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Jornal da Manhã

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Ijuí, 23 de abril de 2013

O cultivo hidropônico do tomate

Cultura dos tomates se destaca pelo alto valor agregado e pela aceitação no mercado local e regional. Pág. 5 Vacinação pelo combate da febre Arai recebe embalagens de agrotóxicos. Pág. 8

Tarifas de energia

Instrução normativa estabelece padrões de qualidade do soro de leite destinado ao comércio. Pág. 4

Morango

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aftosa tem início tem início no dia

1º de maio. Pág. 3

Aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica o desconto nas tarifas de energia para os consumidores da Ceriluz. Pág. 7

Após recebimento de mudas importadas, fruta começa a ser plantada pelos produtores da região no final deste mês. Pág. 3

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ARTIGO

Prêmio à sustentabilidade Agricultura sustentável - esse tema motivou uma reunião, recentemente realizada em Berlim, na Alemanha, interessada em descobrir os caminhos futuros do campo. Parecer unânime: é preciso unificar a agenda da produção com a da preservação. Nada se concluiu, porém, sobre os custos dessa equação. Quem pagará a conta? No gelo atípico deste início da primavera europeia, participaram do encontro cerca de 90 pessoas, oriundas de vários países. Durante dois dias, especialistas em certificação, pesquisadores universitários, operadores de mercado, ambientalistas, agricultores e diretores de empresas, de diversos ramos da agroindústria e do comércio de alimentos, trocaram suas figurinhas carimbadas. Todos sacramentaram os conceitos básicos da sustentabilidade. Ressaltar o óbvio, às vezes, é necessário. Por mais que alguns políticos, ou organizações civis, queiram assenhorear-se da problemática ecológica, tomando como seu privilégio decifrá-la, formou-se certo consenso na sociedade mundial em favor da sustentabilidade. Sente-se, com maior ou menor idealismo, que a pegada ecológica sobre os recursos naturais periga romper os limites do planeta. Vislumbram-se, em decorrência, modificações na produção material, no consumo e no comportamento da civilização humana. Ninguém defende a destruição ambiental. Existe também boa concordância quanto à necessidade de mensurar a sustentabilidade. No início do movimento ambientalista, gritar era fundamental para fazer avançar a consciência sobre

Seu fartura

os problemas ecológicos. Predominavam os discursos inflamados. Agora, mais que falar, é preciso fazer. E a ação prática somente poderá ter seus resultados aquilatados por meio da metodologia científica. Medir para manejar. Inúmeros protocolos se definem, mundo afora, estabelecendo critérios, mais ou menos rígidos e abrangentes, para verificar a sustentabilidade. Muitos deles, seus prós e contras, foram discutidos nessa reunião em Berlim. A empresa alemã Basf, promotora do

Todos defendem o desenvolvimento sustentável, mas cada qual o define conforme lhe convém evento, apresentou seu método, chamado AgBalance, pelo qual quantifica, com 69 indicadores distribuídos em 16 categorias, o “balanço energético” de uma empresa rural, incluindo todos os elos da cadeia produtiva. Muito interessante. Fica claro que os requisitos da produção sustentável exercem, progressivamente, forte pressão sobre os agricultores. E aqui reside a grande questão. A modificação tecnológica nas práticas agrícolas, tornando-as mais amigáveis da natureza, nem sempre operam a

favor da rentabilidade dos negócios rurais. Os processos sustentáveis geram, muitas vezes, custos que comprometem a sobrevivência econômica do produtor rural. São os trade-offs. No Brasil, ninguém melhor que a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) se dedica ao tema. Sua proposta Soja Plus segue a linha da produção sustentável, com respeito às leis trabalhistas e ao Código Florestal. Presente em Berlim, seu representante questionou: estariam os mercados consumidores, na Europa ou alhures, dispostos a pagar um “prêmio” à sustentabilidade? Não, responderam. Sinuca de bico. Todos defendem o desenvolvimento sustentável, mas cada qual o define, e o mensura, conforme lhe convém. Nesse jogo de interesses, estoura a corrente produtiva no elo mais fraco: os agricultores. Assim não dá. Na busca da sustentabilidade, as empresas, os consumidores ou os governos, em nome da sociedade, precisam auxiliar, e não sufocar os produtores rurais. Há uma agravante: as regras da sustentabilidade precisam levar em conta as dificuldades inerentes aos agricultores familiares dos países em desenvolvimento. Não funcionará na Ásia, nem na África ou no Brasil um protocolo refinado, elaborado pela elite dos países ricos. Desenvolvimento sustentável exige parcerias, não se enfia na goela do agricultor. Senão, azeda a comida.

Xico Graziano é agrônomo e foi secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

BENEFÍCIOS DO AZEITE AUMENTAM ESPAÇO DO PRODUTO NO MERCADO BRASILEIRO O cultivo de oliveiras e a elaboração de azeites de qualidade ganham cada vez mais espaço no mercado brasileiro. Um dos motivos dessa expansão são os benefícios que o produto traz para saúde. O óleo extraído a frio das azeitonas pode atuar na prevenção de doenças no cérebro e coração. Se, no campo, o cultivo de oliveiras e a elaboração de azeites ganham espaço, como uma nova e promissora atividade agroindustrial, entre os profissionais da saúde o óleo extraído a frio das azeitonas é considerado um alimento importante na prevenção de doenças cardiovasculares e degenerativas do cérebro.

ALTA DO PREÇO DA MANDIOCA DEVE SE MANTER POR DOIS ANOS A alta verificada no preço da mandioca pode se estender por mais dois anos e os produtores cobram política reguladora para o setor. O diagnóstico foi apresentado na terça, dia 16, na audiência pública da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, que discutiu a comercialização, o cultivo e as técnicas de produção da mandioca.Plantada de norte a sul do Brasil, a previsão é de que a raiz ocupe 2,3 milhões de hectares de terra neste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção, no entanto, pode não se concretizar devido à atual redução de área plantada.

SAFRINHA DE MILHO DEVE SER MARCADA POR ALTA DE PRODUÇÃO A safrinha de milho deverá ter um grande volume de produção. De acordo com estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o total deve ultrapassar 40 milhões de toneladas. Produtores, no entanto, temem a queda do preço do grão. Em 2012, as exportações brasileiras foram beneficiadas devido à seca norte-americana, que não deve se repetir este ano. Com menos vendas, pode sobrar milho no mercado interno e o preço pago ao produtor deve cair.Nas estradas que cortam o Estado de Goiás, BRs e rodovias estaduais, o movimento cresce a cada dia, na medida em que avança a colheita dos grãos. Na grande maioria, são carretas carregadas com soja e um pouco de milho da última safra. Em alguns pontos, o trânsito é lento.

Getúlio

CUSTO DE PRODUÇÃO DE GRÃOS NO BRASIL É QUASE DUAS VEZES MAIOR QUE DA ARGENTINA Os custos de produção de grãos no país são maiores do que o seu principal concorrente na América do Sul, a Argentina. A afirmação é de especialistas internacionais que participam do 8º Circuito Aprosoja, que percorre o Estado de Mato Grosso para levar informações de mercado aos sojicultores das maiores cidades produtoras. Com o tema A Soja no Mundo, o circuito de palestras também aborda o planejamento e a situação das commodities agrícolas para a próxima safra. Na etapa de terça, dia 16, realizada na cidade de Campo Novo do Pareci, os produtores brasileiros chegaram à conclusão de que o custo de produção de grãos na Argentina é menos da metade do custo praticado no Brasil. O valor por hectare de soja no MT, por exemplo, é de cerca de R$ 100 mil, enquanto que no país vizinho, é de R$ 478,00.Terceiro maior produtor de grãos, a Argentina fica atrás somente do Brasil e dos Estados Unidos.

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Fique atento: vacinação contra febre aftosa inicia em maio A primeira etapa da campanha de vacinação de búfalos e bovinos contra febre aftosa no Rio Grande do Sul começa em 1º de maio e neste ano o produtor precisa ficar mais atento à comprovação da imunização do rebanho. Com a entrada em vigor nesta data do Decreto 50.072/13, que tem como principal objeti-

vo colaborar para a criação de estratégias de defesa e agilizar a ação do serviço oficial em caso de doenças, a multa para quem não vacinar será de R$ 824,40 (60 UPFs) por propriedade, mais R$ 13,74 (1 UPF) por animal não vacinado. Antes a cobrança era de 2% sobre o valor dos animais não vacinados.

O vírus da febre aftosa se isola em grandes concentrações no líquido das vesículas que se formam na mucosa da língua e nos tecidos moles em torno das unhas.

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Plantio do morango tem início no final deste mês Produtores rurais da região adotam plantio através do sistema semi-hidropônico para garantir maior produtividade e facilitar o manejo da fruta No final deste mês se inicia o plantio de morangos na região. Para uma boa produção, é necessário que a muda seja de qualidade, além da planta ser cultivada em viveiros. Segundo o produtor e presidente da Aprofeira Cristiano Ceretta, após o recebimento das mudas que são importadas do Chile e da Argentina nas variedade de Camarosa, Camino real e Albion, o plantio será iniciado. Conforme o produtor, muitos agricultores da região estão adotando o sistema semi-hidropônico para o cultivo da fruta. “O investimento inicial é alto. Para o cultivo de cinco mil pés de morango são gastos em torno de 20 mil reais. Porém, com a implantação da nova técnica, temos informações de que a possibilidade do aumento na produção com o mesmo número de mudas plantadas em outras técnicas é maior”, salienta Cristiano. No sistema onde as mudas são plantadas em sacos plásticos com substrato, o plantio é todo realizado em estufas e a planta recebe nutrição através de mangueiras de gotejamento com adubação líquida química, conforme explica o engenheiro agrônomo João Boaro. “O plantio de morangos semi-hidropônicos é um cultivo diferente do sistema convencional de produção, que utiliza o solo para o desenvolvimento da cultura. Esse cultivo normalmente é em armação suspensa em ambiente de estufa, tendo a nutrição das plantas via aplicação de fertilizantes na água de irrigação”, relata. Segundo Boaro, é preciso uma boa orientação para implantar o sistema. “O manejo deve ser

O plantio semi-hidropônico possibilita um manejo facilitado dos morangos

correto, assim como a nutrição, que precisa ser equilibrada. As maiores vantagens são a longevidade com a possibilidade de aproveitar a planta por dois anos consecutivos”, além da facilitação do trabalho. No entanto, é preciso ter cuidado na hora da implantação do sistema. “Todas as tecnologias acabam sendo adequadas para determinadas situações em função de algumas possíveis vantagens. Porém, essa tecnologia não pode ser massificada, porque em algumas situações ela não deve ser aplicada”, conta. Boaro destaca ainda, que o morango semi-hidropônico já está consolidado em algumas regiões, como na Serra gaúcha, onde essa técnica é largamente utilizada e “nos últimos três anos está sendo disseminada na região a partir de uma iniciativa da Agriflora que oportunizou uma viagem de conhecimento para 40 agricultores”,

salienta. Com relação ao custo, Boaro enfatiza que o sistema é viável e que o investimento inicial pode ser reduzido com aproveitamento de estruturas já existentes na propriedade. Para o produtor rural de Augusto Pestana, Rogério Müller, o cultivo dos morangos nesse sistema é eficaz. Já no segundo ano fazendo o plantio semi-hidropônico, o produtor salienta que depois do trabalho e investimentos na implantação do sistema, é possível garantir o lucro, além de a colheita ser facilitada, pois até mesmo em dias de chuva pode ser realizada. “Facilita bastante o manejo, depois que a estrutura está pronta é possível diminuir a mão de obra. Nesse ano já estamos conseguindo colher, pois tínhamos plantas do ano passado na estufa”, salienta Rogério, que está realizando o plantio de 25 mil mudas no sistema semi-hidropônico e de 15 mil no sistema tradicional, com as plantas baixas.

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Proposta normatiza regras para uso do soro do leite Está disponível para consulta pública, na página do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), instrução normativa que estabelece os padrões de identidade e qualidade do soro de leite destinado ao comércio nacional e internacional. O regulamento proposto fixa critérios para uso do soro na produção de alimentos. A norma de 1985 apenas estabelecia regras para o transporte, já que o soro era pouco aproveitado na indústria alimentícia e a maior parte descartada como resíduo industrial. O novo regulamento atualiza regras importantes e estabelece novos critérios. Um deles permite que a indústria de laticínios receba soro de outros estabelecimentos, algo que não era possível anteriormente. O soro do leite ou soro doce é extraído durante o processo de fabricação do queijo e similares.

O produto possui, em sua com- Consultas Públicas. As sugestões Departamento de Inspeção de posição, proteínas de alto valor devem ser encaminhadas, por Produtos Animais (DNT/CGPE/ biológico que, cada vez mais, são escrito, para a Divisão de Nor- DIPOA), ou para o endereço eleutilizadas pela indústria alimentí- mas Técnicas da Coordenação trônico consultpublica.dilei@ cia. Essas proteínas são aproveita- Geral de Programas Especiais do agricultura.gov.br. das na fabricação de bebidas lácteas, achocolatados, compostos lácteos e suplementos alimentares de atletas. A consulta pública possibilita a participação da sociedade na tomada de decisão das ações governamentais, tornando o processo mais democrático e transparente. Os anteprojetos são colocados à disposição da população, por períodos variados e que podem ser prorrogados, para sugestões e comentários. As contribuições são analisadas e, se consideradas pertinentes, acatadas na versão final. O Projeto de Instrução Normativa está disponível no endereço eletrônico www.agricultura.gov. Soro do leite ou soro doce é extraído durante o processo de fabricação do queijo br, no link Legislação, submenu, e similares

Fórum debate lei de regulamentação de unidades armazenadoras A Casa Rural – Centro do Agronegócio promove nesta quartafeira, no auditório da Farsul, a 34ª etapa do Fórum Permanente do Agronegócio sobre a Certificação de Unidades Armazenadoras de Grão, item previsto na Instrução Normativa 41 do Ministério da Agricultura, com base na Lei 9.973 /2000, que torna obrigatória a medida. De acordo com o superintendente da Casa Rural, José Alcindo de Souza Ávila, o assunto é de interesse da cadeia produtiva e tem o objetivo de explicar e debater a aplicação da normativa, que estabelece condições técnicas e operacionais necessárias para a qualificação da estocagem e conservação de produtos agropecuários. “Esta é a nossa função,

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do Sistema Farsul e da Casa Rural, promotora do evento, esclarecer e orientar adequadamente os produtores rurais”, argumenta José Alcindo. Um dos principais impedimentos para as unidades que não estiverem enquadradas na IN 41 é a de prestar serviços de armazenagem de estoques governamentais ou de receber produtos de operações realizadas pela Conab. “Aqueles que estiverem certificados poderão estocar para o governo federal, o que gera uma remuneração compensadora”, acrescenta o superintendente da Casa Rural. Outro ponto destacado pelo dirigente é que os armazenadores que têm acesso a mercados internacionais devem buscar a

José Alcindo de Souza Ávila, superintendente da Casa Rural com Rafael Borges Bueno, da Superintendência Nacional de Armazenagem da Conab - Companhia Nacional de Abastecimento, de Brasília. - Por que certificar as unidades armazenadoras, com Rodrigo Rizzo, da GeAgro – Consultoria em Gestão do Agronegócio. - A certificação e os reflexos na qualidade e no valor dos grãos, com o professor Moacir Cardoso Elias, do LabGrãos, departamento da Universidade Federal de Pelotas-UFPEL. Programação - Programas de apoio à arma- Abertura do Fórum, com Carlos Sperotto, presidente do Siste- zenagem – Sistema financeiro. - Mesa redonda, debate e quesma Farsul, às 13h45. - Sistema nacional de certifica- tionamentos, com a participação ção de unidades armazenadoras, do público. certificação. “Ter um produto de qualidade estocado é um passo importante para os negócios internacionais”, ressalta José Alcindo. As inscrições para o fórum já estão abertas e podem ser feitas pelo site da Casa Rural (www. casaruralrs.com.br) ou da Farsul (www.farsul.org br). Os interessados também podem realizar as inscrições por telefone, ligando para Casa Rural (51 3221.6460).

A história das sementes Auri Braga Historiador e Técnico em Agricultura

A expansão das fronteiras agrícolas do Brasil é muito recente, no máximo em 40 anos multiplicamos por cem a produção e a produtividade de nossas lavouras. Na década de 60-70 ainda estávamos exportando gaúchos para colonizar o resto do estado do Paraná e já invadindo Mato Grosso do Sul. Este processo de expansão não foi fácil como parece nos dias de hoje. Existiam deficiências de toda ordem, mão de obra,maquinário, insumos e o principal de todos os problemas era a falta de sementes. Simplesmente não existia quantidade nem qualidade, muito menos pesquisa de variedade adaptadas para novas áreas abertas. O Rio Grande Do Sul foi o celeiro no fornecimento de sementes para que este processo de expansão chegasse ao que chegou nos dias de hoje. O nosso Estado era chamado de armazém a céu aberto, principalmente pelo clima favorável fresco, ideal para conservação das sementes que tinham que ficar armazenadas da colheita até o próximo plantio. Esse problema de conservação de sementes era agravado quando surgiam novas fronteiras em estados com temperaturas ainda mais altas. Nas próximas colunas, vamos falar como a pesquisa interferiu nesse processo.

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As vantagens do sistema hidropônico no cultivo do tomate

Hidroponia dá a opção de cultivo de inúmeras variedades de tomate, como gaúcho, cereja, salada, entre outros tipos

Alcançar bons ganhos em espaços reduzidos é um dos grandes desafios da agricultura familiar. Para quem não dispõe de muita área, conseguir extrair o máximo de cada palmo de terra é o que pode decidir entre o lucro e o prejuízo da propriedade. Nesse sentido, uma ferramenta que vem ajudando produtores a maximizar o uso de seu espaço é o cultivo em ambientes protegidos, as famosas estufas. Com estruturas versáteis, esse sistema pode ser aplicado na produção de hortaliças, flores, mudas e até algumas frutas. Graças à proteção contra os ataques de pragas e o clima controlado, a produtividade dentro desses espaços, em média, é mais rápida e mais lucrativa do que o modelo convencional. “Em função da planta estar dentro de uma estufa, o produtor tem condições de climatizar essa planta. Na estufa, ela cria o ambiente para se desenvolver mais rapidamente. Em cultivos de hortaliças, no caso de uma alface hidropônica, o produtor pode colher em até

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24 dias. Se for cultivada no solo, em determinadas épocas, ele poderá colher de 27 a 32 dias, dependendo do caso”, ressalta Luis Marcos Gubiani, proprietário da Hortisul, empresa especialista na construção, fabricação e elaboração de projeto de estufas. O cultivo hidropônico de alguns frutos, como pepino, pimentão, tomate e morango costumam despertar o interesse de diversos produtores da nossa região, que enxergam nestas culturas uma excelente opção para cultivo em pequenas propriedades, com o intuito de diversificar os seus negócios e melhorar a renda. Uma das culturas que mais se destaca é a dos tomates, pelo alto valor agregado e pela enorme aceitação no mercado local e regional, uma vez que tradicionalmente não há histórico de produtores de tomate com grande expressão na região e pela grande procura do produto pelos supermercados. O cultivo de tomate no sistema hidropônico tem várias

As utilidades da estufa A estufa tem várias utilidades, como proteger a planta contra o excesso de chuva, e de geada. Ela pode ser utilizada tanto para o cultivo hidropônico como para o cultivo de hortaliças via solo ou para a produção de mudas de citros. “Hoje em dia o produtor tem a possibilidade de desenvolver uma muda de citros dentro de uma sacola plástica com ferti-irrigação dentro da estufa”, comenta Gubiani. Dessa forma, o processo de desenvolvimento dessa muda de citros é acelerado. Segundo o proprietário da Hortisul, podem ser plantadas dessa forma mudas de laranja, de bergamota ou mesmo nativa. “Com isso, o produtor poderá vender mais rápido e fora de época. Atualmente, está condicionado à venda de mudas de citros apenas ao período de chuvas, pois a muda está no campo e está sendo retirada com a raiz nua e já existe uma regulamentação do Ministério da Agricultura, que em função de doenças, tem que ser produzidas dentro de estufas, comenta. Novo conceito em estufas A tecnologia também chegou ao mundo das estufas. Foi a época que comprar um pedaço de plástico e cravar uns palanque era sinônimo de estufa de qualidade. A durabilidade hoje em dia passou a ser um requisito “Não adianta fazer com madeira, que a vida útil

dela é muito curta e ele vai ter que retornar novamente neste investimento. Hoje em dia os grandes produtores e as pessoas que estão preocupadas com isso, adquirem estufas com durabilidade de 10, 15 anos ou mais, porque elas são feitas em aço galvanizado. Elas não enferrujam, não envelhecem, não apodrecem, e o investimento acaba sendo diluído durante todo este período”, salienta Gubiani. Hoje existem filmes para a cobertura de estufas com garantia de fábrica de até três anos. É um material com alta resistência. Um desses filmes em cima de uma boa estufa pode durar de seis a sete anos. Tamanho de uma estufa Para ser considerada uma estufa comercial, deve medir cerca de 325 metros quadrados. Se ela for utilizada para produzir alface, a produção mensal será em torno de cinco mil pés mensais. O custo de uma estufa desse nível está em torno de 40 mil. Aquisição de estufas O produtor que quiser adquirir uma estufa pode comprar através de financiamento via banco, por meio de recurso do governo federal, através do programa Pronaf. Com esse financiamento, o produtor tem carência de dois anos para começar a pagar a dívida e um prazo de sete anos para quitar o investimento.

vantagens, tais como: não há necessidade de preparação de canteiros, trabalho leve e a diminuição considerável do uso de agroquímicos. Uma planta bem nutrida adoece menos, não tem problema com a murchadeira do tomate, alta produtividade, com peso de 30% a mais do fruto em relação ao cultivo convencional, sanidade de plantas, facilidade no uso de armadilhas para capturar os insetos, e, o mais importante, que tem a venda garantida, em função da alta qualidade do fruto e sabor diferenciado. Além disso, tem a opção de cultivo de inúmeras variedades, como tomate gaúcho, tomate cereja, tomate salada, entre outros tipos. E para completar existe a possibilidade de produção por mais de um ano contínuo. Na Hortisul Produtos Agrícolas você encontra o melhor em estufas agrícolas e sistemas hidropônicos. Rua Jorge Leopoldo Weber, 617. Telefone: 55 3333 8039 / 9919 5692 / 9919 5691. Estufa pode ser utilizada tanto para cultivo hidropônico quanto para cultivo de hortaliças via solo ou para produção de mudas de citros Site: www.hortisulrs.com.

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Formulário do cadastro ambiental rural estará disponível na Internet Documento é pré-requisito para obtenção de licenciamentos e autorizações ambientais para quaisquer atividades econômicas, agropecuárias ou florestais. A partir de maio, vai estar disponível pela internet para produtores rurais de todo o país o formulário do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O documento é obrigatório e vai permitir a regulari-

zação de todas as propriedades. Para fazer o cadastro, o produtor precisa ter em mãos os documentos pessoais e preencher as informações que estão disponibilizadas na internet. É pré-requisito para obtenção de licenciamentos e autorizações ambientais para quaisquer atividades econômicas, agropecuárias ou florestais. Documento obrigatório permitirá a regularização de todas as propriedades

Ferrugem asiática nas lavouras de soja tem aumento O número de focos da ferrugem asiática nas lavouras de soja teve aumento de 73% na última safra brasileira. As ocorrências da doença passaram de 265 para 461 na última temporada, cuja soja acaba de ser colhida. As incidências foram registradas em onze estados, de acordo com o Consórcio Antiferrugem da Embrapa. O Rio Grande do Sul e o Paraná lideram em casos da doença com 115 e 112 ocorrências, respectivamente. Mato Grosso (106) e Goiás (69), seguem também entre os estados com maior registros da doença. Na safra passada, das 265 ocorrências, 108 foram encontradas nas lavouras de Goiás. Em Mato Grosso foram encontrados 88 casos de ferrugem asiática.

Plantio direto melhora em até 20% produtividade de culturas Quando se trata de práticas sustentáveis no campo, o Sistema Plantio Direto (SPD) destaca-se por conciliar a produção e a conservação da terra, propiciando ganhos ao produtor e ao meio ambiente. “O SPD deve ser considerado um processo de gestão do solo, água e biodiversidade para máxima produção agropecuária econômica com conservação ambiental. Nesta forma de gestão agrícola se busca permanentemente a máxima rentabilidade econômica mediante a cobertura plena e continuada do solo com vegetação diversificada e integração de atividades agrícolas econômicas”, explica o pesquisador Luís Carlos Hernani, da Embrapa Solos, que pesquisa o SPD há mais de duas décadas.

COMO

PLANTAR

BETERRABA

A beterraba pode ser semeada o ano todo em áreas com altitude acima de 800 metros. De 400 a 800 metros, o cultivo é indicado entre os meses de fevereiro e junho. Abaixo de 400 metros, o melhor período para a plantação é de abril a junho. A semeadura pode se tornar mais difícil nos meses quentes e chuvosos. Um dos motivos é a falta de cultivar resistente à principal doença foliar, a mancha da folha. 1. Antes de adubar, faça análise do solo, seguida da calagem, se necessário. Com 30 dias de antecedência do início da semeadura ou transplante, aplique 20 toneladas por hectare de esterco de curral bem curtido. Aumente a quantidade para 30 toneladas em caso de o cultivo ocorrer em solos arenosos. Em solos pobres, juntamente com o adubo químico (NPK), é bom adicionar de dois a quatro quilos por hectare de boro e três quilos por hectare de zinco. Aos 15 dias e 30 dias após a emergência das plântulas (ou transplante das mudas), pulverize cinco gramas de molibdato de sódio ou molibdato de amônio, misturados em dez litros de água. 2.Para a semeadura, mantenha espaçamento entre as linhas de 20 a 30 centímetros; no transplante ou após o raleio, a recomendação é manter de dez a 15 centímetros entre plantas. Elas já passaram por um processo mecânico de quebra do glomérulo - sementes comerciais que possuem de três a quatro sementes botânicas em seu interior. Há várias opções disponíveis no mercado. 3. De um a dois centímetros é a profundidade ideal para semear beterraba. Após 20 dias, o transplante para o campo já pode ser feito. Outra opção é utilizar canteiros (sem alvenaria) com um a 1,2 metro de largura e de 20 a 30 centímetros de altura; entre um canteiro e outro, deve-se deixar um espaço de 40 a 50 centímetros. Neste caso, as mudas estarão prontas para o transplante depois de 20 a 30 dias após a semeadura.

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Canola tem crescimento limitado pela falta de sementes A época de semeadura da canola começou em 1º de março no Paraná e se estende até 30 de junho no Rio Grande do Sul, estados que concentram mais de 90% da produção. A escassez de sementes no mercado pode prejudicar o avanço da cultura neste ano, com área que deve repetir os números do ano passado limitada a 48 mil hectares. A área de canola semeada em 2012 foi de 48.704 hectares (ha), uma redução de 18% em relação ao ano anterior. Para 2013, as estimativas iniciais apontavam para um incremento de área superior a 30%, realidade que acabou frustrada devido à falta de sementes.

China vai comprar ainda mais soja do Brasil O presidente executivo da Hopefull & Holding Corp, uma das principais indústrias esmagadoras da China, Lin Tan, confirmou que o país vai ampliar a aquisição das produções brasileiras. A afirmação foi feita no Circuito Aprosoja realizado, ontem, durante a feira tecnológica Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis. Em 17 anos, a velocidade da importação da soja pela China manteve o mesmo patamar. Segundo Lin Tan, a tendência de compra da oleaginosa brasileira é entre os meses de junho e julho, ou seja, é justamente quando o Brasil tem o produto para venda. Com isto, estima-se que a China aumente ainda mais a compra do produto e diminua a importação nos EUA.

Rentabilidade deve melhorar para pecuarista Edivaldo Del Grande

O agronegócio brasileiro mais uma vez ultrapassa todas as expectativas com a maior safra já registrada na nossa história. O que coube ao produtor está cumprido, com a colheita de 185 milhões de toneladas de grãos. Otimista, aquele que trabalhou duro para trazer esse precioso recorde para o Brasil, enfrenta agora o desafio de escoar sua produção em estradas esburacadas, fretes com custos extorsivos e um imenso congestionamento nos portos brasileiros. Tudo parecia ir muito bem no campo. A seca americana, por exemplo, fez o produtor brasileiro acreditar no milho e também pela primeira vez ultrapassamos os EUA, com a maior safra desse grão. Os problemas logísticos começaram com altas de até 70% no frete. Pesa sobre esse aumento uma nova legislação no setor de transporte, aplicada sem um prazo para adaptações dos diversos setores produtivos. Segundo levantamento da consultoria Datagro, as novas regras tiraram cerca de 500 mil carretas das estradas e causaram impacto de até 28% no frete. O Brasil caminha para se consolidar como o principal produtor mundial de grãos. Somos referência internacional e temos capacidade de contribuir para acabar com a fome no mundo. O nosso produtor não precisa mais provar que é capaz. Precisa, sim, de respostas sérias para os revezes que vem enfrentando ano após ano. É urgente um basta ao caos logístico, assim como é imprescindível uma ampla política agrícola que seja condizente à importância do setor, com seguro rural e de renda viáveis, linhas de financiamento mais adequadas, desoneração da cadeia produtiva, um grande investimento em pesquisa e uma justa regulamentação do Código Florestal. A logística é um problema crucial para a agropecuária brasileira, mas não é o único. Nossos governantes precisam entender que melhorar a produção de alimentos não favorece apenas o homem do campo, mas toda a sociedade.

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Associados da Ceriluz recebem descontos em tarifas de energia

Desde o dia 3 de abril está aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica o desconto nas tarifas de energia para os consumidores da Ceriluz A Resolução Homologatória nº 1.493 definiu um desconto médio de 29,5% aos associados, que começam a chegar nas contas de energia emitidas a partir de sua publicação. As tarifas de energia com desconto já estão vigorando entre os associados da Ceriluz, porém, ele não vai receber o desconto sobre todo o consumo na conta de energia emitida neste mês de abril. É fundamental o associado saber que as tarifas passaram a valer a partir da publicação da Resolução Homologatória 1.493, no Diário Oficial da União, no dia 3 de abril passado, ou seja, aquelas contas de energia cuja leitura foram realizadas antes desta data ainda não estão com o desconto aplicado, pagando ainda a tarifa antiga. Já as contas fechadas após receberão o desconto proporcionalmente aos dias de consumo após esta data. Para esclarecer melhor esta questão vamos trazer um exemplo: aquela conta cujo fechamento ocorreu no dia 15 de abril, receberá um desconto relativo aos doze dias de consumo transcorridos entre o dia 3 e 15 de abril, já o consumo anterior ao dia 3, será faturado com o valor da tarifa antiga. As contas só virão com o valor integral do desconto quando emitidas a partir do dia 3 de maio, transcorrido um mês após a publi-

cação da Resolução Homologatória 1.493. Outra informação a acrescentar é que a tarifa de energia não estará totalmente isenta de impostos. Sobre a tarifa anunciada a partir da revisão tarifária serão acrescidos ainda os valores referentes ao ICMS e o PIS/Cofins. “A Ceriluz não tem autonomia sobre a aplicação das novas tarifas de energia e está seguindo rigidamente as normas definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regulamenta todo o setor elétrico nacional, sejam empresas concessionárias, autarquias ou cooperativas de distribuição de energia”, explica o responsável pelo setor de faturamento da Cooperativa, Dirlei Schiavo.

ma Rousseff e dispõe sobre as concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, além da redução dos encargos setoriais e da modicidade tarifária. Entre os encargos extintos estão as contas de Consumo de Combustíveis (CCC) e de Desenvolvimento Energético (CDE), além da Reserva Global de Reversão (RGR), que não incidem mais sobre a energia. Com essas medidas o governo federal almejou alcançar até 32% de desconto nas tarifas e a Ceriluz chegou perto alcançando em torno de 29,5% em todas as suas

classes consumidoras – rural, comercial, industrial, residencial e pública. “Os descontos não foram uniformes para todos, pois a Aneel considera as características individuais de cada empresa. Se premiou com os maiores descontos aquelas distribuidoras com um melhor processo de gestão de custos, situação em que a Ceriluz se inclui”, afirma o diretor presidente Iloir de Pauli. A questão que mais incomodou dirigentes de cooperativas e associados foi a demora na definição das tarifas para as cooperativas. Enquanto muitas

concessionárias já aplicaram os descontos em fevereiro, as cooperativas tiveram que aguardar até abril. A demora na determinação desta redução tarifária se deu pelo fato das cooperativas ainda estarem passando por processo de regulamentação junto a Aneel, que ainda não havia definido a metodologia de revisão tarifária. E nem todas as cooperativas brasileiras tiveram suas tarifas definidas na última reunião da diretoria da Aneel, sendo que quarenta delas agora enfrentam audiências públicas sobre o tema.

O desconto

O desconto passou a ser concedido aos consumidores de energia de todo o país após a publicação da Medida Provisória 605. Esta MP altera trechos da lei que cria a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que passa a prover recursos para compensar descontos aplicados nas tarifas, evitando a desestabilização das empresas distribuidoras. No caso da Ceriluz, ela vai receber mensalmente R$441 mil por meio desta conta, para suprir as perdas de receitas com a redução das tarifas. Por outro lado, o Decreto 7.891 regulamenta a Lei 12.783, sancionada no início deste ano pela presidente Dil-

Desconto passou a ser concedido após publicação da Medida Provisória 605

Agricultores do Estado investem na fabricação de azeite É a temporada de colheita da azeitona no RS e a cultura está em expansão. Tem agricultor investindo para abastecer o mercado interno com bom azeite. São quase 700 hectares cultivados com oliveiras. A maior área fica na região central do Rio Grande do Sul. As condições favoráveis de solo e clima contribuem para o desenvolvimento da planta destinada para a fabricação de azeite. O produtor Osmar Rosa espera colher 30 toneladas de azeitonas nos 40 hectares cultiva-

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dos em Caçapava do Sul. Toda a produção vai ser beneficiada sem precisar deixar a propriedade. Osmar e um sócio instalaram uma indústria de fabricação de azeite. O investimento foi de R$ 5 milhões. O resultado é um azeite de oliva extravirgem, de alta qualidade, segundo especialistas. “Nós queremos ter um azeite nacional com qualidade superior ao importado”, afirma. O cultivo de oliveiras começou a se desenvolver no Estado há 11 anos. De acordo com a Secretaria Estadual da Agricultura, a atividade está em expan-

são. “A expectativa é de ampliar destes atuais 680 hectares, este ano vamos ter mais 350, e vai se expandir mais até a gente suprir a demanda de mercado brasileiro”, diz Luiz Fernando Mainardi, secretário de Agricultura – RS. A Emater, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul, estima que o Brasil gaste cerca de R$ 600 milhões importando o azeite de outros países e que o consumo interno aumente cerca de 15% ao ano. Por isso, os agricultores brasileiros têm um grande mercado para investir.

Cultivo começou a se desenvolver no Estado há 11 anos

23/04/2013 09:58:44


Arai receberá embalagens de agroquímicos em maio Os agricultores devem ficar atentos aos dias do recolhimento dos recipientes Desde 2004, a Associação de Revendas de Agroquímicos de Ijuí e região (Arai), recolhe as embalagens de agroquímicos na região. Este ano, do dia 13 a 16 de maio. Segundo indica o presidente da associação, Armando Pettinelli, o recolhimento será em horário comercial e os agricultores devem ir ao depósito de calcário da empresa Gói Scarton na rodovia RS 342. Armando destaca que os agricultores precisam entregar as embalagens com a tríplice lavagem já realizada e com as tampas acondicionadas em recipiente separado, conforme indicação previamente feita. “No último ano, o recolhimento foi recorde, tivemos o recolhimento de 139 mil embalagens.

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Por isso, acreditamos que quase a totalidade das embalagens está sendo entregue”, salienta o presidente. Para Armando, a atividade envolve uma preocupação que beneficia toda a região nos âmbitos social, econômico e ambiental. “É importante que os agricultores participem, pois a atividade ocorre apenas uma vez ao ano e a região é grandemente beneficiada pela ação, pois as embalagens são adequadamente descartadas e, assim, não prejudicam o nosso meio, não poluem o solo e não ficam armazenadas de maneira inadequada na propriedade”. Além disso, Pettinelli afirma que em geral, os agricultores não têm onde fazer esse descarte, portanto, é importante que fiquem

atentos às datas da ação, sendo que todos recebem um recibo, comprovando a entrega das embalagens. Após o recolhimento, as embalagens são encaminhadas para um polo de recebimento em Giruá. Posteriormente os recipientes são levados para uma central de reciclagem em São Paulo e são transformados em canos de PVC para esgoto ou conduites de eletricidade. “O trabalho educativo e a conscientização, os técnicos e agrônomos fazem constantemente e por isso ficamos satisfeitos pelo êxito que o trabalho vem apresentando, pois demonstra que o trabalho está sendo realizado de forma correta”, conclui o presidente da associação.

No último ano, 139 mil embalagens foram entregues para a reciclagem

23/04/2013 10:00:07

JM Rural 23.04.2013  

Edição especial do caderno JM Rural

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