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Bandeira 2 Desde as 18h de 16/2 (ontem), está liberado o uso dee bandeira 2 pelos taxistas. O serviço fica mais caro atéé as 12h do dia 22/2, a Quarta-Feira de Cinzas. Informações e reclamações pela Getax: 2109-3679.

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Pintou sujeira Lava-jatos ilegais se proliferam pela cidade deixando rastro de desordem

Fotos Manuela Cavadas Texto Clarissa Pacheco

clarissa.pacheco@jornaldametropole.com.br

ANTÔNIO SOUZA* é dono de um dos 850 lava-rápido irregulares de Salvador. Diferente dos empreendimentos licenciados e regulamentados pela Prefeitura (228 desde 1999), seu estabelecimento ocupa, há seis anos, o canteiro de uma praça no bairro de Narandiba, um dos mais violentos da cidade. Sem licença para trabalhar no local, Antônio reconhece a irregulari6

dade, mas diz que a “perseguição” é desnecessária e se defende. “Doze trabalham comigo. Eles estavam caminhando para o tráfico e eu trouxe para cá. Dois saíram e morreram pouco depois”, aponta Souza, apoiado na velha máxima de que ‘existem problemas maiores a serem fiscalizados’ do que o trabalho dele e de seus companheiros de atividade. O licenciamento já esteve nos seus planos, mas deixou de ser prioridade. “É muito caro.

Não pode funcionar na rua, em local aberto, tem que ser em um espaço fechado. Arrumar tudo não custa menos de R$ 1 mil e ainda tem o aluguel, água...”, aponta o rapaz, que fatura, em média, R$ 3 mil por mês, cobrando R$ 12 pelo serviço, que garan-

Salvador tem mais de 800 estabelecimentos clandestinos

te ser melhor do que em lava-jatos licenciados. “Eles chegam a cobrar R$ 19, mas a clientela prefere lavar com a gente, sai mais satisfeita”, diz. Nas entrelinhas, ficam a água e a energia elétrica roubadas e o preço, que obviamente é mais baixo quando não se pagam tributos. E o pior é que há quem concorde com o clandestino. O motorista Sandro Santana, 23, é cliente fiel de um lava-rápido em Pernambués. “Só lavo aqui. Conheço o dono, me sinto mais

à vontade”, explica. O mototaxista Rivaldo Ferreira, 39, também não troca o serviço irregular. “Já lavei meu carro em outros lugares, mas tem tempo que só venho a Narandiba. O serviço aqui é muito melhor”, diz. Na prática, o benefício próprio fala mais alto do que a lei e o bem-estar da vizinhança. É o famoso “jeitinho”, que prevalece sobre o cumprimento da lei, seja por parte de empreendedores ou clientes. *Nome fictício Salvador, 17 de fevereiro de 2012


Extrato do INSS

Elevador gratuito

Clientes da Caixa Econômica podem, desde 8/2, consultar extratos previdenciários pelo Internet Banking Caixa. Desse modo, não será mais necessário o comparecimento a um posto de atendimento da Previdência Social.

Durante o Carnaval 2012, o Elevador Lacerda funcionará com acesso grátis 24 horas por dia, das 0h de 17/2, sexta-feira, às 12h de 22/2, quarta-feira. O Plano Inclinado Liberdade-Calçada e o Pilar só operarão até as 19h de 17/2.

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Barulho e água na pista “Há oferta porque há demanda” Para o diretor de operação e expansão da RMS na Embasa, Carlos Ramires, “se há oferta é porque há demanda”. Um exemplo é a Av. Magalhães Neto, no trecho da ‘favelinha’, onde grupos disputam a área e o trabalho infantil cresce junto à atuação dos ambulantes. Segundo ele, os prejuízos por ligações irregulares não têm conivência da empresa. “A Embasa só faz ligação onde há rede de esgoto e estabelecimen-

Onde os lava-rápido funcionam, o asfalto e o calçamento ficam degradados pela água e sabão que escorrem continuamente. A prefeitura segue alheia, dando manutenção aos locais, como acontece na Av. Gal. Graça Lessa (Vale do Ogunjá). O desperdício de água assusta: 51 milhões de litros ao mês, que

atenderiam a cinco mil famílias de cinco pessoas. Além disso, a abordagem dos ‘lavadores’ atrai os ambulantes e aumenta a poluição sonora. A fiscalização fica com a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), mas são poucos profissionais para esta e dezenas de

to fixo. Como vamos fazer ligação numa praça, a conta irá em nome de quem?” O diretor explica que a fiscalização é diária, mas “basta as autoridades virarem as costas para eles fazerem tudo de novo”.

Segundo a Embasa, clandestinos voltam após fiscalizações

outras atribuições. Antônio Souza nunca recebeu a fiscalização e paga pela energia que, segundo ele, a Coelba fornece sem alvará de funcionamento. Já a água “é gato mesmo”. Ele reconhece os prejuízos ao asfalto, mas nega a atuação de ambulantes. “Pior é a violência, mas ninguém liga.”

O ‘gato’

Com ou sem licenciamento Para um lava-jato funcionar, é preciso licenciamento da Sucom e da Superintendência de Meio Ambiente (SMA). Segundo a Sucom, o local deve estar em terreno privado e não pode estar junto a igrejas, escolas e residências. Além disso, é proibido o descarte de resíduos na

Não bastasse jogar água no asfalto, agredir o meio ambiente e atrapalhar o trânsito, o negócio estimula as ligações clandestinas de energia. Segundo o gerente de Inspeção de Clientes da Coelba, Alfredo João Brito, as queixas são frequentes, e além dos lava-rápido, incluem baianas de acarajé e vendedores de caldo de cana. Em 2011, foram detectadas 95.526 irregulari-

rua, como acontece em Salvador. À frente da SMA, Luiz Antunes Nery aponta dois problemas: o crescimento dos clandestinos e o aumento da frota. “A máquina de lavar custa uns R$ 100 e chama de lava-jato o terreno baldio. É como um camelô de água.”

dades e prejuízo de R$ 218 milhões. A concessionária explica que há parceria com a prefeitura para a regularização, desde que o dono do negócio queira e o serviço atenda às condições legais e de segurança. “Quando fazemos uma ligação, exigimos o CNPJ”, afirma Brito. Salvador, 17 de fevereiro de 2012

Na Av. Magalhães Neto, negócio progride com clientela endinheirada

Estabelecimentos não têm CNPJ, mas água, luz e máquina de cartão não faltam 7


Pintou sujeira