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Estufas - sistema pode ajudar pequenos produtores a conseguir grandes lucros em espaรงos reduzidos

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Produtores devem apostar no eucalipto como alternativa de renda

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Produtores devem intensificar o plantio das pastagens de inverno

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Ijuí, 24 de abril de 2012

Os problemas sociais no campo brasileiro Os problemas no campo brasileiro se arrastam há centenas de anos. A distribuição desigual de terras desencadeia uma série de conflitos no meio rural. Essa questão teve início durante a década de 1530, com a criação das capitanias hereditárias e o sistema de sesmarias, no qual a Coroa portuguesa distribuía terrenos para quem tivesse condições para produzir, desde que fosse pago um sexto da produção para a Coroa. Com isso, poucas pessoas adquiriram grandes extensões de terra, estabelecendo diversos latifúndios no país. Algumas famílias concentraram grandes propriedades rurais, e os camponeses passaram a trabalhar como empregados para os detentores de terra. Contudo, a violência no campo se intensificou com a independência do Brasil, em 1822, quando a demarcação de imóveis rurais ocorreu através da lei do mais forte, provocando vários assassinatos. Outro artifício muito utilizado e que desencadeia uma série de conflitos é a grilagem. Esse método é destinado à falsificação de documentos de posse da terra, em que os grileiros colocam documentos falsos em caixas fechadas com grilos até que os papéis fiquem com aparência de envelhecidos. Posteriormente, o imóvel é vendido por meio desse documento falso, ocasionando a expulsão do proprietário, que normalmente é um pequeno agricultor.

Além desses fatores que beneficiam os grandes detentores de terra, outro problema é a atual organização da produção agrícola. A mecanização e a utilização massiva de tecnologia no

Outros problemas no campo são a utilização de mão de obra infantil e a exploração do trabalhador. Apesar da abolição da escravatura ter ocorrido em 1888, o Brasil ainda registra denúncias de trabalho escravo

campo têm forçado os pequenos produtores a venderem suas propriedades e trabalharem como empregados ou migrarem para as cidades, visto que muitos deles não conseguem me-

canizar sua produção, fato que resulta no baixo rendimento, o que os coloca em desvantagem no mercado. Diante desse cenário de concentração fundiária, vários movimentos sociais foram criados com o intuito de reverter esse quadro. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), por exemplo, reivindica a realização da reforma agrária, ocupando latifúndios como forma de pressionar o governo. No entanto, essas ocupações nem sempre são solucionadas de forma pacífica, desencadeando conflitos no campo. Outros problemas no campo são a utilização de mão de obra infantil e a exploração do trabalhador. Apesar da abolição da escravatura ter ocorrido em 1888, o Brasil ainda registra denúncias de trabalho escravo. Proprietários de algumas fazendas contratam funcionários, que são obrigados a custear a viagem, alimentação, estadia, etc. Sendo assim, o trabalhador, antes mesmo de iniciar as atividades, já está endividado, sendo obrigado a trabalhar para quitar todo o “investimento” do patrão. Portanto, é necessário que políticas públicas sejam desenvolvidas para solucionar esses problemas, de forma a reduzir a desigualdade no campo, fiscalizar as condições de trabalho, além de oferecer subsídios para os pequenos produtores rurais Wagner de Cerqueira

Otaliz Montardo Sobre a Mão- de-Obra Rural Terra, capital, mão- deobra e tecnologia são os recursos básicos de uma empresa rural. Cabe ao empresário administrar de forma eficiente e harmônica esses recursos, de modo a obter o máximo de rendimento dos mesmos. Descuidos ou omissões na condução de qualquer um destes recursos certamente comprometerão os resultados. No gerenciamento da mão-de- obra reside uma das maiores limitações do empresário rural brasileiro. Uma pesada carga de conservadorismo, com alguns resquícios culturais remanescentes do tempo da escravatura, mantém uma linha divisória muito forte entre patrões e empregados. Não há diálogo, coparticipação, delegação de poderes, espírito de equipe. As consequências desagradáveis dessa situação se multiplicam na rotina do meio rural e são constantemente explicitadas pelos produtores através de observações ou queixas como: - “A legislação trabalhista é muito paternalista. Protege demais o empregado dificultando a vida do empregador. - Não se consegue mais bons empregados. Parece que ninguém quer trabalhar. - Os empregados têm que ser controlados de cima, caso contrário o trabalho não anda. - A mão-de-obra disponível para o meio rural é de baixíssima qualidade. - O empregado é um “mal necessário” para a empresa rural. Melhor seria se não precisássemos dele.” Analisando essas observações sob o prisma da situação atual, é forçoso reconhecer que há nelas um pouco de realidade mas, de nenhuma forma, trata-se de verdades dogmáticas, imutáveis, perenes. É necessário que nos aprofundemos mais nessa análise até identificarmos as razões que dão sustentabilidade

a essa situação. Ou seja, é preciso que cheguemos nos “porquês”, e a partir daí iniciar a construção de um novo cenário. Autoridades governamentais vêm há anos acenando com uma profunda reforma na legislação trabalhista. Pois que venha, mas seja equilibrada e justa na distribuição de direitos e deveres de forma a harmonizar os interesses das partes envolvidas, sem radicalismos ou favorecimentos cartoriais. Mas, é oportuno salientar que, mesmo que essa reforma aconteça, contemplará apenas a primeira “queixa” acima listada, não exercendo influência nas demais. As soluções para estas deverão ser encaminhadas pelos próprios produtores e/ou seus órgãos de representação. Considerando que cabe ao empresário rural administrar os recursos da empresa, dele deve ser a iniciativa no sentido de criar um ambiente de trabalho em que o empregado se sinta parte integrante e importante do processo, condição indispensável para que encontre satisfação no desempenho de suas atividades. E, satisfação, é a mola propulsora para um bom desempenho. Diferentemente das máquinas e equipamentos, objetos mecânicos frios e insensíveis, o empregado é um ser humano e, como tal, movido a emoções. Mesmo as pessoas mais humildes e intelectualmente pobres, têm seu próprio projeto de vida, suas aspirações, expectativas, bem como necessidades básicas que, se não forem atendidas, as tornarão insatisfeitas, desmotivadas, inseguras e incapazes de se entregarem plenamente ao trabalho. Ao trabalhador de hoje não basta apenas usar os braços como força de trabalho, ele deseja e precisa que a sua mente seja desafiada e respeitada a sua capacidade de pensar. Voltaremos a este tema oportunamente.

Otaliz de Vargas Montardo Consultor Téc. em Pecuaria Leiteira.


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Produtores rurais começam a fazer a implantação das pastagens de inverno Há cerca de duas semanas atrás, a família Preissler, moradora da Linha 4 Oeste, começaram a preparar o terreno para plantar as pastagens de inverno. Serão dedicados à pastagem cerca de seis hectares da propriedade da família.“Se continuar assim, em 45 dias a aveia já está boa para o consumo dos animais. Daqui uns dias estaremos fazendo os piquetes”. comenta Marlene Maria Preissler. No entanto, caso o produtor ainda não tenha iniciado o processo, a intensificação deverá ocorrer nos próximos dias. De acordo com o engenheiro agrônomo da Cotrijui, Alberto Rosseto, é importante que o produtor tome alguns cuidados para que a pastagem alcance todos os objetivos. “O produtor espera conseguir fornecer alimento suficiente para seu rebanho, colocando o maior número possível de animais na área cultivada e, com isso, projeta obter uma produtividade alta de carne e leite. Desde que as pastagens sejam bem manejadas, é possível ainda, para a próxima safra de verão, obter-se uma boa produtividade de milho ou soja. Temos muitos dados de pesquisa que mostram que é possível ter um alto rendimento de soja e milho, muitas vezes superiores a áreas de resteva, em cima de pastagens”, afirma. O produtor deve observar alguns aspectos nesse momento, como escolher uma boa espécie consorciada com diferentes picos de produção. Um modelo que o produtor já conhece e que já é utilizado na região, que nesse momento atende a todas as necessidades de produção de forragem é a Aveia Branca ou Aveia Preta (recomendandose ainda consorciar as duas), Centeio Forrageiro, Azevém Tetraplóide e Ervilhaca ou Trevo Yuchi ou, ainda, o Trigo Tarumã. “É importante que o produtor utilize uma grande quantidade de semente nas misturas para que se estabeleça uma boa população de forragem, não deixando espaços com baixa população de plantas. Para isso, é recomendado que se utilize até 110kg de aveia, podendo ser 50kg de Aveia Preta com 60Kg de Aveia Branca, 25Kg de Azevém e as demais leguminosas”, argumentou Rossetto. Um dos aspectos para a perda das forragens e pastagens está relacionado ao tratamento de semente. “Por inúmeros anos, tivemos perda de pasta-

Marlene irá disponibilizar seis hectares para a pastagem de inverno

gens que já estavam estabelecidas por ataque de pragas, por exemplo, o coró e pulgão, onde o melhor método de controle é o tratamento da semente”, diz. O tratamento de semente é importante para não haver atrasos no desenvolvimento das plantas, podendo impedir que danos no sistema raticular, ou até mesmo, que vírus transmitidos, por exemplo, pelo pulgão, sejam combatidos. “O prejuízo vai se estender em toda a fase de utilização da pastagem, pois fica uma baixa população, com plantas desuniformes que terão menos resposta ao uso dos fertilizantes”, destaca. “O controle vai proteger de 21 a 25 dias, e o produtor pode ficar tranquilo nesse período, pois não haverá ataque de coró ou pulgão. Após isso, se chegar a ocorrer algum ataque, a planta já estará mais desenvolvida e resistente, e não haverá maior prejuízo, sendo possível o controle aéreo, caso necessário”, afirmou Rossetto. No ano passado houve um ataque muito forte de lagarta, no inicio do estabelecimento das pastagens, e isso também foi um motivo de perda de produção elevada em muitas áreas.

Outro fator importante, que é característica desse ano, é a dessecação. Em função da estiagem, houve uma germinação e emergência antecipada de aveia e azevém, e temos muita área com milhã e papuã que sobrou do verão, e isso vai causar uma competição muito forte e dificultar o estabelecimento e desenvolvimento da pastagem. “Como hoje nós usamos novas cultivares, tanto de azevém quanto de aveia, deixar que eles permaneçam ‘guachos’ só vai causar uma perda de produção e qualidade final da pastagem, devido o potencial produtivo delas ser menor do que as novas cultivares que o produtor está implantando”, observou Rosseto. A importância da dessecação, portanto, é para se obter maior qualidade logo na primeira fase. Alberto Rossetto conclui com a seguinte orientação aos produtores: “Procure semear toda a área de pastagem em uma única época, isso é muito importante. Aumenta a produtividade da forrageira, dos animais e, se for bem manejado, essa pastagem vai durar por muito mais tempo do que se for feita de forma escalonada”.

Produtor deve observar alguns aspectos na hora de escolher o pasto

Embargo da Monsanto é rejeitado e cobrança de royalties por tecnologia RR na soja segue suspensa O juiz da 15ª Vara Cível da Comarca de Porto Alegre, Giovanni Conti, rejeitou os embargos declaratórios da Monsanto, que questionava a suspensão da cobrança de royalties pela tecnologia pelo uso da tecnologia Roundup Ready (RR) na soja. A decisão do magistrado foi divulgada nesta sexta, dia 20. No início de abril o juiz concedeu liminar ao pleito de sindicatos rurais do Rio Grande do Sul para a interrupção do pagamento. A Monsanto

recorreu ao entrar com embargos declaratórios da decisão e continuou a cobrança. A liminar também exige que a Monsanto devolva os valores pagos pelos produtores pela tecnologia desde a safra 2003/2004. Em caso de descumprimento por parte da empresa está prevista multa diária de R$ 1,5 milhão. Segundo Conti, após a avaliação do pedido de embargo o processo será enviado ao Tribunal de Justiça.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, disse na última quinta, que o Brasil deve alcançar até dezembro de 2012 a meta de ser um país livre da febre aftosa por meio de vacinação. Segundo ele, o prazo definido anteriormente pelo governo era 2013. “Quero chegar lá até 2012. Isso será um trunfo, como é um trunfo Santa Catarina ser livre de febre aftosa sem vacinação”, afirmou o ministro. Segundo Mendes Ribeiro, em junho toda a região Nordeste do país será anunciada como área livre de aftosa com vacina. Hoje, na região apenas Bahia e Sergipe detêm o status. Para Mendes Ribeiro, caso

o governo consiga alcançar a meta até dezembro de 2012, é possível que, em 2014, o país atinja um patamar “extremamente diferenciado” no que diz respeito à carne brasileira. “Precisamos saber que o nosso gado tem o controle sanitário de que necessita, estamos fazendo a campanha de vacinação que precisamos fazer, estamos cuidando da nossa fronteira como devemos cuidar, mas não estamos livres do risco. Por isso, precisamos insistir tanto e dizer da nossa situação. Não queremos alardear, pelo contrário, queremos mostrar que estamos atentos e tranquilizar o produtor que estamos cumprindo a nossa parte”, destacou.

Uma pesquisa lançada na última quarta-feira, pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul deve apontar as principais dificuldades enfrentadas por produtores rurais no Estado. O trabalho, chamado de Radiografia da Agropecuária Gaúcha, trata-se de um mapeamento da realidade da produção animal e vegetal, analisando principalmente os custos e produtividade em cada setor, conforme o presidente da Comissão, Ernani Pólo (PP-RS). “Temos setores como avicultura e suinocultura, que enfrentam muitas dificuldades. Há uma migração nos últimos

anos desses setores para outros Estados, porque temos aqui algumas dificuldades, principalmente na produção da matériaprima para alimentação desses dois setores. Nós precisamos enfrentar esses temas e, sem dúvida, o Parlamento, junto com o governo, tem a responsabilidade de fazer este debate, enfrentar essas dificuldades e a partir daí construir alternativas e soluções”, aponta. O trabalho utilizará índices de órgãos oficiais, além de números de entidades representativas, como a Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs).

Meta de tornar o país livre de febre aftosa com vacinação deve ser atingida em 2012, diz Mendes Ribeiro

Deputados realizam estudo sobre dificuldades da produção rural no Rio Grande do Sul


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Uma fazenda dentro de uma estufa Como esse sistema pode ajudar pequenos produtores a conseguir grandes lucros em espaços reduzidos Alcançar bons ganhos em espaços reduzidos é um dos grandes desafios da agricultura familiar. Para quem não dispõe de muita área, conseguir extrair o máximo de cada palmo de terra é o que pode decidir entre o lucro e o prejuízo da propriedade. Nesse sentido, uma ferramenta que vem ajudando produtores a maximizar o uso de seu espaço é o cultivo em ambientes protegidos, as famosas estufas. Com estruturas versáteis, esse sistema pode ser aplicado na produção de hortaliças, flores, mudas e até algumas frutas. Graças à proteção contra os ataques de pragas e ao clima controlado, a produtividade dentro desses espaços, em média, é mais rápida e mais lucrativa do que o modelo convencional. “Em função da planta estar dentro de uma estufa, o produtor tem condições de climatizar essa planta. Na estufa ela cria o ambiente para se desenvolver mais rápidamente. Em cultivos de hortaliças, no caso de uma alface hidropônica, o produtor pode colher em até 24 dias. Se for cultivada no solo, em determinadas épocas, ele poderá colher de 27 a 32 dias, dependendo do caso”, ressalta Luis Marcos Gubiani, proprietário da Hortisul, empresa especialista na construção e elaboração de projetos de estufas. A estufa tem várias utilidades, como proteger a planta contra do excesso de geada, de chuva. Ela pode ser utilizada tanto para o cultivo hidropônico como para o cultivo de hortaliças via solo ou para a produção de mudas de citros. “Hoje em dia o produtor tem a possibili-

dade de desenvolver uma muda de citros dentro de uma sacola plástica com ferti-irrigação dentro da estufa”, comenta Gubiani. Dessa forma, o processo de desenvolvimento dessa muda de citros é acelerada. Segundo o proprietário da Hortisul, podem ser plantadas dessa forma mudas de laranja, de bergamota ou mesmo nativa. “Com isso, o produtor poderá vender mais rápido e fora de época. Atualmente, está condicionado à venda de mudas de citros apenas ao período de chuvas, pois a muda está no campo e está sendo retirada com a raiz nua e já existe uma regulamentação do Ministério da Agricultura, que em função de doenças, tem que ser produzidas dentro de estufas”, comenta. Novo conceito em estufas - A tecnologia também chegou ao mundo das estufas. Foi a época que comprar um pedaço de plástico e cravar uns palanque era sinônimo de estufa de qualidade. A durabilidade hoje em dia passou a ser um requisito “Não adianta fazer com madeira, que a vida útil dela é muito curta e ele vai ter que retornar novamente neste investimento. Hoje em dia os grandes produtores e as pessoas que estão preocupadas com isso, adquirem estufas com durabilidade de 10, 15 anos ou mais, porque elas são feitas em aço galvanizado. Elas não enferrujam, não envelhecem, não apodrecem, e o investimento acaba sendo diluído durante todo este período”, salienta Gubiani. Hoje existem filmes para a cobertura de estufas com garantia de fábrica de até três anos. É um material com alta resistência. Um desses filmes em cima de uma boa estufa pode durar de seis a sete anos. Tamanho de uma estufa – Para ser considerada uma estufa comercial, deve medir cerca de 325 metros quadrados. Se ela for utilizada para produzir alface, a produção mensal será em

A produtividade dentro desses espaços, em média, é mais rápida e mais lucrativa torno de cinco mil pés mensais. O custo de uma estufa desse nível está em torno de R$ 40 mil. Aquisição de estufas – O produtor que quiser adquirir

uma estufa, ele pode comprar através de financiamento via banco, através de recurso do governo federal, através do programa Pronaf. Através des-

se financiamento, o produtor tem carência de dois anos para começar a pagar a dívida e um prazo de sete anos quitar o investimento.

A estufa tem várias utilidades, como proteger a planta contra o excesso de geada e de chuva


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Estado registra 42,58% de perdas com a safra de milho Apesar da ocorrência de chuvas em algumas regiões produtoras de milho, a situação da cultura não se alterou em relação à perspectiva de baixa produção. A precipitação apenas beneficiou as lavouras de milho implantadas no final de fevereiro e no início de março, fora do limite indicado pelo Zoneamento Agroclimático. Essas áreas apresentam bom aspecto, com perspectiva de produzir um bom volume de matéria verde para alimentação dos animais. Em algumas áreas nos municípios próximos ao Rio Uruguai, já começou o corte para silagem. A safra do milho já atinge os 77% de produto colhido no Estado do Rio Grande do Sulapresentando perdas de 42,58% do esperado inicialmente. A situação da soja também é semelhante à do milho, com perda já calculada em 43,12% sobre a expectativa do ano. A cultura, nesse momento, encontra-se em ritmo acelerado de colheita, atingindo aproximadamente 77% da área plantada. A comercialização da soja está se processando rapidamente no Rio Grande do Sul, em virtude dos bons preços praticados no mercado. O valor médio da saca da oleaginosa foi de R$ 52,63 na semana, ganhando mais 0,67% sobre a anterior. Na maioria das regiões produtoras de feijão safrinha, a cultura

encontra-se na fase de formação de vagens e maturação, sendo prejudicada ainda pela falta de umidade, especialmente nos últimos dias, causando abortamento de flores e deficiência de vagens. Com isso, o rendimento das lavouras será afetado. Nas regiões do Alto Jacuí, Noroeste Colonial e de Celeiro, as chuvas ocorridas no último período beneficiaram a lavoura. No Estado, a evolução da lavoura de arroz é muito boa, chegando a fase de colheita aos 80% da área inicialmente prevista. Em muitas áreas das regiões Central, Sul, da Campanha e da Fronteira Oeste, a colheita aproxima-se do final. Em alguns municípios, as produtividades estão bastante altas, ao redor das 8 t/ha de média. Em outros, como na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a falta de água para a irrigação foi o principal fator de redução de área cultivada e queda na produtividade. A expectativa de produção das lavouras do tarde de abóborajaponesa é boa na região Sul, as condições meteorológicas favoreceram o seu desenvolvimento, sendo que algumas áreas estão produzindo até 15 toneladas por hectare. O preço nas praças de Porto Alegre e São Paulo se mantém, variando de R$ 0,43/ kg a R$ 0,50/kg na lavoura, com

A safra do milho já atinge os 77% de produto colhido no Estado do Rio Grande do Sul boa procura pelo produto, o qual apresenta ótima qualidade.

A colheita da safra 2011/12 da batata-doce está em andamento no município de Barra do Ribeiro, onde já foram colhidos 15% dos 400 hectares de lavouras. A produtividade é boa e o produto está com ótima qualidade. O preço sofreu retração no último período, em decorrência da grande oferta de produto na região, e está em

R$ 10,00/cx de 20 kg na lavoura. Em outro importante município produtor, Mariana Pimentel, a lavoura encontra-se em plena safra, tendo sido colhidos, até o momento, aproximadamente 220 ha, o que correspondente a 22% da área plantada do município e a produtividade inicial oscilou entre 500 e 600 caixas por hectare. As últimas chuvas, acompanhadas de temperaturas mais elevadas, favoreceram o desen-

volvimento e a recuperação dos campos nativos e das pastagens cultivadas. O estado corporal e sanitário do rebanho é bom, mais fraco na Fronteira Oeste devido à estiagem, principalmente do gado de cria. Na maioria dos municípios produtores, continua normal a comercialização do gado gordo, com os preços com leve queda na região de Bagé e lista de espera para abate de sete a dez dias.


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Estação Telemétrica monitora migração de peixes Mais que um instrumento para a geração de energia, a Usina RS-155 possibilita uma série de ações de cunho socioambiental, que vão além da recuperação dos danos provocados durante sua construção. Uma das exigências para a obra diz respeito à conservação da fauna aquática do local e, neste sentido, foi instalada no canteiro de obras uma Estação Telemétrica que monitora os peixes migratórios do Rio Ijuí, permitindo a coleta de informações e a formação de estratégias de conservação. Devido ao crescimento do número de usinas na bacia do Rio Ijuí, o Ministério Público Federal e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) estabeleceram um programa que tem o objetivo de integrar os projetos ambientais destas usinas, principalmente quanto à preservação da fauna íctica (peixes) existente nos rios que compõem esta bacia. Neste sentido idealizou-se a instalação de Estações Telemétricas ao longo dos rios, junto às usinas que os aproveitam para a geração de energia elétrica. A Ceriluz aderiu à proposta e instalou uma base de receptores na Usina RS-155, integrando o projeto Simbiota: Peixes Migradores da Bacia do Rio Ijuí. As estações são constituídas de bases fixas de receptores que registram sinais de rádio que são emitidos por transmissores implantados nos peixes. Além das antenas para recepção, possuem uma base de registros, autossuficiente, movida a partir da energia solar captada por uma célula fotovoltaica, importada do Canadá. Segundo a bióloga da Ceriluz, Sara Corbelini Enéas, a estação vai permitir o acompanhamento do comportamento dos peixes que estão nas imediações da usina. O objetivo desse trabalho é entender o quanto esses animais se deslocam, quais as suas rotas e entender melhor o seu comportamento para propor estratégias de manejo e conservação para as espécies e para quem vive da pesca. Para que as estações funcionem é indispensável que os peixes recebam transmissores que emitem sinais de rádio. Conforme a Simbiota Consultoria Ambiental, organização responsável pela execução do projeto, mais de mil animais já possuem essa identificação, sendo estes das espécies dourado, grumatã, piava, pintado e voga. Aproximadamente cem exemplares foram marcados durante a piracema de 2011/2012 e outros 40 ainda serão marcados na próxima piracema. Estes peixes são identificados, medidos, pesados e é

GELEIA REAL Nº2 RAINHAS

Os peixes são medidos, pesados e recebem sinalizadores que emitem sinais de rádio. Eles podem ser identificados por antenas amarelas, semelhantes a um fio de náilon

feito o registro do local e a data onde foram capturados e soltos, sendo após monitorados por esta rede de receptores instalada ao longo da bacia. Atualmente são sete unidades e pretende-se ampliá-la ainda mais. “Além da PCH RS-155 outras usinas maiores, como a São João e São José, também implantaram as estações permitindo o cruzamento dos dados coletados nestas unidades e em todas as demais existentes”, explica Sara. A bióloga ressalta que é fundamental a participação da população ribeirinha e pescadores profissionais no desenvolvimento deste estudo. “Caso alguém pesque esse peixe, se ele estiver em condições, devolvao ao rio, caso contrário, entre em contato com o número que consta no transmissor e devolva o equipamento. Este poderá ser utilizado em outro peixe”, informa ela. Os peixes recebem sinalizadores com estrutura plástica, identificados com o nome do projeto e telefone para contato, para que possam ser identificados caso alguém

venha a retirá-los do rio. É fácil identificar este peixe, uma vez que ele apresenta uma espécie de antena amarela, semelhante a um fio de náilon. Sara lembra que são equipamentos relativamente caros, mas com valor apenas para o projeto, não tendo valor comercial. Escada de Peixes - Também pensando em contribuir para o processo migratório das espécies, a Ceriluz está instalando na barragem da nova usina uma escada de peixes. Esta estrutura tem o objetivo de permitir que as espécies migratórias possam subir o rio no período da Piracema para a reprodução, transpondo a barragem. Este tipo de estrutura já existe na Usina José Barasuol e apresenta bons resultados. Sara lembra ainda que, devido à vulnerabilidade dos peixes nestes locais, a pesca é proibida em uma distância de 1,5 quilômetros de qualquer estrutura da usina, tanto agora no período de construção, quanto depois, na operação. O descumprimento desta regra é considerado crime ambiental.

A bióloga Sara Corbelini Enéas apresenta a estação de rastreamento existente às margens do rio Ijuí, na Usina RS-155

A rainha é a mãe de todas as abelhas da colmeia, e, portanto, responsável pelo seu equilíbrio populacional. Quando jovem, a rainha tem melhor desempenho. Puxada natural consiste no aproveitamento das realeiras já puxadas voluntariamente pelo instinto da enxameação ou orfanado pelo apicultor com a retirada da rainha da colmeia que criam novas realeiras seguem parcial sua linhagem. Criação artificial – transferência de larvas é uma criação forçada. O método é mais conhecido por processo de enxertia ou transferência de larvas novas de 12-24 horas de vida, para realeiras artificiais denominadas cúpulas que podem ser implantadas larvas de linhagem para produção de geleia, mel, pólen, própolis e outros de acordo com sua intenção de produção e região podem ser desenvolvida linhagem mais propensa, a produção que o apicultor escolher (tele direcionada). A Associação de Apicultores de Ijuí já vem fazendo experiências inicias com implantação de embriões de rainhas produzidos em

outra região e transportados em maletas especiais e que estas rainhas antes de nascerem são implantadas em colmeias, que é retirada a rainha, implantado um novo embrião de genética escolhida para nascer num período de três dias. Estudos realizados por um grupo (AAI) de enxames coletados no meio ambiente em caixas iscas indicaram que um quarto deles tem boa linhagem de produção de mel e três quarto ao ser pegado o enxame necessita de troca de rainha para uma nova linhagem de produção e têm se repetido nos últimos anos esses dados. Graças ao apoio de várias entidades, é possível junto com um grupo de voluntários que traz tecnologia apícola para os interessados desta região, produzindo melhor qualidade e quantidade por colmeia de mel, geleia, pólen e própolis. E também modernizando, atualizando os apicultores atuais da (AAI) e outros, formando novos apicultores, fazendo estágio fora do município para voltar. Informações com o presidente da Associação Sr. Aldair Cossetin pelos telefones: (55) 3332-3450 / 9104-5008.

Transferência de larvas é uma criação forçada. Método é conhecido por enxertia


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Produtor precisa começar a planejar a próxima safra de soja Mesmo frustrado com a produtividade da soja, o produtor rural começa a planejar a formação da próxima safra. As perdas por causa da estiagem não devem influenciar nas decisões dos agricultores, que já haviam passado por situação pior com a seca registrada no ano de 2005. Com o fim da colheita do grão da oleaginosa, o homem do campo passa para os cálculos visando saber se haverá condições ou não de quitar todos os compromissos assumidos na formação das lavouras que acabaram de ser colhidas. Dentro de cada porteira, existe uma realidade diferente formada pela desuniformidade das chuvas do final do mês de setembro do ano passado até o início de abril de 2012. Independente do resultado final, na média de produtividade por hectare, o produtor precisa planejar o futuro, que para o agrônomo da Cooperativa dos Agricultores de Chapada (Coagril), Mauro Roberto Rohr, passa por investimento no plantio de cultura de inverno para formar caixa. “Aquele que não tiver economias próprias reservadas vai encontrar algum tipo de dificuldade, pelo menos até chegar à próxima safra dos grãos que são produzidos no período do verão”, avalia o agrônomo. Conforme o Rohr, no municí-

pio a estiagem reduziu a produção pela metade, o que representou perdas de 1 milhão de sacas de soja. “Em valores de hoje significa que perto de R$ 50 milhões deixam de circular dentro das nossas propriedades rurais que cultivam soja”, explicou. No ano passado, o município fechou com uma média final de 60 sacas por hectare. A previsão inicial era de que haveria um aumento na produtividade podendo a safra 20012/20013 chegar a até 70 sacas por hectare. Os números que estão sendo finalizados apontam que este ano em Chapada a média vai ficar entre 30 e 35 sacas por hectare. De acordo com o agrônomo, mesmo havendo comprometimento no grão da oleaginosa, não há riscos de falta de sementes para o plantio da safra 2012/2013. “Já estamos reservando junto às sementeiras a mesma quantidade de grão plantado para a colheita que se encerrou”, explicou. O agrônomo lembra que este ano existem duas situações em termos de produção nas lavouras, em função da variação das chuvas que ocorreram em determinadas regiões do município bem abaixo do que aconteceu em outras áreas produtivas. “Tivemos aqui agricultores que somaram sete sacas por hectare, enquanto

Mesmo frustrado com a produtividade da soja, o produtor rural começa a planejar a próxima safra

outros chegaram a 64 sacas por hectare”, comparou. Salienta que a média alta, superando inclusive a do ano passado, aconteceu nas áreas próximas ao alagado da barragem, na localidade de Santo Antônio. Um segundo grupo de agricultores, que plantou área nas localidades de Boi Preto e

Fepam libera licença de operação para o Mais Água

Fepam liberou, na última sexta-feira, as licenças de operação para o Programa Mais Água, Mais Renda. Coordenado pela secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, este programa do governo do Estado visa expandir a área irrigada nas atividades agrícolas e pecuárias do Rio Grande do Sul. As licenças de operação permitem que o produtor, para regularizar açudes e/ou ampliações de açudes, bem como para construir novos açudes com até dez hectares de área alagada, não necessite mais de encaminhar projetos para Fepam, o que agiliza o processo de liberação dos financiamentos do programa. Além desta agilidade na liberação dos projetos, que devem estar assinados por técnicos habilitados, o programa subvencionará para os produtores que tomarem empréstimos para implantação de projetos de irrigação de 12 a 30% do valor total do financiamento.“O governo do Estado, compreendendo a importância estratégica de estimular os investimentos em irrigação, vai destinar 225 milhões de reais para estas subvenções”, explicou o secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi. De acordo com o gerente do programa, engenheiro agrônomo Paulo Lipp, já foram encaminhadas à secretaria mais de 150 projetos e pelo menos 11 empresas que trabalham com irrigação já se credenciaram.

São João também teve resultados positivos, colhendo cerca de 40 sacas por hectare. Para o agrônomo, o exemplo da boa produção nesta região confirma que as lavouras de soja foram formadas com condições de potencialidades, para uma safra com a média inicialmente estimada.

De acordo com o gerente regional da Emater/RS de Passo Fundo, Milton Rossetto, nos 71 municípios da região atendidos pelo escritório, a média final da safra está em 25 sacas por hectare. As maiores perdas aconteceram nas regiões da Produção e Médio Alto Uruguai.

Secretaria da Agricultura instala Câmara Temática da Infraestrutura no campo

O secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, instalou, na última sexta-feira, a Câmara Temática da Infraestrutura no campo. Com a participação de diversas outras secretarias e órgão do Estado, bem como representações da sociedade civil, a nova Câmara , coordenada pela Secretaria da Agricultura , trouxe temas relacionados com a infraestrutura para a produção rural. Os primeiros temas em debate são a energia elétrica, a armazenagem e a irrigação. “Não vamos interferir em ações que já estão sendo realizadas, mas identificaremos os problemas e buscaremos as soluções conjuntas, visando contribuir para promover o aumento da produtividade e da produção, bem como para a melhoria da qualidade de vida daqueles que vivem ou trabalham no campo”, explicou o secretário Luiz Fernando Mainardi.

Na primeira reunião, o grupo, com representações das secretarias da Agricultura, da Infraestrutura e da Fazenda, além da Agergs, CEEE, Cesa, Conab, Emater, Ocergs, Fecoergs e Irga, o debate central girou em torno da energia elétrica. Os representantes da CEEE, Gustavo Gomes, Fabio Berlitz e Wilson Bertei, e o da Fecoergs, José Zordan, relataram a atual situação do abastecimento na zona rural. Ao final, foram constituídos dois grupos de trabalho. O primeiro, segundo o coordenador técnico da Câmara Temática, Ricardo Núncio, tratará de fazer uma radiografia das principais demandas, das necessidades técnicas e elaborar estudo sobre as repercussões para a economia estadual da ampliação dos sistemas de distribuição para as zonas rurais. Também foi formado um grupo de trabalho que trabalhará em torno das demandas do setor de armazenagem.


PRÓXIMO CADERNO

Ijuí, 24 de abril de 2012

Plante eucalipto, tenha uma ótima fonte de renda Foi a época em que o produtor deveria apostar em apenas uma fonte de renda. A crise da monocultura demonstrou que o proprietário de terras agrícolas deve diversificar sua propriedade. Uma alternativa como fonte de renda é a plantação de eucalipto, que valoriza mais de R$ 10.000,00 por hectare ao ano. O Grupo Verde, produtor de sementes fiscalizadas de eucalipto há mais de 27 anos, está disponibilizando mudas clonais de mais de 10 variedades, resistentes ao frio e a estiagem, tendo um crescimento superior a 5 metros no primeiro ano. O produtor que está colhendo o milho e a soja já deve ir definindo uma área para este investimento e veja seu dinheiro dar em árvores. O Grupo Verde dispõem de campo demonstrativo no consórcio floresta x soja junto a sede da empresa. Os pecuaristas também podem consorciar

gado com reflorestamento, onde terá seu retorno financeiro duplicado. Orientações Grupo Verde

Após escolhida da área, feita a correção de solo, dessecação e cuidado com a formiga, sugerimos plantar num espaçamento de 1,80 x 2,00, totalizando 2.888 árvores. O ideal é plantar com enxadão, máquina manual própria para o plantio ou o furão (pau pontudo ). Recomenda se colocar 100 a 200 gramas de adubo químico na cova, largar um pouco de terra para cobrir o adubo e daí colocar a muda; plantar firme a muda e com o próprio pé pisar ao redor da muda três a quatro vezes dando assim a firmeza necessária para a planta ficar de pé. Se não chover em 10 dias, molhar cada muda com três a quatro litros de água. Após 60 dias do plantio, coloca-se mais 100 a 200 gramas de adubo ao redor da muda e se surgirem invasoras fazer se o coroamento 80 cm ao redor.

Grupo Verde disponibiliza mudas clonais de mais de 10 variedades de eucalipto

Para se obter um ótimo resultado de plantio, de desenvolvimento e financeiro é preciso determinar uma área pequena, média ou grande se for mecanizada a fazer uma correção de solo. A partir daí fazer uma subsolação usando somente dois ferros de um pé de pato (um de

cada lado do implemento), atrás de cada pneu traseiro. Fazendo isso, busque uma variedade recomendada pra sua região. Pegue uma linha de pesca e a cada distância amarre uma fita plástica nela, abra uma cova com um enxadão ou use uma

matraca de plantio de eucalipto ( a empresa G. Verde possui, que são vendidas ou emprestadas ) para o uso. Dentro de cada cova pode-se usar 100 a 200 gramas de adubo químico com o uso da mesma máquina de plantio. Um único operador planta mais de 2.500 mudas/dia ou seja 1 ha Caso não chova em 10 dias, aconselha-se molhar a cova com 2 a 3 litros de agua. Também dispõe de um gel que mantém a planta hidratada por ate 60 dias após o plantio. O Grupo Verde dispõe de mudas tradicionais em caixas de madeira com 100 unidades, além de mudas produzidas em tubetes que propõem um ótimo vigor e uniformidade. A novidade do ano são as mudas clonadas. GRUPO VERDE: ACREDITANDO SEMPRE NO MELHOR E MAIS RENTÁVEL. RS 155 KM 06 IJUÍ RS CONTATO: 55 3332 8211 55 3332 8295 OU CELULAR: 55 9963 2002 SÉRGIO

Caderno Rural  

Edição do caderno Rural do JM

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