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A REVISTA DIGITAL SOBRE BRASILEIROS QUE MORAM NOS

QUATRO CANTOS DO MUNDO N° 01 - DEZEMBRO 2012

Decoração Quarto compartilhado entre irmãos

Laços da família moderna: estar junto sem ter que estar perto

Dicas

Mariana

Flor de

5


60


Reportagem da capa Edição de Dezembro 2012


Backstage Um grande obrigado à todos os colaboradores, autores e fotógrafos que fizeram esta primeira edição ficar tão especial! Sem vocês nada disso teria sido possível.

* Igualmente obrigada à Thais e Gabriel, Diego Lima, Martin Titzck, Roberta Lippi, Anne Rammi e Silke Mayer


Aqui estre nós… Nos anos 70, viajar para o "estrangeiro" ou viver „lá do outro lado do mundo“ era, para a maior parte dos brasileiros, uma aventura tão exótica, quanto para os europeus caçar jacarés no Amazonas. Hoje tudo é diferente! As pessoas hoje estão muito mais informadas, os brasileiros mais viajados. Existem milhares de blogs contando as experiências do dia-a-dia e sobre a vida no Brasil e no exterior. Correio eletrônico, telefonemas internacionais baratos ou de graça, redes sociais, vídeoconferência… O mundo ficou de certa forma menor. Há quem abomine as novas tecnologias e sinta saudades das décadas passadas, quando tudo era mais devagar, tudo menos conectado. Mas para quem é expatriado e para suas famílias, facebook, skype, blog e todas os demais instrumentos online, são uma verdaderia benção. Estar próximo sem precisar estar perto é hoje uma feliz realidade na vida de quem mora longe de casa. Brasileiros Mundo afora é uma revista digital, gratuita e tem um objetivo simples: contar as histórias de vida, as experiências, publicar as preciosas dicas e fotos de brasileiros que saíram do Brasil e também daqueles que ficaram, em três revistas ao ano. Em abril, agosto e em dezembro você vai poder ler as histórias dessas pessoas talentosas e interessantes. Histórias que eu não quero deixar de compartilhar com vocês! Aqui entre nós: você tem uma história de vida que não pode deixar de ser contada? Dicas de viagem ou fotos lindas perdidas no fundo do seu computador? Não deixe de nos escrever: www.brasileiros-mundo-afora.com/p/contato.html Beijos


Momento mĂĄgico Lindo outono alemĂŁo


Foto: Claudia Bรถmmels


A paulista Luciana Almeida mora em Israel há sete anos. Casada com o Ariel há quase quatro anos, é mãe do Uri, o bebê mais lindo do Oriente Médio.

Minhas primas moraram fora do Brasil "quase que desde sempre" e nós passamos anos da nossa infância e adolescência trocando cartas, postais, cartões e bilhetinhos. A nossa maior alegria era quando alguém ia ou vinha de onde elas estavam (Recife, Fortaleza, Bolívia, Honduras, Espanha) e trazia pacotes e mais pacotes de cartas e fotos, que tinham sido escritas durante semanas, contando como ia a vida delas, como estava a escola, as primeiras paixões, as viagens que elas faziam etc. Essa era a nossa única forma de comunicação porque ligações internacionais eram caras e só eram feitas nos aniversários e outras datas especiais. Às vezes chegavam também fitas de vídeo com as aventuras da família, às quais nós (eu e minha irmã mais nova) assistíamos muitas e muitas vezes. Outras vezes eram fitas cassete, com os hits do momento em Espanhol, com falas e propagandas de rádio mal gravadas, e tudo era motivo de festa pra gente, tudo era visto como a possibilidade de estarmos perto, mesmo que tão longe. Além de nós, eu me lembro do meu avô carregando as fotos dos netos "estrangeiros" pra cima e pra baixo, mostrando para todos os amigos na padaria e na lotérica, contando orgulhoso do que via quando ia visitá-los, esperando ansioso por um fax do meu tio (que quase sempre dava problema, chegava cortado, a tinta acabava, mas era o ápice da modernidade no começo dos anos 90).

Vinte anos depois Hoje, vinte anos depois, eu me vejo longe do meu país, criando meu filho longe da família. E isso é triste. Eu vejo o tempo passando e a minha mãe perdendo os pequenos momentos do dia a dia da vida do neto, as gracinhas, as palavras novas, os abraços e os beijos melados que só uma criança de um ano e meio sabe dar. Quando decidi me mudar para Israel, filhos, apesar de estarem nos planos e nos sonhos, ficavam longe da minha realidade. Quando eu me vi grávida e sem ninguém para me acompanhar nos ultrassons, sem ninguém para fazer compras comigo, percebi que antes da minha vinda, essas pequenas alegrias não estavam na minha cabeça e que hoje elas são importantes sim.


Mas não fico me lamuriando; eu fiz as minhas escolhas e não me arrependo delas, e como não há maneira de termos tudo na vida, vamos levando e tirando o melhor de todas as situações. Não tendo outra alternativa, fico feliz com que temos. E graças às maravilhas da modernidade e da tecnologia, hoje temos muito mais recursos do que apenas fitas de vídeo ou cartas escritas à mão!! Eu sempre adorei registrar todos os momentos da gravidez e chegada do Uri para que ele um dia possa ver como foi querido desde sempre, como as pessoas vibravam com a vinda e a vida dele. Comecei um blog e nele contei (e conto) com detalhes sobre tudo o que aconteceu desde que ele foi concebido, para que todos, mesmo de longe, possam acompanhá-lo e expressar seu carinho por ele. Um dia quero imprimir os posts do blog e dar pra ele de presente. Coleção de menssagens Colecionei todos os emails, mensagens, cartões, recados e comentários no facebook desde o dia em que descobri a gravidez e colei tudo em um caderno decorado. São fotos, poemas escrito pela bisavó, mensagens de amigos. Me deu muito trabalho fazer isso, mas foi uma forma legal de registrar esses momentos pra mim e pra ele. Tenho certeza de que um dia ele vai gostar de ver o carinho de pessoas de longe para com ele. Eu mesma peguei o caderno outro dia e me emocionei com a expectativa de todo mundo. Realmente, é uma delícia recordar esses momentos. Hoje em dia eu guardo mensagens e cartões em datas especiais, como o primeiro aniversário, não dá mais para salvar, imprimir, recortar e colar todos os recadinhos!


Fora isso, eu coloco muitas fotos e muitas atualizações da nossa vida no facebook, maldito e bendito facebook! Eu às vezes sinto que me exponho demais, mas essa é a maneira da família de longe acompanhar o que acontece por aqui. Eu tenho uma irmã no Brasil e outra que trabalha em um navio e cada dia está em um lugar diferente. Tenho primas nos Estados Unidos, no Brasil e na Espanha (as das cartas), que por sua vez têm filhas, que são as únicas priminhas do Uri. Meu marido tem família no Uruguai, um irmão em Israel, outro na República Dominicana e outra em Cuba. Fora os amigos. Ou seja, o Uri tem tios espalhados por todo canto e para que eles possam estar a par do que acontece na nossa vida, o facebook é uma maravilha. Tem também o Skype e vira e mexe tem algum tio vendo o Uri comer, brincar e fazer gracinhas. No começo ele não entendia e ficava mudo, hoje em dia ele interage, "conversa", manda beijos e faz tchau. O iphone também me deixa mandar fotos, vídeos e mensagens instantâneas pra muita gente, contar os detalhes mais (in)significantes e isso nos aproxima muito da família e dos amigos de longe.

“Estarmos perto, mesmo que tão longe. “ A minha mãe não é uma pessoa nada tecnológica, não tem e nem sabe usar um computador, então ela conta com a boa vontade do meu tio e das minhas irmãs para ver fotos e videos do neto e para promover conversas no Skype quando dá. Hoje em dia, as ligações internacionais são muito mais baratas (além das que podem ser feitas gratuitamente no computador ou smartphones, como no Viber ou FaceTime). Um minuto para o Brasil pode ser mais barato do que um minuto dentro de Israel mesmo. Eu ainda tenho mais sorte, pois minha conta de telefone é paga pela empresa. Eu não abuso, mas sei que posso ligar sem custo algum para quem eu quiser (e a empresa sabe disso, antes que me chamem de aproveitadora). A nova onda do Uri é pegar o telefone e "conversar" com quem está do outro lado. Tirando o "auô" e o "taaaau... byyeee", não se entende muito o que ele diz (minha mãe deve achar que é Hebraico fluente); mas ele faz a alegria de muita gente. Não falo tanto quanto gostaria com a minha família, porque todos são ocupados e o fuso horário atrapalha muito, mas entre mensagens no facebook, um comentário sobre uma foto, uma ligação no Skype e outra no telefone, todos nos comunicamos minimamente bem. Outra coisa que nós usamos muito por aqui são fotos. Eu gosto muito de porta-retratos. Minha casa está cheia deles e nós sempre mostramos fotos para o Uri, ensinamos quem é quem e aos poucos ele vai "convivendo" com a família, nem que seja a estática, conversa com eles, aponta, ri, dá beijos. As portas de entrada em Israel são de ferro, sempre, por motivos de segurança e como uma maneira de segurar o fogo, no caso de um incêndio. Assim, temos um grande painel de ímãs à nossa disposição.


Quando o Uri começou a engatinhar, coloquei ímã em uma foto da minha mãe e em uma da minha irmã e o ensinei quem era a vovó e quem era a titia. Ele aprendeu a reconhecê-las e era só falar em uma delas que ele apontava para a porta, desde que ele tinha nove meses. E de vez em quando a gente o pega dando uns beijos nas duas... Meu objetivo era aos poucos encher a porta de fotos, mas confesso que deixei passar. Em janeiro vamos ele e eu pela primeira vez ao Brasil. Acho que, como ele já vai estar perto dos dois anos, vai entender melhor, se socializar, formar laços com a parte da família que está lá, e a gente vai fortalecê-los na volta. Em junho passado fomos à Espanha visitar as minhas primas e até hoje ele "fala" delas. E assim vamos levando... Sempre morrendo de saudades, às vezes com o coração apertado, mas sempre fazendo o possível para estarmos "juntos".

Sobre a Luciana: Luciana tem 35 anos, nasceu em Campinas em São Paulo e mora em Israel há sete anos. Quer saber mais? Acesse o Blog www.maeemisrael.blogspot.de


Sara & Michel


Rodando pelo mundo Rodando pelo mundo existe há seis anos e é um blog de viagens com fotos e textos de excelente qualidade. O sucesso é só uma consequência de muita dedicação: ele conta com mais de 10 mil fãs no Facebook e mais de 3 mil seguidores no Twitter. Michel Zylberberg, o nome atrás do Rodando pelo mundo, é carioca e morou boa parte da sua vida em Itajubá-MG. Se formou em Design de Multimídia no Senac-SP em 2005 e depois começou a rodar o mundo, como ele mesmo diz. O primeiro destino foi a Austrália. Planejava ficar alguns anos, mas acabou conhecendo a italiana Sara, que mudou de vez a sua vida, e acabou indo morar em Lugano, na Suíça. Na entrevista à seguir, Michel fala sobre o seu blog e dá algumas dicas para quem está começando.

Michel, você escreve um Blog sobre viagens. Quando e o que te motivou a começar à escrever ? Sempre fui um viajante. Na década de 1980, quando criança fiz muitas viagens de carro nas férias familiares, percorríamos cerca de 3000km de Itajuba-MG até Fortaleza-CE. Os contrastes e os choques culturais já me fascinavam. Em 2005, quando graduei em Designer Multimídia no SENAC-SP, decidi ir para a Austrália estudar inglês e trabalhar. Aí nesse período foi nascendo um pouco a ideia do Blog Rodando pelo Mundo, que na época, era mais um registro pessoal do que de viagens. Como o Blog evoluiu nesses anos? Você escreve para outros Blogs? Foi um salto "natural" passar de um blog pessoal para um de viagens, na medida em que fui conhecendo outros países, diversas culturas, ia compartilhando minhas experiências. Em 2012, comemorei seis anos do blog Rodando pelo Mundo.Também colaboro com outros, mas de forma mais esporádica. No Rodando pelo Mundo compartilho roteiros, mas também reflexões sobre temas como intercâmbio, dificuldade de adaptação e tudo mais que envolve esse complexo mundo das viagens. Você faz parte de alguma Associação de Blogueiros?

Conheço quase todos os blogueiros mais "carimbados", alguns até pessoalmente, e a maioria tem uma amizade muito boa. Não só faço parte da RBBV (Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem), como fui eleito para a coordenação que representa essa grande Rede de quase 200 blogueiros. É uma comunidade bem legal, onde todos se ajudam, não existe panelinha, estamos crescendo juntos. É fácil sentir-se "em casa" por lá. Além da RBBV, faço parte dos "Travel Brothers", sete amigos blogueiros de viagem que se reuniram para formar um grupo mais forte, uma rede colaborativa que representa um foco específico de mercado.


Você escreve o rodandopelomundo.com por hobby? Ou você se vê como um Pro-Blogger? O blog é e sempre será meu hobby, é uma paixão que começa a dar frutos. Não tenho pretensão de ser um Pro-Blogger e acredito que muita gente perdeu a essência do trabalho transformando tudo em algo completamente comercial. Respeito e acredito que um retorno financeiro seja justo para quem faz um bom trabalho, só que - como tudo na vida - deve existir um equilíbrio. É uma visão minha, totalmente pessoal - até meio poética, e espero conseguir seguir meu trabalho como fiz até hoje. Viver de blog, no Brasil e no exterior, ainda é uma realidade para poucos. Mas acredito que o futuro reserva muita coisa boa para esse mercado, ainda mais com tantos eventos importantes rolando no Brasil nos próximos anos. Qual foi o maior desafio e qual o maior sucesso do rodandopelomundo.com até hoje? O maior desafio foi o segundo concurso fotográfico, onde recebi mais de mil fotos e tinha que organizar e editar tudo sozinho enquanto não estava trabalhando na agência de publicidade (sou Designer de Multimídia). Minha esposa disse que eu era maluco de trabalhar tanto pelo blog e provavelmente sou mesmo. Já o sucesso acho que foi o fato de ser querido e respeitado por quem me segue e pelos amigos blogueiros. Não sou uma pessoa que faz do sucesso um sinônimo de coisas materiais, então procuro fazer o meu melhor, ajudando quem precisa e compartilhando minhas aventuras. Já uma conquista pessoal foi querer melhorar sempre mais como blogueiro, especialmente na área da fotografia - que virou uma grande paixão. A evolução do blog significou uma evolução pessoal e espero que seja sempre assim!

O que todo blogueiro iniciante quer saber: como foi que você tornou o teu Blog conhecido? Existe uma quantidade incrível de blogs de viagem mais antigos e também surgindo a cada dia, até mesmo porque os brasileiros viajam sempre mais e gostam de compartilhar experiências.


Como em todas as outras áreas, é preciso tempo, muita dedicação, bons contatos e um pouco de sorte. Infelizmente muitos deles são abandonados antes do primeiro ano de existência, então ter chegado aos 6 anos já me deixa muito orgulhoso! Existem novos blogs muito bons, mas depende de cada um acreditar no próprio trabalho e lutar por espaço na rede. Mas comparado com outras áreas, ainda é um nicho com amplas possibilidades pra quem está chegando.

Mais alguma dica para quem está começando? Uma dica que considero importante é não encher o blog com publicidade que dará pouco retorno. É melhor ter um pouco de paciência e esperar por propostas um pouco mais concretas. O mercado geralmente dá preferência aos blogs mais rodados e com mais audiência, mas todos têm espaço. Acho fundamental estar presente nas redes sociais, fazer sorteios ou concursos e criar um laço sempre maior com quem segue teu trabalho. Acho essencial também tentar encontrar uma personalidade, um diferencial pro blog, pois é sempre mais difícil se destacar na rede. É um desafio e tanto, até mesmo para quem já está na rede, pois viajar e tirar férias é fácil, mas fazer disso um hobby/trabalho e saber compartilhar tudo é bem mais complicado. Outro fator fundamental na minha vida, é que na Austrália, naquela viagem de 2005, conheci uma italiana e acabei vindo morar na Suíça em 2007. Estamos casados há cinco anos e temos uma filha de um ano. Se não fosse aquela viagem tudo seria diferente. Foi Rodando pelo Mundo, que me encontrei! Agradeço pelo espaço nesse novo projeto e desejo toda sorte e sucesso! Se alguém quiser conhecer um pouco mais sobre o meu trabalho, indico os links abaixo. Abraço e muita paz, Michel P. Zylberberg

www.rodandopelomundo.com facebook.com/rodandopelomundo instagram: @rodandopelomundo twitter.com/rodandoomundo


Blogosfera O Blog „Oh, Fashion!“ de Mari Figueiró, uma brasileira de 22 anos que vive em Buenos Aires, é como ela mesma descreve “um blog pessoal e um espaço descontraído para conversar sobre moda, acompanhar as principais tendências, compartilhar experiências pessoais e trocar dicas com as leitoras sobre os mais variados assuntos.“ O Blog, que existe desde 2009, tem um design simples com fotos e posts bem elaborados. Hoje ele conta com mais de 8000 fãs no Facebook. Acompanhe a Mari aqui : www.ohfashionblog.com

Karambolage Tamine Maklouf é paraense, jornalista, ilustradora e mora na Alemanha desde 2009. Tamine tem um jeito único de escrever, como nas suas publicações falando do terrível Buble Tea ou xingamento em alemão. Imperdível! Além do Karambolage ela escreve para o Blog do Noblat. www.diekarambolage.wordpress.com


Uma Brasileira na Eslovênia A brasileira Juliana, que é casada com um esloveno e mora no país há três anos, reuniu no seu Blog informações preciosas, fotos fantásticas e vídeos impressionantes para quem quer visitar ou morar na linda Eslovênia. O Globo Reporter fez uma reportagem do país em agosto desse ano e Juliana estava lá, para ajudar a equipe conhecer melhor esse lugar encantador. www.eloveniabrasil.com

Um site imperdível com dicas e reportagens ótimas: Mamatraca „Mamatraca é um espaço para dar voz às mães reais, aquelas que sabem que não existem regras ou perfeição nessa jornada tão incrível e ao mesmo tempo desafiadora que é a maternidade. Mediado por quatro mães blogueiras, o Mamatraca com seu formato pioneiro traz diariamente os mais variados temas desse rico universo, abordados com naturalidade e humor, sem aquela idealização dos comerciais de margarina ou do mundo das celebridades. „ www.mamatraca.com.br

“Donas de Casa Anônimas” traz dicas principalmente de culinária, organização, decoração, de uma forma simples, partindo de donas de casa para donas de casa. O blog foi idealizado por Daniela Correa, uma brasileira que mora em Milão, é formada em psicologia e se descreve como “dona-de-casa pelas circunstâncias da vida”. Daniela, juntamente com Renata Marques e Renata Palombo, é quem administra o conteúdo do blog, contando também com a participação de convidadas que compartilham suas reflexões, desejos e frustrações como mulheres e donas-decasa mundo afora. www.donasdecasaanonimas.com



Há cinco anos Berlim é a minha cidade. Foi amor à primeira vista! FOTOS: Claudia & Ralf Bömmels



Festa anual franco-alemã: A amizade entre França e Alemanha é festejada anualmente na „Deutsch-Französischen Volksfest“.




Berlin a


at night




Na


atal em Berlim


Túnel do tempo‌ Ana Cristina Gaspar analisa os seus primeiros seis meses longe de casa


Já estou aqui na Alemanha há 6 meses e tantas coisas aconteceram que a sensação é de que se passaram quase 6 anos. Olho para trás para ver se sinto falta da "velha vida" que deixei e posso afirmar que neste momento não. Porém não sei o que posso sentir daqui a três, seis meses. Viver aqui é tão intenso que os sentimentos afloram e oscilam, então apenas dá para afirmar o que sinto neste momento. E para que também tentar adivinhar o que irei sentir lá na frente, deixa para acontecer lá, não é?! Depressão do inverno? Deixa para sentir no inverno, e só se realmente ele me deprimir. Sabe o que é mais gostoso sentir nisso tudo ? A sensação de "mudança"... Esses dias conversando com meu marido, companheiro e amigo Ivan, disse à ele que nós teremos algo interessante para reviver com nossos netos quando formos bem velhinhos: vamos poder contar várias histórias para eles dormirem. Várias com certeza darão sono, já outras não! Poderemos dizer um ao outro que tivemos "coragem" de enfrentar o desconhecido, que não nos acovardamos e voltamos na primeira dificuldade e o mais valioso disso tudo: estamos juntos, unidos, crescendo e aprendendo juntos : eu, ele e a Valentina. O balanço dos primeiros 6 meses: Positivo! Se tivéssemos ficado, talvez não teríamos realizado boa parte do que fizemos por aqui. Sobre mim: estou curtindo descobrir uma Ana diferente. Hausfrau, ou seja, dona-de-casa! Às vezes eu fico irritada com essa situação, mas estou curtindo fazer coisas simples, como ser voluntária da escola para levar as crianças ao museu. Adorei fazer isso! Ou ser aluna novamente, depois de mais de 10 anos de formada e trabalhando. Vida mais simples, porém mais rica em muitos aspectos. O que essa grande mudança não mudou em nós : a capacidade e o desejo de sonhar. Sim, sonhos e projetos, esses sempre irão existir. E é pra lá o nosso novo destino... Onde? Ainda não sabemos, mas estamos buscando sempre. Porque esse texto se chama "Túnel do Tempo"? Desde que conheci Ivan (em 1995, cerca de 16 anos atrás) construímos


uma forma de sonhar juntos, e estar aqui hoje é um dos nossos projetos concretizados. Tem tristezas nisso tudo? Sim... momentos de insegurança, stress, saudades... O que perdi em estar aqui? Perdi momentos especiais com pessoas especiais como casamentos de amigos e a gravidez da minha querida prima. E sinto muita, muita saudade das minhas amigas. Como sinto falta de cada uma!!! E nem preciso falar da família, que foi a parte mais dolorida disso tudo, talvez o preço mais alto a se pagar por estar aqui. E foi aqui que aprendi o quanto "estar perto" é precioso. Foi aqui que aprendi o quanto dói não estar perto das pessoas que amamos quando elas mais precisam de você. Queria nestes momentos ser um pássaro e poder voar e estar bem pertinho de todos, abraçá-los e dizer para acreditar que Deus encaminha as coisas. Vamos ter fé. Já se foram alguns meses por aqui e já se passaram três estações. Primavera: delicada e cheia de flores: Foi a primavera "mais florida" que conheci! Na primavera é como se tudo estivesse novamente brotando, é uma sensação de recomeço, de alegria. As pessoas começam a transitar mais pelas ruas, as floreiras começam a aparecer nas janelas, a grama começa a deixar sua cor "amarelo-queimado" do inverno. O verão é cheio de passeios diferentes, com ou sem bicicletas, e parques maravilhosos. Porém foi o verão mais frio que conheci. O verão é como se fosse o transpor da primavera, onde as flores agora são presentes em todos os lugares e em quantidade. O cheiro de churrasco das sacadas e nos jardins da vizinhança dão água na boca. Uma ânsia de passeio pelos parques, rios e lagos tomam conta das pessoas, a "vida fica cheia de vida", eu senti isso só aqui. Será que estamos mais sensíveis? Aproveitamos para cultivar um pouco dessa cultura incrível que estamos conhecendo, fizemos "churrasco de salsicha" que por sinal é muito bom e a Valentina adora! Fizemos cafézinho com bolo na sacada que o Ivan adora. Outono! Peculiar e com cores fortes e vibrantes, árvores que deixam o tom verde para assumir as cores do sol. Definitivamente o outono "mais belo" que eu já vi. E agora é aguardar o "branco e temido" inverno... Ana Cristina Gaspar tem 37 anos e nasceu em São José dos Campos. Ela e o marido são engenheiros e “deixaram tudo para trás" para que o Ivan pudesse se especializar (PhD) na Universidade de Dresden, que tem um excelente renome na área de engenharia. Eles e a filha Valentina, de quarto anos, moram em Dresden. www.ananaalemanha.blogspot.de


Um pedacinho do Brasil em Berlim na Alemanha O centro intercultural Forum Brasil Em 2007 o Centro Intercultural Forum Brasil foi inaugurado em Berlim. Hoje, cinco anos depois, o Forum é um pedacinho do Brasil no bairro Kreuzberg, na capital alemã. Um dos objetivos dos fundadores, Murah Soares e Martin Titzck, é divulgar a cultura brasileira, que vai muito além do famoso carnaval, samba e futebol. “A cultura brasileira reflete as origens que os seus habitantes possuem: indígenas, europeus, africanos, asiáticos e árabes. Como resultado da intensa miscigenação de povos, surgiu uma cultura peculiar, que sintetiza essas várias culturas. A cultura brasileira é extremamente rica, integrando as diversas influências recebidas dessas origens que gerou uma “alma brasileira” tão única e original que é imediatamente reconhecível na música, imagens, pinturas, poemas e prosa brasileiros.” O Forum Brasil é um centro onde acontecem vários eventos culturais, exposições de arte, cursos da língua portuguesa, assim como aulas de capoeira para crianças e adolescentes. O centro intercultural é uma organização privada e não conta com incentivos financeiros do governo. Desde 2008 alguns dos evento do Forum Brasil são apoiados pelo Ministério de Relações Exteriores da Alemanha (Auswärtiges Amt): “O projeto Forum Brasil é de interesse substancial para o governo alemão, porque faz uma contribuição importante no intercâmbio cultutal e políltico entre a Alemannha e a América Latina, fornece uma imagem contemporânea da America Latina na Alemanha e também promove o diálogo intercultural. Isto é conseguido através de palestras, leituras, exposições, espetáculos de teatro , mostra de filmes, eventos musicais e de debates.” (Auswärtiges Amt, junho 2010) Forum Brasil, Möckernstraße 72, 10965 Berlin www.forum-brasil.de


Decoração Marina Breithaupt Inicialmente era pra ser um quarto de menina, mas com a chegada do novo bebê se transformou em um quarto compartilhado entre irmãos. O plano original era nos mudarmos para uma casa maior em obras. Mas ela não ficaria pronta a tempo. Resolvemos que os dois iriam compartilhar o mesmo quarto no antigo apartamento. Bárbara concordou com a idéia, mas sem abrir mão do rosa no seu espaço. Então dividimos o quarto ao meio,através das cores. Escolhemos rosa ,azul e marrom e também as formas: Círculos. Decidido o tema e as cores, começamos a confeccionar os detalhes: almofadas e mais almofadas para dar um toque especial!


O quarto já estava quase pronto quando o caçula da família chegou antes da hora. Não houve tempo para trocar os móveis antigos que ainda estavam no quarto e que tínhamos a intenção de substituir. A solução foi dar uma cara nova a eles. A cômoda, “herdada” da casa da vovó, ganhou uma camada de círculos brancos de tamanhos variados de plástico auto adesivo (Contact). Rápido e prático, deu uma cara nova para a peça e ainda incorporou as duas cores de móveis já existentes no espaço: o novo berço de laca branca e a cama de madeira clara que já era da Babi. Fiz tudo sozinha. Das almofadas aos quadrinhos. Escolhemos novos bichinhos de pelúcia para dar um toque aconchegante. Passei alguns dias entre tintas e a máquina de costura! Mas valeu a pena, nada como preparar com amor o cantinho dos filhotes! O trabalho foi também uma grande diversão, já que a Babi me ajudou muito!


Gostei bastante do resultado final. Hoje Babi está com 11 anos e Theo com 2, eles ainda dividem o mesmo quarto e agora o que era provisório passou a ser definitivo, eles adoram compartilhar o espaço! Não sei por quando tempo… veremos. Marina Breithaupt – Paulistana e hoje descobrindo as maravilhas do interior. Atualmente morando em Campinas-SP. Casada e mãe da Bárbara, de 11 anos e do Theodoro, 2 anos. Estilista por profissão, escreve por paixão. Amante de viagens e fotografia, registra os dias e aventuras da família no espaço que mais ama: o Blog PetitNinos. www.petitninos.com




Velhice

só na carteirinha

TEXTO: Ana Lúcia Botelho Sampaio | FOTOS: Ana Maria Müller

Eu sempre pensei que fosse fácil escrever sobre a minha mãe, sobre a sua vitalidade, sua força e sobretudo sua veia artística. Pensei: fácil, facílimo. É só sentar e escrever. Sentei, não escrevi. Bom, acho que não estou inspirada, amanhã faço isso, logo cedo. Sentei, não escrevi. Quer saber? Deixa eu terminar essas coisas que eu tenho que fazer, urgentes e que estão atrapalhando tudo o mais que eu quero fazer. Claro que é isso mesmo. Terminei tudo, sentei, não escrevi. Por que não é nada fácil escrever sobre a minha mãe. Ela tem um ritmo que dificilmente alguém consegue acompanhar. Eu não consigo, definitivamente. Vejam só: ela é extremamente religiosa (e “extremamente” em relação à minha mãe é uma palavra constante). É de se pensar que uma senhora idosa, religiosa, faz o que? Reza, sentadinha, comportadinha. Não a D. Denilde. Ela tirou do marasmo o movimento do “Coração de Jesus”, promoveu reuniões, estabeleceu uma rotina de visitas aos doentes da comunidade onde atua, convoca reuniões, angaria novos membros para o movimento e é a presidente da referida Associação. Religiosa como é, vai à Missa todos os domingos. Ah, mas a Missa estava muito sem graça, sem entusiasmo, sem participação dos fiéis. Então, a primeira coisa a se fazer, é ter um coral que cante direitinho e anime as pessoas a participar. Ora, se não tem ninguém para ensaiar os cânticos, então ela tem que fazer isso. E ela chama todo mundo, marca os ensaios, e os resultados? Elogios e mais elogios. Ela está satisfeita? Não. Alguém cantou muito alto ou muito baixo, ou desafinou. Então, mais ensaios, até ela ficar satisfeita. Quer dizer, tudo certo, tudo harmonioso. Elogios e mais elogios. Mas o que ela é mesmo, é uma artista da costura. Os vestidos que ela faz são admirados, nunca esquecidos e absolutamente uma obra prima, cada um deles. Ah, e não admite nada menos que a perfeição em roupas que ela confecciona. E são vestidos de debutantes, de casamentos, de bailes. Fez os vestidos de noiva das netas, (de uma delas, bem recente), das sobrinhas,


demais de amigas, filhas de amigas, e clientes diversas, que já foi e ainda é, considerada a melhor costureira nas cidades onde morou. E, porque já não aguenta mais, por causa da idade, muitas horas de trabalho seguidas, fica muuuuito aborrecida, porque tem que parar um pouco pra descansar. Mas ela também pinta. E faz quadros lindos. Um deles até publicados em jornal de grande circulação. Mas é preciso fazer algumas esculturas em gesso, para decorar o salão de eventos do neto. Todo mundo tenta, mas nada serve. Ela tenta. Fica ótimo. Então ela faz, sozinha, todos os os enfeites, porque, mesmo depois de tudo esquematizado, ninguém consegue fazer direito. E as máscaras para enfeitar as paredes do baile à fantasia? Grandes máscaras cortadas em madeira, forradas de tecido e bordadas. Lindíssimas. Ela também fez isso e só permitiu que alguém cortasse a madeira, (sob a sua supervisão), porque não teve mais força para empunhar a serra elétrica. Nas horas vagas, ela faz flores para os vestidos, borda, faz uns cursinhos de pintura, para melhorar a técnica, fez um curso para fazer sapatos (ainda bem que esse, ficou só no curso mesmo). E toca no seu teclado, que eu esqueci de dizer, ela sabe tocar bem, embora muito nervosa para fazer isso na frente de outras pessoas. Bom, outro dia eu a vi fazendo uns cálculos. Ela estava muito chateada porque, pelas suas contas, não vai dar para fazer o vestido de debutante das bisnetas, que estão com dois e quatro anos. Ela, a minha mãe, tem oitenta e nove anos. Ela detesta que a chamem de velhinha. Anciã nem pensar! Velhice só na carteirinha. Ana Lúcia Botelho Sampaio, mora em Marabá no norte do Brasil. Sua grande paixão é a leitura. Ela possui uma biblioteca com mais de mil livros e já perdeu até vôo, por estar lendo no aeroporto. Ana é como a mãe, um multitalento: cozinha divinamente bem e borda com perfeição.



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Mariana Flor de

Entrevista: Claudia Bömmels

Mariana, uma bela brasileira de 28 anos que vive em Frauenfeld na Suiça, nos recebe para essa entrevista com um sorriso aberto, no seu apartamento e ateliê. É impossível não se sentir imediatamente em casa e é exatamente esse convite que ela faz aos seus leitores e clientes que visitam o seu site na internet “Flor de Mariana”: Sinta-se em casa! Para captar toda a energia e determinação que movem Mariana, é preciso conhecê-la pessoalmente. Essa simpática brasileira é literalmente apaixonada por tudo que faz: bolsas, bijouterias, acessórios e até mesmo bolos e cupcakes elaborados fazem parte da sua lista de talentos. Mariana Sá de Andrade nasceu em Pedro Afonso, no estado do Tocantins e concluiu no Brasil duas faculdades: é Bacharel em Turismo e Tecnóloga em Gestão em Moda. Sua familia no Brasil sempre investiu muito nos filhos, que puderam estudar nas melhores escolas e sempre tiveram o apoio dos pais em tudo o que eles fizeram. Mariana tinha tudo para ter uma vida despreocupada e acomodada, mas desde pequena ela sempre deu muita importância à sua independência, principalmente a financeira. Quem a conhece e ouve as suas histórias, sabe do tino comercial, da criatividade, da energia e determinação que ela tem. Viajar e estudar sempre estiveram nos seus planos : ela já morou no Canadá onde estudou inglês e ano passado passou três meses em Milão estudando moda, a sua grande paixão. Como muitas brasileiras, foi nessas andanças pelo mundo que ela se apaixonou por um suiço e, em nome desse amor, ela deixou tudo para trás. Hoje ela se chama Mariana Andrade Schleuss e vive há quatro anos com o marido na Suiça. Em 2009 nasceu a “Flor de Mariana”, que Mariana descreve como “um pequeno ateliê de criação e produção de peças artesanais feitas com muita criatividade e carinho. São produtos super femininos com um mix de cores, texturas, estampas, materiais e detalhes que encantam!”. De fato ela tem um talento todo especial para combinar cores, estruturas e materiais e alia tudo isso à costura, com acabamentos perfeitos. O que torna o trabalho da Mariana muito especial é o amor que ela tem pelo detalhe e a dedicação com que ela faz cada peça tornar-se única.


Por ser curiosa e também como pausa saudável da costura, ela descobriu um novo hobby : fazer cupcakes, biscoitos e muffins elaborados. Como não poderia ser diferente, ela fez disso também um pequeno negócio. A perseverança é certamente um ponto importante para o seu sucesso: apesar de sofrer muito com o frio suiço, ela não deixa de participar das feiras e mercados no inverno, muitos deles ao ar livre e indiscutivelmente gelados. Mesmo fora do seu país e com todas as dificuldades que isso envolve, como ter que falar uma língua estranha, ter que se adaptar à uma cultura diferente e não ter conhecimento suficiente do mercado suiço, ela vende os seus produtos com bastante sucesso. Essas são algumas das razões porque escolhemos exatamente ela para ser a nossa primeira capa! A seguir a entrevista que ela nos concedeu no seu ateliê, em Frauenfeld.


Quando surgiu a idéia de residir no exterior? Quando morei em Vancouver, conheci o Tobias. Estudávamos na mesma escola. Passamos um tempo sem contato, depois de um reencontro começamos a namorar à distância. Dois anos e pouco depois decidimos nos casar, e aqui estou! Qual o lado positivo de morar na Suíça? E qual o ponto que você tem mais dificuldade de se acostumar? A segurança, a liberdade de ir e vir para todos é o que mais admiro na Suíça! O clima é o pior para mim. São muitos meses de frio, não me acostumo e não gosto. Você tem sugestões ou dicas para pessoas que pretendem viver nesse país? Primeiramente tem que aprender a língua, e procurar se integrar o mais rápido possível. Desde quando você trabalha com moda e o que te inspira? Desde pequena sempre gostei muito de trabalhos manuais. Aos 10, 11 anos já fazia cursos de bijuteria e vendia. Sempre gostei de tudo que envolvia criatividade e arte. Aos 20 anos entrei para o curso de moda, e foi ai que conheci o mundo da costura e me apaixonei. Tudo me inspira! Cores, formas, pessoas, música, fotos, decoração! Adoro a mistura do novo, o moderno com o romântico, o vintage! Basta um olhar mais atento para deixar a inspiração aparecer. Você trabalha também com culinária fazendo lindos biscoitos, Cakepops e Bolos. Onde você aprendeu e faz por hobby ou profissionalmente? Como eu ficava muito tempo em casa, e quase sempre costurando, precisava de algo novo para intercalar com a costura. Aprendi tudo sozinha, com a ajuda da internet e livros. Depois fui fazendo pequenos cursos de aperfeiçoamento. Sou muito curiosa, tenho uma idéia e já vou logo atrás para saber como funciona, e quais as possibilidades de realizá-la. Descobri mais uma paixão ao decorar Cupcakes e afins! É um hobby que, aos poucos, esta virando uma pequena profissão. Pelo menos uma vez ao mês tenho encomenda. Tem alguém no setor de moda que você admira? Quem e porque? Muitos! Gosto de Valentino, como ele traduz elegância e feminilidade em seus vestidos. Também admiro muito Gabrielle Chanel, Elie Saab, Marc Jacobs, Stella McCartney, entre muitos outros. Dos estilistas brasileiros, ultimamente tenho gostado bastante da Patrícia Bonaldi, uma mistura de texturas, rendas, bordados, pedraria! Também Adriana Barra, Isabela Capeto, Lethicia Bronstein, entre outros. Como você desenvolve as suas idéias para fazer um produto e com quais materiais você trabalha? Tenho sempre muitas idéias, e essas estão desenhadas (leia-se rabiscada, pois não desenho bem) em um caderninho. Produtos já feitos e outros que ainda quero produzir. Faço muita pesquisa na internet, revistas e livros de costura. Algumas vezes a inspiração não sai, é a partir dessas pesquisas que ela volta, e a criatividade só aumenta. Para as costuras uso basicamente o tecido em algodão e diversos aviamentos, como sianinhas, fitas, botões, aplicações em feltro, etc. Descreva um dia típico na sua vida quando você está trabalhando em um produto. Da Idéia ao produto final. A partir da idéia do que produzir, faço um estudo das cores e estampas dos tecidos a serem usados. Também levanto uma lista com todos os acessórios e aviamentos a serem utilizados.


E escrevo o passo-a- passo do que tem que ser feito. Preciso ver se já tenho um molde ou se preciso confeccioná-lo. Na maioria das vezes monto um “quebra cabeça”, antes de cortar os tecidos e moldes, para ver se aquele é o resultado que estou esperando. No período da criação, dou uma olhada na internet ou livro, para ver se posso acrescentar algo novo ou simplesmente deixar como está! A partir dai vem a parte da execução. Passar os tecidos, cortar e costurar. Quem são os seus clientes e qual o produto que você mais vende? Tenho um público bem variado entre mulheres de 20 a 50 anos. Compram muito para presentear. Os produtos mais vendidos são os diferentes modelos de Nécessaires e os babadores. Algum conselho para quem esta começando ou querendo abrir um negocio próprio? Como em todo lugar, abrir o próprio negócio não é uma tarefa fácil. Mas tendo força de vontade e trabalho, tudo pode se realizar! Tem que persistir sempre! Se você fosse definir a Suíça com uma palavra ela seria: Diversidade!

À seguir o endereço do blog, do site e como entrar em contato com Mariana: www.flor-de-mariana.ch Para comprar, pode entrar em contato pelo email: mmsandrade@yahoo.com.br ou pelo Facebook Mariana Andrade Schleuss



MÚSICA

Luiz de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro e mora em Berlim desde 1992. Como músico de corpo e alma, Luiz ama tocar e ouvir Jazz. Além disso ele trabalha como designer em 3D e programador. laomusic@hotmail.com Silke Mayer é fotógrafa há mais de vinte anos. Ela trabalha para revistas e agências de publicidade, mas também desenvolve projetos próprios. Depois de morar e trabalhar dez anos em New York ela vive hoje em Berlim, onde conheceu seu marido Luiz de Oliveira. silke mayer photography www.imagine-this.de


Fotografia

Malta

por Danielle Cassar


Fotografia

www.danicassarphotography.b


blogspot.com

A

vida em Malta pode ser bem interessante. Apesar de pequena, apenas 400 mil habitantes, coisas para se fazer não faltam. Malta é rica em cultura e tem muita história. Estive pela primeira vez em Malta no comecinho de 2010 e me encantei, mas até então morar aqui não fazia parte dos nossos planos. Meu marido é maltês e um ano depois estávamos de mudança definitiva para cá. Morar aqui é muito bom, as estações do ano são definidas, temos sol o ano inteiro e, mesmo no inverno, ele vem diariamente nos visitar. Junto com Malta veio uma vontade enorme de comecar a fotografar. Eu já me interessava antes por fotografia, porém isso não fazia parte da minha realidade. No Brasil eu estudava e trabalhava e quase não tinha tempo para me dedicar a outras coisas. Com as mudanças de países (Irlanda, Brasil, Malta, Londres e de volta à Malta) e a maternidade, a fotografia se aflorou de verdade e começei a estudar através de cursos online, livros e DVDs. Sim, sou fotógrafa auto-didata, não por não querer fazer cursos, mas simplesmente porque aqui em Malta eles são escassos e é preciso ficar sempre atenta quando tem workshops.

A fotografia basicamente não precisa de inúmeros cursos. Claro que é importante você saber sobre luz, enquadramento e todos os termos técnicos, mas o essencial é você colocar seu sentimento naquilo que voce faz e isso vale não só para fotografia. Eu amo o que eu faço e creio que isso seja um ponto importante para que se tenha um bom resultado. O ponto forte de ser fotógrafa em Malta, é que eu consigo em boa parte do ano usar a luz natural e fazer ensaios ao ar livre. Cada ensaio em um local diferente e com outra atmosfera: isso faz com que nem eu e nem os meus clientes se cansem ou enjoem das paisagens. Danielle Cassar, nascida em Osasco, São Paulo é casada e mãe de uma linda menina. Vive em Malta desde comeco de 2011.



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Danielle Cassar


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Cantinho da Gê Oi, eu sou a Gê Eggmann e aqui você vai encontrar as minhas receitas preferidas para se fazer junto com as crianças. Eu sou brasileira, casada, mãe de dois filhos e esperando um terceiro e moro em Basel, na Suíça. Nas horas vagas (quem é mãe sabe que nunca são tão vagas assim) adoro experimentar receitas novas na cozinha, tentando resgatar minhas raízes e também assimilar as novas daqui da Suíça. A minha mais nova descoberta, que virou uma grande paixão, foi a de "padeira e pizzaiola", para a alegria da minha família. Descobri o prazer de fazer um bom pão com o livro « Brot für Geniesser » de Richard Bertinet. Um apaixonado e verdadeiro gênio da arte de fazer pão, com o foco na forma de sovar a massa. Foi incrível pegar uma receita, executar e ver que dava certo, sim. Um dos hits aqui em casa é a receita de pizza desse livro que eu não posso deixar de compartilhar com vocês. Então mão na massa e Bon Appetit !

ARA 3 PIZZAS P S E T N E I D E R G IN MA GIGANTE: PEQUENAS OU U fresco 15 g de fermento e trigo 500 g de farinha d va 10 g de óleo de oli mente morna 320 g de água leve


MODO DE FAZER Esfarinhe com as pontas dos dedos o fermento no trigo. Em seguida acrescente o sal, o óleo e a água e misture os ingredientes com as mãos. Em uma superfície limpa e lisa , salpicada com trigo, comece o processo de sovar a massa. O segredo de Bertinet é não bater a massa como estamos acostumados e sim com as pontas dos dedos fazer leves movimentos e ir dobrando uma ponta sobre a outra até que ela comece a se soltar da superfície. O próximo passo é salpicar um pouco de trigo na mesa e colocar a massa em cima e seguindo a mesma técnica de dobrar as pontas, formando uma bola. Depois salpica-se um pouco de trigo em uma tigela e coloca-se a massa dentro, cobre-se com um pano e deixar descansar por no mínimo uma hora. Quando a massa tiver dobrado de volume, salpica-se novamente trigo na superfície (dessa vez bastante); salpica-se também por cima da massa e sobre o rolo de abrir massa. Em seguida, abre-se a massa,na espessura desejada. Salpica-se trigo na forma e coloca-se a pizza aberta na assadeira. A cobertura, cada um faz conforme o seu gosto individual. O meu filho mais velho adora a pizza com purê de tomate, óleo de oliva, queijo mozzarela e presunto cortados em pequenos pedaços. Depois acrescento tomate cereja fresco, cortado em bandas e por fim levo ao forna à temperatura de 240° por aproximadamente 15 minutos. Uma boa ideia é fazer a massa no dia anterior, cobrir com filme plastico e levar à geladeira. Quando for fazer a pizza, é só deixar a massa em temperatura ambiente por mais ou menos uma hora. Até a próxima edição!


Brazucas no Mundo é um agregador de blogs de brasileiros que vivem pelo mundo afora. Tudo começou em 2008. Nós, Thais e Gabriel, estávamos planejando imigrar para o Canadá. Depois de ir em alguns eventos oficiais do governo canadense sobre o processo de imigração em São Paulo, resolvemos agendar uma viagem para o país para ter certeza de que gostaríamos de morar por lá. Um vez com a viagem na cabeça, tínhamos a dura missão de planejá-la ou seja, definir quais cidades visitaríamos e quanto tempo ficaríamos. Foi aí que começamos uma busca de informações na internet. Depois de algumas semanas tínhamos encontrado muito conteúdo legal de brasileiros vivendo no Canadá. Para facilitar a leitura desses blogs, decidimos criar um site que agregaria todos esses posts. Nós basicamente criamos um RSS único (utilizado para agregar conteúdo, muito usado por sites de notícias e blogs) de todos os blogs que nos interessaram. Muitas leituras depois, decidimos que iríamos para Vancouver e Toronto. Sem nenhuma divulgação o nosso projeto, que então se chamava BrazuCanadá, ganhou visitas e alguns donos de blogs que faziam parte do projeto nos enviavam mensagens dizendo que o blog deles tiveram aumento nos acessos vindos do BrazuCanadá. Foi aí, que outros blogueiros começaram a nos pedir para incluir seus blogs no projeto. Nesse meio tempo surgiu uma oportunidade de trabalho no Chile e desistimos de imigrar para o Canadá, pelo menos por enquanto. Uma vez no Chile, criamos um blog pessoal para falar sobre as nossas experiências no país e compartilhá-las principalmente com nossa família. Foi então que surgiu a ideia do Brazucas no Mundo. Já que o agregador de blogs do Canadá estava fazendo sucesso, por que não criar um site que agregasse o conteúdo de blogs de brasileiros que estivessem morando fora? Não demorou muito até que começassem os pedidos de inclusão de blogs de diversos países como Alemanha, Austrália, Japão, Estados Unidos e outros. Hoje, com 2 anos de existência, o Brazucas no Mundo tem mais de 400 blogs cadastrados falando sobre a vida de brasileiros morando em 34 países de todo o mundo. São mais de 2000 visitas diárias de pessoas procurando por informações sobre esses países. Esse é um projeto que nos ajudou muito a tomar decisões na nossas vidas e somos orgulhosos de poder disseminar o conteúdo tão rico produzido por nossos compatriotas em todo o mundo. Ficou curioso? Acesse www.brazucasnomundo.com.br. Nos vemos por aí em algum país desse mundão. Thais & Gabriel


O grupo Mães Internacionais é um coletivo de mães que provam que, se "mãe é tudo igual", a maternidade na prática e nas formas de exercê-la podem mudar bastante de um lugar para outro. Somos mães expatriadas aprendendo a criar nossos filhos em outras culturas. Somos brasileiras, mas nossos filhos são do mundo. Esse grupo foi inicialmente idealizado, criado e administrado por Nivea Sorensen e Daniela Alves Correa, que tiveram a linda iniciativa de juntar mães brasileiras espalhadas pelo mundo e unidas pela blogosfera materna. Ao longo de mais de dois anos de grupo, sua administração e sua cara vêm mudando para atender às necessidades das participantes e dos nossos leitores. Aqui, compartilhamos experiências, aprendizados, dicas, referências, dúvidas, perrengues etc. E, entre um choque cultural e outro, seguimos firmes e fortes na tarefa de criar pessoas melhores para este mundo. Quer saber como é a maternidade em outros países? Vem com a gente!

Blog: www.blogagemcoletivami.blogspot.co.uk Facebook: www.facebook.com/maes.internacionais Twitter: @maesinter


Top 5 de Ljubljana com crianças por Paloma Varón Ljubljana, a capital da Eslovênia, é uma cidade pequena e encantadora. Tem apenas 300 mil habitantes, mas é bonita e vibrante. Cortada pelo rio Ljubljanica, é cercada por montanhas e tem um lindo castelo que fica no alto de uma colina bem no meio da cidade. Não é cenário de conto de fadas, mas de vida real. Mudamos para cá em janeiro de 2012 e eu considero Ljubljana uma ótima cidade para passear e para curtir com os pequenos. Nosso lugares preferidos aqui são: Tivoli Park O Tivoli é o principal parque da cidade, fica na região central e tem fácil acesso por onde quer que se entre. Dentro dele, há muita área verde, claro, um pequeno jardim botânico, com estufas, praças , cafés, exposição permanente de fotografias ao ar livre, quadras de tênis, piscinas e locais para diversas atividades esportivas, além de museus, cafés e parquinhos infantis. Nós vamos sempre ao principal parquinho dentro do Tivoli, que é grande e tem uma variedade enorme de brinquedos, para crianças pequenas e também uns mais radicais (como tirolesa e pontes e paredes de escalar) para os maiores. Lá é brincadeira non-stop. Quando eu quero relaxar, vou a um dos cafés e aproveito para deixar as meninas brincando nos parquinhos destes cafés. Recomendo especialmente o Art Café Tivoli, que fica numa parte alta do parque, cercado de montanhas e muito verde, tem um ótimo parquinho externo e uma minibrinquedoteca interna (para dias frios), além de deliciosas tortas (pita, em esloveno) e ježik, um docinho de chocolate com castanha esloveno que eu adoro (até mais que as meninas). Teatro de bonecos É uma arte tradicional na cidade de Ljubljana, que tem dois teatros exclusivamente dedicados a este tipo de arte. Além disso, estes teatros promovem apresentações em outros espaços, como restaurantes, mini teatro do castelo e até em praças públicas. Dá para ver peças diferentes todas as semanas, As meninas adoram, mesmo não sendo fluentes em esloveno. Basta ser fluente em bonecos e nisso elas são! Adoramos o Lutkovno gledališče Ljubljana, localizado ao lado do funicular que leva ao castelo, e o Mini Teater, no Centro Antigo.


Rožnik Escalar, subir e/ou caminhar pelas montanhas e colinas. Este é o esporte e também a paixão nacional dos eslovenos. E é de pequeno que se torce o pepino, então é super comum ver bebês acompanhando os pais na escalada e crianças a partir de 3 anos subindo sozinhas, com alguma ajuda, às vezes, mas sozinhas. Uma boa colina para subir com crianças é Rožnik. Dá até para subir com carrinho de bebê. E as crianças maiores não se cansam, porque o caminho é bonito e não muito íngrime. Para melhorar, lá em cima tem um parquinho infantil. Além de uma bonita igreja rosa, restaurante e museu. Vale muito a pena o passeio. Rožnik fica no bairro de Rožna Dolina, ao lado do Zoológico de Ljubljana. Parquinho em Bežigrad Todos os bairros em Ljubljana têm um ou mais parquinhos infantis. Mas o parquinho (devia ser parcão) que fica na Železna cesta, em Bežigrad, foi eleito o melhor da cidade pelas meninas. Ele é grande, tem áreas separadas e brinquedos como navio e carrossel que as crianças fazem girar ou “andar” com a própria força. Nenhum parquinho tem brinquedos elétricos, é tudo de madeira ou outros materiais, nada de plástico. O parque é cercado de jardins, centro cultural, área de passeio e de leitura. A gente nem mora lá perto, mas sempre que pode coloca as meninas numa bicicleta e vai pedalando até lá para elas brincarem. Fica atrás da Estação de Trem de Ljubljana. Brinquedoteca do Nama Esta é para dias chuvosos, com muito fog e/ou vento cortante. No último andar do Nama, um prédio de lojas comerciais que fica na Slovenska cesta, a principal avenida de Ljubljana, tem um café e uma brinquedoteca que, além de terem uma vista panorâmica para a cidade, são a brinquedoteca coberta mais equipada que eu conheço aqui. Não precisa pagar nada para entrar, só o que você consumir no café. E, no frio, é impossível não consumir uma bebida quente que seja. Enquanto os filhos brincam, mães e pais interagem no café, que fica bem ao lado. Muitas amizades nascem lá. OBS.: todos os programas indicados são gratuitos, exceto os teatros de bonecos, que podem ser pagos. Os ingressos dos espetáculos custam 3 euros por pessoa. Mas sempre há algumas peças e atividades gratuitas oferecidas pelos teatros.

Paloma Varón é mãe de Cecília (5 anos) e Clarice (2 anos). Além disso, é jornalista, idealista, baiana, do mundo, curiosa, agitada, antenada, blogueira, defensora dos direitos da infância e da mulher, entre outras tantas coisas que a definem. Seu Blog: www.fotocecilia.blogspot.de


Recycling 12 ideias para reciclar vidros de conserva

Reciclagem é ótimo, é divertido e produtivo! Antes de jogar fora os vidros vazios de conserva ou os de potinhos de comida para bebê, confira aqui algumas maneiras interessantes como os frascos podem receber uma segunda vida - o meio ambiente vai agradecer!

pixelshow.com.br


emmaspaperie.blogspot.com


Quem somos e para onde vamos?

● Prendedor de roupa e vassoura já não fazem mais parte dos utensílios domésticos, porque você deixa sua Essa é a pergunta que todo o ser humano um dia faz e eu já achei a roupa secando de casa e usa só aspirador de pó minhadentro resposta… · Tem plantas peitoril da janela mulher, esposa, amiga, colega, louca desvairada, Eu no sou a Bárbara, diretora de moda da revista WOW e mais algumas outras coisas.

· Você decora sua casa para a Páscoa, com coelhinhos de cerâmica (muito bregas), com velas em forma de onde vou? Para onde eu quiser! Começo por Berlim, onde moro há ovos, com Para graminhas artificiais e coelhinhos, etc. 2 anos e divido meu tempo entre família, trabalho e sonhos!

· No inverno, vai também numa festa na casaadeWOW, alemães e não acha esquisito a cerveja na estilos sacada – porque Assim começou um sonho na mente depegar 7 pessoas com diferentes, personalidade forte e muita criatividade para dividir! É com certeza é mais frio que na geladeira, e se você não recolher a cerveja na madrugada, ela vai estourar

sobre os bastidores desse mundo que falarei nesse espaço. Nos aquido em Berlim, · Consulta conhecemos a tabela de horário ônibus urbano dividimos alguns dramas e no final percebemos que tínhamos a mesma vontade - fazer uma revista com conceito, qualidade e conteúdo que vale a pena ler. O começo não foi · Acha normal ônibus urbano chegar pontualmente 10:52leve na parada, consta na tabela, e fica nada ofácil, pois escrever é a parteàsmais deste como projeto.

irritado quando ele chega às 10:54 Precisamos todo dia aprender coisas novas em todas as áreas, desde postar da algo de revista formapara rápida e eficaz · Compra acomo programação TV em os próximos 15 diasà como organizar um get together para celebrar todo o esforço investido. Mas hoje, estamos orgulhosos do resultado e com muitas idéias na cabeça. A cada · Tem 5 tipos de lixos diferentes em casa:algo vidrosnovo (queeainda são separados verdes, e brancos), planejamento de edições excitante surgeem: e nos dá marrons uma força papel, embalagens recicláveis, orgânico é realmente só restos de frutas, verduras)noites e o restomal maior para continuar de (que cabeça erguida, apesar das muitas dormidas.

· Acha alemão uma língua mesmo lógica e se dá conta que aquelas palavras enormes não são mais que 3 No juntas, primeiro volumeuma aprendemos um britadeira sorriso –ePresslufthammer elogios abrem muitopressão, ou 4 palavras que formam nova, comoque por ex. –, Press: mais do que só portas, mas sim a oportunidade de conhecer gente luft: ar, hammer: martelo, oude seja,preparar britadeira editoriais nada mais é que um martelo,de de arreceber pressurizado, interessante, incríveis ajuda de ·

· fr ·

onde nunca achamos que viria e manter um grupo com personalidades tão Fala alemão com seus amigos brasileiros que também moram na diferentes, em paz!

Alemanha, porque você esqueceu como se diz a palavra em português Ficaram curiosos em conhecer as pessoas envolvidas? Bom posso dizer que somos duas portuguesas, Chama sacada de balcão, porque afinal de contas em alemão é Balkon, cinco brasileiros e temos histórias completamente em inglês é balcony, espanhol balcón, em italiano é balcone, em diferentes ,que em você vai é conferir no próximo ancês é balcon, no Brasil émais sacada!!! número, ondesócontarei sobre os bastidores. Espero por vocês!

Desiste de cumprimentar as crianças da família do seu namorado com Küsschen! um beijo e só dá aquele “oi” básico quando elas chegam. Aliás, você cumprimenta a todosSchmalz só com um aperto de mão e deixa os beijinhos só Bárbara Poplade para os mais chegados (http://wowrevista.com)

· Chama a pessoa que você acabou de conhecer de senhor ou senhora e só começa a tratá-la por você quando ela o autorizar


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DIRIGINDO À 200 KM /HORA NA AUTOSTRADA E ACHANDO NORMAL? LARISSA DÁVILA ESCREVE SOBRE ESTAR „ALEMANIZADA“

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Quando se está há muito tempo na Alemanha, nós brasileiros nos adaptamos a alguns costumes alemães, que nos parecem à primeira vista estranhos, mas afinal vivemos aqui e esse processo de adaptação se torna inevitável e natural. Você percebe, então, que já está “alemanizada” quando: ● Pontualidade e planejamento já fazem parte do seu cotidiano. ● Vai fazer compras no supermercado e leva sua mochila ou sua própria sacola ao invés de comprar uma no caixa. ● Entende que não há nada de errado com você, é que aqui ninguém paquera mesmo. ● Você toma a iniciativa de pedir o telefone do carinha com quem você conversou a noite inteira, ou dá o seu, porque senão, ele não vai fazer isso e você perderá a chance de conhecer aquele que poderá vir a ser seu namorado. ● Acha que andar a 160km/h na autoestrada é normal e não liga mais quando te ultrapassam a 200km/h.


Sai para a balada de bicicleta, como todo mundo ● Fica esperando o sinal de pedestre abrir mesmo quando não tem carros passando na rua. E se você atravessar a rua enquanto o sinal de pedestre estiver vermelho, a velhinha do outro lado vai te olhar com um ar de indignação e você achará que está mesmo transgredindo uma lei. ● Não acha mais esquisito encontrar cachorros nos restaurantes, bares, e transporte urbano, afinal, eles são “praticamente gente”. ● Come feijão só em ocasiões especiais, por exemplo, quando recebe amigos alemães para uma janta e oferece algo “exótico” e típico do seu país. E finalmente, você perceberá que está há muito tempo fora do Brasil, quando voltar à terrinha e assistir pela primeira vez uma novela que já está passando no Vale a Pena Ver de Novo!!!!

Larissa d'Avila da Costa é de Porto Alegre e mora há 11 anos fora do Brasil, sendo que 10 na Alemanha. www.brasanha.com


Cadeados do amor em Recife Os cadeados da Rua da Aurora - por Diego Lima

Diz a crença que gravar os nomes dos amantes em cadeados, prendê-los em grades de pontes e jogar a chave em lugares inacessíveis( geralmente nos rios), eterniza a relação dos amados. Não se sabe ao certo onde surgiu os “Cadeados do Amor”, mas dispor de um cantinho para aqueles que acreditam na superstição já é lei turística para países como Alemanha, Itália, França, Espanha, Hungria, Uruguai... e BRASIL! Sim: Recife, primeira cidade a ter cadeados, ganhou no dia 11 de Novembro de 2012 um gradil de 2 metros, instalado em uma das ruas mais históricas da cidade, a Aurora. Mas o projeto “Cadeados da Aurora”, como ficou conhecido, seria uma versão adaptada dos Cadeados do Amor: As chaves não poderiam ser jogadas no Rio Capibaribe, por questões ecológicas, dando cada um o fim que achasse melhor. Além disso, o objetivo do projeto era que essa crença da eternidade fosse estendida a qualquer pessoa, onde bastasse apenas ela ter um motivo ou uma razão em qual ela julgasse eterna. Apesar das dificuldades durante o processo de permissões para realizar tal intervenção, o evento foi um sucesso.


Mais de 200 casais compareceram à inauguração do gradil, o que tornou o assunto matéria em todos os jornais de PE e na TV. “ No Brasil, as coisas são diferente e é mais burocrático. Não foi simplesmente implantar uma grade. O projeto já vem desde agosto nos meus braços e foi muito trabalhoso colocá-lo para andar.”, conta o estudante de Turismo do Instituto Federal de Pernambuco, Diego Lima, idealizador do projeto. “Eu tinha a preocupação da aceitação por parte das pessoas. Não sabia até que ponto elas estavam dispostas a comprar um cadeado e por na grade e por isso, consegui da empresa de cadeados PADO, uma doação de 180 cadeados para o evento. Tudo para que eu tivesse certeza que criaria, de fato, esse mais novo ponto turístico no estado”. Apesar dos 19 anos, Diego conta que trabalhar em equipe foi essencial. “Ele não teria saído do papel, se eu estivesse sozinho nessa”, relata ele, que ainda pretende fazer essa mesma ação em outros locais do estado.

Diego Lima, estudante do terceiro período do curso gestão de turismo no IFPE. Autor da coluna Intercambicare, no site Remussicare. Bailarino nas horas vagas. Trabalha atualmente no Posto de Informações Turísticas da Rodoviária de Recife. www.facebook.com/cadeadosdaaurora www.remussicare.com/search/label/Intercambicare

NOTA DO AUTOR: 15 dias após a inauguração, o inesperado aconteceu: o gradil que eternizava tantos sentimentos, foi arrancado do lugar. Graças à ação dos compartilhamentos da notícia na página oficial no Facebook e a repercussão da mídia, a grade foi encontrada pela polícia, contendo apenas alguns cadeados amassados. Não se sabe o porquê da ação, mas apesar do ocorrido, providências foram tomadas para que os autores do crime possam ser punidos. E isso não foi motivo de desânimo! "Olhando pelo lado bom, isso vai servir para que o gradil com os cadeados eternizando os sentimentos de tanta gente, seja reposto com mais força e consequentemente mais notoriedade para o estado".


www.brasileiros-mundo-afora.com

A sua história também não pode deixar de ser contada? Você tem fotografias lindas ou dicas preciosas? Não deixe de nos escrever. Duas reportagens vão ser selecionadas entre os leitores para próxima edição. Uma delas pode ser a sua! Como participar: 1. Seguir nosso blog 2. Curtir nossa fanpage no facebook 3. Nos mandar o resumo da sua história, suas melhores dicas ou sua foto mais bonita. E não esqueça de nos mandar o seu nome, país onde mora, email, site e Até o dia 15 de fevereiro 2013. Escreva pra gente! Além de ter a sua história publicada na nossa revista e no nosso site, você vai receber um exemplar exclusivo e impresso da revista Brasileiros mundo afora. Participe e boa sorte! Nos acompanhe nas redes sociais:



A revista online Brasileiros mundo afora, de Claudia Bömmels, é uma publicação gratutita e digital, em formato PDF e está sob a Licença „Creative Commons Atribuição-Não Comercial-Sem Derivados 3.0 que estabelece o regulamento à seguir: Você tem a liberdade de compartilhar, copiar, distribuir e transmitir a obra, sob as seguintes condições: Atribuição — Você deve creditar a obra da forma especificada pelo autor ou licenciante (mas não de maneira que sugira que estes concedem qualquer aval a você ou ao seu uso da obra). Uso não comercial — Você não pode usar esta obra para fins comerciais. Vedada a criação de obras derivadas — Você não pode alterar, transformar ou criar em cima desta obra. Ficando claro que: Renúncia — Qualquer das condições acima pode ser renunciada se você obtiver permissão do titular dos direitos autorais. Domínio Público — Onde a obra ou qualquer de seus elementos estiver em domínio público sob o direito aplicável, esta condição não é, de maneira alguma, afetada pela licença. Outros Direitos — Os seguintes direitos não são, de maneira alguma, afetados pela licença: ● Limitações e exceções aos direitos autorais ou quaisquer usos livres aplicáveis; ● Os direitos morais do autor; ● Direitos que outras pessoas podem ter sobre a obra ou sobre a utilização da obra, tais como direitos de imagem ou privacidade. Aviso — Para qualquer reutilização ou distribuição, você deve deixar claro a terceiros os termos da licença a que se encontra submetida esta obra. A melhor maneira de fazer isso é com um link para esta página: www.brasileiros-mundo-afora.com.


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