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Portfólio Estudos Sobre a Contemporaneidade II

Professora: Maria Dolores

Aluna: Maria Clara dos Santos Ferreira

Feito com muita dor e amor!

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© 2019 by autores Direitos para esta edição cedidos àUFBA. Feito o depósito legal. Universidade Federal da Bahia <www.ufba.com> Campus Federação Estudos sobre a contemporaneidade Coordenação Editor da Coleção Foto da capa Capa e projeto gráfico

Nome do Coordenador Maria Dolores xxxxxx Maria Clara Ferreira

s5670t, , 2019 Estudo sobre a contemporaneidade II, Maria Clara Ferreira,. Salvador: Editora UFBA 1 50p. ISBN:17-83503-57-0 1. ESCII 2. pORTFÓLIO 2. ESCII CDD:1355.12

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CDU: 132. 167. 1 (72) - 0

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SUMÁRIO MODULO DE POLÍTICA PROBLEMATIZAÇÃO DO CONCEITO DE POLÍTICA Política: aproximações conceituais e históricas | P (9-10) O Estado e os sujeitos da política: representação e processos de subalternização | P (12-14-) Política e micropolítica | P (15-16) Políticas de vida, políticas de morte: biopoder e necropolítica | P (18-22) DA MODERNIDADE À CONTEMPORANEIDADE O moderno e o contemporâneo em uma clivagem colonial; | P (25-26) Estado: uma ficção | P (27-28) Política em comunidades imaginadas: outros moduladores de identificação | P (30) DIMENSÕES DA POLÍTICA NA CONTEMPORANEIDADE “Com uma canção também se luta” - arte e política: questões para a contemporaneidade| P (33-34) A chamada crise democrática | P (35-36)

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MODULO DE ECONÔMIA/TRABALHO PANORAMA HISTÓRICO DAS RELAÇÕES ENTRE ECONOMIA E TRABALHO Como as riquezas se formam: capitalismo, modernidade, colonialismo e escravidão | P (39-41) Trabalho e colonialidade | P (42-45) TRABALHO NA CONTEMPORANEIDADE Usos e desusos do trabalho acadêmico-científico; | P (47-51) Mais uma vez, a insistência no sujeito: trabalho, raça, gênero, sexualidade e classe | P (52-55) PERSPECTIVAS PARA O MUNDO DO TRABALHO Desemprego e precarização do trabalho | P (57-59) Categorias contemporâneas do trabalho | P (59-60) SEMINÁRIOS Criminologia crítica| P (62-63) Racismo recreativo | P (64) Reflexões sobre micro e macro política | P (65) Apropriação cultural: até onde opera o poder| P (66-67) A naturalização do racismo e as dificuldades no mercado de trabalho| P (68) Modelos altrnativos ao capitalismo | P (69) A relação da romantização homem-trabalho| P (70) Precarização do trabalho| P (71) Pedagogia Griô | P (72) Trabalho contemporáneo| P (73) Arte como transformadora do indivíduo| P (74)

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PROBLEMATIZAÇÃO DO CONCEITO DE POLÍTICA

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Foucault e Deleuuze - Os intelectuais e o poder Hanna Arendt - O que é política? bell hooks - Abraçar a mudança: o ensino no mundo multicultural.

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REINTERPRET

Política? Pluralidade

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TRANSITO ENTRE AUTORXS

Baseada não só no ambito de “pode”, e sim na diversidade do homem, de suas semelhanças, aceitações e

A política surge no intra-espaço e se estabelece como relação, portanto, não deve ser vista como uma única coisa.

INTELECTUAIS | PODER “O intelectual é ao mesmo tempo “objeto e instrumento” do sistema de poder, ou seja, o papel do intelectual não é mais o de se colocar “um pouco na frente ou um pouco de lado” para dizer a verdade de todos, é antes o de lutar contra as formas de poder exatamente onde ele é, ao mesmo tempo, o objeto e o instrumento na PORTFÓLIO 9

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Relação

ordem do saber, da “verdade”, da “consciência”, do discurso. Desse modo, Foucault acredita que a teoria não expressará, não traduzirá uma prática. Ela é uma prática.

“A teoria é uma caixa de ferramentas” “ Onde há o poder, ele se exerce. Ninguém é, propriamente falando, seu titular; e, no entatno, ele sempre se exerce em determinada direção, com uns de um lado e outros do outro.”

elação

MUNDO MULTICULTURAL?

Para bell hooks, as discussões sobre multiculturalismo na educação são insuficientes, sendo que muita(o)s professora(e)s perturbam-se com as implicações políticas de uma educação multicultural por temerem perder o controle da turma. Não só por medo de perder a posição como superior, por exemplo, no Brasil, além da ideia de superioridade dos docentes, também seria de grande impacto por conta da intolerâncoa/ preconceito.

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Luiza Bairros -0 Orfeu e Poder Vércia Gonçalves Conceição - Nação, nacionalismo e etnicidade a partir das fronteiras: pensando a população transgênero Grada Kilomba - A mascára/Quem pode falar?

ORFEU | PODER Uma perspectiva afro-americana sobre a política racial no Brasil Diáspora africana. Um negro é antes de tudo um negro. “o racismo antinegro, estabelecido globalmente, nos permite incorporar experiências que dizem respeito não apenas a nossa realidade mais imediata, mas também a de outros negros, mesmo que nunca as tenhamos vivenciado diretamente.” CULTURALISMO A diáspora como um problema. A dimensão afi-o-diaspórica é incorporada, analiticamente, mais como um problema do que como elemento de compreensão das trocas que se efetivam entre negros espalhados em diferentes partes do mundo. O argumento, que busca situar as causas da pouca eficácia do movimento negro até 1988 no quadro da política racial brasileira, é elaborado com base no pressuposto de que as lutas não podem ser recriadas fora do PORTFÓLIO 12

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contexto que as originou. Dessa perspectiva, o movimento negro teria falhado menos pela falta de recursos materiais, do que pela adoção de aspectos simbólicos da diáspora africana - expressões artisticas, políticas e ideológicas criadas por negros em outras partes do mundo -, dissociando esses símbolos das suas climensões práticas: organização política de base, boicotes, desobediência civil, luta armada, entre outras.

Brasil | Nação?

Apenas no sentido clássico.

Ao priorizar um discurso de homogeinização da população, sem considerar as diferenças, apagando a existência de diversos grupos, em seu discurso de nação, o Brasil, acaba por divergir do que se deve, já que nação se estabelece a partir das relações. Portanto na busca da hegemonização, grande parte da população é violada, já que a pluralidade é desconsiderada. XXI Na tentativa de se voltar para uma política publíca mais plura, “privilegiou”, populações indígenas, negro|quilombola, feminina... Porém continuando a se obster em relação a população trans, invisibilizando-a e ignorando a sua existência. O brasil como uma nação cisgênero, ainda é muito forte, em questões de políticas públicas. A população trans é completamente violada, apesar do conceito de política ser baseado na puralidade das relações. PORTFÓLIO 13

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Quem pode falar?

Uto

Por: Clara Ferreira

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Para: Texto da Grada Kilomba

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Utopia

Gilles Deleuze - O Devir revolucionário e as criações políticas: entrevista de Gilles Deleuze a Toni Negri. Suely Rolnik - A hora da micropolítica. Ângela Figueiredo - A Marcha das Mulheres Negras conclama por um novo pacto civilizatório: descolonização das mentes, dos corpos e dos espaços frente às novas faces da colonialidade do poder.

opia

“As minorias e as maiorias não se distinguem pelo número. Uma minoria pode ser mais numerosa que uma maioria. O que define a maioria é um modelo ao qual é preciso estar conforme: por exemplo, o europeu médio adulto macho habitante das cidades… Ao passo que uma minoria não tem modelo, é um devir, um processo. Pode-se dizer que a maioria não é ninguém.” “O povo é sempre uma minoria criadora, e que permanece tal, mesmo quando conquista uma maioria: as duas coisas podem coexistir porque não são vividas no mesmo plano.”

Subjetivaçã

“A utopia não é um bom conceito: há antes uma “fabulação” comum ao povo e à arte. Seria preciso retomar a noção bergsoniana de fabulação para dar-lhe um sentido político.”

sociedades de disciplina PORTFÓLIO 15

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‘Pode-se com efeito falar de processos de subjetivação quando se considera as diversas maneiras pelas quais os indivíduos ou as coletividades se constituem como sujeitos: tais processos só valem na medida em que, quando acontecem, escapam tanto aos saberes constituídos como aos poderes dominantes. Mesmo se na sequência eles engendram novos poderes ou tornam a integrar novos saberes.” “Acreditar no mundo significa principalmente suscitar acontecimentos, mesmo pequenos, que escapem ao controle, ou engendrar novos espaços-tempos, mesmo de superfície ou volume reduzidos. É o que você chama de pietàs. É ao nível de cada tentativa que se avaliam a capacidade de resistência ou, ao contrário, a submissão a um controle. Necessita-se ao mesmo tempo de criação e povo.”

inconsciente colonial-capitalístico

MICROPOLÍTICA A partir de uma comunidade transnacional, informal, múltipla e variável, detectar o intolerável e buscar formas de combatê-lo, através de um olhar micropolítico. O que orienta este olhar é uma bússola ética, cuja agulha aponta para tudo aquilo que impede a afirmação da vida, sua preservação e sua expansão.

Limites de esquerda PORTFÓLIO 16

subjetividade PORTFÓLIO 16


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Abdias do Nascimento - O Embranquecimento Cultural: Outra Estratégia de Genocídio. Achille Mbembe - O biopoder e a relaçao de Inimizade. Peter Pelbart - Poder Sobre a Vida, Potências da Vida. Ana Flauzina - A carne mais barata do mercado.

GENOCÍDIO “Nos temos a África em nossas cozinhas, América em nossas selvas, e Europa em nossas salas de visita” “O sistema educacional funciona como aparelhamento de controle nessa estrutura de discriminação cultural” “Se consciência é memória e futuro, quando e onde está a memória africana, parte inalienável da consciência brasileira, no currículo escolar?”

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“Tampouco à universalidade da uiversidade brasileira o mundo negro-africano tem acesso.” Onde e quando a história da África, o desenvolvimento de suas culturas e civilizações, as características do seu povo, foram ou são ensinadas nas escolas brasileiras? Quando há alguma referência ao africano ou negro,é no sentido do afastamento e da alienação da identidade negra” “Para conceptualizar esse fenômeno, (...) as autoridades brancas, usando a técnica antiga, de divisão-e-conquista, decidiram sacrificar a pureza da cultura lusa a necessidade maior de dominar eficientemente as massas africanas e criaram “batuques··, “nações”, “fraternidades”, e outras entidades capazes de fornecer controle social ao preço da “contaminação” da cultura dominante.” You don’t know me Bet you’ll never get to know me Não, você não me conhece Eu sou África, eu sou arte E esse seu Grito, não me afeta Eu sou a primeira presidente da Libéria Mas tudo que espõe sobre mim é miséria Eu mudei a história da medicina, e isso é fato Mas ainda assim, ignoram meu ato Sou a maior atleta do século E ainda tem gente para me tratar como objetivo PORTFÓLIO 19

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Lutamos pela independência E vocês simplesmente fingem demência Eu sou a primeira romancista da história Mas nas redes, a branquitude quer apagar minha memória Eu sou o verdadeiro criador do blues Mas provavelmente você não acredite, pois a branquitude te seduz Eu sou símbolo dos meus direitos E não levanto para você sentar de nenhum jeito Eu sou símbolo de liberdade Mas partes minhas foram mortas por simplesmente falar a verdade Eu sou criador de língua própria Mas insistem em dizer que a minha recepção da língua foi imprópria Ousam em dizer que a nossa relação foi de contato puro Claro, a chibatada não foi nas suas costas Ousam mais ainda em nos dizer que por conta da miscigenação o racismo não existe Ah se fosse assim, partes minhas não estariam mortas Muitas partes minhas foram queimadas Mas existem muito mais para serem lembradas Vocês tentam apagar minha história E não vão conseguir Pois vou ficar guardada na memória A atual estratégia, é por onde eu passar afirmar que sou ladrão Mas não fui eu que roubei movimentos culturais quando vi que entrariam em ascensão Tentam roubar nossa história, sem viver nossa realidade Seu background cultural é ser branco Enquanto nós, possuímos a cultura de verdade! ( Clara Ferreira ) PORTFÓLIO 20

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BIOPODER | INIMIZADE? “Fazer viver, deixar morrer” (Faucoult) O poder de matar em um sistema político centrado no biopoder é o racismo. “A ideologia que define história como uma luta econômica de classes” A raça foi sempre sombra no pensamento e nas práticas de política do Ocidente. O direito soberano de matar não está sujeito a qualquer regra nas colônias. Lá, o soberano pode matar a qualquer momento ou de qualquer maneira. A guerra colonial não está sujeita a normas legais e institucionais. Com essa possível segregação racial, também propagada pelo biopoder, populações estão sujeitas a diversos tipos de violação.

PODER | POTÊNCIA | VIDAS “...hoje em dia, ao lado das lutas tradicionais contra a dominação (de um povo sobre outro, por exemplo) e contra a exploração (de uma classe sobre outra, por exemplo), é a luta contra as formas de assujeitamento, isto é, de submissão da subjetividade, que prevalecem.” “Talvez o desafio atual seja intensificar esses estalos e rachaduras a partir da biopotência da PORTFÓLIO 21

Dominação PORTFÓLIO 21


biopotência da multidão

multidão. Afinal o poder, como diz Negri inspirado em Espinosa, é superstição, organização do medo: “Ao lado do poder, há sempre a potência. Ao lado da dominação, há sempre a insubordinação. E trata-se de cavar, de continuar a cavar, a partir do ponto mais baixo: este ponto ... é simplesmente lá onde as pessoas sofrem, ali onde elas são as mais pobres e as mais exploradas; ali onde as linguagens e os sentidos estão mais separados de qualquer poder de ação e onde, no entanto, ele existe; pois tudo isso é a vida e não a morte.”

ESTADO E BIOPODER VIDA RACISMO MORTE PORTFÓLIO 22

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O BARATO, SÁI CARO! SÓ DEPENDE PARA QUEM.

MINHA CARNE TEM VALOR E NÃO PREÇO!

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ME DEIXE VIVER E NÃO ME FAÇA PORTFÓLIO 23 MORRER!


DA MODERNIDADE À CONTEMPORANEIDADE

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Paul Gilroy - O Prefácio à Edição Brasileira. O Atlântico Negro. Rosa Amelia Plummelle-uribe - Da Barbárie Colonial à Política Nazista de Extermínio. Frantz Fanon - Os condenados da terra.

O ATLÂNTICO NEGRO Em seu prefácio, Paul Gilroy, refere-se metaforicamente às estruturas transnacionais criadas na modernidade que se desenvolveram e deram origem a um sistema de comunicações globais marcado por fluxos e trocas culturais. A formação dessa rede possibilitou às populações negras durante a diáspora africana formarem uma cultura que não pode ser identificada exclusivamente como caribenha, africana, americana, ou britânica, mas todas elas ao mesmo tempo. Trata-se da cultura do Atlântico Negro, uma cultura que pelo seu caráter híbrido não se encontra circunscrita às fronteiras étnicas ou nacionais.

COLONIALISMO | NAZISMO O domínio colonial sobre outros povos tem sempre fornecido as condições indispensáveis para a introdução de sistemas de subjugação e desumanização friamente regulamentados. Foi esse o caso no universo concentracionário da América, onde as potências coloniais inPORTFÓLIO 25

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ventaram um sistema jurídico dentro do qual a bestialização dos negros, por serem negros, se fazia com toda a legalidade. No século XIX, a colonização britânica da Austrália recomeçou o genocídio cometido na América doNorte.

Uma cultura de extermínio

Uma cultura de extermínio

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CONDENADOS “Há séculos que a Europa impede o avanço dos outros homens e os submete a seus desígnios e à sua glória; há séculos que, em nome de uma suposta “aventura espiritual”, vem asfixiando a quase totalidade da humanidade. Vemola hoje oscilar entre a desintegração atômica e a desintegração espiritual.“ “A condição humana, os projetos do homem, a colaboração entre os homens para as tarefas que aumentam a totalidade do homem são problemas novos que exigem verdadeiras invenções. decidamos não imitar a Europa e retesemos nossos musculos e nosso cérebro numa direção nova. Tratemos de inventar o homem toPORTFÓLIO 27

tal que a Europa foi incapaz de fazer triunfar.“ “Sim, o espírito europeu teve fundamentos singulares. Tôda a reflexão européia se desenvolveu em lugares cada vez mais desérticos, cada vez mais escarpados, Assim, tornou~se hábito encontrar aí cada vez menos o homem. ” A líumanidade espera de nós uma coisa bem diferente dessa imitação caricatura1 e,. no conjunto, obscena”. “Se queremos corresponder à expectativa de: nossos povos Temos de procurar noutra parte, não na Europa... ”’PeIa Europa, por nós mesmos e pela humanidade,camaradas, temos de mudar de procedimento, desenvolver um pensamento novo, tentar colocar de pé um homem novo. PORTFÓLIO 27


nos

Filme “Quilombo Rio dos Macacos”, direção de Josias Pires. Marli Matheus - Por um Direito Quilombola: o caso daComunidade Rio dos Macacos x Marinha do Brasil. Lélia Gonzales - A categoria político-cultural de amefricanidade.

Amefricanos

AMEFRICANIDADE

“O termo afromaericano refleta uma primeira reflexão. Só existiram negros nos EUA e não em todo continente? E a outra que aponta para a reprodução inconsciente da posição imperalista dos Estados Unidos, chamando seus habitantes de americanos, que afirmam ser “A AMÉRICA”. Afinal o que dizer dos outros habitantes da america do sul, insular, central e do norte?” “Quanto a nós, negros, como podemos assumir uma consciência efetiva de nós mesmos, enquanto descendentes de africanos, se permanecemos prisioneiros, “cativos de uma linguaguem racista?“ “As implicacçoes políticas e culturais da categoria de amefricanidade são, de fato, democráticas : exatamente porque o próprio termo nos permite ultrapassar as limitações de carácter territoriall, linguístico e ideológico, abrindo novas perspectivas para um entendimento mais profundo nessa parte do mundo onde ela se manifesta, A AMÉRICA, commo um todo!“ PORTFÓLIO 28

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Ailton Krenak - Ideias para adiar o fim do mundo

MITO DA SUSTENTABILIDADE Inventado pelas corporações para justificar o assalto que fazem a nossa ideia de natureza. TERRA X HUMANIDADE

Luta dos Massai, no Quênia - Evitar a transformarção de uma montanha sagrada em um parque. A humanidade vive/viverá em locais artificiais, produzidos pelas mesmas corporações que devoram florestas, montanhas e rios. MONSTRO CORPORATIVO

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DIMENSÕES DA POLÍTICA NA CONTEMPORANEIDADE

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Amailton Magon Azevedo - Samba: um Ritmo Negro de Resistência. Jaques Rancière - As razões de um Ódio. Lande Onawale - Ditadura branca. Manuela Sanches: “A negritude como uma “celebração da diferença que não exclui os intercâmbios transculturais”. Stuart Hall: “Afirma que esse modo de viver é resultado de complexas relações entre as origens africanas e as dispersões da diáspora. No diálogo entre culturas, elabora inovações linguísticas, estilização do corpo, estilos de cabelos, gingados, novas formas de companheirismo e comunitarismo. Oestilo, a música e o corpo negro irrompem novas estratégias subterrâneas de recodificação e transcodificação da cultura, bem como significação crítica e como um ato de significar a partir de materiais preexistentes.” Homi Bhabha: “a emergência de um cosmopolitismo vernacular, dissonante ao estilo de vida ocidental, ou seja, outras formas de vida e autorrepresentação avessas aos estereótipos coloniais.” Muniz Sodré: “e o negro no Brasil foi capaz de resistir e de impedir que o seu corpo se tornasse uma máquina coisificada.” A cultura negra no Brasil guarda forte pertença de valores afro-atlânticos. PORTFÓLIO 33

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“As heranças jeje-nagô e congo/angola definiram outro paradigma civilizatório, avesso ao modelo ocidental de cidade. Ancorado numa ética comunitária, o “Terreiro” seria a contranarrativa teimosa de outro padrão que irrompeu um “projeto aberto”, permitindo afirmar a diferença étnica e cultural.” “Passada a sanha de querer embranquecer o país com a política de imigração da República Velha, a cidade foi tomada por outras ondas migratórias, dentre elas, a de negros e mestiços do Nordeste e do Brasil Central. Com eles, as práticas rítmicas e festivas herdadas reanimaram culturalmente o centro e a periferia da metrópole, sem esquecer, contudo, das contribuições dos antigos redutos negros da cidade concentrados nos bairros da Barra Funda, Bixiga, Glicério, onde o samba paulista nasceu. Deve-se considerar também a presença das irmandades negras, como a que se formou em torno da construção da Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no antigo Largo do Rosário, em 1711, transferida para a região do Largo do Paissandu em 1906. “ O samba se tornou um simbolo do nacionalismo brasileiro, entretado, devido ao regime do período, Estado Novo, não eram todos os sambas, vários sambas de protestos foram crucuficados na época, por conta da censura. PORTFÓLIO 34

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AS RAZÕES DE UM ÓDIO “Não vivemos em democracias. Tampouco vivemos em campos, como garantem certos autores que nos veem submetidos à léi de excessão do governo biopolítico. Vivemos em Estados de direito oligárquicos, isto é, em Estados que o poder da oliguarquia é limitado pelo duplo reconhecimento da soberania popular e das liberdades individuais.”

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DITADURA BRANCA DITADURA BRANCA, Lande Onawale no brasil, a ditadura nunca se extinguiu para a gente da pele escura a anti-lei o falso indício a tortura Revista Organismo, nº 7, orgs. Nelson Maca e Berimba de Jesus. Salvador, Bahia, 2019.

As obras desses quatro artistas, em diálogo com a A presença negra, revelam pelo menos dois desdobramentos importantes para compreendermos o papel das performances na produção social de sentidos compartilhados. Em primeiro lugar, apontam para a naturalização da presença, usos e práticas de certos grupos sociais no âmbito da arte contemporânea, ela mesma colonizada e produtora de preconceitos. Em segundo, tanto esses artistas quanto o coletivo APresença Negra nos permitem refletir acerca da importância do corpo como forma de estar, problematizar e usar os espaços tidos por culturalmente legítimos. PORTFÓLIO 36

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PRESENÇAS: A PERFORMANCE NEGRA COMO CORPO POLÍTICO

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PANORAMA HISTÓRICO DAS RELAÇÕES ENTRE ECONOMIA E TRABALHO

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Miriam Lang - Alternativas ao desenvolvimento Aimé Cesaire - Discurso sobre o colonialismo. Achille Mbembe - Epílogo – Existe um só Mundo. Crítica da Razão Negra.

DESENVOLVIMENTO ”O desafio consiste em não somente utilizar, mas em também transformar profundamente os próprios aparatos estatais e as relações entre Estado e sociedade – e para isso é necessário contar com uma sociedade fortemente organizada, autônoma, capaz de pressionar legitimamente os atores estatais.” “Diferentemente do “desenvolvimento”, que pretende seguir um caminho traçado, universalmente válido e baseado no conhecimento “especialista” e na ciência moderna, asalternativas são multiformes, têm sujeitos diversos, ocorrem em muitos âmbitos e em sentidos temporais variados. Seus horizontes são os bons viveres, no plural, sempre contextualizados, baseados na aprendizagem coletiva, para superar não apenas o capitalismo enquanto relação capital trabalho, como também as dimensões do patriarcado, do colonialismo e das relações depredadoras com a Natureza sobre as quais aquele se ergue. A transformação não é algo que se espera para um futuro longínquo, como sugeria a ideia de revolução, mas se dá em tempo presente: começa PORTFÓLIO 39

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com a transformação da subjetividade e das relações interpessoais, das práticas cotidianas.”

COLONIALISMO “Uma civilização que se revela incapaz de resolver os problemas que o seu funcionamento suscita, é uma civilização decadente.” COLONIZAÇÃO = COISIFICAÇÃO

Cesaire deixa transparecer neste texto um projecto. Mas, não se trata de reviver uma sociedade que se sabe morta, nem de um impossível retorno. E se tivesse de pontuar uma crítica a Césaire, esta focaria o que me parece uma idealização, em algumas passagens, do que ele chama de civilizações para europeias, anti-capitalistas. Mas compreendo o contexto em que ele o faz. Pois ao mesmo tempo em que deixa claro que tem de fazer e fará uma “apologia sistemática” dessas civilizações, matiza suas próprias afirmações, quando não considera tais sociedades todas homogéneas, propondo que a acção perniciosa do colonizador encontrou vectores nas assimetrias e injustiças previamente existentes, tratando de acirrá-las. Mas retornando à ideia do projecto. Se não se trata de retorno, tampouco do prolongamento da sociedade colonial. Trata-se de criar uma sociedade nova. Estamos falando do “despertar da PORTFÓLIO 40

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África”, bem como da América, por extensão, e, ainda que A. Césaire não o diga com estas palavras, também de um necessário despertar da Europa (à qual o texto agrega os Estados Unidos, como um agente de outra forma de colonialismo, não menos perigosa). Assim, não é acaso o fato de A. Césaire ter enunciado, de início, como os dois principais problemas engendrados pelo regime burguês os seguintes: o problema do proletariado e o problema colonial. A Europa poderia se perder, tragada pelo “vazio” que criou a seu redor. A burguesia, que deixou para trás seu vigor de “classe ao ataque”, já não encarna o progresso e necessariamente apodrecerá. Mas não a Europa – sua reabilitação, para A. Césaire, reside na, e apenas na, revolução socialista.

EXISTE UM SÓ MUNDO? “A mola propussora inicial do capitalismo foi a dupla pulsão, por um lado, da violação ilimitada de toda forma de interdito, e por outro, da abolição de qualquer distinção entre os meios e os fins... Poder de capturar, poder de influência e de polarização, o capitalismo sempre precisou de subisídios raciais para explorar os recursos do planeta. Assim o foi ontem e assim o é hoje, ainda que esteja a recolonizar seu próprio centro e que as perspectivas de um devir-negro do mundo nunca tenha sido tão evidentes. ” PORTFÓLIO 41

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Lélia gonzales - Cultura, etnicidade e trabalho. Efeitos Linguísticos e Políticos da Exploração da Mulher. Angela Davis - Mulheres trabalhadoras, Mulheres Negras e a História do Movimento Sufragista. Gabriela Ramos - Quarto de despejo: trabalho doméstico, colonialidade e pósescravismo.

MULHER PRETA Eu tô cansada Cansada de ser rotulada Você diz que eu sou mãe Que eu sou pura Que eu sou submissa E que eu sou fraca Pura palhaçada, e deixa eu te dizer Sim, eu sou mulher e isso não te dá o direito de dizer o que eu sou ou o que eu devo fazer Você! Provavelmente compactua com isso Mas, parte da culpa não é sua Engraçado que a minha imagem foi construída por base religiosa Mas é vista como inferior na rua Ser mulher é algo utópico Mas isso para você é banal, eu entendo É tudo por conta do seu machismo estrutural Sim, é seu, você propaga o machismo Já que para você eu sou apenas um corpo e não

sujeito E não, não venha me dizer que sou eu que tô PORTFÓLIO 42

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de achismo Todos esses anos e você não muda Por mais que você seja escroto Sempre acham alguém para pôr a culpa É tão engraçado como é contraditório Diz que a maternidade é um lugar e a paternidade é para quem cuida Mas 150 milhões de filhos são abandonados pelo pai e tu vai me dizer que isso é ilusório Eu tô cansada Sou rotulada como um produto Como mulher, dou duro o dia inteiro E você não aguenta 5 minutos Eu tô cansada Tudo que você diz é mentira Basta olhar as entrelinhas Mais uma vez eu não te culpo por inteiro Pois parte da culpa também é minha Que aceitei tudo como verdade, sem nem questionar aquela linha Para alguns Você é o país dos burros Mas tem algo que sempre esquecem de lhe dizer Você realmente é o pai dos burros Pois só sendo burro para acreditar em você Essa é a verdade Passei a desacreditar de você por inteiro Eu descobri o meu verdadeiro dicionário PORTFÓLIO 43

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E ele se chama Sueli Carneiro É foda! Espero que sirva de aprendizado Talvez agora percebam o que tu tem perpetuado Pleno século 21 e tua base ainda é desigualdade de gênero Isso também me chocou Sua definições são machistas e contraditórias E não, não definem quem eu sou Não é como você diz Eu não sou só um corpo Não preciso ser mãe Não sou fraca Não sou mulher de ninguém Eu sou quem eu quiser Eu sou alma Eu sou corpo Eu sou sujeito Eu sou forte Eu sou foda Eu sou mulher! (Clara Ferreira)

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QUARTO DE DESPEJO “COMO SE FOSSE DA FAMÍLIA”

O Brasil tem seus quartos de despejo, aqueles lugares sociais que foram reservados para sujeitos com maiores vulnerabilidades e que foram submetidos a uma hierarquização de gênero e raça no mercado de trabalho. O trabalho doméstico é um destes cômodos, aquele em que foram condicionadas preponderantemente mulheres negras. Neste capítulo apresento os dados referentes a gênero e raça que demonstram o perfil da categoria. Mas sinalizo que o trabalho doméstico se caracteriza por ser uma ocupação das mulheres negras, não por uma condição imanente desses sujeitos, mas por elementos que já são há algum tempo investigados por outros campos das ciências sociais e humanas.

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TRABALHO NA CONTEMPORANEIDADE

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Ramón Grosfoguel - A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo/ epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Sueli Carneiro - Epistemicídio Sabtos Boaventura - Ecologia dos Saberes

OCIDENTE | EPISTEMICÍDIO Suicidaram Mateus Matavam Mateus todos os dias Mas ninguém percebeu Porque tudo que importava... Era quem não era Mateus O suicídio dele não veio do acaso Foi uma morte sistêmica Mas para ninguém isso importa Pois... cada um tem sua preferência epistemica Dona Ana é morta todo dia Trabalha como doméstica e saí de casa às 5h da manhã E ainda ouve do patrão que sem ele... Nada ela seria Assassinaram Maria Que estava feliz porque seus filhos iam comer melão pela primeira vez Mas, ela não chegou nem na metade do caminho que para casa faria Seu Pedro é morto hoje e também será amanhã Afinal, ele não é a “cara da empresa” Mas Ricardo, muito pelo contrário Esse aí já tem até fã PORTFÓLIO 47

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Estão matando Vanessa Que sai com suas madeixas crespas para o alto E ouve que mulher tem que sair arruma Não importa o que aconteça Estão matando Beatriz Que sempre soube que não quer ter filho E sempre ouve que não sabe o que diz Estão matando Andressa Que vive correndo atrás do seu desejo Se encaixar, na epistemi da princesa Mal sabe ela, que chegar perto do que dizem ser princesa Vai tirar dela, o que ela mais ama E não há drible Ser princesa na nossa sociedade Só significa, não ser livre Seguem matando João Que por não gostar de jogar bola Perdeu sua moral no quesito “machão” Para vocês, pouco importa, e é sem problema Afinal, propagar tudo isso... Te coloca dentro do sistema A cada minuto morre uma Marianna Que trabalha de domingo a domingo e mora sozinha Mas mesmo assim ela não presta Não tem nenhum homem preso a sua cama Seguem matando todos nós, e não falo só de quem usa farda Matam cada um de nós a todo momento... Nos fazem crer em contos de fadas Me diz que herói vem de cavalo branco Enquanto mães estão das 5h as 17h no trampo Estão matando todos nós, e não é só na bala PORTFÓLIO 48

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Propagam esteriótipos e arquétipos E nem precisam da fala Mas “violência gera violência” Não só idealizada, mas de forma sistêmica Tudo depende da conveniência Mas e aí, o que é que a gente faz com sua violência epistemica? E esse papinho de que são laços afetivos Nem vai colar Eu não nasci para passar pano Nos dois sentidos Estão matando todos nós E é sem condolência Mas tudo bem... Porque enquanto quem estiver morrendo Formos nós Violência não gera violência! E é tudo sem tem alarde Sabe porque? Cachorro que morde Não late! Eu precisava desabar, e vim, sem desculpa E nem adianta me dizer Que na real, é da epistemi a culpa Eu já não sei qual pancada é pior, a de casa ou da rua Então, nem me diga que a culpa não é sua Sempre fui aquele barquinho, que não tem porto E na real, eu nem faço ideia de como isso chegou até vc Pois afinal, eu já tô morto E ainda dizem que nas relações existentes, só o namoro é abusivo Mas nem importa, somos só corpos negros PORTFÓLIO 49

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Garotos gays morrem todo dia, e eu não fui exclusivo E mais uma vez, não foi atoa que isso aconteceu E eu fui só mais um condenado pela epistemi cristã Prazer, eu sou Mateus ( Clara Ferreira )

ECOLOGIA + SABERES O conceito de ecologia de saberes visa precisamente valorizar os diálogos entre movimentos sociais e entre eles e o conhecimento acadêmico progressista mas distante porque encerrado nas universidades e nos projectos de pesquisa. O conceito decorreu da minha experiência com movimentos sociais depois do FSM. Verifiquei que o problema não era apenas a distância entre o saber acadêmico e o saber popular. Era também a distância entre os saberes, conceitos, linguagens dos diferentes movimentos sociais, o que dificultava a a articulação nas lutas concretas. Por exemplo, uns falavam de emancipação e outros de libertação; uns tinham por objetivo os direitos humanos e outros a dignidade; uns falavam de terra e outros de território; uns defendiam a igualdade entre mulher e homem e outros a complementaridade igualitária. E por aí adiante.Acresce que estas diferenças eram e são fonte de equivocos e preconceitos que dividem os movimentos e os impedem de se unirem am lutas concretas. Esta desunião contrasta cada PORTFÓLIO 50

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vez mais com a forte unidade multinacional do neoliberalismo “Toda a reflexão epistemológica e teórica que tenho vindo a fazer vai no sentido de ultrapassar o preconceito universitário. A UPMS é um desses instrumentos e não é por acaso que insistimos em usar o termo Universidade apesar de na UPMS fazermos o oposto do que fazem as univeridades convencionais. O nosso objetivo foi ocupar o termo numa disputa de hegemonia. A UPMS visa precisamente levar os universitários a discutirem com não universitários em contextos não universitários e em trazer os conhecimentos e conhecedores não universitarios para dentro da universidade convencional. É o que eu chamo a extensão ao contrário. Fazer a contra-universidade tambem dentro da universidade.”

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Sílvia Federici - A Desvalorização do Trabalho Feminino. Florestan Fernandes - Luta de raças e de classes. In: ______. Significado do protesto negro. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1989.

Desvalorização TRABALHO FEMININO

Duranteo sec XVII, As mulheres haviam perdido espaço inclusive em empregos que haviam tradicionalmente ocupado, como a fabricação de cerveja e a realização de partos. As proletárias,em particular, encontraram dificuldades para obter qualquer emprego além daqueles com status mais baixos: empregadas domésticas (a ocupação de um terço da mão de obra feminina), trabalhadoras rurais, fiandeiras, tecelãs, bordadeiras, vendedoras ambulantes ou amas de leite. Como nos conta Merry Wiesner, entre outros, ganhava espaço (no direito, nos registros de impostos, nas ordenações das guildas) a suposiçãode que as mulheres não deviam trabalhar fora de casa e de que tinham apenas que participar na “produção” para ajudar seus maridos. Dizia-se até mesmo que qualquer trabalho feito por mulheres em sua casa era “não trabalho” e não possuía valor, mesmo quando voltado para o mercado.

Desvalo

LUTAS | RAÇA | CLASSE PORTFÓLIO 52

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Passam-se anos E nada muda Passam-se séculos E eu? Ainda tenho culpa Sou humilhada por manter o cabelo crespo E por não ser branca não é mesmo? Sou desvalorizada pela minha origem E se eu questionar? Vão dizer que foi vertigem Porque mulher preta que sabe o que fala... É mulher louca E ainda fazem tudo, para que eu cale a boca Diz que se eu for a fundo Provavelmente eu me afogue Mas no fundo do poço já estamos E Samara não assusta a ninguém, perto do que o meu povo sofre E não ficou tão evidente pq eles só mascaram e tu vai na onda E é tanto que eu só conheci a máscara Por causa da Grada Kilomba E sinceramente, eu não sei o que é pior Saber ou máscarar! E acabo nessa linha tênue Sabendo que o conhecimento sobre a máscara Não ta tendo e... Na verdade, assumiu uma forma diferente... no limite E se eu, mulher preta, for falar Vão ter muitos que critiquem Porque como dizem... Eu sou louca E para eles, o maior erro de preto? é ter boca Porque não existe desaforo que se coma E se não fossemos submetidos a censura... PORTFÓLIO 53

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Já estaríamos em Roma Diz que se a carne é preta é porque tá podre Mas violar mulheres pretas foi fácil Difícil mesmo é... Esconder seu podre Mulheres negras tiveram seus corpos violados Mas, para muitos... Mulher preta é a escória E é tudo que é contado na história O máximo que aparece é... que mulher preta é forte... mas não é batalhadora E ainda dizem que eu só sou livre Por conta da “branca salvadora” E nem é piada Não importa o que há Branco ta sempre no topo do sistema meritocrata E akatirene? Esquecida e abandonada Mérito nenhum eu tenho Foi tudo dado a Isabel Nossa grande salvadora, quem nos libertou Com uma simples... assinatura em um papel E se eu for falar, para você pareça até besteira Mas o domingo de 88, dia 13 Nos deixa mais horrorizados do que sexta-feira E de novo, não é piada Meus traços negróides contam minha história e dizem quem eu sou Mas segundo vocês Eu nem existo A não ser... No momento em que você gozou Sujeitas a essa pohha Mulheres pretas resistem PORTFÓLIO 54

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Mas isso... também é ignorado e sem desculpa Pois afinal, branco não pode levar culpa E ainda dizem que eu... sou a defeituosa E ... defeito de preto? É um defeito de cor E eu entendi o quanto isso nos afeta... Ao sentir na pele kehinde e Taiwo Ibêjis concretas, davam sorte Belas como se fossem orquestradas Mas com futuros destruídos Ao serem sequestradas Povos negros tratados como se tivessem validade Somos presos pelo nosso passado Amordaçados pela censura E ainda querem que eu acredite em “liberdade” ( Clara Ferreira)

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PERSPECTIVAS PARA O MUNDO DO TRABALHO

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Lélia Gonzalez - A juventude negra brasileira e a questão do desemprego.

IGUALDADE RACIAL? MITO!! Diz que “Somo todos iguais perante a lei” É o que se almeja O problema? é o que não deixam com que você veja Ou veja, mas de forma destorcida Porque todo preto tráfica e é ladrão E é só isso que cê vai ver na mídia E é daí para pior! Sua carne preta te faz refém Não importa se vc ta acompanhado ou anda só Na verdade, é tudo uma questão de perspectiva Hoje, você sai para comprar pão, e amanhã Amanhã sai a manchete “Homem é morto após trocar de tiros A polícia desconfia que ele vendia pó” E essa notícia se repete, mas já não causa espanto Porque ? De 10 pessoas que são assassinadas Apenas 3 delas são brancos Não, mas isso não é uma política de extermínio Desde de quando no Brasil há genocídio? Claro que não Porque branco ta sempre bem alocado Mas o preto da favela, é dispensado E é por isso que anda sempre com “sujeira na mão” Com sujeira na mão, e era só isso que ele fazia E essa informação Essa informação saiu da boca de um estudante, um PORTFÓLIO 57

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estudante branco Da Universidade Federal da Bahia Mas quem quer corre atrás, ele dizia Claro, eu posso competir com você Que sai de casa para estudar bem alimentado E eu de barriga vazia Para vocês é tudo muito fácil Nunca tiveram que escolher entre estudar e ter trabalho A política genocída impera, e eu não minto Eu já falei que esse cara não é mito Isso é só um mito Não tem pão com leite moça Que te faça ser favela Preto, não tem liberdade Mesmo morando nela “Somos todos iguais perante a lei” 2/3 da população morta é preta Sobreviver a mais um dia, só é a prova de que você vai ter que continuar lutando Enquanto infelizmente a maioria Só passa pano Não há liberdade Enquanto nos hospitais, eu recebo menos medicação por ser preta Mulheres brancas, estão completamente sem dor e a vontade “Mas é porque você não gosta de estudar Porque você não gosta de trabalhar” Que sua vida não muda Essa é a verdade! Eles dizem Mas deixam passar batido, que para estudar e traPORTFÓLIO 58

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balhar...precisa ter oportunidade Mas é só se esforçar que você passa Vai se foder você, e seu discurso meritocrata Ser preto é correr risco dia e noite Ser branco é “se permitir a experiência” Enquanto branco luta para comprar 1 carro por ano Preto luta para manter a própria existência Realmente, somos todos iguais Perante a lei! ( Clara Ferreira )

Pablo Quintero, Patrícia Figueira e Paz Concha Elizalde - Uma breve história dos estudos decoloniais,

ESTUDOS DECOLONIAIS MODERNIDADE X COLONIALIDADE

O decolonialismo como um conjunto heterogêneo de contribuições teóricas e investigativas sobre a colonialidade. O que cobre tanto as revisões historiográficas, os estudos de caso, a recuperação do pensamento crítico latino -americano, as formulações (re)conceitualizadoras, como as revisões e tentativas de expandir e revisar as indagações teóricas. É um espaço enunciativo6 não isento de contradições e conflitos, cujo ponto de coincidência é a problematização da colonialidade em suas diferentes formas, ligada a uma série de premissas epistêmicas PORTFÓLIO 59

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compartilhadas. A diferenças entre os estudos subalternos, o pós-colonialismo e a decolonialidade não acarretam necessariamente um empecilho à sua articulação, pois o uso conjunto dessas aproximações, longe de criar obstáculos a análise da colonialidade, em alguns casos a potencializa, graças à presença e integração de outros instrumentos analíticos e de tradições críticas que podem auxiliar na compreensão de suas dinâmicas.

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SEMINÁRIOS

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CRIMINOLOGIA CRÍTICA Por: Janine Pensando a constituição de um projeto de Estado “Esta é a língua do opressor, no entanto, eu preciso dela para falar com você”. Adrienne Rich Eu sou criador de língua própria Mas insistem em dizer que a minha recepção da língua foi imprópria Clara Ferreira

Principais autores : Alessandro Baratta; Cezar Roberto Bitencourt; Vera Malaguti Batista.

Crime não é ontológico; Negação do princípio do interesse social e do delito natural: Interesses: “os interesses protegidos através do direito penal não são, pois, interesses comuns a todos os cidadãos” (BARATTA, 2017); Criminalidade: realidade social criada. PORTFÓLIO 62

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“A criminalidade é um status social atribuído a uma pessoa por quem tem poder de definição” (BARATTA. 2017); Tira o foco do autor; Causas da criminalidade x Mecanismos sociais e institucionais.

“A questão criminal se relaciona então com a posição de poder e as necessidades de ordem de uma determinada classe social” (MALAGUTI, 2011).

“A nossa história não é linear, nem evolutiva; ela é feita de rupturas e permanências” (MALAGUTI, 2011).

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RACISMO RECREATIVO Por: Luísa e Luma “É só uma piada…” Principal Autor: Adilson José Moreira “No Brasil, acostumou-se a camuflar o racismo com “humor”. O hábito, arraigado na sociedade, contribui para que comportamentos inaceitáveis sejam mantidos e diferenças sejam perpetuadas.”

Brincadeiras racistas, não são brincadeiras Dominação racial Racismo aversivo - Racismo cordial Racismo simbólico (construções culturais) Racismo institucional Microagresões A branquitude como significante social Identidae racial branca lugar de poder social Esteriótipos Raciais

Branquite e violência A psicologia social dos esteriótipos A psicologia social do humor A teoria psicanalítica do humor - Catarse psicológica Humor hostil passa despercebído Teoria da incongruidade 

PSIQUISMO X SUPERGO PORTFÓLIO 64

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REFLEXÕES SOBRE MICRO E MACRO POLÍTICA

Por: Lucas

Eu e o outro A formação da sociedade brasileira Comunidades imaginárias Macropolítica : lucro Micropolítica : visibilidade Macropolítica : é um movimento, grupo de pessoas ou organizações que visam lucro em cima de suas atividades. Como um empresário, uma empresa, uma mídia de massa, uma emissora, uma organização, etc. Micropolítica : é uma ou um grupo de pessoas que realizam um movimento cultural sem visar lucros, e/ou benefícios, a não ser difundir o seu projeto a fim de que mais pessoas conheçam sua arte, projeto ou o que quer q seja representado por essa pessoa ou grupo.

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APROPRIAÇÃO CULTURAL: ATÉ ONDE OPERA O PODER Por: Manuela Caldas, Ester Mota, Lais Martins e Isabele Cristine “Apropriação cultural NÃO É UMA CRÍTICA SOBRE O INDIVÍDUO BRANCO, mas sobre uma estrutura racista nociva que apaga e silencia os demais” (Stephanie Ribeiro ) “Apropriação cultural NÃO É UMA CRÍTICA SOBRE O INDIVÍDUO BRANCO, mas sobre uma estrutura racista nociva que apaga e silencia os demais” (Stephanie Ribeiro ) You don’t know me Bet you’ll never get to know me Não, você não me conhece Eu sou África, eu sou arte E esse seu Grito, não me afeta Eu sou a primeira presidente da Libéria Mas tudo que espõe sobre mim é miséria Eu mudei a história da medicina, e isso é fato Mas ainda assim, ignoram meu ato Sou a maior atleta do século E ainda tem gente para me tratar como objetivo Lutamos pela independência E vocês simplesmente fingem demência Eu sou a primeira romancista da história Mas nas redes, a branquitude quer apagar minha memória Eu sou o verdadeiro criador do blues Mas provavelmente você não acredite, pois a branquiPORTFÓLIO 66

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tude te seduz Eu sou símbolo dos meus direitos E não levanto para você sentar de nenhum jeito Eu sou símbolo de liberdade Mas partes minhas foram mortas por simplesmente falar a verdade Eu sou criador de língua própria Mas insistem em dizer que a minha recepção da língua foi imprópria Ousam em dizer que a nossa relação foi de contato puro Claro, a chibatada não foi nas suas costas Ousam mais ainda em nos dizer que por conta da miscigenação o racismo não existe Ah se fosse assim, partes minhas não estariam mortas Muitas partes minhas foram queimadas Mas existem muito mais para serem lembradas Vocês tentam apagar minha história E não vão conseguir Pois vou ficar guardada na memória A atual estratégia, é por onde eu passar afirmar que sou ladrão Mas não fui eu que roubei movimentos culturais quando vi que entrariam em ascensão Tentam roubar nossa história, sem viver nossa realidade Seu background cultural é ser branco Enquanto nós, possuímos a cultura de verdade! ( Clara Ferreira )

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A NATURALIZAÇÃO DO RACISM0 E AS DIFICULDADES NO MERCADO DE TRABALHO Por: Helen Carvalho, Lara Fermim, Juliana Leite, Letícia Batista, Júlia Barros, Jennifer Gramacho e Amanda Rangel. A Desvalorização do Trabalho Feminino Luta de raças e de classes

“[...] ganhava espaço [...] a suposição de que as mulheres não deviam trabalhar fora de casa e de que tinham apenas que participar na “produção” para ajudar seus maridos. DIzia-se até mesmo que qualquer trabalho feito por mulheres em sua casa era “não trabalho”e não possuía valor, mesmo quando voltado para o mercado.” “Esse dilema liga entre si luta de classes e luta de raças (uma não esgota a outra e, tampouco, uma não se esgota na outra). A o se classificar socialmente, o negro adquire uma situação de classe proletária. No entanto, continua a ser negro e a sofrer discriminações e violências.” PORTFÓLIO 68

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MODELOS ALTERNATIVOS AO CAPITALISMO Por: Emiliano , João Guilherme, Ivana e Mariana.

Principaia Autores: Karl Marx,

COMUNISMO “A lei da madeira”.Primeira teoria de crise ecológica Troca ecológica desigual Incongruência do capitalismo com a natureza ECOSSOCIALISMO Reorganização do modo de produção e de consumo, baseado na realidade da população e da defesa do equilíbrio ecológico. BUEN VIVIR Oportunidade de se construir novas formas de vida coletivamente. Baseia-se na cosmovisão das sociedades autóctones. Propõe uma desconstrução dos saberes. Não consiste em uma proposta Mono cultural. DESENVOLVIDO X SUBDESENVOLVIDO PORTFÓLIO 69

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A RELAÇÃO DA ROMANTIZAÇÃO HOMEM-TRABALHO Por: Maria Clara, Marília, Adrielle, Luiz Eduardo, Alane e Gessi Nadine. ROMANTIZAR = TORNAR ROMÂNTICO

Principal Autora: Djamila Ribeiro Escravidão moderna: refere-se à comercialização de seres humanos que legitimou a dominação europeia. Escravidão remunerada: redução das leis trabalhistas na atualidade. Trabalho informal: empregos que não possuem carteira assinada. Quem são esse trabalhadores informais ? No Brasil, a herança escravocrata, d eum lado, e a herança patriarcal, de outro, ainda implicam desigualdades de rendimentos no mercado de trabalho. Um tecido social impregnado de preconceitos que levam à discriminação social e no mercado de trabalho das mulheres, dos pardos e negros, resultando em piores condições de vida material e de mobilidade vertical para essas pessoas e para os grupos sociais nos quais predominam. ( Cacciamal, M.C, Hirata, G.I, 2005) PERFORMANCE - POESIAS ( PAG - 47, 53 E 47 )  PORTFÓLIO 70

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PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO

Por: Antônio, Gabriel e Michelle.

REFORMA TRABALHISTA

FLEXIBILIZAÇÃO X “PRECARIZAÇÃO” DAS LEIS EMPREGADOR X EMPREGADO

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PEDAGOGIA GRIÔ Por: Mirauá, Ahyane, Tainã, Alice, Ellen Graziele, e Fernanda. Mestra: Lílian Pacheco Tem como objetivo a valorização dos mestres e mestras portadores dos saberes e fazeres da cultura oral, os chamados griôs, e o fomento da transmissão desta tradição.

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TRABALHO CONTEMPORÁNEO

Por: Tainá Anunciação, Alisson Dias, João Vitor, Carla Maria e Joana Alvez. Trabalho informal? Quem são esses trabalhadores informais? Em sua maioria negros! Devido ao mercado de trabalho racista. ROMANTIZAR, NÃO! Não possuem seus direitos trabalhistas devido a não tercarteira assinada. “Elx é que manda nelx mesmo” “Trabalha só quando quer” “Tem dinheiro todo dia”

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ARTE COMO TRANSFORMADORA DO INDIVÍDUO

Por: Pedro

“SEI QUE SOU PODEROSO, MAS NÃO ME SINTO PODEROSO”

Principais Autores: Ailton Krenak. MV Bill e Eduarddo Viveiro de Castro.

POVOS INDÍGENAS INVOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA

POVOS NEROS INVOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA

ARTE INVOLUNTÁRIA DA PATRIA

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PORTFÓLIO - ESTUDOS SOBRE A CONTEMPORANEIDADE II  

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