Ashram Atma Kunti que fica ali perto que oferece a ele um suporte como banho, alguma alimento e roupa, medicamento e carinho! Namastê!


Em alfa, em estado de encantamento, e alegria partimos à pé para o Ashram Atma Kunti que fica nas imediações da Gruta de Bandari. Local lindo, simples e bem genuíno. Um verdadeiro Ashram indiano: Atma Kunti: Morada da alma! Nome perfeito. Ali você se sente em paz cercado por uma energia especial e uma natureza exuberante! Mais leve! Lá encontramos Joana, a brasileira que está passando uma temporada por lá com seu filhinho de 06 anos, uma graça. Ela nos mostrou o Ashram, o Guru está doente. Ana e ela trocaram contatos. Ana mais uma vez entrou em outra dimensão. Não tão forte como o encontro com Prem Baba, mas também ficou encantada! Por ali ficamos um tempo curtindo... foram momentos únicos! Por volta das 6 voltamos para Rishikesh...parte do Grupo foi para o Tip Top comer! Delicia! Outros ficaram pelo caminho... Do Tip Top seguimos para o Ashram, fomos assistir uma palestra sobre o nosso Curso que começa amanhã! Mais uma fase realizando! Exaustas e felizes retornamos ao Lar doce Lar. Banho, diário, back-up fotos, Sari Vermelho (estou devorando!) e cama! Namastê! Amém Nós todos! Tudo dando super certo até agora! Realmente a sensação de um sonho se tornar realidade é muito gratificante! Me belisca! Auuu UUUU uuuuu!!!!


12/03/012 Hoje começou o nosso curso no Ashram “Paz no Caos”. Começou light: aula prática de 7 às 9:30. Depois cerimônia de abertura, um havan: cerimônia da purificação no fogo comandado pela forte e doce Sarawati Mataji que com sua linda voz explicou o ritual e entoou o canto da Purificação: uma das cerimônias mais importantes para os hindus. Linda! Simples, bela, forte emocionante! Depois tempo livre das 11:30 até às 16 horas quando retomamos para mais uma aula prática! Haja energia! No intervalo marcamos massagem Ayurveda completa Deve ser uma viagem! Depois trocamos dólares, pintura de Hena, pelas ruas, para turista: feita com uma tinta em tubo. A verdadeira é com um pincel super fino demora horas e dura muito. A minha apesar de turistona, ficou linda! Durou pouco, alguns dias! Que pena! Mas me senti uma indiana. Adorei! Às 16 horas retomamos o Curso, aula prática, muito boa, Cerimônia do Aarti, Havan ás margens do Ganga, pôr do sol... India! Depois jantar, meditação, banho, Sari Vermelho e cama!


Ao chegar ao Brasil vou tatuar a hena que fiz na nuca! Símbolo do Om! E logo abaixo escrito em sânscrito Conexão. Esta é sem dúvida a tatuagem que eu sempre quis fazer! Descobri por aqui! Hari Om! Depois de 06 meses que cheguei ao Brasil, finalmente deixei no corpo a Índia! Na alma ela já estava eternamente tatuada! Namastê!!

13/03/2012 Hoje estou começando o meu terceiro diário! Muitas vivências para colocar no papel. E muitas tantas, guardadas na alma! Hoje é um dia auspicioso! Como dizem os indianos. Dia 13! Esta noite choveu e ventou muito forte! Ontem o dia foi muito quente, pesado! Foi bom que refrescou! O despertador tocou às 6! Não animei levantar com tanta chuva e vento! Resolvi curtir a cama. Ana e Lili, corajosas, acordaram animadas e foram para aula prática de yoga! Resolvi colocar em prática a preguiça! Acordei mais tarde, tomei café no Ap e fui para a aula teórica. O tema hoje “Estar em paz, não em

pedaços!”. Foi bem interessante! O foco era a paz de dentro para fora!


Esqueci-me de comentar, na nossa classe, gente do mundo todo: Áustria, Canadá, Holanda, Irã, Japão, Suécia, Inglaterra, Brasil, Índia, EUA. Somos em torno de 20 pessoas. Entre 20 e 70 anos! International and flexible! Depois aula de mantra...delicia! Entoar mantras com vozes de boa parte do Mundo! Neste momento juntam-se as turmas dos cursos que estão sendo oferecidos no Ashram! Emocionante! Dia bem light, retornei para o Ap...diário, back-up de fotos, Sari Vermelho. Almoço, diário, Ana e eu fomos trocar money, Money para fazer compras para nossa Casa. Nos 3 fizemos um caixinha, está funcionando muito bem! E também saímos para lembrancinhas para os amigos e, naturalmente para o nosso “Ego”... afinal ninguém é de ferro! Hahaha!!! “Eu me amo, Eu me adoro...eu não consigo viver sem mim!” De volta par ao lar, relax...e mais tarde Liliane e eu fomos ao The Office para um chai de limon, ginger, and honey, e Samosa de maça e de chocolate! Deliciosos, super sequinho. O de maçã para mim é the Best! O The Office é muito gostoso! Já o quesito limpeza é bem indiano!!! Feche os olhos e bom apetite! A coalhada com frutas é especial! O Chai tradicional indiano do Office é famoso! Quem vê a panela onde ele é feito... inacreditável! Fica no chão, também sujo, e parece que a panela nunca foi lavada na vida!


Para completar a sujeira da mão de quem prepara!!!! Talvez este seja o segredo! Ainda bem que por aqui tem muiiiita divindade para proteger!!!! Será? Contamos com esta “lenda”! Mais tarde aula prática, cerimônias às margens do Ganga rodeada por gente do mundo todo! Hoje a amiga alemã da Suzana, a brasileira carioca que conhecemos por aqui, veio até o nosso AP trazer um bilhetinho carinhoso da Suzana para a gente. Andamos nos desencontrando estes últimos dias. Quem sabe no Brasil não vamos nos reencontrar. Por aqui este encontro foi muito gostoso. Vamos deixar o universo conspirar! Fiquei de enviar fotos para Suzana dos bons momentos que passamos juntas.

“Meus Amores, Foi um prazer imenso conhecê-las. Desejo tudo de bom nas suas vidas, Sempre no caminho da evolução e do progresso. Beijo Grande e Namastê! Suzanna / E-mail suuduarte@gmail.com PS: Se forem ao Rio me deem um Alô!!!” Mais tarde...jantar...meditação e cama!


As aparências enganam! Ellen, nossa professora de prática de yoga, durante o Festival, trabalhou como voluntária .E nós a apelidamos de “Beth a feia”. Toda desajeitada, mal ajambrada! Peça rara! Óculos enorme, gorro afundado no rosto, molambos sobrepostos no corpo, corcunda e sorriso forçado! De repente! Tam ram ram ram!!!!!! Beth se fez bela! Tirou os óculos, o gorro, soltou os cabelos, desmolambou! De branco, rost olindo, voz mágica e bela postura! Super simpática! Obra das divindades? Vai saber?! Desencantou...agora se transformou em "Beth a Bela!"

14/03/2012 Hoje brilhei fiz tudo que “Seu Mestre mandou!” Ou melhor a mestra! A aula de Ellen, “Beth a Bela” foi deliciosa: forte e leve ao mesmo tempo. Embalada pela sua linda voz, cantando mantras que te levam a outro mundo. Saí de lá revigorada!

Macacada na Yoga: Hoje, mais uma vez, a macacada marcou a sua presença sempre marcante!!!! Na primeira hora do relaxamento eles aprontaram uma barulheira: primeiro no telhado, assustando e quebrando o clima. Depois, cenas de sexo explícito na janela que dá para a mata.


Um casal mandou ver, vária vezes, se amaram intensamente!!!!! Entre sussurros e acrobacias!. Entre uma

trepadinha e outra catavam piolho um do outro e batiam na janela. A concentração foi para o “saco”! Ou melhor espaço! Mas que foi divertido, isto foi!!!! Relaxamos dando boas risadas! Viva Hanumman! Depois da aula ...café no Ap com Chai e banana do refeitório e delicias ocidentais que compramos, como manteiga, geleia, mel, torradas queijo! Hummm!!!!! Do café retornamos para o Curso teórico, o foco hoje foi o “Ego”. Os seus aspectos positivos e negativos, buscar o equilíbrio entre estes polos para paz interior. O nível foi muito bom! Na realidade nenhuma novidade ...Tudo que foi falado é simples, óbvio e complexo também! Colocar em pratica é uma tarefa árdua Este tal de “Ego”, essência humana, é duro na queda! “Eu me amo! Eu me adoro! Eu não consigo viver sem mim!!!” Depois aulas de mantra, momento relax! No intervalo descansei e depois fui bater ponto no Office hoje para coalhada com frutas. No caminho, na lojinha dentro do restaurante italiano achei os brinquinhos que queria: um par de sandalinhas indianas! Um mimo! Discreto, pequeno, delicado e grudadinho na orelha! Amei! Das estrelas perdidas para as sandálias delicadas..."do céu para o chão!"


A partir de agora, estes farão parte das minhas “joias”, junto com o meu colar de Cristal e dois anéis que deixei no Brasil. Ainda bem! Ufa! Considero a substituição ao nível dos meus queridos e amados brinquinhos de estrelinhas azuis, que joguei pelo ralo, snif snif!!! Espero que “corram” para o Ganga! Depois aula prática de yoga, hoje Beth a Bela pegou pesado! 1:30 bem hard! Neste ritmo vamos sair daqui lindinhas, saradas, cheias de saúde! Viva as 50tonas! Às 17:30 fim do curso, fui fazer a maravilhosa massagem Ayurveda! Auuu UUUU uuuu... Um sonho! Voltei leve! Como vou viver sem isto?!!! Fiz a massagem completa Abhyanga: duas mãos, Shirodara, óleo quente na testa depois caixa de madeira com vapor quente com óleos e ervas. A cabeça fica pra fora. Uma sauna perfeita. Odeio esquentar a moleira na tradicional sauna, não me sinto bem! Para os indianos, não devemos esquentar a "cabeça" ( com ou sem sauna! Rarara). Povo sábio! Uma delicia....Uma delicia! Saí levitando... Depois banho, comidinha no AP, Sári Vermelho e em alfa, totalmente relaxada, fui dormir, sonhar com os anjos! Hari OM!


Dia 15/03/2012 O dia hoje foi fora do padrão. Acordei tarde, perdi a aula pratica da manhã, cheguei atrasada na teórica, voei nos mantras, entre os sons sânscritos. Realmente estou sem pique! Mais lerda! Perdi a chave do quarto! (Ferro! Ao entrar no Ashram você deixa uma caução de 500 rúpias por chave! Em torno de 20 reais!). Mais tarde, oba!!!! Ufa! Acheiiiiii! Hoje me bateu uma saudade mais forte da família. Tenho lembrado deles o tempo todo no meu percurso, mas hoje está doendo! Hoje queria cheirar, apertar, abraçar! Viva a tecnologia que nos aproxima sem sair do lugar... e que, às vezes, nos coloca até mais próximos que ao vivo e a cores! Muito doido! Nesta longa viagem tenho tido uma saudade doce, não está doída. Tenho sentido “Eles” sempre por perto. Estou com um sentimento de profunda gratidão, pelo Renato, Tanira e Amanda por terem me dado a tranquilidade necessária para viver com serenidade este meu sonho! Namastê!


FamiliaJi,(ji =Querido amado) aqui incluo, também meus pais, meus amigos e parceiros de trabalho. Sem esta TurmaJi esta viagem não seria em paz! Ou nem rolaria! Namastê! Santih, Santih, Santih! À noite surpresa, festa Hari Krishna que aconteceu aos arredores da grande estátua de Shiva, no rio Ganga. Momento hari hari! Os Hare Krishna sempre alegres começaram a cerimônia cantando seu tradicional Maha Mantra :

Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare

Um deles contou sua história, bem triste, a perda de um grande amigo, um acidente e o porque dele estar ali. Depois cantou com sua alma o Maha Mantra, num lamento. Foi a primeira vez que ouvi o alegre Maha Mantra de forma tão triste! O tempo todo ele cantou de olhos fechados, as lágrimas escorriam docemente pela sua face! Momento tocante!


Em seguida um outro Hare Hare contou a fábula de Hanumman! E em seguida, o clima de alegria dos Krishna voltou: “.. Hare Krishna...Krishna...Krishna..hare Hare..!”. Virou uma grande roda de música, dança, uma festa! Com direito ao “Prasad”, alimento abençoado! Ana e eu “matamos” o desejo de provar a famosa comida Hare Krisnha que não conseguimos “provar” no Templo de Krishna em Vindravan, onde existe um restaurante famoso no mundo pela sua delicias. Mais um desejo realizado, mas no momento que as Divindades acharam mais apropriado! Namastê! Hare Hare!!! Hummmmm. Delicioso! Feito com muito cuidado, carinho e com sabor especial! Sentamos no chão e ficamos ali degustando o “Prasad” e conversando com Hare Krishna venezuelano, muito inteligente e interessante! A conversa rolou, papo cabeça, sobre a Índia este País sagrado, místico, holístico e ao mesmo tempo tão materialista. Nós humanos , escancarados? O privilégio de estar aqui “vivenciando” experiências divinas e humanas de maneira crua e forte. Explicita, com toda força! Tudo de positivo e negativo que isto representa, toda esta loucura! Como a Índia perturba, te tira do lugar! Te “atira” verdades e dúvidas que muitas vezes estiveram guardadas! Mexe, remexe, transforma... Saímos dali pensativas...


Encontramos com Simone, a brasileira de Curitiba que está aqui na Índia. Desde Janeiro, ela está por aqui estudando medicina Ayurveda. Simone mora na Califórnia, onde faz um curso de Ayurveda. Ficamos filosofando sobre o que tínhamos acabado de viver, e da alegria dos Hare Krishna... Alienação? Ou estado de espírito? Ou uma mistura? Alegria exagerada? Forma de mexer com as pessoas para tirálas do lugar!? Independente, a alegria deles contagia! Até demais! Simone comentou que ficou em Vindravan, ao lado do Templo de Krishna, por um lado ótimo, boa mesa, música...por outro não dormia de tanta Alegria!!!!! Carnaval Hare Hare! Parecia a Bahia, Olodum ritmo indiano! Uma loucura! Ana e eu vivenciamos um pouco desta alegria naquela tarde de fevereiro em Vindravan. Os Hare Krishna são alegria alegria!!!. E não é o que importa? Não é atrás da felicidade que corremos atrás durante a vida? Cada um à sua maneira?


O trabalho deles pelo mundo, a fé que os move é um trabalho sério, dentro do que “eles” acreditam! Por uma noite me senti, de verdade, nos anos 60 sendo parte do m movimento Hippie. Do filme Hair!!! ! Me belisca estou na índia, noite linda vivendo este momento mágico, às margens do Ganga rodeada de pessoas do mundo todo! Energia maravilhosa! “Hare Krishna...Krishna..Krishna... Hare...Hare...Hare Rama..Hare Rama...

Rama... Rama.. Hare Hare!” Alguns comentários: Suástica - História da inversão Pela Índia sempre presente, símbolo sagrado, milenar. Representa o bem, os aspectos positivos. O “sábio do

mal” Hitler inverteu o símbolo, o tornou negativo. “Alguma coisa está fora da ordem... fora da ordem mundial!” Se eu vivesse nesta época, haja telhado, porão, esconderijo para esconder, proteger e acolher meus tantos amigos judeus, tão queridos! Tão especiais! Muito louco!


Comida indiana: A lentilha, diferente da nossa, mais amarelada, é o feijão dos indianos que acompanha o arroz, que é bem gostoso e parecido com o nosso. Todo dia tem lentilha com muito caldo e bem condimentada! Tenho dúvida se o amarelado não é açafrão!? A comida no Ashram é variada, mas, sempre cozida o que te dá a sensação de estar comendo a mesma coisa todo dia. Ilusão! : o sabor é sempre diferenciado. O visual é que é quase o mesmo! Temos comido bem pela Índia! Até no Ashram a comida é simples, mas honesta e leve, bem caseira! Já os doces....irc ultra ,super, exageradamente, doces! Não aprovei!

Saúde: Namastê! Até aqui estamos super bem! E olha que já vimos muita gente derrubada. Por enquanto apenas uma gripe atacou Ana e eu. No mais, um cansaço e stress pelas muitas emoções que a Índia nos oferece toda hora! Haja Coração! Estamos alerta e prestando atenção aos cuidados que os guias e amigos nos deram sobre as tentações da comida de rua. Estamos resistindo, por melhor que a cara pareça, não provamos! Resistimos! O esgoto está sempre rondando.


Quanto aos restaurantes, escolhemos o que achamos menos sujo, oramos, pedimos proteção e seja o que as divindades quiserem! Até agora estamos protegidas! Lindas e saudáveis. Om Santih, Santih, Santih!!! Água? Só mineral e muito bem lacrada. Nem sei quantos mil litros de água já usamos até aqui, mas foram muiiiiiiiitos! Dinheiro bem pago! 05 litros custa entre 10 a 15 rupias (em torno de 0,60 centavos de real! ). Índia dos pés descalços: Impressionante a Ìndia é realmente o País dos pés descalços! Dos miseráveis às castas mais altas! Costume, pobreza, ligação, conexão com a terra, o sagrado...e olha que as ruas são imundas! IRC IRC! “C’est l’ Índia” Pé na terra, no rio, no templo, no esgoto...no sagrado! Namastê! Pés sofridos ou não! Pés ...Pés... pés...descalços!

Loucuras Indianas:Mulheres: Pedro, brasileiro, e já quase um indiano (tipo físico tal e qual!) que conhecemos por aqui...e que está morando na Índia há 06 meses (volta esta semana e vai saudoso!) nos contou alguns fatos pesados! Ele viu mulheres com a face parcialmente destruída por acido, castigo por desobediência ao marido ou porque não geraram filhos!


O “Todo Poderoso”, então, pode se casar com outra, já que a esposa não presta. Não é fértil! Um detalhe, em nenhum momento, “ELE” é questionado sobre a sua fertilidade! Outro detalhe: Se “ELE” e a família dele forem muiiiiiiito bonzinhos, a mulher pode ficar morando na casa, mas, como criada da futura esposa!!! Geralmente, as famílias das mulheres não as aceitam de volta! Mundo cruel! Me questiono sobre o porque de tanta violência contra as mulheres, o feminino! O que provocamos? Qual é o medo? A ameaça verdadeira? Outro dia fiquei pensando será que maltratamos tanto a “MãeTerra” por ela representar o feminino? Porque muitas catástrofes levam o nome feminino? Mistério! Outras histórias que Pedro ouviu...mulheres jogadas nas piras dos maridos, geralmente drogadas para a família não ter que cuidar ou dividir herança! Forjam a cena, como se ela é que se atirou por não ter mais sentido a vida, estão cumprindo o ritual. Mas a realidade é mais cruel, normalmente elas são jogadas semi-inconscientes! Outras, já são jogadas nas Casas de Viúva onde vivem de esmola e são obrigadas a raspar a cabeça e se vestirem para sempre de branco! Em Varanasi vimos muitas viúvas! Site 01 / Site 02


Mutilações: Por aqui, médicos especialistas neste tipo de serviço sujo! Pessoas se mutilam, corpo e alma para viverem de esmolas pelas ruas... se arrastando, mendigando! Sem dignidade, amor próprio. Miséria humana! É impressionante a multidão de mutilados vagando pelas ruas indianas, de todos os sexos e idades! Exposição, a céu aberto, da miséria humana! Chocante! Limpeza: Quando visitamos Kelal, nos chamou atenção o contraste entre a imundice das ruas e seu Lar: da porta pra dentro tudo impecável! Limpíssimo! Pedro comentou que teve oportunidade de visitar uma favela em Bombaim...tudo imundo, fétido, miséria da miséria. E qual não foi sua surpresa ao conhecer o interior de vários barracos! No “Lar doce Lar”, pobre, miserável, tudo surpreendentemente limpo! Existia de alguma forma dignidade! Ele se surpreendeu, não acreditava! Se emocionou! E ficou dias impressionado com as cenas que vivenciou naquele local desumano! Com a infinita capacidade humana de superação e dignidade! Mesmo afundadas, cercadas, por todos os lados de lixo. Mesmo sendo consideradas lixo pela sociedade tão desigual! Índia, lixo a céu aberto! Seja material ou humano! Aqui não dá para disfarçar!


Falando em limpeza: As vassouras são de cabo bem curto. Varrer aqui é de cócoras. Pode ser bom para a saúde...mas para quem não está acostumado...mata! Acaba com a coluna! O varrer e passar pano aqui é bem estiloso, quase uma dança. Quanto a qualidade da limpeza, bem duvidosa & bem indiana. Detalhe as vassouras e panos sempre imundos! Relação Patrão empregado: Serviçais! : Pedro ficou impressionado! Segundo Pedro, independe do nível, o subalterno é lixo. Como gostam de lixo por aqui! Ele ficou impressionado com a relação! Um horror! O Chefe é Deus o resto é resto! Todos tratados como vassalos! Não gostou? Troco por outro! Só falta a chibata física, porque a moral é aplicada com força. Relação de medo, insegurança, descarte. Uma loucura! Ele era tratado com respeito pelo seu chefe por ser estrangeiro. Mas a relação era complexa, falsa, para os nossos padrões, absurda. Situação das Vacas Sagradas: e famintas! As que moram na cidade passam fome, estão desnutridas. Comem papel, lixo e às vezes atacam, abocanham docemente sua sacola do mercado. Fique alerta! Bobeou dançou com os macacos e vacas sagrados!


O Ashram recolhe vacas em estado de inanição cuida delas e vem fazendo campanha para que a população também cuide delas! Difícil, a miséria é generalizada. Muiiiiita gente para cuidar, que vive como bicho, antes das vacas, coitadas! Realmente, o sagrado por aqui não quer dizer “cuidado e respeito!”. A lógica é outra? Se é que tem lógica!

“Dona de divinas tetas / Derrama o leite bom na minha cara / E o leite mau na cara dos caretas...” Gal Costa

A Índia pulsa! A Índia pulsa! A Índia pulsa...!!!!!!! “Ó, mundo tão desigual / Tudo é tão desigual / Ó, de um lado este carnaval / Do outro a fome total” Gilberto Gil


16/03/2012 Hoje brilhei. Horas & horas na aula de yoga. Beth a bela arrasou! Ótima aula. Relaxei total. Agradeci o privilégio de estar vivendo este momento, de conhecer a Índia de realizar sonhos... Sonhar realizar! Namastê! Depois café e aula teórica. Tara nossa professora é uma figura leve e forte. Excelente professora, Guru Passa seus conhecimentos com leveza e profundidade! A seguir: Shantih, Shantih, aula de Mantras! A energia aqui circula! Om Om Om! Estamos tendo uma pequena noção dos sons em sânscrito... difícil! Língua perfeita para os mantras! Divina! Nossa professora é Jenny, uma americana estudiosa de sânscrito e mantras. Sua mestra é a maravilhosa, Saraswati Mataji. Jenny é fera, quase uma indiana! Mas preferia que fosse uma indiana legítima, faz a diferença! E de preferência “Ela” Mataji! Com sua voz sagrada, sua força, sua suavidade! Divina!


Hoje foi dia de Karma yoga. Lá fomos nós lavar e varrer o chão e as varandas da nossa sala de aula. Que Karma! Sala enorme!!!! Brincadeira, foi divertido! A união fez a força, rapidinho tudo limpinho e de verdade... padrão ocidental! E num ótimo astral! Depois compritas para a Casa, almoço e relax... Sári Vermelho, diário e às 16 horas mais aula prática que acabou não rolando! Ellen, Beth a Bela nos convidou para participarmos de uma cerimônia especial de

Pujha, oferenda que ia acontecer em homenagem a avó de uma das indianas que está fazendo o curso. Cerimônia dedicada a sua alma , para que ela partisse em paz! A maioria topou. Cancelamos aula e fomos para as margens do Ganga. Cerimônia delicada, simples e tocante... como sempre. A força do Ganga, os mantras entoados, as flores e os simbolismos e mitos mexem... tocam! Nesta cerimônia o mantra é entoado de maneira muito forte, repetitivo te levando a outra esfera! No final, nossa colega ofereceu aos presentes um “prasad” alimento abençoado. Foi lindo! Com uma cerimônia destas, tão intensa! Não tem alma que não siga em paz!

Om Shantih, Shantih, Shantiiiiih!!!


Da cerimônia, banho e uma saída com a Simone, brasileira, e Sandra, a americana para um jantar no italiano. Até que enfim vou experimentar este italiano. Só passo lá para trocar dinheiro e compritas na lojinha que é um mimo! E final... hoje é sexta! Ninguém é de ferro! Ana não quis ir. Fomos Liliane e eu. Valeu as boas Cias porque a comida, uma decepção! O Ashram é bem flexível. Bem diferente do que imaginava. Você faz o que quer desde que obedeça as regras básicas do lugar! Existem as regras, você pode quebrá-las, com respeito. Por exemplo, hoje chegamos por volta das 10:30. O portão oficialmente fecha às 9horas mas, se você chegar mostrar as chaves do seu AP e obedecer o lei do silêncio você entra sem problemas a qualquer hora! Por aqui você não é obrigado a nada! Não existe controle! Aqui você é responsável por você. Sári vermelho e Zzzzzzzzzzzzzz Zzzzzzzzzzzzzzzzz Zzzzzzzzzzzzzzzzzz!!!!!


17/03/2012 Hoje aconteceu nossa primeira baixa. Liliane acordou mal! Com vômito e diarreia. Ficou fraca e bem desanimada. Logo no início da aula, ela teve que sair pela direita. E por azar esqueceu a chave do AP. Quando voltamos da aula encontramos Liliane abatida, assentadinha num cadeira no corredor. Ela passou muito mal e usou o banheiro do refeitório, que estava bem sujo e a fez piorar! Tem dia quente! Em todos os sentidos! Ana e eu cuidamos dela e fomos para a atividade extra do Curso que ia acontecer, “Reconhecimento desta pequena cidade: Ashram Parmarth Niketan”. Começamos pelas imagens de algumas das principais divindades hindus que ficam expostas no Ashram. Todos estavam curiosos para saber um pouco mais sobre estas divindades, mitos e suas complexas histórias. Todo o dia passamos em frente a elas para irmos para o nosso Ap. Tara e um dos nossos colegas indianos atenderam a solicitação do Grupo e nos deram uma aula de mitologia indiana, e do hinduismo! Falaram das fábulas, dos mitos, das divindades, com graça, sabedoria e simplicidade. Histórias lindas, interessantes e inteligentes. Adorei! Foi um momento de cultura e lazer.


Por mais que eles resumissem, o papo foi longo! E a nossa visita de Reconhecimento do Ashram se resumiu a conhecer um pouco da mitologia indiana que é uma loucura! Demos os primeiros passos... Retornamos ao nosso AP, Liliane continuava bem mal. Sai comprei frutas, limão, torradas e água. Ana foi com Sandra, a americana, rever “Ele”, o Prem Baba, para ela era muito importante. Fiquei com Liliane. Ela estava fraca e sonolenta... Depois de um banho, frutas e bastante suco e água. Uma boa hidratada, ela foi aos poucos repondo as energias... Dormiu e dormiu! Fiquei pelo AP na boa Cia do Sári Vermelho, das fotos, do diário. Depois do almoço... Relax e Curso de PHD, intensivo “Lava roupa todo dia!”. Depois do serviço completo, enquanto Liliane dormia, resolvi dar uma geral no nosso “Lar doce Lar”, estava precisando! Faxina PHD! Abaixo a preguiça! Fiz com energia e alegria. Esta Índia faz coisa! E foi assim muito "alegre" que ganhei uma bela dor de coluna! As vassouras são de cabo bem curto. Varrer aqui é de cócoras! Ninguém merece! Tentamos achar vassoura “normal”, não existe! Quando assumimos o AP compramos um kit limpeza, padrão ocidental. O Kit Ashram é com vassouras sujas e panos encardidos! Viva a Índia!


O guardião do corredor ficou “encantado” quando me viu limpar o AP. Limpar de verdade! Ele comentou que nosso AP era muito bonito! Hahaha! Falando no “guardião”, ele era um chato e super espaçoso, mas, puxava nosso saco! Tivemos que dar umas cortadas nele! Espaçoso! Estamos ajuntando cascas de fruta e pão para as coitadas vacas sagradas. Aproveitei que dei uma geral na casa e que Lili dormia profundo, recolhi o lixo especial e fui até a rua para levar o alimento divino às Vacas sagradas. Elas agradecem e devoram tudo, em minutos! Impressionante! Sagradas e tão descuidadas! Vai entender! Índia! Índia! Liliane ficou bem fraca, o vômito cessou, mas a diarreia continua brava. Teve que tomar mais um banho e sentada! Simone soube que Lili estava mal e veio nos visitar. E despedir! Hoje íamos juntas às ruínas do Ashram dos Beatles e também conhecer o Ashram do respeitado Guru Dayananda. Pedro Kupfer, professor de yoga, muito conhecido no Brasil e que peguei ótimas dicas no seu ótimo site, deve estar por lá. “Um DEUS” em carne e osso, belo por dentro e especialmente por fora! Depois, o plano era purificar nas águas do Ganga! Não rolou! Site Pedro Kupfer


Simone ficou aqui no nosso lar um bom tempo, me ajudou a cuidar da Lili que já estava um pouco melhor! Conversamos muito e ela partiu. Amanhã retorna para a Califórnia! Dia versátil de yoga, a estudante de mitologia indiana, enfermeira, lavadeira, faxineira, dona de casa, cuidadora de vacas famintas...Ufa! Cansei! Daqui a pouco lanchinho no AP, Sári Vermelho e cama! Liliane melhorou, mas, sentiu. Ficou até mais calada! Sinal que o bicho pegou! Com força! Acho que amanhã ela vai estar bem melhor! Falando em amanhã... Dia especialíssimo para a Ana, ela vai ter um encontro pessoal com Prem Baba! Vamos ver o que vai rolar... O Baba mexeu fundo! Hoje ela retornou de lá encantada. As coisas correram tranquilas! Ela esteve com Guto e eles conversaram bastante! Trocaram ideias sobre Prem Baba. Guto é seu Seguidor! Se Simone Lagartixa tivesse viva era seu niver! Como tenho por estas bandas pensando nela! São 22 anos que ela partiu Que loucura!


18/03/2012 Viva Liliane acordou bem melhor, um pouco abatida, mas bem mais disposta. O dia foi light. Ana foi atrás do seu Guru. Liliane, Abrahão e eu fomos visitar as ruínas do Ashram onde os Beatles ficaram nos anos 60. Fomos caminhando devagar. O Ashram fica perto do Parmarth Niketan. Perto longe, tranquilo de ir. Fizemos no ritmo da Lili! Lugar lindo, construção e natureza, pena que totalmente abandonado! Mesmo em ruínas, o Ashram continua majestoso, e ainda mostra uma arquitetura interessante! Fica no meio de uma mata fechada, aos pés de uma montanha. Muito verde, árvores seculares, lá embaixo o Ganga e ao fundo a cidade de Rishikesh. Ficamos por ali curtindo! Deixando a imaginação levar... Foi mágico! Alguns meses antes de vir para a Índia tinha lido a “Vida de John Lennon”. Vou reler esta parte! Fiquei ali, relembrando passagens do livro! Emocionante.


Em qualquer outro lugar do Mundo isto aqui teria virado um parque público, um museu, um espaço cultural! Mas, infelizmente está abandonado! E mesmo assim, não tem um espertinho que cobra entrada: 50 rupias/pessoa (em torno de 2 reais!). Este local para os indianos virou um local profanado! Guru excomungado! Drogas... História toda aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/The_Beatles_in_India Depois saímos caminhando até à margem da Ganga, que por ali passa forte, azul... numa linda curva do outro lado o Ashram do Dayananda! Local belo, onde alguns Sadus moram, e ali perto um árvore sagrada majestosa que é um templo. Que lugar!!!Abençoado pelo Ganga, pela árvore e a energia dos Sadus!!!! Auu UUU uuu! Ficamos primeiro perto do rio comendo mexerica tomando água descansando... filosofando... O dia hoje está quente e seco! Depois fomos curtir a árvore sagrada! Linda! Impressionante! Milenar... quantas histórias guardam a sua copa !!! Ritmo bem tranquilo, para não cansar a Lili. As folhas desta árvore ao contato do vento ao balançar emitem sons de sino! Mágico!


De lá fomos almoçar no Jai Neelkanth Restaurant, perto do Ashram, simples, tradicional indiano, barato, comida boa, linda vista do Ganga. Ficamos ali saboreando a boa mesa curtindo a vista relaxando... De lá fomos fazer uma recarga no celular. Abrahão nos indicou um lugar confiável, próximo a Ram Jhula. Outro nível. Fizemos a recarga sem problemas, sem traumas. Bem diferente da experiência anterior. Esqueci de comentar: uns dias atrás um espertinho quis me dar um golpe na recarga! Estrangeira/mulher! Tolinho, rodei a baiana, o hindu não sabia com quem estava lidando! Hahaha!!! Na volta Lili pifou! Não é para menos! Abusou! Voltamos para o Ap, ficamos ali relaxando, lendo, bestando. Depois do banho Liliane melhorou, resolvemos ir curtir os jardins do Ashram e depois o Ganga, e as cerimônias tradicionais Aarti e Havan. Telefonamos para o Brasil todos em paz. Namastê! Ai decidimos bater ponto no The Office, saborear um muslim de frutas delicioso: salada de frutas, com semente de romã, granola especial e coalhada Hummmm! Desceu bem! Uma porção dá para duas pessoas. Voltamos para o Ashram. Sári Vermelho, mais um banho. Renato tornou a me ligar para que Amanda e Tanira falassem, na primeira conversa elas não estavam! Foi ótimo! Exausta e em paz, cama!


Um comentário: Vizinhança Indiana! Que alegria!!!! Já tem uns dias que estamos aqui no Ashram com famílias indianas, como vizinhos! Que loucura! Como são barulhentos e sem noção de convivência! Às 5 da manha começa a festa! E vão até às 11 da noite ou mais! Falam alto, gritam, cantam. Ouvem música alta, a meninada brinca pelos corredores. Eles fazem mais barulho que toda a turma do Festival! E olha que todo o bloco estava lotado! Desconfiômetro Zero! Na nossa lógica, educação Zero! Aliá, no geral, eles são assim...não percebem muito o outro! Muiiiiiiiiiita gente, sempre tudo muito confuso e barulhento! Mas sempre gentis e sorridentes. Carinhosos e doces, c’est l’ Índia !

Amigos pela Índia Brasil:

USA:

Guto labarbo@gmail.com

Sandra: sferconio1@frontier.com

Simone: simone_108@yahoo.com Abrahão: abraocn@gmail.com/

Portugal:

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Shiva: shivani.ranchhod@gmail.com


19/03/2012 Hoje foi um dia bem rotineiro. Tranquilo e em paz! Ter a experiência de rotina na viagem está sendo muito interessante. Hoje devorei especialmente o Sári Vermelho. Viajei... E quase que perco a aula das 16 horas! Sai correndo e quase morri. O calor hoje está terrível e muito seco! O nosso AP é longe da sala de aula! Depois desta corrida fiquei imaginando o verão na Índia deve ser insuportável! Por tudo! Estamos no final do inverno numa região aos pés do Himalaia, região mais fresca! Alguns lugares chegam a 44 graus como Délhi! E os esgotos, mosquitos as monções, o lixo? Não dá para imaginar! Sai toda relaxada da aula e voltava tranquilamente para o AP quando um bando de macacos surgiu no caminho. Agitados e agressivos! Respirei e resolvi continuar... ”cagando de medo”, fingindo naturalidade e super atenta. Estava com um xale colorido na mão. E não é que de repente um dos macacos menores começou a me perseguir e a grunhir alto e forte, além de mostrar os dentes. Parei, resolvi encarar, bati o pé, achando que ele ia correr! Mas quem teve que correr e “grunhindo alto e histérico” fui eu! O Macaco invocou, arrepiou, mostrou os dentes e veio para cima de mim! Na confusão apareceu o “Super-Man Espantador de Macacos” que me salvou! Meu Herói!!! Pelo Ashram, existem vários Espantadores de


Macacos, sempre a postos! Como trabalham e correm o dia todo! Uma loucura! Carregam enormes varas de bambu para espantar sem machucar a macacada que “alegra o Ashram”! Viva Hanummam!!! Como hoje foi dia de rotina, fomos bater ponto no The Office. Muslim de fruta com granola, Samosa, Chai tradicional, Ginger limon... Ficamos por lá um tempo provando as delicias. Na hora de pagar...surpresinha!!! De trás da panela, aquela que fica no chão, e que nunca viu água sai um rato. Irc Irc... Por incrível que pareça o 1º que vimos até hoje na viagem!! (extra templos!) Pena que foi logo aqui! Tirou nossa graça! Pela sujeira da Índia, falta de saneamento básico, condições gerais de higiene eram para ter rato matando a pau! Barata, também, vi uma voadora e pequena num café chique de Délhi! Já os mosquitos com o calor eles vem surgindo cada dia mais... No início da viagem , inverno, apesar das montanhas de lixo, por todo lado e outras porcarias mais, eles também estavam sumidos! Não dá para entender! C’est l’índia e seus mistérios e loucuras! No mais é contar com a sorte e a proteção extra das “lhões” de divindades daqui e do Mundo! Vir à Índia e não adoecer é quase um milagre! Oxalá!

Hari Om! Amém!


Hoje à noite resolvi ir ao “Satsang” com o Swami do Ashram. Resolvi quebrar este paradigma! Já que meu santo não entrou em sintonia com ele. Vou de coração aberto! Ana gosta muito dele! Confesso que tenho resistência à pessoa dele e a esta história de Guru! Foi decepcionante! Ele calado o tempo todo. Quem respondeu as perguntas foi a Chatonga da sua Discípula, e braço direito, uma americana de voz estridente, tipo gata manhosa! Preguiça! Parece que ela esta sendo preparada para no futuro substituí-lo! Fiquei observando-o e realmente “Ele” não me passa nada! Apenas tensão! O calor hoje está terrível! Resolvemos não jantar no Ashram e encarar com rato e tudo o The Office. Um lanche leve à base de frutas e vitamina! Rezamos e mandamos ver! Saravá meu Pai! Namastê! O ratinho não sai da cabeça! Ele deve morar lá há muitos e muitos anos... Ajudando a dar o sabor especial as delicias de lá! Rarara! Depois cama... Sonhar com o Ratinho “Chef!”. Só rindo para não chorar! Hoje terminei de ler o, Sári Vermelho... Snif! Snif! Ótimo! Foi muito especial lê-lo aqui na Índia, onde a história acontece em torno da família Nehru Ghandi, a vida de Sônia nora de Indira Ghandi. Nossa, acho que vai dar um vazio!!!! Como vou viver sem o Sári Vermelho?


Para completar o vazio, mudança radical, comecei a ler o “Petit Nicolas”, en français! Um clássico super divertido! Afinal a França, em breve, nos aguarda! Que loucura o tempo voando! A Índia passando... Sonho realizado! Au revoir!

Desapego: resolvi vou dar o Sári Vermelho para o Abrahão, nosso amigo brasileiro, que nos fez boa Cia e nos proporcionou momentos especiais em Rishikesh. Ele nos mostrou a cidade com o seu olhar, com o conhecimento de quem está por aqui a quase 06 meses!Sempre boas dicas, acompanhadas de gentilezas. Namastê Abrahão! Espera que ele curta! O livro é meu, mas o presente será de Nós três. No Brasil compro outro!

Antes de irmos para o AP, conhecemos duas irmãs portuguesas, com certeza! Filhas de indianos que moram em Lisboa. Super simpáticas. Estão no Ashram, chegaram estes dias! Shiva Ni é arquiteta a outra, esqueci o nome, já esteve no Brasil. Shiva e eu tivemos, de cara, uma forte identidade! Na conversa, ela me disse que é a terceira vez que ela vem à Índia para trabalhar com projetos sustentáveis!


Desta vez ficou no meio de uma mata linda, numa região perto de Bombaim, trabalhando com um arquiteto indiano que cria seus projetos a partir da “realidade local” da troca de experiências com a comunidade. A partir daí desenvolve seu Projeto, priorizando a matéria prima local e a sabedoria popular! Shiva está gostando muito! O que incomoda é que este Projeto é um condomínio para “milionários” indianos! Mas deixe estar... C’est l’ vie! A arquitetura, o belo, na Índia ficou reservada às 1001 noites... aos “velhos tempos!”. Ai é belo com força! (Apesar de que no conceito indiano 5 mil anos foi ontem!). O padrão atual é um grande amontoado de barracos, favelas. Por onde andei, não vi uma construção moderna com “arquitetura”, seja bela, ou não! A feiura e a falta de estética imperam!


20/03/2012: Decretamos Feriadão! Hoje matamos todo o curso. Saímos da rotina! Adoro! Resolvemos ir visitar o Ashram do Swami Dayananda, do outro lado do rio, em frente ao Ashram abandonado dos Beatles. O calor hoje está rachando!...Fomos a pé até o ponto dos Tuc-tucs do outro lado da Ram Jhula. Pagamos em torno de 50 rúpias pelo Tuc-Tuc (2 reais para dividir por 3!). O Ashram fica na “cidade real” de Rishikesh, numa área mais isolada às margens do Ganga. Aqui a vida indiana na sua rotina. Uma loucura! Na região das Pontes de Ram e Laxman Jhula (ponte em híndi) a cidade é mais turística, influência ocidental sobre a proteção das fortes tradições hindus, onde estão os Ashrams, a moda hippie, o comércio

turistão, gente do mundo todo, indianos, esgoto fechado (precariamente, mas fechado, com pedras à moda bem antiga!) menos lixo... Tudo acontece às margens da mãe Ganga. Uma cidade mais mágica! Irreal!? O Ashram é mais moderno e muito menor que o Parmarth. Bem diferente! O local onde o Ashram se encontra é muito bonito. O Ganga aqui é mais largo e forte, do outro lado, o Ashram dos Beatles escondido entre a mata verde e protegido pelas montanhas e a bela e mágica árvore, templo dos Sadus. Visual especial! . Adorei ter esta visão por outro ângulo, do outro lado...


A Construção do Ashram é simples. Tudo branco. Nada especial. Parece simples, mas confortável. Não visitamos as dependências! Andamos pelo grande pátio, ficamos curtindo o visual! A força do Ganga... O Ashram estava mais vazio, hoje acabou um curso que começou em dezembro de 2011. Na próxima semana começam outros cursos. O clima era de faxina, uma ou outra pessoa, tudo bem tranquilo! Até ontem por aqui gente de todo o mundo! Inclusive “ele”, Pedro Kupfer, “o belo” que partiu hoje... que azar! Durante o Festival de Yoga no Parmarth Niketan, Dayananda fez um Satsang: Encontro com o mestre, homem sábio e bem inteligente. Adorei, ele é simples, claro, objetivo e profundo. Duyananda está muito doente e bem debilitado! Passeamos pelo Ashram, mas, não vivenciamos ou participamos de nenhuma atividade especial. Ficamos por ali curtindo a energia do lugar, a bela vista. Enquanto estávamos espiando. Tivemos o privilégio de ver uma “Cerimônia de Passagem” de um adolescente hindu, que estava acompanhado do seu Guru, seu mestre e de sua família. Ficamos em volta sacando...


Ritual cheio de simbolismos... Troca-troca de vestimentas, vai e volta do Templo para o Ganga (ritual na água) do Ganga para o Templo, uma boa caminhada! E usando sandálias de Guru, sandálias especiais de madeiras (os gurus nas suas andanças costumam usá-las. Um sacrifício, a sandália é super difícil de andar. Apenas uma bolinha que fica entre o dedão e segundo dedo! E uma sola de saltinho que não dá estabilidade nenhuma! Só permite passos curtinhos: estilo Japonês, né!?) E dá-lhe mantras e ritos. E ainda por cima, segurava na mão um enorme galho de árvore cheio de trapos de panos! Dentro do pequeno Templo, um fogo acesso, cerimônia do Ravan: purificação, mais complexa com a participação da família. Lá dentro, um forno! Aqui fora, outro... O Sol rachando. Com este vai e vem, troca-troca, sandália de Guru, mergulho no Ganga, entrada no forno. Acredito que o jovem esteja totalmente “purificado & passado!” “Dola Hindu”, pena! E apesar dos pesares o jovem se manteve em estado de graça! O engraçado que neste vai e volta com passinhos de japona, entre o Ashram e as margens do Ganga, todo o tempo o Mestre, cuidadosamente, protegia seu Discípulo com um enorme guarda sol! Vai entender!

Hari Om! Shantih, Shantih, Shantih!!! Namastê!


Por lá, conhecemos duas brasileiras, Simone do Sul que pretende morar pelas bandas de cá e Márcia que já mora por este lados há 09 anos: Primeiro em Daransala (Dalai Lama) onde viveu por 04 anos, depois Índia e agora China. Márcia tem uma história interessante... Ela foi morar no Mosteiro em Dharamsala, para virar monja, mas, por lá conheceu seu marido, um indiano. Ela tem uma filhinha de 06 meses que nasceu na China. “Vida louca...vidaaaa, vida imensaaaa!” Aliás, em Rishikesh tem brasileiro a dar com pau. O Ashram de Prem Baba contribui bem para esta presença maciça. O tempo todo você escuta Português! Especialmente na região de Laxman Jhula. No Ashram do Dayananda é o melhor lugar para você aprender a sabedoria dos Vedas: livro espiritual mais antigo da humanidade: dos iniciantes ao avançado. Detalhe, aula em sânscrito! Site com infos. Depois de um bom tempo por aqui... Seguimos para conhecer a cidade real de Rishikesh. Coragem! Barulho, sujeira, cores, comércio, gente muita gente...vida muita vida! A zona de sempre!


Pegamos um Tuc-tuc conjunto compartilhado, bem mais barato (5 rúpias/pessoa = R$ 0,02 centavos de real! Brincadeira, Grátis!). Paramos numa Avenida e fomos explorá-la a pé! Entramos numa ruela onde acontecia uma feira de frutas e legumes tradicional, como as nossas! Pela primeira vez, vimos frutas e legumes longe do chão e do esgoto e belamente apresentadas! Vimos muitas novidades, mas por outro lado frutas e legumes tradicionais, banana mamão, cenoura (aqui mais cor beterraba!) laranja, mamão, espinafre, abacaxi, batata... Andamos bem, pelas loucas ruas de Rishikesh... Comércio ultra jeca! Como tudo na Índia ou é muito lindo ou então... corre!!! As roupas de criança são algo inacreditável! Só vendo para crer! E mesmo assim , continua sendo inacreditável! De todos os lugares que visitei o comércio daqui foi o que mais decepcionou, no geral artesanato fraco. Os preços são baratos, mas a qualidade, a desejar. Moda bem "hiponga”, mas de mau gosto. Logicamente procurando bem... você acha coisas legais. Para mim Udaipur foi insuperável: qualidade, bom gosto, preços justos! Ah se eu soubesse! Rodamos bem pelas ruas... Cansamos! O calor, mais a agitação das cidades indianas, mais a fome... nos matou! O dia hoje estava perfeito para um mergulho no Ganga!


Andamos e resolvemos entrar num restaurante bem popular indiano, que estava lotado e exalava um cheirinho tentador. Limpeza padrão de sempre.. rezar, pedir proteção e bom apetite! Auuu UUUUU uuuu acertamos em cheio!! Que delícia. A dosa daqui não deixou nada a desejar à maravilhosa dosa do Saravana em Delhi. Aliás, Ana e eu ficamos em dúvida se não era melhor! O sabor era realmente divino! E já tinha muito tempo que provamos esta delicia em Délhi...Tempo voando... Liliane adorou seu arroz com vegetais, muito saboroso! Os docinhos, também, são bons! Especialmente para o padrão indiano. Mas sempre muito doces! Pela Índia os doces são de trincar os dentes!

Imperdível: Rajasthani Restaurant Fica na Av. principal de Rishikesh quase em frente ao Portão do Mercado de kapre (Roupa) e próximo à rua onde acontece a Feira de Frutas e legumes. De satisfeito cheio e muito satisfeitas fomos comprar frutas para o nosso “Lar doce lar”, na bela feira. Ana decidiu comprar uns tecidos. Lindos!


Depois exaustas e carregadas. Tuc-tuc de 5 rúpias até a região da Ram Jhula, ponto final dos carros. Dali para frente seguimos a pé para Casa...Boa caminhada. Sol rachando! Paramos na loja que Cristina, minha dentista nos indicou. Boa Dica! Já tínhamos passado por lá, mas só curtindo, conhecendo. Hoje resolvemos fazer uma compritas. A loja é muito boa! Mais fina e de bom gosto! Eles entendem e “hablan un pouquito” de espanhol e entendem outro “pouquito” de português! Fazem Câmbio e entregam coisas no Brasil Por aqui Liliane me deu um Toefinger / Chutki em híndi: tradicional anel de dedo das indianas. Lindo amei! Namastê. Comprei mais um! Vou decidir se fico com ele ou se dou para alguém em especial!

Bhakti Handicraft Emporium Next Madras Café: por sinal fraco!!! E o ponto final dos Tuc tuc da ponte Ram Jhula. Muni Ki Reti,Ram Jhula /Rishiskesh -249192 e-mail satya_bhe@rediffmail.com Depois cansadas e em ritmo lento devido ao calor... seguimos caminhando para o Ashram, curtindo o rio, o céu azul... O visual, a luz, hoje, está especial! Clima de Praia! Uma delícia!


Cheguei ao Ashram resolvi descansar... Ana e Lili resolveram ir para a aula prática de Yoga das 16 horas. Resolvi enforcar tudo hoje! Ficar por conta do que me der na cabeça! Acabei só bestando... No AP, pelo Ashram, às margens do Ganga. Mais tarde, abri exceção e resolvi ir ao Satsang, “encontro com o Mestre”. Quem sabe hoje o Swami não abre a boca! Liliane resolveu fazer uma pergunta direta para ele: “Mestre, o que seu coração tem para nos dizer agora?”. Assustado com a pergunta, e pela forma direta que Lili se dirigiu a ele... Acabou não tendo opção e teve que responder. Sempre com ar tenso! A essência do que disse foi: “Compartilhe o amor, não crie expectativas. Deixe a vida fluir, como as água do Ganga. As expectativas frustram. Coragem e nunca desanime!”. O Mestre hoje estava mais falante. Liliane, eu e mais algumas pessoas chegamos mais cedo. Ele já estava lá, um cantinho muito agradável do Ashram, especial para estes encontros, com uma energia muito boa! Forte! Então, ele se dirigiu a cada um, perguntando a origem. Quando eu lhe disse que era do Brasil ele me falou que em Agosto estaria em São Paulo, Rio e Minas Gerais, onde encontraria com Dr. Rougê! Ele já veio ao Brasil outras vezes!


A sabedoria do Swami não coloco à prova. “Quem Sou Eu!”. Ele respondendo diretamente ou pela sua porta voz “chatonga” (Impliquei com ela também, o ar angelical, a voz excessivamente doce e fina... Soam-me meio falso! Incomoda!) sempre as respostas são sábias e inteligentes! Fora a minha implicância... O trabalho por aqui é sério. Todos se dedicam seriamente ao que se propõem! Foi mesmo questão de “empatia!” Não rolou! Quem por aqui me passou uma energia muito especial foi MamaJi, que mulher! Forte e delicada, suave e marcante ao mesmo tempo , e que voz!!!Sagrada. Ela entoando um mantra é de arrepiar! Outro dia foi ela que nos deu a aula de mantra...um privilégio! Fez a diferença! Inesquecível! Ela nos passou seus conhecimentos sagrados e ao som da sua voz divina, que vem do fundo d’alma, num híndi maravilhoso cantamos juntos! Auuu UUUU uuuu! Mais um desejo que as divindades resolveram atender! Estamos com sorte. Sonhos realizando...surpresas boas pelo caminho, viagem ...viagem! Namastê! Me belisca!


Mundão tão pequenino! Incrível! À noite, depois do jantar, fiquei conversando com Shiva sobre questões Socioambientais. Conversa vai ... conversa vem... Ela morou em Veneza em 2010 e trabalhou na Bienal de Arquitetura que estava acontecendo lá, justamente quando eu estava passeando por lá com meu pai. Comentei com ela que estive na porta da Bienal para encontrar amigos arquitetos brasileiros, Samy e Izabella. Quando falei o nome do Samy ela riu e disse que acompanha o trabalho dele pelas redes sociais e que é doida para vir ao Brasil para conhecer seu trabalho de perto. Ela ficou sabendo do trabalho que o Samy desenvolve sobre “espaços públicos”, durante a Bienal e desde então vem acompanhando a sua trajetória. Rimos muito pela coincidência, falei com Shiva que seu desejo estava a um passo de se realizar... Que ela podia “aprontar as malas” e vir para BH ficar na minha casa e que eu iria apresentá-la ao Samy, afinal somos muito amigos. E que de quebra ela também mataria o desejo de conhecer o Brasil. Shiva adorou! Um hora vai rolar...! Falei com ela que tenho outros amigos arquitetos que também desenvolvem interessantes trabalhos, com o mesmo foco! Shiva animou e disse que então ia “abusar”: quem sabe, numa oportunidade, ela não passaria uns 06 meses no Brasil estudando Projetos interessantes na área? Ela vem acompanhando vários projetos brasileiros em diferentes regiões.


E já era uma ideia vir ao Brasil a qualquer hora! Será um prazer! Adoro receber! Shiva e eu tivemos uma afinidade incrível! Parece que já nos conhecíamos, quem sabe!? Entregamos o Sári Vermelho, com dedicatória especial ao Abrahão que curtiu muito. Ficou todo emocionado! Foi muito bom conhecer este baiano do mundo! Gente boa! Ufa! cama...noite muito quente e seca. Uma chuva ia bem!

21/03/2012 Que loucura... hoje fazem dois meses que Ana e eu chegamos por aqui! O tempo voou!!!!! Dia 25 já deixamos a Índia! Fisicamente, no coração, para sempre...” tatuada! “ Um dia volto! Se as divindades assim o quiserem! Oba, refrescou! O ar ficou mais leve! Choveu! A noite foi animada muito trovão, raio, ventos fortes, janela batendo e a bicharada a mil por hora! A chuva até que foi pouca para o barulho”, mas já valeu. Estamos entrando na Primavera! No último dia do curso, dia 23, o encerramento vai ser às margens do Ganga. Vamos ter uma prática de yoga ao ar livre! Mais um desejo realizando...


Ana e eu estávamos frustradas, pois durante o Festival de yoga, não montaram a famosa tenda às margens da Mãe Ganga. Estes ano todas as atividades foram dentro do Ashram, diferente dos anos anteriores. Acho que o Festival cresceu muito! Uma pena ! O astral às margens do Ganga é especial! Um sonho... esqueci de comentar... Faz alguns dias que sonhei com Simone, minha querida amiga e cunhada que morreu em 1990. Ela estava “viva!”, ouvia sua voz, seu jeito e seu calor! Ela estava assentada no nosso quarto aqui no Ashram com se tivesse chegando, com uma grande mala no chão, bem ao seu lado, toda desarrumada, coisas pessoais espalhadas pelo chão, roupa, livros, bijuterias... numa grande bagunça! Simone estava com uma aparência descansada, jovem e muito saudável. Sorrindo ela dizia: “Foi bom descansar, aprendi, mas estava na hora de voltar”! Saudades! Nos abraçamos. Sonho real, senti ela viva!! Fiquei emocionada! Muito doido! Para completar a doideira, no dia seguinte, ao acordar dou de cara com duas lagartixas, as primeiras que vi até hoje pela Índia! Enormes! Mas, até ai tudo bem! O louco é que Simone tinha pavor, asco de lagartixa, verdadeira aversão! Logo as duas ganharam nomes Simone e Renatinha (sua filha! Hoje com 31 anos) As duas, passaram a morar com a gente no AP. Muito tempo que não sentia Simone tão perto! Será que ela voltou lagartixa? Hahaha! Brincadeira! Seja bem vinda. Em paz! Shantih Shantih!


Estava passeando pelo Ashram quando ouvi um estranho barulho, um grasnado (existe isto?) forte e desafinado e os galhos da árvore balançando fortemente. Assustei achei que era a macacada Alegre! Mas, estranhei o barulho quando vi eram duas aves enormes com bico e face tipo tucano, mas bem maiores e mais robustas, parecendo um grande pato. Nunca vi nada parecido! O canto era desafinando, rouco e forte Parecia uma ave pré-histórica dos Flinstones. Será que Bethe, Wilma, Fred ,Pedrita e Bambam vão parecer? Rarara! Ninguém soube me dizer o nome delas! Fiquei curiosa! Estes dois meses na Índia estão significando muitos anos de experiência, aprendizado, descobertas, questionamentos...mistura de cansaço e paz. Cabeça a 1000! Que chacoalhada! Hoje o dia está estranho, depois da chuva uma espessa névoa, bruma cobriu tudo! O sol se fez lua! Lua quente. O pôr do sol foi mágico! Parecia uma lua cheia ao amanhecer! Nunca vi nada igual! É a Índia sempre nos surpreendendo. O ar estava leve, diferente, tudo ficou cinza! Assim começou a primavera por aqui!


O calor vem aumentando com força! A “mosquitada” agora está fervendo. É mosquito a dar com pau! Cuidado !Nada de falar demais! Você pode engolir o que não quer! Fico imaginando o verão! Irc Irc! Depois do almoço Petit Nicolas! Apaguei! Acordei com Liliane me chamando para a aula prática das 16 horas. Acordei com preguiça, mas ainda bem que fui, a aula foi muito boa! Depois a rotina de sempre Ganga para as cerimônias. Mais tarde, resolvi marcar presença no Satsang. Boa surpresa, o Swami estava mais solto e falante! Hoje ele falou muito sobre a importância do tato, dos contatos entre as pessoas, da presença do amor, do cuidar! Confesso: hoje, ele me cativou um pouquito, comecei a enxergá-lo com outros olhos! Ele é sempre muito claro e objetivo nos seus discursos e respostas! Mais tarde banho, diário, back-up de fotos, Petit Nicolas e Zzzzzz Zzzzz Zzzzzz


22/03/2012 Hoje tomei uma decisão! Chegando ao Brasil, qualquer hora vou fazer uma tatuagem na minha nuca. Bem discreta e simples: vou fazer o símbolo do Om e logo abaixo, escrito em Sânscrito, a palavra Conexão. Exatamente o desenho que fiz com Hena. Adorei! E fora o sucesso que ela fez, muita gente me parando para comentar! Fiquei impossível! A ideia de fazer uma tatuagem sempre me acompanhou, mas, eu nunca soube o que, realmente, eu queria marcar em mim! Agora sei! Quero a Índia com seus simbolismos no corpo e na alma! Agora, bem madura, aos 51 anos, achei a minha tatuagem, a minha mensagem! Antes tarde do que nunca! Namastê! Hari Om!


Hoje acordei às 5:30, toda animada para a aula do Guru 104. Despedida! Sinif, snif... Que decepção, o 104 estes dias não vai dar aula, viajou. Que pena! O guru 104 vai “estar” comigo para sempre! Sua irreverência, sua alegria, sua competência, vitalidade e energia! Incrível Foi um privilégio conhecê-lo e praticar a Yoga com ele. Um presente. Momento único! Surpreendente! Quem sabe ainda não vamos nos encontrar?

Namastê Guru 104! Índia sem limites! Idade questão de cabeça! Hari Om! “Relax! So Fast!” Decepcionadas, voltamos para o quarto, ficamos dando um tempo para a aula prática de yoga do curso que começava às 7 horas. Mais tarde, aula de mantras com MamaJi. Ana e eu vamos comprar o CD dela! Levá-la com a gente! (300 rúpias = 12 reais!) Bem caro para cá! Viva o “material”! Hoje estou nostálgica e também excitada, o sonho virou verdade e está acabando, que loucura!


Filosofando... Penso que, além das questões básicas de saneamento, as massalas muito condimentadas, a sujeira... você às vezes “passa mal” por aqui por questões que vão além da matéria, questões divinas e humanas tão fortes e inesperadas ( que por mais que você se julgue preparado... surpresas!) que mexem com a sua alma, com as suas entranhas (falei bonito, mas é verdadeiro!). A Índia pulsa, mexe, remexe chacoalha!!! Você coloca para “fora”, literalmente, a suas emoções, para depois digeri-las, ou não! Se fisicamente está “mexida”, não se manifesta explicitamente, ela se mostra de maneira sutil... a Índia deixa marcas na alma que ao mesmo tempo doem e agradecem! A Índia pulsa. Pulsa, pulsa... coração na boca! Sensibilidade a flor da pele. Você vira pelo avesso... algo se torna diferente. “Indigestão e diarreia” de sentimentos. Alguns velhos conhecidos, outros você nem sabe nomeá-los, mas que você reconhece que sempre estiveram ali, te incomodando, cutucando, ou não, adormecidos!? Mas ali prontos para a “revolução”.


Hoje Clara, a sueca, sofre da síndrome da Índia...veio nos pedir um help! Estava enjoada e com forte diarreia. Repassamos para ela remédios homeopáticos do nosso Kit Índia. Ela ficou o nosso AP um tempo. Preparamos limonada e torradas! Colocamos em prática o nosso lado “Mãe”. Ela saiu daqui melhor fisicamente e espiritualmente. Colo de “mãe, mesmo que postiça” faz bem! Ela nos agradeceu muito pelo carinho! Clara passou mal o dia todo. No fim do dia, apesar de abatida estava melhor! Fiquei pensando, para nós brasileiras, acostumados com a pobreza, com a desigualdade, a sujeira da Índia é um choque. Imagina para uma sueca!!!! Haja “diarreia” física e mental! A Índia pulsa! Om! Om! Om!... estou acabando de chegar da massagem “full treatment”. Auuu UUUU uuuu. Despedida! Como vou viver sem esta maravilhaaaa? Saí com o corpo e a mente leves! Sensação especial, pisando nas nuvens! A pequena e frágil, Aarti, minha massagista (das 2 vezes) tem mãos divinas, fortes e leves ao mesmo tempo! A técnica da massagem é divina! Você vai para outra dimensão. Auuuu!!! Algo mais que vai deixar saudades! Agora estou no quarto para um lanchinho, ainda em estado de alfa, gama & beta! Mais tarde banho e cama!


Bateu uma nostalgia, saudades, já daqui, saudades da Família, daqui uns dias vamos nos reencontrar! Ansiedade, paz, excitação! Está chegando a hora... A Índia sempre esteve no meu coração, mesmo antes de aqui chegar... desde pequena, minha mãe nunca entendeu porque! De onde surgiu esta minha curiosidade e vontade de conhecer este pais tão distante! Tão diferente! Índia era imaginário... a experiência foi algo inimaginável! Muito além... Mais um sonho realizado! Já começo a sonhar com outros mas, acho difícil algum outro ser tão forte com este!

Namastê!

23/03/2012: Feliz Ano Novo! Navratri Viva 2067!!! Esta Índia é muito doida! Viva Flávia minha querida amiga! O ano novo por aqui é comemorado bem diferente! Dia normal, a não ser pela cantoria excessiva o dia todo e pelas Cerimônias do Aarti e Havan que neste dia são ainda mais especiais!


Hoje é nosso último dia de curso. O encerramento! Foi bem especial, aula ao ar livre nos jardins do Ashram. Aula original com a presença marcante da macacada que veio “alegrar” a nossa aula! E que não nos deu sossego! Mas que foi divertido isto foi! A cara da Índia! À tarde, o encerramento oficial com um puja: cerimônia de oferenda no Ghat em frente ao Ganga. Dediquei minha Puja para Flavita, minha querida amiga que está vivendo um momento difícil. Aproveitei e enviei também energias boas para o B aniversariante do dia 25, e que recentemente perdeu sua mãe Gilda. Pensei nos dois! Paz! Para Renato, Amanda e Tanira mamãe, papai e amigos Ji, queridos, muitas energias especiais! Sob a proteção da Mãe Ganga ! Energias boas para o mundo! Om! Om! Om! O canto te leva a uma espécie de transe, aliás, o “clima”, o fogo, o rio Ganga, as pessoas, a beleza, o astral. Arrepieiiii! Agradeci do fundo do coração a oportunidade de ter vivido a Índia! E para completar mais um desejo realizado! Auu uuuu... alías, até agora tudo que desejamos fazer e muito + se materializou! Namastê!


Hoje foi dia da nossa aula de Yoga , no entardecer, às margens do Ganga! Perfeita! Antes, participamos de uma cerimônia de purificação Havan, realizada especialmente para Nós. Hari Om! São muitas emoções... Que encerramento, além das expectativas! Num clima muito Paz & Amor, mas sem ser piegas. Verdadeiro! Om... Om... Om!!!! Esperava mais do curso e menos do festival e se deu o inverso. O Festival arrasou! Muito além das expectativas. Já o Curso, foi abaixo. Nível bom, valeu, mas esperava mais novidades! Foram poucas! Valeu pelo astral, pela experiência! Por um lado, isto tem seus aspectos positivos, as aulas da Ana estão em excelente nível! Ana anda arrasando aqui ou no Brasil. Nada a desejar! E de qualquer maneira estar na Índia, viver a Índia é uma experiência única para sua formação na yoga, na sua busca espiritual e pela vida! Aliás, de todos Nós! As vivências mágicas, “extra curso” foram os maiores ensinamentos! Namastê! Quem sabe, um dia não voltamos! Espero que sim! Estou em paz e ao mesmo tempo com um aperto daqueles no coração.. está chegando a hora.. de partir... de rever a família de fazer o caminho de volta...para casa! Shantih! Shantih!! Shantih!!


Mais tarde liguei para Flavita! Comecei o telefonema com uma serenata de cantigas do dia: “Hoje sinto que cresci bastante do tamanho de um elefante! Porque é meu aniversário! ...” “Meus parabéns, agora e feliz aniversário amor” .... “Parabéns para você!” Ela ficou toda emocionada! Momento divertido! E mais emoções...! Logo em seguida, falei com Tanira e Amanda. Tive a boa notícia que Tata vai poder ir me encontrar em Paris! Adorei a notícia, daqui uns dias toda a família reunida! Mais emoções... Dia de presente: Hoje acabamos de distribuir os presentes que trouxemos do Brasil para os amigos do Ashram, professores do curso e do Festival. Para Tara, Trevo de 4 folhas, para Dra Lelé galinha d’angola, bem mineirinha, para Ellen brincos de ametista, para Jenny colar de semente de acerola, para Shalom compramos um sininho indiano! Faltou um presente... mas também fizemos muitos amigos pelo caminho. O importante era o carinho! Todos curtiram muito! Para comer de joelhos e agradecer as 34 mil divindades indianas!! Romãs: lindos, vermelho/uva + doces, maravilhosos! E enormes! Diferentes dos nossos mais miúdos e ácidos!! Especiais como em Israel e na Turquia! O Suco é divino. Aliás, bom de qualquer jeito! Bom apetite!


Dia 24/03/2012:

Último dia de Índia! Que loucura! Encerramos bem, assim como começamos esta viagem... Dia lindo, céu azul, calor... Fomos nos despedir do Prem Baba, curtir o astral a “la brasileira” deste Ashram. E como sempre foi emocionante, leve, especial! Paz profunda! De arrepiarrrrr! A presença de Prem Baba, independente de fé ou não é inegavelmente forte e prazerosa... Prem Baba, naturalmente, abaixa qualquer “guarda”. Ele tem o dom da palavra, com simplicidade, objetividade e clareza. Ensinamentos complexos colocados de maneira sábia, inteligente, simples e sem perder a essência, a profundidade! E ainda por cima com um toque brasileiro! Namastê por mais este privilégio!


Em estado de graça, Liliane, Ana, Abrahão e eu partimos para um mergulho no Ganga...despedida! Fomos para uma prainha que não conhecíamos, do outro lado da Ponte de Laxman Jhula, na mesma margem do famoso templo: Dharamraj Temple. Uma ótima dica do Guto. Local especial, alguns metros depois do templo e logo após uma casa grande, você entra num muro meio caído. Na praia estão construindo (em 2012) um belo templo. Pena que descobrimos no último dia: melhor local de nadar. Perfeito! Ótimo para um Pic-Nic! Ou seria a sensação de último dia que fez deste pedaço do rio um lugar ainda mais especial! Independente, recomendo! Tibum! Que benção! Falando em benção aqui você deve sempre usar algo que cubra seu corpo por cima do biquíni. Blusa e short! Jamais nade à moda ocidental e brasileira! A cultura é outra! Ficamos por ali horas, bestando, nos deliciando nas águas do Ganga. Agora bem menos geladas do que há um mês. O calor está chegando... forte! Curtimos um pic-nic frugal, sol, conversa fora, sentimento de nostalgia... está chegando a hora...A saudade ,de tudo& todos aumentou... é o caminho de volta para casa! Fiquei curtindo o visual tão belo e forte e filosofando...


Sobre este País tão forte, tão divino, tão material! Sobre a nossa experiência, a nossa viagem. Uma grande paz tomou conta de mim...por uns momentos me senti plena! A Índia fica tatuada! Chegou a hora de partir... Depois de muito curtir a Praia, vários mergulhos de purificação para o corpo e a alma, fomos almoçar... depois uma caminhada de despedida pela região de Laxman Jhulla, no sentido do nosso Ashram que fica lá longe...uns 45 minutos à pé em ritmo forte! Com calma, quase uma hora! Caminho muito agradável! Curtimos o visual com o olhar de despedida, entramos nos lugares prediletos para um Expresso, umas “lembranças” finais...e, finalmente o Ashram, para cair na real e encarar a árdua tarefa de arrumar as malas! Amanhã Delhi. Dormimos perto do Aeroporto, dia 26 bem cedo chegamos no Nepal! Outra fase começando... no nosso caminho de volta para casa... Renato me ligou, hoje tem festa à fantasia na Casa do B. Ele vai de indiano!! Vou estar por lá...de Sári! Fechem os olhos e sintam!


Dormimos super tarde, exaustas, o dia foi longo! E as emoções foram muitas! E não é que as emoções continuaram noite adentro! Lá pelas 3 da manhã fomos acordadas com alguém batendo fortemente na nossa porta! Assustamos! As batidas continuaram... resolvemos ficar caladas, virar para o canto e tentar dormir... As batidas continuaram, mas depois cessaram! Não entendemos nada! Alguém errou de quarto? A pessoa, a coisa não falava...Macacada? O sono foi embora...já estávamos excitadas, ficamos mais...acordamos um caco, como que de porre!

25/09/2012

Adeus Rishikesh! Adeus Índia! Hora de partir... Sonho realizado e melhor que o sonho... sonhado!! Namastê! Quem sabe um dia... Sandra, nossa amiga americana foi despedir da gente. Seu curso ainda dura mais uma semana. Despedimos de todos... muitos já partiram. Pessoas que ficam! Independente, se vamos nos esbarrar outra vez, ou não, eles sempre vão fazer parte desta história.


De Rishiskesh seguimos para Dehradun, mais ou menos uma hora de viagem, caminho bonito, floresta fechada onde vivem elefantes selvagens. Pena que não vimos nenhum, apenas nos avisos alertando para a presença deles, e os cuidado ao parar o carro. Eles costumam atacar! O aeroporto de Dehradun é ótimo, super novo. Taxi do Ashram ao Aeroporto em torno de 800 rupias = 16 dólares = R$32 reais /03 = 10,60/pessoa! Chegamos muito cedo no aeroporto e acabamos embarcando para Delhi num voo mais cedo. Durante o voo Liliane comentou que não localizou suas fotos 3x4 para o visto do passaporte nepalês. Nem esquentamos, no super aeroporto de Delhi deve ter local para tirar fotos com entrega “Just in time”, apesar de hoje ser domingão! Mas aeroporto não tem dia. Será? Chegamos bem em Delhi...já repletas de lembranças! No aeroporto de Delhi fizemos recarga de celulares, nos informamos sobre as fotos, infelizmente, este tipo de serviço, o aeroporto não disponibiliza. O que fazer! Hoje é domingo e vamos ficar perto do aeroporto. Sem foto não entra no Nepal! Ai me veio a ideia: tiramos a foto na minha digital e imprimimos no Hotel! Viva a tecnologia!


No balcão de serviços de Taxis pré-pagos fomos nos informar sobre o preço para o Hotel que era próximo. Nos deram o preço absurdo de 500 rúpias. Totalmente fora da realidade! Mesmo sendo barato para nossa realidade, 10 dólares para dividir por 3 , o problema era a exploração! Aí, me lembrei que no site do hotel falava de um transfer gratuito. Falei com a atendente, que era muito simpática, se sabia deste tipo de serviço. Ela pediu o número do Hotel e imediatamente ligou para lá, checou a informação e nos comunicou que em 15 minutos o taxi iria nos buscar. Um anjo delicado! Oba! Lá fomos Nós! Acabou rolando um desencontro, pois entendemos a plataforma que ela nos indicou errada. Mas a nossa anjinha tinha nos passado o celular do motorista. Falamos com ele e no final tudo certo...Chegamos...cansadas ,mas felizes! Como encontramos gente boa pelo nossa jornada! O Hotel é no máximo 10 minutos do Aeroporto! O serviço Pré-Pago está enfiando a mão. Por aqui uma corrida desta seria estourando umas 150 rúpias e olhe lá! Para turista!

Les Seasons: boa opção para um noite perto do aeroporto


Chegamos exaustas e famintas! O Hotel era melhor que imaginávamos, bem confortável, com internet free e tinha um ótimo restaurante! Nos deliciamos por lá! De satisfeito cheio fomos conversar sobre as fotos. Explicamos nosso problema. Eles se ofereceram para fotografar e imprimir. Nosso anjo da guarda sempre nos protegendo! Ele pediu a Liliane para descer dali uns 15 minutos. Liliane comentou que a sua sessão de fotos tinha sido ultra- concorrida, várias pessoas apontando para ela, discutindo algo que ela não entendia, apontando, arrumando aqui e ali. Muita conversa e discussão! Lilian ali sem entender nada! Até que finalmente.... a foto. Isto é a cara dos Indianos! Sempre super indiscretos! Indiscrição quase infantil. Em 30 minutos eles iam trazer as fotos no quarto e cobrariam 200 rupias! Super bem pagos! Eles não tinham papel fotográfico e iam imprimir numa loja ali perto. Ufa! Problema solucionado. Exatamente 30 minutos depois batem no quarto, Ana atende. Um sorridente indiano entrega as fotos com um ar de felicidade e expectativa. Ana agradece e fecha a porta. Uma expectativa dele foi para o espaço, a tip! Ana no cansaço esqueceu deste detalhe! A outra, percebemos só depois...


Ana ao pegar as fotos sem óculos, não notou a diferença! Hahaha! Liliane ao sair do banho pegou as fotos e.... deu um grito seguido de uma gargalhada!!! Lá estava ela lindinha a La indiana!!! Seus lindos caracóis se transformaram num cabelo negro, liso, partido ao meio minuciosamente e com um lindo coque lateral, tipicamente indiano de senhoras de fino trato! Inacreditável!!!! Ana e eu quase fizemos xixi na calça! Como? Foto para documento!!! E lá foram os indianos na sua falta de bom senso, transformar, a seu “bel prazer”, a senhora brasileira descabelada numa Senhora Indiana impecavelmente penteada, como manda o figurino! Viva o photoshop! Trabalho esmerado, de mestre!


Na visão deles, a Senhora Descabelada (estes ocidentais tem cada uma!) poderia ser barrada às portas do Nepal. Vamos colocá-la de maneira respeitável, que passe confiança e garanta a sua entrada no Nepal! Agora estava claro a essência do blá blá blá durante a sessão inesquecível de uma simples foto 3x4. Aliás, por aqui nada é tão simples! Sempre uma surpresa, o inesperado sempre em ação! Hahaha! Só na Índia para algo assim acontecer! Inacreditável! Viva a tecnologia! Viva Shiva! Viva Ganesha! Hanummman! Laxman, Durga.... Viva a Índia! Com seu povo único e tão feliz! Ao descermos todos aguardavam ansiosos, com aquela típica cara indiana, balançando o pescocinho, curiosos para saber sobre o retorno a respeito da Obra de arte fotográfica que idealizaram! O gerente falou: “Very good photo, isn’t it?” Respondi sorrindo: “Very very good! Congratulations!”. Feliz ele olhou para o colega ao lado que também sorriu e imediatamente foi para atrás do balcão...provavelmente comentar as boas novas a sua equipe de suporte! Hahaha! Jantamos mais cedo, diário em dia, back-up, de fotos, boas risadas, toda hora que víamos a foto, lembranças e cama. Amanhã saímos do hotel às 4 da manhã!


Na hora da saída...mais uma surpresa indiana...o transfer free não era assim nada free...free é de tal a tal hora..de tal a tal dia blá blá blá... nos cobraram caro! Mas mesmo assim bem menos que o Pré–pago. Ficamos putas, não queríamos pagar! Afinal no site e no telefonema de ontem foi confirmado o serviço! São os indianos no caminho do ocidente... Xingamos muiiito: Auuu!!! Auuuu!!!! Auuuu!!! Auuu!!! Auuuu!!!! Auuuu!!! Auuu!!! Auuuu!!!! Auuuu!!! Ai...relaxamos e estávamos com pressa, último dia, para nós o dinheiro era nada e ainda dividido por 3! Nada mesmo! Entregamos para Durga e seus Companheiros, pagamos o transfer free e partimos! O que nos deixou mais putas é que ontem demos uma boa tip para o motorista! Que ele faça bom proveito. Hoje ele nos levou de volta. Tip? Banana! Ra ra ra!!!

A Índia não nos deixaria partir sem uma surpresinha! Adeus Índia! Até um dia! Se as Divindades assim o quiserem! Hari Om! Namasté!


Nepal Mais um sonho realizando... Namastê! Nepal um pequeno ensaio para a Índia... Para quem sai do ocidente e cai no Nepal, à transição é forte! Um pequeno preparo para a Índia!Quando você faz o inverso do Ocidente direto para a Índia e depois passa pelo Nepal, esta transição é um preparo para o retorno... Tudo parece tranquilo! Quase normal! E por mais forte e parecido com a Índia que o Nepal possa parecer, perto da Índia, ele vira piada! Começa pela diferença da densidade demográfica: Nepal, em torno de 26 milhões de habitantes! Índia mais de 1,2 bilhões de habitantes! Já rodei muito o mundo e penso que nada se compara à força, à loucura da Índia!


Informações úteis: Para entrar no Nepal: levar 02 fotos 3x4: para o visto. Você tira o visto ao desembarcar no aeroporto. Paguei em torno de 25 dólares por 15 dias. Você paga pelo número de dias que você vai passar por lá. Fiquei 07e meio, mas tive que pagar por 15dias. Tem uma tabela. Atenção: Em 2012 não tinha como tirar foto no aeroporto Do aeroporto à região do Thamel usamos taxi pré-pago, mais seguro: 600 rúpias nepalesas para dividir por três! Em torno de 8 dólares = menos de 3 dólares/pessoa + tip (em torno de 01 dólar=80 rupias) Tempo ideal entre 10 e 15 dias para conhecer com calma tudo e curtir as caminhadas, os trekkings que você dorme pelas montanhas, nas vilas, conhecendo a cultura genuína, mais de perto que dizem ser imperdíveis e que tem opção para todo gosto: do mais leve ao mais hard!

28/03/012 Dia 26, chegamos ao Nepal. Ufa! Liliane arrasou no seu estilo indiano “photoshop de Ser!” Graças aos indianos ela entrou no país sem maiores problemas, mesmo tão descabelada! Continuamos a dar risadas toda vez que nos lembramos deste fato, desta foto, hahaha... só vendo para crer!


Hoje são 28 e só agora estou conseguindo colocar o diário em dia! E o tempo vai voando... Já estou em Pokhara e com muitas novidades para contar... então vamos lá! Entre Katmandu e Pokhara a distância é de apenas 215 km, mas gastamos 6 horas de viagem. Fomos com Indra nos acompanhando nosso guia em Pokhara para nossas duas trilhas que iremos fazer. Nepal é uma Índia ultra-light, com muitas coisas bem parecidas, mas numa outra proporção. Apesar da demora a viagem foi tranquila. Pelo caminho paramos no Trishuli Riverside Resort: agradável, mesas ao ar livre, com vista do rio, banheiro limpo e lanchonete honesta. Como a Índia, o Nepal nos reservou surpresas. Um calor inimaginável, 37graus e super seco! Uma loucura! Muita poeira! Haja água e só mineral e lacrada! Ontem ao chegarmos Ana, Indra e eu demos uma volta pela região do lago, fim de tarde curtimos o visual lindo! Curtimos um café num restaurante à beira do lago. Ótimo astral. Liliane resolveu descansar! O ritmo de Pokhara é totalmente diferente da agitação de Katmandu. Um paraíso!


No caminho fomos curtimos as lindas lojinhas. De tudo um pouco. Super bom gosto e ótima qualidade. Preços mais salgados, cidade muito turística lotada de europeu onde o euro vale muito mais que o dólar.Com Euro na mão tem coisa que sai de graça! Que loucura! Paramos por um bom tempo, no Ateliê de um artista de mandalas. Especialmente belas! Ficamos ali conversando e apreciando sua arte sagrada! Ele nos explicou sua bela arte e seus significados. Ele dá aulas. Se tivesse tempo ia aprender ou pelo menos tentar. É lindo! As cores, os traços, os desenhos...pura arte. Este foi um dos muitos momentos especiais que vivemos por aqui! As pessoas aqui são especialmente delicadas! Depois, jantamos num restaurante à beira do lago (esqueci de pegar o nome) e fomos para o Hotel dormir amanhã vamos acordar muito cedo: dia de ver o nascer do sol, em Sarangkot.


Hilário Nepal também tem surpresas... Hahaha!!! Chegamos a Pokhara de viagem, famintas e fomos direto comer no restaurante do hotel, comida honesta. Liliane resolveu pedir uma taça de vinho branco e depois mais uma. Até ai nada de mais... mas ao pedir o preço da taça, ai sim, começou uma cena hilária... a garçom ficou mudo e como reza a tradição por estes lados de cá, rapidinho formou uma “junta” para decidir o caso! Falavam, discutiam, iam voltavam, chama mais um...tudo isto para calcular o preço da taça. Acho que nunca eles tinham vendido uma taça de vinho! Depois de muitos cálculos e troca de ideias a taça ficou por 250 rúpias! Caro para os padrões daqui, mas nem discutimos, só a cena e as boas risadas que demos já valeu! E 250 rúpias nepalesas são ainda mais baratas que as da Índia: com 01 dólar você compra 80 rúpias ! Então uma taça das caprichadas, de um ótimo vinho branco, saiu por 6 reais! C’est le Nepal!! Hotel de Pokhara: Kantipur : honesto , quartos bons, próximo ao lago, mais afastado da região mais central que fica de frente para o lago, mas por aqui tudo perto. Caminhada agradável! Perto da entrada do parque do lago www.hotelkantipur.com /sundar@fewanet.com.np


Existem opções melhores com vista para o lago mais central, perto dos bons restaurantes, comércio. Inclusive um chiquérrimo que fica numa ilhota dentro do parque...um pequeno Paraíso:Acho que se chama Fish Tail Lodge - http://www.fishtail-lodge.com/ 124, Lake Side Tivemos uma boa noite de sono. Andamos cansadas, por estes lados, os sentidos sempre em alerta. Tudo muito diferente! Mesmo você já estando aqui por um bom tempo! O pique no Nepal está sendo hard! E já viemos cansadas da Índia. Ufa, são tantas emoções! Nosso tempo aqui é curto. O Problema do cancelamento do voo e uma bobeada que demos, perdemos dois preciosos dias! Uma pena! Mas, agora a nossa preocupação era o tempo que andava muito encoberto. Acordamos bem cedo, bruma forte e partimos para Sarangkot. O hotel preparou um kit de café da manhã para levarmos, além de abrir o café mais cedo para um lanche bem rápido. Fomos de taxi com Indra. Chegamos aos arredores de Pokhara, onde o tempo continuava fechado. Você sobe no alto de uma montanha com vista para um vale e lá no fundo a vista da cadeia do Himalaia com o majestoso e mágico Monte Annapurna.


No início muito fog, mas de repente surge no céu, majestoso, ele: o sol! Auuuu uuuu Uuuu !! Maravilhoso! Mais uma vez fomos privilegiadas e pegamos um nascer do sol inesquecível! Namastê! Mas, prepare-se para multidão de turistas! No meu imaginário seria um astral mais relax! E no meio do nada. Na realidade você está no feio e pobre subúrbio de Pokhara. Para completar... um americano insuportável, que não parava de falar, em voz alta e o tempo todo! Silêncio!!!! Psiu... O espetáculo é mágico! Nas fotos lindas do vale “esqueceram” de mostrar este outro lado! Mas, independente, o sol + Anapurna e seus coadjuvantes arrasam! Outro momento “Recolha-se a sua insignificância!”. Divino!

Voltando a Katmandu...

Dia 27 Fizemos o voo Panorâmico para ver “Ele”, o Everest e sua cadeia de montanhas, Himalaia! A história foi igual, dia fechado, atraso no voo, quase cancelado, todos apreensivos! De repente fomos chamadas, o voo partiu, mas no caminho avisaram que poderíamos não ter uma visibilidade muito boa! Bruma muito forte e seca! Mas como o Nepal adora também reservar surpresas, como a sua amiga Índia... ! Auuuu uuuu


Ao nos aproximarmos do Everest o sol brilhava, tudo limpo e “Ele” completamente nu, apenas com uma pequena nuvem cobrindo levemente seu cocuruto. Um charme! Me belisca! Ter tido a sensação de não vislumbrar os himalaias, e de repente , como num passe de mágica tudo deu certo, ufa! Trouxe um sabor ainda mais especial a este momento indescritível!

Auuuu uuuuu uuuuuu!!!! Mais um detalhe especial: a tripulação, nos disse que é raríssimo vê-lo assim tão despido. E envolto numa luz tão linda! Durante o voo fomos à cabine dos pilotos onde o visual é ainda mais impressionante! Me belisquei para ver se realmente estava vivendo, vendo aquela paisagem sagrada. Mais um Momento

“Recolha-se a sua insignificância!” . Você sente a presença divina! Voamos pela Agni Air orientada pelo Guelu, um guia, que um amigo, nos indicou, mas existem outras Cias que também fazem o mesmo serviço: passeio padrão! Custo em torno de 176 dólares/pessoa + 4% taxas cartão de crédito www.agniair.com


Já que neste momento retornei a Katmandu, o Nepal também nos reservou uma surpresa com o nosso hotel por lá. Perfeito! Kathmandu Guest House: região do Thamel, clima de casa, pousada, ótima localização, confortável, silencioso, belos jardins, excelente café da manhã, internet, gente simpática, aliás, no Nepal é tradição a simpatia. Gerente Uttam, sempre com um sorriso amável, verdadeiro e pronto para te atender de maneira extremamente cortês e fina! No hotel funciona uma agência de turismo, confiável. Importante: os hotéis, geralmente, têm guarda volumes para você deixar suas bagagens maiores enquanto você faz trilhas pelo Nepal. Deixamos as nossas no hotel enquanto fomos para Pokhara, super seguro. www.ktmgh.com /e-mail: info@ktmgh.com No seu jardim interno, um agradável e ótimo restaurante. Vale à pena uma noite curtir uma boa mesa por aqui, cercada de gente do mundo todo: de criança a terceira idade, todos vendendo saúde. Preparados para enfrentar o Himalaia e sua força! Ou que já encararam as alturas e voltaram maravilhados!


Lojinhas: na parte interna no hotel: Vale à pena uma visita. Bons preços e qualidade: de papelaria, passando por massagem, cabeleireiro, produtos de grupos produtivos nepaleses com reutilização, com design e bom gosto, lindos*, até máscaras incríveis e joias. (*) Loja de produtos reutilizados e inclusão social: Vale uma visita especial: Beni Recycled Nepali Hand Crafts: criativos, com qualidade e bons preços. http://www.mountain-people.org/newsletter/Beni%20Brochure.pdf

Quanto a Katmandu...cidade grande, 5 milhões de habitantes, confusa. Banhada por um rio imundo, podre, onde acontecem as cremações na região de um antigo templo hindu. Uma mini Índia, interessante, meio louca e cheia de vida! http://www.kathmandu.gov.np/ Dia 26 e 27 ficamos curtindo Katmandu perambulando pelas ruas, conhecendo a parte histórica, descobrindo coisas. Comprei uma linda bolsa toda bordada e colorida...preciso de uma sacola para ajeitar melhor minha bagagem! Adorei! Perfeita para o que eu queria, bem típica daqui. Onde agora eu for... vou carregando o Nepal comigo sob a proteção dos olhos de Buda. Ela é bordada com flores e os olhos de Buda, símbolo de Katmandu! Bem cara para cá, mas não resisti.


Super bem feita toda bordada a mão: custava 3500 rupias. Chorei, saiu por 3200 (uns 40 dólares = 80 reais!). Já tinha visto muitas bem mais caras e bem mais vagabundas! Compra ótima! Como depois teve uma confusão com meu cartão, uma história enrolada do dono que me procurou no hotel falando que a compra não caiu, achando que eu era tolinha... Risquei o nome da loja do meu caderninho. Já era tarde, no outro dia, a gente partia para Pokhara, quando o dono da tal loja, me procurou. Escutei e disse para ele se no retorno a Katmandu se o crédito não tivesse caído iria até a loja e o pagaria em espécie. Avisei ao gerente do hotel. Chequei o cartão e tudo em ordem! Conversa fiada.! Uma pena, loja de muito bom gosto! Depois, pensando com mais calma fiquei na dúvida se foi desonestidade ou ansiedade! Vou ficar com a segunda opção! Afinal ele nos atendeu tão bem! Com a delicadeza de sempre, ótimo chá, sorrisos e bom papo! O artesanato do Nepal dá de mil no da Índia no quesito qualidade, mesmo quando não é lá estas coisas! No primeiro dia encontramos com Gelu Sherpa, Guia indicado por Alessandro e Lu para nos orientar nos nossos passeios aos arredores de Pokhara. Gelu é muito simpático. Sentamos no café do Hotel (por sinal um roubo!) para conversarmos. Explicamos o que queríamos e ele ficou de estudar um roteiro bem bacana.


Como perdemos dois dias na nossa viagem, devido a confusão com os voos, o I plano que era de fazermos um trekking pelas montanhas, dormindo em vilarejos e chegando a altitude de 3 mil metros não daria mais tempo. Que pena! Mas Gelu ia pensar em algo especial. Nosso foco passou a ser caminhadas de um dia retornando ao Hotel: dava para fazer duas, pois teríamos outros programas urbanóides e aéreos para fazer! Gelu ia estudar o roteiro, custos e mais tarde iríamos nos encontrar para fechar o pacote! Gelu nos chamou para um jantar. Que delicadeza! Queria nos levar para comer comida nepalesa (com a mão) num restaurante bem popular e típico. A experiência foi ótima. Você descobre o prazer de sentir o alimento com o tato e de chupar os dedos com toda a classe, sem problemas. E a pimenta ardendo! Água... água e mais massala refrescantes à base de anis para aliviar!!!E mesmo assim a boca arde! A pimenta vai crescendo, traiçoeiramente na boca!!!! É incrível como mesmo comendo com a mão tem aqueles que são finos e outros que parecem bicho! O problema não é a mão, os talheres, o hashi, mas sim a velha e boa educação! Neste ponto, a mesma em qualquer lugar do mundo! Na Índia tivemos, varias vezes, a oportunidade de ver pessoas comendo com a mão e a história é a mesma!


Pena que esqueci de anotar o nome do restaurante! Foi um momento especial. Marquei bobeira por não ter anotado, mas devem ter outros tantos tão típicos e especiais como este. Lembro que da Guest House fomos andando a pé. Não é longe...restaurante bem conhecido pelos Nepaleses . Fim de viagem, estou mais cansada, muitas emoções! Andei deixando passar batido alguns detalhes preciosos. Faz parte!

Voltando a parte histórica... Linda! Explore a pé! Aliás, Katmandu é para explorar cada canto sempre a pé! Descobrindo becos, cenas de rua, lojinhas, comes & bebes, templos...a rotina, a vida! Atenção: para conhecer o centro histórico principal dizem que você tem que pagar e caro! Para curtir a Região da Durbar Square, como também para ver a Kumari a Deusa, Menina. Em torno de 750 rúpias (uns 20 reais /pessoa). O preço para os padrões de lá é abusivo, para turista desavisado! Não lembro, mas acho que cobram taxas diferentes para cada coisa...Se informe bem! E decida o que fazer!


Para os estrangeiros não é permitido entrar no Palácio para ver Kumari. Ela aparece algumas horas do dia numa varanda alta, rapidamente. Se é que se pode chamar isto de “ver”...vapt, vupt!!! E a Deusa Menina desaparece! Vimos sem pagar! Se informe sobre o horário e passe por lá. Mais por curiosidade! A mim ela deixou uma impressão de tristeza! http://pt.wikipedia.org/wiki/Kumari Optamos por explorar o centro sem pagar. Tem uns guardas que às vezes te abordam! Ignore! E siga em frente. Ficamos andando, sem entrar em nenhum templo, ou palácio, curtindo a vida pelo lado de fora! Foi ótimo. Já tínhamos visto muitos templos e palácios na Índia. Fora do eixo histórico principal, pega turista, andamos por toda a cidade descobrindo... Vimos lojas lindas, as de tecido são ateliês de arte! Depois de muito andar paramos para tomar um chá: Que bela surpresa. Entramos num café numa praça e acertamos em cheio! Pedimos um chá gelado de maçã: Dos Deuses: Região da Durbar Square: em frente a uma grande praça onde tem uma feira de rua, com todo tipo de artesanato! Com “lhões” de coisas interessantes! Coffee Inn. Fica em Freak Street Basantapur


Ana e eu estávamos pesquisando sobre o Bol, desde a Índia. Mas já sabíamos que no Nepal é que é o melhor lugar de comprar! Ana queria um para ela e eu um para uma amiga, Cristina, que também é professora de Yoga. Compramos nosso bol em Katmandu, logo para frente da Praça de artesanato, que fica em frente ao Café INC, no sentido oposto a Durbar Square. Ana que entende aprovou. Rodamos e checamos muito antes de comprar, seja na Índia ou Nepal, e decidimos por esta loja, tipo cooperativa: Excelente custo benefício além de muito belo e delicado! Esqueci de anotar o nome... Indo da praça de artesanato, deixando a Durbar Square para trás, no fim da Avenida, só de pedestres, à esquerda, quase no seu final... quando ela encontra com outra Avenida bem movimentada e já com trânsito, perto de uma sorveteria você vê a loja. Boa sorte! Fomos visitar o Templo dos Macacos: Swayambhu: prepare-se para subir muiiitos degraus. Ele fica no alto de uma colina. Lindo! Vale à pena. Ficamos por lá um bom tempo curtindo o complexo! Mágico, louco! Seus rituais, suas bandeirinhas coloridas, suas stupas, as pessoas e logicamente os macacos! Sob o olhar de Buda! E “lhões de turistas e fiéis!


Ao descer escolhemos outro caminho, pela parte de trás. Saímos num parque, outro visual e evitamos os “lhões” de degraus! Para entrar: 200 rupias/pessoa = 2.50 dólares.

Mas vamos retornar a Pokhara: Depois do mágico nascer do sol, voltamos para o hotel para descansarmos Mais tarde íamos conhecer a famosa Davi’s Fall, cachoeira cheia de história . Antes fomos visitar o Centro de artesanato dos refugiados Tibetanos. Muito legal! Vimos pessoas tecendo, as linhas tingidas secando ao vento e curtimos a loja onde eles vendem seus produtos. Bem interessante, artesanato muito bem feito e de bom gosto e com bons preços! E com o valor agregado de dar uma força para este povo que precisa tanto! O mundo ignora a violência física e moral que a China fez aos Nepaleses! Inacreditável! Liliane teve uma aula de tingimento. A irmã da Lili, Rosa, que trabalha numa Ong no Brasil, pediu a Lili que, quando ela tivesse oportunidade para descobrir técnicas de tingimento que pudessem ser uteis para seu trabalho, que ela checasse. Aqui foi o lugar ideal!


De lá seguimos a caminho da famosa Davi’s Fall. Indra nos acompanhava para esta aventura aos arredores de Pokhara. Arredores? Guia? Doce ilusão...andamos 5 minutos, retornando para o mesmo caminho e o carro parou. Hindra disse chegamos! Como? Estávamos no meio da cidade! No meio de um caos...E a Davi’s Fall? Aí ficamos sabendo a realidade. Davi’s Fall é uma queda d’água dentro de um parque urbano e muito feio em Pokhara, lugar sem graça, todo gradeado, uma garganta profunda onde a grade não te permite ver quase nada! E que estava especialmente seca quando visitamos! Ana, Liliane e eu nos sentimos as perfeitas idiotas! Como assim? Este é o programa do dia , a que precisamos de Guia? E nossos passeios aos arredores de Pokhara que tanto pedimos a Gelu? O de amanhã é por ai? Estávamos possessas! Nosso tempo aqui já e curto! Já não podemos fazer a caminhada que tínhamos planejado de dormir pelas montanhas até 3 mil metros pelo fato da confusão dos voos! E agora vamos perder mais um dia! Não acreditamos! A gente bufava! Indra ficou sem saber o que fazer. Obedecia a ordens! Nos escutou, nos entendeu e ligou para Gelu. Que deu de bobo! E em nada colaborou. Indra cada vez mais sem graça! Gelu aprontou! Que decepção! O Nepal nos reservava sua primeira surpresa negativa!


Aliás o dia foi quente! Antes deste stress tivemos outro bem mais sério... Ainda bem que foi um susto que durou pouco! Liliane perdeu sua bolsa, com tudo, inclusive passaporte! Deu aquele branco e procura daqui dali e nada... Resolvemos retornar ao Campo de Refugiados do Nepal. Tudo fechado...batemos na loja e ai apareceu uma das Senhorinhas com aquela simpatia que lhes é peculiar e entre muitos sorrisos foi lá dentro e buscou a bolsa! Delicia! Perder é terrível, mas a sensação de achar é, sem dúvida, uma das boas coisas da vida. Tem sabor especial! Demos pulos, literalmente, de alegria. Liliane agarrou a Senhora, abraçou, beijou. Ela ficou estática...depois sorriu e retornou ao seu trabalho! Hoje o dia foi daqueles! Até Indra e nosso chofer comemoraram o “perdido, mas agora achado”! Ufa, menos um pepino para descascar! Na conversa do tingimento, mais a distração nata da Lili, mais a cabeça repleta de emoções e informações por esta nossa longa e emocionante jornada... a bolsa ficou por lá! Namastê! Hari Om! Mas, depois de colocarmos toda nossa raiva para fora! Resolvemos reverter a situação! Estávamos decididas a não “Perder tempo” O dia estava lindo, calor insuportável e queríamos conhecer algo pelos arredores da cidade, nadar ...mergulhar no Nepal....e ponto final.


Pedimos sugestão a Indra (nome do Deus das tempestades). Ele nos sugeriu conhecer um lago fora de Pokhara. Que era bonito, não tão belo como o Fewa Lake que margeia Pokhara, realmente lindo! O problema é que o carro que estava por nossa conta não tinha sido pago para um passeio tão longe e por tantas horas. Eles apenas cumpriam “ordens”. Negociamos, pagamos o motorista 1000 rupias a mais, para aqui, bom demaiiisss (em torno de 12 dólares para dividir por 3 = 4 reais/pessoa) e revertemos a situação. Valeu! E lá fomos nós as “Super Poderosas” em direção ás águas do lago para um mergulho! Com o humor recuperado, passamos por uma feira de rua, compramos mexericas, mais água e fomos ao encontro do nosso objetivo. Que papelão do Gelu! Não deu para entender! Andamos bem e chegamos num lugar estranho, andamos um trecho a pé e ai surgiu o lago enorme verde, realmente menos belo que o da cidade, mas também muito bonito! Ao seu redor uma bela mata fechada... me lembrou a região de Angra! Que bela paisagem! Super agradável. Ele se encontrava dentro de um parque que estava lotado de jovens! Ouvindo música, dançando e nadando... apenas os homens! As mulheres como sempre só olhando! Na confusão Davi’s Fall esqueci de anotar o nome do lago. Fica a uns 45 minutos de Pokhara ou um pouco mais.


Quem não tem cão, caça com gato! Já que não rolou a super “cachu” nas montanhas nepalesas, do nosso imaginário.... nos contentamos com o lago! Belo, mas não era bem o que viemos ver por aqui! No Brasil tem 1000 muito mais belos! Ao ver aquele mundo de água verde, olhamos uma para a cara da outra e decidimos: vamos nadar! Vamos achar um lugar para refrescar... e nos pusemos a andar por uma trilha toda fechada no meio da mata. Indra e o chofer meio perdidos nos acompanhando. Passamos a ser “Guias”! Hahaha!!! Trilha perigosa, íngreme, bem fechada e escorregadia. Ana ficou no caminho, declinou! Num local mais tranquilo sentou para curtir o visual! Liliane e eu seguimos em frente queríamos chegar até a beira do lago para um mergulho. Pelo caminho sempre homens pescando, nadando. Quando nos viam perdidas por aquelas bandas, não entediam nada. Que ETS são estas? Cabelo curto, enrolado, branco, calça cumprida, e ainda por cima “Guiando” dois homens? O que procuram por aqui? Ai que “meda!” Entenderam menos ainda quando caímos na água! Tchi bum! Não contentes dávamos gritos de alegria: Auuuu UUUUU uuuu !!! ! “Somos as Super Poderosas”! Gelu você nos paga! Auuuu UUUU uuu!!!!


Ninguém nos segura! Hahaha! Rimos tanto que até engasguei com a água! E pelo lindo lago verde ficamos curtindo, boiando, mergulhando naquela água deliciosa. Quente na superfície e gelada mais no fundo....um sonho! Lá fora o sol rachando, tempo super seco 37 graus! Ninguém merece! Liliane colocou biquíni com blusa eu pulei de roupa e tudo. Minha roupa era especial de secagem rápida, com aquele calor mal sai da água e estava seca! Saímos do nosso mergulho renovadas! Lavamos o corpo e a alma! Me belisca! Isto aconteceu? Ou é um sonho bem divertido! Hahaha! Enquanto isto... Indra e o chofer (não lembro o nome dele, era super difícil!) voltavam pela trilha carregando nossas mochilas! Caindo, levantando e sorrindo! Da água dávamos Adeusinho...bem simpáticas! Andando por caminhos nunca antes “navegados”! Vai mexer com a gente! Vai! Os rapazes, exaustos e sujos, Ana em paz , Liliane e eu, super frescas e descansadas, limpinhas...pegamos o caminho de volta! Sentamos às margens do lago e por ali ficamos um tempo. Bestando, conversando, comendo mexerica, biscoito, suco e água! Estilo Pic- Nic! Faltou a toalha xadrez! Que pena! Ainda meio tontos, Indra e o chofer acabaram curtindo o passeio e a nossa coragem! Os dois super gente fina! Indra é um rapaz fino! “Dont worry be happy!”


Retornamos para Pokhara, descansamos... e lá fomos Nós as Super Poderosas acompanhadas pelo Guerreiro Indra, dar uma volta de barco à remo pelo lindo lago de Pokhara: Fewa Lake! Fim de tarde, uma delícia! Horas de puro relax! Perfeito para o dia Davi’sFall! Liliane apagou! Pena que uma bruma forte cobria a bela paisagem que ao fundo mostra parte da cadeia do Himalaia, com Anapurna e suas coadjuvantes! Não houve pôr do sol. Ele se retirou mais cedo! Encoberto pela bruma seca! Mesmo assim o visual era mágico! Gostaria de ter curtido Pokhara com tempo claro, deve ser algo inacreditável. Pois mesmo com bruma e tempo parcialmente aberto ela é linda! Comprei uns postais lindo onde mostra este visual totalmente limpo! Incrível! Calminhas, exaustas, fomos jantar.... bom vinho e boa mesa! Indra foi nosso convidado. Caminhando de satisfeito cheio, fomos curtindo a noite agradável até o hotel. Zzzzzzz ZZZZZ.. . . . Amanhã, vamos acordar muito cedo. Vamos fazer nossa caminhada, trekking de 4 horas pela trilha nas Montanhas de Naudanda. Nossa expectativa está baixa! Se for ruim, Gelu pode preparar...vamos assá-lo e come-lo com as mãos! Com bastante pimenta! Hahaha!!! Espero que as Super Poderosas não tenham que entrar em ação!


Acordamos cedo e lá fomos nós, sem expectativa nenhuma, tempo super fechado, quente e com forte bruma que cobria tudo! Ai que vontade de dormir mais! Indra no carro tentava nos animar! O hotel nos ofereceu um kit lanche para a trilha! Fomos de carro até certo ponto. Paramos para tomar um delicioso Chai numa pequena venda, bem típica, no alto da montanha, que ficava numa espécie de favelinha. Lugar estranho, Chai perfeito! A primeira impressão não era lá muito o que imaginávamos! Ficamos ainda mais mudas! Por lá compramos o delicioso incenso que aromatiza os templos budistas! Aroma especial, único. Delicioso! Este incenso vale à pena trazer! O visual deve ser belo, pena que não vimos nada! Começamos a trilha meio caladas, sem entusiasmo. Indra sempre falante tentando animar o clima, desde ontem ele estava muito sem graça com a situação chata Davi’s Fall. Liliane acordou com uma dor forte nas costas! Davi’s Fall tem uma trágica história d eum homem ou vários que caíram nela. E para nossa alegria, hoje o Nepal nos reservou mais uma boa surpresa. Mesmo com o tempo que atrapalhou, o passeio valeu! Uma experiência muito bacana!! Valeu pelas Vilas e seu povo!


Valeu por ver os contornos do belo visual que formava ao fundo....a imaginação foi longe! Valeu pela simpatia e “finesse” do Indra e pelos muitos sorrisos que encontramos pelo caminho... Valeu pelas crianças nos caminhos que nos cercavam e pediam balas, algumas vezes Money. Crianças lindas! Valeu pela Festa que vimos em homenagem à entrada da primavera! Muita gente na rua, flores, cestos, musica, rituais. Pelo caminho, construções bem típicas, campos verdes, em platôs, cenário mágico. Valeu pelos aldeões com suas roupas tradicionais. Clima de paz e bem estar! Uma viagem no tempo... Valeu, e como valeu! Para ter sido perfeito faltou o tempo aberto, para que pudéssemos curtir o visual perfeito! O dia foi esquentando, a paisagem abrindo um pouco a sua cortina... podemos, curtir um pouquinho do visual , pelo menos o mais próximo. A cadeia de montanhas, a paisagem ao fundo apenas contorno, agora um pouco mais visíveis! Mesmo assim lindo! Impactante! Por trás da neblina hora ou outra você via o contorno das grandes montanhas e dos vales lá no fundo! Mágico! O final da trilha era pela região onde fomos ver no dia anterior, o nascer do sol , monte de Sarangkot. Lá embaixo dava para ver um pouco do lindo lago de Pokhara.Já era quase meio dia e a bruma estava mais leve. De lá para Pokhara um carro nos levou.


Boa opção para quem não tem muito tempo, como foi nosso caso. Ou que não deseja grandes emoções e dormidas pelas montanhas. Desta vez Gelu brilhou! Este passeio num dia claro deve ser deslumbrante!

Cena inusitada! Liliane o tempo todo queixava da coluna, de repente pifou! Por sorte passou um motoqueiro, Indra negociou com ele e por 200 rúpias (5 reais) Liliane subiu na garupa, deu adeusinho e sumiu na poeira. Ainda faltava um bom trecho. Ela ia nos esperar no ponto aonde o carro ia nos buscar. Indra acertou tudo com o Motoqueiro! São tantas emoções! Chegamos ao Hotel cansadas, tomamos um banho, descansamos e fomos tomar um sorvete, à beira do lago. Delicia! O tempo apesar de encoberto, estava muito, muito quente e seco! Hoje Indra parte. Vamos sentir sua falta! Gente finíssima! Ótima Cia com ou sem Davi’s Fall Demos 500 rúpias de Tip para ele. Valor muito bom por aqui. (500/80 = 6 dólares = 12 reais!). Aqui quem converte se diverte! E como! Para nós, brasileiros é uma das regiões do mundo que nosso dinheiro vale e muito. A lógica se inverte! Demos para ele e sua família a nossa última lembrança que trouxemos do Brasil (me deu branco do que foi!). Lembro que ele gostou muito! Resolvi dar para ele minha bota de trekking.


Coube certinho nele. Os nepaleses são franzinos. Indra é gordinho, apesar de ser guia, que constantemente está andando muito e praticando atividades físicas! A bota serviu como uma luva! Ele adorou. Bota de ótima marca e em perfeito estado! O problema dela é o peso, me incomodava, além do mais eu precisava me livrar de volume...as malas, cada dia mais fofas, como o Indra! Hahaha!!!! No Brasil pretendo comprar uma mais moderna e leve. Depois que Indra partiu, fomos descansar um pouco. E ficamos conversando sobre o Nepal. Nos focamos muito na Índia e não planejamos direito a viagem por aqui! Tinha que ter sido mais bem planejada. Pretendo voltar aqui para pedir benção às montanhas sagradas do Himalaia. Percorrer suas trilhas, desvendar seus segredos, compartilhar, mais no alto, sua magia e beleza! O nosso balanço foi que no final tudo deu certo e curtimos muito, mas com certeza, poderia ter sido muito mais especial. O Nepal merece ser explorado do Himalaia para fora! Enfiar pelas montanhas adentro, sem medo, protegidas pelas muitas divindades que por aqui habitam. “Quem respeita a montanha é respeitado!”. Tem a proteção divina. Desfruta do divino e pode desfrutar de um visual deslumbrante.

É no coração das montanhas que esconde a alma do Nepal!


Gelu com seu programa “pega turista desavisado”, ainda nos fez perder mais um dia. Dia que poderíamos ter explorado outra trilha como Naudanda! Isto sim é um passeio à altura do Nepal. Ufa, ainda bem que somos “Super Poderosas”! Ra ra ra! Ainda bem que temos humor de viajante... que mesmo quando tudo dá errado, tem que dar certo! Virar piada, ter jogo de cintura. Ter a alma leve! Namastê! O Nepal ficou com gostinho de quero mais... Por aqui lembrei muito do Chile. Impressionante! Como o Nepal tem a ver com o Peru, a Bolívia, com parte da América do Sul: passando pelo artesanato, natureza, comida, vestuário e traços fiscos. Impressionante! E numa era muiiiito longe, alguém andou de cá para lá...ou de lá para cá! Vai saber! Não tenho dúvida, com certeza, são “hermanos”. Mostramos um chapéu da região de Cusco para o Indra. Ele falou convicto que era artesanato de certa região do Nepal .Falamos com ele de onde era, Indra ficou tão impressionado que vai pesquisar na internet. Saber mais sobre este povo do outro lado do mundo que tem a ver com o seu! Ele não sabia quase nada da América do Sul. Perto dos EUA?


Levando em conta a distância do Nepal para cá, até que ele estava certo! Aliás, pela Índia, como no Nepal, eles pouco sabem da América do Sul, no geral, vez ou outra, futebol do Brasil e olhe lá! Contatos Guia Indra: uma simpatia, gente fina! indra_777@hotmail.com. Ele faz parte da equipe que Gelu coordena. Depois de Pokhara de volta a Katmandu: Retornamos de avião. Tempo totalmente encoberto. Não deu para ver absolutamente nada. 25 minutos de voo, num aviãozinho que parecia de brinquedo. “Ai que meda!” Antes de embarcarmos mais uma brincadeirinha Nepalesa... Chegamos cedo ao Aeroporto. Ao pagar a taxa de 200 rúpias/pessoa percebemos que não tínhamos rúpias suficientes, só dólar. Não aceitavam. Levei o atendente no bico e ele acabou trocando os dólares para a gente. Ufa! Assunto resolvido. Fomos para a sala de embarque. Aeroporto pequeno. Ficamos ali vendo o intenso movimento do aeroporto de gente e aviões. E nada de chamar nosso voo. De repente entra um nepalês gritando e agitado pela sala de embarque, parecia procurar alguém! Tentávamos entender o que ele falava. Impossível! Ficamos incomodadas com a sua agitação e fomos até ele. Mostramos nossos tickets! Ele nos olhou bravo e nos pediu


para acompanhá-lo. Era “Nóis mesmo” que ele chamava! Saímos correndo pela pista até nosso mini avião que estava escondido atrás de um normal! Não houve chamada por alto falante! Pode! Rezamos, embarcamos. Pedi às divindades que gostaria muito de conhecer as montanhas no seu “coração”, mas não agora! Voo tranquilo. Gelu ia nos buscar no aeroporto de Katmandu. Chegando a Katmandu, mais surpresinha. Nada das nossas malas chegarem e nem Gelu. Liliane viu Gelu do ônibus mas nada dela aparecer, evaporou! Depois de muito esperarmos, resolvi ir atrás da mala no Guichê da Cia que ficava dentro do aeroporto. Boa caminhada. Ana e Liliane ficaram aguardando Gelu. E não é que nossas malas estavam lá. Nem perguntei por que, peguei todas e parti. Gelu nada. Liliane insistia que o tinha visto. Seu celular não atendia! Resolvemos ir embora. Quando estávamos no estacionamento, prontas para pegar um taxi e, agora ainda mais chateadas com Gelu, ele surge com sua cara de óleo de peroba, tentando disfarçar sua falta de graça! Gelu, nos cumprimentou com o sorriso típico nepalês, não tocou no assunto Davi’s Fall. Não fizemos graça para ele. Liliane confirmou que era ele mesmo! Devia estar escondido, lustrando a cara de pau, com óleo de peroba do Himalaia, para enfrentar as “Super Poderosas!”


Na hora de nos despedirmos falei com eles sobre Davi’sFall, com Guia! Piada! Ele ficou mudo! Resolvi não brigar! Hoje anda tínhamos um dia inteiro para curtir íamos conhecer a mágica e antiga cidade de Bhaktapur que dizem que é algo inesquecível! Agradecemos Gelu, apesar dos pesares, correu tudo bem! Ele também é do bem. Deu uma vacilada! Mulheres sozinhas... estilo espertinho! Que pena! Que sirva de lição para ele e para Nós!!! Do aeroporto, muito cansadas, fomos para o Hotel. Descansar, comer algo, às 14 horas o taxi ia nos buscar para irmos para Bhaktapur city.

Bhaktapur City fica aos arredores de Katmandu: em torno de 45 minutos de carro, uma viagem no tempo...O filme “Pequeno Buda” foi filmado aqui. Que cidade mágica! Nos perdemos por muitos cantos, becos, lojas, rituais, cores, som, aromas, sorrisos! Uma viagem no tempo! Arquitetura rica e fascinante! Chegamos às 15 horas e retornamos às 19:30. Não foi o tempo ideal,mas deu para se ter uma boa noção da cidade e da sua magia. Em torno das 17 horas é indispensável estar por lá. Hora em que a magia toma conta da velha cidade. Os belos e mágicos rituais ancestrais começam, dança, música, cânticos, luzes se acendendo, velas, orações, tambores, sinos, arte: uma viagem cheia de vida e tradições. Imperdível. Auuu UUUuuuuu!!! Auuu UUUuuuuu!!


Aqui vale à pena dormir, passar pelo menos uma noite para curtir esta cidade com tudo que ela oferece de magia e beleza. Não fizemos isto, mas arrependemos! A vista de meio dia já nos levou a uma viagem inesquecível! Para entrar nesta “viagem”, Patrimônio do Mundo, você paga 15 dólares/pessoa: vale cada centavo! Caríssimo para os padrões daqui. Preço diferenciado para nepaleses e indianos. Acho que eles não pagam! Aliás pela Índia e Nepal, em muitos lugares turísticos existem preços diferenciados. Justo, muito justo! Outros passeios que fizemos: não lembro se antes ou depois de Pokhara.. Boudnath – Buddha Temple: imperdível. Visitamos com toda calma do mundo! Curtindo...o sagrado e o material! Como reza a tradição. Curta os fiéis em seus rituais, peça benção encarrando os olhos de Buda, sinta a energia das bandeirinhas coloridas e curta a praça em torno com suas muitas lojinhas, cafés, arte e artesanato. http://en.wikipedia.org/wiki/Boudhanath


Dicas especiais... Na grande praça ao redor do Buddha Temple Café especial com linda vista para o templo: Himalayan Café :segundo pavimento. Chá com menta e limão maravilhoso, petiscos muito gostosos. Menu variado. Vale à pena uma parada aqui para curtir o visual, descansar e comer bem. Boudha -06 ( de frente ao portão principal da grande Praça: sentido da direita) http://www.himalayanjava.com/aboutus.php?pageid=aboutus Para um artesanato com qualidade bom preço na Cia de uma família super simpática: Khasyor International: fica no fundo da entrada principal, próximo a saída para o Buddha Monastery Guest House. Fizemos aqui bons negócios! Coisas lindas com preço especial. https://www.facebook.com/KhasyorInternational Nos arredores: Almoçar no Buddha Monastery Guest House :comida maravilhosa Não provamos: ficou tarde! Mas várias pessoas pela nossa viagem, inclusive na Índia nos deram esta dica: o monastério fica fora da Praça: do lado oposto da entrada: Fácil de achar. Todo mundo conhece, se informe!


Momento especial...surpresas Nepalesas! Mais um sonho realizado! Namastê!!! No fim da tarde por volta das 16 horas, vimos um ritual budista com tambores e cânticos maravilhoso, dentro do tbm maravilhoso templo do monastério. Você entra numa espécie de transe, viaja para outra dimensão. Descobrimos por acaso. Fomos guiadas pelo som! Um privilégio! Emocionante! Pelas ruas de Katmandu... O melhor Lassi de toda viagem: até da Índia: Perto do Katmanadu Guest House l, num Shopping/bazar meio aberto, que dá entrada para ruas diferentes, inclusive para a rua em frente ao hotel: Boa opção para lanchar: Café Chops: Sagarmatha Bazar/Thamel

www.cafechops.co.kr

Loja de perfumes sabonetes, incensos especiais! Himalaya Incense Shop:Comprei aqui perfumes em embalagem de vidro em estilo 1001 noites. Delicados e de aroma de lótus e outros. Deliciosos. Caixa linda com refil: 2 por 500 rupias, uns 12 reais! Tive desconto, a Média de preço é de 300 rupias/cada. Chhetrapati/ Email : himalayaincense@hotmail.com


02/04/2012 Estamos na árdua tarefa de arrumar as malas. Carregadas de bagagem...assim, como as nossas cabeças! A saudade bateu forte, daqui dois dias vou apertar nos meus braços Renato, Tanira e Amanda. A expectativa está forte! Coração acelerado por um lado e em total paz por outro... Aqui termina a fase da viagem oriental ! Auuu UUUU uuuu !!! Inesquecível! Comecei com banho de caneca e termino com banho de caneca (problema no chuveiro na Guest House!) na maior felicidade! Será algum sinal? Hahaha! Comecei “uma”, descobri “outra”. Vivência única! Privilégio. Hari Om, Namastê, às divindades e a todos que me permitiram vivenciar esta minha experiência em paz! Auuu UUUU uuuu !!! Auuu UUUU uuuu !!! Auuu UUUU uuuu !!!

Parto... plena e feliz! Até um dia... Agora mais perto de casa. Liliane segue para mais uns dias em Delhi. Ana e eu voltamos ao ocidente em grande estilo: Paris. Vamos ficar na França por uns 10 dias. A família repinica chega dia 04. Oba! A saudade apertando... Até breve!


Diário França: 03 a 14 de Abril 2012 Chegamos bem e também “ressaqueadas”... depois de 11 horas e ½ de voo entre Katmandu e Paris e com 5 horas de espera em Delhi + a diferença de fuso horário de 3 horas 1/2 para trás. O fuso para trás é terrível e mais o emocional depois de tanto tempo pelas bandas de lá vivendo fortes emoções + a emoção de estar pegando o caminho de volta para casa, hora de rever, sentir, cheirar a família! Em Paris, gastamos mais de 01 hora e 1/2 entre Aeroporto e Hotel, um trajeto que normalmente se gasta 40 minutos. Um pequeno acidente de trânsito + a hora do rush e pronto: chá de assento! Grand Hotel Du Havre: excelente localização ao lado da estação de Saint Lazare, metrô e trem para toda França. Ótimo café da manhã, bons quartos e pessoal nada simpático, salvo raras exceções: www.havrehotel.com | 18,Rue d’ Amsterdam 75009 Paris / 01 42 85 7274


Chegamos ao hotel, loucas por um café, banho e cama! E para a nossa surpresa, ao entrarmos no hotel, o hiper antipático francês nos comunicou que só poderíamos nos hospedar depois das 13 horas! Eram 8 da manhã! Ana e eu insistimos, primeiro delicadamente, depois apelando, mas de nada adiantou! A gente não acreditou! Estávamos zonzas de cansaço! Deixamos as malas na recepção, cuspindo pelas ventas e como duas “zumbis” saímos andando pelas ruas, sem rumo, sem saco, sem vontade, exaustas e famintas. O Café no hotel enquanto você não é hóspede oficial é 20 euros/pessoa! O Filho da M!!! nem para nos oferecer um cafezinho! Ou qualquer tipo de gentileza! Lá fomos nós... “descobrir” Paris! Em passos de tartaruga e com a cabeça pesada, num dia lindo, de céu azul, meio friozinho e um pouco de vento que incomodava, Andamos, andamos... e de repente descobrimos o Paraíso: Chocoline: une petite patisserie quentinha, com coisitas deliciosas e um chocolate quente que nos aqueceu o corpo e a alma. Quiches, pães e queijos, expresso... Auuuu Uuuu uuu chegamos a Paris! A proprietária de lá entende português bem e fala um pouco. Ela é casada com um português de Portugal! Ali nos sentimos acolhidas, revigoramos nossas forças e acho que começamos a ganhar uns quilinhos! Endereço: 20, rue Vignon (região de Madaleine e do Hotel) 01 47 424152


Saímos daqui revitalizadas, “acordamos”! Agora sim chegamos! Animadas, saímos batendo perna pela bela Paris. Região do Hotel, Madeleine, Ópera, Vandome, Louvre, Palais Royal, por lá ficamos bestando nos seus belos jardins, Concórdia... Ana em êxtase! Sem saber para onde olhar! Paris é algo que surpreende e encanta...alias sempre! Já estive aqui 3 vezes e continuo admirada como se fosse a primeira vez! Andamos pra c!!!! E isto porque estávamos cansadas! Paris enfeitiça! Energiza! Mostrei para Ana muitos lugares que visitei com Papai, Marília e Tia Wanda, inclusive na região do Louvre e do Hotel Citadine, onde me hospedei com eles, bem em frente ao Palais Royal há um ano e meio atrás! O tempo voou. Revendo estes lugares parecia que tinha sido ontem! Num livraria aos arredores do Louvre, comprei meu diário da França! Lindinho! Já deu para notar que ele já foi inaugurado! Aqui Marília e eu compramos um belo calendário para Papai e Tia Wanda na nossa viagem da terceira Idade.


No caminho de volta para o hotel paramos no Paul, uma famosa boulangerie desde 1870! Existem muitas lojas e carrinhos do Paul espalhados pela cidade! Mais um, dos muiito locais de comes & bebes especiais de Paris, espalhados pelos cantos e encantos desta cidade! Ulalá!!! Fizemos um lanchinho Hummm! Iogurte de frutas vermelhas maravilhoso, muito fino, servido num lindo pote de cerâmica. Ana guardou o dela para dar de presente ao Paulinho, nosso irmão. Exaustas, mas de satisfeito cheio... por volta das 14 horas voltamos para o hotel. Tomamos um super banho, cama, mala e por volta das 20:30 perna no caminho...afinal estamos em Paris! À pé, uma boa caminhada, fomos jantar no Café Panis um bistrô, bem típico Parisiense, quase em frente a Notre Dame. Caminhamos, caminhamos, admirando Paris iluminada! Linda! O tempo começou a esfriar... O Panis é muito bom!. Ficamos lá dentro admirando as luzes de Notre Dame entre um bom vinho e ótima comida! Ana provou o famoso e tradicional Croque Madame: sanduiche tostado, de queijo (como ela é vegetariana , pediu para tirar o presunto) com ovo e salada. Eu preferi uma omelete de fromage com


champgions e folhas verdes, com um bom vinho da casa! Maravilhoso! Enquanto jantávamos, começou a chover forte, ventar e esfriou ainda mais! Cansadas e felizes, pelo dia, pelo bom jantar e pela expectativa de amanhã... “aquele abraço!” na família, pegamos o caminho de volta para a casa. Agora de taxi. Hora do sono dos justos! Nosso primeiro dia, apesar do começo bem cansativo, terminou muito bem! Merci! Namastê! Amém! Café Panis 21 Quai Montebello, 75005 Paris Neighborhoods: Notre Dame De Paris, 5ème

04/04/2012 Chegou o grande dia! Renato, Tanira e Amanda, finalmente, chegam! Que saudades! Já se vão quase 70 dias sem vê-los ao vivo e a cores! De sentir o cheiro, apertar! Eles chegam, no meio da tarde, por volta das 16 horas no aeroporto... até o hotel, hora de rush, eles devem chegar por aqui umas 17:30, se não houver nenhum atraso.


Enquanto eles não chegam... sugeri a Ana, “pregar” a bunda no ônibus do city tour para conhecer, ter uma noção da cidade, o que sempre é muito bom para primeira vez em qualquer lugar... dá uma boa sintonizada! E no nosso caso seria perfeito, também, para o nosso cansaço! Estava especialmente cansada fisicamente e com a cabeça totalmente oca, meio ressaqueada! E assim aconteceu... fizemos quase todas as linhas, só ficou faltando Momartre que é mais afastada. Estava na hora de voltar ao Hotel para o encontro com a família! O retorno foi um transtorno, trânsito pesado, não conseguíamos um taxi, fomos retornando a pé, na tentativa de um transporte, mas nada! Ônibus lotado, estação de metrô só com baldeação. O mais rápido eram pernas para que te quero... a mil/hora seguimos em frente! Decidimos parar no Paul para comprarmos um lanchinho especial para eles. Infelizmente chegamos atrasadas e muito. Lá estavam eles! E já há algum tempo. Renato no saguão meio chateado e bastante emocionado. Nos abraçamos! As meninas estavam no quarto descansando. Fiquei super chateada! Se por um lado o trânsito nos atrasou, por outro lado o voo foi pontualíssimo, imigração sem fila, taxi rápido e trânsito livre, apesar do horário! C’est la vie!


A alegria do encontro nos fez esquecer a decepção, nada saiu como planejamos! Nos curtimos, nos abraçamos, nos beijamos, entreguei presentes que comprei com muito carinho no caminho pelo oriente... e para finalizar, adoçamos a decepção com as delicias do Paul! Depois fomos descansar, um bom banho, um “soninho” todos exaustos, pela viagem e pelas emoções. Mais tarde saímos pela região do hotel procurando um lugar especial para jantar. Brindar o momento do reencontro familiar! Tim Tim!!! Jantamos bem, colocamos um pouco da conversa em dia e cama! Nossa, como é bom ter a “família reunida”! Foram tantas emoções que esqueci de anotar o nome do restaurante que descobrimos aos arredores do hotel! Mas sinceramente, este não é um problema em Paris, errar aqui pode até acontecer, mas é difícil!

05/04/2012 E com a família repinica...sai andando a pé pela região da Ópera, Vandome, Concórdia. Por caminhos diferentes que Ana e eu fizemos no nosso primeiro dia de tour forçado pela cidade. O tempo mudou. Hoje está ainda mais gelado que a noite de ontem e bem nublado! Paramos, no caminho, para um café, um lanche...esquentar o corpo a alma...aquecidos, decidimos visitar o Museu D’Orsay.


Lindo, está todo reformado! Quando estive com Papai & Cia, ele estava reformando. E mesmo assim, adoraram! Agora, eles iriam se encantar! Ficamos por ali curtindo as obras, a beleza, o astral desta antiga estação de trem que se tornou um charmoso museu! http://www.musee-orsay.fr/ Mais tarde Ana e Tanira resolveram fazer a linha de Momartre que faltava no city tour. Passei meu bilhete para Tanira. Amanda, Renato e eu voltamos para o hotel caminhando, passeando pelas belas ruas e parques de Paris... pena que estava friiiiooooo! Descansamos, tomamos um banho e fomos jantar, pela região do Hotel! Desta vez, nada de especial! Bem cansados Zzzzzzzzzzzzz Zzzzzzzzzzzzzzzzz Zzzzzzzzzzzzzzzzzz!

06/04/2012 Hoje o dia amanheceu mais agradável! Tomamos um belo café da manhã no hotel, sem pressa! Curtindo as delicias! De lá fomos a Gare De Lazare , bem em frente ao Hotel, para confirmar nossa reserva de aluguel de carro. A locadora é dentro do enorme complexo que é esta estação de Paris. Uma loucura! Tudo certo, daqui uns dias partimos para a região do Monte San Michel!


Na própria estação, pegamos um metro para o Museu de Rodin. Para mim, um dos locais mais agradáveis de Paris. Jardins maravilhosos, um delicioso café, casa linda, museu pequeno repleto de grandes obras de Rodin e Camile Claudeu. Todas as vezes me emociono! Para mim um dos pontos imperdíveis e charmosos de Paris! 79 Rue de Varenne 75007 Paris, França | http://www.musee-rodin.fr/ Depois de curtimos muito Rodin fomos caminhando na direção dos Jardins de Luxembrugo, outro lugar delicioso em Paris! Adoro ficar “bestando” por aqui! No caminho, na Rue du Bac , paramos para um delírio gastronômico , uma visita ao Bom Marchê um supermercado divino em Paris! Uma viagem! Ufa! Ainda bem que não estávamos com fome! Um perigo! Mesmo assim não resistimos à tentação e acabamos comprando alguma bobagem para beliscar pelo caminho... Visitamos o Jardim de Luxembrugo, pena que o lago, um dos locais mais agradáveis estava em reforma.Mas mesmo assim, um local muito especial! Por aqui ,ficamos um bom tempo, sentados, esparramados numas cadeiras, em frente ao lago.... bestando...Pela Europa sempre algo reformando!


Amanda não estava se sentindo muito bem! Enjoada e com ameaça de piriri. Então, resolvi voltar com ela para “casa” enquanto Ana, Renato e Tanira decidiram ir a Tour Eiffel! Pegamos um ônibus e fomos para o hotel. Tomamos um banho, Amanda descansou, dormiu, enquanto eu punha as fotos e o diário em dia. O tempo tornou a esfriar e muito! E a Tour Eifeel acabou virando Programa de “cocar”, estilo Índio, ou seria programa de camelo no deserto, estilo índia? A saga da turma foi pesada...tempo gelado! Sexta feira da paixão, feriadão, filas quilométricas e para completar elevador estragado! Apenas um funcionando. Como a Ana, nunca tinha ido... Tanira e Renato tiveram que aguentar a longa espera na agradável companhia de um vento gélido! A dúvida era mata ou não mata a Ana? Abandona a Ana ou não? Mas como turma é turma aguentaram firmes! Amanda acordou melhor e como cansamos de esperá-los, decidimos ir jantar no restaurante grudado no hotel. Um italiano, maravilhoso! E estes dias atrás, a gente nem o tinha percebido! O que nos levou até ele foi a nossa preguiça! Comemos super bem! Pena que no meio do jantar Amanda voltou a ficar enjoada! Também foi comer massa com bacon! Eu avisei! Mas... viva a teimosia!


Voltamos para a casa às 10:30 e até agora a turma do “Programa Camelo de Cocar Eiffel" ainda não chegou! Amanda esvaziou o corpo e a mente! Deu uma recaída! Depois vai melhorar! E por um bom tempo nada de massa com bacon! Amanda dormiu e mais tarde por volta das 11:30, a turma chegou gelada exaurida do Programa Cocar Eiffel. Mas pelo menos subiram! Antes do hotel passaram num restaurante, perto do hotel para comer. Tanira arrumou um fã, ardoroso! Zzzzzzzzzzzzz Zzzzzzzzzzzzz Zzzzzzzzzzzzz...

07/04/2012 O tempo continua frio e muito feio! Hoje foi dia Marais deci

“...Eu sou pobre pobre pobre de Marais marais deci!...” Praça dos Voges, exploramos este charmoso bairro parisiense à pé descobrindo seus cantinhos e encantos. O tempo não nos permitiu curtir o gramado da bela Praça dos Voges. Ficamos curtindo seu entorno, repleto de bons cafés, lindas lojas, música ao ar livre, galerias de arte, sebos... Aqui fica o museu de Victor Hugo, mas decidimos “pular”, o astral da rua estava tentador!


Depois de um bom tempo explorando a Praça saímos no sentido da Rue de Rosiers, “rue” agradável e famosa pelos seus deliciosos falafels, mas hoje tudo estava fechado é sábado, Shabat! Dia sagrado para os judeus! Fica para a próxima! Esquecemos deste fato! Bobeamos! Desta região saímos andando ali, entrando aqui, paramos num café. O tempo estava muito gelado! Estava na hora de aquecer! Por lá ficamos horas descansando as pernas, alimentando o corpo e a alma, jogando conversa fora! Descansados seguimos na direção da Maison de Thé Mariage Frère, a original. Um luxo, preservada desde de 1854. Aroma, belo visual, história... um local que ninguém pode deixar de conhecer. Existem outras pela cidade, mas a Maison do Marias é onde tudo começou... “Era uma vez...” Mariage Frères - Maison de Thé à Paris www.mariagefreres.com / 30 Rue du Bourg Tibourg 75004 Paris, França Estava lotada! Ana comprou um chás , curtimos a loja, dentro do possível, já que uma pequena multidão teve a mesma ideia! E de lá fomos seguindo à pé, no sentido de Notre Dame e Saint Chapelle. O frio estava maltratando! As igrejas já fechadas...


Tanira decidiu voltar para o Hotel. Ana, Renato, Amanda e eu fomos visitar a famosa livraria Shakespeare (fica quase em frente a Notre Dame). Foi uma delicia. O astral estava ótimo! No 2º andar uma jovem cantava lindamente, acompanhada por outro jovem ao piano. Por ali ficamos aquecidos pela musica, pelo ambiente. Lá fora a chuva caia... embalada por um forte vento que a fazia dançar! Parecia cena de filme...C’est Paris! Depois seguimos a pé pela região de Saint Germain, Saint Michel e Quartier Latin bairros que são considerados a alma de Paris! História, arte e cultura impregnados por todos os lados. Falando em história, levei a Ana para conhecer, pelo menos por fora ,o famoso “Le Procope” um dos restaurantes mais antigos de Paris, do século 18! Ali...desde 1686! Impressionante! www.procope.com// http://www.procope.com/lhistorique/ 13 rue de l'Ancienne Comédie - 75006 PARIS De lá seguimos para um café, para mais uma aquecida. O tempo estava castigando! E as pernas queixando.... Calibrados, seguimos para o hotel, de metrô...precisávamos arrumar as malas! Amanhã vamos colocar o pé na estrada Giverny, Monte Saint Michel, Saint Malo, Vale du Loire.


O tempo está desanimador! Vamos torcer os dedinhos! Exaustos fomos....Zzzzzzzzzzzzz Zzzzzzzzzzzzz Zzzzzzzzzzzzz

08/04/2012 Pegamos nosso carro...apanhamos um pouco dos "botões", o GPS não funcionou, tivemos que trocar! C'est la tecnologie! Alors, partimos para os Jardins de Monet: mais um sonho que vou realizar! Sonhando e realizando...realizando e sonhando... E sempre sonhando... C’est la vie! Pena que o dia hoje não está muito bom! Meio nublado, frio e com ameaça de chuva! Aliás, sempre que tentei ir ao Monet, a chuva impediu! Estou cruzando os dedinhos! Acho que vou apelar para as 34 mil divindades indianas e todas as outras...Saravá meu Pai! Tam ram ram ram....Auuuu Uuuuu uuuuu!! Chegamos, tempo feio mas sem chover! Que emoção! Que coisa linda! Estamos realmente entrando num quadro...Mágico! Arrepiei de emoção e confesso que também de frio! Site com todas as infos.


Gelados, paramos num café para a famosa aquecida e para compartilhar um Ovo de Páscoa que minha querida amiga Vânia enviou para Ana e eu, pelo Renato! Momento especial! Pena que o coelhinho não apareceu! Aqui nestes jardins ele existe! Hummmmmmm ovo de Inhá Benta da Kopenhague! Lambuzamos a cara, o nariz, dedão sujo no nariz do outro! Delicia! Páscoa, como Crianças, na Cia de Monet, do carinho especial de uma amiga e com a família repinica reunida! Me belisca! Na sacola do ovo a dedicatória! “Hare Hare, Nhame Nhame. Inhá Benta Esta entidade ajuda a aterrissar, aterrar Sem efeitos colaterais! Saboreiem! Bem-vindas ao Mundo Ocidental! Estamos torcendo para que o choque não seja traumático... Pelo menos aqui vivem os amigos. Até breve, Vânia ”

Quem tem amiga, tem tudo! Viva o carinho! Como é bom!


02/04/2012 Apesar dos jardins não estarem no auge da sua floração eles são uma “pintura”, onde cada detalhe foi planejado de maneira muito especial, simples, de extremo bom gosto e ao mesmo tempo sofisticado mas sem perder o lado bucólico! “Lar doce lar!”. E pelos jardins ficamos curtindo, descobrindo ângulos de quadros que Monet criou e outros que “ pintamos”, ali na hora! O tempo até que colaborou, apesar de frio e nublado. Foi terminando a nossa longa visita quando a chuva gelada e fria começou a cair... e olha que ainda, deu tempo de conhecer , dar uma volta pelo vilarejo de Giverny! Que é uma graça! Parece de mentira! De Giverny partimos com muita chuva para a região de Mont Saint Michel. Viagem linda apesar do mal tempo. Passamos por Saint Michel, lá no fundo podíamos apreciá-lo:visão impressionante, meio assombrada! Resolvemos dormir em Saint Malo, cidade histórica, à beira mar , a parte antiga fica dentro de uma muralha. Um charme! Aqui merecia um sol! O mar estava verde, mesmo com o tempo tão cinza! Chegamos cansados, chuva fininha... começamos procurando um lugar para ficar, dentro da muralha.


Depois de algumas tentativas, indicações do nosso roteiro, ou muito caro ou lotado, saímos procurando e acabamos por optar pelo aconchegante Hotel Ajoncs D’Or, ótima descoberta! Pena que ficamos por aqui apenas uma noite. Uma graça, café da manhã delicioso. Ares românticos. Aliás Saint Malot é para ficar e curtir... Mesmo sem sol é linda, imagina com! Nos instalamos e fomos jantar num restaurante que fica na Pracinha próxima ao Hotel. É... hoje o tempo não está ajudando, já o Santo... Jantamos divinamente bem! O cansaço era tanto que esqueci de pegar o cartão! Este valia à pena ter guardado o endereço! Brindamos tim tim e cama!

09/04/2012 Chove chuva.... chuva chove! Torrencial! Muito vento e friiiiooooo!!!!! Bom para ficar em casa! Saint Malo merece maiô, sol quente, calor, brisa... De guarda chuva, capa e “galocha” demos uma volta pelos muros da cidade, curtindo o magnífico visual da praia, do mar que insistia em se manter verde, forte e lindo, no meio de todo aquele cinza! Imagina esta cidade num dia de sol! Para dentro do muro uma cidade histórica, super charmosa e preservada! Um encanto!


Nossa intenção era passar o dia por aqui e mais tarde seguir para o Mont Saint Michel onde íamos dormir e no dia seguinte visitá-lo. Mas o tempo ruim nos fez mudar os planos! Curtimos Saint Malo sem maiô e resolvemos partir...com gostinho de “quero +”. Partimos para Saint Michel, sem pressa, escolhemos uns caminhos alternativos, estradinhas secundárias. Curtindo a natureza, apesar do mal tempo. Saint Michel, lindo, mas o paraíso dos Turistóides! Mesmo, num dia tão frio e chuvoso, estava lotado. Gente se esbarrando pelas estreitas ruelas, lojas e restaurantes lotados! “Algo” me lembrou a Índia. Esta loucura quebrou a magia que o visual de Saint Michel bem ao longe, entre nuvens, nos proporcionou ontem. Mas como vida de turista não é mole...Encaramos as ladeiras e fomos explorar este local histórico, que fica à “mercê” da sua maré. Conhecemos um Mont Saint Michel misterioso, cercado de névoa e cinza com a chuva gelada e o vento frio tirando um pouco do prazer do passeio. Aqui, é outro lugar, que merece um lindo dia de sol.


Aos poucos fomos acostumando, com o tempo, incorporando a “decepção” e fomos descobrindo Saint Michel! Realmente, belo e mágico, se você esquecer o esquema turistão ao redor. Se abstrair e “enxergar” a essência do lugar e sua bela e única paisagem! Se um dia voltar... ficaria em Saint Malo e viria passear por aqui, de preferência num dia com menos turista, “menas” gente!!! Ra ra ra!!! Se é que isto é possível! Gelados!!!! Partimos... resolvemos dormir na região do Vale du Loire. No meio do caminho... percebemos que a gasolina estava no limite . Esquecemos de ver este detalhe em Saint Michel. As estradinhas que optamos passar não tinham muitas opções de posto. E quando tinha, estavam fechados! Era feriado! Começamos a ficar aflitos. Nada de posto. O GPS não previa nenhum por perto! Com muita fé, chegamos num que estava aberto. O tanque estava muiiiiiito vazio . Ufa! Era a solução dos nossos problemas! Será? Ao abastecer, a tecnologia nos confundiu...por aqui você mesmo abastece, tudo com máquina. Ao chegar uma pessoa, resolvemos tirar nossas dúvidas sobre como operar com o cartão de crédito e qual bomba escolher pois havia mais opções: Essence/gazole/plumb. Por um lado foi bom, já por outro...


A figura nos esclareceu sobre o cartão de crédito, mas quanto o tipo de combustível...quando perguntei “Essence?” cor verde (gasolina em francês) ele respondeu : “Gazole” Olhei a bomba: gazole cor azul. Ai pensei será que estou fazendo confusão? Gasolina é gazole? Tornei a perguntar essence? Ele respondeu gazole! Não tive dúvida! Gazole! Gasolina! Ana minha irmã ainda questionou “nenhuma dúvida?” Bem segura, respondi Não e mandei ver...enchemos o carro de gazole! Ao sairmos do Posto... o carro começou a falhar...e pifou! Não acreditamos! Ao redor ninguém para ajudar! Lá fora aquela chuva e frio. Ficamos quebrando a cabeça. O que será que houve? Várias tentativas e o carro nada! Depois de um tempo parou uma pessoa para abastecer, resolvi pedir ajuda, expliquei o acontecido. Ai ele falou: “Você colocou diesel invés de essence”. Fiquei branca! Gazole era diesel e “essence”, como pensava, sempre foi gasolina. Porque a besta falou de gazole! Ele também me explicou que no tanque dos carros sempre vem um selo identificando o nome do combustível e a cor correspondente, pois é comum este tipo de erro!


Corri até o tanque e lá estava ele, o selo lindo e majestoso para qualquer cego ver! Me senti uma besta! Era só ter tido mais segurança e calma que ao abrir o tanque, teria visto a “dica”! Inhom inhom!!!! Com este fora, só restava ligar para a AVIS nossa locadora, avisar sobre o acontecido e pedir Secours! Secours! Secours! Que mico! Estávamos no meio do nada, numa cidadezinha, vila , totalmente deserta no feriado. O Socorro iria vir da cidade mais próxima, mas ia demorar. E demorou 2 horas e meia. Neste tempo tivemos que ficar dentro do carro, pois o tempo lá fora era de muita chuva, vento e nenhum abrigo. Por ali ficamos dentro do carro... com a turma me gozando! “Essence, Gazole? Gazole! O cara confirmou...blá blá blá”. Estava super sem graça! No final rimos para não chorar. Afinal apesar dos pesares, o socorro estava garantido!

La leçon: Vivendo e aprendendo... No “estrangeiro” o que parece não é! Para coisas essenciais... “Essence? Gazole?” Atenção! Olho no selo do tanque que além do nome do combustível tem, também, a cor para ajudar a identificação, para os mais desavisados, distraídos ou muito confiantes! Que a lição sirva para outras situações! “Abaixo a gazole e viva a essence!”.


Finalmente, o Reboque chegou. O Cara super gentil. Gente fina. O Carro com Ana, Amanda e Tanira foi no reboque... Renato e eu na cabine do caminhão, com o nosso herói. Pelo caminho, nosso herói ainda prestou um help antes de nos levar para o seu Escritório, garage da empresa de reboque. “Assitance Dépannage 24 h”. Enquanto se aguardava a posição do seguro do melhor a se fazer... por lá rolou café, chocolate, biscoito, toilet, cadeiras confortáveis e ambiente bem quentinho. Lá fora estava gelado! Até se decidir o que ia ser feito, foram mais duas horas de espera, fora a quase 01 hora para chegarmos do Posto até a garage. Estávamos exaustos... este tipo de desgaste cansa! Como bons brasileiros, estávamos apreensivos com o desenrolar da situação, da “catimbação”, mas nos esquecemos que estávamos no 1º mundo...aqui as coisas acontecem e sempre com muito respeito pelo cliente. A AVIS, nossa locadora foi 100% e o melhor? Atendimento em Português! Arrasou!


Conversamos por telefone sobre a situação, os planos que tínhamos para o dia, se tudo tivesse corrido nos conformes... Então, a AVIS nos deu 02 opções uma era de dormir na cidade que estávamos, Laval e no dia seguinte resolveríamos a troca por outro carro, na cidade maior mais próxima, em Laval não tinha AVIS, eles teriam que buscar na cidade mais próxima onde tem agência. O carro chegaria por volta de 13 horas. Todas as despesas correriam por conta deles. A segunda opção, seria seguir para o nosso destino no Vale do Loire para a cidade de Tours, que era a cidade maior, bem próxima na região onde pretendíamos dormir antes da “essence gazole”. A AVIS cobriria um taxi especial, faria a reserva no hotel IBIS, com as despesas de hotel por nossa conta, já que seria o nosso destino planejado... Quanto ao taxi teríamos que pagar uma taxa extra de 150 euros, pois a cidade de Tours fica a mais de 300 km de Laval e a AVIS só cobre taxis até esta distância, quando o cliente tem uma cidade para dormir, como era o nosso caso... A estrada era muito boa e no máximo em 3 horas estaríamos lá. Em Tours, ela cobriria o taxi até a agência para pegarmos o novo carro. Pensamos bem, e optamos pela 2ª proposta, ela era justa e mais adequada aos nossos interesses turísticos: recuperar o nosso tempo perdido. Afinal, Tempo turistão, vale ouro...mesmo com chuva!


Depois de tudo combinado ainda tivemos que esperar o taxi por mais 01 hora, ele estava socorrendo alguém e assim que terminasse ele nos levaria a Tours...Tudo bem, estávamos sendo super bem tratados. Chegamos a Tours de madrugada. A chofer era uma mulher muito bacana que dirigia super bem, apesar de bem corredora, mas confiante e a estrada era ótima! O que faz a diferença. No Brasil, esta situação não seria possível em grande parte das nossas rodovias, salvo algumas exceções. A viagem foi muito mais agradável do que imaginávamos. A turma dormiu bem no caminho, ao som da boa musica e da chuvinha que caia lá fora, o carro era grande e super confortável. Eu fui na frente conversando com ela no meu “bom francês”. Ela falava um pouco de inglês! Mas no final, nos comunicamos bem! E puxei bastante papo, pois estava preocupada dela dormir. A nossa chofer nos largou no IBIS e imediatamente pegou o caminho de volta para Leval.... ela está acostumada com o batidão! Finalmente banho e cama. Não acreditávamos! Apesar dos pesares tudo deu certo! Felizes, fomos curtir o sono dos justos e sonhar... com Essence? Gazole! Gazole! Eessence?... com Essence? Gazole! Gazole! Essence?... com Essence? Gazole! Gazole! Essence?......


10/04/2012 Dormimos maravilhosamente bem! Tomamos um bom café da manhã e às 10:30 o carro já estava nas nossas mãos...e lá fomos nós de volta a rotina turistona... com céu azul! O universo conspirando a nosso favor! Partimos cheios de energia. Se tudo tivesse rolado nos conformes a ideia era dormir num pequeno vilarejo num Chambres (o Bad & breakfast francês) mais aconchegante e charmoso. Escolher uma vila perto de um dos castelos... bem romântico. Mas a “gazole...tirou a essence” do programa! Fomos conhecer Tours que é uma cidade super simpática, apesar de grande para os padrões europeus. Demos uma volta de carro, prédios baixos, avenidas largas, muito verde, rio limpo... bicicletas... bem civilizada, parece um bom local para se viver. De lá, fomos no sentido do famoso Vale du Loires. Nossa primeira parada foi no famoso Chateau de Chenonceau... no caminho o tempo começou a virar, meio instável, sol, chuva, frio calor, vento, mas bem melhor que os outros dias. Nossa ideia era alugar bicicleta e passear pelos parques, matas e jardins deste romântico castelo, às margens de um belo rio, e por lá fazer um pic-nic, como o B havia nos recomendado. Mas, fomos chegando ao Castelo, descendo do carro, uma chuvinha bem fina começou... de repente tivemos que correr para dentro do castelo fugindo de uma forte e fria chuva de vento.


Ficamos lá de dentro curtindo os belos aposentos e pelas janelas apreciando a chuva que caía na bela paisagem. Que pena! Aqui com um dia de sol... mas mesmo com o tempo não colaborando em nada, o passeio foi agradável. O chuva deu uma trégua, aí podemos dar uma volta curta pelos jardins e matas mais próximos da entrada principal do castelo. De lá seguimos para o Chateau du Loire, entre estradinhas românticas. Oba, de repente... o céu abriu, azul... A paisagem se tornou ainda mais bela, uma luz linda tomou conta de tudo, ressaltando as cores fortes da natureza. Um cheiro de terra molhada exalava. Mas a alegria durou pouco... ao chegarmos, não é que a nuvem “família Adams” entrou em ação. Um forte vento e chuva fria caíram forte! Desta vez não deu para descer do carro... aliás descemos, como bons turistas, mas no caminho desistimos... tinha que andar muito a pé e a chuva e o vento estavam fortes e gelados. Decepcionados, pois este castelo é lindo, num alto de uma colina com vista para um rio, decidimos seguir em frente... dormir em Blois, uma cidade maior que aparecia muito simpática. Chegamos por lá e depois de muito rodar atrás de hotel...tudo lotado ou muito caro acabamos optando pelo IBIS que além de uma ótima localização, o custo benefício era muito bom! O IBIS aqui é surpreendente.


Muito confortável, fica num lindo prédio antigo com quartos espaçosos. Geralmente o padrão IBIS moderno os espaços são bem apertadinhos! Atendimento de primeira com pessoal super simpático. Por indicação do Pessoal do IBIS fomos jantar no Poivre et Sel ambiente muito agradável e comida maravilhosa, bom vinho. Tim tim!!! 9, Rue Chant des Oiseaux 41000 Blois 02 54 78 0778 / http://www.poivreetsel.fr/ No hotel conhecemos um casal de brasileiros muito simpáticos. Ele ia correr a Maratona de Paris daqui uns dias. Eles são paulistas e estavam fazendo a mesma rota nossa, mas inversamente. Amanhã partem para o Mont Saint Michel. Demos algumas dicas para eles tentarem fugir do turistão. Sugerimos que eles dormissem em Saint Mailo. Amanhã pegamos o caminho de volta para Paris...


19/04 /2012 Só hoje, depois de 5 dias que cheguei ao Brasil consegui retomar o diário. No final da viagem estava muito, muito cansada. Mexida por diferentes questões. Foi muito tempo fora da rotina vivendo fortes emoções! O corpo aterrissou... já a alma ainda divagando... Como sempre que viajo, mas desta vez, de uma maneira especialmente forte, mexida! Cheguei no primeiro dia parecendo que tinha ido ali e voltado... com muito pique...depois a cabeça foi ficando oca, entrando num ritmo lento o corpo exausto! A alma desnorteada meio perdida, entre tantos mundos.... tão diferentes e tão iguais! “Alguma coisa está fora da ordem, fora da ordem mundial...ou seria o inverso?” O tempo vai mostrar as mudanças, as novidades... Então voltando... (Fora de Ordem – Caetano Veloso)


De Blois para Chambord Ufa! Depois de uma noite de chuva o tempo amanheceu bem melhor! Em Chambord ficamos curtindo, admirando este grandioso e imponente castelo com seus lindos jardins, lagos, matas...Auuuu UUUU uuu! Passamos por lá um bom tempo, sem pressa curtindo ao ar livre o bom tempo e o visual. Dentro do seu parque, com vista para o belo castelo, existe um simpático hotel, super acolhedor e com preço padrão. Se soubéssemos, podíamos ter dormido aqui ontem. Apesar de que ter conhecido Blois foi muito bom! A chuva de ontem atrapalhou nossas “buscas” mais cuidadosas. Chambord era mais para frente no nosso caminho...

De Chambord seguimos para Cheverny... Por lindas estradinhas, super bucólicas, verdes, coloridas,com “petits” vilarejos e fazendas, aqui e acolá. E céu azul Auuu UUUU uuuu! Cheverny é bem mais modesto que Chambord, mas bem mais acolhedor. Com mais cara de uma grande Maison do que de um castelo. Os jardins são espetaculares, imensos... conhecemos uma pequena parte.


Uma viagem no tempo... um paraíso com direito a laguinho cisne, árvores choronas, pequenos animais, gramado verde...daquele estilo ...Onde está o Príncipe? Era uma vez... Por aqui, decidimos conhecer o interior do castelo, que pertence a uma família nobre francesa, que mora numa ala que não é aberta ao público. A ala aberta a visitação é um museu que conta a história deste lindo lugar. Que privilégio... para poucos! Na minha opinião deve ser “boring” viver, morar, perdido entre tantos objetos, terras, obrigações, etiquetas, fru-frus, nhem nhem nhems, blá blá blás... Bom mesmo é poder conhecer, desfrutar destes lugares por um tempo e sair fora! Viva a liberdade! A simplicidade! Ao voltarmos para o carro, o tempo já havia mudando e entre sol e chuva, chuva e sol casamento da viúva ou do espanhol...decidimos seguir para Chartres, famosa pela sua magnífica catedral gótica e por ser uma cidade muito simpática, bem próxima de Paris. A catedral é bela, sem dúvida, mas já vi mais belas. Ela é mais impressionante por fora do que por dentro. A nossa ideia era ficar até mais tarde por Chatres, conhecer um pouco da cidade, jantar, tomar um vinho e mais à noite retonar para Paris. Mas, o tempo estava totalmente bipolar e de repente...resolveu ficar mal humorado...além da chuva fina e fria, vento gelado e a temperatura mudou radical.


Chegamos a pensar em entrar num restaurante, tomar um vinho, esquentar, mas ninguém estava com apetite e todos muito, muito cansados...A melhor opção era voltar para Paris mais cedo e jantar ao lado do nosso hotel. Naquele restaurante, que Amanda e eu comemos maravilhosamente, enquanto o resto da turma sofria na Tour Eiffel. Depois de um bom banho...Tim Tim Viva a boa mesa! Nosso tour, apesar do mal tempo que atrapalhou um pouco, foi delicioso! Com sol, seria ainda mais delicioso! C’est la vie! Viajar é sempre bom!

Gran Hôtel Du Calvados (Hotel e restaurante) 20, rue Amsterdam – 75009 Paris /tel 01 48 743931 www.hotelcalvados.com Paris, no retorno...Como escrevi no Brasil, esqueci a ordem... Fomos visitar Saint Chapelle, para Ana conhecer. Que lugar sagrado! Os vitrais são algo impressionante. A reforma continua, mas pelo menos desta vez, o altar já está liberado.


Quando estive aqui com Papai em 2010 o altar estava todo coberto. A reforma quebra o clima, devido ao barulho, aos tapumes, mas mesmo assim Saint Chapelle impressiona! Ana que nunca tinha estado lá apesar dos pesares, como meu Pai, se encantou. Realmente é algo único. Para mim, a mais bela que conheço, fortemente colorida, pequenina e aconchegante. Pelos vitrais a luz dá um toque mágico! Sentar em um dos seus bancos e curtir a beleza, os detalhes de cada vitral que a cobre do teto ao chão é uma viagem... assistir a um concerto por lá é outra! Acústica excelente. É de arrepiar. Vi duas vezes e me emocionei em todas elas! Pena que desta vez, acabamos não tendo tempo para curtir Saint Chapelle ao som de uma bela música clássica! Curtimos... o Instituto do Mundo Árabe, este majestoso prédio que guarda um pouco da maravilhosa cultura árabe e que possui uma arquitetura muito bacana. O prédio possui 1600 placas metálicas de alta tecnologia que filtram a luz que entra no prédio. E para completar no seu topo um belo terraço onde você tem uma vista privilegiada de Paris.


Curtimos o terraço, a bela vista e a ideia inicial era tomar um café por lá...mas o restaurante era muito cheio de frescura. Preferimos o café do 1º andar. Sem vista, mas delicioso! Doces árabes/turcos maravilhosos! + Momartre, Arco do Triunfo, Champs-Elysees, Pantheon, + Chocoline, + Loja de velas que nunca tinha conseguido ir e que a Ana havia me dado a dica. Loja super antiga. Bela mas nada tão especial. Fica quase ao lado do Gerard Mulot na loja de Saint Germain, uma ótima dica de uma amiga. Aqui a proposta é comer em pé ou comprar delicias como a quiche e o doce com chocolate e laranja. Fizemos nossa matula e fomos fazer um pic-nic na Praça de uma igreja que tem lá por perto. De escrever, me deu água na boca! Tentação! Um bom passeio que fizemos foi tomar um sorvete Bartillion na Ilé de Saint Louis...antes saindo do Marais...na esquina quase com a Pont de Saint Louis ,visitamos uma loja especialista em papel, dobradura e picote (bordados à laser!) Com replicas dos principais pontos turísticos de Paris com uma criatividade impressionante e o melhor ....ótimos preços. A loja fica depois da Ponte.

Les Exprimeurs 04, rue du Pont Louis Philipe


Visitamos o Patheon, onde fica o pendulo de Foucault. Prédio maravilhoso próximo ao jardim de Luxemburg. Mais boas descobertas, muitos cantinhos que são verdadeiros mimos, boas surpresas...bons momentos! Paris é Paris! Terminamos na rue Moufettard, curtindo esta interessante rua parisiense, quando a chuva permitia. Por lá aconteceu nosso jantar de despedida, Tim Tim!!! Num delicioso, pequetito e super romântico Bistrot, comendo fondue, acompanhado de um bom vinho! Em grande estilo! Tim Tim!

Le Vieux Bistrot 54, Rue Mouffetard 75005 Paris http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g187147-d2554906-Reviews-Le_Vieux_BistrotParis_Ile_de_France.html


Para você fazer as suas anotações...


Amanhã, estamos de volta para casa! Que loucura! Quase 3 meses numa outra dimensão! Aos “Deuses”, sejam Eles quais forem... Namastê ! Dhanyabad! Merci! Obrigada por este privilégio!

A Índia ficou tatuada!

Ana e Cláudia - Índia 2012  

Diário de bordo de uma viagem de três meses!

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