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Ijuí, 28 de março de 2014

Produtores iniciam colheita da soja no RS

Após dois períodos de estiagem e ataque generalizado de lagartas, safra registrará perdas. Pág. 8

Expectativas confirmadas Imasa apresentou novidades e protocolou cerca de 100 pedidos durante realização da Expodireto, em Não-Me-Toque. Pág. 5

Variedade de cultivar Produtiva recebe agricultures em Dia de Campo. Pág. 9

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O Azevém Nibbio é líder em vendas na Europa, possibilita produção de um volume maior de perfilhos, e pode ser adquirido na Germitec, em Ijuí. Pág. 11

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ARTIGO

O apagão logístico, a seca e o futuro Enfim aparece uma luz para resolver o apagão logístico agropecuário. É simples: vem a seca. O seguro agrícola é ridículo. Outorga de água para irrigação, nem pensar! O agricultor não consegue pagar a conta, não planta mais. Resolvido o problema! Em pouco tempo não haverá mais o que transportar. Afinal, para que perder tempo com essa tal agropecuária que sabe muito bem se virar? O governo tem coisas muito mais importantes a fazer: financiamentos para índios e quilombolas, bater papinho com o MST, financiar Cuba, pensar em novas bolsas/votos etc. “Rolezinhos” parecem preocupar mais os nossos governos que o problema agrícola. O marco histórico de uma tonelada de grãos produzidos para cada brasileiro foi adiado pela seca. Tragédia anunciada. Todos os ganhos, benefícios na balança comercial, empregos e desenvolvimento devido ao agronegócio são rapidamente esquecidos e já se começa a culpar a produção de alimentos por um provável recrudescimento da inflação. O preço da alface está pela hora da morte. Tem que haver um culpado que não precise de votos. Mais uma vez. Senhores candidatos, não percam a oportunidade de construir a história deste país. Considerem em suas propostas a reforma do se-

Seu fartura

guro agrícola brasileiro. Isso se reflete em segurança alimentar e em sustentabilidade agrícola. Não se iludam! São previstos novos desastres climáticos, cada vez mais fortes e mais frequentes. Isso pode até não se confirmar, mas isso não é desculpa para adiarmos polí-

Vamos deixar chegar a fome? Alerta, senhores! A situação é grave e pode piorar. Mas, ainda dá tempo ticas que nos permitam viver com o problema. Antes de tudo e talvez a providência mais fácil, seria reformular o seguro agrícola, de modo a assegurar a sustentabilidade do agricultor e não somente do banco. Isso é caro? Talvez, mas é um problema da sociedade. Com as intempéries ficará cada vez mais difícil para produtores agrícolas se manterem produzindo. Se a sociedade quiser

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE REVISÃO DE MOLÉCULAS UTILIZADAS NO CONTROLE DE PRAGAS

viver sem alta inflação e sem fome - tragédia maior - precisa até subsidiar o seguro agrícola, se for o caso. Isso pode manter a agricultura viva. Senhores candidatos, não percam a oportunidade de construir a história deste País. Em todos os países em que a agropecuária tem importância: a irrigação tem papel fundamental na produção. Não no Brasil. Quem já tentou obter uma outorga de água para irrigação sabe do que estou falando. Nossas vacas não podem mais beber água no rio. Poluem! O terrorismo ecológico pode, a médio prazo, sabotar a segurança alimentar que temos no Brasil. É urgente a revisão do Código Florestal de modo a se permitir o uso racional de nossos recursos hídricos visando a produção agrícola. Já sentimos o peso da burrice ecológica nas hidrelétricas sem reservatório. Vamos deixar isso chegar a fome? Alerta, senhores! A situação é grave e pode piorar. Mas, ainda dá tempo. Senhores candidatos, não percam a oportunidade de construir a história deste País! Ciro Antonio Rosolem, membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) e professor titular da Faculdade de Ciências Agrícolas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCA/Unesp Botucatu)

Getúlio

O Ministério Público Federal, em duas ações protocoladas na Justiça, pede a revisão de moléculas utilizadas no controle de pragas na lavoura. A primeira delas requer ao Ministério da Agricultura a suspensão imediata do registro comercial do agrotóxico 2,4-D, enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não concluir a reavaliação toxicológica do produto. A segunda ação determina que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária conclua o RDC 10/2008, que estabeleceu a reavaliação dos 14 ingredientes ativos a serem reavaliados com relação aos seus efeitos tóxicos. Dos 14, seis já foram reavaliados. O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) lamentou a iniciativa tomada pelo Ministério Público Federal, pois na sua avaliação, as ações judiciais representam um risco à segurança alimentar do Brasil porque retira toda e qualquer possibilidade do agricultor proteger a lavoura contra os predadores naturais.

FIOREZE ASSUME A SECRETARIA DA AGRICULTURA O governador Tarso Genro deu posse aos novos secretários estaduais no dia 20 de março, em cerimônia no Palácio Piratini. A missão é dar seguimento aos projetos que compõem o plano de governo, uma vez que as substituições fazem parte do calendário democrático. A reforma ocorreu para que alguns titulares do primeiro escalão do Executivo estadual possam concorrer nas eleições de outubro. Na Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio assume o engenheiro agrônomo Claudio Fioreze, que vinha atuando, desde o início do governo Tarso, como secretário adjunto de Luiz Fernando Mainardi que retorna à Assembléia Legislativa para concluir o mandato de deputado estadual.

PAA: AGRICULTORES FAMILIARES RECEBERAM R$ 6,8 MILHÕES NO MÊS DE MARÇO Agricultores familiares que participam do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) receberam neste mês R$ 6,8 milhões do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). No total, mais de 4,8 mil produtores venderam sua produção na modalidade Compra com Doação Simultânea. Os alimentos adquiridos são destinados ao atendimento de famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional, por meio de entidades da rede socioassistencial e instituições públicas ou filantrópicas de ensino e de saúde. Cada unidade familiar tem um limite de venda para o PAA de R$ 5,5 mil por ano na modalidade de Compra com Doação Simultânea. Além de fortalecer a produção agrícola, o programa, que integra o Plano Brasil Sem Miséria, promove a segurança alimentar e nutricional daqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade.

LIBERAÇÃO DE CRÉDITO RURAL CRESCE R$ 41% E ALCANÇA R$ 120 BILHÕES As liberações de crédito rural entre julho de 2013 e fevereiro de 2014, os primeiros oito meses da safra 2013/2014, alcançaram R$ 120,98 bilhões. Os repasses cresceram 41% em relação ao valor liberado em igual período ano passado (R$ 85,79 bilhões) e correspondem a 77% do montante programado para esta safra (R$ 157,063 bilhões). A safra 2013/2014 vai até junho de 2014. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Economia Agrícola da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. O ministro da Agricultura Neri Geller, informou em comunicado que os resultados dos primeiros oito meses de safra 2013/2014 demonstram que o governo acertou em ampliar a oferta de crédito para o setor, especialmente para investimento. Segundo ele, a modernização produtiva tem sido um dos principais focos do agronegócio.

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RS tem maior plantação de azeitonas do País, mas não oferece incentivos

Azeite arbequina e koroneiki da fazenda Cerro dos Olivais

O mercado de azeites e azeitonas no Brasil é imenso. É o que aponta estudo realizado pelo Conselho Oleicola Internacional, em 2011, projetando o mercado consumidor do País. “Naquela época, já trazíamos números que indicavam um grande consumo de azeites, com uma ordem de crescimento de 8 a 10% ano para azeites e 11 a 14% para azeitonas, para os próximos cinco anos”, explica o integrante do Conselho e incentivador da olivicultura no Estado Guajara de Oliveira. “Para nossa surpresa não só esses números estão se confirmando como sendo ultrapassados.” No entanto, a área culti-

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vada no RS está ao redor de 300 hectares. Para Guajara, uma extensão ainda insignificante perto do potencial que o Estado oferece para a olivicultura. “Em todo o Brasil não deve passar de 500 hectares”, conta. Em 2013, mais de 75 mil toneladas de azeite e 109 mil toneladas de azeitonas foram consumidas e pelas projeções, é possível chegar em 2016 com um consumo em torno de 100 mil toneladas de azeites e 120/130 mil toneladas de azeitonas. “Isso demonstra todo o potencial do nosso mercado e da insignificância do que produzimos. As projeções mais otimistas falam em 25/30 mil litros para esse ano, embora

não se acredite que isso irá ocorrer. O certo é que nós na Cerro dos Olivais produziremos em torno de 3 mil litros de azeite de extrema qualidade”, dispara Guajara. Segundo ele, a olivicultura recebe pouco incentivo no Estado. “Como podemos ver, estamos em um trabalho de implantação de uma cultura com a qual não temos, ainda, conhecimento. Temos potencial, mas temos que preparar técnicos, especialistas em todas as áreas que abrangem o desenvolvimento da olivicultura”, explica. Ele reforça que há um longo trabalho pela frente a ser realizado, e nesse sentido a Associação Rio-Grandense de Olivicultura (Argos) busca

proporcionar avanços no conhecimento, para contribuir na implantação de uma olivicultura que dê resultados. “Necessitamos de conhecimento para trabalhar com olivicultura”, declara. Ele lembra que de 2 a 5 de setembro, acontece a Finooliva 2014 na PUC/RS, com exposição de azeites e azeitonas de qualidade. Trata-se de um concurso Internacional de Azeites e Jornada Técnica, que contará com a presença de especialistas e cientistas renomados de países como Espanha, Portugal e Tunisia. “O concurso servirá de suporte inicial a implantação da olivicultura com segurança e sem sobressaltos para todos”, destaca.

Sobre a colheita, Guajara diz que não há como determinar uma data para o início. “Vamos iniciar a colheita das azeitonas em nossa propriedade depois de analisarmos bem as condições da produção. Se as frutas estão no ponto para produzir um azeite de qualidade, é preciso verificar as condições, pois temos por obrigação cuidar e colher no ponto exato as frutas para que os azeites reflitam o máximo em termos de elementos nutricionais e de componentes que vão beneficiar a saúde dos consumidores.” Guajara tem sua plantação na chácara Cerro dos Olivais, pioneira da olivicultura no Estado.

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Embrapa apresenta tecnologias para o campo A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, participou da Expodireto Cotrijal 2014, que aconteceu de 10 a 14 de março, em NãoMe-Toque, com 11 unidades da empresa e mais de 40 tecnologias. A diversidade marcou a participação da Embrapa nesta 15ª edição da feira. Entre os destaques estiveram o Manejo Sustentável da Cultura da Soja, com estações temáticas sobre manejo de pragas, espaçamento e densidade, inoculação, rotação de culturas e cultivares. Alternativas para alimentação animal como forrageiras de verão e inverno (trigo duplo propósito, cultivares de sorgo, azevém, milheto, panicum, capim elefante e sudão. Nos grãos, ainda é possível conhecer as novidades em trigo, feijão, soja, canola e milho. Técnicas de conservação de solo, redução de custos e potencialização de rendimen-

tos também estiveram à mostra na Expodireto, como, por exemplo, o Software Gotas, desenvolvido conjuntamente pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna-SP) e Embrapa Informática Agropecuária (Campinas-SP), que oferece vários parâmetros de deposição, como tamanho e densidade de gotas depositadas, permitindo ao agricultor decidir sobre os melhores critérios de aplicação, tais como, melhor combinação de bicos de pulverização, consumo de calda e velocidade de aplicação. Outro software, apresentado pela Embrapa Suínos e Aves, foi o Granucalc, destinado à análise de granulometria de ingredientes para ração animal. Os técnicos apresentaram, ainda, informações para a produção de suínos, como o projeto Leitão Ideal, arranjo tecnológico para tratamento de dejetos e bem-estar no manejo pré-abate.

Auri Braga Historiador e Técnico em Agricultura

Diversidade marcou a participação da empresa na 15ª edição da feira

Na parceria com a Emater/ RS, a Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) apresentou diversas variedades de feijão, capim elefante e

sudão, milheto, tubérculos como batata doce e batata branca, abobrinha e nove cultivares de cana-de-açúcar.

Práticas ecológicas que geram economia são apresentadas aos produtores rurais gaúchos A parcela Propriedade Sustentável foi a sede da propriedade do Espaço da Família Rural, área organizada pela Emater/RS-Ascar na Expodireto 2014. A casa foi construída com madeira de reflorestamento e dotada de sistemas que a tornam uma opção de residência sustentável e econômica para os produtores rurais gaúchos. O modelo de moradia sustentável foi completamente construído com madeira de eucalipto, o que segundo o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Alessandro Davesac, um dos coordenadores da parcela, se configura como uma alternativa economicamente viável para a construção de casas para os produtores rurais, que possuem áreas de

reflorestamento em suas propriedades. O projeto de saneamento conta com o sistema chamado pelos extensionistas da Emater/RS-Ascar, de Círculo da Bananeira. Um filtro natural biológico e economicamente viável, para o tratamento e reaproveitamento das águas cinzas da residência – aquelas provenientes do chuveiro, ralos e pias. As águas são direcionadas a uma fossa séptica com dois estágios, no primeiro é feita a decantação, onde acontece a decomposição dos dejetos através da ação das bactérias. No segundo, a água é filtrada, antes de passar para o sumidouro biológico, que é feito com a retirada de 1m³ de terra, onde são colocados feno, raspas

de grama, madeira e plantadas bananeiras. Esses vegetais conseguem absorver cerca de 20 litros de água por dia, reaproveitando o recurso que já havia sido utilizado pela família para higiene e limpeza. “A Propriedade Sustentável é capaz de proporcionar um grande ganho social para as famílias rurais, ela estimula que as pessoas continuem vivendo e produzindo alimentos no campo, porque o agricultor se sente valorizado. Além da economia financeira que gera, evitando o desperdício de parte da renda dos produtores, ela ainda oferece maior conforto e contribui com a preservação dos recursos naturais”, complementa Davesac.

Alternativas visam aumentar o consumo de peixes Na parcela da Piscicultura, na Expodireto Cotrijal, que aconteceu na cidade de Não-Me-Toque, foram desenvolvidas oficinas de corte e preparo de pratos à base de peixe, visando o aumento do consumo deste tipo de carne. A atividade mantém-se como uma atividade típica da agricultura familiar e serve de alternativa para melhorar a qualidade da alimentação e complementar a renda das famílias rurais. “Se compararmos o consumo da carne de peixe com as demais, como frango, gado ou suíno, vemos que é muito pequeno, embora seja melhor em diversos aspectos. E, quando analisamos a forma como o peixe é disponibilizado para a venda ao consumidor, começamos a entender porque isso acontece. Quando vamos prepará-lo, precisamos de somente um quilo para a refeição da família. Descongela, corta, volta a congelar o restante, e nesse processo se perde todo o valor nutricional. O ideal seria que a carne de peixe fosse comercializada em partes”, comenta Mário Nowicki, extensionista da Emater/RS-Ascar responsável pela Parcela da Piscicultura.

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A História Das Sementes

Mais uma vez uma grande mudança da geografia agrícola do país passa pela semente, daí a importância da pesquisa no desenvolvimento de novos cultivares para o povoamento das lavouras nas novas fronteiras a serem desafiadas, e uma questão de ambiente ou meio ambiente, onde serão plantadas novas fronteiras. A expansão das fronteiras de cultivo de soja para as áreas não tradicionais, como é o caso das várzeas do Rio Grande do Sul, antes destinadas quase que exclusivamente ao arroz irrigado, aponta para a necessidade de atenção ao desempenho de cultivares e a época de realização do plantio. Materiais semeados em coxilha e sequeiros apresentam comportamento diverso daqueles plantados em solos encharcados. Mais uma vez a mudança começa pela semente, onde tudo começa na produção que alimenta o mundo. Nesse caso específico, de cultivar soja em várzea, vários fatores podem interferir na produtividade, e não só a semente. O clima o manejo a fitos sanidade, a fertilidade do solo e o ambiente que ao soja é cultivada podem alterar a produtividade para mais ou para menos. No entanto, a união de todos esses fatores correspondem a parte do manejo onde o ponto central, a planta e o potencial de usar esses fatores para expressar seu potencial produtivo está, sem dúvida, na utilização de cultivares mais adaptadas ao sistema de produção. Portanto, a semente bem escolhida dentro do zoneamento agrícola que indique o cultivar é um dos principais fatores da produtividade das nossas lavouras, seja em áreas de cultivo já tradicionais seja em novas fronteiras agrícolas. Há mais ou cinquenta anos, quando se pensava que Mato Grosso pudesse ser um Estado produtor de soja, não se tinha nem ideia que tipo de semente era mais adequado: se um ciclo precoce, médio, ou tardio. Em poucos anos, a pesquisa mapeou Mato Grosso, chegando hoje a produtividades muito altas. Assim, a pesquisa vai trabalhar variedades para se produzir em solos mais úmidos, hoje ocupados pela cultura do arroz . Resta saber se não vamos acabar comendo feijão com arroz ao preso de ouro, ou acabar comendo só feijão. Com a soja ocupando grandes ares que hoje são utilizadas para produção de arroz.

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Confirmando as expectativas

Estande da Imasa, na Expodireto, teve expressivo volume de visitação

Mais uma excelente edição da Expodireto Cotrijal confirma as boas expectativas dos setores envolvidos com o agronegócio. A edição de 2014 da já consagrada feira que ocorre em Não-Me-Toque, tradicionalmente na 1ª quinzena de março, trouxe um acréscimo de cerca de 27% no volume de negócios em relação a sua edição anterior, reafirmando a tendência do setor de contar com mais um ano de bons negócios. Com números na casa dos R$3 bilhões de reais em negócios protocolados junto às instituições que compõe a rede financeira do evento, o setor de máquinas e implementos foi um dos principais segmentos, mas outros setores como os segmentos de armazenagem e irrigação, também tiveram contribuição significativa para o desempenho positivo do evento, desenhando um primeiro semestre bastante animador para as empresas participantes. Para a Imasa, esta edição foi muito significativa, não somente pelo volume de negócios que chegou na casa de 100 pedidos protocolados durante o período da feira, mas também pelo expressivo volume de visitação no estande deste ano, fundamental para poder conversar com clientes, fornecedores e apresentar as novidades implementadas nos produtos. Entre as novidades estava o modelo Saga Múltipla 1121 equipada com transportador longitudinal mecânico, opção que facilita bastante a vida de produtores que precisam deslocar seu equipamento de uma área de plantio para outra. Os clientes e visitantes também tiveram a oportunidade ainda de conhecer diversas outras melhorias implementadas para a linha de 2014.

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Festa do Milho de Ijuí celebra colheita do grão no Estado O encerramento da safra verão de milho no Rio Grande do Sul foi comemorado no dia 23 de março, em Ijuí. A 3ª Festa Estadual do Milho celebrou a colheita do grão no Estado, que está estimada em quase cinco milhões de toneladas de acordo com o sexto levantamento da safra de grãos 2013/2014 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa). “Estamos no final da colheita, mas acreditamos que a grande região de Ijuí deva representar até 30% [1,5 mi/t] da safra de milho do nosso Estado”, disse o presidente da Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul

(Apromilho-RS), Cláudio de Jesus. Em seu terceiro ano, a festa se tornou uma tradição por reunir produtores e visitantes que são atraídos por guloseimas produzidas com o grão. “É uma boa oportunidade para comemorar o fim da colheita com os quase 30 mil produtores da nossa região”, comentou o presidente. Além da Apromilho, a festa teve o apoio da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo de Ijuí. O evento foi realizado no novo salão da Paróquia Cristo Rei – organizadora da festa – no bairro Assis Brasil, a partir das 10h.

As soberanas da Festa, Vanessa Lassen, Gabrieli Guterres de Jesus e Michele Goi Klaus

Durante a festa foram comercializados produtos feitos somente a base de milho

Desoneração tributária pode Melancia será exportada para o Chile salvar setor de alimentação A desoneração de PIS e Cofins para as rações e sal mineral poderia aliviar o custo na produção de carne bovina, leite, peixes e camarões, devolvendo competitividade à cadeia produtiva. É o que aponta estudo realizado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) com a consultoria MB Agro. O pedido é uma antiga reivindicação do setor com vistas à equiparação dos insumos pecuários aos agrícolas, desonerados desde 2004. A proposta que reduziria os encargos tributários chegou a ser aprovada pelo Congresso em julho passado, mas foi vetada pelo Executivo. A suspensão de PIS e Cofins promovida em 2010 nas cadeias de produção de aves e suínos foi parcial. Desde então, vários insumos da alimentação continuaram tributados, incluídos aqueles importados e considerados essenciais por não contar com produção local, que continuam recolhendo 9,25%, sem possibilidade de compensação e créditos sem aproveitamento. “Essa legislação confusa e parcial criou embaraços operacionais (controle de estoques físicos e contábeis), uma vez que os mesmos insumos estão sujeitos à regimes tributários diversos dependendo da sua indicação de consumo por essa ou aquela espécie animal”, afirma Ariovaldo Zani, vice-presidente executivo do Sindirações.

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Em visita ao Brasil, em julho de 2013, uma missão chilena visitou os Estados do Rio Grande do Norte e Ceará, produtores de melancia e melão, para avaliar os cuidados fitossanitários nas regiões. Agora, o governo do Chile publicou protocolo estabelecendo os requisitos para a importação de melão e melancia produzidos no Brasil. Na prática, a criação das normas marca a abertura do mercado chileno às duas frutas brasileiras. As regras foram divulgadas no Diário Oficial do país, mas o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento recebeu comunicado oficial das autoridades chilenas uma semana depois. Atualmente, o Brasil exporta melancia para 11 países, incluindo membros da União Europeia, Mercosul e Rússia. O melão é vendido para 21 países.

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Cotrijui na vanguarda em projetos de irrigação A Cotrijui continua como vanguardeira em diversas ações na região Sul do País. Um dos segmentos onde a cooperativa segue atuando forte, especialmente pelos incentivos concedidos pelos governos estadual e federal, refere-se à irrigação. Os projetos que foram desencadeados nesta região em mais de 80% passaram pela Cotrijui. Esse trabalho envolve especialmente a irrigação pelo sistema de aspersão. Além disso, na área de atuação da Cotrijui, o maior volume de propriedades irrigadas contempla pastagem para o gado leiteiro. A título ilustrativo, segundo os técnicos, nos projetos de gado leiteiro, independente das condições climáticas é possível manter em um nível elevado na produtividade de leite. A expectativa é de que neste ano, mais de 200 projetos que estão represados recebam a liberação ambiental para que possam ser implementados.

Empresas vão desenvolver projeto Escola no Campo em 42 municípios Uma parceria entre a Cotrijui e Syngenta, permitirá desencadear ações sócioambientais em 42 municípios das regiões Celeiro, Missões, Planalto Médio, Fronteira Oeste e Campanha. Trata-se do Projeto Escola no Campo. A iniciativa prevê o fornecimento de todo o material didático aos estudantes de forma graciosa pela empresa Syngenta, cabendo à Cotrijui a cedência de profissionais da equipe técnica, e apoio

das Secretarias Municipais de Educação. Os Educandários a serem selecionados receberão uma cartilha que aborda temas como saúde, meio ambiente e boas práticas. Segundo o diretor de Produção Primária, Nelson Smola e o gerente do Departamento Agrotécnico da cooperativa, Alberto Rossetto, a implementação desse trabalho deve ocorrer entre o final do primeiro e início do segundo semes-

tre de 2014. Serão beneficiadas crianças na faixa etária entre 11 e 12 anos de idade. Além do aprendizado na escola, a ideia é de que isso possa ser socializado com as famílias e amigos. As escolas da região interessadas em participar desse projeto de caráter social, coordenado pela Cotrijui, devem efetuar contato diretamente nas respectivas unidades da cooperativa.

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Educadores são treinados para alfabetizar adultos no campo Até a última semana, 170 educadores que vão ministrar alfabetização para mais de 3 mil trabalhadores rurais gaúchos estiveram reunidos em Porto Alegre para um treinamento metodológico do Programa de Alfabetização de Adultos (Alfa) promovido pelo Senar-RS. Na abertura do evento, que aconteceu na casa de oração Vila Betânia, quando o superintendente do Senar-RS, Gilmar Tietböhl saudou os professores e falou sobre a importância do papel destes profissionais no processo de educação no campo. “O educador tem o desafio de abrir as portas do conhecimento e mostrar como subir degraus. Com adultos, o desfio é ainda maior, pois é preciso primeiro conquistá-los e achar a motivação de cada um para fazer isso acontecer”, comentou. O Alfa - Alfabetizando para profissionalizar diferencia-

se de outros programas por beneficiar unicamente trabalhadores rurais com aulas de alfabetização seguidas de cursos profissionalizantes, que ajudam na melhoria de qualidade de vida e renda dos participantes. As aulas para os produtores e trabalhadores começam dia 7 de abril nas próprias comunidades rurais. Este ano, o programa vai atender seu recorde de alunos, em 15 anos de atividade no RS. Serão 3,5 mil pessoas inscritas em 66 municípios. O calendário letivo terá 230 horas/aula de alfabetização seguidas de um curso de Saneamento Rural Básico, também promovido pelo Senar, além de palestras de saúde e qualidade de vida no campo. Por meio do Alfa mais de 20 mil pessoas foram alfabetizadas. O programa é reconhecido pela Unesco e recebeu diversos prêmios em responsabilidade social, entre eles, o Top de Marketing ADVB.

Fábrica de ração da Cotrijui produz mais de seis mil toneladas mensais A Cotrijui, com o advento da nova gestão, está trabalhando forte para a setorização das atividades e que todas sejam viáveis. Uma das áreas que enfrentou dificuldades há cerca de um ano, mas está revitalizada e apresentando resultados é a industrialização de ração. A fábrica, situada na sede, em Ijuí, atendendo todas as

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exigências legais e rígido controle de qualidade, trabalha para o fornecimento da produção exclusivamente aos cooperados do setor de suíno. Segundo o coordenador do segmento, Laimar Pedroso, a Fábrica de Rações de Ijuí transforma mensalmente mais de 6,2 mil toneladas. Esse processo faz parte da

cadeia produtiva, alimentando suínos que posteriormente são abatidos no Frigorífico Tchê. A expectativa é de, que num futuro próximo, sejam efetuados novos investimentos, ampliando a capacidade de fabricação, visando suprir as necessidades dos associados e outros consumidores num mercado que está em evidência.

Superintendente falou na abertura sobre importância do professor no campo

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SOJA

Colheita da soja inicia com perdas Ainda é cedo para afirmar, mas determinadas regiões do Estado, como o Noroeste, registrarão perdas na safra devido aos dois períodos de estiagem e ao ataque generalizado de pragas. No entanto, de forma geral, a safra no RS é considerada boa.

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colheita da soja teve início no Estado e avança lentamente, até o momento atingindo 5% da área plantada, ante 10% colhidos no mesmo período do ano passado. Ainda cedo para falar em volumes de colheita, já é possível perceber que em algumas regiões as projeções de safra recorde não devem se confirmar, devido aos problemas enfrentados nos últimos meses, como por exemplo, dois períodos de estiagem. Em determinadas regiões as perdas chegam a 60% na produtividade, com produtores colhendo uma média

de 25 sacas/hectare, muito abaixo da expectativa inicial que estava em torno de 60 sacas/hectare, enquanto em outras propriedades a produtividade média inicial já passa de 70 sacas/hectare. “Tivemos um período de planta de soja, na safra 2013/2014, muito conturbado. Registramos de início um bom plantio, com uma ótima germinação, depois ocorreram duas estiagens muito fortes. No entanto, algumas regiões não tiveram a segunda estiagem, e nelas haverá uma produtividade maior”, conta o presidente da Associação de Produtores de Soja do RS (Aprosoja/RS) Décio Teixeira. Para o presidente, a estimativa divulgada pela Emater de produtividade em torno de 2,5 kg, esse volume é elevado diante dos problemas enfrentados nesta safra. “O fato é que onde não ocorreu estiagem, a soja é boa. Se colhe em torno de

45 a 50 sacas/hectare, com alguns registros de colheita a mais, mas não muito acima. Em compensação temos

produtores colhendo 25 sacas/hectare.” Ele acentua que nesta safra foi registrado um aumen-

to de 500 mil hectares da cultura de soja na região da Fronteira. “Isso tudo impacta para cima”, afirma.

Produtor colhe 25 sacas/hectare de soja É hora de ficar de olho no preço O distrito de Floresta, que conta com cerca de 100 produtores, é umas das maiores regiões produtoras do município e investe pesado em tecnologia nas lavouras de soja, com foco na produtividade. No entanto, para a safra 2013/14 os investimentos não foram o suficiente para garantir uma colheita dentro da expectativa. A escassez de chuva, por dois períodos, aliada às temperaturas elevadas prejudicou a produtividade, que deve ficar com uma média muito abaixo da projetada durante o plantio. “Aqui ninguém planta pensando em colher me-

nos do que 60 sacas/hectare. Mas, esse ano deve fechar em 25 sacas/hectare na média geral”, conta o produtor e presidente dos Conselhos Distritais Cláudio Eickhoff. Segundo ele, a região Norte do município, que abrange o distrito de Floresta, de Mauá e parte dos municípios de Ajuricaba e de Catuípe, foi a mais atingida pela escassez de chuva. “E também pelo excesso de temperaturas”, acrescenta o produtor. “Os prejuízos do último período de estiagem, ocorreram não tanto pela falta de chuva, mas pela temperatura muito alta, que chegou a 40ºC

Cláudio iniciou a colheita na propriedade no início desta semana

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em alguns dias”. Eickhoff plantou 380 hectares, distribuídos entre o distrito de Floresta, Chiapetta e Bozano. Somente em Floresta foram implantados 160 hectares de soja. “Eu não contava com essa estiagem, porque no final de dezembro ocorreram 30 dias de sol e depois começou a chover o que nos levou a pensar que escapamos, deu uma segurada na soja e contribuiu para o desenvolvimento. Normalmente é uma estiagem que ocorre durante o ciclo da lavoura, mas infelizmente dessa vez veio a segunda, e ninguém estava preparado”. Além disso, ele conta também que as lavouras que estão sendo colhidas não serão as únicas prejudicadas. “As plantas tardias estão derrubando as folhas e podemos perceber que a produtividade não será muito superior às primeiras que, em algumas áreas, registraram a morte de até 60% da plantação”. Eickhoff acrescenta que o produtor também teve que lidar com problemas de trips e percevejos que surgem quando falta água: “São tão miúdos que quando há descuido eles liquidam com a lavoura”.

O presidente da Aprosoja/ RS, Décio Teixeira, orienta os produtores que aproveitem o mercado para comercialização da safra. “Nós já tivemos um pico grande dque chegou a R$ 72 o preço no disponível. Agora baixou em função da queda do dólar e da cotação em Chicago. Hoje, o que tem mais in-

fluência sobre a bolsa de valores não é tanto o clima, mas os movimentos de grandes capitais. “Fundos de investimento, vendendo, eles que determinam o mercado. Para onde eles correm, corre o preço”, explica. Há muita especulação e o produtor tem que observar a média e não ficar esperando o maior preço.

Falsa medidera é a vilã da safra Além dos problemas enfrentados devido ao clima, os produtores também tiveram que lidar com o ataque generalizado de pragas. No entanto, os produtores se prepararam para combater a Helicoverpa armigera, temida pelos estragos causados no Norte do País na última safra. Mas, foram surpreendidos pelo ataque de um inimigo, já velho conhecido dos produtores: a Falsa medidera. Segundo o presidente, ocorreu um desequilíbrio ambiental ocasionado pela entrada de novas variedades no mercado. “O problemas com lagartas que normalmente se combatia com inseticida simples desta vez, foi necessário dobramos a dose ou usar recursos mais fortes para se combater”, explica. “Houve aplicações de inseticidas muito fortes, usando-os até quatro vezes nas lavouras.” Ele destaca o ataque generalizado na fase de maturação, o que não é uma situação normal. “Assisti lavouras com a soja seca e as lagartas mordendo a vagem da soja. É uma situação que eu nunca tinha visto, principalmente na região de Jóia e Boa Vista do Cadeado”, revela.

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Dia de Campo da Produtiva apresenta as novas variedades de soja Na tarde de 21 de março foi realizado o já tradicional Dia de Campo da Produtiva, na propriedade de Dary Barriquello e filhos, localizada na Rodovia RS, 522, entre Ijuí e Augusto Pestana. O evento contou com a presença expressiva de produtores, técnicos e agrônomos de toda a região. De acordo com o proprietário da Produtiva, Juarez Neme da Costa, o Dia de Campo cumpriu com os objetivos a que se propunha. “Tínhamos por objetivo prin-

cipal, mostrar aos produtores da nossa região as novas variedades de soja, entre elas a RR1 e a Intacta, que são resistentes às lagartas, ou seja, que não necessitam da aplicação de inseticidas durante praticamente todo o ciclo da cultura”, destaca o empresário. No Dia de Campo, o produtor teve a oportunidade de avaliar a diferença entre as variedades RR1 e Intacta, potencial produtivo, porte, capacidade de engalhamento, ciclo, entre outras carac-

terísticas de cada material apresentado pelas empresas Sementes Costa Beber, Sementes Cometa, Nidera Sementes e Morgan sementes, parceiras da Produtiva. No setor de fertilidade, algumas das novidades apresentadas pelas empresas Microbiol Biotecnologia e T.M.F Indústria e Comércio Ltda foram a adubação biológica com o microgeo, que descompacta e oferece maior fertilidade do solo, e a calcite, que é um corretivo do solo, produzido em Minas

Gerais e que fornece cálcio altamente solúvel e formulação granulada. Como novidade na adubação química, a Fertilizantes Multifertil apresentou a nova tecnologia Kimcoat, que é um revestimento nos grânulos dos fertilizantes, que evita perdas e permite uma liberação mais lenta dos nutrientes no solo. A Dimicrom apresentou a sua linha de nutrição foliar e tratamento de sementes com micronutrientes, mostrando com seu projeto Construindo Plantas

a importância da qualidade de sementes e a suplementação com um complexo de nutrientes e também da nutrição foliar para um bom desenvolvimento, engalhamento e produtividade da soja. Neste Dia de Campo, a Produtiva contou com a parceria das empresas John Deere, Dimicron, Du Pont, Helm, Sementes Costa Beber, Alamos Brasil, Sementes Cometa Kudiess, Nidera Sementes, Microgeo, Ihara, Chemtura, T.M.F Indústria, Cheminova e Fertilizantes Multifértil.

Dia de Campo foi realizado na propriedade de Dary Barriquello

Evento contou com a presença expressiva de diversos produtores, técnicos e agrônomos

Arai deu continuidade à campanha de recolhimento de embalagens vazias A Associação de Revendedores de Agroquímico de Ijuí (Arai) realizou nesta semana a campanha de recolhimento de embalagens vazias de agroquímicos junto às 34 empresas associadas. A ação, realizada todos os anos, tem por objetivo a destinação correta aos materiais. De acordo com o presidente da Arai, Juarez Neme da Costa, a meta deste ano é superar o volume da campanha anterior. Somente nos primeiros dois dias de campanha, haviam sido entregues quase 50 mil embalagens. “A expectativa é de superar o volume de quase 225 mil

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embalagens recebidas no ano passado”. Segundo ele, todos os anos as empresas que integram a Arai são divididas em quatro equipes que ficam responsáveis, a cada dia, pelo recebimento dessas embalagens. O presidente lembra que é obrigação do usuário de agrotóxicos realizar a tríplice lavagem das embalagens rígidas que contenham formulações miscíveis ou dispersíveis em água. Através deste procedimento, as embalagens devolvidas às centrais e postos de recebimento poderão ser recicladas; caso

contrário serão consideradas contaminadas e remetidas para incineração. “Nós destinamos essas embalagens para Jeriva Embalagens, que é a central de recebimento, localizada no município de Giruá”, acrescenta o presidente. “Esse procedimento é regido por uma lei que determina que o produtor tem que usar o produto, realizar a tríplice lavagem e devolver à empresa que lhe vendeu, que por sua vez, ao receber envia à central. Após, a indústria recolhe e destina essas embalagens a São Paulo para o destino correto.”

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Protocolo busca métodos inovadores para o aumento da produtividade de soja

Principal objetivo da iniciativa é saber se a cultura possui alguma limitação de nutrientes

O Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) acaba de lançar o segundo protocolo da sua Rede de Pesquisas. Este ano, a entidade, em conjunto com diversas instituições, irá investigar a eficiência da utilização conjunta dos macronutrientes N (Nitrogênio), P (Fósforo), K (Potássio) e S

(Enxofre) no aumento da produtividade de soja em várias regiões do Brasil, considerando diferentes manejos e o aumento da aplicação dos componentes no cultivo do grão. Embora o nitrogênio já tenha sido objeto de pesquisa do primeiro protocolo da Rede de Pesquisas, o nutrien-

te será analisado novamente, entretanto os critérios serão diferentes – desta vez juntamente com as outras substâncias - e estão relacionados a fontes e estádio fenológico diversos das plantas. “Na última edição do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, as três áreas que alcançaram maiores índices de produção ficaram aproximadamente 124% acima da média nacional de 48,9 sacas por hectare. Consequentemente, este resultado nos obrigou a repensar sobre as tecnologias tradicionais recomendadas por entidades de agronegócios”, explica Orlando Martins, presidente do Cesb. “A partir daí, resolvemos avançar e prospectar com profundidade métodos inovadores no plantio da soja relacionado à utilização destes macronutrientes N, P, K e S”. O principal objetivo do Comitê com esta iniciativa é

Construção de açudes abre novos caminhos a produtores da região

Propriedade rural de Quaraim terá um açude barrado, que servirá para irrigação da lavoura e do pasto para os animais

No dia 14 de março, o prefeito Olívio José Casali visitou duas propriedades rurais de Três de Maio contempladas com o programa Irrigando a Agricultura Familiar, da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) do Rio Grande do Sul. Em cada uma delas foram feitos açudes para irrigação. Na localidade de Quaraim, na propriedade de Agostinho

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Rochineski, um açude barrado está sendo construído. Segundo o produtor, quando finalizado, o açude servirá para irrigação da lavoura e do pasto para os animais, além de ser utilizado para a criação de peixes. “Este açude nos trará novas possibilidades e vai solucionar um dos nossos principais problemas: a falta de água”, disse Rochineski.

Em seguida, a propriedade de Luciano e Neiva Kersten, em Lajeado Caneleira, recebeu a visita do prefeito. Lá está concluído um açude escavado, de aproximadamente 0,2 hectares e que poderá irrigar até 3 ha da propriedade, que possui ao todo 27 ha. Kersten possui atualmente 42 cabeças de gado, sendo 17 em lactação e que produzem, em média, 225 litros/dia.

avaliar, em condições de elevada tecnologia, se a cultura da soja está tendo limitações de algum macronutriente, além de verificar a geração de benefícios técnicos e econômicos a partir de adubações adicionais realizadas na leguminosa – em diferentes épocas e fontes. Caso os resultados se mostrem positivos para a produtividade, o Comitê encaminhará às instituições de pesquisa interessadas para a devida confirmação e refino da tecnologia, os estudos nas mais adequadas fontes, dosagens, estádios e métodos de aplicação de cada nutriente. O segundo protocolo da Rede de Pesquisas já está disponível para todas as instituições que tiverem interesse em auxiliar no desenvolvimento desta investigação. Para participar e receber as instruções basta enviar um email para o Cesb: cesb@cesbrasil.org.br

Troca de experiência pode ajudar a prevenir a Helicoverpa

Com objetivo de buscar alternativas para minimizar os danos com a lagarta Helicoverpa armigera, que na safra 2013/14 causou prejuízos de R$ 931,93 milhões aos produtores de Mato Grosso, a Aprosoja participa agora em março de um programa científico na Austrália. O país já registrou e erradicou o maior surto da praga e se destaca como exemplo a ser seguido. Os produtores australianos convivem com a doença desde 1960, e o programa é focado em práticas agronômicas que são adotadas pelos produtores com acompanhamento de especialistas em diversas áreas, tais como de Refúgio, uso da Tecnologia Transgênica Bt, aplicação de produtos agroquímicos, Manejo Integrado de Pragas (MIP) e campanhas de esclarecimento.

Dever cumprido Luiz Fernando Mainardi Secretário de Agricultura, Pecuária e Agronegócios

Depois de três anos e três meses no cargo de secretário Estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, estou voltando à Assembleia Legislativa para concluir o mandato de deputado estadual na condição de pré-candidato à reeleição. É, portanto, um momento de balanço, de prestação de contas. Saio do cargo, para o qual fui convidado pelo governador Tarso Genro, com a sensação de dever cumprido. Tenho convicção de que, coordenando uma excelente equipe de trabalho, formada por pessoas com perfil técnico e político, contribuímos para o grande momento que vive o setor agropecuário do Rio Grande do Sul. Depois da grande seca que nos recebeu naquela safra de 2010/2011, emplacamos três anos sucessivos de crescimento, culminando com o aumento de quase 40% do PIB agropecuário conquistado no ano passado. Fizemos do diálogo, da concertação, a nossa maior ferramenta. Ativamos e criamos Câmaras Setoriais e Temáticas, locais em que promovemos o debate, identificamos problemas e construímos soluções para os mais diversos setores da agricultura e da pecuária gaúcha. Aprendemos muito com as principais lideranças do agronegócio gaúcho e com os próprios produtores, no contato direto nas mais variadas atividades que participamos. Estabilizamos o setor arrozeiro. Estamos duplicando, com o Mais Água, Mais Renda, a área irrigada de culturas de sequeiro. Conseguimos aumentar o rebanho ovino e criamos diversos programas para o fortalecimento da Ovinocultura. Junto com os municípios e com o governo federal estamos implementando programa de inseminação artificial para melhorar a qualidade genética dos rebanhos de corte e de leite dos agropecuaristas familiares. Ao deixar a Secretaria da Agricultura, propomos o Plano Decenal para a Agropecuária e o Agronegócio. É a sistematização de todos os debates que travamos com as cadeias produtivas da agropecuária gaúcha, que se constitui numa contribuição para a elaboração de uma política agrícola para o nosso Estado. Uma política de médio e longo prazo, que olhe e projete para além de uma safra, de um ano agrícola e pecuário. Por tudo isso, saio da Secretaria da Agricultura com a sensação de dever cumprido, e muito agradecido.

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Conheça as vantagens do Azevém Nibbio na Germitec

A Germitec é uma empresa autorizda da Sementes Adriana, onde você adquire o Azevém Nibbio e outras sementes

O Azevém Nibbio é uma cultivar importada pela Sementes Adriana, da empresa italiana Mediterrânea Sementi, que detém 40% do mercado europeu do azevém. O Azevém Nibbio é líder em vendas na Europa e, por ser uma cultivar diploide, possibilita a produção de um volume maior de perfilhos, com hábito de crescimento mais denso e um maior volume de matéria seca no período instalado. O material já foi implantado e adaptado no Brasil na safra passada. Confira suas principais características: • São plantas muito eretas, com menor possibilidade de acamamento e um melhor aproveitamento de pastejo pelos animais. Com um porte maior, tem mais folhas e também maior volume de matéria seca por metro quadrado • Pode ser plantado mais cedo, com excelente precocidade no primeiro pastejo, aos 45 dias • Tem maiores ciclos, com intervalos entre pastejos mais reduzidos, que possibilitam um

maior número de cortes/pastejos no período • Oferece uma maior resposta à adubação por se tratar de material melhorado e com genética de origem comprovada, além de alta resposta à aplicação de nitrogênio, em até 450 kg de nitrogênio por hectare/ano • Tende a florescer mais tarde, dependendo de clima e manejo, podendo alongar o ciclo e continuar a produzir massa verde • Utiliza-se de 148 sementes por metro linear, com espaçamento de 17 cm em plantios feitos em linha. A lanço, utiliza-se de 25 kg/hectare de sementes • Tem alto rendimento, com a produção de 8 a 10 toneladas/ hectare de matéria seca • Pode ser usado em pastejos, cortes, feno e pré-secado/silagem A Germitec é uma empresa autorizada da Sementes Adriana, onde você pode adquirir o Azevém Nibbio e outras sementes. A Germitec está situada na BR 285, Km 456. Telefone: 55 3332 3882.

Abertas as inscrições para o Prêmio Vencedores do Agronegócio Para reconhecer o mérito num dos setores mais importantes da economia gaúcha e divulgar os casos de sucesso em todos os elos das cadeias produtivas do agronegócio no Rio Grande do Sul, a Federasul lançou o prêmio “Vencedores do Agronegócio”. O prêmio tem por objetivo estimular e contribuir para o desenvolvimento do Estado,

além de destacar os vencedores para que se tornem referência à sociedade gaúcha pela força empreendedora, criativa e de competência na resolução de desafios. “Queremos que sejam reconhecidos os méritos dos agentes da cadeia do agronegócio no RS”, destaca o presidente da Federasul, Ricardo Russowsky. Serão premiados os desta-

ques em três diferentes áreas (Antes, Dentro e Depois da Porteira), que se subdividem em outras sete categorias. Podem participar Vencedores do Agronegócio, empresas ligadas direta e indiretamente ao agribusiness, do setor público ou privado, estabelecidas no Estado. Poderão ser inscritos quantos cases desejarem, desde que tenham relevância e estejam

de acordo com as condições do regulamento. Em todas as três áreas, serão premiadas categorias relacionadas a um segmento da cadeia produtiva do agronegócio. Os jurados serão convidados pela Federasul para compor uma equipe multidisciplinar especializada em cada um dos itens que será avaliado. Cada case será analisado com base em

quatro critérios: criatividade e inovação, estratégia do negócio, ferramenta de marketing e, resultados obtidos. As inscrições estarão abertas de 30 de março a 30 de agosto e a divulgação dos vencedores acontece em uma coletiva de imprensa, em outubro de 2013. A entrega dos prêmios será no dia 30 de outubro, mês de aniversário da Federasul.

Estudo aponta que aliar agricultura, biodiversidade e serviços ecossistêmicos é bom negócio Destacar os benefícios econômicos de iniciativas empresariais que favoreçam a conservação da biodiversidade e a manutenção dos serviços ecossistêmicos é o principal objetivo do projeto TEEB para o Setor de Negócios Brasileiro, coordenado pela Conservação Internacional (CI-Brasil). Lançado em outubro de 2011, o projeto apresenta agora os resultados de estudo que compara o valor ambiental de diferentes práticas agrícolas na produção de óleo de palma (dendê) e soja, em projetospiloto das empresas Natura e Monsanto, respectivamente. Em ambos os casos, a análise prova que conservar o “capital

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natural” é um bom negócio. “Ao evidenciar o valor econômico, até então tratado como invisível nas questões da conservação dos recursos naturais, o TEEB demonstra que a preservação e o uso sustentável do capital natural são condições sine qua non para se alcançar um desenvolvimento econômico sustentável, que assegure o bem estar social das gerações de hoje e de amanhã”, considera a coordenadora do projeto TEEB para o Setor de Negócios Brasileiro, Helena Pavese. A análise foi realizada pela consultoria inglesa Trucost, reconhecida no cenário internacional pela valoração de

externalidades de grandes companhias, como por exemplo a empresa de material esportivo Puma. Para se chegar aos resultados finais, foram valorados o equilíbrio entre os custos dos impactos e dos benefícios ambientais, em termos financeiros. “Inserir o capital natural nos processos de decisão corporativa não apenas ajuda as empresas a optarem pelas melhores escolhas para otimizar a produção, mas também constrói resiliência aos negócios ao identificar riscos e oportunidades invisíveis na contabilidade tradicional das empresas”, afirma o Diretor de Finanças Ambientais da Trucost, Neil McIndoe.

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Setor hortifrutigranjeiro é afetado pelo clima O período de temperaturas elevadas e de falta de chuvas resulta na quebra da safra de diversas culturas, e o setor hortigranjeiro também sofre com a radiação, a umidade do ar e as altas temperaturas. Entre 100 e 130 famílias trabalham no setor hortifrutigranjeiro no município, e, de acordo com o chefe do escritório municipal da Emater, Edwin Bernich, houve retração na oferta de culturas folhosas nos últimos meses. “Folhosas como alface e repolho são culturas que sentem bastante com a falta de umidade, com as temperaturas muito altas. Mas, como estamos entrando novamente em período de plantio e o clima tende a ser mais favorável para essas culturas, a tendência é que tudo volte para a normalidade”, explica. Cristiano Ceretta, presidente da Associação dos Produtores Feirantes de Ijuí (Aprofeira) garante que os legumes mais afetados foram o repolho, o brócolis, a couve-flor, a cenoura e a beterraba. “Essas cinco culturas deixaram de ser produzidas, pois mais de 80% estavam danificados. Os meses de janeiro e fevereiro foram complicados,

mas agora está voltando ao normal”, destacou. Já o tomate, produzido em estufa, caiu cerca de 50% por conta do forte calor. “O pé está lá, muito bonito, mas sem frutas. A produção de pepinos cultivados em estufas também caiu 30%. A salsa, de tanto calor que fez, chegou a cozinhar a raíz, diminuindo sua produção em 50%”, esclarece. Segundo Ceretta, é devido a estes problemas climáticos que os produtos estão vindo de outras regiões e que o valor de alguns hortifrutigranjeiros estão mais altos. “Na feira, tudo que é comercializado é daqui, mas aí nem todas as culturas estão sendo ofertadas”. Edwin garante que os produtores ijuienses já aprenderam a enfrentar e se sair bem das situações de adversidades climáticas. “O município é um forte polo na questão de olerícolas e tem tradição na tecnologia, então não sente mais tanto os desgastes. Os agricultores que trabalham com isso já têm um nível tecnológico bem avançado, aprenderam a lidar com os problemas climáticos. Tudo já está sendo normalizado”, completa.

Profº. Argemiro Brum, do Ceema/ Dacec/ Unijuí

Entre os legumes mais afetados estão repolho, brócolis, cenoura e a beterraba

Secretaria da Agricultura lança plano que projeta próximos dez anos para agropecuária gaúcha

Produção leiteira deve dobrar em dez anos

Se na safra 2013/2014 a previsão é colher 30 milhões de toneladas de grãos em 7,5 milhões de hectares plantados, imagine o que deverá ser extraído dos solos gaúchos em dez anos com o incremento de mais seis milhões de hectares. O questionamento encontra indicadores positivos no Plano Decenal, lançado em formato de revista no dia 18 de março, pela Secretaria da Agricultura, em evento na Casa do Gaúcho do Parque Harmonia.

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O encontro também homenageou o secretário estadual da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, que deixou a Seapa no último dia 20. Conforme o estudo, o Rio Grande do Sul pode incorporar novas áreas de lavouras (horizontalmente) e aumentar os ganhos de produtividades (verticalmente), devendo dobrar a produção por meio de boas práticas e diversificação de culturas. Dos 28 milhões de hectares no total, pelo menos um quarto está coberto de

SOJA: TENDÊNCIA LONGA INDICA RECUO DE PREÇOS

florestas, metade com campos e reservatórios naturais. O cultivo de soja e principalmente milho nas chamadas terras baixas economiza 80% de água em relação ao arroz irrigado e apresenta resultados positivos, de acordo com experimentos do Instituto Riograndense do Arroz (Irga). A diversificação em áreas de várzea aparece como alternativa de aumento de renda na orizicultura e na pecuária da Metade Sul, abrindo espaço para investimentos agroindustriais nas cadeias de frangos, suínos e leite. Superados alguns gargalos comerciais e tecnológicos, há indicativos de ampliação do cultivo de canola para biodiesel, trigo e outros cereais de inverno em terras baixas. A irrigação, outra aposta do Estado, superou a barreira cultural. A cada dez anos de safra, três eram prejudicados pela estiagem. “O programa Mais Água, Mais Renda tem sido

decisivo no aumento da área irrigada no RS. Com o apoio dos prefeitos e entidades que ajudam a divulgá-lo, o produtor entendeu que investir em tecnologia aumenta a produção e, consequentemente, a renda. Por isso, o plano decenal enxerga lá na frente”. Um dos mais promissores mercados do RS deve duplicar em dez anos. A cadeia produtiva do leite, além de filão econômico a ser mais explorado, constitui-se num segmento com papel social estratégico. De 441 mil estabelecimentos rurais, 183,2 mil são da agricultura familiar, representando 42% do total que produz dois bilhões de litros por ano. Nos últimos 13 anos, a produção cresceu 93%, tornando o Estado a segunda maior bacia leiteira do país, com quatro bilhões de litros por ano. A produtividade média em 2012 ficou em 2,6 litros por animal/ ano, praticamente o dobro da maior bacia.

Os preços internacionais da soja subiram neste primeiro trimestre de 2014, puxados pela preocupação mundial com a quebra de safra na América do Sul. Embora ainda haja muita controvérsia a respeito, a produção sulamericana deverá perder entre 11 a 14 milhões de toneladas, na hipótese mais otimista. Diante disso, o bushel de soja em Chicago, que em safra normal estaria entre US$ 12,00 e US$ 12,50 nesse momento, atinge valores entre US$ 13,80 e US$ 14,20. Mas as condições futuras (segundo semestre) apontam para um recuo de preços. Isso em função de alguns fatores importantes: 1) se a quebra sul-americana ficar nestes níveis, ainda assim a produção total será recorde; 2) a intenção de plantio do produtor dos EUA (relatório em 31/03) estaria indicando um aumento entre 4% a 8% na área de soja naquele país; 3) isso, em condições normais de clima, elevaria a produção estadunidense (colheita em outubro) para 96,5 milhões de toneladas, contra 89,5 milhões colhidas na safra passada; 4) a economia dos países desenvolvidos dá sinais de recuperação, fato que tende a aumentar os juros locais levando a um deslocamento do capital financeiro especulativo das commodities para os títulos públicos destes governos; 5) a China reduz seu crescimento econômico para níveis anuais de 7,5%, fato que pode atingir seu consumo interno; 6) o Brasil e a Argentina igualmente deverão aumentar um pouco mais suas áreas de soja para 2014/15; 7) o dólar se valoriza na economia internacional, fato que leva o preço das commodities a recuarem em dólares, no tradicional efeito de compensação (o inverso também é verdadeiro). É nesse contexto que o Fórum Outlook do USDA, em fevereiro, projetou o bushel de soja, para o produtor estadunidense, em torno de US$ 9,50 na média de 2014/15. Na mesma linha, a Agroconsult, no recente Fórum Nacional da Soja realizado na Expodireto/Cotrijal, no dia 11 de março, avançou que o bushel de soja pode recuar para a média de US$ 11,50 neste segundo semestre e para valores entre US$ 10,00 e US$ 11,00 para 2015. Nesse último caso, mesmo que o dólar saia dos atuais R$ 2,35 para R$ 2,60, o saco de soja ao produtor gaúcho, no balcão, ficaria, em média, entre R$ 47,00 e R$ 52,00, contra os R$ 55,00 a R$ 60,00 que agora se projeta para abril/maio do corrente ano.

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Bolsa Família entrega kits de avicultura e horticultura para beneficiários de Ijuí Vinte e oito famílias, beneficiárias do Programa Bolsa Família, do governo federal, receberam nesta quinta-feira, dia 27 de março, kits de avicultura e horticultura. O ato aconteceu no Salão da Comunidade Santana – região norte da cidade -, e contou com a presença do prefeito Fioravante Ballin. Segundo o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Igor De Bearzi, a chegada dos kits é resultado do trabalho de assistência técnica e social prestada pela Emater/RS-Ascar e prefei-

tura de Ijuí. Por meio do Programa Viver Melhor, as famílias do meio rural do município, que são beneficiárias do Bolsa Família, recebem assistência técnica e social e são estimuladas a produzir seu próprio alimento. Os recursos para a compra dos insumos e equipamentos foram captados pela prefeitura junto ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Conforme o MDS, os recursos para a gestão do Bolsa Família são repassados aos municípios brasileiros com base no

Kit tem pintos, ração, milho, farelo de soja, alimentador, entre outros

Índice de Gestão Descentralizada Municipal (IGD-M). O IGD-M leva em conta as informações prestadas pelos executivos municipais, como a qualidade e integridade das informações constantes no Cadastro Único para Programas Sociais (taxa de cobertura de cadastros); atualização da base de dados do Cadastro Único; taxa de crianças com informações de frequência escolar, taxa de famílias com acompanhamento das condicionalidades de saúde, entre outros. Fazem parte do Kit Produção de Hortigranjeiros: adubo, enxada, sombrite, pá de corte, bandejas de isopor e sementes de abobrinha, alface, beterraba, cebola, cebolinha verde, couve-flor, brócolis, espinafre, melão, pepino, rabanete, repolho, rúcula, salsa e tomate. No Kit Avicultura foram entregues pintos, ração, milho, farelo de soja, bebedouro, alimentador e tela para cercar o galinheiro.

Secretaria esclarece danos da lagarta Helicoverpa A lagarta Helicoverpa armigera não deve, no momento, ser motivo de pânico entre os agricultores gaúchos. A afirmação, do secretário adjunto da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Claudio Fioreze, foi feita na manhã de 11 de março, em Não-MeToque, durante o 25º Fórum Nacional da Soja, que aconteceu durante a Expodireto Cotrijal. Segundo Fioreze, apesar da presença em todas as regiões produtoras de soja e na maioria das lavouras, o nível de dano não justifica a decretação de alerta sanitário no Estado, ao contrário do que ocorreu em outras unidades da federação. O secretário adjunto fez

as declarações com base no monitoramento que está sendo feito por técnicos da Secretaria, do Ministério da Agricultura e outras instituições em todo o território gaúcho. Estamos monitorando a incidência em 95 municípios, onde temos cerca de 200 armadilhas, explicou. Os técnicos participantes do Fórum defenderam a adoção de métodos de controle integrados, além do monitoramento semanal e a capacitação para a identificação da praga e seus estágios para o momento certo de usar o produto. Também foi explanado que nos estágios iniciais de ataque, a praga pode ser controlada parcial ou totalmente.

Governador entrega 98 veículos para qualificação da extensão rural O governador Tarso Genro realizou no último dia 20, a entrega simbólica de 48 viaturas de um total de 98 para a Emater/RS-Ascar e Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR). Já foram adquiridos e entregues pelo governo do Estado 500 veículos, com recursos no valor de R$ 2,7 milhões, captados junto ao governo federal por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, com contrapartida da SDR de R$ 625 mil. O ato ocorreu em frente ao Palácio Piratini.“A SRD é uma secretaria nova, constituída por nós, e está sendo permanentemente equipada para cumprir suas funções, diretamente vinculadas à agricultura familiar. A Emater é uma instituição que estava praticamente destruída, sem funcionários e sem equipamentos. O ato de hoje praticamente finaliza o grande processo de recuperação que fizemos na Emater, e isso permite a mobilidade dos técnicos em todo o território para que as duas instituições continuem cumprindo as suas funções e valorizando a agricultura familiar”, afirmou o governador. O presidente da Emater e superintendente da Ascar, Lino

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Entrega simbólica foi realizada no último dia 20, em frente ao Palácio Piratini

De Davi, ressaltou que o processo de reestruturação, com a compra de equipamentos e qualificação de recursos humanos, permite que o Estado cumpra a sua missão institucional, executando políticas públicas

de extensão rural. “Proporciona que nossos profissionais tenham muito mais condições de trabalho. Os veículos, para nós, são como computadores para quem está no escritório, já que os téc-

nicos se deslocam até a casa dos agricultores. Agora temos condições objetivas para fazer com que o crédito, a orientação e a pesquisa cheguem efetivamente aos agricultores, melhorando a vida e garantindo

a produção de alimentos neste Estado”, destacou. O destino das viaturas será as 12 Regionais, que em seguida devem repassar os veículos para os municípios, de acordo com a necessidade de cada um.

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Jornal da Manhã | Ijuí, 28 de março de 2014

Hortas ecológicas são nova aposta dos produtores

Nesta edição, a Emater contou com alternativas de 18 espécies de hortaliças

A Emater está desenvolvendo junto a produtores do Estado uma horta ecológica, aliando alternativas de plantio e de produção de hortaliças de verão sem a utilização de agrotóxicos ou adubos químicos. Na horta, são demonstradas formas de manejo de pragas, doenças e de plantas espontâneas. Para que a implantação de uma horta ecológica tenha sucesso, é necessário que se leve em conta aspectos como a fertilidade do solo, a adubação orgânica disponível na propriedade ou próxima, a cobertura do solo, entre outras. Nesta edição, a Emater contou com alternativas de 18 espécies de hortaliças, totalizando 34 variedades, entre alface, repolho, couve, rúcula, cenoura e tomate. O coordenador da parcela, técnico agrícola da Emater/RS-Ascar Vilson Piton, explica que, entre as alternativas para o controle de pragas estão a instalação de armadilhas e a elaboração de soluções que podem ser aplicadas diretamente sobre as plantas. Mesmo com as exigências em relação ao manejo, Piton diz serem muitas as compensações da produção orgânica, “especialmente no que se refere à diminuição das contaminações, tanto de produtores como de consumidores”.

Suínos e aves têm nova entidade representativa As cadeias produtivas de suínos e aves uniram forças para a criação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Sendo assim, desde 24 de março, a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) e a União Brasileira de Avicultura (Ubabef) deixaram de existir. “O mais importante é o fortalecimento da cadeia. Em diversas culturas vemos um

momento de fragmentação, então, fizemos o movimento inverso a fim de unificar interesses em comum”, afirma o presidente da ABPA, Francisco Sergio Turra. Segundo Turra, esta será a maior entidade de proteína animal do Brasil e uma das maiores do mundo, com representação conjunta em eventos no exterior para abertura do mercado de exportações.

COMO

PLANTAR

RÚCULA

Clima - a rúcula é uma hortaliça que cresce melhor em um clima ameno, com temperaturas em torno de 16-22°C. Em temperaturas mais altas, a planta tem seu desenvolvimento prejudicado. Em temperaturas mais baixas, pode ser cultivada em estufas. Luminosidade - a rúcula deve ser cultivada em condições de alta luminosidade, com pelo menos algumas horas de sol direto diariamente. Solo - o solo deve ser bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica e nitrogênio. Irrigação - a rúcula deve ser irrigada com frequência para que o solo seja mantido sempre úmido, mas sem que ocorra o encharcamento do solo. Plantio - o plantio das sementes é feito diretamente na horta. Tratos culturais - se a planta não for colhida inteira, ou seja, se apenas as folhas forem colhidas, uma adubação pode ser feita para estimular o surgimento de novas folhas. Colheita - a colheita pode ser feita a partir de 20 a 40 dias, arrancando toda a planta ou colhendo apenas as folhas bem desenvolvidas. A rúcula é uma planta anual.

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Preço do leite deve cair no segundo trimestre O Rabobank prevê que os preços globais do leite irão entrar em trajetória de baixa a partir de meados do segundo trimestre de 2014. Para o Brasil, o Rabobank diz que a estiagem dos últimos meses no Sudeste, que responde por 40% da produção nacional, vai impactar a oferta de leite, cujo crescimento esperado para o primeiro trimestre é de apenas 5%, longe do incremento de dois dígitos inicialmente previstos. Mesmo assim, a instituição não vê as importações

Emater apresenta relatório para o Executivo

Foi realizada na última quarta, reunião com representantes da Emater de Ijuí. O objetivo do encontro foi apresentar ao prefeito Fioravante Ballin o Relatório Municipal de Atividades de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters), para análise e considerações da prefeitura. Na oportunidade, o responsável pelo escritório municipal de Emater, Edevin Bernich, destacou as atividades desenvolvidas de forma integrada com as comunidades, grupos e associações rurais do município atendidos pela Emater ao longo do ano de 2013. No relatório, observa Edevin, foi feito um diagnóstico sobre a situação econômica, social e organizacional do meio rural. As potencialidades e fraquezas do setor também foram destacadas no trabalho.

ganhando espaço para suprir essa perda, pois a demanda também dá sinais de enfraquecimento, uma vez que os preços do leite estão 11% mais altos na comparação com um ano antes.

Brasil aumenta importação de gasolina Líderes do setor sucroenergético reuniram-se no dia 25 de março, durante o Global Agribusiness Forum, em São Paulo, para apresentar as vantagens do uso da biomassa como energia limpa no Brasil. A falta de incentivo do governo ao setor de biocombustíveis foi levantada pelos painelistas como um grande entrave para a produção sustentável do país, que vem aumentando a importação de combustíveis fósseis. Foi exposta a situação do biodiesel na União Europeia, que tem como destaque a utilização da beterraba como matéria-prima para a geração de etanol. A UE lidera a produção global de biodiesel, com um terço do total, seguida pelos Estados Unidos, pela Argentina e pelo Brasil. A França e Alemanha, juntas, produzem 50% do biodiesel do bloco. Com relação ao etanol, a produção é de 5 bilhões de litros, o que é considerado pouco na comparação com EUA (50 bilhões de litros) e Brasil (25 bilhões de litros).

Setor de armazenagem deve crescer 25% em 2014, estima Kepler Weber O mercado de equipamentos para armazenagem de grãos no Brasil deve crescer 25% em 2014, estimulado por programas do governo que facilitam os financiamentos para investimentos por parte dos agricultores, estimou nesta terça-feira o vice-presidente da Kepler Weber, maior empresa brasileira do setor. “Os pedidos continuam num ritmo muito forte. Não vejo motivos para ficar preocupado em 2014 com a demanda para armazenagem”, disse Olivier Colas, em entrevista à Reuters. Segundo o executivo, o faturamento do setor deve atingir 1,5 bilhão de reais em 2014, contra 1,2 bilhão em 2013. A Kepler Weber fechou o último ano com receita líquida de 594,8 milhões de reais, alta de 40 por cento ante 2012, segundo resultado divulgado na noite de segunda-feira. O executivo não quis revelar a expectativa de crescimento da empresa este ano. “Depende da capacidade da Kepler de capturar essa opor-

tunidade (de crescimento do setor em 2014) ou ficar aquém”, disse Colas. O crescimento nas vendas de equipamentos para armazenagem está sustentada por programas do governo federal que facilitaram bastante o acesso de empresas e agricultores ao crédito, afirmou. Desde o final de 2012, os juros para investir em silos foram reduzidos por meio do Programa de Sustentação de Investimento (PSI). Em junho do ano passado, o governo incluiu uma linha de 25 bilhões de reais no Plano Safra 2013/14, estimando financiamentos de 5 bilhões de reais por ano.

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Jornal da Manhã | Ijuí, 28 de março de 2014

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Milho transgênico da Syngenta pode ser aprovado pela China O processo de aprovação da variedade de milho transgênico MIR162, da Syngenta na China está em andamento, depois de a empresa apresentar novos documentos às autoridades em novembro, e deve ser encerrado rapidamente. Oficialmente, a China já rejeitou 887 mil toneladas de milho dos Estados Unidos desde novembro do ano passado, depois de detectar a presença de grãos da variedade MIR162, não aprovados no país. “O processo de aprovação deve ser encerrado muito rapidamente”, disse à Reuters o vice-ministro de agricultura chinês Niu Dun, no intervalo da abertura do parlamento chinês nesta quarta-feira. Questionado se a variedade de milho pode ser aprovada ainda no primeiro semestre de 2014, ele disse que “é possível”. O ministro acrescentou que o cronograma exato vai depender do comitê de biossegurança do Ministério da Agricultura. A Syngenta aguarda a aprovação do milho MIR162 desde que submeteu o pedido oficial em março de 2010. A China enfrenta atualmente um excedente de milho no mercado doméstico, com uma nova epidemia de gripe aviária e com uma queda nos preços da carne suína pesando sobre a demanda, o que levou fontes da indústria a sugerir que Pequim não teria nenhuma pressa em facilitar a entrada de importações adicionais.

Sede da Syngenta: China já rejeitou 887 mil toneladas de milho dos Estados Unidos

Governo quer dobrar área irrigada no País Preço do milho em alta afeta O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pretende aumentar a área irrigada do país de cerca de 6,2 milhões de hectares para 14 milhões de hectares até 2030. O tema foi debatido com membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que estiveram em Brasília (DF) e se reuniram com representantes de diversos ministérios. O objetivo do encontro é de realizar um levantamento de informações sobre países que são referência em governança da água. O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC/ Mapa), Caio Rocha, participou de uma das reuniões dia 11 de março, quando foram apresentados dados sobre a atual política de irrigação desenvolvida pelo Mapa, por meio da SDC, a fim de incentivar a agricultura irrigada e ainda preservar os recursos hídricos. Segundo os dados apresentados pelo coordenadorgeral de Infraestrutura Rural e Logística da Produção da SDC, Demétrios Christofidis, atualmente, 96% da agricultura irrigada é de iniciativa privada, totalizando 6,2 milhões de hectares de área irrigada. De acordo com os estudos, o potencial brasileiro

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custo de produção de aves

a ser atingido com a agricultura irrigada é de 30 milhões de hectares. Para isso, a SDC tem incentivado o produtor rural a aderir à agricultura irrigada, baixando os juros para novas linhas de crédito de 6,75% para 3,5% ao ano. A medida fez com que os financiamentos aumentassem de R$ 205 milhões durante o ano safra 2012/2013 para R$ 946 milhões, somente na primeira metade do ano safra 2013/2014. “As taxas de juros mais baixas, a carência de até três anos para começar a pagar e ainda os prazos estendidos para quitar os empréstimos têm estimulado os produtores a inovar, aumentando a produção e preservando os recursos naturais”, explicou Rocha.Entretanto,

para o secretário de Desenvolvimento Agropecuário, não basta apenas incentivar o crédito, mas também capacitar os produtores para o melhor uso das tecnologias. “Por isso, estamos trabalhando neste quesito. Para este ano, o governo federal já garantiu R$ 100 milhões que serão investidos justamente em capacitação. Então teremos inovação, irrigação, armazenagem e assistência técnica”, disse. Rocha ressaltou, ainda, a importância da iniciativa da OCDE, que, além de reunir todos os dados das realizações dos ministérios para a recuperação e manutenção dos recursos naturais, em especial da água, também está estreitando as relações entre as pastas.

A alta dos preços do milho, provocada pela estiagem e pela redução de área, acaba afetando o custo de produção de aves. O aumento nas cotações começou a ser percebido há três semanas. “Há um impacto bastante alto no custo de produção. Outro fator que contribui para a alta é o fato de os produtores também estarem segurando o milho por questões comerciais internacionais”, relata o diretor da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Ariel Antônio Mendes. O setor espera ajuda do governo para fazer o milho do Centro-Oeste chegar até o Sul do país, onde a produção foi menor. “Situação é mais grave no Sul do país, pois não há autossuficiência na produção do grão”, declara. Por enquanto, as agroin-

dústrias não repassaram este aumento de custo para o consumidor e nem para os produtores integrados. “O setor não está conseguindo repassar esse aumento de custo facilmente para o consumidor. Com a conjuntura de inflação dos alimentos, os consumidores reagem aos aumentos e acabam substituindo o frango por outro produto; embora os preços de suínos e bovinos sejam mais altos. Mas, de qualquer maneira, isso dificulta o repasse”, afirma. Segundo Mendes, a indústria está tentando se adequar, colocando alguns substitutivos na ração. “Mas infelizmente, no Brasil, não há muitas opções de substitutivos. Os produtores independentes é que acabam sofrendo mais e tendo diminuição dos ganhos”, diz.

Agroindústrias ainda não repassaram este aumento de custo para o consumidor

27/03/2014 17:48:35


Ceriluz disponibiliza agência virtual em seu site A Ceriluz está oferecendo mais uma facilidade aos seus associados para a realização de contatos e solicitação de serviços junto à Ceriluz. Agora o consumidor de energia pode consultar faturas, verificar débitos pendentes e emitir segundas vias, entre outras ações, diretamente de sua casa, por meio do site www.ceriluz.com.br. Isso porque a Cooperativa implantou uma Agência Virtual

Dados da fatura agora podem ser vistos na Agência Virtual da Ceriluz

Para acessar a agência virtual da Ceriluz, o associado deve entrar no site da Cooperativa, onde verificará que, logo na parte superior da página, existe um ícone, com a imagem de um computador indicando a Agência Virtual. Clicando sobre este ícone o visitante será transportado para uma nova página onde será solicitado o número da Unidade Consumidora (UC) e uma senha, para que ele possa acessar os serviços que a página oferece. No primeiro acesso, o associado deve primeiro registrar esta senha na opção “Não Sou Cadastrado”, lembrando que é fundamental ele optar por uma senha segura, de modo que

ninguém mais possa acessar sua página e verificar seus dados. Importante também memorizar a senha ou guardá-la em local seguro, para que possa entrar nas demais vezes que precisar utilizar este recurso do site. Em caso de esquecimento, o associado deve registar nova senha no link “Esqueci Minha Senha”, na página inicial. A partir do momento em que o associado acessar a sua página, ele tem a opção de utilizar vários serviços, entre eles, analisar o histórico de consumo; verificar débitos pendentes; emitir segunda via da fatura de energia; informar falta de energia em sua residência; consultar

se haverá desligamento programado na sua Unidade Consumidora; enviar dúvidas, reclamações, sugestões, elogios ou denunciar irregularidades, como fraudes ou furtos e fazer pedidos de novas ligações. Outro fato importante é que os associados poderão fazer mudanças em seus dados cadastrais, tais como corrigir o nome, alterar senha, atualizar número do telefone e email, solicitar envio da fatura por email e atualizar seu endereço residencial, tudo isso sem necessitar sair de casa, apenas por um computador conectado à internet. Todas as demandas solicitadas pelos associados são auto-

maticamente encaminhadas pelo sistema para os setores responsáveis, garantindo a agilidade dos processos. Essa é mais uma alternativa de contato do associado com a Ceriluz com o objetivo de facilitar a vida do consumidor e agilizar atendimentos. Além da Agência Virtual, há ainda o telefone 0800 51 3130, que atende os associados gratuitamente por 24 horas, com atendentes qualificados para suprir todas as dúvidas. Além disso, a Cooperativa disponibiliza quatro escritórios de atendimento nos municípios de Ijuí, Catuípe, Ajuricaba e Chiapetta, que atendem oito horas por dia, por cinco dias da semana.

Conservação de sementes contribui para atender demanda da produção agrícola Segundo relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial deve chegar a nove bilhões de pessoas em 2050. O crescimento populacional é mais um desafio para o setor agropecuário, que terá que aumentar a produção para atender à demanda por alimentos. Para o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília/DF) Juliano Pádua,

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as sementes são a base da alimentação e da agricultura mundial e a conservação de recursos genéticos de espécies como arroz, feijão e trigo é uma das saídas para atender à demanda da agricultura, tanto quantitativa quanto qualitativamente. Ainda segundo Pádua, apesar de o Brasil ser extremamente biodiverso, o país é muito pobre quando a questão é a variabilidade alimentícia. “Conservar

espécies básicas da alimentação brasileira, presentes no prato comum do dia a dia, garante o desenvolvimento da agricultura e a segurança alimentar”, ressaltou. O foco do Banco de Sementes da Embrapa são espécies relacionadas à alimentação e à agricultura. “Por sermos um país extremamente dependente de espécies exóticas para alimentar nosso povo, precisamos

manter fortalecidas as relações com outros países”, afirmou. Intercâmbio com Estados Unidos e Coréia do Sul, por exemplo, são fundamentais para o crescimento do banco de sementes e para o consequente avanço da agricultura. O Brasil é um dos pioneiros no trabalho de conservação de recursos genéticos. Por volta das décadas de 60 e 70, coincidindo com a fundação da Embrapa,

surgiu por todo o mundo um movimento que visava conservar a variabilidade de cultivos voltados para a alimentação. O banco de sementes da Embrapa está passando por uma ampliação e atualização. Segundo o pesquisador, a reestruturação vai garantir uma melhor e maior conservação de recursos genéticos e tornar ainda mais eficiente a técnica do melhoramento genético.

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Jmrural 28 03 2014  

28.03.2014

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