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Edição 01

Conheça o mais novo jornal de Ilhabela

o melhor presente para o dia das crianças

Stella França a primeira bibliotecária da nossa cidade fala de como tudo começou.

Soluções

Dicionário de “Caiçarês” elaborado pelo especialista em cultura caiçara Adriano Leite.

Personalidade

Aventureiro dos sete mares é o primeiro brasileiro a dar a volta ao mundo em solitário e sem escalas pelo círculo polar antártico.

Reprodução artística de desenho feito pelos alunos do Ensino Infantil do Colégio São João.

Cultura

Entrevista

Um veículo completamente voltado para fomentar a qualidade de vida na nossa cidade através da experiência de seus próprios moradores.

André Homem de Melo

Vida e movim e nto em Ilhabela

Aqui você encontra dicas elaboradas por especialistas de diversas áreas.


Um convite para uma nova ideia... Expediente Editor Responsável Paulo Stanich Neto MTB 36.022

Diagramação/projeto gráfico R2 Editorial – Eric Barioni

Capa e Diagramação

R2 Editorial Capa e Projeto: Eric Barioni

Impressão Oesp Gráfica

As matérias são de responsabilidade de seus autores, já que nem sempre manifestam a opinião do Jornal. Avenida Almirante Tamandaré, 136 – Itaquanduba (mesmo prédio da Tapeçaria Colonial).

Contatos Ligue: (12) 3896-6123 (12) 99185-8813 (Claro) (11) 98175-6947 (Tim) ou escreva para paulo@jornalbrisa.com.br Colabore com nosso conteúdo! Obs.: caso esteja difícil o contato telefônico, mande-nos um e-mail que responderemos imediatamente.

Outubro / 2014 2

C

om o comprometimento de ser bem mais breve nas futuras edições, peço sua atenção especial neste primeiro editorial. Quero te apresentar uma ideia e te fazer um desafio... Primeiro, permita-me me apresentar. Cresci na ilha, sou filho do Paulo e Sandra da Tapeçaria Colonial, algumas pessoas me conhecem, muitas não, sobretudo por conta do grande crescimento da Ilha nestes últimos anos. Estudei na Escola Anna Leite Julião, quando ainda era na Praia Grande, mas depois tive que aprimorar meus estudos, numa época em que a Ilha não apresentava nenhuma opção, e desde então vivo entre São Paulo e Ilhabela. Há muitos anos trabalho como editor de um jornal cuja inspiração editorial é a justiça, mas confesso que há anos visualizo um periódico cuja inspiração seja a nossa querida “Ilhabela”. Imagine você um jornal que publicasse só o que há de melhor nas pessoas, que só enxergasse suas qualidades, não importa se é rico ou pobre, analfabeto ou intelectual. Um espaço onde cada um de nós pudesse compartilhar com a comunidade o que tem de melhor. Uma dica, uma história, uma experiência, uma receita etc... E tudo isto somado ao fato de que estas pessoas fossem praticamente vizinhas. Uma comunidade integrada por suas qualidades. Em que lugar e qual meio seria o ideal para este sonho tão utópico? Será que uma ilha e um tablóide seriam a resposta? Talvez sim, eu pelo menos acredito, e gostaria muito que também você acreditasse!

todos os lugares têm seus chatos, e numa cidade pequena, fofocas e maledicências ficam muito evidentes, mas isso tudo é uma questão de ponto de vista, que vale a pena deixar de lado. Olhemos mais os olhos e menos para as remelas. Todo mundo tem uma qualidade, isto é certo. Compartilhemos nossa parte boa. Bom, eu te convido para participar de um jornal que será escrito por todos, por todo mundo que tiver interesse em contribuir com relatos que tenham a ver com uma linha editorial voltada para o bem estar, qualidade de vida e todas essas coisas que possam somar na vida das pessoas de forma positiva. Vale ressaltar que seremos míopes para assuntos polêmicos, políticos e/ou tensos... seremos um jornal só de notícias boas. Certamente outros respeitados veículos que já circulam na cidade noticiarão, com a excelência de sempre, estes importantes acontecimentos e opiniões que não fazem parte da nossa linha editorial. Estarei aqui para editar, preparar as entrevistas e eventualmente fazer alguma reportagem, mas é o cidadão de Ilhabela que vai definir, escrever e participar efetivamente da pauta deste novo jornal. Abraços

Paulo Stanich PS – Se alguém perguntar, pode falar que eu informo que não tenho NENHUM INTERESSE pela VIDA NA POLÍTICA. Fui!

Ilhabela é campo fértil para uma vida comunitária saudável. Vivemos num lugar paradisíaco, cercados por pessoas interessantes, que na sua grande maioria têm uma visão positiva da vida, e o lugar inspira. Claro que Brisa - Ilhabela - Vida e Movimento ● Edição 1


Arquivo pessoal

André Homem de Mello

O Lobo dos Mares

Aventureiro dos sete mares é o primeiro brasileiro a dar a volta ao mundo sem escalas e em solitário pelo círculo polar antártico, dentre outras tantas aventuras. Autor do livro Diário de Bordo, um Best Seller para quem quer conhecer sobre vela de cruzeiro, André escolheu Ilhabela para passar suas experiências através de sua escola Sailing Adventures. André Homem de Mello: Velejar pelo simples prazer da viagem e do contato com o mar. É isso que buscam os adeptos à modalidade cruzeiro na navegação.

Larguei sozinho aqui da Ilha. A travessia foi completada em março 2002, depois de passar pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, pela Austrália, contornar o Cabo Horn, na América do Sul e retornar para o Brasil.

Qual o objetivo dos praticantes?

Qual foi seu preparo?

Os praticantes formam uma comunidade mundial que tem a oportunidade de conhecer o mundo todo em uma verdadeira casa flutuante. Qual o perfil dos praticantes no Brasil? No Brasil, o perfil dos participantes é geralmente um casal de idade, que resolve passar a vida viajando. É um tipo comum de se encontrar pelos mares do mundo. Também por isso, essa modalidade perde um pouco o terreno para as regatas, mais difundidas entre os jovens.

Arquivo pessoal

Quando começou a circunavegação sem escalas?

Passei seis anos me preparando. É preciso pegar experiência aos poucos, chegar à classe de Capitão Amador, viajar pela costa do país, depois fazer pequenas travessias e só então partir para alto mar. Para a viagem pela costa, recomendo a faixa entre Cabo Frio (RJ) e Florianópolis (SC) que é talvez a mais bela do Brasil, além de ter várias baías abrigadas.

Capa do Livro de André Homem de Mello. Uma das belas fotografias tiradas em sua aventura. Arquivo pessoal

Brisa: Por que velejar?

O que é mais importante para uma viagem de cruzeiro? Um bom planejamento é fundamental para qualquer tipo de viagem, principalmente as de longa distância. Ao longo da costa brasileira tem mais estrutura. Para uma viagem mais longa até a Europa, por exemplo, é preciso um barco bem resistente, que aguente maus tempos. Em geral qual o tamanho dos barcos? Existem pessoas dando a volta ao mundo com barcos de 25 até 40 pés. Eu usei um de 35 pés na travessia. Para passar muito tempo a bordo, a embarcação precisa ter uma maior capacidade para armazenar equipamentos – como o bote salva-vidas –, além de combustível e água. Uma verdadeira casa navegante.

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As acomodações para o pernoite e na cozinha têm que ser maiores, mais úteis e confortáveis. Aqui no Brasil não existe um mercado muito grande de barcos de cruzeiro. Eles são feitos sob encomenda em sua grande maioria. ●

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Raul Mariotti

Stella França: a primeira bibliotecária da Ilha por Clarissa Mariotti

S

tellinha, caçula dos filhos de Druziana, gostava muito de ler desde pequena. Estimulada pelos irmãos mais velhos, colecionava clássicos infantis encadernados. Stella cresceu em São Paulo, mas foi educada amando Ilhabela onde passava todas as férias com a família caiçara. Hospedava-se na casa dos avós Leopoldina e Chico Fazzini, na vila. Naquela época se atravessava de canoa até o Pontão da Vila, isso era muito antes de existir a balsa. Estudou o colegial clássico no Colégio Bandeirantes, o melhor da época, pois sonhava em se formar na Faculdade de Direito São Francisco. Seu pai, Cornélio França, nascido no Vale do Paraíba, havia estudado lá antes de se tornar delegado em Ilhabela e se casar com a caiçara de lindos olhos cor do céu, Druziana Fazzini. Como sua mãe insistia que não havia muitas advogadas mulheres naquela época, Stella acabou optando pela paixão à leitura e cursando a Faculdade de Biblioteconomia.

TAT AR N A

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BARTATAS ILHABELA

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S ILHABELA

16 Anos de Sabores

Música ao Vivo Todas as Noites Certificado de Excelência Trip Advisor

Feijoada de Camarão Indicada pelo Twitter do Ministério do Turismo

Rua da Padroeira 12, terraço - Vila (12)- 3896.1314 6

Trabalhou em multinacionais na capital, como a Light, companhia canadense que fornecia energia elétrica, onde organizou grandes bibliotecas. Mas como toda mocinha daquele tempo, também se dedicou ao casamento e à educação dos filhos. Ensinou o marido a gostar do mar e os filhos a valorizarem a vida simples e suas origens. Assim como na sua infância, a Ilha era o lugar preferido da família e o casarão no Perequê era onde se sentiam em casa. O resultado não podia ser diferente, sua filha Maria Claudia foi a primeira a decidir fazer sua vida na Ilha e morar no rancho da praia.

Stella França, a primeira bibliotecária de Ilhabela.

comer­c iante francês chamado Yves. Ficava em frente à sorveteria Rocha, a sala era mínima e cabia somente uma mesa. As irmãs iniciaram uma campanha para arrecadar as primeiras doações de livros e foram catalogando um acervo que foi crescendo rapidamente. Os moradores começaram a frequentar e Stella fazia questão de receber todos muito bem e incentivar o hábito da leitura. Começava ali a Biblioteca de Ilhabela. O espaço já não era suficiente, foi quando a biblioteca ganhou novo endereço, o andar superior do prédio atual. Embaixo era o mercado de verduras de um casal de japoneses e no andar de cima a biblioteca, que ganhou muitas prateleiras, uma mesa grande e uma janela com vista panorâmica para o mar. A biblioteca foi incorporada à administração pública pelo então prefeito Gilson Tangerino e Stella contratada como bibliotecária.

Voltando às suas origens, Stella acabou se mudando para Ilhabela em 1983 para acompanhar o crescimento do primeiro neto. Sua irmã Dedé já morava em Ilhabela há um tempo, era professora, pesquisadora e entusiasta da cultura caiçara. Ela adorava a ideia de ter uma biblioteca na ilha e insistia que Stella deveria mudar-se e montar uma na cidade. Então chegava a hora de aceitar o desafio.

O público da biblioteca no início era principalmente as famílias caiçaras da vila, como a família Cardial, mas logo moradores de outros bairros foram cativados e até quem só passava as férias. Havia quem fosse para ler os jornais e revistas, outros que entravam em busca dos romances. As pessoas ligavam perguntando: Dona Stella, tem alguma novidade? Os livros mais cobiçados eram as obras de Jorge Amado e os best sellers americanos do Stephen King, formavam fila de espera. Mas o charme do convívio na biblioteca era que sempre tinha um cafezinho para os leitores e ela para comentar e sugerir bons títulos.

No início, conseguiram uma salinha na Rua do Meio emprestada por um

“Sempre aparecia gente interessante para conversar, conheci muita gente e fiz muitas amizades. Brisa - Ilhabela - Vida e Movimento ● Edição 1


Arquivo pessoal

Certa vez apareceu uma moça chamada Vera Schmuzger com a biblioteca todinha do seu pai que havia falecido. Ganhamos livros ótimos, e eu uma amiga para vida toda”, conta ela. Outro público fiel eram os estudantes. Alunos de toda parte da Ilha que usavam a Biblioteca da Vila para fazer suas pesquisas de escola. Chegavam sempre procurando um livro que “falasse” sobre algum tema, e Dona Stella fazia questão de ensiná-los a procurar o que precisavam. Não existia Google, nem internet, as pesquisas eram feitas em livros de ciências, de história e nas enciclopédias. As crianças também tinham seu cantinho reservado na biblioteca. Era uma prateleira inteira cheia de aventuras e clássicos, histórias de Monteiro Lobato, Liliana Lacoca, gibis e a Coleção Vagalume todinha. Aconteciam concursos de desenho, de poesia, encontro com autores e exposições de artistas. Boa parte desta história eu acompanhei bem de perto. Eu era a ratinha que passava as tardes com a avó Stella na biblioteca, lendo, estudando, desenhando ou só admirando a vista daquela janela para o mar. Eu sou a Clarissa, mais uma caiçara da Ilha que nasceu, cresceu, saiu pra estudar e escolheu voltar. É uma honra escrever essa homenagem a essa pessoa tão querida por todos. Hoje com 84 anos, linda e com saúde, Stella segue morando na Ilha, sendo a melhor avó do mundo. Outra honra é abrir a primeira edição do Brisa, nesse espaço tão agradável reservado para contar histórias de personalidades que contam um pouco da história da nossa cidade. ●

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Stella França com a neta, Clarissa (autora do texto), na biblioteca.

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Equipe PREV Ilhabela é destaque na Copa Mestre Iran de Jiu-Jitsu 2014 Brasileiro de Alvarenga recebeu das mãos dos mestres Rezende e Paulo Roberto da Silva a faixa Coral (7º grau), considerada uma das maiores condecorações da modalidade. O Mestre Rezende também recebeu uma homenagem pelo trabalho realizado com as crianças e o incentivo e fomento ao Jiu-Jitsu no país. A equipe PREV Ilhabela tem o apoio da Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação; além do Ilhabela Shopping da Construção, Auto Peças Estrela da Barra, DPNY Hotel e João Ilha Materiais de Construção. Fonte: Secretaria de Esportes / PMI ●

Arquivo pessoal

Irmãs Padilha são Ouro na Copa Brasil de Master de Natação A Copa Brasil de Master de Natação ocorreu entre os dias 20 e 21 de setembro na cidade de Foz do Iguaçu. As irmãs Beth e Helena Padilha voltaram com 04 medalhas de ouro para a cidade de Ilhabela. Ganharam nas seguintes modalidades:

• Beth – na categoria mais de 65 anos - 50 peito, 2 revezamentos 4 x 50 4 estilos misto 280 + Livre feminino. • Helena – na categoria mais de 70 anos - 200 medley, 50 livre, 50 borboleta e 2 revezamentos livres e misto 280 4 estilos. Parabéns às exitosas atletas!

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Divulgação

A equipe PREV Ilhabela, comandada pelo Mestre Rezende, foi o grande destaque da Copa Mestre Iran de Jiu-Jitsu 2014, realizada na cidade de Paraty– RJ. Ao todo foram 22 medalhas, sendo nove de ouro, sete de prata e seis de bronze, num total de 25 atletas participantes. A Copa Mestre Iran de Jiu-Jitsu reuniu mais de 400 lutadores. De Ilhabela, o destaque ficou para a jovem lutadora Meirele Santos, que conquistou a sua primeira medalha de Ouro em competições, fazendo uma boa luta com muita técnica e garra. Durante o evento, houve troca de graduação de atletas. Além disso, o Mestre Iran

Remada contra o Câncer de Mama 19/10 – domingo. Todas as remadas serão às 9h30 da manhã com percurso entre 3 e 3,5 Km para qualquer modalidade a remo. Infomações: Ilhabela / SP . Gestão Sec. de Esportes e Lazer / Profª.Beatriz Schlegel Bello Contatos: diretoria.esportes@ilhabela.sp.gov.br (12) 3896.5330 / (12) 3896.1765 Retirada da camiseta: Praia do Perequê às 8h00. Antes da remada, uma palestra com o tema Saúde da Mulher será ministrada. Inscrição: R$ 40,00. Os inscritos ganharão uma camiseta “Aloha Spirit Elas contra o câncer de mama”, que deverá ser usada por quem for remar.

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Rugby Atletas da categoria de base são convocados

para representar o clube na Seleção do Estado de São Paulo IRC

Os atletas Lucas dos Reis Mendes, Marco Antonio Rafael de Souza, Weverton Vital dos Santos, Gabriel Ribeiro Prado e Caio Reis foram convocados para representar o Estado de São Paulo, na categoria M-19 (até 19 anos), em um campeonato de seleções de estados brasileiros, que teve início no dia 27 de Setembro, em Belo Horizonte (MG). Também representando o clube, Franscisco Maxwuel dos Santos, Daniel Ryuichi, Gabriel Alves Montiel, Gabriel Elias de Almeida, Joao Paulo dos Santos, Pedro Henrique Rodrigues, Vitor Santa Rosa, Murilo Maschio e Piero Pozzi formaram parte do time paulista, porém na categoria M-17 (até 17 anos). Os atletas viajaram para a cidade de São Paulo, onde se encontraram com a Federação Paulista de Rugby e iniciaram os jogos no sábado com o primeiro jogo do M17, seguido, às 15h30, pelos atletas do M19.

IRC

IRC

Após o término dos jogos, os atletas participaram de um terceiro tempo, e às 20h saíram de BH com destino a São Paulo e depois Ilhabela. A equipe foi vitoriosa em Belo Horizonte, com o seguinte resultado:

M-19: SP 35 vs 15 MG M-17: SP 26 vs 19 MG Além dos atletas, o treinador e jogador do Ilhabela Rugby Clube adulto, Paulo o "Gordo" Souza, também foi convocado pela Federação, e ocupará o cargo de treinador da seleção. Desejamos boa sorte a todos os jogadores e um excelente começo para os tubarões da base do Ilhabela Rugby Clube! ●

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Desenhos de alunos do Ensino Fundamental I do Colégio São João. À esquerda Praia do Julião e à direita Praia dos Castelhanos.

Infância em Ilhabela: o melhor presente para o Dia das Crianças E

m tempos de uma geração que nasce e cresce imersa na era digital, em que os interesses estão quase sempre voltados para o entretenimento dos modernos vídeo games, tablets e jogos eletrônicos nos celulares, fica cada vez mais difícil para outras brincadeiras ganharem espaço. É certo que as brincadeiras estimulam a formação da criança, simulando mui-

tas vezes situações que irá encontrar na fase adulta, de forma que este fascínio com os dispositivos digitais tem lá sua utilidade, pois familiariza a criança com um ambiente cada vez mais dependente de meios eletrônicos. No entanto, nossa cidade oferta uma gama tão sensacional de oportunidades infantis que cabe aos pais despertar o interesse das nossas crianças.

praias e cachoeiras, as brincadeiras sobre as árvores e o fascínio causado por nossas montanhas trazem naturalmente uma consciência natural, porque o conceito de comum é muito mais latente, já que a natureza é o seu próprio ambiente de rotina. Além de uma vida com mais qualidade, o meio proporciona a educação ambiental de forma muito profunda e espontânea.

A infância em Ilhabela tem uma singularidade única, ao contrário da maioria das cidades, pois é capaz de proporcionar experiências em diversos campos: Ambiental, Social, Esportivo e Familiar.

A vida comunitária também é um fator peculiar da Ilha. Ao contrário das grandes cidades, onde é comum uma pessoa não conhecer seus vizinhos de parede nos condomínios de apartamentos, aqui é muito mais intensa a convivência, proporcionando vínculos afetivos mais enraizados, postura mais solidária e uma tolerância maior. O ser humano precisa viver em sociedade, e na Ilha alguns fatores tornam o sentimento comunitário muito mais integrado, tanto o rico como o pobre compartilham muitos espaços,

A proximidade com a natureza numa cidade com um índice tão alto de preservação ambiental permite que a criança seja criada tendo como rotina a visão de revoadas de papagaios, visitas de tucanos, saruês, caxinguelês e até mesmo a majestosa caninana em seus quintais. A presença frequente nas 12

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Adriano Leite

ambos se encontram na fila do mercado. Este é um exemplo que se repete o tempo todo, de várias formas: no banco, na prefeitura, na praia e nos piers de pesca. Tal fenômeno gera uma onda de gentileza, que começa com as saudações e evolui até amizades que vão se formando pouco a pouco, tratando-se de efeito inverso do exemplo dado, o dos vizinhos dos apartamentos das grandes cidades. Como dizia o poeta José Datrino, “Gentileza gera gentileza”. Na esfera esportiva são fartas as possibilidades, que fogem do padrão da maioria das cidades, algumas obviamente consequência do próprio meio natural, como os esportes náuticos e atividades outdoor. Outras também começam a se fixar, como o Rugby e o Paintball, sem prejuízo dos tradicionais, como futebol, vôlei etc. As crianças têm a liberdade de ir de bicicleta para a escola e para a casa dos amigos. As relações familiares são também abençoadas por esta terra: as lembranças de uma pescaria de um neto com avô, das caminhadas entre mãe e filha, das aventuras com os primos e irmãos nos terrenos, cachoeiras e praias... são memórias que ficam impressas pelas pessoas por toda a vida. É como ser protagonista de uma propaganda de margarina em um cenário paradisíaco. Todas estas experiências somadas formam crianças e jovens que se transformarão em adultos mais seguros, sociáveis e comprometidos com o meio ambiente. O esporte e o ambiente natural fazem com que meninas e meninos tenham menos medo e maior iniciativa, assim como facilidade de trabalhar em equipe. A vida comunitária e a possibilidade de aprofundamento nas relações aumentam a socialibilidade e diminuem os preconceitos. Não são raros os casos de famílias que vieram residir na Ilha com seus filhos no meio da infância, sobretudo originárias de grandes cidades, que constatam a evolução e alegria destas crianças quando percebem que a rotina de ir do apartamento para escola se transforma em idas para praia com amigos, participação nas fanfarras da escola, descobrimento de novos esportes, até mesmo a convivência com os irmãos no quintal. Tudo muda, tudo melhora, tudo se transforma. Neste dia das crianças cabe aos adultos, pais, tios, avós e educadores lembrar o quanto são importantes todos estes fatores que a Ilha oferece e estimular suas crianças queridas para que aproveitem cada minuto da sua infância neste ambiente maravilhoso. Sem prejuízo do mimo (material) que as crianças tanto aguardam nesta data, não deixem de lembrá-las que o maior presente está sendo dado diariamente, a Infância em Ilhabela. Fazê-las compreender esta dádiva trará um significado legítimo a uma data tão comercial. PSN ●

mARıA CLÁUDıA VAn SEBROECK

ARQUıTETURA & COnSTRUçÃO CAU: A21669-0

RUA AnA LEıTE JULıÃO TORRES, 100 -BEXıGA - ıLHABELA - S.P. ARQmCVS@GmAıL.COm - TEL.: 12 3894 1681 / 99766 2520

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Crianças brincando na Praia da Serraria. Fotos de Adriano Leite.

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por Adriano Leite

Arquivo pessoal

Dicionário de "Caiçarês"

Opúsculo da história de um povo simples que preservou um paraíso chamado Ilhabela, legando-o a uma geração que será injusta se isso não reconhecer e desrespeitar seus direitos, valores e tradições. (Delcides Cardial). Uma das coisas que ainda continua na cultura caiçara é o linguajar, essencialmente nas Comunidades Tradicionais como o Bonete, Figueira, Ilha dos Búzios, Ilha da Vitória e outras. Ao total são 17 comunidades.

Adriano Perna

Além das expressões indígenas, o linguajar caiçara tem sotaque carregado, herança do português arcaico, onde é comum trocar o V pelo B e vice-versa, palavras que terminam em ão são pronunciadas ãum e o A é completamente aberto, não usam o pronome você, preferem usar o tu e o vós, que é pronunciado "bóis". Abano - Deslocamento de ar, bem fraco. Aíba - Doente indisposto. Aibês - Desânimo, olhar de fraqueza. Argania - Ventos fortes. Arranzé - é barulho. Arrelá - Expressão exclamativa de coisa boa ou ruim, que se ganhava ou perdia. Arribemo - Chegamos. Banãna de beiz - quando está começando a ficar madura. Bêde só - Vêde só. Bento do Padre - O lais-sueste, rajadas fortes, perigoso na vela. Comentava-se que o padre acompanhava o casal de noivos para visitar a comunidade, a canoa virou com esse vento, é um vento que vem de todos os lados, apesar do vento ter levantado a batina do padre até o pescoço, a canoa virou e todos boiaram sem problemas. Bocaina - lugar onde se formam as tempestades. Bôto pra pulá - é alguém querendo fugir. Buraco do inferno - é o local onde é encaixada a roda d'água do engenho. Cabrão - é uma pessoa que fala mentiras. Chapemo - Chapamos, lotamos, barco cheio de peixes.

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Combalida - Doente, muito fraca. Costãum - é costeira. Embarcadô - é o lugar de embarque. Escangalhá - é fazer pouco caso do que alguém disse. Faiscar - é relampejar. Faxiar - é pescar com faxilaite, uma lanterna. Ficô na chave - significa que o gajo foi preso. Fuzil - é relâmpago. Grimpa - Das alturas. Lanhar ao peixe - cortes feitos transversalmente nas duas partes do peixe, para penetrar melhor o sal, o tempero. Largar picaré - é arrastar na praia um tipo de rede de malha fina. Lebiana - Leve. Ligado - Calmo, mar muito manso. Macaco saporém - é o cacho de banana mirrado. Manata - é um camarada muito rico. Manta - é cardume de peixe. Marisqueira - é anchova grande. Maromba - é sardinha grande. Marrotá - é fazer pouco caso de alguém.

Mingano - Engano, alguém me enganando. Minjuada - rede pesqueira de espera, de porte grande. Na linha de terra - é navegar próximo à costa. Pachaco - é o baiacu (uma espécie de peixe). Pau alegre - é uma tocha para iluminar, feita de bambu. Pomboca - é uma lata com vela dentro e uma alça de arame feita para iluminar quando vai andar no caminho. Prato de aldo - é quando o mar está "liso", sem ondas, sem vento. Rufada - Remada forte que percute com sons graves. Sabelha - é um tipo de sardinha. Salgado às vertentes - é a área de terra que vai da praia até o alto da serra. Sarsêro - Confusão. Se pega co santo - é fazer promessa. Sudunga - Vento forte vindo do sul. Treis antonte - O dia anterior a antes de ontem. Terralão - Vento forte que desce das altas montanhas. Tribuzana - é a tempestade com ventos fortes e mar muito bravo e que cai de repente. Um cuizinho - é um pouco, um pedacinho. Viração - é mudança de tempo para pior.

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Arquivo pessoal

Dicas para vencer a

“síndrome do papel em branco” por Lidia Anita Dória Göedert

Escrever não é tarefa fácil, porém também não é exclusividade de uma pequena parcela da população, agraciada com poderes divinos. A principal queixa dos alunos é como começar um texto e aí a gente já conhece a história: um verdadeiro duelo entre o estudante e a folha de papel em branco. É óbvio que, sabendo dessa dificuldade, as bancas de Concurso exploram esse assunto. Como sou a favor da teoria objetiva, ou seja, sem rodeios, complicações, etc, darei algumas dicas para que não haja mais dificuldade nestas questões. Vamos à aula! Gosto muito da técnica “Brainstorming” (tempestade de ideias). Nela você vai elencando todas as palavras que remetem ao tema, como na brincadeira “uma palavra puxa a outra”. Vamos a um exemplo bem simples: verão, lembra praia, que lembra férias, que lembra diversão, que lembra amigos, que lembra...

Deste modo, listamos todas as palavras referentes ao assunto ao qual temos de escrever, o que nos garante amplas abordagens sobre o tema. Para aqueles cujo aprendizado ocorre mais facilmente pelo estímulo visual, a dica é desenhar um “spidergram”, uma espécie de mind map (mapa mental) em que o tema principal é colocado no centro, em destaque e, a partir dele são puxadas linhas (tais como as pernas de uma aranha), com ideias afins. A outra dica é: “ninguém escreve sobre o que não sabe”, portanto, seja qual for o tema, nada exclui uma boa pesquisa e, se possível, conversas com autoridades no assunto. Assim, seu texto passará mais credibilidade ao leitor. Enfim, plagiando Thomas Edison, na produção de um texto vale a regra: 1% de inspiração e 99% de transpiração! ●

VALE AINDA LEMBRAR: • faça um rascunho; • capriche na letra; • releia sua produção inicial, fazendo as alterações necessárias e verificando se o leitor do texto compreenderá o que você escreveu; • escreva seu texto na modalidade padrão da Língua Portuguesa, • não se esqueça do título. Lembre-se: título é diferente de tema.

Artes

por Tatiana Kalepniek de Lima

Arquivo pessoal

Iniciação à pintura

Ilhabela, com suas paisagens naturais, inspiram a arte. Cada pôr do sol... que dá vontade de pintar! Mas, por onde começar?

Primeiro passo: definir o que você gostaria de pintar: Uma flor? Uma pessoa? Animais? Cachoeiras? Montanhas? O mar? Registro de lugares e momentos especiais? Segundo passo: Perceber que tipo de pintura mais te atrai. Pintura clássica, que retrate exatamente aquilo que se vê numa foto,ou prefere algo mais estilizado e moderno, que dê a impressão da releitura da imagem? Terceiro passo: Qual material usar: tinta aquarela, acrílica, óleo, telas ou papel? Quarto passo: Verificar se está disposto a iniciar um curso básico de desenho antes. Caso opte em iniciar com pintura a óleo em tela, na técnica espatulado irá precisar do seguinte material:

Pintura em tela é uma terapia!

• Tinta óleo nas cores: preto, branco, amarelo limão, verde vessiet, violeta mauvet brilhante, azul prússia, alaranjado, vermelho inglês e amarelo ocre.

Um curso de desenho básico pode ajudar você a ter mais noção de perspectiva ou proporcionalidade, mas na pintura a óleo, muitas vezes um desenho é apenas uma espatulada de tinta!

• Espátula: nº 101 ou 102 • Pincel chato: 815 nº 6, 10, 14, 18, 20 • Pincel redondo (cabo marrom): nº 0 • Telas: 20x30, 30x40. • Palheta

Aprendi algumas técnicas de pintura em óleo sobre tela com 14 anos. Desde lá venho aprimorando minhas técnicas e estilos de pintura.

Quando pintamos uma tela com tinta óleo, não precisamos nos preocupar com rapidez, pois a tinta pode demorar semanas para secar. Não é preciso ser desenhista. Apenas gostar de arte e ter noção das misturas das cores. Utilizando as misturas certas com as cores básicas indicadas, você poderá criar lindíssimas obras de arte!

Brisa - Ilhabela - Vida e Movimento ● Edição 1

Dou aulas de pintura para iniciantes até 17 anos em Ilhabela. Obra da autora

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por Anali Antunes e Mary

Para fazer com que as unhas durem por mais tempo, é recomendado usar um “Top Coat”, como a cobertura extra brilho. O esmalte dura bem mais, mesmo lavando a louça e arrumando a casa. Também convém evitar contato direto com produtos químicos, é indicado usar luvas. Unhas com esmaltes claros tendem a amarelar na praia, e o excessivo contato com água, doce ou do mar, faz com que descasquem facilmente. Para quem vai à praia no verão, a sugestão é usar esmaltes de longa duração, como os esmaltes em gel. Protetores solares e bronzeadores acabam tirando o brilho do esmalte.

Arquivo pessoal

Para retoques, aplique o mesmo tom usado para esmaltar, junto com o extra brilho, e terá unhas perfeitas retocando apenas onde lascou.

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É muito importante frisar que fazer os pés três dias antes de ir a praias ou piscinas diminui o risco de pegar micose. ●

Depilação: Quanto tempo me depilo antes de ir para a Praia?

Arquivo pessoal

Esmalteria

por Cheila Jardim

Minha recomendação é se depilar sempre alguns dias (dois ou três) antes de ir à praia e se banhar no mar. Este é o tempo ideal para a pele se recuperar e não arder com a presença de sal. O sal do mar, em contato com os poros abertos e a pele sensibilizada, provoca ardência e irritação, deixando a pele com uma aparência não desejada. Se não tiver jeito e você acabar não seguindo esta dica, recomendo, para diminuir a vermelhidão, o uso de cremes anti-inflamatórios, compressa fria de chá de camomila e água termal. Fica a dica! ●

Brisa - Ilhabela - Vida e Movimento ● Edição 1


PARTICIPE! PROFISSIONAL DA ILHA, DÊ SUA DICA TAMBÉM! NÃO CUSTA NADA PARA VOCÊ,

Barcos

Acabamento

MAS TEM GRANDE VALOR PARA TODA NOSSA CIDADE!

Pente de piaçava: manutenção Helder Vinícius

Outra dica é colocar as mantas térmicas em camadas na construção de quiosques.

Gereba Carvalho

Nada mais desagradável que ficar puxando a cordinha para dar partida no motor até o braço fadigar de cansaço e dor. Muitas vezes um pequeno ajuste na marcha lenta colocará fim a este problema. Com muita paciência e com a embarcação na água, temos que tirar a tampa de proteção do motor e junto ao carburador procurar por um parafusinho na maioria das vezes de cor dourada. A posição do parafuso é variável de acordo com o modelo da máquina. O importante é não alterar muito a posição do mesmo, buscando girá-lo devagar. Não adianta ficar mudando ele de posição sem aguardar um pequeno intervalo, pois não é imediata a resposta quando se faz a regulagem.

Cuidados com a Calibragem

Borracharia

O pente de piaçava pode durar bastante tempo, mas existe um produto muito interessante para sua manutenção e segurança que é a resina antichamas, que deve ser aplicada com pulverizador anualmente, embora a maioria das pessoas façam de três em três anos.

Motor de Popa: regulagem do carburador

Miro

Primeiramente é necessário falar que a calibragem do carro deve ser feita com os pneus frios, com poucos quilômetros rodados; não adianta deixar para fazer isso no meio da estrada. No máximo com 10 km rodados. Em Ilhabela, se você enche demais os pneus, o veículo fica trepidando, trazendo bastante desconforto. Se calibra de menos, o pneu sofre um mastigamento por causa das irregularidades das vias e da necessidade de subir e descer guias.

O certo na lha é manter o meio termo e não ficar mais de 30 dias sem calibrar os pneus; o ideal seria toda semana.

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Brisa - Ilhabela - Vida e Movimento ● Edição 1


Cecília Gonzalez

Chuvas e tempestades no mar podem proporcionar fotos inspiradas. Porém, a exposição da câmera à umidade pode fazer com que ela não funcione adequadamente. Se algum líquido penetrar na câmera, desligue-a imediatamente. Retire as pilhas e o cartão de memória e espere a câmera secar por 24 horas antes de colocá-la em operação novamente.

Ao velejar ou enfrentar uma chuvarada, um velho saco plástico comum é tudo que você precisa para protegê-la da água.

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Marcenaria

Fotografia

Caso sua câmera molhe

MDF-Ultra: contra umidade João Kannebley

Existe hoje no mercado o MDF Ultra. Este produto é ideal para construção de móveis em Ilhabela, já que, como o próprio nome diz, é “ultra” resistente à umidade, o que é um grande problema para os móveis em madeira na nossa cidade. Inicialmente foi desenvolvido para fazer o gabinete da pia, pois é muito resistente à umidade e ao pingamento do sifão. Sempre digo que o marceneiro é o “alfaiate” da sua casa, então tenho que lembrar que este produto possui vários revestimentos fantasias, que podem ser trocados quando quiser. Há padrões de linho e folhas naturais ou compostas.

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Beto Águia

Na Ilha, em vez de aplicar sobre as correntes a famosa graxa branca (que pode ser mais prejudicial do que benéfica para a corrente, já que neste produto gruda muita areia, ocasionando um maior desgaste), sugiro o óleo grafitado. O ideal é colocar semanalmente, batendo uma água para limpar o lugar e fazendo a aplicação na sequência. Para maior durabilidade, também sugiro ajustar a regulagem da corrente semanalmente.

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Mergulho

Mecânica de motos

Cuidados com a corrente

Cuidados para a máscara não embaçar Ricardo Correia Prata Almeida

A primeira coisa que devemos fazer quando compramos uma máscara de mergulho é usar um isqueiro para queimar a película que vem de fábrica e fica impregnada no vidro. Tome muito cuidado para não queimar o silicone do saiote. Sempre me perguntam se a saliva funciona, a resposta é afirmativa! A saliva é muito eficaz. Há pessoas que preferem usar outros meios, como xampu infantil, detergente neutro e antifogs que são produzidos com este fim. Quando eu era criança aprendi uma dica caiçara que nunca mais esqueci e acho super eficiente: é só pressionar a folha do hibisco contra o vidro da máscara. Com a maceração e a saída do sumo, o vidro fica limpo e pronto para o mergulho depois da enxaguada.

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Maria Cláudia Van Sebroeck

A terra precisa ter uma boa porcentagem de argila e menos areia. Ingredientes para uma lata de 18 litros: - Metade de água; - Metade de terra; - 02 litros de cola branca - Rolo de lã de carneiro. Modo de fazer: - diluir a cola na água e depois adicionar a terra. Misture bem. Tem que ficar meio cremosa e não pode ficar líquida (rala). - Aplicar na parede limpa de poeira e impurezas.

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Tapeçaria de Autos

Pintura

Dica da pintura de barro

Conservação dos bancos da frente Reginaldo Paz

Os bancos da frente dos automóveis, tanto do passageiro como o do motorista, sofrem um tipo de avaria muito típica na parte lateral do assento, que dá para a porta.

O problema é comum porque as pessoas saem do carro arrastando o corpo até a outra extremidade do banco, deteriorando assim o tecido e a espuma. Se prestarmos atenção, podemos ver que os bancos são anatômicos, para dar mais segurança e conforto por meio de uma elevação, que é empurrada com o peso do usuário toda vez que este sai do carro. Vale a pena mudar o costume para não cometer este erro. O tempo que estiver dentro do carro será mais agradável, já que a parte “anatômica” não estará estragada, além do que o carro ficará mais bonito. Portanto, procure um apoio e saia do carro sem arrastar o bumbum.

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por Fátima de Souza Morais, de Castelhanos.

Adriano Leite

Azul Marinho Os melhores peixes para o Azul Marinho são: garoupa, badejo, olho-de-boi, cavala, e o que fica mais gostoso é o bijupirá.

A farinha é a de mandioca, preferencialmente as fabricadas artesanalmente. O coentro utilizado é o coentro de cachorro, de folhas largas, rasteiro. Acompanha arroz branco. Para preparar o azul Marinho não existem medidas certas, pois elas variam de acordo com os ingredientes, a prática e o gosto de cada um. O procedimento, o modo de preparo, entretanto, é primordial para apurar o sabor final do prato.

por Renata Vanzetto

Ingredientes • 1 1/2kg de peixe em postas (garoupa, sargo, pampo e etc) • 8 bananas bem verdes (Nanica ou Sao Tome) • 3 dentes de alho • 2 tomates • 1 cebola grande • Coentro miúdo • Salsinha • Cebolinha • Sal • Óleo • Farinha de mandioca • Pimenta de cheiro

Modo de preparo Cortar o peixe em postas grandes e lanhar (dar cortes) nas extremidades das postas. Lavar bem as bananas verdes, colocar uma panela de preferência de ferro com água para ferver. Quando começar ferver a água colocar sal a gosto, as bananas verdes com casca, os tomates picadinhos, as cebolas em rodelas, a alfavaca, tudo cru; deixando cozinhar até as bananas ficarem quase cozidas, aí colocam-se as postas do peixe. O ponto do peixe é sentido com o garfo. Estando o peixe cozido, o garfo penetrará com facilidade. Depois de pronto retira-se um pouco do caldo e algumas bananas. As bananas serão descascadas e amassadas. Numa outra panela colocar a banana amassada, a farinha da terra e o caldo do peixe. Colocar no fogo e mexer, não pode parar de mexer até formar o angu. Deve-se usar bastante caldo, pois o pirão deve ser servido bem molinho, não pode endurecer.

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Arquivo pessoal

As bananas boas são as naniquinhas e a São Tomé, o caiçara prefere a São Tomé. São cozidas com a casca, pois são as cascas que darão a cor que dá nome ao prato.

Ceviche ÍtaloPeruano

Ingredientes • 100 g de peixe vermelho fresco cortado em cubinhos • 80 g de lula cortada em anel bem fina • 8 folhas de manjericão • Suco de 2 limões sicilianos • 3 colheres (sopa) de azeite extra virgem • Pimenta do reino • Sal a gosto • 3 tomates ralados (com casca)

Modo de preparo Temperar o peixe e lula com o suco do limão, pimenta do reino, sal e o manjericão picadinho. Deixar marinar por 10 minutos para o peixe cozinhar no ácido do limão. Adicionar o tomate ralado, o azeite e corrigir o sal. Brisa - Ilhabela - Vida e Movimento ● Edição 1


Arquivo pessoal

Música Praiana

Arquivo pessoal

Fidura e Kiko Cardial lançam CD artesanal no meio de uma turnê independente e improvisada entre Bahia, Lisboa, Barcelona e Montpellier. Os irmãos de Ilhabela intitularam-no “Disco de Abrir Caminho” em Lisboa. De volta pra casa, voltam a tocar na noite de Ilhabela. A dupla encantou e se encantou nos bares europeus com sambas, choros, músicas autorais e muita brasilidade. Os videoclipes da viagem são encontrados no canal ‘Kiko Cardial’ do youtube. ●

Nova Música

Jogo de Azar – Felipe Blues Felipe lança mais uma música, chamada “Jogo de Azar”. A artista que participa do clipe é Helena Selena, também de Ilhabela. O som lembra um pouco Cazuza, mas a simbiose entre voz e o domínio do instrumento pelo artista torna bem particular a incursão musical. Veja no youtube! ●

Audax

Modo de preparo: fazer uma crosta de açúcar nas taças. Colocar todos os ingredientes em uma coqueteleira com exceção do grenadine, bater durante 4 a 5 segundos verter nas taças já com a crosta e colocar um lance de grenadine. ●

• 2,5cl Tequila • 2,5cl Gramarnier • 2cl Chartreuse • 2cl Suco de limão siciliano • 1cl Grenadine • Açúcar saborizado com pimenta rosa * 1cl equivale a 10 ml.

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Arquivo pessoal

SUGESTÃO DE DRINK Marcel Carlos Schumann Hess, 5o colocado no Campeonato Panamericano de Coquetelaria, realizado no México em 2014

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Abastecimento SABESP: 195 / (12) 3896-9263 ELEKTRO: (12) 0800-7010102

• Santa Casa de Misericórdia - R. Pe Bronislau Chereck, 15 - Centro - (12) 3896-1710 / 3896-1222 • Samu: 192

Transporte • Telestrada: 154 • Rodoviária de Ilhabela (Viação Litorânea)

GÁS

(12) 3895-8247 / 3895-8709

• PIACD Plano de Intensificação de Ações de Controle da Dengue: (12) 3896-9234

Bancos e Caixas Eletrônicos

• Liquigás:(12) 3896-4444

• Rodoviária de São Sebastião - (12) 3892-1072

• Ultragás:(12) 3895-8858

• Banco do Brasil - Av. Princesa Isabel, 2039 - Barra Velha - (12) 3895-1275

• Auto Viação Ilhabela (linhas municipais) (12) 3895-8258

• Bradesco - Rua Sérgio Rodrigues, 11 Perequê (12) 3896-1240

• Consigás:(12) 3895-7463 • Auto Posto Bela Ilha - Rua Dois Coqueiros,30 - Perequê - E-mail: autopostobelailha@gmail.com - Tel.: (12) 3896-1149

Saúde • CAPS Ilhabela - Centro de Atenção Psicossocial Rua Pedro de Freitas , 140 - Perequê - (12) 38965675 • Centro de Saúde - (12) 3896-1212 • Centro Médico Ilhabela - Av. Princesa Isabel, 1.673 - Loja 3 - Perequê - E-mail: centromedicoilhabela@ hotmail.com - (12) 3896-1193 • Clínica Aquarela - (12) 3895-7181 • Clínica Isis - (12) 3896-5077 • Hospital Municipal Gov. Mário Covas Jr. R. Professor Malaquias de Oliveira Freitas, 296 - Barra Velha - (12) 3895-8789 / 3895-3520

• Expresso Fênix (linhas municipais) Av. Tiradentes, 124 (12) 3895-8321 / 3895-8453 0800 771 7899 • Litorânea / Pássaro Marrom Ilhabela (linhas intermunicipais) - (12) 3895-8247 • Litorânea / Pássaro Marrom São Sebastião (linhas intermunicipais) - (12) 3892-1072 • Balsa - Dersa: São Sebastião: (12) 3892-1268 - Central e hora marcada: 0800-7733711 • Capitania dos Portos: (12) 3892-1555

Correio • Agência Ilhabela (Perequê) - Av. Cel Jose Vicente De Faria Lima - Perequê - (12) 3896-2437 - E-mail: spiacilhabela@correios.com.br - Horário de funcionamento: de segunda à sexta, das 9h às 17h • Agência Costa Sul (Centro) Av. Riachuelo. 5970 - Centro - (12) 3896-9182 Horário de funcionamento: de segunda à sexta, das 9h às 17h - Horário de almoço: das 12h às 13h

Diversos • Biblioteca - Barra Velha: (12) 3895-8890 • Cartório do Registro Civil e Tabelião de Notas: R. Dois Coqueiros, 216 lj 01 a 04 - Perequê - (12) 3896-5429 • Procon: Rua Prefeito Mariano P. de A. Carvalho, 128 Perequê - (12) 3896-9220 / 3896-3036 / 3896-5677 • Vigilância Sanitária: (12) 3896-9248 • Defesa Civil: 199 / (12) 3896-9203 • Disque denúncia: 197 • Junta Militar: Rua Dr. Carvalho, 234 - Centro - (12) 3896-2288

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• PAT - Posto de Atendimento ao Trabalhador: Rua Prefeito Mariano Procópio de Araújo, nº 128 - Perequê - (12) 3896-9226

• Caixa Econômica Federal - Praça Cel. Julião - Centro (12) 3896-9300 • Itaú - Av. Princesa Isabel, 1298 - Perequê - (12) 38963653 • Santander - Rua Pref. Mariano Procópio de A. Carvalho, 39 - Perequê - (12) 3896-9100

Farmácia • Drogaria Barra Velha - Av. Princesa Isabel, 2662 - Barra Velha - (12) 3895-8419 / 3895-7187 • Drogaria Nova Roma - R. Padroeira, 155 - Vila - (12) 3896-3151 • SOS Farma - Rua Pref. Mariano Procópio de A. Carvalho, 35 - Perequê - (12) 3896-5847

Táxi • Táxi Barra Velha - (12) 3895-8234 • Táxi Ferry Boat Ilhabela - (12) 3895-8587 • Táxi Perequê - 0800-7701817 • Táxi Vila - (12) 99714-1046

Polícia e Bombeiros • Bombeiros - Av. Guarda-Mor Lobo Viana, 1111 - Praia Porto Grande - (12) 3895-1045 • Delegacia da Polícia Civil - R. Joaquim Sampaio Oliveira 518 - Perequê - (12) 3895-8564 • Delegacia da Polícia Militar - R. Joaquim Sampaio Oliveira 518 - Perequê - (12) 3895-8562 • Polícia Ambiental - (12) 3896-0811 • Polícia Rodoviária Estadual - (12) 3822-1669 / 3423-1044

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Primeira edição!!!