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Jornal da Manhã

Ijuí, 24 de setembro de 2013

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Lavouras de trigo vivem momento decisivo no Rio Grande do Sul

A série de restrições impostas recentemente pelo governo argentino à exportação de trigo levou representantes de moinhos brasileiros a procurar produtores paraguaios. Pág. 9

Condições climáticas no final do ciclo vão definir mais da metade da safra. Pág. 9

Energia

Imasa

Conquista

Consumidores de baixa renda da Ceriluz recebem equipamentos de consumo eficiente, que substituem chuveiros elétricos em residências. Pág.16

Em clima de comemoração aos 91 anos, indústria prepara-se para os bons negócios da Expo-Ijuí 2013. Pág. 5

Bayer foi eleita uma das melhores empresas para trabalhar, de acordo com a pesquisa de gestão de pessoas mais respeitadas do País. Pág. 10

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ARTIGO

Dia da Árvore: o que você está fazendo pela preservação? No dia 21 de setembro comemoramos o Dia da Árvore, data criada com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da preservação ambiental. Afinal, as árvores são as responsáveis por atuar no combate à poluição, contribuindo para melhorar a qualidade do ar respirado, reduzir o calor e a incidência direta de raios solares, além de serem importantes para a retenção das águas das chuvas, reduzindo a ocorrência de enchentes. Tamanha é a importância do verde em nossa vida que esse foi o tema estudado pelo último Relatório Global de Espaços Verdes, elaborado pelo Grupo Husqvarna. A proposta foi avaliar a interação das pessoas com espaços verdes, como parques, jardins e florestas, e o que estamos fazendo para preservar esse bem tão valioso. Nesta pesquisa, cerca de 4.500 pessoas de diferentes países foram entrevistadas e 82% delas disseram que áreas verdes ajudam a combater o estresse e a ansiedade. Outro dado que chama a atenção é que muitas pessoas estariam dispostas a investir tempo, conhecimento e dinheiro na conservação dos espaços verdes públicos. Entre os entrevistados, 55% disseram que estão dispostos a oferecer seu tempo, 32% seus conhecimentos e 22% dariam dinheiro para deixar os ambientes mais verdes. Nesta questão, o maior desejo de ajudar vem dos pais, que enxergam que os filhos têm menos contato com a natureza do que eles quando jovens, e por isso gosta-

Seu fartura

riam de reverter esse cenário. Mas não é só a sociedade civil que está preocupada com a questão. Uma atividade que ganha força em nosso país é a silvicultura, responsável por cultivar novas flo-

As árvores são as responsáveis por atuar no combate à poluição, contribuindo para melhorar a qualidade do ar respirado, reduzir o calor e a incidência direta de raios solares restas em áreas degradadas, para serem utilizadas pela indústria de celulose, madeiras, carvão, entre

ONU DIVULGA ESTUDO APONTANDO QUE MULHERES REPRESENTAM 13% DOS AGRICULTORES DO BRASIL

outros fins comerciais. Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf) indica que, no ano de 2012, a atividade foi responsável pela geração de 4,4 milhões de empregos, além disso, o valor bruto da produção alcançou os R$ 56,3 bilhões, número 4,6% superior ao registrado em 2011. O estudo apontou ainda que o plantio de eucalipto e pinus atingiu os 6,66 milhões de hectares, o que representa um aumento de 2,2% em relação ao levantamento feito no ano anterior. A atividade é altamente lucrativa, para se ter uma ideia, uma produção de eucalipto oferece até 10 vezes mais renda na mesma área da pecuária e sem precisar diminuir o rebanho. Nos últimos anos, a conservação das árvores e florestas tornouse uma questão essencial para a garantia de uma vida com mais qualidade. Cada segmento da sociedade contribui da melhor forma possível, seja plantando uma árvore em seu jardim, em um parque público ou investindo fortemente no segmento de florestas plantadas, todos em prol de um único objetivo: um planeta mais verde, limpo e saudável. Por isso, que tal pensar em alternativas para preservar o nosso maior patrimônio natural?

Graziela Lourensoni é gerente de Marketing e Produtos para a América Latina da Husqvarna

De 100 agricultores no Brasil, 13 são mulheres. O número aparece em um estudo da FAO, órgão das Organizações das Nações Unidas (ONU) para a alimentação e a agricultura. De acordo com o levantamento, o percentual de mulheres responsáveis por atividades agropecuárias na América Latina e Caribe tem crescido nos últimos anos, embora suas terras tendam a ser menores, de menor qualidade e de terem menor acesso ao crédito, à assistência técnica e à capacitação. O Chile encabeça a lista dos países da América Latina e Caribe com 30% de suas atividades agrícolas a cargo de mulheres. A FAO publicará um total de seis notas de política sobre gênero, analisando aspectos como a propriedade da terra, o emprego e o papel das mulheres na agricultura da região. As notas podem ser encontradas no site do escritório regional da FAO para a América Latina.

PREÇO DO SUÍNO VIVO AUMENTA E MELHORA A RENDA DOS CRIADORES O preço pago aos criadores na aquisição de suíno vivo subiu 17,4% nos últimos meses, na mais surpreendente escalada de recuperação dos preços deste ano. A Coopercentral Aurora Alimentos, empresa que detém o maior volume de abate em Santa Catarina, elevou nesta semana o preço por quilograma de suíno em pé para R$ 3,00 incluída a tipificação (adicional por qualidade da carcaça. Desde 1º de maio deste ano, quando o preço estabilizou em R$ 2,30, até esta semana, a remuneração básica (sem tipificação) do suinocultor teve uma recuperação de 17%. No mês de agosto foram concedidos três reajustes e, em setembro, mais um. O preço-base atual (R$ 2,70) é acrescido do adicional da tipificação, índice que pode chegar até 10%, o que eleva o valor pago ao criador para R$ 3,00/kg a partir desta semana.

PLANO PARA SALVAR A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS NO MUNDO É PROPOSTO PELA SYNGENTA Como produzir alimentos suficientes sem destruir o planeta? Essa é a grande questão proposta pela Syngenta em um evento que ocorreu neste mês simultaneamente em diversas cidades do mundo. Um grupo de 120 pessoas foi selecionado para participar da discussão. Produtores rurais, acadêmicos, empresários, dirigentes, governantes, jornalistas e representantes da sociedade civil foram organizados em grupos heterogêneos para expor a diversidade de visões e apontar sugestões. Ao mesmo tempo em que é preciso produzir mais alimentos nos próximos 50 anos do que nos últimos 10 anos, se apresentam problemas sérios de sustentabilidade. O mundo hoje, por exemplo, só teria estoque de água potável para mais 11 anos, se não houvesse renovação. Cerca de 70% dessa água é utilizada na agricultura.

Getúlio

ABATES DE BOVINOS NO PRIMEIRO SEMESTRE REGISTRA AUMENTO DE 12,4% Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os abates de bovinos somaram 16,69 milhões de cabeças entre janeiro e junho deste ano. Este número se refere aos abates sob algum tipo de inspeção (federal, estadual ou municipal). Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve aumento de 12,4% na quantidade enviada para o gancho. As fêmeas compuseram 46,1% do total, ante participação de 44,8% no mesmo período de 2012. No primeiro semestre foram abatidos 9 milhões de machos (bois e novilhos) e 7,7 milhões de fêmeas (vacas e novilhas). Os preços firmes do boi gordo, mesmo com os abates em alta, indicam que a demanda tem feito a sua parte, tanto no mercado interno como com as exportações. Para o próximo ano é possível que os pecuaristas aumentem a quantidade de fêmeas em reprodução, incentivados pelos preços firmes da reposição. Isto pode ter efeito positivo sobre as cotações, uma vez que boa parte da carne tem sido produzida a partir de fêmeas.

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Badesul libera financiamento de R$ 3 milhões para instalação de novo silo

Nova unidade foi inaugurada no dia 17 de setembro em Camaquã

A nova unidade de armazenamento de grãos De La Vecchia foi inaugurada na manhã de 17 de setembro pelo governador Tarso Genro. O financiamento de R$ 3 milhões via Badesul possibilitou a instalação do 10º silo de armazenamento de arroz e a ampliação da capacidade para 450 mil sacas. O chefe do executivo avaliou o crescimento do Estado nos setores da indústria e do comércio, e destacou que, para continuar neste ritmo, são ne-

cessários três fatores: governar com políticas públicas voltadas para o desenvolvimento; governar com planejamento empreendedor e ter capacidade para enfrentar adversidades que podem existir com empresários e produtores. Já o presidente do Badesul, Marcelo Lopes, ressaltou que o Rio Grande do Sul deverá crescer o dobro do Brasil. De acordo com proprietário, Edevar De La Vecchia, a empresa possui um sistema eco-

logicamente correto, pois são utilizados ar natural e gás na armazenagem, o que possibilita autonomia na produção, já que não se perde arroz em nenhum momento, podendo comercializá-lo conforme a demanda. Há 15 anos em Camaquã, a empresa protocolou novo contrato com o Badesul durante a 36ª Expointer, para a armazenamento de mais 250 mil sacas de arroz e pretende atingir dois milhões de sacas nos próximos anos. “Confiar num programa desses do governo do Estado está ajudando a promover a justiça na cadeia produtiva e agregar valor, além de mais renda e mais empregos”, completou De La Veccia. Tarso Genro fez questão de destacar a importância de andar pelo RS com a Caravana. “Este projeto é um instrumento de gestão. Quem não vai ao encontro dos problemas também não vai ao encontro do sucesso”, enfatizou.

Unidades móveis chegam ao Estado para atender mulheres do campo A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM/RS), apresentou na última semana uma das unidades móveis para o programa de atendimento às mulheres em situação de violência no campo e na floresta. De acordo com a titular da SPM/RS, Ariane Leitão, essa é mais uma conquista para as mulheres e meninas gaúchas e também um momento de celebração do trabalho que o governo do Estado, por intermédio da SPM/RS, vem realizando. “O Estado, mais uma vez, reafirma o seu compromisso

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com as políticas públicas para as mulheres. Políticas de empoderamento e de autonomia. Mostramos que no Estado as mulheres estão construindo a história lado a lado com os homens, transformando a sua realidade. Afinal, só a igualdade transforma”, afirmou a secretária. A unidade móvel, ônibus especialmente desenvolvido para deslocamentos fora de estrada, adaptados para o atendimento às mulheres do campo e da floresta, vai atuar de forma itinerante, percorrendo o interior

do RS, principalmente as comunidades rurais. O investimento, de mais de R$ 1 milhão, é da União, através da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, em parceria com o governo do Estado, com contrapartida de aproximadamente R$ 400 mil. O repasse dos veículos é uma resposta dos governos estadual e federal às reivindicações da Marcha das Margaridas, composta por mulheres da Confederação Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura.

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Qualidade da semente influencia a boa produtividade

Sementes de alta qualidade (E) e de baixa qualidade: o cuidado com a planta deve iniciar já na escolha dos grãos para plantio

Nos últimos anos acompanhamos uma verdadeira revolução em vários setores da agricultura, como a introdução de tecnologias transgênicas em soja e milho, diferentes defensivos para controle de pragas, invasoras e doenças, sem falar no grande avanço em mecanização. Mesmo assim em muitos casos não é possível atingir grandes patamares de produtividade. Como explicar que em uma lavoura temos plantas que produzem 200 sementes e outras menos de 30 sementes por planta, sendo que essas plantas estão no mesmo metro linear de plantio, com as mesmas condições climáticas e de manejo? A resposta para esta pergunta está na qualidade de sementes De acordo com o engenheiro agrônomo, supervisor regional da Dimicron Giordano Goi Dezordi, o sucesso de uma lavoura começa na qualidade da semente utilizada. Se em algum momento essa semente sofreu qualquer tipo de dano, seja ele mecânico, umidade ou por picada de percevejo podemos ter comprometido todo o desenvolvimento da nossa futura planta e os resultados de nossa lavoura. O processo de deterioração em sementes em relação aos danos é extremamente complexo, pois afeta mecanismos vitais à germinação da semente

e desenvolvimento da planta. As plântulas originadas de sementes de alto vigor possuem sua integridade de membranas, mantendo sua capacidade física, fisiológicas e sanitárias e podem manifestar todo seu potencial ao contrário de sementes de baixo vigor, podendo gerar diferenças de produtividade de 30 a 35%. Outro fator muito importante em relação à qualidade de sementes está relacionado à sua qualidade química, ou seja, suas reservas nutricionais que serão a única fonte de nutrientes para a planta da germinação até um período de 12 a 24 dias. Garantir que esta semente tenha maior reserva nutricional proporciona um estabelecimento inicial de lavoura com maior capacidade de formar plantas de alto potencial. A Dimicron, em parceria com a Produtiva, proporciona a possibilidade de realizar análises de sementes completas no Las Dimicron, com avaliação de germinação, qualidade de vigor, danos físicos e análise química das sementes, além de possuir um produto diferenciado para a suplementação das sementes denominado TMS-P, aumentando as reservas iniciais das sementes e proporcionando maior enraizamento e estruturação das plantas no estabelecimento da lavoura.

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Esmagamento de soja no Brasil está fraco apesar de safra recorde O esmagamento de soja do Brasil para a produção de farelo e óleo está no seu nível mais baixo desde 2009, apesar de uma safra recorde de 81,6 milhões de toneladas, cuja colheita terminou em maio, revelaram especialistas do setor. O Brasil processou 19,3 milhões de toneladas de soja desde o início do ano industrial em fevereiro até o final de julho, uma queda de 7 por cento ante o volume de 20,8 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, de acordo com os últimos dados da associação das indústrias (Abiove). “Seria de se esperar que a indústria pudesse estar bem em um ano de safra recorde”, disse o secretário-geral da Abiove, Fabio Trigueirinho. Secas em 2012, que destruíram vários milhões de toneladas de soja na América do Sul e nos Estados Unidos, são parte da razão para a queda na atividade. As secas empurraram estoques

para mínimas recordes, elevando os preços dos grãos, disse o analista Lucílio Alves, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Processadores têm tido dificuldades para passar os preços elevados da soja para clientes de farelo e óleo no mercado doméstico, o que tornou a exportação mais atraente. Pela primeira vez na história, o Brasil deverá exportar mais soja do que esmaga nacionalmente este ano, e espera se consolidar como o maior exportador de soja do mundo em 2013. Trigueirinho disse que mudanças na política fiscal no Brasil também têm prejudicado o setor. Além disso, a exportação da matéria-prima também é facilitada pela isenção de tributos. “A situação fiscal está um caos agora, e isso é parte do problema.” Dos cerca de 5,5 milhões de toneladas de óleo de soja da produção brasileira que é consumida

Auri Braga Historiador e Técnico em Agricultura

Nível de esmagamento de soja é o mais baixo desde o ano de 2009

no mercado do Brasil, 3,5 milhões de toneladas são destinados ao mercado de óleo de cozinha e o restante é vendido para uso na indústria de biodiesel. O Brasil também exporta cerca de 1,3 milhão de toneladas de óleo de soja por ano, de acordo

Projeto pioneiro na América do Sul promove compostagem de resíduos orgânicos domésticos com sacos de ecovio

Primeira coleta teve início no dia 18 de setembro e visa dar uma destinação mais adequada a resíduos orgânicos

A Basf, juntamente com seus parceiros, lançaram na última semana um projeto piloto de compostagem de resíduos sólidos orgânicos gerados no município, por meio da introdução da coleta seletiva domiciliar. A primeira coleta teve início no dia 18 de setembro. É a primeira vez que um projeto desenvolvido na América do Sul vai demonstrar o uso de sacos plásticos produzidos com ecovio®, um polímero compostável certificado, e a eficiência do processo de compostagem como contribuição para a gestão de resíduos sólidos urbanos. Os sacos feitos com o ecovio® da Basf são produzidos pela Romapack, indústria de

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embalagens. “Confeccionamos cerca de 200 mil sacos para serem distribuídos a uma amostragem de 1.770 unidades residenciais e mais duas escolas, o correspondente a cerca de 5.300 moradores”, afirma Gisele Barbin, gerente comercial da Romapack. Para conscientizar os moradores envolvidos no projeto, a Basf, Fundação Espaço Eco e consultoria Inambi – responsável pelo monitoramento e elaboração do relatório final do projeto – desenvolveram um programa de treinamento sobre todo o processo de coleta seletiva de resíduos orgânicos para compostagem. “Estamos desenvolvendo programas de educação am-

A Importância do azevém na integração lavoura-pecuária

biental para que os moradores possam, por si próprios, ser capazes de diferenciar cada tipo de resíduos e destinar os orgânicos de forma correta para a compostagem, participando de forma ativa e consciente no desenvolvimento desse modelo de reciclagem”, afirma Marcos Badra, diretor da consultoria Inambi. “Ao darmos uma destinação mais adequada ao resíduo orgânico, também contribuímos para melhorar a qualidade da coleta seletiva de recicláveis em geral, eliminando a contaminação pelo resíduo orgânico“, complementa Ubiratan S. de Carvalho, diretor da Construrban Logística Ambiental. Os resíduos orgânicos domésticos serão coletados todas as segundas, quartas e sextas-feiras por um caminhão da Construrban. O projeto terá três meses de duração com estimativa de gerar cerca de 240 toneladas de resíduos orgânicos, os quais serão transformados em cerca de 120 toneladas de adubo rico em nutrientes essenciais para as plantas. Esse processo de transformação do resíduo junto com o saco produzido com ecovio compostável e certificado é estimado em cerca de 90 dias.

com Trigueirinho. Abiove elevou recentemente sua estimativa de exportação de soja para 40,5 milhões de toneladas, ante previsão anterior de 39 milhões, enquanto reduziu sua estimativa de moagem para 35,9 milhões de toneladas.

PIB gaúcho cresce 15% no segundo trimestre de 2013

O governador Tarso Genro teve motivos para comemorar neste mês: o Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho cresceu 15% no segundo trimestre deste ano, comparado ao mesmo período de 2012. Conforme explica o governador, a expectativa é de que o Estado cresça 6% até o final deste ano, a partir de um conjunto de politicas que fomentam o desenvolvimento de diversas cadeias produtivas. “Quando se tem um crescimento fora da regra é porque existe um conjunto de fatores, e a agropecuária sempre tem um destaque, a partir de um crescimento exponencial. Nós tivemos um crescimento harmônico, 4,6% na indústria; 11,5% na agricultura familiar, uma série de fatores se harmonizaram e proporcionaram os 15% que atingimos”, afirma o governador.

Em pouquíssimos países do mundo se observa o que ocorre com a cultura do azevém no Rio Grande do Sul. Só para se ter uma ideia dos levantamentos feitos pela Apassul (Associação de Produtores de Sementes do Estado Rio Grande do Sul), junto ao Ministério da Agricultura registraram uma área povoada com azevém cultivado ou nativo ao redor de seis milhões de hectares. Isso é quase um país da Europa inteiro. Isso tudo significa benefícios para a natureza como cobertura de solo, e também para nossa pecuária com comida farta e de ótima qualidade. Principalmente para terminação de gado de corte vindo dos campos nativos da nossa fronteira. Hoje o azevém significa para o Rio Grande do Sul integração lavoura-pecuária. A custo muito baixo e a cultura mais importante na transição das culturas de verão para o inverno, por exemplo: quando a soja começa amarelar a folha, o azevém já está apontando, só esperando os raios de sol para crescer e tornar toda a área um verde de beleza incomparável, e como uma mata verde protegendo o solo de qualquer intempérie. Não se vê mais tantos rios vermelhos do nosso rico solo e sim águas mais limpas, diminuindo radicalmente a assoreação dos nossos rios. Mais uma vez, uma forrageira está contribuindo na palhada tão necessária para o nosso plantio direto, que hoje, sem dúvida, é a melhor preservação de solo que o mundo inteiro copia do Brasil.

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Governo do Estado garante R$ 35 milhões para poços artesianos e redes de água

Ronaldo Franco de Oliveira, em agenda no Ministério da Integração Nacional

O governo do Estado, representado pelo secretário adjunto de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Ronaldo Franco de Oliveira, firmou, neste mês, em Brasília, um convênio no valor de R$ 35 milhões para ampliação do acesso à água no Rio Grande do Sul. Os recursos, acertados em reunião na sede do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), são

Chuva e bons negócios

para construção de poços artesianos e redes de abastecimento de água em assentamentos, comunidades quilombolas e de pequenos agricultores. Do valor total, o MDS destinará R$ 20 milhões para o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para atender a agricultura familiar e R$ 15 milhões para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em parceria com a Secretaria Estadual de Desenvolmimento Rural (SDR). Tanto o Incra quanto o MDA são entidades parceiras no convênio firmado. A reunião ainda contou com a participação do secretario de Representação do Rio Grande do Sul em Brasília, Hideraldo Caron, técnicos do MDS e de representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Mapa confirma edital para a compra de 550 mil toneladas de milho O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou o edital para o leilão de 550 mil toneladas de milho, cujo frete será subsidiado com o objetivo de garantir o equilíbrio entre oferta e demanda do grão para os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para o deputado Jerônimo Goergen, a medida é duplamente benéfica. “Primeiro, porque o governo ajuda o produtor na comercialização e no escoamento do excedente da produção do Mato Grosso, onde os sojicultores não têm onde guardar o grão. Segundo, porque ajuda a compensar o alto custo logístico no transporte do produto”, expli-

cou o parlamentar, que também observa na iniciativa uma defesa para a ação dos especuladores. Na avaliação do diretor-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura, Eduardo Santos, a decisão do governo foi tomada na hora certa. O dirigente acredita que o volume anunciado é suficiente para o mercado seguir equilibrado até a colheita da safra de janeiro. “Isso demonstra que o Mapa está atento ao mercado do grão”, destacou. Segundo Santos, o Rio Grande do Sul tem um déficit de quase 2 milhões de toneladas de milho, insumo responsável por até 60% da composição de um saco de ração de 60 Kg.

Empresa parte com entusiasmo para celebrar seus 91 anos de atividade durante a Expo-Ijuí/Fenadi 2013

Após retornar da Expointer, a Imasa prepara-se agora para participar da tradicional Expo-Ijuí/ Fenadi. É verdade que a Expointer deste ano trouxe muita chuva, mas para boa parte das empresas participantes do setor de máquinas agrícolas, os negócios foram satisfatórios. Com números na casa dos 3 bilhões de reais em negócios protocolados junto às instituições que compõem a rede financeira do evento, o setor de

máquinas e implementos superou o ano de 2012, que ficou na casa dos 2,5 bilhões de reais, comprovando o otimismo do setor, que já apresentava bons números no primeiro semestre. Para a Imasa, esta foi a lógica. Ao firmar cerca de 100 pedidos protocolados durante a feira deste ano, atingindo valor próximo a 5,5 milhões de reais, a empresa ijuiense supera seu desempenho de 2012 em mais de 20% confir-

mando a expectativa gerada ainda no primeiro semestre, em março, durante a participação na feira Expodireto de Não-Me-Toque. Com este cenário favorável, a empresa parte com entusiasmo para celebrar seus 91 anos de atividade durante o andamento da Expo-Ijuí/Fenadi 2013. Em clima de comemoração, mas visando sempre aproveitar as boas oportunidades que a feira de Ijuí traz para realizar bons negócios.

CCGL realiza o 4º Dia de Campo – Tecnologia em Produção Leiteira, em sua Unidade de Pesquisa Amanhã acontece o 4º Dia de Campo – Tecnologia em Produção Leiteira, no Tambo Experimental da CCGL em Cruz Alta. O evento, que tem início às 09h será exclusivo mídia, patrocinadores, estudantes, técnicos e produtores CCGL. Na ocasião, serão apresentados e discutidos diversos temas em suas estações de visitação, entre eles: Custos de Produção: Importância do monitoramento para máxima eficiência econômica; Espécies Forrageiras: Aspectos importantes na escolha para maior eficiência do pastejo e alta conversão em leite; Case de Sucesso – Resultado efetivo com a adoção da tecnologia CCGL; Qualidade do Leite: Você já analisou seu equipamento de ordenha? Período de

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Transição: Cuidados no momento de maior importância no manejo de vacas de alta produção; Equilibrando a fertilidade do solo: onde está o gargalo para alta produtividade forrageira? Além da apresentação dos principais produtos e serviços oferecidos pelos patrocinadores do evento: Syngenta, Sementes Adriana e Miagro Os produtores que desejam fazer sua inscrição devem procurar o departamento técnico das cooperativas. Para os demais, as inscrições serão realizadas diretamente na CCGL, através do telefone 55.3321. 9400 ou pelo e-mail: diadecampo@ccgl.com.br. As vagas são limitadas e não haverá inscrições no dia do evento.

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Mortalidade de enxames requer atenção do apicultor Apicultores de todo o Estado e do País relatam constantemente a mortalidade de seus enxames, principalmente durante o inverno e início da primavera. Vários fatores são citados como causadores deste problema, dentre eles estão o manejo, agrotóxicos, alimentação, radiação de telecomunicações e redes de energia e o mal da primavera, entre outros. Dentre estes fatores, existe um que é visível, trata-se da postura irregular (com falhas) da rainha, o qual pode ser, segundo estudos já realizados no passado por pesquisadores e apicultores experientes, um dos principais causadores da perda dos enxames. Toda vez que o apicultor realiza a revisão de suas colmeias, ele pode verificar como está a postura da rainha, caso esteja uniforme e sem falhas, é sinal de que o enxame possui uma rainha prolífera e saudável que garantirá a correta manutenção do enxame. Sempre que forem encontradas falhas ou pouca postura da rainha, isso indica que há algo errado com ela, podendo estar doente ou precisandos ser substituída por estar velha e não suprir a necessidade de ovos depositados nos alvéolos para manutenção do

enxame. A forma mais eficiente de evitar a perda dos enxames é substituir a rainha sempre que ela apresentar deficiência na postura. É importante ressaltar que esta decisão só deve ser tomada mediante uma avaliação detalhada do apicultor, que levará em consideração fatores

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florada ou receberem alimentação estimulante antes da florada. A troca de rainhas pode ser feita de preferência na primavera ou antes da entrada do inverno, e também pode ser feita durante a florada, sempre que o apicultor julgar necessário, e nessa hora é importante ter em mãos rainhas de boa genética.

A deficiência da postura das rainhas é um dos fatores que mais causam a mortalidade do enxame

Importação de oliveiras demonstra potencial da cultura para o Brasil De acordo com os dados do Conselho Oleícola Internacional, de 2013, atualmente o Brasil importa mais de 70 mil toneladas de azeites por ano e mais de 90 mil toneladas de azeitonas por ano. Desses produtos alimentícios, de acordo com o incentivador da cultura no Brasil, Guajará de Oliveira, a produção nacional é muito pequena, que não chega a ser sinificativa. “São números reveladores do potencial de investimentos que esse segmento pode criar para interessados que queiram investir no setor em território nacional”, acentua. O crescimento do consumo é sempre significativo já que temos uma média de crescimento em torno de 10% ao ano para o azeite e 13% ao ano para azeitonas. Esse índice é observado ao analisar os dados dos últimos oito anos. “As importações nesse período mais que dobraram, sendo possível projetar um crescimen-

climáticos, manejo, época do ano, idade da rainha, entre outros e, a partir daí, substitui-la mesma se necessário. Rainhas jovens e de boa genética conseguem se adaptar melhor à região e ao clima, bem como manter e aumentar a quantidade de abelhas sempre que tiverem disponível uma boa

to ainda maior para os próximos cinco anos, em que facilmente, se a tendência de crescimento se mantiver, chegaremos a 140 toneladas por ano de consumo de azeites e 180 toneladas por ano de consumo de azeitonas”, projeta Guajará. Atualmente o Brasil é um dos maiores importadores do segmento olívicola, perdendo apenas para os Estados Unidos no crescimento percentual da importação de azeites: “No caso das azeitonas, também estamos entre os maiores importadores do mundo”, destaca o incentivador. Esses dados demosntram o potencial de um setor que tem tudo para desenvolver-se no País. “Estamos saindo da noção generalizada de que o azeite de oliva é um produto elitista e só serve para abastecer grandes restaurantes e atender os mais ávidos e exigentes consumidores brasileiros, para um consumo generalizado do produto”, afirma Guajará.

Produtores de maçã perdem R$ 25 milhões por ano Garantir o desenvolvimento de pesquisas voltadas para a criação de inimigos naturais para controle biológico da mosca-das-frutas, praga que atinge os pomares, especialmente na região Sul do País. Este é o objetivo da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao defender a instalação de um centro específico para controle da anastrepha fraterculus, praga comum em áreas de produção de maçã, pêssego, amora-preta, framboesa e frutas nativas. A necessidade de criação deste centro de pesquisa foi tema discutido na última semana, em Brasília, com os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Antônio Andrade; da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT), Marco Raupp; e com o presidente da Embrapa, Maurício Lopes. Segundo o assessor da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA, José Eduardo Costa, a praga é uma das mais agressivas para a cultura da

maçã, causando danos em todas as fases de desenvolvimento das frutas. “Os prejuízos anuais somam R$ 25 milhões, somando perdas por danos e custo de aplicação de inseticidas”, afirmou. Segundo ele, a situação pode ficar ainda mais grave no médio prazo. O uso de inseticidas para controle da mosca-das-frutas tem sido proibido no Brasil de forma gradativa.

Enxames fortes x aumento de produção

Victor Kronenberger é Técnico Agrícola especializado em Apicultura

A polinização de lavouras traz benefícios tanto para apicultores, quanto para agricultores. As abelhas são excelentes polinizadoras, contribuem para o aumento da produção de diferentes culturas e ajudam a melhorar a qualidade de seus grãos e frutos. Além disso, as abelhas se beneficiam com o néctar e pólen das culturas. Um exemplo claro disso é a polinização em lavouras de canola na qual as colmeias são colocadas dentro ou próximo das lavouras cerca de 20 a 30 dias antes da florada e retiradas seu final, que dura cerca de 45 dias. Durante a florada, em condições de clima favorável ( com temperatura acima de 20º C ) as abelhas realizam a coleta de néctar e pólen e ao mesmo tempo transferem o pólen de uma flor para outra e com isso contribuem para a fecundação das flores, formação e qualidade de grãos e frutos. Além disso, a grande oferta de pólen e néctar contribui para o fortalecimento dos enxames e também pode ser realizada a colheita de mel e pólen, quando as colmeias forem de boa qualidade e populosas. A melhor resposta tanto na qualidade da polinização, quanto para o fortalecimento das colmeias e produção de mel e pólen depende diretamente da genética do enxame. Se a genética for de produção de pólen principalmente, a garantia de sucesso é bem maior. A seleção dos enxames pode ser feita mediante a avaliação do apicultor quanto a sua capacidade de coletar e armazenar tanto néctar, quanto pólen. Enxames ideais pra servirem como polinizadores podem ser conseguidos através da troca de suas rainhas originais, por Rainhas de genética de produção de pólen e néctar já comprovado mediante seleção. As rainhas podem ser feitas a partir de puxada natural de enxames selecionados pelo próprio apicultor ou este ainda pode adquiri-las de criadores profissionais. É importante ainda observar quais enxames se adaptam melhor ao processo de migração de diferentes floradas. Não basta produzir bem, é preciso que o enxame se adapte a diferentes regiões e climas.

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Goi Scarton: aproxima-se o período do plantio da soja Com os altos preços no mercado internacional da soja, o produtor tem motivo para fazer um bom plantio, a começar pela semeadura. Ou seja, escolher variedades produtivas que se adaptam a cada região e sementes de boa procedência e ótima qualidade. Fazendo um ótimo tratamento de semente torna-se possível atingir um stand e ter um número de plantas por metro linear. A adoção das técnicas preconizadas para o plantio diminuem sensivelmente as falhas na lavoura. Convém lembrar, entretanto, que, se por um lado falhas prejudicam o rendimento, por outro, o excesso de plantas pode provocar o acamamento, que é causa de perdas de produção. Outro

detalhe importante para a semeadura da soja é a época do plantio. Além de ser condicionada pelo fotoperiudismo, depende do regime de clientes da região e da fertilidade do solo. Escolher uma cultura que mais se adapte à região, cultivando os diferentes ciclos, permite melhor aproveitamento das colheitadeiras e proporciona uma maior segurança contra a diversidade climática em que a cultura se encontra no campo. A Goi Scarton dispõe de sementes fiscalizadas, múltipla variedade e também dispõe de tratamento de sementes como fungicidas, inseticidas e enraizadores. A empresa está situada na Avenida David José Martins, 323 – Centro. Telefone: Empresa dispõe de sementes fiscalizadas e variedade de tratamento de sementes para um melhor plantio 55 3332 8855.

Os números finais da Expointer

A agropecuária na programação da Expo-Ijuí/Fenadi 2013 09.10.13 – QUARTA-FEIRA 8h – Recepção de expositores e convidados - N.C.C.C.I. 8h – Cavalo Crioulo – Entrada dos animais da Revisão Coletiva, Concentração de Machos, Exposição Morfológica, Credenciadora ao Freio de Ouro, Freio Jovem, Freio do Proprietário e animais do Leilão Parceiros Pela Paixão 9h – Cavalo Crioulo - Julgamento da 8ª Revisão Coletiva com o técnico Jorge Aginelo do Nascimento 12h – Almoço na sede do N.C.C.C.I. 14h - Cavalo Crioulo - Julgamento da 19ª Concentração de Machos com o técnico Jorge Aginelo do Nascimento 20h – Palestra técnica com o técnico Jorge Aginelo do Nascimento. Local: Sede do N.C.C.C.I.

Mainardi comemora negócios com sistemas de irrigação na Expointer

Os resultados da 36ª Expointer foram anunciados durante o balanço oficial no início deste mês, pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), Luiz Fernando Mainardi. A chuva, que atingiu o parque durante os primeiros dias e causou alguns transtornos, não atrapalhou as vendas, que cresceram 61,69% em relação à edição anterior, alcançando um total de R$3,292 bilhões. O público totalizou 384.527 visitantes durante todo o evento. Já o número de veículos, no mesmo dia, foi de 3.949, contabilizando 28.022. O Pavilhão da Agricultura Familiar comercializou, apenas no último dia, R$235 mil, acumulando R$1,505 milhão em vendas. Já o pavilhão do artesanato totalizou R$980 mil. O volume de negócios registrado com equipamentos de irrigação contabilizou um crescimento de 460% em relação ao ano interior. Conforme levantamento efetuado pelo programa Mais Água, Mais Renda, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, foram encaminhados 468 contratos, representando uma movimentação financeira de R$314 milhões contra os R$56 milhões verificados no ano passado. Para Mainardi, o bom momento ao volume de crédito disponível, com custo reduzido, e ao programa Mais Água, Mais Renda, que além de subsidiar de 12 a 30% os investimentos, também destravam os licenciamentos e outorgas ambientais.

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10.10.13 – QUINTA-FEIRA 10h – Cavalo Crioulo - Admissão dos animais da Exposição Morfológica 14h – Cavalo Crioulo - Exposição dos animais do Leilão Parceiros pela Paixão 21h – Cavalo Crioulo - 12º Leilão Parceiros pela Paixão. Local: Pavilhão de Remates 11.10.13 – SEXTA-FEIRA 8h – Saída dos animais do Leilão Parceiros pela Paixão 10h – Cavalo Crioulo – Julgamento da 13ª Exposição Morfológica 14h – Conclusão do julgamento dos animais da Exposição Morfológica com entrega de prêmios 14h – Cavalo Crioulo - Admissão dos animais da 8ª Credenciadora ao Freio de Ouro e 2ª Freio do Proprietário

12.10.13 – SÁBADO 9h – Abertura oficial da 23ª Expo-Ijuí, da 27 Fenadi, da 24ª Feira Agropecuária de Ijuí, da 4ª Fenilact, no Palco das Etnias 9h – Fase inicial da 8ª Credenciadora ao Freio de Ouro, 2º Freio Jovem Infantil, Juvenil, Aspirante Masculino, Feminino e 2º Freio do Proprietário 10 às 17:30h – 2º Fórum do Agronegócio do Noroeste.Local: Casa do Produtor Promoção: BPW – Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Ijuí 14h – Continuação da Credenciadora ao Freio de Ouro, Freio Jovem Infantil, Juvenil, Aspirante Masculino, Feminino e Freio do Proprietário 13.10.13 – DOMINGO 9h – Fase final da Credenciadora ao Freio de Ouro, Freio Jovem, Juvenil, Aspirante Masculino, Feminino e Freio do Proprietário 12h – Entrega da Premiação da Credenciadora ao Freio de Ouro, Freio Jovem, Juvenil, Aspirante Masculino, Feminino e Freio do Proprietário 14h – Saída dos animais da Credenciadora ao Freio de Ouro, Freio Jovem, Juvenil, Aspirante Masculino, Feminino e Freio do Proprietário 14.10.13 – SEGUNDA-FEIRA 14h – Projeto Atitude Limpa. Palestra “Dicas de economia e uso eficiente de energia elétrica”. Local: Casa do Produtor.; Promoção: Ceriluz 15.10.13 – TERÇA-FEIRA 14h – Palestra “Cadastro Ambiental Rural” Palestrantes: Junior Carlos

Piaia – diretor do Defap – Sema e Leonardo Urth – Chefe da Divisão do Licenciamento Florestal. Local: Auditório Centro Administrativo 16.10.13 – QUARTA-FEIRA 8h – Entrada dos animais no parque para exposição do gado leiteiro, ovinos, pôneis, gado de corte e cavalo raça quarto de milha. 14h – Palestra: Fertilização In Vitro em bovino leiteiro. Local: Casa da Cotrijuí 21h – Cavalo Crioulo - Leilão Santa Cinilda e Convidados. Local: Pavilhão de Remates 17.10.13 – QUINTA-FEIRA 9 às 16h – Seminário Acesso a Crédito Temas: Irrigação, Produção Sustentável, Acesso à Crédito. Local: Casa do Produtor 13h30 às 18h – I Seminário da Agroindústria Familiar. Local: Auditório Centro Administrativo 20h – Entrega do Troféu Cotrijuí 56 anos – 7ª edição. Local: Casa da Cotrijuí 18.10.13 –SEXTA-FEIRA 14h – Julgamento dos Ovinos Local: Pista de Julgamento 16h – Julgamento Gado de Corte. Local: Pista de Julgamento 19.10.13 – SÁBADO 10h – Julgamento Cavalo Quarto de Milha. Local: Pista de Julgamento 20h – Entrega dos Troféus 24º Feira Agropecuária. Local: Auditório da Casa do Produtor 20.10.13 – DOMINGO 17h – Saída dos animais

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Manejo sustentável da lavoura de soja aumenta potencial

Na maioria das vezes, uma boa análise de solo e monitoramento da lavoura para avaliar o que a planta está necessitando naquele momento resolve grande parte dos entraves A produção de soja no Brasil deverá aumentar em 8,2% nesta safra (2013/2014), com previsão de novo recorde com 88 milhões de toneladas. Este potencial agrícola poderia ser ainda maior, não fossem as falhas no manejo sustentável da cultura, com base num planejamento a longo prazo. O tema foi discutido na última quintafeira, durante o treinamento sobre a cultura da soja, realizado pela Embrapa Trigo e Emater/ RS-Ascar. Para o pesquisador da Embrapa Trigo, Paulo Bertagnolli, a produção brasileira de soja po-

deria chegar a 130 milhões de toneladas com o adequado uso da tecnologia associado ao manejo mais eficiente da lavoura. “O rendimento das cultivares disponíveis no mercado não apresenta muita variação, enquanto que nas lavouras vemos o uso da mesma cultivar chegar a 100 sacos numa propriedade e não passar de 30 sacos em outra. O segredo está no manejo para potencializar o rendimento”, explica Bertagnolli. Contudo, o pesquisador Paulo Bertagnolli alerta: “A soja sozinha não se sustenta. O lucro a curto prazo pode virar prejuízo

ao longo do tempo, porque o rendimento acaba caindo ano a ano com a monocultura”. A afirmação é respaldada pelo pesquisador Mércio Strieder: “Não bastasse queda no rendimento, o cultivo de soja sobre soja durante anos consecutivos acaba trazendo novos problemas de pragas e doenças. Vejamos o caso recente da lagarta Helicoverpa, uma praga do algodão que está atacando a soja, e a esclerotínia, uma doença de soja que estava restrita a regiões frias do sul do Brasil e agora espalhada pela Central”. Na prática, a pesquisa suge-

re dividir a área de cultivo em 1/3 de gramíneas (como milho, sorgo ou pastagens) e 2/3 de soja, num planejamento para três anos. O produtor pode, por exemplo, fazer a seguinte rotação: 1º ano – soja/milho/soja; 2º ano – sorgo/soja/soja; e 3º ano – soja/soja/pastagem. “Esta rotação pode e deve ser empregada tanto em áreas pequenas, de 10 hectares, quanto em propriedades com grandes extensões”, enfatiza Strieder. De acordo com Bertagnolli, não existe fórmula milagrosa, nenhum produto vai recuperar a estrutura do solo na pré-

semeadura da soja. “Vemos no mercado enraizadores, aminoácidos, nitrogênio na base, micronutrientes e outras soluções que não têm o devido embasamento científico. Na maioria das vezes, uma boa análise de solo e monitoramento da lavoura para avaliar o que a planta está necessitando naquele momento resolve grande parte dos entraves”, disse. Na avaliação da pesquisa, uma tecnologia barata, mas pouco utilizada pelo produtor é o uso de inoculantes na soja, prática que pode aumentar a produtividade de 4 a 20%

Qualidade da carne gaúcha é destaque no Reino Unido

Fórum de agronegócio debate importância de produção nacional de fertilizantes

A comitiva do governo do Estado, liderada pelo vicegovernador Beto Grill, esteve no início deste mês no Reino Unido, sendo recebida pelo embaixador do Brasil, Roberto Jaguaribe. O diplomata cumprimentou Grill pelas ações do governo na área de comércio exterior, principalmente no setor de óleo e gás. Afirmou que o Estado com certeza terá retorno com essas missões ao exterior e se mostrou otimista com o crescimento do Polo Naval de Rio Grande e com a economia gaúcha como um todo. Por meio de uma articulação da embaixada brasileira, a delegação gaúcha reuniu-se com a diretora da Associação de Importadores de Carne, que representa as empresas importadoras de carne do Reino Unido, Liz Murphy. A executiva demonstrou entu-

A senadora e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu (PSD-TO), defendeu a produção nacional de insumos, principalmente fertilizantes. Ela participou do Fórum Nacional de Agronegócios, realizado em Campinas (SP) durante o fim de semana. “Fomentar o mercado de insumos é questão de segurança nacional. Somos uns dos principais importadores de fertilizantes. Acho que o Brasil precisa produzir pelo menos 50% do que se consome em insumos e fertilizantes”, disse a presidente do CNA, que também cobrou agilidade no registro de defensivos agrícolas. Durante o fórum, alguns especialistas em comércio internacional criticaram a estratégia do Brasil no Mercosul. Para a professora e pesquisadora da Escola de Economia de São Paulo da

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siasmo em retomar a importação de carne brasileira e afirmou conhecer a qualidade do rebanho do RS. Esta demanda vem ao encontro das ações do governo gaúcho, através da Secretaria de Agricultura Pecuária e Agronegócio (Seapa), que vem investindo na melhoria da genética e sanidade do rebanho gaúcho, de aproximadamente 14 milhões de cabeças. Com origem predominantemente do Reino Unido, o gado gaúcho é de ótima qualidade e se diferencia, principalmente, pelo manejo e pela alimentação em pastagens naturais. Deste modo, preenche todas as condições para importação com grande valor de mercado, com exceção da rastreabilidade utilizada em pequena porcentagem no plantel do RS.

Fomentar o mercado internacional de insumos é questão de segurança nacional

Fundação Getulio Vargas (FGV) e coordenadora do Centro do Comércio Global e do Investimento do Algodão, Vera Thorstensen, o Mercosul não acrescenta. “O País só está aceitando regras”, afirma a professora. Para o ex-embaixador do Brasil

na China, Clodoaldo Hugueney, o Mercosul é um entrave para entrada do Brasil no comércio mundial. Já o diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, é necessário haver uma rápida revisão do Mercosul.

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MOMENTO É DECISIVO PARA A SAFRA DE TRIGO

O clima no final do ciclo da cultura vai definir mais da metade da safra, já que grande parte da frustração com a safra 2012 foi resultado das geadas tardias

Depois das frustrações no Paraná, o trigo entra num momento decisivo no RS. As condições climáticas no final do ciclo da cultura vão definir mais da metade da safra brasileira. Geadas tardias, doenças de espiga e chuva na colheita são os fantasmas que assombram o produtor gaúcho. De acordo com o último levantamento da Emater/RS, o trigo está na fase de desenvolvimento vegetativo em 50% das lavouras. A outra metade atravessa as fases de floração e enchimento de grãos. “De ma-

A hora é de ficar de olho na giberela A partir do espigamento, o trigo fica suscetível também à giberela, doença causada por fungo que ataca a espiga, comprometendo o rendimento e a qualidade dos grãos, além do risco de contaminação por micotoxinas. Para minimizar os danos, a pesquisadora da Embrapa Trigo, Maria Imaculada Lima recomenda acompanhar diariamente as previsões climáticas. “A ocorrência de giberela depende de precipitações pluviais elevadas, ou seja, dias consecutivos de chuva. A temperatura entre 20 e 24 ºC, típica de primavera, é uma porta aberta para a doença”, alerta a pesquisadora, lembrando que o controle com o uso de fungicidas não tem eficiência por completo, resolvendo em 50 a 70% no combate ao fungo, quando as aplicações são preventivas. “Se chover logo após a aplicação, a chuva lava o defensivo e deixa o trigo desprotegido”, disse.

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neira geral não houve danos com as geadas, granizo ou chuvas excessivas ocorridas recentemente, sinalizando até o momento rendimentos acima das expectativas iniciais, o que poderá gerar uma boa safra para o Estado”, avalia o assistente técnico da Emater/RS, Ataídes Jacobsen. Contudo, grande parte da frustração com a safra 2012 foi resultado das geadas em setembro, conhecidas como geadas tardias, principalmente a forte incidência em 26/09. De acordo com o pesquisador da

Embrapa Trigo, João Leonardo Pires, a geada caracterizase pela falta de regularidade cronológica, ou seja, não existe uma previsão exata sobre quando e onde vai ocorrer o fenômeno. “A maior probabilidade é de gear em regiões de maior altitude, mas geadas tardias podem ocorrer em todas as regiões”, esclarece Pires. A sensibilidade do trigo à geada vai do florescimento à maturação, sendo que os danos diminuem à medida que evolui o estágio da planta. No emborrachamento, geadas

severas podem causar o estrangulamento do colmo, interrompendo a passagem da seiva para as folhas e espigas; no florescimento a geada pode causar o abortamento de flores; no enchimento de grãos, quando os grãos estão em estado aquoso ou passando para leitoso, a geada pode estagnar o crescimento do grão; e no espigamento, a geada pode causar desde falhas na granação até a morte das espigas. Até o momento, a pesquisa ainda não conseguiu identificar uma diferenciação genética entre as

cultivares quanto à tolerância aos danos por geada, principalmente na floração. “No RS, o maior risco de perda por geadas é quando ocorrem no mês de setembro em que, normalmente, a maior parte do trigo já atingiu o espigamento”, conclui Pires. Ele lembra que a avaliação dos danos deve ser realizada entre sete e dez dias após o evento, e não apenas no final da safra para evitar a soma de outros fatores, como doenças, que podem atrapalhar a real dimensão dos danos.

A partir de agora, produtor deve monitorar desenvolvimento O final do ciclo do trigo também é afetado pelo risco de chuva no período da colheita que pode resultar na germinação dos grãos ainda na espiga. Este fenômeno é mais frequente nas regiões mais quentes, onde as temperaturas elevadas diminuem a dormência dos grãos. Além de diminuir o rendimento, a germinação afeta diretamente o PH do trigo, reduzindo a qualidade tecnológica e o valor comercial dos grãos. Para o pesquisador Eduardo Caierão, o produtor deve escolher cultivares mais tolerantes à germinação pré-colheita e às doenças relacionadas ao clima, além de escalonar a semeadura, observando sempre o zoneamento agrícola que estabelece as épocas de semeadura com menor risco para cada município. Mas a recomendação só é válida na implantação da lavoura, a partir de agora o produtor precisa monitorar o desenvolvimento da lavoura, o risco de

doenças e acompanhar as previsões climáticas até a colheita. “Em caso de previsão de excesso de chuva próximo à colheita, a antecipação da operação, levando em consideração os aspectos fisiológicos da planta, é uma das estratégias para evitar a germinação pré-colheita. Por vezes, vale a pena colher o trigo com maior umidade ao invés da lavoura ficar sujeita a mais chuvas na maturação. Entretanto, é preciso considerar as questões práticas da colheita, como a debulha mecânica, e os custos da secagem dos grãos. O produtor deve avaliar em faixas de lavoura se o trigo já pode realmente ser colhido e considerar a relação custo/benefício da antecipação”, alerta Eduardo. Ainda, mediante ocorrência de germinação pré-colheita, a recomendação é separar os grãos germinados dos não germinados para evitar a desqualificação do lote colhido. Para giberela, o site http://

O final do ciclo também é afetado pelo risco de chuva

sisalert.com.br permite avaliar o risco da doença a partir do registro da data de espigamento, cruzando dados com as previsões

climáticas para os próximos 15 dias. Uma ferramenta a mais para monitoramento da lavoura neste período de risco.

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Bayer está entre as Melhores Empresas Para Você Trabalhar pela segunda vez Pela segunda vez consecutiva, a Bayer foi eleita como uma das 150 Melhores Empresas Para Você Trabalhar, de acordo com a pesquisa sobre gestão de pessoas mais respeitada do País realizada pela revista Você S/A em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA) O anúncio foi feito no dia 9 de setembro, durante evento realizado pela Editora Abril, responsável pela publicação, na Sala São Paulo, na capital paulista. Durante a premiação, o presidente do Grupo Bayer no Brasil, Theo van der Loo, comemorou o êxito. “Em 117 anos de atuação no Brasil, essa é a segunda vez que participamos da pesquisa e mais uma vez obtivemos esse importante reconhecimento”, celebrou. A Bayer ficou em oitavo lugar entre as melhores empresas do setor químico e petroquímico. “Estar presente nesse ranking é uma conquista de todos os colaboradores da Bayer e demonstra o comprometimento que todos nós temos em melhorar nossa empresa a cada dia”, ressaltou. A diretora de Recursos Humanos, Elisabete Rello, também

enalteceu o resultado. “É uma conquista que nos enche de orgulho e demonstra que estamos no caminho certo em relação à gestão de pessoas”, destacou. O processo seletivo para a escolha das Melhores Empresas Para Você Trabalhar do Guia Você S/A envolveu diversas etapas. Numa primeira fase, 600 colaboradores da empresa foram escolhidos aleatoriamente e convidados a responder um questionário online, manifestando suas opiniões sobre a Bayer e sobre o que é uma boa empresa para se trabalhar. Em paralelo, a empresa também respondeu a um questionário específico sobre a sua missão, valores e políticas voltadas à gestão de pessoas. Na segunda etapa, com a Bayer já pré-classificada, um representante da Você S/A visitou a sede da Bayer, em São Paulo, e entrevistou, presencialmente, dois grupos de colaboradores, além da diretora de RH. Em todas essas fases, a Bayer recebeu uma pontuação que, juntas, garantiram à empresa uma posição no ranking das 150 Melhores Empresa ficou em oitavo lugar entre as melhores empresas do setor Empresas Para Você Trabalhar. químico e petroquímico

Comitê de combate ao abigeato inicia ações pela Campanha e Fronteira Oeste

Vitivinicultores gaúchos pretendem colher 700 milhões de toneladas na próxima safra

Os riscos à defesa sanitária animal, à produção primária e, sobretudo, à saúde pública, foram consenso durante reunião no dia 12 de setembro, na sede Famurs, do Comitê de Gestão Estadual de Combate ao Abigeato e Abate Irregular de Animais. Para além da segurança pública, a dificuldade de enfrentar os crimes cometidos nos milhares de quilômetros de estradas vicinais do Rio Grande do Sul passa pela elaboração de estratégias conjuntas e de políticas públicas, afirmaram os representantes das entidades envolvidas. Instituído por decreto pelo governador Tarso Genro em maio, o comitê, depois de algumas reuniões, definiu que a Região da Campanha será a primeira a receber ações em função do alto índice de delitos e da população expressiva dos rebanhos. Junto à Fronteira Oeste, a segunda região a ser integrada às ações, serão 20 municípios na primeira etapa. No dia 27 de setembro, na Câmara de Vereadores de Bagé, durante seminário que discutirá o tema, será lançado o primeiro comitê regional. Em outubro,

O Estado do Rio Grande do Sul começa a se preparar para a próxima safra de uva, que inicia em janeiro. O setor se organiza para conseguir cumprir a projeção de alcançar um volume de 700 milhões de toneladas da fruta. O município de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, é responsável por 12% da produção de uva do Estado. São 5,200 hectares dedicados à cultura. Cerca de 1,400 vitivinicultores cultivam 100 milhões de toneladas, todos os anos. O produtor Volnei Bolzoni conta que está na fase final de poda nas parreiras. A técnica garante a sustentação dos cachos e é conhecida por definir a quantidade e qualidade da safra. Bolzoni produz cerca de 300 quilos de uma variedade da fruta utilizada para o vinho de mesa. Na safra passada, ele teve uma perda de 40% por causa do granizo que caiu na fase de amadurecimento. Para este ano, a expectativa é de uma realidade diferente. O custo de produção aumentou no último ano. O quilo da fruta alcançou os R$ 0,70, mas com a projeção de colheita farta, os produtores esperam conseguir bons preços.

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Definição aconteceu em função do alto índice de delitos e da população expressiva dos rebanhos

em Livramento, ainda sem data definida, haverá lançamento do segundo. Segundo o secretário executivo do grupo e do Programa de Segurança Pública com Cidadania da Secretaria de Segurança Pública do RS, Carlos Santana, a atuação em conjunto é fundamental para se obter algum resultado. No evento, conforme proposto na reunião, eles vão sugerir ao Poder Legislativo bajeense e aos

demais a criação de lei, baseada no decreto estadual, que priorize como política pública a questão do combate e prevenção ao abigeato a partir da criação de banco de dados integrado. Uma das principais medidas é o mapeamento das estradas e acessos. Em Alegrete, por exemplo, segundo uma delegada participante, são cerca quatro mil quilômetros de caminhos sem referência exata.

Genética para o rebanho

Luiz Fernando Mainardi Secretário de Agricultura Pecuária e Agronegócios

Iniciamos em Aceguá, dias atrás, a distribuição dos utilitários – Fiat Doblo, 1.8- adquiridos pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, para repasse aos municípios que aderiram ao Programa Estadual de Incremento da Qualidade Genética da Pecuária de Carne e de Leite (Dissemina). Na que contempla 30 municípios, estamos investindo R$ 1,4 milhão, numa parceria do governo do Estado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Na segunda fase, que atenderá 50 municípios, a parceria será com o Ministério da Agricultura. Os veículos já estão licitados e o investimento totalizará R$ 2,4 milhões. Nestas duas primeiras fases, os recursos são provenientes de emendas do deputado Paulo Pimenta ao Orçamento do Governo Federal. Por outro lado, estamos conveniando com o Ministério do Desenvolvimento Agrário as fases 3 e 4, em que serão aplicados mais R$ 6 milhões para atender mais 132 municípios, com o que chegaremos ao valor final de R$ 9,8 milhões, 212 municípios atendidos e a distribuição de 370 mil doses de sêmen. Fortalecer a pecuária familiar - Sob a coordenação da Secretaria da Agricultura e gerência da Fepagro, o programa, executado pelas prefeituras municipais, busca o melhoramento genético dos rebanhos de corte e de leite da pecuária familiar. A qualidade dos animais influencia fortemente a produtividade e a produção. No leite, temos como meta sair dos atuais 10 milhões de litros/dia para 20 milhões/ litros/dia no prazo de dez anos. Na carne, temos que ampliar a produção para que possamos atingir mercados que valorizam mais os produtos de qualidade, como o que temos aqui no Rio Grande do Sul.

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Camera irá inaugurar sua sétima indústria em outubro A Camera atua há mais de 40 anos de forma diversificada e verticalizada em toda a cadeia da agricultura e, durante este período, obteve um crescimento cada vez mais significativo, que a mantém entre as melhores do segmento. Buscando sempre aliar a sua visão de longo prazo com a dos agricultores, a companhia investiu significativamente no crescimento da parceria com eles, criando em 2010, o conceito presença e solução, através das Casas Camera. Segundo o diretor de Varejo, Antônio Eduardo Cócaro da Costa, as Casas Camera são comprometidas com a proposta de gerar soluções ao agricultor. “As unidades oferecem o melhor em programas de produção, aliando tradição e modernidade, gerando riquezas e sustentabilidade ao campo. Essa expertise vem da atuação diária com o agricultor, fornecendo soluções, recebendo sua produção e garantindo liquidez, através da manutenção de um

canal direto com os principais fornecedores mundiais de produtos para a produção vegetal e animal”. Salienta. Hoje, a Camera possui três fábricas de esmagamento de soja, uma usina de biodiesel, um engenho de arroz e uma fábrica de rações e, não pretende parar de crescer. Está marcado, para o início de outubro, na cidade de Estrela, no Vale do Taquari, a inauguração da sua sétima indústria, que fabricará Metilato de Sódio, um importante insumo, necessário para a produção do Biodiesel. Em parceria com a E.I. Dupont, a Camera investiu, nesta primeira fase, 25 milhões de reais para a construção da fábrica em Estrela, que será a segunda do setor no Brasil, tendo uma capacidade de produção de 15 mil toneladas ao ano, somente durante o primeiro período de atuação. Pois, já está previsto um investimento para dobrar a sua capacidade de produção para 30 mil toneladas ao ano, tão logo o governo anuncie o

Sistema móvel facilita alimentação de bovinos

Benefícios da invenção proporcionam menor perda de feno em função da existência do cocho logo abaixo do fenil

A implantação de um alimentador móvel – simples e de baixo custo - para bovinos chamou a atenção de extensionistas da Emater/RS-Ascar, no interior de Cerro Largo. Na propriedade do agricultor Éder Luís Mombach, morador da Vila Tremônia, o sistema foi implantado para facilitar e dinamizar as práticas cotidianas de alimentação do gado. O equipamento, feito de madeira e coberto com folhas de zinco, foi construído sobre dois eixos e quatro rodas de uma trilhadeira estacionária, que se encontrava em desuso na propriedade. O alimentador é formado por um fenil, um cocho e um saleiro. A estrutura de cinco metros de comprimento e 1,3 m de largura tem capacidade para 300 quilos de feno e 20 quilos

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de sal mineral. Assim, é possível ter uma oferta regular de feno e sal mineral ao rebanho, formado por 29 cabeças de gado de corte. Segundo o agricultor, os benefícios da invenção proporcionam menor perda de feno em função da existência do cocho logo abaixo do fenil. Outro ponto positivo, destacado pelo extensionista da Emater/RS-Ascar Breno Ely, é que são evitados o pisoteio excessivo e a formação de lamaçais, uma vez que o alimentador é deslocado no piquete e acompanha os animais quando migram para outros piquetes. O sistema também facilita a recuperação das pastagens, pois o equipamento é periodicamente deslocado para outro local.

aumento da mistura do biodiesel, dos atuais 5% para 7% no início de 2014. “A Camera é reconhecida na Região Sul do país por sua forte atuação no mercado agrícola. Em 2010, a empresa apostou no mercado de biodiesel com a inauguração de sua fábrica e hoje é uma das principais neste mercado. Tendo em vista o compromisso da empresa com este setor, estamos certos de que a parceria será de grande

sucesso e só contribuirá para a maior competitividade neste setor”, ressalta Marcelo Santos Dias, gerente de Negócios da DuPont Soluções Químicas para a América Latina. Esta Fábrica contribuirá para um faturamento anual de mais de 40 milhões de reais para Camera, o que significa uma parceria cada vez maior com o agricultor, mais investimentos, geração de renda e empregos para o desenvolvimento do nosso Estado.

Fábrica contribuirá para um faturamento anual de mais de R$ 40 milhões

Políticas públicas para agricultura de base ecológica são apresentadas em Seminário Em um contexto em que a qualidade de vida e alimentação saudável são cada vez mais almejados, foi realizado no dia 10 de setembro, o 1º Seminário Regional Santa Rosa do Programa de Agricultura de Base Ecológica (Pabe), promovido pela Emater/ RS-Ascar e Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), com o apoio da Unicooper, Arede e Remaf. Agricultores, técnicos e pesquisadores do Noroeste gaúcho reuniram-se na comunidade de linha São Pedro, interior de Cândido Godói, para trocar experiências e debater as políticas públicas para produção de base agroecológica e normativas para certificação de produtos orgânicos. Durante o encontro foram apresentados os objetivos e principais aspectos do Pabe; as normativas para certificação de orgânicos; cenário atual da produção de base ecológica na região e Estado; e experiência de agricultura de base ecológica da cooperativa Cooperae, de Cândido Godói. De acordo com o assistente técnico regional da Emater/ RS-Ascar, engenheiro agrônomo Gilmar Vione, “um dos objetivos centrais do encontro é socializar experiências que estão sendo desenvolvidas e apresentar políticas públicas que criem perspectivas de uma produção e alimentação mais limpa e saudável, uma

vez que os agrotóxicos estão se tornando um problema extremamente grave de saúde pública”. Neste mesmo sentido, a engenheira agrônoma Agda Ikuta, do Núcleo de Agroecologia do Departamento da Agricultura Familiar (DAF/SDR) e coordenadora da Câmara Técnica de Agroecologia, destacou que “estamos em uma seara complicada, pois o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos desde a safra 2008/2009. Já é passada a hora de refletirmos sobre que tipo de desenvolvimento queremos”. O objetivo geral do Pabe é fortalecer a agricultura de base ecológica nos distintos sistemas produtivos, bem como fomentar a transição agroecológica em diferentes pontos do Estado.

A NOVA POLÍTICA AGRÍCOLA DA EUROPA (Final)

Profº. Argemiro Brum, do Ceema/ Dacec/ Unijuí

A União Europeia, após dois anos de negociações, decidiu colocar em nova fase sua Política Agrícola Comum (PAC) entre 2014 e 2020. No artigo passado analisamos as medidas econômicas. No artigo de hoje destacaremos as medidas relacionadas ao meio ambiente. Pois a reforma da PAC busca igualmente tornar a agricultura europeia mais respeitosa da natureza. Nesse sentido, a Comissão europeia propôs condicionar 30% dos subsídios diretos à utilização de práticas mais ecológicas: a manutenção de pastagens permanentes; a diversificação de culturas; e a aplicação de 7% da área em zonas de interesse ecológico visando preservar a mata ciliar e outras fontes de biodiversidade. O que, finalmente, ficou decidido é que realmente 30% dos subsídios a receber ficam condicionados às seguintes obrigações por parte dos produtores rurais: a área das zonas de interesse ecológico a serem preservadas fica em 5% do total de cada produtor; na diversificação, duas culturas são obrigatórias para as propriedades com mais de 10 hectares e três para as com mais de 30 hectares, sendo que a principal cultura pode cobrir 75% das terras disponíveis na propriedade. Por sua vez, existem inquietações na União Europeia quanto aos efeitos da liberalização dos mercados agrícolas. De fato, com o passar dos anos a PAC optou por um modelo liberal, eliminando aos poucos as ferramentas de regulação do mercado, como as quotas. Falase em eliminar as quotas leiteiras, implantadas em 1984 para frear a produção de leite e os elevados estoques de derivados lácteos. Por sua vez, os direitos de plantação de parreirais, que regulam o mercado da uva europeu, devem desaparecer em 2015. Um novo mecanismo de gestão para as autorizações de plantação de vinhas, limitado a uma alta de 1% ao ano, será implantado entre 2016 e 2030. Enquanto isso, as quotas de açúcar deverão ser mantidas até 2017. Enfim, para quem leu com atenção esta e a coluna anterior, sobre a nova política agrícola europeia, percebeu o que é realmente se construir uma política agrícola. Com isso, confirmou que no Brasil temos, no máximo, “planos safras”, sem nenhum planejamento de longo prazo para o setor.

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Jornal da Manhã | Ijuí, 24 de setembro de 2013

Seminário apresenta programa Mais Leite de Qualidade A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), em conjunto com a Prefeitura Municipal de Seberi, na Região do Médio Alto Uruguai, promoveu, no dia 13 de setembro, na Câmara de Vereadores do município, um seminário de apresentação do Programa Mais Leite de Qualidade. O encontro reuniu cerca de 200 produtores locais, que também obtiveram informações sobre outros programas do governo do Estado em apoio ao desenvolvimento agropecuário. Pela manhã, o coordenador regional da Secretaria da Agricultura, Carlão Silva, acompanhado do coordenador da Câmara Setorial do Leite, João Milton Cunha, e do prefeito Renato Gemelli Bonadiman, esteve no Laticínio Seberi que, por meio de seu proprietário, Eliseu

Busato, anunciou adesão ao Sisbi-Leite. No encontro com os produtores, Cunha informou sobre a importância da aquisição de resfriadores de expansão e de ordenhadeiras pelos produtores, o que amplia a qualidade do leite, possibilitando a obtenção de uma melhor remunera-

ção por parte da indústria. Silva, por sua vez, destacou os programas Mais Água, Mais Renda e Programa Estadual de Incremento da Qualidade Genética da Pecuária de Carne e Leite (Dissemina), discorrendo, ainda, sobre a importância do município e das agroindústrias locais aderirem ao Susaf ou ao Sisbi.

No encontro, foi discutida a importância da aquisição de resfriadores de expansão e de ordenhadeiras pelos produtores

Novo acordo comercial entre Cotrijui e Grupo Focking Um novo acordo comercial foi estabelecido entre a Cotrijui e a empresa Focking. Por esse convênio, as lojas Agroveterinárias da Cooperativa estarão disponibilizando toda a linha de equipamentos e acessórios para serviços de ordenha. Entre os principais itens constam Resfriadores e Transferido-

res de Leite, além de todos os demais componentes para sistemas de ordenha. Inclusive no dia 26 de setembro – próxima quinta-feira, haverá treinamento para os profissionais da Cotrijui que irão atuar nessa área – tendo por local o Centro de Distribuição da Redecop (BR 285). Esse, destacam dirigentes da Cotrijui, é um

nicho de mercado que continua em expansão nesta região que é uma das principais bacias leiteiras do Estado do Rio Grande do Sul. Com a nova parceria, associados podem procurar informações sobre como comprar e financiar os equipamentos em toda a rede de lojas da Cooperativa.

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Conab e BB assinam contrato para construção e reforma de armazéns A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Banco do Brasil firmaram, no dia 18 de setembro, contrato para que a instituição financeira atue na gestão e fiscalização das obras de construção e modernização dos armazéns públicos do país. Nas próximas semanas, o BB deve anunciar os editais de chamada pública para elaboração dos projetos e a realização de estudos de viabilidade técnica. A expectativa é que as obras tenham início no primeiro semestre de 2014. De acordo com o contrato, o BB fica responsável pela gestão financeira dos recursos destinados à melhoria da rede armazenadora, pela realização do procedimento licitatório, aquisição de bens, contratação de obras e serviços de engenharia, supervisão dos trabalhos e administração dos contratos. As condições

da contratação estão previstas em portaria publicada no início deste mês (dia 3 de setembro) no Diário Oficial da União. Ao todo serão investidos R$ 500 milhões na rede de armazenagem da Conab. Deste total, R$ 350 serão destinados para a construção de 10 novas unidades armazenadoras. Os outros R$ 150 milhões serão aplicados na reforma de 84 armazéns da Companhia. O plano de modernização da rede pública de armazenagem foi anunciado pela presidente Dilma Rousseff no começo de junho, durante lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014. Os novos armazéns serão construídos em Campina Grande (PB), Quixadá (CE), Eliseu Martins (PI), Petrolina (PE), Anápolis (GO), Viana (ES) Xanxerê (SC), Estrela (RS) Luís Eduardo Magalhães (BA) e em Itaqui (MA).

Uso de biocombustíveis deve aumentar até 2050

Governo incentiva criação de laboratórios de análise de água para consumo A Secretaria Estadual da Saúde (SES) está estruturando laboratórios nos municípios para que tenham condições de monitorar a qualidade da água para consumo humano. Trata-se de uma experiência pioneira e inovadora no âmbito da vigilância ambiental do Sus. Serão repassados R$ 60 mil por cidade com a finalidade de garantir a implantação desses laboratórios. Os municípios que já possuem este serviço receberão R$ 20

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mil para a substituição ou manutenção de equipamentos e melhorias na área física da instituição. A Ses, por meio do Laboratório Central do Estado, repassará diretamente aos laboratórios municipais, intermunicipais e de cidades que fazem fronteira com outros países o insumo necessário para realização das análises bacteriológicas, mediante apresentação do plano de amostragem previamente aprovado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde e IPB-La-

cen/FEPPS. Os laboratórios serão implantados preferencialmente em cidades com população superior a 200 mil habitantes, em cada uma das Coordenadorias Regionais de Saúde e em municípios sede de laboratórios de fronteira. Eles poderão realizar análises de baixa complexidade, quer sejam ensaios para identificação do nível de turbidez, da concentração de flúor e cloro e da presença de bactérias.

O uso de etanol e biodiesel deve crescer e atingir 30% do consumo de combustíveis no Brasil em 2050, mesmo considerando-se o aumento no uso dos combustíveis fósseis e eletricidade na matriz de transportes durante esse período. Essa é a projeção do estudo ‘Revolução Energética,’ divulgado no final de agosto pelo Greenpeace e o Conselho Internacional de Energia Eólica. De acordo com o relatório da ONG, embora hoje o predomínio seja de derivados de

petróleo, os biocombustíveis podem reduzir sensivelmente a utilização de combustíveis fósseis nos próximos anos. O trabalho do Greenpeace mostra a evolução do uso dos combustíveis esperada entre 2010 e 2050. O aumento expressivo projetado para o consumo de biocombustíveis mostra-se mais evidente em 2030. Nesse contexto, a proporção ao final de 2050 em veículos tipo flex fuel é de 80% para etanol e 20% para gasolina.

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Jornal da Manhã | Ijuí, 24 de setembro de 2013

Governo federal cria programa de vigilância e prevenção à vaca louca

Governo manterá sistema para detecção de animais infectados

Abate de frangos cresce 13,2% no 2º trimestre do ano, diz IBGE O Brasil abateu, no segundo trimestre de 2013, 1,4 bilhão de frangos, resultado que representa alta de 13,2% sobre o mesmo período de 2012, informou, nesta quinta-feira (19/8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seu levantamento trimestral. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, houve aumento de 8,3%. As carcaças totalizaram 3,2 milhões de toneladas, volume que supera em 10,9% o registrado no trimestre anterior e 10,6% maior do que o verificado no segundo trimestre de 2012, informou o IBGE. No segundo trimestre do ano, com-

COMO

PLANTAR

parado a igual trimestre de 2012, houve aumento da participação da região Sul, em âmbito nacional, de 57,8% para 61,5%. O Paraná registrou incremento de 10,3% no volume de abates e permanece como principal Estado produtor de carne de frango do País. O Sudeste foi a segunda região brasileira em importância no volume abatido, embora tenha tido sua participação reduzida de 22,8% para 19,6%. Entre os 11 principais Estados no ranking, São Paulo foi o único a reduzir o volume de frangos abatidos. O volume foi 11,4% menor do que o registrado no segundo trimestre de 2012.

MILHO

O milho é uma planta cultivada bastante diferente das plantas selvagens das quais se originou, chamadas de teosintos. Com muitos cultivares e híbridos, a planta pode atingir de 70 cm a 2,5 m de altura, ter um ciclo de vida de 3 meses a 10 meses, e ter grãos apropriados para fins bastante específicos, como por exemplo farinha ou pipoca, ou para ser utilizado como milho verde, isto é, com seus grãos ainda bem hidratados. Clima O milho pode ser cultivado em diversas regiões climáticas, existindo cultivares adaptados a diferentes condições de temperatura e umidade. No entanto, o milho não suporta baixas temperaturas. A temperatura mínima durante seu ciclo de vida deve ser de 13°C, sendo o ideal pelo menos 16°C. Por outro lado, em clima muito quente e seco a polinização pode ser prejudicada. Luminosidade O milho necessita de alta luminosidade e deve receber luz solar direta ao menos por algumas horas diariamente. Solo O solo deve ser bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica e com boa disponibilidade de nitrogênio. O pH ideal do solo é de 5,5 a 6,8. Irrigação Irrigue com a frequência necessária para que o solo seja mantido úmido, mas sem que permaneça encharcado. O milho tem raízes relativamente superficiais e pode ser muito sensível à falta de água durante seu crescimento. Quando as espigas estão bem desenvolvidas, a irrigação não é mais necessária. Plantio As sementes geralmente são plantadas diretamente no local definitivo da horta ou plantação, mas também podem ser plantadas em sementeiras e transplantadas quando preenchem os módulos com suas raízes, ou em copinhos feitos de papel jornal, fazendo então o transplante quando as mudas têm de 8 a 10 cm de altura. Tratos culturais O controle de plantas invasoras deve ser realizado com algum cuidado, uma vez que as raízes do milho são superficiais e podem ser facilmente danificadas.

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Uma instrução normativa assinada pelo ministro da Agricultura, Antônio Andrade, publicada na edição de quarta, dia 18, do Diário Oficial da União, institui o Programa Nacional de Prevenção e Vigilância da Encefalopatia Espongiforme Bovina (PNEEB), também conhecida como doença da vaca louca. Para evitar a entrada da doença no país, o governo manterá um sistema de vigilância para detecção de animais infectados. A norma prevê a criação de subprogramas de controle da importação e monitoramento da movimentação desses bovinos. O governo controlará estabelecimentos de abate e de processamento de resíduos de origem animal.

MP quer suspender registro de agrotóxico com carbendazim no Brasil O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) entrou com ação na Justiça para suspender o registro de agrotóxicos formulados com carbendazim no Brasil. Segundo o MPF, a proibição do uso do fungicida deve ser adotada até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua o processo de reavaliação da toxicidade do princípio ativo, “considerado nocivo à saúde humana por diversos estudos científicos”. O fungicida é registrado no Ministério da Agricultura para pulverização das culturas de citros, algodão, feijão, soja e trigo, além do tratamento de sementes de algodão, feijão, milho e soja.

Mapa abre chamamento público para propostas em pecuária

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) abriu chamamento público para seleção de propostas de projetos em extensão rural e aplicação prática nas áreas de melhoramento genético, boas práticas e bem-estar animal das cadeias pecuárias. O edital foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), ontem. O objetivo é buscar a melhoria da competitividade das cadeias produtivas pecuárias, assim como a qualidade e a segurança dos produtos e das matérias-primas de origem animal, por meio do apoio a projetos de produção animal sustentáveis.

Abertura oficial do plantio de soja será em Mato Grosso O Brasil prepara-se para plantar mais uma safra recorde de soja. E alta produção se consegue com tecnologia. Esse é o principal tema das discussões na abertura oficial do cultivo no País, que ocorrerá na Embrapa Agrossilvipastoril em Sinop, Mato Grosso, nesta quinta-feira, com a presença de autoridades e dos principais lí-

Crédito à agricultura empresarial é de R$ 23,7 bi nos últimos meses

O crédito concedido à agricultura empresarial, modalidade que tem características de empresa e maior lucratividade do que a agricultura familiar, somou R$ 23,7 bilhões nos meses de julho e agosto de 2013. Houve crescimento de 35,5% na comparação com o volume financiado no mesmo bimestre da safra anterior.

deres do agronegócio nacional. A realização é do Projeto Soja Brasil, que preparou uma agenda que inicia-se amanhã com um workshop reunindo pesquisadores e produtores rurais. Serão três fóruns para debater desafios tecnológicos: produtividade, expansão de área e combate a novas pragas e doenças.

Embrapa simula desenvolvimento de helicoverpa em cultivos preferenciais da praga

No início deste ano, a Helicoverpa armigera havia sido encontrada em três Estados brasileiros. É considerada uma praga exótica de importância econômica que demanda esforços de contenção, controle e pesquisa. Conforme os pesquisadores, já foram iniciadas ações pelas secretarias de Agricultura dos Estados onde a praga já foi notificada e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que consideram as estratégias de controle propostas pela Embrapa para ações emergenciais. A Embrapa também identificou trabalhos desenvolvidos no exte-

rior, em fase de aperfeiçoamento, necessários para conhecer melhor o comportamento e a dinâmica da praga no ambiente brasileiro e até oferecer futuras opções para ampliar a disponibilidade de alternativas para o controle do inseto, com menor impacto ambiental. Entre os trabalhos já desenvolvidos, a Embrapa Meio Ambiente disponibilizou, em junho, resultados de trabalhos do Laboratório de Quarentena “Costa Lima” (LQC), o único no Brasil credenciado pelo Mapa para introduzir inimigos naturais e outros benéficos para o controle de pragas e outros fins científicos.

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Jornal da Manhã | Ijuí, 24 de setembro de 2013

John Deere fabricará no Brasil tratores de alta potência A John Deere, fabricante de máquinas agrícolas, anunciou duas novidades para o Brasil no início deste mês: iniciará a produção de tratores de alta potência, da Série 8R, em Montenegro, e investirá US$ 40 milhões no local. “Nossos clientes no Brasil estão investindo em tratores de alta potência dos modelos 8R”, disse Mark Von Pentz, presidente mundial da Divisão Agrícola da Deere. “A decisão de fabricarmos os 8R em Montenegro permitirá que estas máquinas estejam disponíveis para financiamento pelo Finame”. A Deere fabrica diversos modelos de tratores em Montenegro, mas nenhum com os níveis de potência oferecidos pelos

modelos da linha 8R – uma linha que tem desempenhado papel-chave nos sistemas de alta produção agrícola no mundo todo. A John Deere atualmente fabrica os tratores 8R em Waterloo, Iowa, nos Estados Unidos e os continuará produzindo para

os mercados globais. A companhia divulgou ainda que a reconfiguração da fábrica de Montenegro começará no final deste ano. A expectativa é que a produção brasileira dos modelos 8R comece em 2015, resultando em crescimento da rede de fornecedores na região.

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BPW promove o 2º Fórum do Agronegócio do Noroeste A Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Ijuí (BPW) promove o 2º Fórum do Agronegócio do Noroeste, com o tema Os Produtores e as Novas Exigências Legais e Técnicas. O Fórum acontece durante a Expo-Ijuí/Fenadi, em 12 de outubro, na Casa do Produtor, no Parque de Exposições Wanderley Burmann. A participação é aberta para todos os interessados. Confira a programação: 10h: Abertura, com apresentação do Coral Unijuí; 11h: Painel: Radiografia da Agropecuária Gaúcha, com o deputado estadual Ernani Polo. Painel: Diversidade no Agronegócio, com o deputado federal Afonso Hamm;

Reconfiguração da fábrica de Montenegro começará no fim deste ano

Syngenta apresenta novas sementes com recurso biotecnológico durante Congresso A Syngenta participou do 9º Congresso Brasileiro do Algodão, no início deste mês, em Brasília, com o anúncio da formalização de uma parceria para apresentar novas sementes com recursos biotecnológicos, o lançamento de dois defensivos para a cultura (Voliam Flexi e Priori Top), além da presença de Laércio Giampani, presidente da Syngenta Brasil, em um talk show que o jornalista Alexandre Garcia comanda sobre o futuro do agronegócio. A parceria da Syngenta com a Fundação MT (Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária do Mato Grosso) e a TMG (Tropical Melhoramento & Genética) permite oferecer ao mercado cultivares de algodão com tecnologia WideStrike. “Mostraremos em nosso estande, por

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exemplo, as sementes TMG 11 WS e TMG 42 WS, ambas com soluções biotecnológicas que apresentam sanidade foliar, patamares superiores de produtividade, alto padrão de qualidade de fibra e menor exigência de regulador de crescimento”, conta André Fink, gerente de Marketing de Algodão da Syngenta Já os novos produtos, o inseticida Voliam Flexi e o fungicida Priori Top, vêm ao encontro de importantes necessidades do cotonicultor brasileiro. “Voliam Flexi apresenta alto desempenho no controle de insetos como bicudo-do-algodoeiro, pulgões e lagartas, principais causadores dos problemas enfrentados pelos produtores. O fungicida Priori Top, por sua vez, reúne dois princípios ativos con-

sagrados nas lavouras de algodão, sobretudo quando se trata do combate a doenças como a ramulária e a ramulose”, explica Arnaldo Silveira, gerente de Marketing de Algodão da Syngenta. O 9º Congresso Brasileiro do Algodão teve como tema Gestão e otimização dos resultados, e foi realizado pela Ampa (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão).

12h: Confraternização; Das 14h às 17h30: Painéis com mediação do reitor da Universidade de Ijuí, vice-presidente da ACI e Expo-Ijuí, Martinho Kelm. • O momento atual da economia brasileira e seus impactos no agronegócio regional, com o economista e professor da Unijuí, Argemiro Brum; • Manejo correto de nitrogênio para aumento da produtividade do trigo e a apresentação de uma nova cultivar de soja transgênica resistente à seca, com o pesquisador da Embrapa, Osmar Rodrigues; • Maior produtividade na pecuária de corte, com o engenheiro agrônomo da Ufrgs, José Fernando Piva Lobato; • Diferenciar para competir: traçabilidade, denominação de origem e indicação geográfica, com a médica veterinária da Unijuí, Lisandra de Oliveira; • Atividade Leiteira – Rede Leite – Programa Estratégico da Emater/ RS-Ascar Regional Ijuí, com o gerente regional da Emater/RS, Geraldo Kasper; • Meteorologia, efeito estufa e suas consequências, com a agrometeorologista, Cleusa Bianchi; A política e o agronegócio, com o deputado estadual Gerson Burmann, deputado federal Jerônimo Goergen e o ex-governador e presidente do Instituto Reformar de Estudos Políticos e Tributários Germano Rigotto. Após, será aberto espaço para debate; 17h30: Encerramento, com café colonial.

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Ceriluz desenvolve programas cumprindo exigências da Aneel

Consumidores de baixa renda da Ceriluz estão recebendo equipamentos de consumo eficiente de energia, como geladeiras...

A lei 9.991, de 24 de julho de 2000, define uma série de atribuições às distribuidoras de energia elétrica Permissionárias de Serviço Público, a exemplo da Ceriluz. Entre elas está o desenvolvimento de programas que otimizem o consumo e a distribuição de energia elétrica. Dentro desta lei a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define a obrigatoriedade da realização do Programa de Eficiência Energética (PEE) e do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Programa de Eficiência Energética - Com o propósito de combater ao desperdício de energia elétrica entre seus consumidores, a Ceriluz está realizando o Programa de Eficiência Energé-

tica (PEE). Por meio da proposta, a Cooperativa incentiva medidas que promovem a economia no consumo de energia, entre elas, a substituição de equipamentos eletrodomésticos nas residências. Para reduzir o consumo de energia a Cooperativa proporcionou a substituição de 1,6 mil lâmpadas incandescentes e fluorescentes compactas por leds – última tecnologia em iluminação – e 25 geladeiras, além de instalar 25 sistemas de aquecimento solar e 15 novos padrões de entrada, sem custos aos beneficiários. A última iniciativa visa adequar algumas entradas de energia em situação irregular, garantindo também mais segurança aos con-

sumidores. Bráulio Schussler, técnico eletricista responsável pelo projeto, explica que a Cooperativa realizou levantamento entre os associados da Classe Residencial Baixa Renda para definir quem seriam os beneficiários. “Foram selecionados aqueles consumidores que, primeiramente, aceitaram a troca da sua geladeira antiga e estes também serão beneficiadas com os aquecedores solares e as lâmpadas. Para substituir os padrões de entrada foram escolhidos entre os entrevistados aqueles com residência em situação mais precária, considerando questões técnicas e de segurança”, explica. Bráulio acrescenta que são equipamentos de alta eficiência que irão substituir outros ultrapassados, principalmente as geladeiras e chuveiros, principais vilões do consumo. A proposta se destina principalmente para consumidores da classe Residencial Baixa Renda, conforme a determinação da Aneel, ou seja, aqueles cadastrados nos programas sociais do governo. No entanto, associados das classes Rural e Residencial também foram beneficiados com a substituição de lâmpadas incandescentes e compactas por modelos leds, de alto fator de potência. Programa de Pesquisa e Desenvolvimento - Segundo o re-

gulamento da Aneel, as empresas permissionárias de distribuição de energia elétrica devem aplicar um percentual mínimo da receita operacional líquida em Programas de Pesquisa e Desenvolvimento. Dentro deste enfoque está sendo realizado um projeto englobando oito cooperativas de eletrificação rural do Rio Grande do Sul regularizadas como permissionárias, filiadas à Federação das Cooperativas de Energia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul – Fecoergs. O título do projeto é “Projeção de parâmetros regulatórios da permissão em diferentes cenários visando a modicidade tarifária e a qualidade adequada no fornecimento de

energia elétrica”. Conforme o engenheiro eletricista Mateus Trevisol, o objetivo das oito cooperativas é alavancar um sistema capaz de fazer a análise do percentual de impacto nas tarifas de energia dos investimentos realizados em melhorias de redes, especialmente no momento da revisão tarifária, que acontece de quatro em quatro anos. Para Mateus, o software que está sendo desenvolvido vai auxiliar no planejamento das cooperativas para que elas possam analisar se um investimento é viável ou não. Ele acrescenta que a iniciativa foca a relação entre a tarifa cobrada e a qualidade da energia distribuída.

...e aquecedores solares que substituem chuveiros elétricos que geram a principal demanda nas residências

Missão do governo do Estado busca experiência de cooperativas europeias

Financiamentos do Estado permitem que a Central de Cooperativas dobre capacidade de armazenamento

Conhecer a trajetória bem-sucedida das cooperativas da Europa e as políticas governamentais de apoio ao setor são os objetivos da missão que o governo do Estado realiza à Espanha e à Itália desde o dia 23 e se estende até 6 de outubro. A comitiva, integrada por representantes da Assessoria de Cooperação e Relações Internacionais (Acri), Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sesampe) e Associação Rio-Grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), tem ainda a proposta de estimular parcerias entre cooperativas europeias e gaúchas. Segundo a assessora de Relações Internacionais e coordenadora da delegação, Lana Falk, é importante destacar a forte estrutura organizacional das cooperativas da Europa e sua atuação integrada ao poder público. “Vamos conhecer o funcionamento de algumas das principais cooperativas do mundo e também as políticas dos governos para a área”, afirmou. Entre as atividades, estão encontros no Grupo Mondragón, líder mundial em cooperativismo, e com as diretorias de Relações Internacionais e de Economia Social do governo do País Basco (Espanha), além de visitas às cooperativas urbanas e agroindustriais na Emília-Romanha e Vêneto (Itália).

O ato de selamento das mãos do governador Tarso Genro na pedra fundamental da empresa Tergrasa simbolizou a primeira agenda realizada no dia 6 de setembro no município de Rio Grande, extremo sul do Estado. Foram investidos R$ 34 milhões para a expansão da Central de Cooperativas através de investimentos fixos para a construção de armazém com capacidade de 150 mil toneladas e aquisição de equipamentos necessários ao funcionamento da unidade de recebimento e expedição. O armazém será utilizado para armazenagem de farelo de soja. “Somos o primeiro Estado do país com um plano de desenvolvimento voltado para as cooperativas. Um momento como este potencializa os nossos agentes de financiamento e o sistema de

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cooperação fortalecido que gera trabalho e renda. Todos os setores são atendidos e trabalham junto com o Estado em direção à cooperação. Este é um momento de vitória, de conquista”, afirmou o governador Tarso Genro. O objetivo da expansão é garantir um fluxo otimizado na movimentação portuária do produto, reduzindo as pressões logísticas em períodos de safra. “O recorde da produção de grãos está representado pelas cooperativas e produção agropecuária. Temos aqui funcionários e colaboradores que superam obstáculos e mostram eficiência aos desafios propostos. As redes de financiamento do Estado estão fazendo o seu papel e assim todos podem investir em qualificação e desenvolvimento”, disse o presidente da Cooperativa Cen-

tral Gaúcha Ltda (CCGL), Caio Viana. A cooperativa possui 171 mil produtores associados. Com os investimentos, a capacidade estática de armazenagem dos terminais da cooperativa passará de 282 mil toneladas para 415 mil, suprindo o escoamento de grãos e a exportação de farelo de soja oriundos das novas plantas de biodiesel instaladas no RS. “Não foi fácil a negociação de renovação deste terminal, e todas as conquistas são obra de uma construção coletiva dos trabalhadores e do governo do Estado, que tem liquidez na produção gaúcha. Hoje ocupamos o 1º lugar em eficiência e exportação do país, mas queremos mais “, disse o superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes.

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JM Rural 24.09.2013  

Edição do caderno JM Rural

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