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Jornal da Manhã

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Ijuí, 23 de abril de 2014

Descompactação do solo preserva nutrientes essenciais Pág. 7, 8 e 9 Vacas necessitam de sombra e água fresca para evitar estresse Pág. 5

Energia que vem do Sorgo Atualmente o Estado possui tecnologia suficiente para produzir mais de 200 sacas de sorgo por hectare. Pág. 10

Merenda gera economia Cooperativas de agricultura familiar economizaram R$ 4,7 milhões com a isenção de ICMS sobre a venda de alimentos para a merenda escolar. Pág. 11

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ONU define 2014 como Ano Internacional da Agricultura Familiar para incentivar mais ações no campo Pág. 3

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ARTIGO

Trigo: a autossuficiência necessária e possível A balança comercial do agronegócio brasileiro em 2013 foi positiva em US$ 82,9 bilhões. Se por um lado exportamos soja, milho, arroz, entre outros produtos agropecuários, por outro, historicamente importamos trigo. E não é pouco: por volta de seis milhões de toneladas a cada ano, o que representou US$ 2,1 bilhões com a compra de trigo no exterior em 2012. Isso ocorre porque a nossa produção de trigo tem girado em torno de 40-50% das aproximadamente 10 milhões de toneladas que consumimos anualmente. Em 2012, somente da Argentina, importamos mais de cinco milhões de toneladas. Como em 2013 houve quebra da safra de trigo no País vizinho, a quantidade exportada para o Brasil foi reduzida pela metade, o que foi compensado pelo grande aumento da importação do cereal americano. Ou seja, para garantir o pãozinho nosso de cada dia e tantos outros produtos feitos a partir do trigo, nossos moinhos têm que buscar vendedores mundo afora. Trabalho que vem sendo realizado pela Embrapa Gestão Territorial e que foi divulgado recentemente apresentadados interessantes sobre esse assunto. Podemos produzir a quantidade necessária de trigo para suprir com folga a nossa demanda interna, promovendo nossa

Seu fartura

autossuficiência nesse cereal. Existem regiões do País que podem ser priorizadas na busca por maior produção, conjugando os esforços de aumento da área plantada com trigo e de incremento na produtividade das lavouras. Importante dizer que aumentar a área

Como temos condições aptas de solo e clima, além de tecnologias apropriadas para a produção de trigo no Brasil não precisamos permanecer na dependência da importação deste cereal

com trigo não significa necessariamente abertura de novas áreas, mas sim a conversão de áreas

ocupadas com outras culturas agrícolas (milho segunda safra, por exemplo) para produzir trigo, sem desmatamento. Como temos condições aptas de solo e clima, além de tecnologias apropriadas, para a produção de trigo no Brasil, não precisamos permanecer na dependência da importação desse cereal. Políticas públicas adequadas podem alavancar a produção e garantir a qualidade do trigo nacional. Melhor ainda se os mecanismos de garantia e incentivo forem planejados, implementados e acompanhados em base territorial, considerando as especificidades de cada região. Além da implantação de incentivos e políticas públicas para a produção e do contínuo desenvolvimento da qualidade do trigo para as diferentes regiões do País, estão entre as conclusões do VIII Fórum Nacional de Trigo 2013: a necessidade de expansão da cultura para novas áreas agrícolas no Brasil Central e no Nordeste e a integração coordenada entre os agentes desse complexo agroindustrial.

Por Claudio Spadotto, Diretor do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Engenheiro Agrônomo, Ph.D., Gerente Geral da Embrapa Gestão Territorial

Getúlio

NA SEMANA SANTA, REGIÃO TEVE SEGUNDA MAIOR OFERTA DE PESCADO DO ESTADO Com 487.337 kg de pescado ofertados na Semana Santa, a região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí – que compreende os Coredes Noroeste Colonial, Celeiro e Alto Jacuí - foi a segunda em volume de produção ofertada nesse período no Estado. O volume de vendas no Estado chegou a R$ 30 milhões. Ainda segundo o levantamento realizado pelos extensionistas, em 418 municípios houve aumento de 18% no preço médio em relação ao mesmo período do ano anterior. As espécies mais comercializadas nos 5.559 pontos de vendas espalhados pelo Estado são as carpas (63%), segundo apurou a Emater/RS-Ascar.

BRASIL PERDE ESPAÇO PARA A EXPORTAÇÃO O Brasil perdeu espaço no comércio mundial de mercadorias em 2013, conforme dados da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), que levam em conta o conjunto dos maiores países com exportações de US$ 16,7 trilhões no ano passado. A participação brasileira baixou para cerca de 1,4%, comparado a 1,6% no ano anterior, aponta o levantamento. O comércio mundial cresceu 2% em 2013, bem menos que projeções iniciais de 3,3%. Já as exportações brasileiras alcançaram US$ 244,2 bilhões no ano passado, ou 1% a menos que no ano anterior. Uma modesta queda na fatia brasileira no total das exportações globais pode acabar desaparecendo se a OMC arredondar o resultado e manter-se em torno de 1,3% - ainda abaixo de 1,4% em 2011. As exportações de economias emergentes têm sofrido nos últimos dois anos, com crescimento médio de 3% comparado a taxas de 20% a 30% antes da crise financeira global. Esse resultado reflete a fraca demanda dos países desenvolvidos.

PAÍS PLANEJA APOIO A SUPERPORTO QUE CONCORRERÁ COM RIO GRANDE O Brasil está em vias de entrar em uma polêmica no Mercosul ao apoiar um superporto no Uruguai que poderá roubar cargas dos terminais brasileiros. O apoio do Brasil, repetindo um financiamento a Cuba, deve ser forte: 1 bilhão de dólares do BNDES, segundo fontes que acompanham a negociação. Maior oferta de frequências marítimas, fretes mais baratos, tempo de deslocamento menor e possibilidade de alcance do mercado asiático pelo Estreito de Magalhães, em condições de concorrência com o Canal do Panamá, atraem o Brasil. Operadores portuários brasileiros, no entanto, temem a concorrência com um porto mais moderno que os nacionais, principalmente no Sul. O empreendimento será construído em Rocha, a 288 quilômetros de Rio Grande, onde está o mais importante porto do Rio Grande do Sul.

MALÁSIA HABILITA OITO FRIGORÍFICOS BRASILEIROS A EXPORTAR CARNE BOVINA O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou no dia 17 de abril que a Malásia habilitou oito frigoríficos brasileiros de carne bovina a exportarem o produto para aquele país. Segundo o Ministério, o Departamento de Serviços Veterinários da Malásia encaminhou os certificados de aprovação dos frigoríficos à embaixada brasileira em Kuala Lumpur, capital do país asiático. Os frigoríficos habilitados estão localizados em Rondônia, em Mato Grosso, no Tocantins, no Pará e em Mato Grosso do Sul. O país observou o abate pelo método halal, usado na carne para consumo de muçulmanos.

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Ano Internacional da Agricultura Familiar é comemorado em 2014 A ONU escolheu 2014 como Ano Internacional da Agricultura Familiar, com o objetivo de reposicionar a agricultura familiar como centro de atuação para a produção de alimentos, respeito ao meio ambiente, agricultura sustentável entre outras questões importantes. De acordo com análise do articulista Paulo Mendes Filho sobre a questão dos alimentos e problemas sobre a agricultura empresarial, ele cita ambas como importantes para a produção de alimentos, o que julga fundamental dentro da questão da chamada sucessão familiar, que não pode ser entendida como uma simples sucessão rural. A imprensa noticia que oito

escolas rurais são fechadas diariamente. Segundo o censo escolar, hoje existem 70,8 mil escolas no campo, no ano de 2003 havia 103,3 mil escolas. Por outro lado ai estão às casas familiares rurais com a chamada “Pedagogia de Alternância”. “No Estado existem várias nessa linha, ainda sem definição de uma política governamental que efetive e reconheça na prática. Nós que viemos do meio rural, lecionamos em escolas rurais do interior de Tucunduva, Santa Rosa e Ijuí, não vemos outra saída”, explica Paulo. Para o articulista é necessário haver um debate com a comunidade, pais, jovens, professores, lideranças econômicas e políticas no sentido de

mudar o entendimento que passa na cabeça dos jovens. “Não poderia ser diferente, se tudo que chega para eles é de que o que é bom não está no meio rural. A não ser com uma proposta romântica de bem estar, mas o resultado econômico acontece em muitos lugares ou em outro tipo de produção, o tamanho da propriedade será variável desde que a forma de trabalho e administração seja o centro das atividades familiares”, destaca. De acordo com ele, o debate precisa ser reorganizado com a comunidade, com as autoridades, com o mercado, setor urbano que também está preocupado em ter alimentos Objetivo da ONU é reposicionar a agricultura familiar de qualidade.

Municípios do Noroeste Colonial recebem caminhões para agricultura familiar

Governador Tarso Genro assina Convênio em apoio a implementação do Programa Suasa/Susaf no Estado

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O governador Tarso Genro e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, entregaram no dia 4 de abril, no Palácio Piratini, 6 caminhões basculantes distribuídos entre os municípios de Augusto Pestana, Bozano, Condor, Coronel Barros, Panambi e Pejuçara. No total, foram entregues 50 caminhões e 16 motoniveladoras distribuídas em 66 cidades. Os equipamentos fazem parte da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC 2. O investimento do programa de R$ 290 milhões - que contempla os municípios gaúchos com até 50 mil habitantes - entregou, até o momento, 840 equipamentos entre retroescavadeiras, motoniveladoras, patrolas e caminhões. Na ocasião, também foi assinado convênio em apoio à implementação do Sistema

Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa/Susaf) no Estado. “São duas conquistas do Estado. Uma são os recursos para a implementação do Susaf, que é uma grande glória da agricultura familiar, porque os agricultores poderão vender não somente no seu município como em todo o Rio Grande, se conectando com todo o País. Em segundo lugar, são as máquinas para melhorar a infraestrutura destes pequenos municípios, que deve ser tratada de maneira permanente, já que é por elas que transitam os bens produzidos pela agricultura familiar”, disse o governador, ressaltando que este é um momento muito positivo para o Rio Grande do Sul, o que se deve à ótima relação com o Governo Federal e aos projetos que estão sendo implementados no Estado com recursos próprios.

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ENTREVISTA

A História Das Sementes

Edegar Franco Auri Braga Historiador e Técnico em Agricultura

Coordenador estadual do Programa Estadual de Revitalização de Parques de Feiras Agropecuárias, da Secretario da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), que visa a reestruturação da infraestrutura

“São recursos significativos para mudar a realidade de Ijuí” Qual o objetivo do Programa Estadual de Revitalização de Parques de Feiras Agropecuárias? É um programa inovador do governo Tarso Genro, idealizado durante três anos, ainda na gestão do secretário Luiz Fernando Mainardi e tendo andamento agora com o secretário de agricultura Cláudio Fioreze, e visa a reestruturação e melhora na qualidade de infraestrutura dos parques, tanto para receber animais quanto para tornar a visita da população mais agradável. Como está o andamento do programa aqui na região Noroeste? Já temos vários municípios desta região buscando informações, porque trata-se de um programa que visa beneficiar 170 parques do RS, sendo o critério de distribuição de recursos alicerçado no rebanho bovino, na ovinocultura e na importância da bacia leiteira. Dentro dessa distribuição, os 20 rebanhos do Estado recebem R$ 500 mil, 50 parques com rebanhos intermediários recebem R$ 250 mil e 100 parques de rebanhos menores receberão R$ 150 mil. Todos eles com a contrapartida de 20% do município, transformando-se em projetos de R$ 600 mil, R$ 300 mil e de R$ 180 mil. O que esses projetos contemplam?

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Tem projetos que contemplam a melhora da infraestrutura de parques de feiras agropecuárias, até saliento que é importante enfatizar, que às vezes tem uma certa distorção: pistas de rodeio não são contempladas, porque é uma atividade hoje trabalhada por outra secretaria, e não pela Seapa. O objetivo deste decreto do governador Tarso é melhorar a estrutura da pecuária gaúcha, para que possamos ter mais espaço, levando nossa genética que cresce cada vez mais; a tecnologia, no setor de máquinas agrícolas; e melhora na agricultura. Então nosso objetivo é oportunizar o maior número possível de adesões de municípios e sindicatos rurais, e esta é uma inovação também, para receberem recursos públicos para serem investidos na infraestrutura. Em Ijuí há o Parque de Exposições Wanderley Burmann, com 24 hectares de extensão, assim como demais municípios da região. No entanto, dos 29 municípios que abrangem a Coordenadoria Regional de Agricultura, apenas Vista Gaúcha, até esse momento, solicitou adesão ao programa. Como vai funcionar a adesão desses municípios? É por meio do rebanho bovino, ovino e importância da bacia leiteira. Ijuí, por exemplo, deve subir de categoria devido a importância de sua bacia

leiteira e por se tratar de um parque regional, deve receber R$ 250 mil com a contrapartida vai a R$ 300 mil. Vista Gaúcha está em estágio adiantado, já foi enviado praticamento toda documentação, o engenheiro da Seapa já deu sinal positivo e já estamos na fase final para contratar o convênio propriamente dito, para que a gente possa fazer o repasse dos recursos para que sejam executados de acordo com o plano de trabalho proposto no referido convênio. Então, são as prefeituras que devem realizar essa adesão? O programa está a disposição, nós não queremos escolher nem A, nem B, nem C. É por adesão: temos espaço para 170 parques e existe um critério para distribuição de recursos. Os primeiros 170 parques que aderirem receberão o recurso do governo do Estado, e a gente espera em 2015 poder continuar com esse programa. Existe uma proposição dentro do próprio decreto de que temos um recurso anual para investimento nos parques. Então, as prefeituras é que devem realizar essa adesão? Este projeto tem uma situação muito peculiar, porque não adianta investir somente no Parque Assis Brasil, em Esteio, nem 5% da genética, ou da população ligada ao setor agropecuário, vem a Esteio.

O que é fomentado mesmo, nossa genética e nossa tecnologia, circula nos parques do interior do Estado. Então estamos fomentando e buscando investimentos, mesmo que moderados, para que a gente possa ajudar na estruturação e que tenhamos um processo de renovação, e não só o cabanheiro ou a empresa que tenha a tecnologia, tenha uma posição favorável para expor seu produto. Estamos em ano eleitoral, portanto como vai funcionar a liberação dos recursos, em vista da lei eleitoral? Como é um projeto que trabalhamos desde o ano passado e faz parte do plano safra e estamos conseguindo executar este ano, agora eu tenho dificuldades de prazo em período eleitoral, então eu pediria, principalmente aos municípios da região Noroeste, que o quanto antes nos procure, para que possamos informar sobre o funcionamento do programa, por exemplo, que basta apenas um ofício endereçado ao secretário da Agricultura, e repassarmos o plano de trabalho e a documentação necessária para que a gente possa tramitar um convênio de acordo com o projeto técnico, elaborado pela própria prefeitura, ou pelo próprio sindicato rural, que conhece a dificuldade do município.

A cultura da soja acaba de descobrir novos horizontes para se expandir, dessa vez não é no serrado nem em áreas desmatadas, e sim nas várzeas de culturas de arroz no Rio Grande do Sul. Era difícil de se imaginar isso, principalmente no Estado, que é o maior produtor de arroz no Brasil, quebrando uma tradição considerada secular no Estado. Hoje, o que vimos é ano a ano o avanço da cultura da soja em planícies úmidas que sempre foram utilizadas pela cultura do arroz. Este fato pode causar impacto semelhante ao que ocorreu no avanço da cultura da soja nos campos, antes utilizados pela pecuária empurrados a boiada para as áreas de “campo duro”, como se usa dizer na linguagem gaúcha. Imaginemos um Estado agropastoril tradicional criador de gado com fama de produzir a melhor carne do país invadido pela cultura da soja. Quando é que se imaginava há 30 ou 40 anos atrás em plantar soja em São Luiz Gonzaga? Pois hoje o que se vê são empresas recebedoras do grão invadindo o município para receber o grão amarelo, outro que invadiu o mundo. Todas essas transformações não caíram do céu. Não vamos imaginar plantar uma semente de soja produzida para coxilha na várzea de arroz. Mais uma vez entra a pesquisa no principal insumo da produção, que é a semente que mais uma vez será o agente de mudança. As melhores sementes para se plantar nessas áreas úmidas e muitas delas arenosas provavelmente nem passem pela transgenia, que é top na pesquisa de semente no mundo. A transgenia veio associada com a utilização do uso de defensivos e não da produtividade em áreas diferentes dos solos altos e argilosos.

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Boi, sombra e água fresca

Para renderem ao máximo, os animais dependem de sombra e boa ventilação para espantar o calor, além de água em abundância e alimentação adequada

Durante décadas o pecuarista brasileiro acreditou que a raça bovina para ser considerada rústica deveria aguentar ser criada debaixo de sol forte e muito calor. Porém, pesquisas garantem que o ganho de peso de animais que tem acesso à sombra é maior sobre os não sombreados, além de perderem o potencial quando deixados sobre condições de estresse térmico por longos períodos, sofrendo uma situação de desgaste físico. As altas temperaturas e a umidade relativa do ar são condições que geram desconforto térmico e levam ao estresse calórico os animais que se encontram em pastagens sem provimento de sombra. As vacas, por exemplo, são funcionárias

exemplares, mas exigentes. Para renderem o máximo, precisam de sombra e boa ventilação para espantar o calor, além de água em abundância e uma alimentação adequada. Em países tropicais como o Brasil, o estresse térmico é um problema comum que pode provocar uma queda de produção de até 30%. O mesmo índice negativo pode ser observado na eficiência reprodutiva do rebanho, em razão da queda de taxa de concepção. Com condições de temperatura e umidade desfavoráveis, sinais como respiração ofegante, perda de apetite e mudança de comportamento começam a surgir, indicando o estresse da vaca. No entanto, o primeiro estresse percebido

pelo produtor é a queda na produção e na reprodução. A sombra pode ser natural ou artificial, de preferência as providas de árvores, que formam bosques. Escolher qual o melhor tipo de sombra, seja natural (árvores) ou artificial (telhados ou sombrites), é uma tarefa difícil, já que não são muitas as opções entre os diferentes tipos de sombreamento disponíveis. Atualmente, são poucas as propriedades que dispõem de sombra. Porém, esta presença torna-se necessária quando os animais começam a apresentar sinais de desconforto, devendo o produtor buscar as opções para diminuir o calor excessivo sentido pelos animais.

Aves também são vítimas de estresse As aves são animais bem sensíveis. Elas podem ser afetadas por mudanças de ambiente, falta de atenção e carinho, gaiolas inadequadas, chegada de novos membros na casa (como bebês, por exemplo), barulhos (reformas), separações, falta do que fazer, de um companheiro ou do dono, sujeira no poleiro, entre outros fatores. Na maioria dos casos, é difícil identificar a origem deste tipo de comportamento. Essas situações, no entanto, levam a um quadro de estresse sinalizado pelo arran-

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car de penas da própria ave ou de seu colega de gaiola, gritos, recusa ou escolha de ingestão de determinados alimentos e apatia, quando ficam recolhidas num cantinho. O que poucos sabem também é que até o hábito de deixar as aves na cozinha pode provocar automutilação. Aves são animais que não podem e não devem ficar com as penas sujas, com odor, e muitas pessoas as deixam na cozinha, pois é o local de maior movimento em uma casa. Com isso a gorduras dos alimentos po-

dem impregnar nas penas e, ai sim, o animal começa a arrancá-las. Outro perigo da cozinha é a intoxicação das aves pelo teflon das panelas. Para contornar o mal, os veterinários recorrem primeiramente a uma barreira física para evitar que as aves continuem com o hábito. Também é possível usar medicamentos antidepressivos. Uma medida simples subestimada, porém, que costuma apresentar bons resultados é ocupar esse animal com brinquedos e atrações na gaiola.

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Indígenas recebem benefícios para sair da pobreza extrema No Dia do Índio, comemorado em 19 de abril, ações destacaram a intensificação do trabalho desenvolvido pela Emater/ RS-Ascar desde novembro passado, e que está garantindo a inclusão social e produtiva de comunidades indígenas no RS. Programas do governo, como a Chamada Pública de Assistência Técnica e Extensão Rural Indígena e o Plano de Cooperação do Programa Brasil Sem Miséria, estão beneficiando no Estado três mil famílias indígenas que vivem em situação de pobreza extrema. Atividades agrícolas e não agrícolas são incentivadas e desenvolvidas com o foco na produção para o autoconsumo. “Cada família é contemplada com R$ 2,4 mil repassados em duas parcelas”, destaca a antropóloga da Emater/RS-Ascar, Mariana Soares, ao salientar que o objetivo desses programas é a segurança alimentar e a geração de renda. “O acesso a políticas públicas de inclusão é um direito que os indígenas têm”, disse.

Para a realização do trabalho de Ater, a Emater/RS-Ascar contratou seis extensionistas indígenas (cinco da etnia Kaingang e um Guarani), sendo seis mulheres. “Estamos aproximando e qualificando nossa atuação junto a esses públicos específicos”, analisa Mariana. Segundo a antropóloga, a Chamada Pública de Ater Indígena envolve 1,5 mil famílias que vivem em situação de pobreza extrema nas terras indígenas da Guarita, situada entre os municípios de Tenente Portela, Redentora e Herval Seco; a do Ligeiro, em Charrua; e as de Cacique Double e do Passo Grande do Rio Forquilha, ambas no município de Cacique Double. Já dentro do Plano de Cooperação do Programa Brasil Sem Miséria, outras 1,5 mil famílias de 32 municípios gaúchos são beneficiadas com atividades de inclusão social e produtiva, como criação de galinhas, produção de alimentos a partir de hortas e pomares, resgate cultural de artesanato, entre outras atividades.

Indígenas são beneficiados por programas de inclusão social e produtiva

Formação no campo é tema de audiência Projeto que altera demarcações indígenas ganha apoio no RS

Ernani Polo foi um dos propositores da audiência pública para debater a situação dos ciclos de formação por idade no campo

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa realizou audiência pública, ontem, solicitada pelo deputado Ernani Polo (PP), em conjunto com os deputados Mano Changes (PP) e Ciro Simoni (PDT), para discutir a situação dos ciclos de formação por idade, na rede escolar estadual, previsto no projeto de reestruturação curricular das instituições de ensino no campo. Tal medida vem prejudicando o aprendizado em diversas comunidades do interior com grande densidade, onde existem escolas com elevado número de alunos, onde verifica-se que as salas de aula estão fican-

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do numerosas. “Debatemos este relevante tema para encontrar mecanismos que possam avaliar caso a caso a fim de que os jovens permaneçam no campo. Recebemos diversas solicitações de escolas do interior que enfrentam este impasse e precisamos de uma resolução equilibrada “, diz Ernani Polo. Os ciclos de formação são caracterizados da seguinte forma: 1º Ciclo de Formação: Crianças de 6, 7 e 8 anos. 2º Ciclo de Formação: 9, 10 e 11 anos e 3º Ciclo de Formação: 12,13 e 14 anos de idade. Em muitos casos, a ciclagem produz turmas multisseriadas, comprome-

tendo a aprendizagem. “Queremos que seja realizado um estudo criterioso para a implementação de procedimentos caso a caso. Precisamos manter as escolas funcionando, mas de uma maneira que permita que os alunos tenham seu aprendizado eficaz.” Participaram da Audiência, as Secretarias da Educação (Seduc), da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR); escolas estaduais e municipais, professores e alunos, associações de pais e mestres, Fetag, Fetraf, Farsul, Famurs, Uvergs, AGM e fórum dos Coredes.

A Farsul entregou, no início deste mês, ao relator da Comissão Especial da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, deputado federal Osmar Serraglio, uma carta em apoio ao projeto. O documento, assinado pelo presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, foi levado ao parlamentar durante audiência pública da Câmara dos Deputados, realizada em Passo Fundo, para debater a PEC que transfere da União para o Congresso a homologação da demarcação de novas reservas indígenas. Segundo o presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da Farsul, Paulo Ricardo de Souza Dias, a presença de mais de mil produtores na audiência e os relatos de conflitos ocasionados pelo atual sistema de demarcações deixou clara a necessidade de alterações na legislação. “Há urgência na transferência para o poder legislativo da decisão final sobre as demarcações. Ficou claro que o superpoder que está sendo dado ao Executivo nessa questão está causando um grande desarranjo social”, afirmou Dias. “A PEC 215 precisa ser discutida pela sociedade, não apenas nos seus aspectos jurídicos, mas no sentido da necessidade de se criar uma nova política indigenista no Brasil. Não como a atual, baseada na pura e simples demarcação de novas terras, mas sim uma que foque na melhoria das condições de vida dos nossos índios, da saúde, da educação, nas reservas atuais”, complementa o dirigente da Farsul. A carta da Federação pede, ainda, a suspensão imediata dos atuais projetos de demarcação de terras indígenas. O Comitê dos Atingidos por Desapropriações Quilombolas e Indígenas no Rio Grande do Sul (CADEQUI-RS), do qual a Farsul faz parte, também entregou documento a Serraglio, alertando que a atual legislação, que concentra no poder Executivo da União as decisões sobre demarcação, dá margens a fraudes e a decisões por pressões político-ideológicas. O parlamentar afirmou que pretende concluir o seu relatório em maio, para que o tema possa ir a posterior votação em plenário. No Rio Grande do Sul, já há 21 áreas indígenas, em 31 municípios, totalizando 96 mil hectares. Segundo levantamento da Farsul, a Funai pretende ampliar em mais 30 áreas, retirando 4.150 famílias de produtores rurais de suas localidades, aumentando em 100 mil hectares as áreas indígenas. Os mais afetados são os pequenos produtores.

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Calsite: seu solo merece o melhor Cada dia mais, o produtor busca por resultados pensando em produção e qualidade, mas se depara com alguns problemas que não permitem que chegue ao seu potencial. Quando surgiu o plantio direto, houve um grande avanço tecnológico em nível de solo, manejo e aumento de produtividade, facilitando o trabalho no campo. Porém, junto com essa tecnologia, surgiram alguns

problemas. Um deles foi a falta de correção de profundidade e a forma como é realizada essa correção, em que o produtor não incorpora ao solo o corretivo – fator que é lei quando fala-se em corretivos de solo. Somado a este fator, é realizada correção somente da parte superficial (0 a 15 cm), esquecendo-se de trabalhar o solo em um perfil maior, de 0 a 40 cm ou mais, resultan-

do em deficiências de vários nutrientes, principalmente de cálcio (Ca), essecial para todas as culturas. Além disso, existe a toxides de alumínio (Al), que limita a produção e a qualidade das culturas, fazendo com que o produtor deixe de aproveitar o solo em seu potencial. Por esses motivos, a T.M.F Fertilizantes Inteligentes criou e desenvolveu o Calsite, corretivo de solo do plantio direto,

que age de forma rápida, eficiente e sem a necessidade de incorporá-lo ao solo. Devido a sua alta solubilidade e baixa dureza, consegue corrigir o solo em profundidades (0 a 40 cm a mais), com baixa dosagem, facilitando a mão de obra e aumentando a economia do produtor. Com a tecnologia do Calsite ocorre uma revolução quebrando os paradigmas do mercado quanto a

sua forma de enxergar a fertilidade. É trabalhado o solo no seu potencial, trazendo sua fertilidade disponível para as culturas e nutrindo as plantas pelo seu alto nível de cálcio (Ca) solúvel e silício (Si), permitindo explorar melhor os solos e o potencial das culturas. O Calcite é encontrado em Ijuí na Produtiva, localizada na Avenida 21 de Abril, 1299. Telefone: 55 3332-8933.

Calsite age de forma rápida, eficiente e sem a necessidade de incorporá-lo ao solo

Arai recolhe volume menor de embalagens vazias A Associação dos Revendedores de Agroquímicos de Ijuí (Arai) concluiu mais uma edição da campanha, realizada anualmente, de recolhimento de embalagens vazias de agroquímicos. De acordo com o presidente da Associação, Juarez Neme da Costa, este ano foi registrado um volume menor em relação ao ano passado. “Recebemos em torno de 173 mil embalagens vazias e tríplice lavadas esse ano. Um número um pouco menor que 2013”, conta Jurez. Segundo ele, esse volume inferior é devido à safra, já que alguns produtores optam

por entregar depois da colheita. “Também percebemos que a indústria tem trabalhado bastante em diminuir as embalagens menores e trabalhando com embalagens maiores. Em razão disso, se fosse computar 20 embalagens de litros, hoje tu tens uma embalagem apenas de 20 litros,” reforça o presidente. Além disso, a Arai trabalha todos os anos com produtos mais concentrados, inseticidas fisiológicos. Juarez lembra que todos esses fatores contribuíram para receber um volume menor pela primeira vez em 10 anos. O Brasil é recordista mundial no recolhimento de embalagens de agrotóxicos. Nos últimos sete anos, foram mais de 136 mil toneladas. No ano passado, o retorno chegou a 90%, índice superior a outros países com programas semelhantes. Canadá, Estados Unidos e Japão, por exemplo, registram taxas que ficam em torno de 20% a 30%. Mato Grosso é o Estado que mais recolhe as embalagens vazias descartadas no País: 24%.

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SOLO

Solo perde nutrientes com compactação “Estamos perdendo muita água, rica em nutrientes, devido à compactação do solo e à fertilização na superfície. A água carrega a matéria orgânica, considerada essencial para aumentar a fertilidade física, biológica e química do solo, e também os agrotóxicos aplicados nas culturas, poluindo os mananciais hídricos”

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preocupação com a conservação do solo surgiu no Brasil como um alerta ao avanço da devastação, das queimadas, do desmatamento e da poluição. A afirmação é do engenheiro agrônomo e doutor em Conservação do Solo e assistente técnico estadual (ATE) em Manejo de Recursos Naturais da Emater/RSAscar Edemar Valdir Streck, ao citar o Dia Nacional da Conservação do Solo, comemorado em 15 de abril. A data é uma homenagem ao nascimento de Hugh Hammond Bennet (1881–1960), um norte-americano que defendeu a criação de programas de conservação de solo nos Estados Unidos e outros países no mundo.

“No Brasil, a lei nacional estabelece apenas a data, e não orienta sobre o correto uso do solo”, lamenta Streck. Segundo o ATE, a data foi criada em 13 de novembro de 1989, por iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para fazer debates e reflexão sobre a erosão e o avanço da poluição e da devastação dos ecossistemas, e a ocupação indevida das encostas e morros. Para Streck, é preciso propor usos e manejos sustentáveis de solo na produção agropecuária. “Infelizmente, a data está caindo em esquecimento por muitos técnicos e entidades e muito pouco se fala sobre os sistemas conservacionistas, dando a entender, com a adoção da prática da semeadura direta, que os problemas de erosão foram resolvidos para a maioria dos agricultores”, diz, ao lamentar a expansão das monoculturas, “com predominância de trigo no inverno e soja no verão”, com baixa produção de resíduos culturais, que está resultando em compactação de solo, baixa capacidade de infiltração de água no solo e erosão.

Estamos perdendo muita água, rica em nutrientes, devido à compactação do solo e à fertilização na superfície”, salienta Streck. “Assim”, explica, “a água carrega a matéria orgânica, considerada essencial para aumentar a fertilidade física, biológica e química do solo, e também os agrotó-

xicos aplicados nas culturas, poluindo os mananciais hídricos”. Segundo o técnico, esse processo de erosão “invisível” ainda são maiores em áreas que não possuem práticas mecânicas de contenção de enxurradas, como os terraços. “A erosão é visível em sistemas de plantio direto, onde ocorre o deslo-

camento parcial ou total dos resíduos culturais, como em áreas onde é realizada a integração lavoura-pecuária, principalmente nas propriedades onde o pastoreio é realizado de forma intensiva, deixando baixa cobertura do solo e ‘solo rapado’”, destaca, ao citar a região da Fronteira Oeste.

Dia da Terra foi criado para lembrar a importância da preservação O Dia da Terra foi criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970. Tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a

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Terra. Com o passar do tempo, o Dia da Terra se converteu em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas o utilizam como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do

ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra. Este dia não era reconhecido pela ONU até 2009, quando a mesma reconheceu a importância da data e instituiu o Dia Internacional da Mãe Terra, celebrado em 22 de abril. Para comemorar a data, a

Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) solicitou aos cidadãos para tirarem auto-retratos com telemóveis - recentemente conhecidos como selfies e partilharem as fotografias nas redes sociais, para criar um painel mundial que represente os habitantes do planeta Terra. O objetivo é simples: criar um painel mundial composto por selfies de pessoas de todo o mundo.

Por isso mesmo, a Nasa propõe aos participantes que os auto-retratos sejam tirados no exterior, tendo como cenário montanhas, parques, rios ou lagos. Apesar de os cientistas da agência espacial terem identificado nos últimos anos milhares de novos planetas no Universo, a agência espacial garante que a Terra é o planeta estudado com mais profundidade.

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Jornal da Manhã | Ijuí, 23 de abril de 2014

Conheça as vantagens da descompactação do solo A partir da necessidade de obtenção de altas produtividades das culturas, da racionalização dos custos de produção e da preservação dos recursos naturais devido ao desenvolvimento e crescimento das populações, a agricultura vem intensificando o uso de máquinas agrícolas, acarretando uma dependência crescente de consumo de energia como fruto do processo de modernização. Atualmente, as operações

SUBSOLADORES: No decorrer dos anos, a operação de subsolagem tornou-se uma prática agrícola que vem sendo constantemente utilizada para minimizar os efeitos provocados pelo cultivo excessivo, manejo inadequado do solo e pela utilização de máquinas pesadas o que tem contribuído para o aumento da compactação do solo em várias culturas.

agrícolas de preparo do solo são realizadas para propiciarem condições favoráveis para a semeadura, germinação das sementes, emergência das plantas, desenvolvimento e produção da cultura, como também para eliminar plantas invasoras e descompactar o solo. Juntamente com as significativas contribuições das operações mecanizadas, surgiu o problema da compactação do solo resultante do tráfego excessivo das máqui-

JUMBO MATIC: Devolve as condições ideais de aeração do solo, especialmente no manejo com palha na superfície. Estrutura moderna e de alta resistência. O desenho das hastes permite aliar alta re-

Jumbo Matic desenvolve condições ideais para o manejo com palha na superfície

IKEDA:

Promove uma nova visão na descompactação de solos, graças ao projeto revolucionário de suas Hastes Helicoidais em Tandem, que proporcionam ação total e homogênea em todo o perfil trabalhado, revolvimento mínimo da superfície sem mistura entre

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nas, fator este limitante para a obtenção de maiores produtividades. A compactação afeta os atributos físicos do solo que, direta e indiretamente, dificultam a expansão do sistema radicular, prejudica a absorção de água e nutrientes para a cultura, facilita formação de erosões acarretando em baixas produtividades. Confira as opções da Gobo Implementos Agrícolas para realizar a descompactação do solo:

as camadas de solo, grande redução no esforço de tração, pelo menor número de hastes que penetram o solo em relação a mesma largura de trabalho em subsoladores convencionais, risco de embuchamento quase nulo, mesmo em palhadas mais densas.

sistência e menor esforço de tração e o sistema de desarme automático protege o implemento e o trator de choques bruscos e dispensa a troca de pinos de segurança.

Avaliação da compactação do solo MÉTODOS VISUAIS, SUBJETIVOS: O plantio direto malfeito deixa o solo compactado, quando visivelmente o sistema radicular das plantas não se desenvolve

Sulcos de erosão, fendas nos rastros dos rodados, crostas superficiais, restos de resíduos não compostos meses após, raízes mal formadas, sistema radicular raso e espalhado, falhas localizadas de germinação, plantas com tamanhos menores que o padrão, emergência lenta da plântula, coloração deficiente, sintomas de carência de N e P e toxidez de Mn (calagem).

MÉTODOS PRECISOS: Densidade do solo (Ds), percentagem de macroporos (%) (KIEHL, 1979), taxa de difusão de oxigênio (g02/cm2min) (BAVER et alii, 1973), condutividade hidráulica saturada (cm/h) (BAVER et alii, 1973). O uso de máquinas e implementos, como grades, subsoladores e plainas niveladoras, resolvem o problema da compactação do solo nas camadas superficiais.

GRADES ARADORAS: Utilizada para trabalhos de preparo do solo e destorroamento. A sua serventia é arar, revolver o terreno de modo a torná-lo menos compacto e melhorar a infiltração de água, a ação dos raios solares, possibilitarem a proliferação da micro-fauna todas essas ca-

racterísticas são fundamentais ao plantio. Também enterra restos de culturas agrícolas anteriores ou ervas daninhas porventura existentes, além de, alguns casos, permitirem a mistura de nutrientes (adubos, químicos ou orgânicos; corretivos de acidez, etc).

PLAINA NIVELADORA DE ARRASTO: Projetada para realizar trabalhos de nivelamento do solo, construção inicial, canais escoadouros, desmanche e construção de base média ou larga, fechamento de barrocas, recuperação de estradas vicinais e correção de ondulações na lavoura. As Plainas Niveladoras ustam em média 15% do valor de uma Moto Niveladora e sua hora trabalhada custa 30% menos em relação a uma Moto Niveladora, melhor em versatilidade, tecnologia e economia.

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Novas fontes de energia elevam produção de etanol

A empresa Ceres Sementes do Brasil, subsidiária da norte americana Ceres Inc., está completando 4 anos de Brasil e dá andamento até maio próximo à sua primeira safra comercial de híbridos de sorgo sacarino e sorgo alta biomassa, insumos da marca Blade®. Detentora de um dos maiores bancos de germoplasma do mundo, a Ceres investe fortemente para consolidar seus híbridos como novas matrizes

energéticas da produção de etanol e energia de biomassa no País. De acordo com o engenheiro agrônomo André Franco, que há cerca de um ano assumiu a Gerência Geral da Ceres Brasil, mais de 50 empresas do setor sucroenergético aderiram ao cultivo dos híbridos de sorgo sacarino Blade®, cujo processamento industrial nas usinas ocorre na entressafra da ca-

na-de-açúcar. Esses híbridos, portanto, enfatiza o executivo, funcionam como complemento e não são substituem a cana-de-açúcar. Os híbridos de sorgo sacarino vêm sendo testados há três anos no Brasil, por grandes e médias usinas, em acréscimo à produção de etanol e cogeração de energia por meio do bagaço (similar ao bagaço da cana de açúcar). Já o híbrido Blade® de sorgo alta biomassa chegou recentemente às lavouras. Destina-se à produção de biomassa para cogeração de energia elétrica e geração de calor. No tocante ao etanol, uma projeção da consultoria Datagro - divulgada recentemente por uma agência de notícias indica que a cultura do sorgo sacarino pode adicionar aos números da indústria sucroenergética brasileira, anualmente, um volume situado entre 3,5 mil e 5 mil litros do biocombustível por hectare. Nos dias de hoje, essa relação seria equivalente ao acrésci-

mo de 5 bilhões de litros de etanol no mercado – a produção nacional é da ordem 25 bilhões de litros/ano. Em relação ao híbrido alta biomassa BLADE® já comercializado pela Ceres, Franco observa que o produto apresenta hoje 23% de fibra em sua composição e um potencial de produtividade média de até 42 toneladas por hectare a 50% de umidade. “Seu poder calorífico tem se mostrado igual ou superior ao bagaço da cana-de-açúcar”, enfatiza o executivo. Outros benefícios do BLADE® alta biomassa, afirma Franco, residem no custo médio de produção – hoje mais atrativo que a média do bagaço da cana durante a safra - e na umidade: o sorgo biomassa atinge 50% de umidade enquanto ainda está na lavoura. Portanto, diferentemente da cana, que demanda medidas para estocagem e tratamento do bagaço, o sorgo pode ser colhido e levado diretamente à caldeira ou também ser armazenado.

Reuniões Técnicas do Milho e do Sorgo ocorrem de 21 a 24 de junho Emater/RS-Ascar, Sociedade Educacional Três de Maio (SETREM) e a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) uniram esforços para preparar a 59ª Reunião Técnica Anual do Milho e 42ª Reunião Técnica Anual do Sorgo. O evento, que tem como slogan Milho e Sorgo, Promovendo o Desenvolvimento Gaúcho acontece de 21 a 24 de junho, em Três de Maio, envolvendo apresentação de trabalhos científicos, palestras, oficinas e espaço interativo. O coordenador do curso de Agronomia da Setrem, Marcos Caraffa, afirma que a realização das Reuniões Técnicas na Fronteira Noroeste justifica-se em função de a região ser uma grande produtora de leite, pela abrangência da suinocultura e pela forte presença do milho e do sorgo na agricultura familiar.

Produção de sorgo no RS recebe incentivo do governo A Secretaria da Agricultura, a Vinema Biorefinarias e a Cooperativa Agrícola Mista Aceguá (Camal) fecharam, neste mês, parceria na produção de sementes de sorgo granífero para etanol. A produção está prevista para começar este ano em Bagé e região - uma das que mais exporta esse tipo de cereal. Segundo o coordenador da Câmara Setorial de Agroenergia da Seapa, Valdir Zonin, a cooperativa é peça-chave no fomento da atividade, dos insumos e armazenagem do produto. Há tratativas com outras empresas produtoras da mesma semente para que

se integrem à inciativa. “Atualmente temos tecnologia para produzir mais de 200 sacas de sorgo por hectare no RS”, aponta. O RS Mais Etanol, que será lançado no próximo mês pelo governo do RS, prevê na primeira etapa a instalação de seis biorefinarias na Metade Sul, sendo uma delas na região de Bagé. A demanda pelo produto nessa fase será de 450 mil toneladas, estima Zonin. “Será uma boa alternativa à região, pois o sorgo resiste às pragas, doenças e tolera estiagens, podendo-se utilizar variedades com tanino, resistente ao ataque de pássaros”.

Tecnologia permite produção de 200 sacas por hectare

Meio rural recebe aporte para investimento em energia elétrica O Programa Melhor Qualidade de Energia para a Área Rural (PMQE) da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) vai ganhar um reforço de R$ 131 milhões na Região Sul. As medidas serão anunciadas pelo governador Tarso Genro hoje, durante a Interiorização do governo do Estado em São Lourenço do Sul, quando inicia a ampliação da rede de alimentação de energia na localidade.

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A medida integra uma ação de reforço da estrutura de eletrificação no campo, com a construção de três novas subestações em Piratini, Dom Feliciano e Morro Redondo, além da ampliação da capacidade da subestação de Canguçu. São obras de implantação das subestações, expansão da rede, melhoria do nível de tensão da rede, instalação de novas redes de alimentação, com capacidade para atender novas cargas,

que se somam a outras já em andamento, como a reforma da Subestação de São Lourenço do Sul. O PMQE também vai aportar R$ 6 milhões no Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Agricultores (Feaper). “Nós queremos garantir a produtividade da nossa agricultura na região, por isso vamos cumprir aquilo que cabe ao Estado, que é proporcionar a estrutura para que os nossos agricultores possam

ter competitividade. Estamos fazendo investimentos históricos na área de energia, não só na região. No caso da energia no meio rural, fomos além, em uma ação articulada do Governo do Estado para permitir que mesmo o agricultor de baixa renda possa acessar as melhorias”, destaca o secretário de Infraestrutura e Logística, João Victor Domingues. O programa tem como principal objetivo aumentar

a produtividade e a competitividade com a melhoria das condições de produção agropecuária da região. Para isso, além da rede de distribuição, estão previstas também reformas e adequações da instalação interna, destinadas especialmente às famílias de baixa renda do meio rural que poderão acessar recursos do Feaper, além daqueles que já acessam programas de financiamento existentes nas secretarias.

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Jornal da Manhã | Ijuí, 23 de abril de 2014

Colheita da soja entra na reta final e encerra-se neste mês A colheita de arroz e soja deve ser concluída até o final deste mês no Rio Grande do Sul. Mais de 83% do arroz gaúcho já foi colhido, segundo dados da Emater/ RS-Ascar. Outros 17% já estão maduros e prontos para a colheita. Na soja, os produtores conseguiram avançar na colheita, que alcança 70% do total plantado. Caso as condições meteorológicas colaborem, a colheita deve se encerrar no máximo no início do mês de maio. Aproximadamente 25% da área total de soja está com as plantas maduras e aptas à colheita. Os 5% restantes se encontram em fase final de formação de grãos. O Rio Grande do Sul destinou 4,88 mil hectares para cultivo da soja e espera colher até 12,4 milhões de toneladas da oleaginosa na safra 2013/14. Para o arroz, o Estado gaúcho cultivou o grão em 1,11 mil/ha com produção estimada em 8,4 milhões de toneladas. Para o milho, a colheita chega aos 68% sobre a área semeada, marcando um avanço de 6% em relação à média dos últimos anos. Conforme a empresa, o ritmo desacelerou no último período, em função das chuvas e também da colheita da soja, que é priorizada pelos produtores devido à maior perecibilidade da oleaginosa após sua maturação, diz a Emater.

SOJA: TENDÊNCIA LONGA INDICA RECUO DE PREÇOS

Profº. Argemiro Brum, do Ceema/ Dacec/ Unijuí

Colheita da soja já alcança 70% do total plantado

Plantio de girassol beneficia a rotação de culturas No RS são cultivados cerca de 10 mil hectares de Girassol. De olho em um mercado em expansão, uma indústria do RS, que já realiza extração de outros grãos, passa a investir também no girassol. Os equipamentos realizam os processos de desodorização, branqueamento, neutralização do ph e vinterização, que é a retirada da cera do óleo. A indústria será a única no RS que produizirá óleo de girassol alto oleico. O produto consegue render até o dobro que qualquer outro e traz benefícios para a saúde. O empresário Osmar Giovelli acredita que a tendência é que haja um forte crescimento. “Nós trouxemos sementes adaptadas e conseguimos colocar no mercado uma nova opção ao produtor. Temos um mercado fantástico. Dependemos só de um pouco mais de incentivo”, afirma. Os investimentos na linha de produção chegam a R$ 8 milhões e a fábrica deve começar a funcionar no final deste mês. O óleo tem diversas propriedades e é recomendado para o tratamento de doenças cardiovasculares, porque contém o ácido graxo linoleico que reduz o colesterol no organismo. A substância também contém gorduras poliinsaturadas e as vitaminas do complexo B e E, além de alguns sais minerais e ômega 6. Apicultores defendem o aumento na produtividade de girassol, do gênero Helianthus annuus, através da polinização

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apícola. De acordo com o apicultor e engenheiro agronômo, Olivio Schirmer, do município de Santa Maria, “nem todas as variedades são nectaríferas, porém as que são, chegam a produzir de 20 a 40 quilos de mel”. Schirmer conta que se trata de uma planta anual: “Seu cultivo é rústico, o girassol adapta-se a qualquer tipo de solo, sendo de fácil cultivo e cuidado, além de trazer muitos benefícios. É muito indicado para a rotação de culturas”, conta o apicultor. “O girassol é uma planta originária da América do Norte, domesticada pelos índios, que usam as sementes em sua alimentação há muitos anos, antes mesmo de Cristo. Hoje, sua produção mundial ultrapassa 20 milhões de toneladas.” Segundo ele, entre os benefícios que a planta oferece está a extração de óleo comestível, e a possibilidade de associação do cultivo do girassol com a apicultura, sendo possível a produção de 20 a 30 kg de mel de boa qualidade por hectare plantado. Schirmer defende uma ampliação na área do cultivo de girassóis, o que irá influenciar diretamente na produção de mel. Os resultados obtidos por uma boa polinização refletem sobre a produção de mel. De acordo com o apicultor, “a Argentina ocupa hoje a liderança mundial de produção de mel, graças ao girassol”.

Os preços internacionais da soja subiram neste primeiro trimestre de 2014, puxados pela preocupação mundial com a quebra de safra na América do Sul. Embora ainda haja muita controvérsia a respeito, a produção sul-americana deverá perder entre 11 a 14 milhões de toneladas, na hipótese mais otimista. Diante disso, o bushel de soja em Chicago, que em safra normal estaria entre US$ 12,00 e US$ 12,50, nesse momento atinge valores entre US$ 13,80 e US$ 14,20. Mas as condições futuras (segundo semestre) apontam para um recuo de preços. Isso em função de alguns fatores importantes: 1) se a quebra sul-americana ficar nestes níveis, ainda assim a produção total será recorde; 2) a intenção de plantio do produtor dos EUA (relatório em 31/03) estaria indicando um aumento entre 4% a 8% na área de soja naquele país; 3) isso, em condições normais de clima, elevaria a produção estadunidense (colheita em outubro) para 96,5 milhões de toneladas, contra 89,5 milhões colhidas na safra passada; 4) a economia dos países desenvolvidos dá sinais de recuperação, fato que tende a aumentar os juros locais levando a um deslocamento do capital financeiro especulativo das commodities para os títulos públicos destes governos; 5) a China reduz seu crescimento econômico para níveis anuais de 7,5%, fato que pode atingir seu consumo interno; 6) o Brasil e a Argentina igualmente deverão aumentar um pouco mais suas áreas de soja para 2014/15; 7) o dólar se valoriza na economia internacional, fato que leva o preço das commodities a recuarem em dólares, no tradicional efeito de compensação (o inverso também é verdadeiro). É nesse contexto que o Fórum Outlook do USDA, em fevereiro, projetou o bushel de soja, para o produtor estadunidense, em torno de US$ 9,50 na média de 2014/15. Na mesma linha, a Agroconsult, no recente Fórum Nacional da Soja realizado na Expodireto/Cotrijal, no dia 11 de março, avançou que o bushel de soja pode recuar para a média de US$ 11,50 neste segundo semestre e para valores entre US$ 10,00 e US$ 11,00 para 2015. Nesse último caso, mesmo que o dólar saia dos atuais R$ 2,35 para R$ 2,60, o saco de soja ao produtor gaúcho, no balcão, ficaria, em média, entre R$ 47,00 e R$ 52,00, contra os R$ 55,00 a R$ 60,00 que agora se projeta para abril/maio do corrente ano.

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Jornal da Manhã | Ijuí, 23 de abril de 2014

Época de colheita requer mais atenção de condutores nas rodovias Em uma região essencialmente agrícola como a do Noroeste do Rio Grande do Sul, os meses de março e abril representam tradicionalmente o pico do processo de colheita da safra da soja. Cerealistas ficam com seus pátios lotados e a movimentação de caminhões, colheitadeiras e tratores aumenta significativamente, exigindo atenção redobrada e responsabilidade por parte dos condutores. A maior preocupação é com o trânsito de colheitadeiras. Além das máquinas tomarem conta das rodovias por serem muito grandes, trafegam em velocidades bem abaixo da de outros veículos. A resolução n° 210/06 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece limites de peso e dimensões para veículos que transitam por vias terrestres, deixa claro que colheitadeiras agrícolas são proibidas de transitar por rodovias, mesmo com a plataforma de coleta desmontada, devido às dimensões excedentes e o perigo potencial que representam quando em deslocamento. Porém, nessa região, que depende da área agrícola, é

comum encontrar colheitadeiras e outras máquinas agrícolas dividindo as rodovias com os veículos convencionais. De acordo com o sargento da Polícia Rodoviária Estadual de Cruz Alta, Geroni Machado, na região, as máquinas precisam se deslocar pelas rodovias. No entanto, ele ressalta que entre os cuidados que o condutor deve ter é nunca sair com o maquinário à noite. Segundo ele, a sinalização também é fundamental. “Ele deve estar sempre com batedor, principalmente aquele que vai na retaguarda da máquina, deixando um espaço mínimo de 100 metros entre a máquina e o batedor, para que, no caso de uma ultrapassagem, o condutor do outro veículo tenha um refúgio para retornar para a mão dele”, destaca. Segundo o sargento, às vezes é feita solicitação de auxílio no tráfego desses veículos. “Mas nem sempre conseguimos dar esse apoio, pois o grupo tem praticamente 500 quilômetros de rodovia”, avalia, ressaltando que, todo motorista deve estar ciente de que, ao colocar o veículo na rodovia, deve ser feita a manutenção.

Em Ijuí, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também recomenda prudência aos motoristas que dirigem na ERS-342 e na BR-285, devido ao tráfego intenso de máquinas agrícolas e caminhões na estrada.

Conab confirma safra positiva de trigo Apesar dos números oficiais 6,7 milhões de toneladas para o trigo na safra 2013/2014, apresentados neste mês pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a perspectiva extraoficial é de que a produção do cereal surpreenda e possa atingir 7 milhões de toneladas ao final da colheita. “A surpresa positiva do final da safra vai ser o trigo”, afirmou o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, João Marcelo Intini. O crescimento da produção do cereal é puxado por um aumento de área plantada de 14,2%, atingindo 2,254 milhões de hectares, e de 6,3% em produtividade. A estimava é de que o volume de trigo para moagem seja de 11,2 milhões de toneladas, a partir de 6,7 milhões de toneladas nacionais e importação de 5,7 milhões de toneladas, 1 milhão de toneladas abaixo do volume comprado no exterior em 2013.

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Por outro lado, os condutores de máquinas agrícolas precisam seguir algumas regras, como estar registradas, licenciadas e com todos os dispositivos obrigatórios, como um veículo normal. Se precisar se

deslocar em via pública, como uma rodovia, há a necessidade que este operador tenha a sua habilitação no mínimo na categoria C, além de andarem pelo acostamento devido à velocidade lenta.

Exposição fotográfica vai abordar percurso da água O secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Claudio Fioreze, recebeu ontem a primeira-dama do Estado, Sandra Genro. O objetivo do encontro foi trazer à Seapa convite para participar da Exposição Águas, que abordará o percurso das águas gaúchas. Com o título De onde ela vem,

por onde ela passa e para onde ela vai, através de um ensaio fotográfico, a exposição vai mostrar as bacias hidrográficas, barragens, poços artesianos, portos e hidrovias, além de áreas irrigadas. A participação da Secretaria está na contribuição para o registro de localidades beneficiadas pelo programa Mais Água, Mais Renda.

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Jornal da Manhã | Ijuí, 23 de abril de 2014

Presidente da CNA defende campanha de esclarecimento sobre agroquímicos

Pesquisa de novo produto leva, em média, 12 anos para ser concluída

Está sendo realizada uma campanha de esclarecimento sobre a segurança dos agroquímicos, condição obtida a partir de rígidos processos de análise e de controle realizados pelo governo federal, e a importância desses produtos para a agropecuária brasileira. A sugestão foi apresentada pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, ao presidente da Dow AgroSciences no Brasil, Welles Pascoal, durante almoço na sede da confederação, em Brasília, ontem. Para a presidente da CNA, as pessoas precisam saber que a evolução da agropecuária brasileira nos últimos anos reflete os altos ganhos de produtividade alcançados, em parte, em razão das novas tecnologias pesquisadas pelas indústrias de agroquímicos

Preço do leite é superior a março passado Inscrições abertas para curso teórico e Em reunião do Conselho Paritário do Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite) realizada ontem, na sede do Sindilat/RS, em Porto Alegre, o estudo realizado pela Universidade de Passo Fundo (UPF) mostrou que a projeção do preço de referência do leite padrão pago pela indústria ao produtor em abril é de R$ 0,8788, representando uma elevação de 2,02% em relação a março passado. COMO

PLANTAR

Em março, o preço de referência ficou em R$ 0,8614, enquanto a projeção feita na reunião anterior era de R$ 0,8335, o que representa diferença de R$ 0,0278, ou elevação de 3,34%. Nos últimos três meses (fevereiro/ abril) os preços de referência do leite padrão apresentaram uma elevação média de 13,38%, levando em conta que o valor de abril é projeção.

MANDIOCA

Clima - A mandioca é uma planta de origem tropical, nativa do Brasil, e necessita de temperaturas acima de 18°C para se desenvolver bem, sendo que o ideal para o cultivo é um clima quente e úmido. Luminosidade - A mandioca necessita de boa luminosidade, podendo ser cultivada na sombra parcial ou com luz solar direta. Solo - A mandioca pode ser cultivada até em solos pouco férteis, desde que sejam bem drenados. Solos argilosos pesados e solos compactados não são adequados, pois prejudicam o crescimento das raízes. O mais indicado é que o solo seja permeável, fértil, rico em matéria orgânica, com pH entre 5 e 6. Irrigação - Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, sem que fique encharcado. A planta é muito sensível à falta de água durante os cinco primeiros meses de cultivo. Já bem desenvolvidas, as plantas são tolerantes a períodos de seca. Plantio - O plantio é realizado a partir de pedaços de caule de plantas adultas saudáveis, denominados manivas, com 15 a 25 cm de comprimento e cerca de 2,5 cm de diâmetro. As manivas são colocadas em sulcos ou covas de 5 a 10 cm de profundidade, podendo ser dispostas na posição horizontal, vertical ou obliqua. Fincadas na posição vertical ou inclinadas, as manivas dão origem a plantas cujas raízes serão mais profundas, resultando em uma colheita mais trabalhosa. Dispostas na horizontal, no sentido do sulco, as raízes serão mais superficiais, facilitando a colheita. A vantagem do posicionamento vertical e do inclinado é que a porcentagem de manivas que brotarão é maior que no plantio horizontal, resultando em um maior rendimento por área.

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prático para provas de Carteiras de Arrais Estão abertas as inscrições para o curso teórico e prático para os interessados em realizar a prova para Carteiras de Arrais, para habilitar-se em pilotar embarcações e Jet-Sky conforme as normas vigentes da legislação Fluvial Marítima. O curso será realizado na sede da Colônia de Pescadores e Aquicultores Z 18, nos dias 6 e 7 de maio de 2014, às 19 horas. O início será às 8 horas do dia 15 de maio e será encerrado no dia 16 de maio, sendo realizado pela Escola Náutica de Porto Alegre e acompanhado pela

Cresce 157% o embarque de soja por Paranaguá e Antonina A exportação de soja nos portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, cresceu 157% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2013 e totalizou 2,7 milhões de toneladas. A exportação de farelo de soja apresentou alta de 8%, totalizando 883,7 mil toneladas. Os dados foram divulgados pela administração de ambos os portos. A exportação de açúcar também registrou crescimento: foi 1 milhão de toneladas de janeiro a março deste ano, o que representou alta de 19% em relação ao primeiro trimestre de 2013. Na importação do agronegócio, quem recebeu destaque foi o fertilizante, com 2,2 milhões de toneladas movimentadas no primeiro trimestre, 8% mais que em 2013.

Delegacia da Marinha do Brasil de Porto Alegre. O curso será realizado no Rio Ijuí, na Barragem da Ceriluz, localidade da Linha 5 Leste, Granja Nossa Senhora Aparecida, antiga Granja Goi Scarton, local onde a Colônia Z 18 realizava os Torneios de Pesca e Limpeza do Rio Ijuí.

Universidade de Passo Fundo recebe De Olho no Futuro Com o objetivo de orientar e capacitar estudantes do curso de Engenharia Agronômica para o mercado de trabalho, a Bayer CropScience organiza mais uma edição do programa De Olho no Futuro. A iniciativa leva às principais faculdades de agronomia um curso de três dias, com palestras e trocas de informações entre universitários e profissionais do setor, contribuindo para a evolução do agronegócio brasileiro. Esta semana é a vez dos alunos de agronomia da Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, conhecerem o De Olho no Futuro da Bayer. Conduzido por uma consultoria especializada em agronegócios e recursos humanos, o curso teve início no ontem e segue amanhã. Além do curso, o gerente de Marketing Estratégico FOX® da Bayer e ex-aluno da Universidade de Passo Fundo, Everson Zin, fará um bate-papo com os alunos

Fim do emplacamento de maquinários agrícolas aguarda a sanção

O projeto de autoria do deputado federal Alceu Moreira (PMDB/RS) que prevê o fim do emplacamento de maquinários agrícolas não recebeu recurso para ser votado no plenário do Senado dentro do prazo regimental, terminado ontem, dia 15. Com isso, basta apenas a

sanção ou veto da presidente Dilma Rousseff num prazo de quinze dias úteis. A expectativa do autor é de que a presidente se sensibilize com os agricultores e não vete o projeto que acaba com essa medida “meramente arrecadatória” para um setor já tão onerado.

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Jornal da Manhã | Ijuí, 23 de abril de 2014

Inventor de minicarro elétrico pede apoio para manter projeto Desenvolvido pelo empresário João Alberto Dresch, em Lajeado (RS), o projeto de minicarro elétrico vem chamando a atenção de empresários e governos de outrospPaíses, interessados em fabricar o veículo. O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) encaminhou ofício no início deste mês ao governador Tarso Genro, pedindo atenção especial ao projeto. Batizado com as iniciais do seu criador, o JAD nasceu após uma viagem de Dresch à Itália, onde ele teve contato com um modelo elétrico circulando pelas ruas. De volta ao Brasil, o empresário tomou R$ 10 mil emprestados e desenvolveu os primeiros protótipos de papelão, madeira e fibra, até chegar no projeto definitivo. O inventor enfrentou uma longa burocracia entre os anos de 2011 e 2014 para legalizar o veículo, apreendido duas vezes e multado pelo Detran. “Levei dois anos e sete meses para receber as placas do carro. Recebi duas multas de R$ 500 cada e tive o veículo guinchado”, relembra o empresário. O JAD foi todo construído com peças adaptadas de outros veículos. O para brisa, por exemplo, foi recortado de um caminhão Scania. Os faróis vieram da moto Bis 125. Mas o que chama mais atenção do protótipo são as dimensões. “Ele tem 1,05m de largura, 1,95m de comprimento e 1,20 de altura. Pesa 295 quilos e leva duas pessoas. Carrega na luz e não paga IPVA porque não polui”, explica Dresch. O empresário garante que já recebeu diversas propostas para produzir o veículo em larga escala. “Eu sou gaúcho, gostaria de desenvolver o projeto no meu Estado. Se não conseguir nada aqui vou saltar fora. Já recebi propostas da Argentina, do Paraguai, Uruguai, Colômbia e Chile. Ainda tem empresários de outros Estado interessados”, revelou

Empresário João Alberto Dresch foi o inventor do projeto de minicarro elétrico

Syngenta vê impacto maior de moedas fracas Conselho Regional de Medicina A Syngenta, maior fabricante do mundo de agroquímicos, espera que moedas fracas de mercados emergentes tenham um impacto maior sobre o lucro para o ano inteiro do que se presumia anteriormente, disse a companhia no início deste mês, ao divulgar vendas maiores no primeiro trimestre. Movimentações adversas de câmbio cortaram 3 por cento das vendas trimestrais, que subiram 2 por cento para 4,7 bilhões de dólares, em linha com a expectativa média em uma pesquisa da Reuters. Excluindo variações cam-

biais, as vendas subiram 5%. A Syngenta agora espera que moedas mais fracas tirem 100 milhões de dólares do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do ano inteiro, ante uma previsão anterior de impacto negativo de 50 milhões de dólares. O vice-presidente financeiro John Ramsay disse que o principal impacto veio da desvalorização da moeda ucraniana, conforme temores de uma guerra aberta contra a Rússia e uma piora na economia doméstica fizeram com que ela perdesse um ter-

ço de seu valor ante o dólar neste ano. “O que fizemos lá foi elevar nossos preços. Para a Ucrânia, nós provavelmente recuperamos cerca de dois terços das perdas cambiais através dos preços”, disse Ramsay. Para o ano inteiro, a Syngenta espera que as vendas integradas cresçam 6 por cento a taxas cambiais constantes. A companhia confirmou sua orientação para ano inteiro de uma elevação das margens brutas e um aumento no fluxo de caixa livre antes de aquisições para cerca de 1,5 bilhão de dólares.

Propriedade de Ijuí sediará pesquisa da Embrapa Sementes de forrageiras de inverno desenvolvidas pela Embrapa serão testadas em pequenas propriedades rurais do Noroeste gaúcho. O cultivo será feito por agricultores familiares da Rede Leite – Programa em Rede de Pesquisa-Desenvolvimento em Sistemas de Produção com Atividade Leiteira no Noroeste do RS. Segundo o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul,

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Gustavo Martins da Silva, as sementes foram doadas à Rede Leite pela Embrapa Trigo. São sementes de trigo de duplo-propósito ou tardio-precoce (BRS Tarumã e BRS Umbu), centeio BRS Serrano – tido como excelente opção de pastejo e cobertura de solo, em sistema de rotação de culturas de inverno –, centeio BRS Progresso, aveias BRS Centauro e BRS Madrugada (lançada no ano passado,

durante a Expointer, visa à produção de forragem e matéria seca de planta), além de azevém BRS Ponteio. Técnicos da Emater/RSAscar irão acompanhar o plantio em duas propriedades, nos municípios de Ijuí e Três Passos. “Depois que chover, os agricultores irão plantar”, detalhou o médico veterinário da Emater/RS-Ascar, Oldemar Weiller.

Veterinária do RS lança campanha Importante fonte de proteínas para os seres humanos, os produtos de origem animal – carne, ovos, leite, mel e pescado - devem receber cuidados indispensáveis antes de serem consumidos. Um dos únicos profissionais presentes em todas as etapas de produção do alimento oriundo de animais é o médico veterinário. Ele atua no cuidado com os rebanhos – manejo, alimentação e genética, na inspeção dos animais – em matadouros e frigoríficos, no processamento do alimento – na indústria e, por fim, no controle do produto – nos pontos de venda. Com o propósito orientar a população sobre o envolvimento do médico veterinário no processo de fabricação do alimento de origem animal é que o Conselho Regional de Medicina Veterinária do RS (CRMV-RS) lançou a campanha “Segurança dos Alimentos”. Com o slogan “Médico Veterinário = Alimento + Qualidade + Saúde” a ação busca informar o longo processo que produto de origem animal passa até chegar diariamente à mesa da população. Além disso, a

campanha alerta a sociedade para que fique vigilante e não consuma produtos que não apresentarem condições necessárias para a ingestão. O consumo de alimentos contaminados por bactérias ou toxinas pode acarretar em toxinfeccções alimentares — enfermidades ocasionadas por infecção ou intoxicação alimentar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população dos países industrializados sofrem com doenças de origem alimentar. Segundo estimativas da OMS, mais de 2 milhões de pessoas morrem por doenças diarreicas todos os anos. Em sua maioria são provindas de alimentos contaminados. De acordo com o presidente do CRMV-RS, Rodrigo Lorenzoni, antes de o alimento de origem animal chegar à mesa, ele passa por um longo processo. “Para garantir a qualidade da carne, leite, ovos, mel e pescado, é imprescindível a presença e o acompanhamento de todas as etapas por um médico veterinário”, completa.

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Ceriluz participa do processo de beneficiamento de grãos Analisando superficialmente a colheita de soja não verificamos de imediato a participação da Ceriluz nos resultados desta cultura. Porém, se nos aprofundarmos, podemos ver que a cooperativa tem um papel fundamental e representa mais uma vez a garantia de resultados econômicos para os produtores rurais associados. Isso porque, para agregar valor a esta commodity, é fundamental que se realize um bom trabalho no beneficiamento deste grão, especialmente a secagem

A Cooperativa Ceriluz entra no processo de beneficiamento de grãos ao fornecer energia elétrica para um significativo número de empresas que armazenam e beneficiam a soja em toda a nossa região de atuação. No total a Cooperativa fornece energia para 24 unidades de empresas cerealistas que recebem, armazenam e comercializam grãos, além de propriedades que fazem o próprio beneficiamento do que produzem. “A Ceriluz tem uma participação diária na vida do associado e quando falamos da cultura da soja, isso se intensifica por meio de sistemas de irrigação já instalados e, durante a colheita, por meio das agroindústrias que trabalham na separação dos grãos, secagem, classificação. Enfim, participamos do início ao fim do processo produtivo da cultura da soja”, afirma Romeu de Jesus, diretor secretário da Cooperativa e também agricultor. A importância da energia elétrica no beneficiamento dos grãos se percebe analisando o consumo destas empresas durante o ano. Fica claro o crescimento expressivo do consumo nos meses de abril e maio, auge da colheita da soja, e também nos meses de outubro e novembro, neste período para beneficiamento principalmente do trigo, aveia e milho. Nestes meses, se consome praticamente 45% de toda a demanda destas empresas ao longo do ano, o que não é pouco. Em 2013, por exemplo, estas empresas consumiram juntas 7.714.987 quilowatts/hora, do total de 107.269.987 distribuídos pela cooperativa ao longo do ano. Isso equivale a 7,2% de toda a energia distribuída no ano passado. Cuidados no plantio – Logo após a colheita da soja os agricultores iniciam a preparação do plantio das culturas de inverno. Assim como na safra, no período do plantio o produtor rural precisa ter cuidados especiais com a sua segurança, especialmente ao fazer manu-

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tenções de suas máquinas e, também, no momento semeadura com os possíveis obstáculos na lavoura. Neste sentindo é fundamental lembrarmos que, em alguns casos, a rede elétrica pode vir a representar uma dificuldade e oferecer sérios riscos à vida em caso de acidentes. Ao entrar com sua máquina na lavoura, preste atenção nas seguintes questões: • Verifique se há postes e estais na lavoura e os identifique, de modo que não venha colidir neles; • Avalie a altura dos cabos elétricos considerando se a máquina passa por baixo sem risco de enroscar e arrebentar os mesmos. Identificando um cabo muito baixo, chame uma equipe de eletrotécnicos da Ceriluz para que eles possam elevar o cabo e corrigir a situação com equipamentos e conhecimento adequado; • Havendo um acidente, com queda de poste ou rompimento de cabo, tome cuidado para não encostar no condutor ou em partes metálicas que possam estar encostados nos cabos. Se for possível descer da máquina com segurança, isole o local e ligue imediatamente para a Ceriluz solicitando o desligamento da energia e a presença de uma equipe qualificada. Não podendo descer, ligue para a Ceriluz solicitando ajuda. O telefone para contato é 0800 51 3130; • Nunca toque nos cabos e sempre mantenha uma distância segura dos mesmos; • Em caso de alguém ser eletrocutado, não tente salvá-lo antes da energia ser cortada, caso contrário você poderá ser a próxima vítima. Neste caso, primeiro ligue para a Ceriluz e solicite para desligar a energia e também chame imediatamente uma equipe de resgate, como o Samu, pelo telefone 192, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193, sempre considerando a necessidade de primeiro desligar a energia entes de interagir com a vítima eletrocutada.

Cooperativa fornece energia para 24 unidades de empresas cerealistas que recebem, armazenam e comercializam grãos

Alguns cuidados no período de plantio são necessários, como não tocar nos cabos e manter a distância segura dos mesmos

22/04/2014 19:34:50

Jmrural 23 04 2014  

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