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Na essência da batida ou no swing da nota musical? TECNOTÊXTIL

Uma área explorando a outra

Tecnologia no futebol: projetando atletas para o futuro

O apito morreu de velho

O livro está sobre o desktop 1

Foto: R.Vieira/Bielle


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Comunicação 4. As redes sociais como ferramenta de aproximação 6. Publicidade em Off? Agricultura 8. Era uma vez enxadas e arados 10. Ordenha Mecânica Saúde 14. Tecnologia em cidades pequenas 16. Ouvir é uma questão de qualidade de vida 18. Ciência e tecnologia tornando possível viver com dignidade Arte e Cultura 20. Na essência da batida ou no swing da nota musical? Esporte 22. Tecnotêxtil: Uma área explorando a outra 24. Tecnologia no Esporte: Projetando atletas para o futuro 26. O apito morreu de velho Educação 30. Gira Mundo: Educar é Ação 32. O livro está sobre o desktop

TIRAMOS O GESSO Durante quatro períodos, ouvimos incansavelmente os conceitos em torno de objetividade, imparcialidade, pirâmide invertida. Tudo em favor da construção da informação para, no tempo certo, aprendermos a desconstruí-la. E o tempo certo chegou com o Jornalismo de Revista. A partir de agora, fica permitido escrever sem a pressa do hardnews, apurar sem cair no lugar comum das fontes oficiais e escrever sem o desespero que as limitações do lead causam em quem sempre acha que há algo mais por dizer. Deixar nossa identidade aparecer no texto não é mais pecado, nem teremos que ler duas vezes Ilusões Perdidas como penitência por fazer um jornalismo sem pressa, que esmiúça o fato. Com a Tecno Verbo, ultrapassamos o limite de informar para aprender a esclarecer, contextualizar, investigar e expor de forma que nossa subjetividade não se camufle, mas valorize o texto e quem o escreve. Ficamos exibidos e descobrimos o prazer de contar histórias pra quem realmente quer ouvi-las. Sabemos com quem estamos falando - e gostamos disso. Boa leitura!

35. Da “alegoria” ao Touch Screen

Expediente: Revista Tecno Verbo desenvolvida para a disciplina de Jornalismo de Revista. Produção: 5º Período de Jornalismo da Faculdade Assis Gurgacz Diagramação: Cláudia Neis Colaboração: Jéssica Tavares Supervisão: Professora Mestre Ana Cláudia Valério

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Comunicação As redes sociais como ferramenta de aproximação Pessoas podem se comunicar entre si em qualquer lugar do mundo com muita facilidade e praticidade Por Rodrigo Jung Nas nossas vidas passamos por vários lugares, e nesses lugares conhecemos várias pessoas, alguns se tornam nossos amigos e outros nem tanto. Essa passagem por lugares pode ser apenas por visita ou até por ter que mudar de endereço, seja por estudo, trabalho, ou mesmo por opção. Deixamos muitas amizades nos mais variados locais, deixamos até familiares. Mas o que fica é a saudade, saudade das coisas que gostávamos, das pessoas as quais a gente se relacionava, saudade até dos amores deixados pra trás muitas vezes. Esse sentimento é comum. A distância faz com que isso aconteça, e nem sempre é possível visitar com frequência, e mesmo que as visitas aconteçam, um dia a saudade chega novamente. Mas o que fazer para diminuir essa sensação, esse sentimento de saudade? Há pouco tempo se mandavam cartas, lembro-me que minha mãe ficava muito feliz ao receber a carta de uma irmã, ou mesmo de minha avó e chamava a família toda para ler essa carta. Era um momento interessante, hoje não se vê mais cartas sendo enviadas, as correspondências são em relação a documentações, pacotes, entre

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outras coisas. Mas uma carta para saber como estão, o que andam fazendo, como está o trabalho, os estudos, se casou ou tem filhos... isso não se vê mais por aí. A internet é um pouco “culpada” disso. Era bonita a situação das cartas, mas ao mesmo tempo era demorado e não muito prático. Hoje com a utilização da internet e as mídias e redes sociais as coisas foram facilitadas. Há pouco tempo também, as pessoas se comunicavam apenas por telefone fixo, e nem falavam muito tempo, pois era muito cara uma ligação. Não existiam os planos disponíveis hoje. Com as novas tecnologias, em qualquer lugar podemos nos comunicar com quem quisermos, ficou muito mais fácil e prático se comunicar, além de mais econômico, em alguns casos. Surgem muitos questionamentos. Um deles é se essas novas ferramentas citadas, novas tecnologias e facilidades da internet aproximam ou distanciam as pessoas? Em alguns casos ela pode aproximar, mas e quando nos deparamos com pessoas trabalhando no mesmo espaço físico e se comunicando através de mensagens de celular, bate-papo no facebook ou mesmo

pelo Messenger? Essa situação não é difícil de ver por aí, será que toda essa facilidade não prejudica a relação interpessoal? São muitos os questionamentos que surgem ao se falar sobre o assunto, inclusive com opiniões distintas entre as pessoas. Há os que acham que aproxima, há os que acham que distancia, outros que não conseguem diferenciar. Na área de comunicação é necessário se utilizar dessas ferramentas. Mesmo que alguns profissionais não gostem da prática. O Supervisor de Diagramação do Jornal O Paraná, de Cascavel, Wilson Roberto Trento, Beto como é chamado, com seus 34 anos, acha que o uso de redes sociais é uma perda de tempo. Segundo ele, as pessoas permanecem muito tempo em frente a um computador, ou mesmo em outros lugares, usando as mídias sociais. “Vejo muitas pessoas que ficam o dia todo postando e compartilhando besteiras”, reclama o Supervisor. Apesar de achar uma perda de tempo, ele acredita que em caso de amizades, as mídias sociais podem sim aproximar as pessoas. Edvaldo Vergasta, por exemplo, tem seus familiares morando no Brasil, viveu muito tempo no País, passou


stornos para si e para os familiares. Nem sempre o material acessado na rede é de qualidade. Ainda é uma ferramenta que tem pouco controle. No trabalho mesmo, os funcionários deixam de cumprir com suas tarefas para ficar batendo papo, ou acessando coisas que não estão relacionadas ao trabalho. A maioria das vezes é isso que acontece. O Supervisor de diagramação, Beto, conta que usa as redes sociais no seu trabalho. Mas acredita que neste ambiente o uso precisa ser controlado, pois muitas pessoas prejudicam o seu desempenho porque estão conectados. “As redes atrapalham no trabalho, as pessoas perdem muito tempo”, lamenta. O Supervisor faz o uso do Msn e do Facebook no trabalho e também nos finais de semana. Garante ainda, que é possível fazer amizades pela internet. “Fiz algumas amizades na rede, mas procuro adicionar somente amigos e contatos de trabalho”, pontua. Segundo ele, é uma ferramenta importante, mas o uso precisa ser ponderado. Fala ainda que as pessoas precisam tomar consciência do uso correto das redes, bem como tomar cuidado com o que publicam. Como em caso de amizades, as redes sociais podem ser consideradas boas em alguns sentidos, no caso

Comunicação

por vários lugares e fez muitas amizades por onde passou, inclusive na Colômbia, onde estudou e trabalhou e em Roma, quando estudava. Agora ele trabalha e estuda em Lisboa, Portugal. Para falar com os amigos, Edvaldo não tem muitas alternativas a não ser a internet e o telefone, no caso o celular. “Uso bastante o Messenger, as vezes até consigo matar a saudade através da Web Cam, e também uso o Orkut”, afirma. Para alguns, falar em Orkut nos dias de hoje parece estranho, mas muitos ainda usam pelo mundo. “Ainda não criei um Facebook porque não tenho tempo para administrar mais uma rede social, e a maioria dos meus amigos tenho adicionado no Orkut”, garante Edvaldo. Ele é formado em Filosofia, Teologia, Sociologia, esteve no Seminário por muito tempo no Brasil. Seu maior sonho era se tornar Padre. No Brasil isso não foi possível. Partiu para estudar na Europa e dias atrás foi ordenado diácono. A ordenação foi transmitida pela internet. Um dia antes ele ligou para várias pessoas no Brasil que puderam acompanhar, com muita emoção, essa conquista do amigo, a ordenação, graças a esse recurso. Infelizmente ainda se acompanha em noticiários que jovens, na sua maioria adolescentes, marcam encontros pela internet, trazendo tran-

de relacionamentos podem ter efeito contrário para Beto. “Já vi muitos casais se separarem por causa disso”, exclama o diagramador. E finaliza falando que não é contra a internet, “Sou totalmente a favor da internet! Sou contra algumas coisas que tem nela”, garante. As pessoas tendem a se relacionar, seja pela internet ou pessoalmente. É uma necessidade estar num grupo, porém viver em sociedade não é fácil, opiniões divergem, conflitos acontecem e, muitas vezes, fica mais cômodo com o uso da internet. O uso racional dessa ferramenta não traz prejuízos, mas em excesso, ou de forma não ponderada, pode trazer problemas. Muitas pessoas não sabem conviver em sociedade, não sabem lidar com as diferenças, por causa da internet. Aí resolvem formar grupos nas redes sociais, onde somente pessoas com o mesmo tipo de pensamento possam compartilhar informações. Até relacionamentos virtuais são vistos hoje em dia, perdeu-se o contato com as pessoas, as relações de amizade, do aperto de mão, do abraço, do olhar, do beijo. Tudo ficou muito mecânico. Se for levado ao pé da letra, pode trazer problemas pessoais e de relacionamento. A questão é saber usar esses meios com equilíbrio e responsabilidade.

Interatividade tecnológica. Imagem: reprodução.

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Comunicação

Publicidade em Off?

Já se passou a época em que a publicidade na internet era algum tipo de novidade. Se antigamente as empresas a ignoravam como um meio de gerar lucro, a realidade agora é outra. A versatilidade e a mobilidade tem chamado mais atenção para esse meio, sendo assim onde a publicidade mais cresce. Uma das vantagens é o fato de se possuir foco em um público com grande potencial de compra, aumentando a visibilidade da marca como explica o publicitário Mark Reginatto: “pelo publico ser mais segmentado é mais fácil atingir a quem se quer. Ao contrário da TV, por exemplo, onde a propaganda aparece para todo mundo ver, mas é mais difícil atingir o público alvo”. Segundo estudo da trendwatching. com (agência britânica de pesquisa de tendências) esses consumidores procuram através de contatos das redes sociais as fontes para conhecer sites de e-commerce. E são nessas redes onde o conteúdo se viraliza, garantindo assim o sucesso de uma marca ou produto. Como comenta Mark, ninguém gosta de propaganda, tem que ser criativo para chamar a atenção. Um viral, por exemplo, como aquele clipe de “Eduardo e Mônica” da Vivo, que fez muito sucesso. Esse tipo de publicidade só é possível na internet”. O Brasil com cerca de 74 milhões de internautas é o 7º maior pais em

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Por Maína Gubert

comércio virtual. O E-commerce tem crescido muito. Há varias lojas sem espaço físico, apenas um site e um galpão onde se guarda os produtos que serão enviados ao cliente. Segundo relatório da ‘2012 Brazil digital Future in Focus’ da comScore, cerca de 62,9 bilhões de anúncios online foram veiculados no país ano passado, alcançando assim 50,8 milhões de usuários na internet. A líder nesse tipo de mercado foi a Netshoes (loja virtual de venda de artigos esportivos) seguida pela Vivo. A Netshoes, por exemplo, adotou um sistema de personalização de dados para recomendação dos produtos para quem é cliente da loja “Comprar em lojas virtuais é muito mais cômodo. Sem sair de casa a pessoa pode ir direto ao produto que quer, sem precisar ver

tantos outros que não o interessam” explica o publicitário. Agências de publicidade e Marketing estão fazendo ainda mais investimentos na área. Os consumidores estão voltando sua atenção para essa nova forma de compras, impulsionados pelos sites de busca, vídeos e redes sociais. Para isso uma empresa precisa saber explorar as tendências desse “novo meio de consumo”. Mas ainda existem empresas receosas em investir pesado nesse novo meio. Apenas 5% do investimento publicitário do país vão para web, “é um erro os publicitários não incentivarem as empresas a investirem em publicidade online. Não tem como fugir dela, daqui um tempo tudo estará na internet”, finaliza o publicitário Mark Reginatto.

Mark Reginatto em seu local de trabalho. Imagem: Lucas Moreira


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Agricultura

ERA UMA VEZ ENXADAS E ARADOS Por Diesika Bastos

Vivemos em uma era cheia de tecnologias e é impossível viver sem usar algum aparelho tecnológico. Isso está presente em todos os setores da sociedade, e é bem visível quando falamos em agricultura. O quanto mudou a forma e manejo das propriedades agrícolas. Antes da mecanização tudo era feito pelo ser humano e pelos animais. As ferramentas de trabalho eram o arado, a enxada e a força. Somente isso, não existia conforto e muito menos auxílio de alguma máquina.

O uso das tecnologias potencializam a produção agrícola. Imagem: reprodução

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Agricultura

Após a Segunda Guerra Mundial, começou a crescer o número de tratores no país, foi então que a mecanização agrícola ganhou espaço. O que era feito pelo homem ou animais, começou a ser realizado pelas máquinas, o que levava dias, foi feito em horas, e além dos benefícios com a terra, os agricultores passaram há ter mais tempo para pensar em diversão. Hoje em dia, as empresas estão investindo muito dinheiro para poder criar aparelhos que possam auxiliar o homem do campo. O Digilab é uma lupa eletrônica desenvolvida pela empresa BASF. A lupa possui um aumento de até 200 vezes, ligada a um notebook ou celular, que é capaz de identificar qual a doença que a planta possui, graças a sua biblioteca com um acervo de aproximadamente 4 mil imagens, com todos os tipos de pragas, doenças, fungos e etc. Além disso, a mesma empresa criou um outro software, o Agbalance, lançado este mês, responsável por medir a sustentabilidade da propriedade. Dessa forma o agricultor vai saber o quanto de fungicida usar em sua plantação sem que agrida o meio ambiente. Além dos aplicativos, temos os aparelhos GPS, que estão cada vez mais modernos. Cleiton Kloh é funcionário da Fazenda Minuano, que fica em Santa Carmem no Mato Grosso. Ele usa no seu trabalho o GPS modelo AUTEQ-MPA 2500, que

Trator equipado com GPS. Imagem: reprodução serve de monitor de plantio. O aparelho possui registro eletrônico, um controle absoluto das linhas da plantadeira, faz o monitoramento da velocidade, possui medidor de hectare, faz o detalhamento preciso das horas trabalhadas por hectare. É receptor GPS de 50 canais, responsável por hora e velocidade que substitui o radar. O aparelho ajuda no controle de sementes, o que resulta em uma maior produtividade na colheita. Para Cleiton, a tecnologia facilitou a vida no campo, tudo era feito manualmente e hoje é feito por máquinas e equipamentos como esse. Além disso, ajudou no desenvolvimento de toda variedade de soja e milho. O aparelho citado por Cleiton é

compatível com qualquer modelo de plantadeira independente da marca. Mas em 2009 a Auteq fez uma parceria com uma das maiores indústrias de maquinas agrícolas, a John Deere, que começou a comercializar o monitor em 2010. O especialista em Sistemas de Gerenciamento Agrícola, da MA Máquinas de Cascavel, Marcelo Milani, conta que o monitor é usado em plantadeiras da serie 1100 e 2100. Segundo Marcelo, o agricultor quer máquinas com maior capacidade operacional, conforto, baixo consumo, baixa manutenção e para isso o uso da tecnologia e do GPS são imprescindíveis. A partir de 2010 quando começou a valer a parceria entre as duas empresas, “50% das plantadeiras vendidas pela empresa O modelo de agricultura manual está dando lugar à tecnologia. Imagem: reprodução em Cascavel saíram com monitor”, afirma Marcelo. Hoje o preço para fazer a instalação do monitor MPA 2500 é R$ 800,00 por linha de plantio. Durante a 19ª edição Agrishow de Ribeirão Preto, que aconteceu do dia 30 de abril ao dia 04 de maio, a John Deere lançou o GS RATE CONTROL, um equipamento que faz o controle na quantidade de fertilizante ou semente baseado em um mapa. “A tecnologia desse equipamento é chamada de Taxa Variável, ou seja, a plantadeira se regula automaticamente, depositando a quantidade necessária de fertilizante”, finaliza Marcelo Milani.

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Agricultura

ORDENHA MECĂ‚NICA A tecnologia invade o campo e facilita o trabalho no meio rural

Por Camila Simili

Propriedade leiteira em Ouro Verde d’Oeste. Imagem: Camila Simili

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ânica

Agricultura

Trabalho exclusivamente manual. Era assim a vida no campo até certo tempo atrás. Desde o preparo da terra, o plantio das sementes, até a colheita dos grãos e frutos, o que tornava o ofício ainda mais trabalhoso. Na lida com gado leiteiro a rotina também não era nada fácil. Tirar em média 20 litros de leite por dia de cada vaca era serviço que exigia muita disposição dos produtores. Mas com o tempo as coisas mudaram, e para melhor. A partir da necessidade de extrair grandes quantidades de leite, em um tempo menor, surgiu a Ordenha Mecânica. Um modo que utiliza uma bomba de sucção que retira o leite do animal da mesma forma que a ordenha manual, porém, em menos tempo e sem riscos de causar danos no úbere das vacas. Na propriedade do Zulmiro Simili, há aproximadamente 60 quilômetros de Cascavel, o trabalho começa ainda de madrugada. Por enquanto ele possui 37 animais no pasto. Há um mês ele adquiriu as ordenhadeiras, e já comemora os benefícios. “As máquinas agilizam o trabalho e também não canso as mãos”, relata. O produtor acorda às 4 e meia da manhã, prepara o café, e às 5 horas começa a lida com o gado. Leva as vacas até o local adequado, coloca a ordenha-

Refrigerador onde o leite é armazenado. Imagem: Camila Simili deira no animal e cuida até terminar o processo. As vacas, já acostumadas, parecem fazer fila para esperar sua vez. Zulmiro já deixa várias vacas nos locais adequados, que ficam esperando a hora da ordenha. “Antes eu levava de uma em uma, amarrava as pernas, tirava o leite e depois soltava. Agora já posso deixar várias vacas prontas pra ordenha. É mais fácil, mais rápido”, acrescenta. Assim que o leite é retirado, vai diretamente

para um refrigerador, que mantém a temperatura correta para conservar o produto até o leiteiro buscar. Geralmente o caminhão vai recolher o leite a cada dois dias. O resfriador mantém automaticamente o leite na temperatura entre 3° e 4° graus. Essa é outra facilidade proporcionada pela tecnologia, além de melhorar o trabalho, o sistema garante higiene e qualidade ao leite. Depois de ordenhar todas as va-

O esquipamento realizando a ordenha e facilitando o trabalho do produtor. Imagem: Camila Simili

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Agricultura

cas, é importante higienizar todo o equipamento utilizado e guardar de forma adequada para usar novamente. O leite é tirado duas vezes por dia, no caso do Zulmiro, às 5 horas da manhã e às 5 horas da tarde. Para obter um bom rendimento dos animais, ao longo do dia o trabalho não pára. É preciso mudar os animais de piquete, fazendo o revesamento do pasto, além de tratá-las com cilagem de milho uma vez por dia. E essa é outra novidade na propriedade do Zulmiro. A cilagem que ele oferece ao gado leiteiro é preparada e armazenada no próprio sítio. Depois que o milho é colhido, tudo o que sobra na terra de folhas e palhas é aproveitado como alimento para as vacas. É feito um grande buraco no chão onde o material produzido vai sendo colocado. A cilagem é coberta por uma lona e pode ser guardada por até dois anos. Para obter um melhor aproveitamento do leite das vacas, os bezerros mamam nas mães apenas nos primeiros 5 dias depois que nascem, pois é nesse período inicial que existe o colostro, um leite extremamente cheio de proteínas essenciais para o fortalecimento dos bezerros. Depois desse período os filhotes são tratados com um leite especial. São três mamadeiras de dois litros cada por dia. Conforme eles vão crescendo, vai diminuindo o leite e começa-se a tratá-los com ração e posteriormente com pastagem.

Rebanho a espera da cilagem. Imagem: Camila Simili

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Local onde a cilagem é depositada para os animais. Imagem: Camila Simili

E é assim a vida no campo. O dia é cheio de afazeres, e aos poucos com a inclusão da tecnologia nesse meio, as atividades ficam mais fáceis e práticas. Em todas as áreas da agricultura os equipamentos tecnológicos proporcionam economia de tempo, melhor rendimento e qualidade na produção. Cabe a nós sabermos aproveitar e aceitar as inovações que só melhoram e facilitam nossas atividades.


Hayao Miyazaki é um dos mais famosos e respeitados criadores do cinema de animação japonesa, desenvolveu sua técnica em animes e mangá e alcançou sucesso internacional. 13


Saúde

Tecnologia em cidades pequenas Entre Cascavel e Guarapuava apenas Laranjeiras do Sul tem o “Arco em C”, aparelho de radiologia traz facilidade na cirurgia podendo diminuir o tempo cirúrgico Por Leila Lucas O Hospital São Lucas de Laranjeiras do Sul dispõe de vários exames na área de radiologia. Entre eles o que mais se destaca na região é o aparelho Arco Cirúgico, conhecido como arco em C ou intensificador de imagem. É um aparelho com emissão de radiações ionizantes do tipo raiox, capacitado para radiografia e Fluoroscopia. Na região entre Cascavel e Guarapuava, Laranjeiras do Sul é a única cidade que tem esse aparelho. A radiologia é um ramo da medicina que através de imagens ajuda a identificar alterações e patologias em órgãos internos do corpo humano, em exames de raio X ou de ressonância magnética. Nessa cidade, o Arco em C é mais utilizado para auxiliar cirurgias de menor porte de corpo estranho, ou seja, para a retirada de balas de revólver, em quebraduras, para aplicação de platina, retirada de materiais de metal ou ferro ou quando algum osso fica dentro da pessoa. Ele funciona como se fosse uma câmera colocada na pessoa. Como ele é em formato de C pode ser colocado sobre o paciente a qualquer momento na cirurgia. É um aparelho de raio x como os outros, mas é digital, não precisa ser feito a negativa do local da cirurgia. Sebastião Freire que trabalha no

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hospital há mais de 2 anos na área de radiologia, conta que esse aparelho é de total importância. Segundo ele, cirurgias que demoravam mais de uma hora, podem ser resolvidas em minutos e explica como funciona dando o exemplo da retirada de uma bala de arma de fogo. Quando o paciente chega à sala de cirurgia o médico procura saber em que local está a bala, se estiver vendo consegue tirar com facilidade, mas se estiver em lugares perigosos como na cabeça, ele utiliza o Arco em C como explica Sebastião. “O arco é colocado em cima da fratura do paciente, ali ele detecta onde está a bala, e isso tudo pode ser visto no mesmo momento em um computador. Assim, facilitando para que o médico possa saber em que lugar colocar a pinça para a retirada da bala”. Ele relata ainda que sem a tecnologia hoje utilizada poderia durar muito mais tempo para a retirada de uma bala. “Esse trabalho feito com aparelhos de raio x mais antigos poderia durar até uma hora e meia e com esse aparelho conseguimos retirar uma bala de um paciente em menos de dez minutos, pois ele mostra onde está a bala e onde está a pinça, assim facilitando a chegada da pinça até a bala”, enfatiza Sebastião. Vale lembrar que o Arco em C tem um custo alto para o hospital, sendo

assim, só é utilizado em casos menos graves os quais não tem necessidades de gravar imagem. Se fosse utilizado o material para a gravação de imagens teria um custo muito alto, o qual a região e o hospital não suportariam. Casos mais graves na região são encaminhados para os hospitais de Guarapuava e Cascavel.


Saúde Tecnologia utilizada no aparelho Saiba o que tem no Arco em C

Arco Cirúgico: tecnologia e benefícios. Imagens : Leila Lucas

O Arco Cirúrgico de raio-x tipo Arco C, é um aparelho com emissão de radiações ionizantes do tipo raio-x, capacitado para radiografia e Fluoroscopia, composto por Arco em C montado sobre rodízios, gerador de raio-x, tubo de raio-x, colimador, unidade de comando, intensificador de imagem e sistema de TV com suporte móvel, com Subtração digital de imagens. Aparelho para aplicação em centro Cirúrgico, cirurgia vascular, ortopédica e exames de angiografia, possibilidade de fluoroscopia pulsada e contínua e modo de Radiografia direta e digital, com ajuste de kv, ma, mais corrente vezes Tempo, seleção dos três tamanhos do campo de intensificador de imagens sendo que um dos campos deve ter diâmetro aproximado de 9 polegadas, seleção de fluoroscopia pulsada, continua e Manual, aquisição simples e seqüencial de imagens, ajuste de modo Radiográfico ou fluoroscopia, capacidade de congelamento da Ultima imagem, memória RAM com capacidade mínima de armazenamento de 8 imagens digitais, sistema dicom storage e print, Armazenamento e impressão, armazenamento e visualização de cine loop digital. Indicadores visuais com valor selecionado para ma, Valor selecionado para kv, valor selecionado mas corrente vezes Tempo, tempo de fluoroscopia, equipamento em operação. Tubo de Raio x anodo giratório de no mínimo 10 kw/ 300 khu ou superior de Capacidade térmica, ou anodo fixo de no mínimo 2,5kw / 100 khu ou Superior de capacidade térmica; com foco duplo, com controle Automático, potencia, corrente e capacidade térmica de Aquecimento e resfriamento compatíveis com o gerador de raio x, Colimação filtragem total de raio x de, no mínimo, 2.5 mmal. Intensificador de imagem com campo triplo, sendo o maior, com Dimensão mínima de 9 polegadas. Câmera de video do tipo ccd, resolução mínima de 525 linhas horizontais. 02 monitores de lcd dimensão mínima de 16 polegadas, definição e resolução mínima Compatível com câmera de video, monitoração simultânea da Imagem congelada em tempo real. Proteção térmica e de sobre Corrente para o tubo de raio-x, bloqueio de disparo para valores programados que excedem a potencia do tubo.

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Saúde

OUVIR É UMA QUESTÃO DE QUALIDADE DE VIDA Por Vanusa Gonçalves

A capacidade de ouvir é uma parte tão importante da nossa vida, e na maioria das vezes as pessoas nem se dão conta que estão perdendo a audição. Ouvir bem nem sempre é uma preocupação do ser humano. Mas uma pessoa com dificuldades auditivas sabe explicar exatamente o significado da palavra ouvir. A perda auditiva é a deficiência mais comum em todo o mundo. Sua correção pode resultar em uma significativa melhora de vida e de bem estar. A fonoaudióloga Nerli Moreira de Castilho, especialista em perda auditiva, salienta que as pessoas não tem o hábito de incluir em suas rotinas diárias, exames para cuidar da saúde da audição e quando percebem já estão com perdas severas, e o único tratamento é o uso de aparelhos auditivos. “Para muitos o uso de aparelhos auditivos ainda é um mito, sentem vergonha de usar e na maioria das vezes acabam não procurando um tratamento por falta de conhecimento ou de consciência de ser portador de uma deficiência auditiva”, explica a fonoaudióloga. A perda auditiva causa estresse e incomodo. Geralmente as pessoas procuram viver mais isoladas do conErcilia Zanluski - usuário dos aparelhos auditivos. Imagem: Vanusa Gonçalves

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vívio social. O fato de não poder ouvir claramente a fala das demais pessoas em sua volta, provoca um certo receio de se comunicar. “Ter que ficar pedindo para as pessoas repetirem o que falou causa muito constrangimento”, relata Dona Hercília Zanluski. Ela, que há sete meses é usuária de aparelhos auditivos, conta que sua vida tem melhorado muito. O convívio com a família e o contato com os netos tem mudado bastante. Já não é necessário que as pessoas fiquem repetindo a fala e nem falar alto, até mesmo para assistir televisão ela usa o volume do som bem mais baixo do que anteriormente. Para ela, a perda auditiva a deixava muito irritada. “Com apenas três dias de teste já não consegui mais ficar sem os aparelhos, voltar a ouvir é uma sensação de bem estar e conforto comigo mesma”, conclui Dona Hercília. A comunicação vai muito além da audição, não basta apenas ouvir, mas é preciso ouvir com qualidade sonora, sem ruídos e som eficaz. Por isso, as empresas estão apostando em aparelhos com tecnologias avançadas. Podendo oferecer ao cliente produtos com alta qualidade. Hoje os usuários podem adquirir o modelo de aparelho que mais se adaptar, por existir várias opções no mercado. Segundo a fonoaudióloga Nerli, até os anos de 1980 todos os aparelhos auditivos eram analógicos. Sem muitos recursos tecnológicos, eles apenas amplificavam os sons e na mesma intensidade, causando ruído. Possuíam pouca qualidade sonora, dificultando a comunicação. Hoje a maior parte dos aparelhos é digital. Projetados para atender as necessidades dos usuários, proporcionando maior conforto sonoro. Devido a sua alta tecnologia que analisa constantemente os ambientes em que o usuário se encontra, eliminando a microfonia e automaticamente se ajusta a proporção mais favorável entre a fala e o ruído, antes que seja percebida pelo usuário. A Siemens, fabricante de aparelhos auditivos há mais de 130 anos no mercado, oferece aos usuários uma linha de aparelhos e acessórios com tecnologia avançada. São aparelhos com recursos intuitivos, que proporcionam ao


Saúde

cliente sensação de bem estar. Com tantos anos de experiência no mercado, a cada ano a Siemens inova na qualidade dos aparelhos, investindo em design moderno, qualidade e tecnologia. Possui uma linha de aparelhos em diversos modelos para cada tipo de perda auditiva. Também oferece uma linha de acessórios que auxilia no uso dos aparelhos, como os controles remotos, que além de ser discretos, tem a tecnologia de um transmissor automático, com conectividade sem fio, bluetooth e conectividade com equipamentos externos como TV, celular, MP3, computador, telefone além de outras funções. A Fonoaudióloga Nerli ressalta que os aparelhos com a tecnologia Siemens possuem recursos com redução de ruído, microfonia e várias possibilidades de ajustes, mantendo a qualidade de som amplificado. Os aparelhos considerados top de linha proporcionam ao usuário maior satisfação e aceitação ao uso dos aparelhos auditivos. Ela ressalva que os ajustes nos aparelhos são computadorizados, facilitando à condução do som chegando ao tom desejado do paciente, permitindo que os usuários sintam-se confortáveis e aproveitem ao máximo o prazer de voltar a ouvir. Nerli Castilho - Fonoaudióloga Imagem: Vanusa Gonçalves A mais nova tecnologia lançada pela Siemens, é o aparelho auditivo à prova d`´agua, fabricado especialmente para quem pratica esportes e quer apreciar todos os momentos de sua vida. Possibilitando ao usuário viver sem restrições, como fazer natação, praticar esportes radicais e enfrentar situações com chuva sem precisar tirar o aparelho. Resistente a poeira, transpiração e sujeiras, contém uma superfície robusta e resistente à umidade. “Com os avanços das tecnologias, os aparelhos auditivos se modernizaram. Hoje já é possível oferecer aos usuários soluções auditivas que podem transformar a qualidade de vida de um ser humano”, conclui a fonoaudióloga.

Modelos de aparelhos. Imagens: reprodução

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Saúde

Ciência e tecnologia tornando possível viver com dignidade Por Giselta Veiga Pulmão de Aço é o título do livro lançado recentemente, em São Paulo, que faz referência à máquina de respirar usada pelas vítimas da paralisia infantil, dos anos 70, até os anos 90. Sem a referida máquina Eliana Zagui, autora do livro, e seu amigo a quem ela se refere como um irmão, Paulo Henrique, não estariam hoje contando suas histórias de vida. Eles são as duas crianças que sobreviveram, graças a essas tecnologias. No caso de Eliana, o pulmão de aço não funcionou. Ela precisou ser submetida a uma traqueostomia e ser ligada a equipamentos para respirar. Outras crianças utilizaram a máquina e obtiveram resultados satisfatórios. A mídia tem noticiado em várias reportagens sobre essas crianças que deram entrada no maior hospital da América latina, o Hospital das Clínicas, que utilizaram recursos da tecnologia disponível. Nos anos de 1970, com um quadro gravíssimo de deficiência respiratória, vítimas do maior e último surto da poliomielite no Brasil. Mas, graças à tecnologia disponível naquela época, sobreviveram para contar suas experiências. O aparelho com nome Pulmão de Aço tinha a seguinte função: fazer a pressão negativa forçar o diafragma, fazendo com que a respiração funcionasse normalmente. Nos pacientes com dificuldades para respirar por falta de controle muscular ou do diafragma, o apa-

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relho era ligado à energia elétrica. O equipamento fazia a caixa torácica do paciente expandir, facilitando a entrada do ar. Hoje com novas tecnologias, a velha máquina está superada, em seu lugar foram inventados novos aparelhos para substituir a velha geringonça que salvou vidas. A cada dia novas tecnologias surpreendem o mundo. Embora as novas descobertas sejam superadas e substituídas por outras mais recentes, ainda assim, as já ultrapassadas cumprem o seu papel. Não importa a área de atuação, ciência e tecnologia

estarão sempre presentes propiciando soluções, viabilizando recursos técnicos, principalmente na área da saúde, onde novos produtos são colocados no mercado todo instante. Engenheiros se especializam na arte de criar oportunidades e meios para que as pessoas com algum tipo de deficiência não deixem de ter uma vida normal. Entre estas maravilhas da tecnologia a favor da saúde podemos citar inúmeros aparelhos utilizados em hospitais por toda parte do mundo. É a tecnologia a serviço da vida.

Giselta em visita a Eliana Zagui no hospital. Imagem: Thomas Leivas


O fotógrafo americano Thomas Allen faz personagens saltarem de romances antigos e livros de todo tipo, criando cenas em três dimensões. Para conseguir o efeito, ele recorta os desenhos ou silhuetas com um estilete e posiciona a figura para formar uma cena, antes de fotografá-la.

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Arte e cultura

Na essência no swing da Violino, símbolo da música erudita. Imagem: reprodução A batida é contagiante, quando o DJ coloca o volume no máximo, a galera vai ao delírio e o corpo move conforme a música, sentindo cada som como se fosse a batida do coração. Já nos grandes teatros, quando o regente dá as coordenadas para os músicos, a platéia fecha os olhos, sorri e entra nas notas que delicamente e sincronizadamente são tocadas. Ainda que denominadas música, a música erudita e a eletrônica seguem por diferentes linhas. Mas afinal, música eletrônica é ou não é música? Não há como datar a criação, o surgimento da música. Pegue uma latinha e bata uma na outra e você já estará fazendo um som que se sincronizado, e aos ouvidos mais simples e a boca mais ingênua dirá: “Isso é música”. Se-

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gundo o regente da orquestra sinfônica de Cascavel, Jorci Silva, “una sons diferenciados, combine com o silêncio, distribua por um determinado espaço de tempo e adicione o sentimento, isso sim é música.” A música no seu relato mais romântico vem das escrituras sagradas, quando Deus dá aos seus anjos o dom da música. O instrumento mais tocado era a harpa que contém entre 46 e 47 cordas e reproduz um som comparado ao canto dos anjos. Mas foi entre 1750 e 1810 que a influência de grandes compositores como Mozart, Haydn, Beethoven e entre outros que a música erudita tornou-se popular. Já a música eletrônica traz o conceito do Disco da década de 1970 e se popularizou na década de 1980 depois de sair dos clubes underground de Chicago. “É fácil de fazer e não é tão simples como parece, é necessário estudo e conhecimento de mundo”, declara o deejay Ian Lemos, mais conhecido como Ianix, por apresentar em seus sets o som parecido com um caminhão soltando fumaça. Não há um ponto linear que conecte os dois estilos musicais. O erudito é horizontal como uma montanha olhada de longe, seus desenhos tão suaves apresentam elevações que dão frio na barriga só de imaginar em chegar aos pontos altos, e são nesses pontos em que os instrumentos musicais unem e se tornam um. “A elevação do sentimento ao ápice da música”, declara Jorci. Já o estilo dance, trance e todas as suas derivações partem de um princípio mais vertical e tendem a alcançar ápices com mais frequência, levando o pulsar do coração, acelerar a cada ba-


Arte e cultura

da batida ou a nota musical? tida. “É como pular de bungee jump, quanto mais alto, mais você quer que continue”, expressa Ianix, franzindo o rosto como se estivesse sentindo a adrenalina de saltar. Tanto Jorci como Ianix, começaram cedo na música e desenvolveram além da técnica, o amor, o sentimento pela música. E afirmam que não há meio mais eficaz do que se expressar através das notas e batidas. E aí quando você tem 18 anos e percebe que quer aprender a tocar um instrumento, você vai logo ao violão, que é um instrumento universal e ainda dá pra curtir um sonzinho com a galera. Se você tem voz bonita, muito bem, se não, o empenho em aprender a tocar vai ser ainda maior. Mas aí o professor chega na sala de aula e explica: -- Música é como o corpo humano. Cada parte do instrumento é uma parte do corpo e elas precisam estar muito sincronizadas para o funcionamento perfeito. Se alguma parte é deficiente, tudo ficará em desarmonia. Pensar em música assim é olhar para o mundo com outros olhos, enquanto uns se preocupam com a essência, a profundidade, ou seja, a letra, outros se preocupam com o exterior e o impacto, diga-se, arranjo musical. Um não pode andar sem o outro. Como analisa Jorci, a música nacional é feita de letra, de essência e sentimento, mostra como é o povo brasileiro, um povo caloroso. Já a música internacional se prende ao impacto e aos belos arranjos sonoros que dizem o que todos eles querem dizer: “Eu sou foda!”. Ainda assim é preciso rever conceitos e colocar na prática o verdadeiro eu do artista,

Arte e tecnologia na produção da música eletrônica. Imagens: reprodução “não são as migalhas nem as pegadas que marcam os caminhos, mas a forma como o artista leva até o outro”, critica Jorci. Não há como comparar o silêncio “combinado” da música erudita com a batida progressiva da música eletrônica e isso, o deejay francês David Guetta sabe de trás pra frente. Ele que abalou as estruturas do mundo eletrônico quando trouxe novidades e foi ousado o bastante para fazer a diferença nesse ramo que cresce a cada dia. Fez parcerias com vários cantores internacionais e fez carreira nas batidas e luzes. Imagine você num show de música eletrônica rodeado de 5 mil pessoas, todos gritando freneticamente: -- David Guetta! David Guetta! E quando o público se une em uma só voz, o palco se ilumina em diferentes cores e formatos, causando a surpresa e levando todos ao delírio. O show dura quase 3 horas de muita música e badalação. Se olhar para os lados, não verá nada mais que partes do corpo humano se movendo no ritmo da música e se expressando através do som que estão ouvindo. Mais do que som, instrumentos musicais, combinações, voz, música é ser humano, é expressar algo e levar o ouvinte a sentir o mesmo.

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Esporte

TECNOTÊXTIL Uma área explorando a outra Por Isadora Markus

Roupas esportivas fabricadas com tecnologia são febre entre atletas e também entre aqueles que gostam de um corre-corre. A tecnologia invadiu os guarda-roupas, tanto femininos quanto masculinos. O tratamento dos fios são os mais diferenciados possíveis. Quem pratica exercícios físicos, preza pelo bem estar, e é com essa preocupação que as empresas têxteis têm trabalhado. E para quem quer se cuidar, nada melhor do que usar roupas que façam isso por você. Com essa invasão tecnológica aos tecidos, as empresas estão correndo atrás de aperfeiçoar suas roupas para melhorar a qualidade das atividades de atletas e amadores. E para quem Agasalho que alia performace e sofisticação. Imagem: reprodução pensa que isso é papo apenas para indústrias das grandes capitais, está produz o Dry, Bio, UV, Silverpure e travagância e não se prendem a esse muito enganado. Capanema, no su- Cerâmic (vide box). De acordo com o tipo de “superficialidade”, mas há doeste do Paraná, com pouco mais analista de suprimento da empresa, quem invista nesse benefício, e não Cleverson, Rock- são necessariamente os atletas. Valde 18 mil habitanemback, o princi- ter Battilani é dentista e aproveita os tes, abriga uma “Eu transpirava muito enquanto corria, isso pal benefício das benefícios dessas roupas inovadoras. empresa têxtil, a roupas em geral é O rapaz passa o dia todo dentro Rocamp, que pro- me deixava um pouco desconfortável”. o conforto, sendo de um consultório e quando o expeduz uniformes esque cada tipo de fio diente acaba ele corre para a acaportivos, e o melconta com benefícios próprios. demia, vai correr no parque ou pratihor, usam a tecnologia a seu favor. Com um custo 30% maior do que car artes marciais, preocupado com A Rocamp produz roupas esportivas utilizando tecnologia desde o ano roupas sem tecnologia, as tecnológi- a saúde e o bem-estar. “Faço exercí2000. Entre os diversos segmentos cas ainda fazem muita gente torcer o cios porque eu gosto, não para emagtecnológicos dos fios, a empresa nariz. Algumas pessoas acham ex- recer. A minha maior preocupação é

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O dentista usa as roupas chamadas Dry, que simulam a transpiração e transportam o suor para a camada mais externa do tecido. “Eu transpirava muito enquanto corria, isso me deixava um pouco desconfortável. Agora com as roupas com Dry, grande parte do suor fica preso no tecido e é mais confortável”, conta. Ele cita também outras vantagens das roupas Dry. “Sem falar que elas não amassam, sujam muito pouco e secam super-rápido”.

Quando pergunto sobre o preço a pagar por essa inovação, ele diz que no começo também torcia o nariz como a maioria das pessoas, mas resolveu experimentar porque se incomodava com a transpiração excessiva na hora dos exercícios e acabou “pagando pra ver”. “Num primeiro momento estava em dúvida, agora que ‘vi’ com meus próprios olhos, posso afirmar que funciona e que não é frescura como muita gente pensa”, relata.

Esporte

com a minha saúde e meu bem-estar, não só hoje, mas também há daqui alguns anos”, conta o dentista. Valter usava roupas esportivas comuns, até ler uma reportagem relacionada a isso que mudou sua percepção. “Eu sempre usei roupas normais de corrida, eu usava tênis com tecnologia, mas roupas não. Resolvi experimentar quando li em uma revista sobre os benefícios que alguns fios tecnológicos tinham. Provei, aprovei e aderi”, descreve.

Roupas esportivas feitas de tecidos com compressão. Imagens: reprodução

A indústria têxtil usa cada vez mais tecnologias em suas roupas. Conheça algumas delas: Dry – Tecnologia que simula a transpiração e transporta suor para as camadas mais mais externas do tecido. Bio – Tecnologia que simula o sistema imunológico, a fim de prevenir o surgimento de bactérias que se proliferam na umidade e no calor. UV – Tecnologia que simula a ação da melanina, a fim de proteger a pele contra os raios UV. Silverpure – Tecnologia de íons de prata que limita o crescimento das bactérias. Por isso, reduz os odores da transpiração por elas causados. Evita descoloração e manchas, proporciona proteção permanente. Não sai quando o tecido é lavado. Cerâmic – tecnologia que atua diretamente na pele humana. Por meio de ondas, ativa as funções celulares, o que diminui a fadiga muscular, estimula a circulação sanguínea, auxilia na prevenção de lesões musculares e melhora o desempenho físico.

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Esporte

Tecnologia no es

Projetando atletas

Que atire a primeira pedra quem não gostaria de ter o talento e o gingado do Neymar? Será que o sucesso dele devese a um dom nato de dominar a bola e acertar lindos lances? Ou será que ele teve bons professores e treinadores que viram suas falhas e dificuldades, e procuraram corrigi-las? Essa é a proposta de Miguel Diaz, um espanhol formado em Educação Física que veio ao Brasil para desenvolver um projeto de uso da tecnologia no rendimento de atletas de

futebol. Ele grava os jogos e o separa em partes, depois, com a ajuda do software Nac Sports (onde mantém um banco de dados de cada jogador), ele analisa cada passe, cada jogada e aponta erros de posicionamento, lances, dificuldades de cada jogador. Segundo Miguel, o objetivo além de melhorar o desempenho individual é também aprimorar o time como um todo. “Procuro também aperfeiçoar a parte tática da equipe, corrigindo erros de posicionamento e auxiliando a comissão técnica no aprimoramento dos atletas, tanto no individual quanto

Miguel desenvolvendo seu trabalho. Imagem: Cláudia Neis

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no coletivo, inclusive fazendo sugestões de treinamentos específicos, tanto para parte defensiva como também ofensiva”. O projeto ainda é novo, mas os resultados estão agradando Elói Krüger o técnico do CCR (Cascavel Clube Recreativo) atual time onde Diaz trabalha. Ele diz que só vê benefícios nesse trabalho, pois auxilia tanto na parte técnica, onde é possível visualizar erros e acertos individuais, como também na parte tática, pois é possível ver toda a plataforma de jogo, o conteúdo que é passado para o


Esporte

sporte: s para o futuro Por Cláudia Neis

atleta, se ele está aplicando ou não. “Você observa a equipe, se os espaços estão bem distribuídos, a coordenação dos setores, em toda essa parte a tecnologia, a imagem, ajudam muito”, enfatiza Elói. Os jogadores, é claro, almejam sempre a melhora de desempenho e crescimento, afinal, como já comentado, quem não gostaria de jogar como o Neymar e ter boas oportunidades profissionais. O meia-atacante do CCR, Irineu Ricardo vê essa análise como um aprendizado, “nos ajuda a crescer dentro de campo e na carreira. Porque dentro de campo você faz e acha que está certo, então esse trabalho de mostrar pra gente os erros e acertos, isso nos ajuda a cresc-

er e na próxima partida não cometer os mesmos erros”. O preparador de goleiros do time do Cascavel, Alex Alves Machado, também só vê benefícios no uso da tecnologia desta maneira, “essa análise é muito importante, pra você ver a eficiência e fundamentos, saída de gol, tanto no campo para os atletas verem dificuldades de marcação e posicionamento”. Pode haver quem diga que estamos deixando a tecnologia nos moldar e tomar conta de nossas vidas, o que pode ser verdade, porém se usada com consciência ela pode nos trazer benefícios, como neste caso. Não podemos negar que o trabalho de Miguel traz muitos benefícios

Miguel e Elói acreditam que o trabalho em conjunto só traz benefícios . Imagem: Cláudia Neis

O jogador Irineu aprova as análises. Imagem: Cláudia Neis

para o esporte, se prejudica em alguma coisa... é algo que ainda não podemos visualizar, mas o técnico Elói deixa um recado para os que ainda resistem a essas modernidades, “eu acho que é um beneficio imenso e com o tempo quem não fizer uso da tecnologia vai perder competitividade”. O treinador de goleiros Alex acredita no trabalho de Miguel. Imagem: Cláudia Neis

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Esporte

O apito mor d

Imagem: Reuters/ fotógrafo: Kai Pfaffenbach

Por Lucas Valentini

O mundo se rendeu ao futebol, esporte mais praticado e contemplado nos quatro cantos do planeta. O futebol consiste basicamente em jogos disputados por 22 atletas dentro de um campo de grama demarcado por linhas, com 11 jogadores cada lado, disputando por intensos minutos qual time ao fim marcará mais gols, e se consagrará vitorioso. Os campeonatos mais importantes do mundo envolvem os maiores clubes existentes e atraem atenção de milhares de torcedores por todo o globo. Para alguns fanáticos, o esporte já tomou proporções consideradas a de uma religião, com altos níveis de consumo movendo a economia na área esportiva. Faz parte do cotidiano de inúmeras pessoas, de todas as idades e etnias, que durante o decorrer da vida, se identificam com um clube e passam a torcer e acompanhar com atribuições de fé e paixão suas vitórias e derrotas. Entretanto, de todos os memoráveis campeonatos já disputados e arquivados, várias das historias mais marcantes do futebol não vieram de um belo gol marcado, ou de algum grande craque que marcou destaque, mas por erros de arbitragem. Gols anulados em situações que a bola foi retirada rapidamente após ultrapassar a linha da trave, impedimentos não marcados devidamente, e dúvidas sobre se a falta foi dentro ou fora da área são situações determinantes para jogos e campeonatos. Momentos considerados inesquecíveis, infelizmente, para os torcedores dos times prejudicados em situações como estas, e que sentem o direito de questionar o nível de profissionalismo de quem está lá para conduzir e aplicar as regras dentro do campo: o árbitro e seus assistentes. A chance de errar sempre estará presente a tudo que o homem fizer, mas até que ponto um erro pode influenciar no andamento de um evento? Se contarmos que é o sentimento de milhares de pessoas que, por vezes, é decidido pelo apito mal intencionado de um juiz. É para justamente evitar estes

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problemas que a FIFA estuda a possibilidade de implantar tecnologias que previnam erros e que ajudem árbitros a tomarem suas decisões no decorrer da partida. O futebol perde com a resistência às inovações tecnológicas. Se em outros esportes há recursos como replays ao vivo para verificar a validade ou não de uma jogada, ou também de aparelhos que identifiquem o toque da bola em quadra, no bom e velho futebol a coisa não caminha por aí. O uso da tecnologia na verdade é um meio a mais para auxiliar o árbitro nas tomadas de decisão, quem expõe melhor essa idéia é o Instrutor regional da CBF no Oeste do Paraná, Gerson Antonio Baluta. Para ele, existe certa relutância por parte da FIFA em aceitar, por exemplo, algum tipo de tecnologia que torne o jogo mais lento, que tenha que ficar paralisando constantemente. Conforme o Instrutor, a FIFA entende que, quem deve decidir é o arbitro, mas o que acontece hoje para minimizar os problemas, é que já são utilizados alguns equipamentos no futebol, por exemplo, os assistentes (famosos bandeirinhas), que carregam um bip para quando o árbitro não identificar seu serviço, ele aciona com o braço. “Já temos agora o ponto eletrônico que é utilizado na copa do mundo, nas principais competições

européias, inclusive aqui no campeonato paranaense”, afirma Gerson. O aparelho consiste em um ponto através do qual o árbitro, os dois assistentes e agora também os árbitros adicionais consigam se comunicar, e

Esporte

rreu de velho

não existe perigo de alguém ouvir o que é comunicado, assim, permite a eles tomar em conjunto todas as decisões. O que já vem sendo usado na Europa, no campeonato paulista, e a partir deste ano passará a valer para o campeonato brasileiro da primeira divisão, são os árbitros adicionais, dois assistentes extras que ficam fora do campo ao lado esquerdo do goleiro. A responsabilidade atribuída a esta função é de ficar olhando se a bola entrou ou não passando totalmente através da linha, condição que às vezes o árbitro e bandeirinhas não conseguem enxergar devido à distância. Por haver uma comunicação em tempo real, ele dirá ao arbitro se foi caso de gol, falta, ou pênalti. O auxilio de tecnologia certamente irá refletir no desempenho do esporte,

Locutor e comentarista da rádio Transamérica. Imagem: reprodução

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Esporte

possivelmente tornando-o muito mais padronizado No entanto, a FIFA entende que constantes paralisações para a verificação dos lances podem tirar o brilho do espetáculo, correndo o risco de se tornar uma coisa realmente sem graça, chata, e não é isso que o público deseja. É por mudar muito pouco, o futebol seja tão apaixonante. Como toda mudança sempre resulta na divergência de opiniões, este assunto certamente é discutido entre as torcidas e até os jogadores. Há inclusive, quem precisa transmitir toda a emoção de uma partida ao torcedor, como é o caso do locutor e comentarista de rádio Alessandro Kunhaski, que trabalha para a Transamérica de Foz do Iguaçu. Ele comenta que no primeiro momento era contra, mas que pelas histórias que os locutores mais experientes contam, de acertos de arbitragem, acredita que a tecnologia poderia impedir ou di-

minuir essas fraudes, hoje em dia o futebol está cercado de interesses. “A final da Champions, por exemplo, tinha o Bayern, time de empresa na Alemanha e o Chelsea do milionário russo Roman Abramovich. Quando alguns negócios se envolvem com o futebol, o que esta em jogo vai além das quatro linhas. Neste caso, da Liga dos Campeões, fica um pouco difícil a manipulação, por ser uma final vista no mundo todo, mas se arbitragem poderia definir um lance com má intenção a favor de umas das equipes, haveria reclamação e choro, mas sem a tecnologia a decisão seria da arbitragem independente do erro”, conclui. É evidente, que o futebol neste ritmo segue no caminho de uma padronização ao esquema de jogo, isto poderá interferir no modo técnico que as equipes atuam, mas como acrescenta o locutor, o talento sempre se sobressaíra sobre todos os elemen-

Instrutor regional da CBF no Oeste do Paraná, Gerson Antonio Baluta. Imagem: Rádio Cultura

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tos. “Além do mais a função da tecnologia será para impedir erros de arbitragem e não o futebol.” Com estes benefícios, será possível presumir que o juiz estará isento de eventuais erros, Kunhaski acredita que o árbitro de futebol terá menos pressão, sendo mais um condutor da partida. Como por exemplo, no lance de impedimento, se por questão de centímetros os auxiliares e o árbitro não conseguirem definir se o jogador estava impedido, hoje é aplicada a regra da FIFA, que em caso de dúvida o lance deve seguir, mas com uso de aparelhos a dúvida seria tirada através de um monitor. Apesar da evolução tecnológica já ser uma realidade entre nós, muitas questões são interpretativas e necessitam de alguém dentro do campo, e certamente o trabalho de árbitro realizado por homens é indispensável. Exemplo disso é quando houver a dúvida da mão bater na bola ou a bola bater na mão. “Acredito que ainda é cedo para pensar num censor dentro da bola para identificar se o jogador teve a intenção ou não de colocar a mão na bola.” Afirma Kunhaski. Resta agora aguardar o desfecho desta história, cabe à FIFA o poder de decisão sobre o que é implantado no futebol, e a nós, torcedores continuarmos nos emocionando e vibrando. Muito já se evoluiu, no inicio do esporte não existia sequer impedimento e número nas camisas. Ou como a bola, que poderia cortar a cabeça de quem fosse cabecear na sua costura, muita coisa mudou, para melhor. Inevitavelmente o homem continuará aprimorando suas atividades, seja para trabalho ou entretenimento, a tecnologia sempre terá serventia para que nossas capacidades sejam, cada dia mais, exploradas ao máximo. Isso faz parte da interminável busca pela perfeição divina que tanto se acredita ser possível alcançar.


“Pense fora da caixa!”

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Educação

Gira Mundo: Educar é aç

Projeto proporciona interação entre Comunicação e Há quem diga que hoje sem as tecnologias o mundo seria como antes. As crianças brincando de bets, de pega-pega, esconde-esconde, caiu no poço, de pular corda, elástico, e uma brincadeira que julgo a melhor, chamada: ninguém pode ver a gente. Tínhamos uma tarefa, chegar até o outro lado da cancha de bocha, pegar alguma coisa que nos interessasse e, voltar ao ponto partida, sem que ninguém pudesse nos ver. Era legal, tínhamos muita imaginação, os mais velhos até nos viam, mas disfarçavam ninguém estragaria nossa brincadeira. Logicamente que ainda há crianças brincando pelas ruas, se divertindo nas praças, correndo nos parquinhos, mas, é notável também que estas mesmas crianças tem outra preferência: a internet. O fenômeno que há dez anos surgiu na sociedade, agora esta a todo vapor, como uma locomotiva nova e cheia de passageiros. As crianças e os adolescentes de hoje são os nativos digitais, expressão que define os que nasceram na era da tecnologia. No auge desta globalização, os professores que antes tinham somente os livros e cadernos agora têm outros auxílios: o computador, o Ipad, Iphone, notebooks. Cadernos virtuais que instigam o aluno a um novo método de aprendizagem. Em Cascavel, no Colégio Estadual Padre Carmelo Perrone, a tecnologia tomou forma e hoje é realidade no dia a dia dos alunos. No colégio, chama-se “educomunicação” este elo dos meios de comunicação com a educação. O professor Edson Gavazzoni conta que elaborou um projeto chamado: Gira Mundo.

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Este projeto age como um conjunto de práticas metodológicas que relacionam os recursos tecnológicos com o sistema de ensino. Trata-se de um paradigma educacional da contemporaneidade, no qual a visão de informar e educar se fundem em um processo de conhecimento da atual realidade. “Objetivar a prática de educomunicação é construir dialogicamente as informações pertinentes à comunidade em que se está inserido”, relata o professor.

Por Taísa Kisiel No projeto Gira Mundo, os alunos passam de meros receptores de informações para agentes produtores. A prática consiste em produções de textos e áudio para o portal e para a Web Rádio Água, da Itaipu Binacional. E para as produções de áudio foi instalado um estúdio de rádio no colégio, e é naquele espaço diferente do contexto escolar que os alunos desenvolvem as atividades. “É um espa-

Estudantes produzindo o programa para a web rádio. Imagem: Taísa Kisiel


Educação

ção

e Educação

ço novo, afinal, é uma rádio no colégio. As práticas ficam mais dinâmicas e tudo é muito bem elaborado”, complementa o professor. As pautas são definidas através de reuniões e dos acontecimentos factuais. É importante frisar, que os alunos que participam deste projeto são voluntários e que a busca por informações e reportagens mais aprofundadas são atribuídas por interesses. Os estudantes tem escolha livre, porém, são feitas discussões de resultados anteriores e definição do

Aprendizado e dedicação. Imagem: Taísa Kisiel que será publicado, sistematizando os conteúdos. Com as tecnologias integradas, os alunos têm a possibilidade de conhecer os programas de edição de imagens, os gerenciadores de texto e os programas de áudio, podendo manuseá-los. Estes implementos fazem com que os estudantes sintam-se ainda mais interessados na produção e divulgação das informações Os nativos digitais são capazes de pegar um celular e manuseá-lo facilmente, apertando botões que só conhecíamos de vista e habilitá-los como ferramentas úteis. Já os que não são dessa era tecnológica, estão se adaptando aos poucos com a mudança do analógico para o digital. “Em breve, quando a realidade for aumentada, fibra ótica em larga escala, entre outros, teremos um conjunto destas ferramentas que nos permitirão gastar menos tempo e dinheiro, como, por exemplo, o transporte para trabalhar, estudar, viver”, almeja o prefossor Edson Gavazonni. Nesta perspectiva entendemos que somos capazes de nos “acostumar” com as mudanças. As crianças podem não ser mais tão fãs do jogo de amarelinha, de pular tábua, mas esta é a nova realidade, elas até conhecem as brincadeiras, mas são espertas quando aderem às tecnologias

do presente, elas vivem na nova era e devem se preparar para o futuro. Somos seres pensantes e sabemos que ao longo da história as coisas foram mudando, a fala se aperfeiçoando, a escrita ganhando compreensão e os meios de comunicação por sua vez tiveram o mesmo caminho; o caminho da evolução, da mudança. As crianças e os adolescentes só têm a ganhar quando os professores apresentam formas de conduzir as tecnologias de maneira educacional. Ganham os alunos e ganha também a sociedade, que com responsabilidade terá mais cidadãos dotados de conhecimento. “Neste sentido, creio fielmente na necessidade da universalização de toda e qualquer tipo de informação e conhecimento. Só assim os impactos nocivos das tecnologias serão suavizados na sociedade”, conclui Gavazonni. Todo o material produzido pelos alunos tem destino certo, o portal da Itaipu www.webradioagua.org, o site do próprio colégio www.colegiocarmelo.com.br e ainda neste semestre na revista online www.teiaecologica. com.br. Acessando a estes meios de comunicação podemos estar por dentro do resultado da criatividade e esforço dos alunos, que aos poucos vão se tornando verdadeiros formadores de opinião.

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Educação

Arte: Ricardo Ribeiro

Como a tecnologia favorece o acesso à educação e as “Nós não precisamos de educação nenhuma. Nós não precisamos que controlem nossas mentes”, canta um Roger Waters traumatizado e raivoso em Another Brick in the Wall. A faixa reflete uma intensa preocupação que permeava o início dos anos 80 em relação aos rumos pessimistas que a sociedade moderna tomava: crises políticas, consumismo desenfreado, uma megalomania coletiva em torno do status que já sufocava quem conseguia alguns momentos de sobriedade. Quando chegavam à superfície em busca de alguma sanidade, as mentes pensantes – meio que por instinto – tinham a impressão de haver uma conspiração desleal em torno da educação para a formação em série de mão de obra para o capitalismo. Estariam eles certos? Se estiverem certos, estariam os poderosos errados? Estando os poderosos errados, qual o papel da educação? O muro

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do sistema educacional é mais complicado do que a sentença anterior e a tecnologia aparece no contexto para gerar novas possibilidades – e questionamentos. Como explica o sociólogo Rosimar Baú, o papel da escola é propiciar o desenvolvimento da cidadania e, portanto, das capacidades individuais. “Temos que lutar por uma maior heterogeneidade nos ensinos fundamental e médio no que diz respeito à distribuição das cargas horárias das disciplinas”, defende Baú. Sobre o modelo fordista da educação, Baú complementa: “No momento, formamos pessoas para serem bem sucedidas no mercado de trabalho e já se sabe que isso não funciona. Temos que formar as pessoas para serem éticas”. Há quem veja, então, no Ensino a Distância – EAD – uma forma de contornar esse método de construção profissional, justamente pela possibilidade de personalização

que ele oferece. ALTERNATIVA DIGITAL Para o professor de Tecnologia na Educação da Universidade Estadual de Campinas, Eduardo Campos Chaves, é nesse cenário que surgem as ferramentas cybernéticas como forma de enriquecer e facilitar o processo educacional. “A educação e a aprendizagem, embora aconteçam dentro do indivíduo e não possam, literalmente, ser feitas a distância, podem e devem ser mediadas através dos contatos da pessoa com o mundo que a cerca, em especial, através de seu contato com outros indivíduos, seja esse contato feito pessoalmente ou de forma virtual”, explica o professor. Por tecnologias, entende-se não só os aparatos eletroeletrônicos com os quais temos tanto contato hoje – especialmente computador e tele-


Educação

e remodela formas de ensino visão – mas todo artefato inventado pelo homem para estender suas habilidades físicas, motoras, sensoriais e mentais, facilitar seu trabalho, enriquecer relações interpessoais e proporcionar confortáveis momentos de ócio. UM POUCO DE HITÓRIA Esse processo de aperfeiçoamento teve início quando a fala deixou de basear-se nos grunhidos para fazer sentido, adquirindo coerência e calcando-se em conceitos. Daí para a organização escrita foi um passo e as cartas – como as de São Pedro e São Paulo no Novo Testamento – exemplificam formas didáticas de perpetuação e transmissão de conhecimento. Tecnologia pura e aplicada por mais que isso deixe pasmos os frequentadores do cyberespaço. Há que se abrir um parêntese, porém, quanto a termos como Tecnologia Educacio-

Por Raphaela Ramos

nal: a tecnologia, por si, não educa nem deseduca. É apenas instrumento, ferramenta de transmissão. Não é destino, é caminho, como explica Eduardo Chaves. Ouve-se falar em Educação a Distância, Aprendizagem a Distância e, ainda, Aprendizagem Mediada pela Tecnologia. Os dois primeiros termos são errôneos se levarmos em conta o sentido literal que têm: educação e aprendizagem são formas de assimilação, que ocorrem no interior do indivíduo e de forma particular. Sendo assim, não se pode falar em Educação e Aprendizagem a Distância. Elas ocorrem onde quer que o ser humano esteja, devendo estar diretamente vinculadas a ele. Apesar disso, tais assimilações não são realizadas apenas no indivíduo, sem participação do mundo que o cerca. Muito pelo contrário: elas exigem contato com o meio-ambiente, com outras pessoas, troca de

experiências, e é nesse ponto que a distância pode estar presente. Essa mediação com o exterior não precisa ser feita pessoalmente, é possível haver uma tecnologia entre os agentes do conhecimento, sem necessidade de uma contiguidade tempo-espaço. Tal fato torna, então, o EAD perfeitamente possível. ALLEGRO MA NON TROPPO Se por um lado o modelo presencial não é perfeito, o EAD também não – pelo menos não da forma como vem sendo executado. As formas observadas de Ensino a Distância mostram uma tentativa de se ministrar virtualmente o ensino convencional, uma adaptação aos moldes existentes. E isso não é suficiente. É preciso haver um diferencial que seja condizente com a revolução a que assistimos na sociedade da informação e do conhecimento.

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Educação

Para sociólogo Baú, tanto o EAD quanto a educação presencial são válidos, mas a primeira forma exige mais disciplina do aluno. “Por isso, alguém sem experiência não tem condições de integrar esse método”, defende o sociólogo. Quem concorda com Baú é o professor mestre Paulo Fachin. Para ele, o brasileiro ainda não alcançou um ritmo de estudos capaz de acompanhar as aulas não presenciais: “O EAD não vai substituir a forma convencional de educação devido ao perfil dos alunos”, afirma o coordenador do curso de pedagogia da Faculdade Assis Gurgacz. PLANO B DO PLANO B A opinião também é comum aos alunos do EAD. Segundo Nereu Mattiello, estudante de Especialização em Educação a Distância, o sucesso do método depende da maturidade dos envolvidos. “É viável apenas para universitários”, afirma, sendo ainda mais específico. Uma possível solução do prob-

O coordenador do curso de Pedagogia da FAG não acredita no EAD. Imagem: reprodução

lema encontra-se, justamente, em uma de suas causas: a tecnologia. Aqui, entra a Aprendizagem Mediada pela Tecnologia (AMT). Trata-se de uma revolução sutil e gradativa atrelada à Internet. Por ser aprendizagem,

Para Rosimar Baú, a educação precisa se reestruturar. Imagem: reprodução

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subentende-se uma busca individual e voluntária de conhecimento, sem a claustrofóbica imposição dos moldes convencionais de ensino. Com a AMT, os interesses reais são levados em consideração e acaba-se com o monopólio do conhecimento. Na Internet, estarão disponíveis módulos extremamente específicos, sob medida às necessidades e curiosidades do estudante. “Mesmo quando não há necessidade de informações, a tecnologia da web pode ajudar as pessoas a organizar as informações de que dispõem, através de seus sites na Internet”, complementa o professor Eduardo Chaves. O papel da escola será, então, orientar as pessoas quanto à localização de tais informações e norteá-las quanto à sua análise, organização e aplicação prática, fugindo do ensino pasteurizado para propiciar a liberdade. Provavelmente, a única forma de deixarmos de ser apenas outro tijolo no muro do sistema.


Educação

Da “Alegoria” ao Touch Screen O uso das tecnologias em sala de aula mudou a aparência do ensino nas escolas e universidades Por Daiane Staub

O sinal tocou. Ufa! Acabou a tortura. Ou pelo menos, uma delas. Saí da sala carregando onze livros nos braços. Pensei em pedir ajuda as minhas nobres amigas e colegas, mas elas estavam na mesma situação que eu. Dia penoso. Lembrei-me de um filme do meu grande ídolo, Sir Charles Spencer Chaplin, mais conhecido como Charlie Chaplin. No curta, ele era ajudante de um decorador. Além de ser explorado, tinha que puxar a charrete com as ferramentas e o patrão. Fiquei imaginando o que ele faria no meu lugar. Minha vontade era de jogar os livros no chão, atear fogo e enquanto queimavam, ajoelhar e agradecer ao estilo Michael Kyle, do seriado Eu, a patroa e as crianças,

quando queimou a guitarra. A buzina do ônibus atrapalhou os meus pensamentos. Era hora de ir. Quase meio-dia. A viagem de ônibus foi tranquila, até chegar a hora de descer. Dois longos, desertos e pedregosos quilômetros me esperavam, iluminados por um sol ardente que desanimava até um gafanhoto na sombra e com água fresca do lado. Parecia o inferno de Constantine. Comecei a caminhar como se estivesse no corredor da morte. Divaguei de novo. Senti-me o Jhon Coffey, a espera de um milagre. Nesse instante, a fome estava mexendo com a minha cabeça (e o meu estômago). Ah, mesmo longe, sentia o gosto do chimarrão do meu avô e o cheiro da

comida da minha vó. Foi a hora mais difícil da minha vida. Onze livros enviados pelo governo para atrapalhar o meu regresso ao lar. O meu ensino médio foi assim. Quando cheguei em casa, pedi aos meus avós como era na época em que iam para a escola. A resposta foi surpreendente. Celulares, computadores, tablets. Apenas na mente de um sonhador futurista. Maria Ilse tem 63 anos e começou a frequentar a escola quando tinha 6 anos, em 1954. A simplicidade já começa na hora de se arrumar para a escola. “Minha família não tinha muito dinheiro e por isso, tinha apenas uma calça, um casaquinho e um chinelo, que eu só podia usar na escola. Até chegar lá, tinha que ir com

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os pés descalços. Quando chegava, a professora acendia uma fogueira e todos sentavam ao redor para esquentar os pés e colocar os calçados. O trajeto tinha mais ou menos uns três quilômetros. Ida e volta davam seis quilômetros”, lembra Dona Maria. A escola era simples, uma casa de madeira com um cômodo apenas, com vários bancos de madeira e um quadro negro. A professora atendia, na mesma sala, as turmas de 1º a 4º série. “Meu primeiro caderno era uma tabuinha, de madeira, onde a professora desenhava as linhas, dos dois lados. Quando enchíamos a madeira, a professora levava na casa de um senhor que morava perto da escola

e mandava lixar e plainar, para fazer novas linhas e fazer mais tarefas”, explica. O caderno, com apenas doze folhas, de linha ou quadrinhos, veio apenas um ano depois. Para escrever na madeira, um lápis de pedra. Para escrever no caderno, uma caneta, conhecida como pena, mergulhada em potes de tinta. “Só os alunos da segunda série tinham autorização para usar a pena. No primeiro ano, nós aprendemos a escrever na madeira”, lembra Maria. Quando um aluno não se comportava, era castigado. “Já fiquei de joelho nos grãos de milho. Doía muito”. Duas sacolas de pano acompanhavam Maria até a escola. A grande,

Ipad, uma das ferramentas tecnológicas que vem sendo utilizadas no ensino. Imagem: reprodução.

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para o material e o quadro. A madeira só era levada para casa quando tinha tarefa. Na pequena, o lanche, geralmente composto de ovo cozido, pão com banha e açúcar ou batata frita. Para Luiz Paulo, 66 anos, esposo de Dona Maria, a escola também era bem diferente da conhecida hoje. “Onde eu morava com meu pai não tinha escola. Por isso, fui morar com minha avó, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, onde cursei a primeira série. Um ano depois, fui morar com meu tio. Terminei a 2º série e parei de estudar. Aprendi o básico: ler, escrever, tabuada e os verbos de língua portuguesa”, lembra Luiz, que começou a estudar em 1956. Ele não usou a madeira para escrever, apenas a pena. O trajeto era o mesmo que o de Maria, ou seja, três quilômetros. Mais de meio século depois, a realidade é outra. Na época de ensino fundamental e médio, os livros e a televisão eram os principais objetos de aprendizagem. Agora, na universidade, a vida gira em torno da internet. A madeira e a pena foram substituídas pelo teclado e o monitor. Isso vem acarretando várias mudanças na maneira de ensinar e aprender. Alvo de muitas discussões, o uso de tecnologias em sala de aula dividiu a humanidade. É comum encontrarmos professores de 5º ou 6º ano com projetores, notebooks, tablets. Os trabalhos devem ser enviados por e-mail. Para alguns, economia de papel. Para outros, a tecnologia batendo na porta. Para a professora de Espanhol, Eliane Ludwig, não há como escapar dessa realidade. “Querendo ou não, usamos e dependemos da tecnologia. A maioria da população tem celular, tem computador. Muitos não leem mais livros e sim, assistem ao filme. Não tem como fugir”, explica. E essa febre não está só nas escolas, mas nas universidades também. A Faculdade Assis Gurgacz trabalhou essa ideia em sua campanha de vestibular “Conecte-se com o Fu-


levar ele para a cidade e buscar, para que possa estudar. Os professores, antes de exigir algo assim, deveriam analisar a situação da turma. Nem todos têm condições para bancar isso”, fala. Outro ponto que é muito discutido diz respeito ao uso dessas tecnologias. Nas escolas com ensino médio, por exemplo, a tecnologia está à disposição, mas não é usada corretamente. Pedagogicamente falando, alguns itens deixam a desejar. Para muitos, falta de capacitação. Alguns acreditam que o futuro está na mão de vários “deuses” como Steve Jobs (in memorian) e Bill Gates. Diante da situação, tomo a liberdade de usar as palavras de Charles Darwin, através da Teoria da Evolução ou Seleção Natural: “os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobreviver do que os menos adaptados”. Os fortes sobreviverão.

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turo - Faça sua matrícula e concorra a um Tablet”. No dia da entrega, a diretora da FAG, Jaqueline Gurgacz, deixou clara a importância do uso dessa tecnologia pelos alunos. “Não existe mais papel e caneta em sala de aula. O professor faz a chamada pelo site da instituição, os alunos fazem os trabalhos e enviam por e-mail. Os tempos mudaram e precisamos acompanhar os avanços tecnológicos”, afirmou. O uso das tecnologias em sala de aula é motivo de muita discussão, principalmente entre os pais. Gilásia Ramme tem três filhos e mora no sítio. O mais novo tem doze anos e estuda na cidade. Para ela, tanta tecnologia é motivo de dor de cabeça. “Meu filho tem que fazer os trabalhos e enviar pelo e-mail. Sei que é importante ter essa noção de informática, mas não temos condições de comprar computador ou notebook e instalar internet. É difícil conciliar tudo. Preciso

Da lousa ao computador O tempo das cavernas passou. Em alguns lugares, onde o acesso é difícil, existem algumas “alegorias”. Chega de papel, caneta, borracha. Antigamente, as aulas eram baseadas em disciplina, ordem, bom comportamento e respostas na ponta da língua. Porém, as salas de aulas “modernas” não comportam esse sistema. Os jovens de hoje, que vivem conectados na internet, não se imaginam usando placas de madeira e escrevendo com canetas de pedra. A onda agora é o touch screen, a tela de toque. A lousa com o lápis de amianto pode ser comparado ao tablet ou iphone com caneta. Uma exposição na Câmara de Vereadores, no município de Missal, oeste do Paraná, está chamando atenção das pessoas. A professora e historiadora Gisela Lunkes, responsável pelo Museu Municipal, fez uma linha do tempo com os objetos doados. “Coloquei desde a famosa lousa até o notebook. A escrita em si já tem uma história interessante. As pessoas, quando começaram a se comunicar, anotavam em pedras o resultado de seu trabalho. Essa é a essência de tudo que nos rodeia hoje”, explica. A exposição tem como objetivo mostrar o outro lado da moeda. Isso mesmo. Para os que só conhecem a Era da Internet, vários objetos antigos são apresentados, como por exemplo, o tinteiro e a pena. Com o avanço da tecnologia, a essência está caindo no esquecimento.

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Homenagem da desenhista JĂŠssica Tavares Ă  Marilyn Monroe.

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“Mulheres comportadas, raramente fazem historia� - Marilyn Monroe

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Revista Tecno Verbo  

Revista desenvolvida pelos alunos do 5º período de jornalismo da FAG na disciplina de Jornalismo de Revista. Orientação da Professora Mestre...

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