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Escola E.B 2,3 de Celeirós Ano Lectivo 2008/2009

17 de Novembro “Dia Nacional do Não Fumador”

Embora seja do conhecimento geral, não é demais lembrar que o tabaco é composto por substâncias altamente nocivas para a saúde, quer dos fumadores, quer das pessoas que estão ao seu redor, os chamados fumadores passivos, sendo o tabagismo considerado, pela Organização Mundial de Saúde, a principal causa de mortalidade nos países desenvolvidos. Com as campanhas de sensibilização antitabágicas o número de fumadores tem vindo a diminuir, nos últimos anos em Portugal, no entanto, continuam a morrer pessoas devido ao consumo de tabaco. Os riscos da exposição ao fumo são elevados e as doenças cancerígenas e cardiovasculares atingem muitas pessoas. No próximo dia 17 de Novembro, a Escola E.B 2,3 de Celeirós assinala mais um Dia Nacional do Não Fumador… No âmbito do PELT, “Programa Escolas Livres de Tabaco”, os alunos desta escola, irão promover uma campanha de informação e sensibilização, que visa alertar a comunidade escolar, para os malefícios do consumo do tabaco, bem como alertar para os direitos dos não fumadores. Participa e contribui com a tua ajuda para a dinamização desta actividade, que visa sobretudo alertar a comunidade escolar para os malefícios do tabaco.

NÃO DEIXES QUE O TABACO TOME CONTA DE TI! A TUA SAÚDE AGRADECE…

_________________________________________________________________________________ Coordenadora do PELT e professores de Área de Projecto do 7º Ano de escolaridade. Helena McEvoy; Manuela Artilheiro; Margarida Castro; Paula Vasconcelos.


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Índice:

O que é o tabaco? Primeiros efeitos da nicotina? Cancro Doenças Cardiovasculares Durante a gravidez A luta contra a Droga O tabagismo do Mundo O tabaco e a saúde

_________________________________________________________________________________ Coordenadora do PELT e professores de Área de Projecto do 7º Ano de escolaridade. Helena McEvoy; Manuela Artilheiro; Margarida Castro; Paula Vasconcelos.


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O que é o tabaco? O tabaco é nome comum dado às plantas do género Nicotina (Solanacea), em particular a, originárias da América do Sul da qual é extraída a substância chamada nicotina. Os povos indígenas da América acreditavam que o tabaco tinha poderes medicinais e usavam-no em cerimónias. Foi trazida para a Europa pelos espanhóis, no início do século XVI. Era mascado ou, então, aspirado sob a forma de rapé (depois de secar as suas folhas). O corsário foi o responsável pela introdução do tabaco em Inglaterra em 1585, mas o uso de cachimbo só se generalizou graças a outro navegador. Um diplomata francês, de nome Jean Nicot (de onde deriva o nome da nicotina) aspirava-o moído rapé e percebeu que aliviava suas enxaquecas. Desta forma, enviou uma certa quantidade para que a então rainha da França, Catarina de Médicos, experimentasse no combate à suas enxaquecas. Com o sucesso deste "tratamento", o uso do rapé começou a se popularizar. O hábito de fumar o tabaco como mera demonstração de ostentação se originou na Espanha com a criação daquilo que seria o primeiro charuto. Tal prática foi levada a diversos continentes e, somente por volta de 1840, começaram os relatos do uso de cigarro. Neste ponto, a finalidade terapêutica original do tabaco já havia perdido seu lugar nas sociedades civilizadas para o hábito de fumar por prazer. Embora o uso do cigarro tenha tomado enormes proporções a partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), foi apenas em 1960 que foram publicados os primeiros relatos científicos que relacionavam o cigarro ao adoecimento do fumante. Pesquisas em âmbito mundial a respeito dos perigos do tabagismo são amplamente divulgadas, não cedendo espaço para dúvidas ou más interpretações. Tais pesquisas vêm demonstrar que o significado médico-terapêutico do tabaco caiu por terra há décadas, cedendo lugar ao combate à dependência química que as substâncias constantes do cigarro causam.

_________________________________________________________________________________ Coordenadora do PELT e professores de Área de Projecto do 7º Ano de escolaridade. Helena McEvoy; Manuela Artilheiro; Margarida Castro; Paula Vasconcelos.


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Primeiros efeitos da nicotina?

A nicotina tem a capacidade de atravessar rapidamente a barreira planetária, atingindo o feto. Alguns estudos experimentais em animais evidenciaram efeitos transgénicos, efeitos tóxicos, assim como algumas alterações neurológicas no feto quando submetidos a elevadas doses de nicotina. Outros estudos apoiam possíveis efeitos benéficos para o feto de uma mãe fumadora. Desta forma, poder-se-á considerar este tema como uma matéria bastante controversa. Estudos feitos em determinadas bactérias como a não demonstraram actividade genotóxica da nicotina. Porém noutras espécies como a a nicotina induziu danos a nível do DNA bacteriano. O acto de fumar aumenta o metabolismo de alguns compostos e diminui os níveis sanguíneos de certos fármacos como a feneceria, cafeína, teofilina, imipramina e a pentazocina, através de uma indução enzimática. O tabaco também reduz os efeitos diuréticos da furosemida, diminui o output cardíaco, antagoniza os efeitos hipotensores do propanolol. A nicotina é capaz de aumentar os níveis de cortisol e catecolaminas circulantes.

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Tabagismo/Saúde O tabaco é um dos maiores inimigos da sua saúde. A saúde é um estado de bem-estar Físico, psíquico, emocional e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. O estado de saúde é determinado por quatro factores: a biologia humana, o ambiente, o sistema de saúde e o estilo de vida - comportamento de saúde. O estado de saúde depende em muito de comportamentos saudáveis: não utilizar drogas (lícitas ou ilícitas), alimentar-se correctamente, conduzir com prudência, controlar o stress, praticar exercício físico. O impacto negativo do tabaco está bem estabelecido, na medida em que afecta directamente a qualidade e a quantidade de vida. A cardiopatia isquémica e o cancro do pulmão são os principais contribuintes para o excesso de mortalidade relacionada com o tabaco. Todavia, existe uma forte relação dose-resposta entre o consumo do tabaco e o excesso da mortalidade, medida pela idade de início do hábito de fumar, o número de cigarros consumidos, o número de anos de tabagismo e a profundidade da inalação. Os primeiros cigarros fumados têm consequências negativas para a saúde, bastam sete segundos para a nicotina atingir o cérebro, estimulando os neurónios. As complicações incluem: a ocorrência de vertigens, olhos a chorar, as mãos a tremer, os músculos tensos, enjoo, alteração no gosto e no cheiro, aumento da pressão sanguínea. Investigações comprovam que fumar, mesmo que seja só um cigarro, pode trazer graves consequências para a “saúde do seu coração”, podendo, inclusivamente, resultar numa diminuição da capacidade respiratória. Fumar, mesmo que seja apenas um cigarro, pode provocar uma mudança na função principal de bombeamento do coração. _________________________________________________________________________________ Coordenadora do PELT e professores de Área de Projecto do 7º Ano de escolaridade. Helena McEvoy; Manuela Artilheiro; Margarida Castro; Paula Vasconcelos.


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Fumar prejudica a ventilação pulmonar, o transporte de O2 no sangue, prejudica o rendimento físico é incompatível com o desporto de alta competição.

As vantagens de não fumar incluem: bem-estar, respirar sem problemas e sem tosse, hálito agradável, dentes e dedos sem manchas amarelas, cheirar a limpo. Fumar é um dos principais comportamentos perniciosos para a saúde.

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Cancro O fumo é responsável por 30% das mortes por cancro e 90% das mortes por cancro de pulmão. Os outros tipos de cancro relacionados com o uso do cigarro são: cancro de boca, laringe, faringe, esófago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero. O fumo está associado a um aumento de risco de uma diversidade de cancros. Dos quase 5 000 componentes do tabaco, mais de 50 demonstraram ser carcinogénicas. Estimase que 30% de todos os cancros, em países desenvolvidos, estão relacionados com o tabaco: • • • • • •

Cancro do pulmão. Cancro da cavidade oral (lábios, boca, língua), laringe e faringe. Cancro do esófago. Cancro do pâncreas. Cancro da bexiga e rins. Cancro do colo do útero.

A TUA SAÚDE _________________________________________________________________________________ Coordenadora do PELT e professores de Área de Projecto do 7º Ano de escolaridade. Helena McEvoy; Manuela Artilheiro; Margarida Castro; Paula Vasconcelos.


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AGRADECE… NÃO DEIXES QUE O TABACO TOME CONTA DE TI!

Luta contra a droga A luta contra a droga assume diferentes aspectos, sendo os principais a prevenção da toxicodependência e a luta contra o tráfico ilícito. Em função dos diferentes tipos de acção que desenvolve, a União Europeia dispõe de bases jurídicas específicas. A luta contra o tráfico de droga foi claramente identificada pelo Tratado de Amesterdão como um dos objectivos do novo Título VI do Tratado da União Europeia. Por conseguinte, a luta contra o tráfico ilícito de droga é abrangida pela cooperação policial e judiciária em matéria penal. Quanto à prevenção da toxicodependência, é abrangida pelo artigo 152.º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, nos termos do qual a «acção da Comunidade será complementar da acção empreendida pelos Estados-Membros na redução dos efeitos nocivos da droga sobre a saúde, nomeadamente através da informação e da prevenção». Na sequência dos Conselhos Europeus de Cardiff (Junho de 1998) e de Viena (Dezembro de 1998), o Conselho, a Comissão e o Parlamento Europeu foram convidados a elaborar um plano global estratégico de luta contra a droga para suceder ao existente, relativo a 1995-1999. A Comissão respondeu a esta solicitação apresentando: O Conselho Europeu aprovou, em Dezembro de 2004, uma estratégia europeia de luta contra a droga, para o período de 2005-2012. Comporta dois planos de acção para os períodos de 2005-2008 e 2008-2012. A luta contra o tráfico ilícito de droga é gerida pela Unidade «Drogas» da Europol, que facilita a cooperação policial e aduaneira entre os Estados-Membros. _________________________________________________________________________________ Coordenadora do PELT e professores de Área de Projecto do 7º Ano de escolaridade. Helena McEvoy; Manuela Artilheiro; Margarida Castro; Paula Vasconcelos.


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O Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, sediado em Lisboa, tem a incumbência de facultar informações objectivas, fiáveis e comparáveis, que proporcionem à Comissão e aos Estados-Membros uma visão de conjunto sobre o fenómeno da droga e da toxicodependência, bem como respectivas consequências.

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Durante a gravidez

O tabagismo pode atrasar a concepção, e durante a gravidez pode afectar de modo negativo o feto. Os recém-nascidos das mães fumadoras pesam menos que os das não fumadoras. O tabagismo materno durante a gravidez pode afectar a médio prazo o desenvolvimento físico e intelectual da criança.

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Doenças Cardiovasculares Doença Arterial Coronária: esta doença afecta os principais vasos sanguíneos que irrigam o coração, estreitando-os e reduzindo desta forma o fluxo sanguíneo. É caracterizada por depósitos de gordura que se acumulam nas células que revestem a parede das artérias coronárias, obstruindo o fluxo sanguíneo.

Aterosclerose: quando ocorre o depósito de placas (ateromas), essencialmente compostas por lipídos e tecido fibroso, nas paredes dos vasos sanguíneos o diâmetro do vaso vai diminuindo progressivamente, chegando mesmo a ocorrer a obstrução total do mesmo. Trata-se de uma doença lenta e progressiva. A Aterosclerose é a principal causa dos Acidentes Vasculares Cerebrais e da Doença Arterial Coronária.

Cardiopatia Isquémica: utiliza-se este termo para descrever as doenças resultantes dos depósitos de ateromas, que conduzem à redução do Lúmen das artérias coronárias. Se ao invés desta redução se verificar uma obstrução total do vaso, pode ocorrer um Enfarte do Miocárdio ou ser causada Angina de Peito.

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Tabagismo

Tabagismo no mundo

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumadores. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres têm o hábito de fumar. O hábito de fumar (tabagismo) - acto voluntário de inalar o fumo da queima do tabaco - independentemente da qualidade, quantidade ou frequência, constitui a causa mais importante de mortalidade evitável nos países desenvolvidos.

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O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Na Europa, o fumo do tabaco é responsável por um milhão e 200 mil mortes anuais, prevendo-se que, em 2020, este número ascenda a dois milhões.

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dia do não fumador