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Policiamento ausente

Sem dados de ocorrências

A equipe do Jornal da Metrópole não encontrou viaturas circulando pela região, mas a Polícia Militar diz que o policiamento é feito diuturnamente nas principais avenidas, com incursos nas ruas secundárias.

No site da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), não há dados de ocorrências policiais na 20ª Área Integrada de Segurança Pública (AISP), de Itapuã. A secretaria pediu 48 horas para enviar os números.

cidade Alto risco no Alto do Macaco cidade@jornaldametropole.com.br

Moradores sofrem com desassistência do poder público: falta segurança, saúde e tráfico faz a festa Fotos Darío Guimarães Texto Clarissa Pacheco

clarissa.pacheco@jornaldametropole.com.br

QUEM CHEGA ao Parque Metropolitano do Abaeté não espera encontrar muito além da lagoa de mesmo nome. Mas, após o final de linha de Itapuã, vive a Comunidade do Alto do Macaco, quase esquecida pelo poder público. “O que mais tem aqui é buraco e ‘sacizeiro’”, diz morador, que não quis se identificar. Ele se refere aos buracos na

pista e aos vendedores e usuários de drogas, que frequentam um terreno abandonado ao lado da famosa Lagoa do Abaeté. Dos males, a pavimentação parece ser o menor, já que falta segurança, limpeza e saúde. “Viatura só passa nas ruas principais. Aqui, só vem correndo, para nem dar tempo de chamar. O posto de saúde vive sem material”, reclama o morador. Mas nem todo problema está na administração pública.

Moradores reclamam da falta de educação: “O povo não tem consciência, não joga o lixo no tonel, vai tudo pra pista”

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Com 1 mês no ar, o novo site do Grupo

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Salvador, 1º de junho de 2012


“Não faltam insumos” A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) negou que faltassem insumos nas unidades de saúde que servem a região e disse que o atendimento não foi suspenso por conta disso. A Embasa não se pronunciou até o fechamento da edição.

cidade cidade@jornaldametropole.com.br

Lixo e drogas

Saúde na corda bamba

Embora o caminhão da Limpurb faça a coleta do lixo de segunda a sábado, o aspecto de sujeira continua. O órgão explica: o acesso ao terreno onde ficam sofás, colchões velhos e lixo acumulado é dificultado por conta da presença dos usuários de drogas, que também jogam lixo ao lado da via. Segundo uma moradora, que não quis ter o nome revelado por medo de represálias, catadores de material para reciclagem chegam a dormir no lugar. “Durante a noite, vira ponto de uso de drogas. Logo de manhã cedo, quem

Para quem mora no Alto do Macaco, o problema da saúde pública não se resume à falta de material básico no 7º Centro de Saúde e no Posto Dr. Hélio Machado. A infraestrutura precária também compromete a saúde dos moradores. Nas ruas, há buracos deixados por obras da Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa) e por ligações de esgoto sanitário mal feitas. “Quando chove, entope tudo por causa do lixo acumulado, o esgoto transborda e invade as casas”, contou uma moradora.

chega aqui vê a sujeira, eles aí deitados e ninguém faz nada”, afirmou. Segundo a PM, o policiamento é realizado diuturnamente com rondas nas principais avenidas e incursões nas ruas secundárias. “O Comando da 15ª CIPM informa que intensificará o policiamento no local e manterá contato com os líderes comunitários”, disse, em nota.

Moradores são acuados por vendedores e usuários de drogas

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www.metro1.com.br Salvador, 1º de junho de 2012

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Alto risco no Alto do Macaco  

Matéria publicada no Jornal da Metrópole de 1.6.2012Texto: Clarissa PachecoFotos: Darío Guimarães

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