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CITE’in’FORMA Nº6 Novembro de 2000 NOTA EDITORIAL Formação e Emprego O CITEFORMA tem feito uma formação de qualidade, nalguns casos de excelência. Daí que, no que concerne à formação de qualificação inicial, os formandos do CITEFORMA tenham, em geral, boas condições quando se apresentam no mercado de emprego. Neste final de século e de milénio, com a globalização dos mercados e não só, a emergência da nova economia e a consolidação da União Europeia, a formação (ao longo da vida) é ainda mais necessária e requer mais qualidade. Uma economia baseada em pouca qualidade e consequentemente baixos salários, poucas hipóteses de sucesso tem na Europa em construção. É nefasta para o País e para os Portugueses. O CITEFORMA orgulha-se do seu trabalho e do contributo que dá para a melhoria da qualificação. Temos orgulho no desempenho profissional dos nossos formandos. O seu sucesso pessoal é para nós um estímulo para o trabalho futuro. Rui Oliveira Vogal do Conselho de Administração Rui Oliveira, Vogal do Conselho de Administração do CITEFORMA

NOTÍCIAS Forum Estudante Começa já no próximo dia 10 de Dezembro o Forum Estudante/ Juventude 2000. O CITEFORMA estará presente nesta exposição, a decorrer na FIL -Parque das Nações, para prestar informações concretas sobre os cursos ministrados, condições de acesso, programas, saídas profissionais e apoios sociais. A todos os que se interessam pelas áreas da educação e da formação profissional, fica o convite. A pensar em 2001 A elaboração dos novos calendários de bolso, relativos ao ano 2001, voltou a contar com a participação dos formandos do curso de Técnico de Multimedia. À direcção do CITEFORMA chegaram todo o tipo de propostas: do mais sóbrio, ao mais arrojado.

FORMAÇÃO 2001 Reajustando a sua oferta formativa à própria evolução do mercado de trabalho, o


CITEFORMA introduz, no ano 2001, algumas novidades. Já para o primeiro trimestre do novo ano destacam-se duas acções na área da Contabilidade/ Fiscalidade: Novos cursos - 1º trimestre A Criação de Empresas, Cooperativas e Associações Pretende-se, com este curso, transmitir aos participantes conhecimentos teóricos e práticos, sobre a constituição e dissolução das sociedades, tanto na vertente jurídica como contabilística e fiscal. Com o objectivo de melhorar a prestação profissional de cada um, este curso destina-se a trabalhadores por conta própria ou por conta de outrem, que exerçam funções em empresas individuais ou colectivas e que pretendam constituir a sua empresa. Seminário: O Encerramento Anual das Contas Destina-se a licenciados e bacharéis em Gestão, Contabilidade e Auditoria, gestores, directores financeiros, assessores da área contabilístico-financeira, contabilistas, técnicos oficiais de contas (TOC) e técnicos de contabilidade, de preferência ex-formandos do CITEFORMA. Procura melhorar e actualizar conhecimentos sobre matérias de índole contabilístico e fiscal, tais como: A informação financeira das empresas; O encerramento anual das contas (operações de fim de exercício); Aspectos contabilísticos (contas de balanço e de custos e perdas); Aspectos fiscais (apuramento do lucro tributável, matéria colectável e cálculo do IRC); Aspectos legais e de gestão (relatório de gestão e certificação legal de contas).

FORMAÇÃO JOVENS Jovens - Cursos de Qualificação Janeiro de 2001 marca o início dos Cursos de Qualificação para Jovens. São acções de formação destinadas a candidatos ao 1º emprego, que visam a promoção de conhecimentos e de competências necessárias ao desemprenho de uma profissão qualificada. A preparação para o ingresso num mercado de trabalho altamente competitivo e em constante evolução tecnológica é uma das preocupações do CITEFORMA. Os testemunhos falam por si. Os coordenadores caracterizam o curso e sua adequação ao mercado de trabalho. Os ex-formandos (neste momento com mais ou menos um ano de experiência no mercado de trabalho) descrevem um percurso bem sucedido, que muitas vezes começou com o impulso de preencher uma inscrição. Área de Informática Análise e Programação de Aplicações Programação de Sistemas


Ainda com a formação a decorrer, José Poças Rascão, coordenador dos cursos da área de informática, afirma que “os jovens estão quase todos colocados”. Os formandos de Análise e Programação de Aplicações estão mais orientados para trabalhar em ambiente AS/400, assim como na área da nova economia (internet). A formação envolve, necessariamente o trabalho com Base de Dados Oracle e Visual Basic, ambiente cliente/ servidor. Os formandos de Programação de Sistemas são orientados para a programação em ambientes abertos, seja relacionados com UNIX, Base de Dados Oracle, Visual Basic em ambiente cliente/servidor. “O perfil de saída é muito semelhante”, afirma o coordenador, acrescentando que a diferença reside na carga horária de determinadas matérias em cada um dos cursos. João Capelo, ex-formando do curso de Programação de Sistemas (1998/99) O primeiro emprego do João Capelo tem sido um mundo de oportunidades. Desde que começou a trabalhar na GSI, já frequentou um curso no centro de formação da IBM, em Londres, esteve um mês e meio no Brasil a instalar um programa que está a fazer e passou outro mês no Porto a implementar um programa. Antes de frequentar o curso de Programação de Sistemas, o João tinha apenas conhecimentos de informática na óptica do utilizador. Frequentava o primeiro ano do curso de Engenharia Electrónica, numa Universidade privada, quando um amigo lhe falou do curso do CITEFORMA. Actualmente, está contente com as funções que desempenha, de programador Java, aplicações Web. Sabe que o inicio de carreira, nesta área, é muito difícil pela quantidade de conhecimentos que precisa de dominar. Mas para quem gosta do que faz, isso não é obstáculo: constitui, antes, um desafio. Dulce Filipe, ex-formanda do curso de Análise e Programação de Aplicações (1998/99) Quando não conseguiu entrar para o curso de Enfermagem, a Dulce Filipe recorreu ao Centro de Emprego, na expectativa de encontrar alguma ocupação relacionada com crianças. Pediu, simultaneamente informações sobre cursos de informática, na óptica do utilizador. Qual não foi o seu espanto quando, uma vez encaminhada para o CITEFORMA, lhe explicaram que o curso de Análise e Programação de Sistemas era para fazer os programas, e não para os utilizar. Ultrapassada a fase de selecção, a Dulce teve de fazer um esforço superior para acompanhar a turma. “Os formadores ajudaram-me, mas tive principalmente o apoio dos meus colegas. Eu tinha dificuldades muito básicas. Às vezes nem sabia andar com o cursor para trás”. Em relação ao curso, queixa-se do excesso de matéria para a curta duração de um ano. “Quase não tinha tempo para assimilar e amadurecer a matéria”. O que a leva, hoje em dia, a recorrer a outros meios para complementar a noções adquiridas. A Dulce está a estagiar no Instituto de Informática, onde programa Cobol com outras colegas. A adaptação foi relativamente facilitada pela tradição do Instituto em receber ex-formandos do CITEFORMA: “Sabem que temos pouca experiência e não exigem muito no início. Vão-nos moldando aos poucos. Tanto a nível pessoal, como profissional tem-se estado a revelar uma óptima experiência”. Área de Contabilidade


Técnico de Contabilidade O recrutamento de formandos do curso de Técnico de Contabilidade está em fase de crescimento. “Do ano passado para cá, há muitos pedidos”, refere Isabel Ryder, a coordenadora do Curso. As empresas cada vez mais necessitam de profissionais qualificados para organizar e planear toda a documentação contabilística, executar os trabalhos contabilísticos em conformidade com o POC ou conhecer e aplicar os Impostos do Sistema Fiscal Português. Natércia Couro, ex-formanda do curso de Técnico de Contabilidade (1998/99) Ao terminar o 12º ano técnico-profissional de secretariado a Natércia Couro não conseguiu encontrar emprego. “Nessa área, pediam conhecimentos de Contabilidade, e nem mesmo os cursos de microinformática que entretanto frequentei, ajudaram”. Optou então, por frequentar o curso de Técnico de Contabilidade. Encontra-se, actualmente a trabalhar na Alfraconta, o gabinete de contabilidade onde realizou o estágio. A Natércia é a primeira a recomendar o curso a quem esteja na mesma situação em que ela se encontrava. “Podemos não ficar com os conhecimentos gerais adquiridos na Universidade, mas ficamos com muito boas bases para trabalhar numa empresa”. Área de Secretariado Técnico de Secretariado O curso de Técnico de Secretariado é constituído por um leque de módulos bastante abrangente. Pretende dar uma especialização na área administrativa, passando pela contabilidade, introdução às empresas, práticas administrativas, técnicas de secretariado e línguas estrangeiras. A formação é complementada com seminários, nomeadamente, de marketing, relações internacionais, legislação laboral, língua e cultura portuguesa e saúde ocupacional. Segundo Isabel Pedrosa, coordenadora do curso, “o comportamento e as atitudes são factores relevantes para o Técnico de Secretariado, bem como a capacidade de comunicação oral e escrita”. Ana Duarte, ex-formanda do curso de Técnico de Secretariado (1998/99) Uma semana depois do curso acabar, a Ana Duarte começou a estagiar no escritório de advogados Abrão, Vicente e Outros. “Nem tive tempo para descansar!”, recorda. “Foi uma semana de entrevistas e comecei logo a trabalhar”. Apesar da sua preferencia pela contabilidade, Ana gosta do sitio onde trabalha. Tem bastante autonomia, e está a aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso: “envio cartas, faxes, faço telefonemas... trato de todo o expediente normal de um escritório com estas características”. No final do estágio, a ex-formanda do CITEFORMA ficou na empresa, a contrato sem termo. Técnico de Secretariado e Burótica É na polivalência de saídas profissionais que Isabel Ryder encontra a explicação


para o êxito do curso que coordena. “Os formandos têm uma preparação muito variada, principalmente em duas áreas muito requisitadas: a informática e a contabilidade”. Este facto permite-lhes, posteriormente, ter alguma liberdade de escolha na área a enveredar: tanto podem exercer secretariado, como trabalhar um escritório de contabilidade ou eventualmente acompanhar a edição de revistas (uma vez que aprendem técnicas de publishing). A tecnologia está presente em grande parte do curso, preparando-os, inclusivamente, para trabalhar em ambiente de internet e correio electrónico. Miriam da Luz Almeida, ex-formanda do curso de Técnico de Secretariado e Burótica (1998/99) O estágio da Miriam da Luz Almeida, na HIGISERVIÇOS, empresa de medicina e segurança no trabalho, permitiu-lhe praticar tudo o que tinha aprendido. “Fiz um bocadinho de tudo. Aliás, o curso é bastante completo. Tudo o que abordámos teve enquadramento prático”. A sua opção pela Burótica, foi precisamente, pela facilidade em encontrar colocação. No final do estágio ficou na empresa, onde exerce funções administrativas. O aperfeiçoamento é um dos seus projectos para o futuro. Gostaria de aprofundar conhecimentos, nomeadamente de frequentar alguma acção de formação na área da contabilidade. Área de Multimedia Técnico de Comunicação Multimedia A recente alteração da designação do curso de Multimedia vem da própria evolução do mercado. Como explica Manuel Silva, coordenador do curso, “Não existe Multimedia. A Comunicação é que utiliza os vários media para fazer passar a mensagem”. Neste sentido, o curso está cada vez mais orientado para o desenvolvimento de conteúdos e organização da informação: quer esta esteja em video, audio, texto, imagem ou animação. Francisco Costa, ex-formando do curso de Técnico de Multimédia (1998/99) O envolvimento do Francisco Costa no trabalho que tem estado a desenvolver na SAF é transmitido pelo entusiasmo com que fala “Nunca foi tratado como estagiário. Entrei para trabalhar. Logo no princípio distribuíram-me várias tarefas: a concretização de um CD-ROM, um site e acabar outros projectos”. Às noções adquiridas no curso de Técnico de Multimedia, o Francisco teve de acrescentar muito trabalho de aprendizagem de novas ferramentas. Foi lá que aprofundou conhecimentos de vídeo, digitalização de imagens e registo de som. Juntamente com o Francisco, foram colocados na mesma empresa outros três colegas. Os estágios terminam no próximo mês, e há boas perspectivas de ficarem lá colocados. O que mais lhe agrada é o facto de estar a trabalhar com todas as vertentes da Multimédia, desde o off-line, ao on-line, passando pelo design, video e som.


REDE “Os objectivos da empresa foram repostos” Estúdios Francisco Orta, dois anos depois da adesão ao REDE “Já facturámos, este ano, mais 30% do que no ano anterior, com um acréscimo bastante favorável nos lucros”, afirma Francisco Orta. Um resultado surpreendente, tendo em conta a situação da sua microempresa de vídeo à data da adesão ao REDE. Os Estúdios Francisco Orta participaram na II edição do programa REDE, através do CITEFORMA. “Agradou-me especialmente a maneira como o programa ajuda as empresas. Em vez de dar dinheiro para a sua reconstrução, proporciona um acompanhamento de gestão”. Para Francisco Orta, tanto a ajuda do Consultor, como do ADE (Assistente de Desenvolvimento Empresarial) são elementos de muito valor no processo. “O consultor avalia a empresa e enfatiza um aspecto, ou aconselha a abandonar determinada vertente. O ADE, mesmo tendo pouca experiência, é um elemento muito útil. No meu caso, a Ana Rita fez um trabalho notável. No seguimento do diagnóstico empresarial elaborou um plano de marketing, onde se detectou claramente alguns dos problemas que afectavam a empresa”. A conclusão mais importante a que chegaram, e o primeiro passo a dar foi no sentido da definição da missão da empresa, que entretanto se tinha perdido. A mudança foi lenta, mas segundo o empresário, “os objectivos da empresa foram repostos, os critérios de contratação foram estudados atentamente, no sentido de reduzir custos fixos e decidimos abordar nichos de mercado mais rentáveis”. José Rascão, o Consultor que acompanhou a empresa na II edição do REDE, continua, voluntariamente, a auxiliar Francisco Orta. O empresário não lhe poupa elogios. “Ajudou-me a reposicionar a empresa. E o mais interessante é que não o fez, ajudou-me a fazer essa mudança”. Os Estúdios Francisco Orta não têm, actualmente, mãos a medir em relação ao volume de trabalho. E entrando no espírito de cadeia do próprio REDE, Francisco Orta foi Consultor Especialista do CITEFORMA na área da Imagem, para seis empresas da edição anterior.


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