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Momentos de Mudança “Era uma vez…” Acho que isto pertence aos contos de fadas, não ao meu “conto”. A minha vida baseia-se na solidão, ou quase isso. Não posso dizer que sou perfeita porque pessoas perfeitas não existem neste Mundo, ou se calhar até existe… A minha mãe. Ela para mim é perfeita e a pessoa com quem eu mais desabafo. Ou desabafava, porque a minha mãe faleceu há 1 ano atrás e isso ainda permanece na minha cabeça. Não tenho pai. Quer dizer, até tenho mas ele abandonou a minha mãe quando soube que estava grávida de mim. Tenho uma irmã, que tem 19 anos. É filha da minha mãe, mas não é filha do meu pai. O seu pai é uma ótima pessoa, admiro-o bastante mas a minha irmã vive na sua própria casa e eu vivo com ela, já que não tenho “ninguém”. Desculpem-me por esta lamechice toda, mas vamos à minha apresentação… Chamome Olívia, tenho 17 anos e vivo em Holmes Chapel com a minha irmã Catherine, ou Cat como eu a trato. Holmes Chapel fica situada no interior de Inglaterra, uma daquelas vilas pacatas onde se dão todos bem, mas ao que parece, menos comigo… Gosto de quase todo o tipo de música que existe, mas é melhor não dizer quais os meus cantores ou bandas preferidas senão nunca mais saio daqui. A minha irmã já vivia em Inglaterra com o seu pai desde muito nova. Desde a altura em que a nossa mãe se separou do seu pai. Eu vivia com a minha mãe na Califórnia. Aquele lugar quente e maravilhoso… Confesso que tenho imensas saudades de lá, mas não das pessoas porque todos me olhavam de lado e também confesso que não sabia o porquê de tal coisa. Estou há 1 ano em Inglaterra, na casa da minha irmã e por sorte, ainda não recomecei a escola. Deram-me exatamente 1 ano para me habituar às coisas daqui e outras coisas do género. Amanhã vai ser o pior dia para mim porque vai ser o meu primeiro dia de aulas aqui. Só me falta completar dois anos e fico livre da escola para sempre! Mas aviso desde já, não quero amizades falsas porque dessas já estou eu farta. Cat: Olívia, acorda – disse acordando-me. Eu: Já vou Cat, já vou – reclamei. Acordei com a minha irmã a abanar-me de um lado para o outro, e sabem o porquê? Porque tenho que ir para a escola. Graças à herança que eu e que a minha irmã recebemos da nossa mãe, podemos ter uma vida mais facilitada. A Catherine só quer o meu bem e conseguiu colocar-me num dos melhores colégios de Inglaterra. Eu acho que isso era demais para mim, porque uma simples escola pública era o suficiente para completar a escola. A minha irmã Catherine gosta muito de mim, porque eu sou muito parecida com a nossa mãe e ela adorava a nossa mãe, tal como eu ainda adoro, apesar de já não estar presente em corpo mas sim em alma. Primeiro dia de aulas, wow… Que emoção. Assim que a Catherine se foi embora, entrei na escola e respirei fundo. Todos olhavam para mim como se eu fosse algum bicho, mas já era normal. Na Califórnia era a mesma coisa, todas as pessoas faziam-se minhas amigas e de um dia para o outro viravam-me as costas. Mas aprendi a esquecer o Passado e só a viver o Presente e o Futuro que está para vir. Xxx: Hey, vê por onde andas! – reclamou. Eu: Peço desculpa, mas tu é que viste contra mim. Xxx: Inútil! Mas isto agora é assim? Logo no primeiro dia de aulas é assim… Isto começa bem. Eu andava meio perdida na escola sob todos os olhares. Comecei a sentir-me bastante desconfortável, até que finalmente encontrei a minha sala. Xxx: Olá, és desta sala?


Eu: Sim, acho que sim… - disse-lhe receosa. Xxx: És nova aqui, não és? – sorriu. Eu: Sim, sou – sorri-lhe. Xxx: Como te chamas? Eu: Chamo-me Olívia, e tu? Xxx: Eu sou o Niall – sorriu. Bonito nome para um rapaz também bonito. Ao que parece já consegui fazer o meu primeiro amigo nesta escola, mas será que é de confiança? Também não me quero dar para antissocial e deixar o rapaz a falar sozinho. Pareceu-me bastante educado e simpático. Adorei os seus olhos azuis, são incrivelmente bonitos. Eu: Um nome um pouco fora do normal, não? – ri-me. Niall: Sim, dizem que sim – riu-se. Continuámos a “socializar” e entretanto veio a nossa professora de Biologia. Biologia é aquela coisa que… é secante! Nunca gostei de Biologia e duvido que a partir de agora me comece a dar bem com ela. Assim que entrei na sala ao lado do Niall, meu colega também, muitos olhos se puserem a observar-me. Será que eu estava a fazer alguma coisa de errado por estar ao lado dele? Tenham calma meninas, ele não faz o meu género. Niall: Tens que me falar mais sobre ti – sorriu. Eu: Quando quiseres – sorri – mas acho que é melhor deixar isso para o intervalo porque caso não te lembres, estamos em aula – ri-me. Professora: Passa-se alguma coisa ai atrás? Ainda agora começámos a aula e já começam a partilhar conversa? Eu: Desculpe professora, não voltará a acontecer – baixei a cabeça. Olhei para o lado e estava o Niall a rir-se. O que é que eu disse que teve assim tanta piada? Este rapaz é mesmo fora do normal, mas admiro-o bastante porque ele ouve as pessoas com a máxima atenção e eu gosto disso. Depois da secante aula de Biologia, tivemos Matemática e por fim era a hora do almoço. Tal como combinado, fui com o Niall até ao refeitório onde pedimos a comida e fomo-nos sentar logo de seguida, onde lhe contei a minha história, sendo interrompidos por um rapaz com o cabelo cacheado. Xxx: Então estavas aqui Niall! – disse o rapaz – tu?! – disse olhando para mim. Niall: O que se passa aqui…? – perguntou confuso. Xxx: Foi ela que me meteu de mau-humor logo de manhã! – gritou. Eu: Eu não tenho culpa de que venhas contra mim, distraído com o teu querido telemóvel. Niall: Parem os dois. Harry, eu estava a falar com a Olívia. Harry: Tudo bem Niall, eu vou para a outra mesa. Niall: Peço-te desculpa em nome do Harry, ele não devia ter feito esta cena. Eu: Não te preocupes Niall, já estou habituada – sorri-lhe. Niall: Habituada? Eu: É uma longa história – ri-me. Acabámos de almoçar quase na brincadeira. Adorei passar este bocado com o Niall, ele é uma pessoa espetacular e compreende-me como ninguém. Agora só não gostei da atitude daquele tal de Harry. Mas qual é a dele de falar assim comigo? Nos meus dias livres costumo tocar guitarra. A música faz com os maus pensamentos saiam da minha cabeça. Quando vivia na Califórnia com a minha mãe, eu tocava imensas vezes para esquecer certas coisas que me aconteciam na escola ou até mesmo no dia-a-dia. A minha mãe adorava ver-me a tocar guitarra e até me dava bastantes ideias, mas agora… Agora preciso dela como ninguém. Nunca mais peguei


na minha guitarra desde que a minha mãe faleceu. Não sei porquê, mas parece que me lembro sempre dela quando a agarro… Não sei o que se passa comigo. Quando acabaram as aulas, sai da escola e despedi-me do Niall. Fui a pé até casa, e enquanto andava, lágrimas escorriam pela minha cara só mesmo pelo facto de sentir saudades da minha mãe. Da minha antiga vida feliz ao lado dela. Xxx: Hey, que se passa? – parou à minha frente. Eu: Tu? – olhei-o. Xxx: Olá – sorriu. Wow… Como é que um sorriso daqueles conseguiu fazer com que o meu coração acelerasse tanto? Apesar de já termos tido o nosso primeiro desentendimento, ele pareceu-me simpático e preocupado. Ou será apenas um truque? Xxx: Porque choras? Eu: Porque é que te preocupas se nem me conheces? – limpei as lágrimas. Xxx: Porque a minha mãe sempre me ensinou que ver meninas a chorar, não faz bem a nenhum coração – sorriu. Eu: Então a tua mãe deve ser boa pessoa… - baixei a cabeça. Xxx: Para mim, é a mulher da minha Vida. Chamo-me Harry, - estendeu a sua mão – e tu?-sorriu. Eu: O-Olívia – disse nervosa. Harry: Agora queres contar-me o porquê de estares a chorar, Olívia? Eu: Eu… Ahm, eu tenho que me ir embora – sai a correr dali para fora. Ele foi bastante querido ao preocupar-se comigo, mas não será apenas um truque para ele se aproximar de mim? Fiquei a saber hoje que o Harry é muito mulherengo e que qualquer rapariga lhe cai aos pés, mas eu não sou uma qualquer porque não sou assim tão fraca ao ponto de me derreter toda com ele. Ou serei? Depois de tanto correr, finalmente cheguei a casa. Entrei na mesma e fui a correr até ao meu quarto. Não me apetecia estar com ninguém. Só me apetecia chorar. As saudades da minha mãe estavam a matar-me completamente por dentro. Será que ela está orgulhosa da pessoa que estou a ser agora? Xxx: Olívia, abre a porta. Que se passa contigo? Eu: Não é nada Cat, só quero estar sozinha. Catherine: Por favor, deixa-me entrar… - implorou. A minha irmã estava preocupada comigo e neste momento ela é a única pessoa que me resta. Eu adoro-a bastante e nem quero imaginar se um dia eu também a posso vir a perder. Espero que isso nunca aconteça porque não estou preparada para tal coisa, mais uma vez. Levantei-me da cama e abri a porta finalmente. Catherine: Olívia, que se passa contigo? Entraste em casa a correr, viste para aqui fechar-te e estiveste a chorar… - limpou-me a cara – que se passa contigo, irmã? Eu: Eu não aguento mais isto Catherine, eu tenho saudades da mãe. Na escola todos me olham de lado não sei porquê, sinto-me a mais neste Mundo idiota… - chorei. Catherine: Não voltes a dizer isso Olívia, tu és importante! Se não for para os outros, és para mim! Tu agora és tudo o que eu tenho, e acredita que eu também tenho imensas saudades da nossa mãe… - suspirou – muitas mesmo – chorou. Depois de este ano inteiro com a minha irmã, esta foi a primeira vez que a vi a chorar por causa da nossa mãe. Ela é a pessoa mais forte que eu conheci até hoje. Tenta suportar a dor e faz com que não sinta a sua fraqueza à minha frente. A minha irmã? A minha irmã é o meu maior orgulho. Catherine: Mas agora conta-me… - interrompeu os meus pensamentos – como foi a escola? – sorriu, limpando as lágrimas. Eu: Até que não foi mau de todo – ri-me.


Contei-lhe tudo o que se tinha passado. Desde o meu incidente com o Harry logo de manha até à minha chegada até casa. Contei-lhe sobre o Niall, de como ele é divertido e bastante comilão! Aquele rapaz nunca parava de comer, e eu confesso que começava a ficar assustada com aquele rapaz. Catherine: Cá para mim tu estás apaixonada! – riu-se. Eu: Pelo Niall?! Nada disso! Só o conheci hoje, como é que me ia já apaixonar? Ele é apenas um bom amigo. Penso que é uma boa pessoa e de bastante confiança – sorri. Catherine: E esse tal de Harry? Que me contas sobre ele? – olhou-me séria. Eu: Ouvi dizer que ele é o mais mulherengo da escola e isso não é nada bom… Mas ele preocupou-se. Preocupou-se comigo depois daquele nosso pequeno conflito de manhã. Catherine: Ele apaixonou-se maninha, ele apaixonou-se! – riu-se novamente. Eu: Não brinques com coisas sérias Cat! Ele é um idiota, só quer que o Mundo gire à sua volta e que… - fui interrompida mais uma vez, pela campainha – quem será? – perguntei séria. Catherine: Não faço a mínima ideia, mas olha que a nossa conversa ainda não acabou! – disse saindo do meu quarto. A minha irmã lá conseguiu meter-me um sorriso na cara. E eu e o Harry? Eu e ele, é apenas uma amizade fora do normal, com bastante amor e com bastante odio. Esperem… Amor não, amor não! Mas o que acontece mesmo é que eu sinto alguma coisa por ele, eu sei que só o vi uma ou duas vezes, mas sempre ouvi falar do amor à primeira vista, nunca acreditei mas parece que acontece mesmo. As semanas foram passando e eu cada vez estou mais próxima do Harry, ele tem vindo a revelar um rapaz muito carinhoso, muito preocupado, muito simpático, e cada vez estou mais apaixonada por ele mas não tenho coragem para lhe dizer, tenho medo que ele não goste de mim como eu o amo, tenho medo que o Harry seja como o meu último namorado, o John, que me use, que me maltrate, que me traia. Neste momento estamos a passear por um parque ao pé de minha casa, depois de termos ido comprar a minha guitarra nova. Harry: Vives aqui há muito tempo? – perguntou. Eu: Não, vivo aqui há mais ou menos um ano – sorri. Harry: O que te fez vir para cá? És de onde? – interrogou-me novamente. Eu: Com essas perguntas todas, até já pareces a minha irmã – ri-me – Eu vim da Califórnia. Harry: Tu trocaste esse sítio por Holmes Chapel?! Por Inglaterra?! – disse admirado. Eu: Há coisas na vida que nos impedem de ficar nos bons sítios – baixei a cabeça. Harry: Como assim? Não percebi… Eu: É uma longa história – dei-lhe um sorriso forçado. Harry: Tenho muito tempo – sorriu, transmitindo-me confiança. Eu: Eu… Eu não tenho mãe – baixei a cabeça novamente- Desde que a minha mãe morreu, que a minha vida não tem sido a mesma… Eu tenho imensas saudades dela, ela faz-me falta. Era por causa disso que eu não agarrava na minha guitarra porque… começei a chorar. Harry: Hey, tem calma… - abraçou-me- Não precisas de continuar – agarrou a minha cara com as duas mãos – Eu sei que estás a sofrer e podes contar sempre comigo para qualquer coisa – sorriu dando-me um beijo na ponta do seu nariz. Eu: D-Desculpa… - e sai a correr pelo parque com a sua nova guitarra na mão. Entrei em casa e fui diretamente para o meu quarto, a correr. Não sei se fiz bem em fugir, mas acho que era o melhor a fazer depois daquilo que poderia vir a acontecer. Não me quero arrepender de nada daquilo que faço, mas acho que aquilo ia ser um pouco para o embaraçoso, pôs-me a estudar no meu quarto para ver se esquecia o


episódio que tinha acabado de acontecer. Quando olhei para o relógio, já marcava as 15:00h e eu nem tivera almoçado com tanto tempo de estudo. Voltei a guardar todos os livros e fui comer alguma coisa, até que me lembrei que a Catherine me disse que estava o almoço no forno, e assim foi. Quando acabei de almoçar a minha maravilhosa lasanha, tocaram à campainha. Não estava à espera de ninguém, talvez a Catherine se tivesse esquecido das chaves, mas parece que me enganei. Era o Harry, mais uma vez. Eu: O que f-fazer a-aqui Harry? – perguntei nervosa. Harry: Eu, ahm… Queria-te pedir desculpa pelo que se passou à bocado no parque… Eu não devia ter feito nada e… - interrompi-o. Eu: Acho que é melhor entrares porque está prestes a chover – sorri. Dei passagem ao Harry para entrar e seguimos até à sala, onde nos sentámos os dois no sofá. Estávamos os dois em silêncio, até que para meu espanto fui eu que o interrompi. Eu: Ahm, queres ver um filme? – perguntei timidamente. Harry: Por mim pode ser – sorriu. Decidimos ver um filme cómico, para ver se as coisas ficavam com um clima menos pesado. Sentei-me ao seu lado e começamos a ver o tal filme. Rimo-nos os dois às gargalhadas e eu quase chorei de tanto rir, até que ouvimos um estrondo enorme. Estava a trovejar e a chover bastante, e ao que parece a luz foi-se a baixo. O que interrompeu por completo o nosso filme. Harry: Parece que o filme vai ter que ficar para outra altura – riu-se. Eu: Isto não mete piada… - respondi nervosa. Harry: Tens medo? Eu: S-Sim… - corei. Harry: Eu protejo-te, calma – sorriu e abraçou-me. Eu adorei o seu abraço. Era quente e confortável, e não me apetecia nada larga-lo mas quando nos largámos, ficámos a olhar um para o outro e estava a acontecer novamente… Estávamos a olhar-nos nos olhos, muito profundamente e quando nos estávamos a aproximar cada vez mais, a luz voltou. Eu: Parece que a luz voltou – desviei-me e levantei-me do sofá. Harry: Olívia, espera… - agarrou-me na mão – Porque é que foges de mim? Eu: A fugir? Eu? Não, n-nada disso… - sorri forçadamente. Harry: Não me mintas, por favor… Diz-me o porquê? Eu não te faço mal, eu… Eu acho que gosto de ti Olívia – olhou-me nos olhos. Eu: Tu dizes isso a todas… - desviei o olhar. Harry: O quê? Eu: Desde que cheguei àquela escola, que oiço dizer que és o maior mulherengo que por ai anda e… Eu não sei se posso confiar em ti da maneira que tu queres que eu confie… Harry: Isso é mentira Olívia, eu só me dou mais com raparigas porque gosto de entender o vosso lado. De saber coisas sobre vocês, aquilo que vocês sentem e essas coisas do género… Eu nunca usei nenhuma rapariga e era incapaz de fazer isso contigo. Desde que te vi que tu te tornaste bastante importante para mim, sem exageros nenhuns e eu gostava que pudesses confiar em mim, como eu confio em ti… Acredita em mim, Olívia. Eu: Acho que posso tentar confiar em ti – hesitei. Harry: A serio?! Vou-te mostrar que consigo fazer-te feliz. Eu: Eu sei que me fazes feliz – beijei-o. Harry: Olívia – ajoelhando-se- aceitas namorar comigo? Eu: Claro que sim- sorri, um sorriso que já não dava há muito tempo.


Neste momento estou-me a sentir a pessoa mais feliz do mundo, tenho ao meu lado uma pessoa maravilhosa. Ficamos a namorar e a preparar o jantar para quando a minha irmã chegasse do trabalho. Meses foram passando e eu ainda continuava ao lado do homem que amava, com a minha irmã e com todos os amigos que me ajudaram a superar a fase mais difícil da minha vida, mostrando que quando querendo muito uma coisa conseguimos concretizala, mas com muito esforço e com pessoas ao nosso lado pois não conseguimos nada se não tivermos um apoio, e eu tive vários até. Cláudia Eusébio, nº 6 9º2

Texto livre - 1º Período  

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