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Consultoria e Formação

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Março ‘06

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n. 27

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“As micro-empresas necessitam de políticas públicas de apoio, com base em programas de consultoria e formação.”

Distribuição gratuita www.citeforma.pt gcm@citeforma.pt

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Estudo de Caracterização de Empresas

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Educação e Formação

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Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências

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UNIÃO EUROPEIA Fundo Social Europeu

GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA Ministério do Trabalho e Solidariedade Social


citeinforma NOTÍCIAS

nota editorial Os cursos de Educação e Formação integram o eixo de intervenção do Programa Novas Oportunidades que tem como objectivo dar resposta aos baixos níveis de escolarização dos jovens e, ao mesmo tempo, proporcionar-lhes uma formação para o exercício duma actividade profissional. Para o Citeforma, integrado na rede de Centros de Formação de Gestão Participada do IEFP, a aposta é ajustar a sua oferta formativa de modo a, mantendo a qualidade e a capacidade de resposta em áreas específicas da procura, proporcionar aos jovens com o 11º ano de escolaridade ou com o 12º ano incompleto, uma qualificação profissional de nível III e uma certificação escolar ao nível do 12º ano. De facto, considerando a enorme distância que, em Portugal, temos a percorrer para reduzir e, se possível, eliminar o défice de qualificações dos portugueses, temos de começar já, e partir do pressuposto de que todos têm um papel a desempenhar: no Estado, ao nível da definição das políticas, da fixação dos objectivos, da disponibilização dos meios; na sociedade e nas famílias, designadamente, cultivando um clima desfavorável à entrada precoce e não qualificada dos jovens no mercado de trabalho. Agostinho Castanheira

Director do Citeforma

CITEFORMA divulga cursos em Escolas Secundárias A convite de algumas escolas secundárias da região, o CITEFORMA participa em sessões de orientação vocacional com o objectivo de divulgar as suas acções de formação destinadas a jovens à procura do primeiro emprego. Nos eventos estão presentes técnicos do Centro, habilitados para esclarecer dúvidas relacionadas com os cursos e respectivo ingresso. É, também, distribuída documentação informativa sobre os mesmos.

16 Março - Escola Secundária Augusto Cabrita, no Barreiro 23 Março - Escola Secundária Cacilhas Tejo, em Almada 27 a 31 Março - Escola Secundária de S. João do Estoril 27 e 28 Março - Feira das Profissões, organizado pela Câmara Municipal de Mafra (vão escolas do Conselho) 2 a 5 de Maio - Escola Secundária de Caneças

em bom estado, mas que já não sejam utilizados. O objectivo é doá-los a pessoas que deles necessitem”. As tarefas de recolha foram divididas entre as duas turmas: A turma A tratou da recolha de livros e brinquedos e a turma B de vestuário e calçado.

O CITEFORMA já esteve presente em: 27 Janeiro - Escola Secundária José Afonso, em Loures

Solidariedade

escolas: 9 Março - Escola Secundária da Lourinhã 14 Março - Escola EB 2 3 dos Olivais

“Os formandos aderiram muito bem a esta iniciativa. Começaram logo a fazer cartazes e panfletos para a campanha, com muito entusiasmo e a recolha foi boa!” conta-nos Ana Miguel. Neste momento, e uma vez concluída a recolha, os formandos definem qual a instituição contemplada. A entrega destes objectos será feita durante o mês de Março.

DIRECÇÃO Agostinho Castanheira | REDACÇÃO E FOTOGRAFIA Tânia Fernandes PAGINAÇÃO Sem Goma, Designers e Associados | COLABORAM NESTA EDIÇÃO Dulce Matos, Rogério Pacheco PROPRIEDADE CITEFORMA – Centro de Formação Profissional dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Serviços e Novas Tecnologias TELEFONE 21 799 45 60 | FAX 21 799 45 66 | E-MAIL gcm@citeforma.pt | http://www.citeforma.pt TIRAGEM 2000 exemplares | DEPÓSITO LEGAL 139409/99

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Março’06

Assim, estão planeadas visitas às seguintes

Os formandos das duas turmas de Técnicas de Apoio à Gestão organizaram uma recolha de artigos usados para doar a instituições de solidariedade. Esta iniciativa surgiu no módulo de Desenvolvimento Pessoal e Social, como nos explicou a formadora Ana Miguel: “Um dos conteúdos programáticos previstos tem a ver com o nosso papel, enquanto cidadãos, na protecção do ambiente. Falamos sobre a política dos 3 R’s: Reduzir, Reciclar e Reutilizar. A propósito da Reutilização, surgiu a ideia de organizar uma campanha de objectos usados, que estivessem


deixar de analisar a realidade particular do sector terciário, área de intervenção privilegiada do CITEFORMA. Se considerarmos que este sector regista, simultaneamente, acréscimos não só na taxa de empregabilidade mas, também, no número de desempregados que produz, percebemos que somente a qualificação escolar e profissional permitirá que estes indivíduos consigam não só entrar no sector mas, sobretudo, enfrentem o desafio de serem retidos pelo mesmo numa lógica permanente de adaptação e actualização de competências.”

O sistema e os Centros de RVCC O Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências traduz-se num processo que permite, a cada adulto, com idade igual ou superior a 18 anos, sem o 4º, 6º ou 9º anos de escolaridade, identificar, validar e certificar as competências que foi adquirindo ao longo da vida, mediante a apresentação de resultados da sua experiência (de vida, de trabalho e resultante de formações não certificadas). Com este objectivo foram criados Centros de RVCC em entidades públicas ou privadas, devidamente acreditadas pelo Sistema Nacional de Acreditação de Entidades, com o objectivo de aplicar metodologias de reconhecimento e validação de competências previamente adquiridas. Estes Centros procuram, também melhorar os níveis de certificação escolar e promover a continuação de processos subsequentes de educação e formação numa perspectiva de Aprendizagem ao Longo da Vida.

O CITEFORMA apresentou, no final de 2005, a sua candidatura à Acreditação de Entidades Potenciais Promotoras de CRVCC. Pretende, ainda este ano, abrir um Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (CRVCC). “Tendo em conta as habilitações literárias da população portuguesa, em que quase 60% não chega a ter o 3º ciclo do Ensino Básico, considera-se de toda a pertinência o desenvolvimento de políticas que privilegiem a qualificação dos adultos como um pilar da recuperação educativa em Portugal, sendo um dos seus instrumentos o reconhecimento, validação e certificação das suas competências. Nomeadamente, aquelas adquiridas por vias informais e não formais” Afirma Agostinho Castanheira, Director do CITEFORMA, acrescentando que “para além deste eixo de intervenção prioritário, não podemos

Formação complementar específica A convite do IEFP, o CITEFORMA apresentou, em Fevereiro de 2006, uma proposta de desenvolvimento de Formação Complementar Específica para os seguintes perfis profissionais: Assistente Administrativo/a; Técnico/a Administrativo/a; Técnico/a de Secretariado; Técnico/a de Contabilidade. Trata-se de uma formação profissional destinada a ser ministrada a pessoas que, no âmbito do processo de Certificação Profissional, revelem ter competências em falta. “Os dados demonstram-nos que uma grande maioria das pessoas que se candidatam ao CAP (Certificado de Aptidão Profissional) de uma determinada profissão, não o obtêm por não possuírem a totalidade das competências previstas” explica Cristina Tavares, responsável do Departamento de Formação do CITEFORMA. Após o processo de avaliação a que são submetidos, uma grande

percentagem dos candidatos não consegue obter a certificação total das competências, mas apenas uma Caderneta de Competências que corresponde a uma certificação parcial. Ao estruturar esta Formação Complementar Específica, o IEFP procura dar uma resposta às pessoas que não conseguiram concluir o seu processo de certificação, mas que estão dispostas a preencher a lacuna identificada através de cursos de formação profissional. O IEFP é a entidade certificadora para a área dos Serviços Administrativos e tem vindo, em articulação com o CITEFORMA, a avaliar os candidatos à certificação profissional. Apesar da maioria dos candidatos não possuírem diplomas de formação profissional que lhes confira acesso à profissão que desempenham, alguns detêm competências profissionais que adquiriram durante o seu percurso profissional e de vida, que lhes permite o acesso ao CAP.

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citeinforma FORMAÇÃO

Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências


O CITEFORMA vai promover dois cursos de Educação e Formação de Tipo 6. Ou seja, formações em que os candidatos podem obter uma qualificação de nível III, com equivalência ao 12º ano de escolaridade. “Tal como, para os adultos, o desenvolvimento da rede CRVCC aposta nas formações com dupla certificação, agora assumida como uma prioridade pelo CITEFORMA dando corpo a uma estratégia dos outorgantes, também a Educação Formação se enquadra nos objectivos da iniciativa Novas Oportunidades, que no âmbito do Plano Nacional de Emprego e do Plano Tecnológico constitui uma prioridade essencial da política governamental na área da Educação e da Formação” explica Agostinho Castanheira, Director do CITEFORMA. Os primeiros que o Centro promove nesta modalidade são os cursos de Técnico de Secretariado e de Técnico de Contabilidade.

cursos de Qualificação. Estes cursos preparam os formandos para o exercício de uma profissão e destinam-se a jovens com o 11º ano de um curso do ensino secundário ou equivalente ou frequência do 12º ano sem aproveitamento. “Enquanto em Portugal a média de anos de escolarização da população adulta se situa pouco acima dos oito anos, muitos países da União Europeia ultrapassam a média de doze anos de escolaridade” comenta Agostinho Castanheira, acrescentando que “em 2003, a população da União Europeia com uma qualificação de nível secundário ou mais situava-se na casa dos 80% contra uma percentagem bem inferior a 20% em Portugal. É assim, bem urgente desenvolver políticas de formação e de educação que possam com a maior rapidez possível ultrapassar este gap”.

O CITEFORMA está a estudar a adaptação, a este sistema, de outros

O que são cursos Educação e Formação? Trata-se de uma oferta educativa e formativa, criada ao abrigo do Despacho Conjunto nº453/2004 de 27 de Julho, destinada a jovens entre os 15 e os 25 anos de idade, que se encontrem em risco de abandonar o sistema escolar sem concluir os 12 anos de Escolaridade. Proporciona-lhes uma formação qualificante de nível 1, 2 ou 3 e a titularidade do 6º, 9º ou 12º ano de escolaridade.

Técnico(a) de Contabilidade Visa-se a formação de profissionais com competências a nível de: • Organizar e planear toda a documentação contabilística da empresa; • Executar todos os trabalhos contabilísticos da empresa, em conformidade com o POC, incluindo abertura e encerramento, quer em livros, quer em suportes informáticos; • Identificar e preencher documentação comercial, bancária, títulos de crédito e efectuar os cálculos necessários • Preparar elementos para a determinação da situação económico-financeira da empresa;

• Contabilizar as operações internas da empresa, a fim de permitir uma análise da exploração e, assim, fornecer bases para a elaboração de orçamentos; • Conhecer e aplicar os impostos do Sistema Fiscal Português

Técnico(a) de Secretariado Visa-se a formação de profissionais com competências a nível de: • Apoiar as chefias, desenvolvendo actividades administrativas operacionais e técnicas nas áreas de relações humanas, comércio, produção e finanças; • Organizar a gestão quotidiana de tempo de trabalho no Gabinete, aprendendo a estabelecer prioridades na execução das tarefas; • Recolher, registar e tratar dados em diferentes processos organizacionais; • Lidar com pessoas e fazê-las colaborar com o desenvolvimento das tarefas; • Delegar com eficiência a sequência das tarefas aos colegas; • Acolher os visitantes como tarefa de atendimento; • Estudar as perspectivas de soluções de problemas decorrentes do quotidiano; • Conceber um plano, um sistema, ou um plano de medidas no âmbito das actividades da competência do gabinete a que esteja afecto; • Elaborar, propor e incrementar mudanças, acções correctivas ou preventivas no seu departamento ou à sua chefia, para o sucesso e boa imagem da empresa.

Espaços de Formação A convite do IEFP, o CITEFORMA apresentou, em Dezembro de 2005, uma proposta para a elaboração de Planos de Espaços de Formação para a área de Ciências Informáticas. Uma equipa técnica constituída por elementos do Departamento de Formação, do Núcleo de Formação Inicial e Coordenadores propõem-se elaborar um documento que defina, com rigor, os requisitos necessários ao funcionamento e implementação de acções de formação da área de Ciências Informáticas. A caracterização desses espaços implica definições relativas a: dimensões, configurações e condições ambientais de conforto, segurança, higiene e saúde, identificação e quantificação de equipamentos e materiais. Ao desenvolver estes

Planos de Espaços de Formação, o IEFP procura garantir: • A harmonização de planos respeitantes aos espaços de formação; • O estabelecimento de padrões de qualidade ao nível dos recursos físicos de suporte às acções de formação profissional; • A prevenção de realização de acções de formação sem condições mínimas de funcionamento; • A promoção da participação de todos os Técnicos de Formação na elaboração e actualização dos referidos planos; • A definição de um referencial para as aquisições de materiais e equipamentos destinados a acções de formação profissional.

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citeinforma FORMAÇÃO

Formação Profissional Equivalência ao 12º ano


citeinforma REDE

Formar para recrutar de um conjunto de candidatos muito adequado aos objectivos pretendidos”. Empresário da Polisol “Creio ter sido uma excelente mais valia que nos pode proporcionar, futuramente, facilidades profissionais em qualquer área de actividade, dado que o ensino técnico de vendas foi ministrado com superior qualidade” Formando “As energias renováveis são o nosso futuro, como tal, a formação sobre as mesmas foi muito interessante. Foi bastante positiva esta iniciativa da Polisol em parceria com o Centro de Emprego, sinto-me grato por nela ter participado” Formando “O curso decorreu de uma maneira muito agradável e foi extremamente produtivo. É de louvar que iniciativas destas surjam do trabalho conjunto de entidades patronais e estatais.” Formando

Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional elogia Programa REDE

E se fosse possível recrutar um colaborador para a empresa depois de promover uma acção de formação? Foi este o desafio colocado e atingido pela Polisol, empresa que participa nesta edição do Programa REDE. A Polisol iniciou nova área de negócio ligada à climatização com recurso a energias renováveis. Sentiu, à partida, necessidade de dispor de comerciais para colocar os seus produtos no mercado. Perante a dificuldade de encontrar pessoas qualificadas, e com a colaboração do Centro de Emprego de Salvaterra de Magos e do Programa REDE, a empresa encontrou uma solução cujo resultado foi bastante favorável para todas as partes: promoveu uma acção de formação que visou dotar os formandos de uma noção clara do processo de venda, de modo genérico e também a sua aplicação ao tipo de produtos que a Polisol comercializa. A formação decorreu durante uma semana, em horário laboral, contou com sete candidatos a emprego recrutados pelo Centro de Emprego e também com a presença de três colaboradores da empresa. No final o empresário pode, com maior segurança, recrutar um candidato para o lugar de comercial. Para o consultor do Programa REDE, Paulo Courela, esta iniciativa tem uma avaliação muito positiva: “A empresa aumentou a competência dos seus colaboradores, porque lhes proporcionou formação técnica e comportamental na sua área de negócio; conseguiu fazer de um modo mais consistente o recrutamento de um colaborador que já se encontra a trabalhar; acabou por estabelecer colaborações com outros que frequentaram esta formação; simultaneamente, aumentou-se a empregabilidade dos restantes participantes, ao proporcionar-lhes conhecimentos sobre estruturação de processos de venda”.

“O REDE é um programa particularmente interessante. É adequado à realidade do país e às necessidades do nosso tecido económico. Acreditamos que seja a semente de trabalhos futuros, uma vez que o conceito está muito próximo das actuais políticas de formação”. A opinião é de Fernando Medina, Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, sobre o programa REDE. Numa altura em que se decide a distribuição de recursos financeiros provenientes do próximo programa de fundos comunitários, Fernando Medina admite que este modelo vem ao encontro de uma das prioridades estratégicas no âmbito da formação contínua. “As micro empresas necessitam de políticas públicas de apoio, com base em programas de consultoria e formação. Temos apenas de aperfeiçoar estes mecanismos. De adequar e integrar a formação dos activos nos processos de modernização e de desenvolvimento empresarial”.

O REDE em números Desde 1997, o Programa REDE apoiou 8350 pequenas empresas. Integrou nestas empresas 2128 jovens licenciados estagiários, verificando-se uma empregabilidade de cerca de 84%. O CITEFORMA é um dos Parceiros Institucionais que colabora, no terreno, com o REDE. Começou com um Consultor, mas neste momento já tem três: dois actuam a nível nacional, o outro na região de Lisboa e Vale do Tejo. Desde o início do REDE, o CITEFORMA já apoiou 198 empresas (91 no Rede anual, que tem a duração de um ano e 117 na Linha Expresso, de apoio pontual).

Opiniões sobre a formação: “A preciosa colaboração do Centro de Emprego de Salvaterra de Magos na selecção prévia dos formandos, permitiu à Polisol dispor

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citeinforma

CITEFORMA caracteriza empresas que recebem formandos dos cursos para jovens Legislação sobre Trabalho, Solidariedade e Segurança Social Portaria n.º 1182/2005. DR 226 SÉRIE I-B de 2005-11-24 Ministérios da Administração Interna, da Economia e da Inovação, da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, do Trabalho e da Solidariedade Social e da Cultura. Aprova o regulamento de condições mínimas para os trabalhadores administrativos. Portaria n.º 1316/2005. DR 244 SÉRIE I-B de 2005-12-22 Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social Actualiza as pensões de invalidez e sobrevivência, bom como as pensões por doença profissional, dos subsistemas previdencial e de solidariedade. Revoga a Portaria n.º 1475/ 2004, de 21 de Dezembro. Lei n.º 60/2005. DR 249 SÉRIE I-A de 2005-12-29 Assembleia da República Estabelece os mecanismos de convergência do regime de protecção social da função pública com o regime geral da segurança social no que respeita às condições de aposentação e cálculo das pensões.

O CITEFORMA está a desenvolver um estudo de caracterização das organizações receptoras dos ex-formandos dos cursos de Formação Inicial. Este estudo tem dois objectivos específicos, como nos explicou Isabel Diogo, responsável pelo Gabinete de Psicologia “O primeiro, é o de conhecer aspectos da cultura organizacional da empresa. Por exemplo, se a relação entre hierarquias é formal ou informal, se o modo de vestir dos colaboradores é formal ou informal, se o acesso à Internet é livre ou condicionado, como funciona em termos de cumprimentos de horário, etc… Este tipo de informação é muito útil no momento das intervenções pedagógicas junto dos formandos que neste momento frequentam os mesmos cursos. Posso-lhes caracterizar o ambiente de trabalho real, em que se irão inserir num curto espaço de tempo”. O segundo objectivo prende-se com a identificação de conteúdos programáticos de maior incidência no desempenho das funções actuais. “Este objectivo permite identificar o grau de ajustamento entre o perfil formativo e o perfil funcional das organizações. Nesse sentido, tentamos saber quais as tarefas que os formandos se encontram a desempenhar, se aplicam ou não os conteúdos ministrados no curso e se essa aplicação tem avaliação positiva ou não” acrescenta Isabel Diogo. Em termos metodológicos, foram enviados questionários a ex-formandos dos cursos que decorreram o ano passado, e estão a ser realizadas entrevistas a chefias directas desses mesmos formandos. Na opinião da responsável pelo Gabinete de Psicologia, “Está previsto que este estudo passe a ser realizado todos os anos, de forma a mantermos os objectivos referidos em permanente actualização”. O estudo ficará concluído em Março, seguindo-se a divulgação dos seus resultados.

Decreto-Lei n.º 232/2005. DR 249 SÉRIE I-A de 2005-12-29 Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social Cria o complemento solidário para idosos Decreto-Lei n.º238/2005. DR 250 SÉRIE I-A de 2005-12-30 Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social Actualiza os valores da retribuição mínima mensal garantida para 2006. Resolução da Assembleia da República n.º9/2006. DR 30 SÉRIE I-A de 2006-02-10 Assembleia da República Regime de compensações pela prestação de trabalho nocturno na administração local Portaria n.º132/2006. DR 34 SÉRIE I-B de 2006-02-16 Ministério das Finanças e da Administração Pública e do Trabalho e da Solidariedade Social Fixa os montantes das prestações por encargos familiares, bem como das prestações que visam a protecção de crianças e jovens com deficiência e ou em situação de dependência. Revoga a Portaria n.º 183/2005, de 15 de Fevereiro Decreto-Lei n.º34/2006. DR 35 SÉRIE I-A de 2006-02-17 Ministério da Educação Prorroga o regime de instalação da Direcção-Geral de Formação Vocacional, criada pelo Decreto-lei n.º208/2002, de 17 de Outubro Decreto-Lei nº41/2006. DR 37 SÉRIE I-A de 2006-02-21 Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social Altera o Decreto-Lei n.º 176/2003, de 2 de Agosto, introduzindo uma equiparação à residência legal, para efeitos da atribuição das prestações familiares, aos estrangeiros portadores de títulos válidos de permanência. por Rogério Pacheco

Internacionalização em Jantar-Debate O CITEFORMA promove, a 21 de Março, um jantar debate em Lisboa sobre a Internacionalização no Contexto das PME’s. Este evento, realizado no âmbito do Programa REDE, destina-se a empresários de pequenas e médias empresas. Informações e inscrições em rede@citeforma.pt

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Um incentivo à cultura Agostinho da Silva desfrutou do convívio e trabalhou com as mais gradas figuras do leque intelectual e político (quer no Brasil, quer em Portugal) com a mesma delicadeza e finura com que tratava os mais humildes que à sua porta batiam. Nunca um gesto de enfado ou de impaciência, bem pelo contrário, uma permanente disponibilidade para ouvir ou melhor, saber ouvir, aconselhar, sugerir e incentivar. Numa daquelas saborosas conversas de fim de tarde, na Travessa do Abarracamento de Peniche (Paisagem, professor Agostinho da Silva e Tejo ao fundo) em que sonhávamos com uma maior aproximação entre o Brasil real e o Portugal real, surgiu subitamente o desafio: - E se a minha amiga metesse mãos à obra e criasse uma coisa género Casa da Cultura aqui em Lisboa? Um espaço onde os nossos irmãos brasileiros, africanos, orientais e até europeus pudessem ter acesso ao convívio, à leitura, ao debate, ao lazer, todos unidos em torno de falas coloquiais, partilhando os saberes, as vivências, e as esperanças? Surpresa e seduzida (quem conseguia resistir “ao último sedutor” como tão bem lhe chamou Fernando Dacosta) fiquei a olhar o Tejo e a pensar no lirismo e no pragmatismo desta proposta. E a coincidência era que ela correspondia exactamente ao projecto que um grupo de amigos e eu vínhamos a acalentar de há uns anos a esta parte. Embora não fosse viável na época a concretização desta ideia, o “bichinho”ficou cá dentro… Ao comemorarmos o 89º aniversário do nosso querido Mestre e amigo – 13 de Fevereiro de 1995 – entendemos que a nossa melhor homenagem consistia em levar avante o desafio e assim nasceu o Cais de Culturas. “Uma vida bem vivida que não se furte a nenhuma experiência, é aquela vida que no fim se esquece de si própria, se olha ao espelho e não vê o próprio rosto, em lugar do próprio rosto que pouco vale, ela vê a vontade de todos os homens de todo o mundo para serem uma humanidade fraterna e uma humanidade viva” Agostinho da Silva, Encontros in Phala Nota: O Cais de Culturas iniciou as suas actividades a 13 de Fevereiro de 1995 através de uma comissão instaladora. É fundado a 1 de Julho de 1996, tendo como Patrono o Prof. Agostinho da Silva.

Texto de Dulce Matos

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citeinforma APONTAMENTO CULTURAL

Agostinho da Silva


citeinforma CURSOS DE FORMAÇÃO

FORMAÇÃO PARA JOVENS CURSO Cursos de Qualificação

INÍCIO

FIM

DURAÇÃO HORÁRIO

Técnico de Secretariado e Burótica

05.06.2006

10.2007

1500h

Laboral

Análise e Programação de Software de Gestão

19.06.2006

09.2007

1500h

Laboral

FORMAÇÃO PARA ACTIVOS CURSO

INÍCIO

FIM

Produção e Realização de Audiovisuais

06.05.2006

24.06.2006

42h

Sábados

Contabilidade e Fiscalidade

Contabilidade Pública

06.05.2006

08.07.2006

32h

Sábados

Organização Empresarial e Estratégia Fiscal

06.05.2006

24.06.2006

30h

Sábados

Seminário de Actualização Fiscal

06.05.2006

23.06.2006

37,5h

Sábados

Gestão de Relações Interpessoais

13.05.2006

24.06.2006

35h

Sábados

Gestão do Tempo

26.06.2006

07.07.2006

36h

Pós-Laboral

Finanças, Banca e Seguros

Gestão de Créditos e Cobranças

06.05.2006

27.05.2006

30h

Sábados

Formação de Formadores

Formação Pedagógica Inicial de Formadores

03.04.2006

26.05.2006

104h

Pós-Laboral

Métodos, Técnicas e Jogos Pedagógicos

05.06.2006

19.06.2006

36h

Pós-Laboral

3D Studio Viz

03.04.2006

27.04.2006

42h

Pós-Laboral

SQL (Oracle)

10.04.2006

28.04.2006

40h

Pós-Laboral

Sistemas de Informação Geográfica III

18.04.2006

11.05.2006

60h

Pós-Laboral

Auditoria e Resposta a Incidentes

06.05.2006

27.05.2006

30h

Sábados

Instalação e Administração de Servidores de Correio-Electrónico

06.05.2006

27.05.2006

30h

Sábados

Planeamento e Pojecto de Redes Informáticas

06.05.2006

03.06.2006

30h

Sábados

Programação em Java: Aplicação Web

06.05.2006

01.07.2006

49h

Sábados

Programação em Visual Basic.NET

06.05.2006

24.06.2006

42h

Sábados

Programação em Visual C++.NET

06.05.2006

24.06.2006

42h

Sábados

Maya Fundamental

08.05.2006

25.05.2006

42h

Pós-Laboral

PL/SQL (Oracle)

08.05.2006

19.05.2006

40h

Pós-Laboral

Dreamweaver

15.05.2006

01.06.2006

42h

Pós-Laboral

Forms (Oracle)

29.05.2006

09.06.2006

40h

Pós-Laboral

Maya Avançado

29.05.2006

19.06.2006

42h

Pós-Laboral

Dreamweaver Avançado

05.06.2006

26.06.2006

42h

Pós-Laboral

Oracle Discoverer

19.06.2006

30.06.2006

30h

Pós-Laboral

Administração de Servidores Web

24.06.2006

15.07.2006

30h

Sábados

MS-Excel Fundamental (Portalegre)

18.04.2006

11.05.2006

40h

Pós-Laboral

MS-Word Avançado

26.04.2006

10.05.2006

30h

Pós-Laboral

MS-Excel Avançado

15.05.2006

26.05.2006

30h

Pós-Laboral

MS-Access Avançado

29.05.2006

09.06.2006

30h

Pós-Laboral

MS-Access Fundamental (Portalegre)

29.05.2006

13.06.2006

40h

Pós-Laboral

Gestão de Projectos (Project)

19.06.2006

30.06.2006

30h

Pós-Laboral

Internet e Correio Electrónico (Portalegre)

26.06.2006

11.07.2006

30h

Pós-Laboral

Línguas

Espanhol - Inicial I

01.06.2006

30.06.2006

50h

Pós-Laboral

Segurança e Higiene no Trabalho

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

05.06.2006

26.06.2006

40h

Pós-Laboral

Desenvolvimento Pessoal

Informática para Técnicos

Informática para Utilizadores

Formação Co-Financiada pela União Europeia (Fundo Social Europeu)

e pelo Estado Português (Ministério do Trabalho e Solidariedade Social)

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DURAÇÃO HORÁRIO

Nota: datas previstas, sujeitas a confirmação • ABRIL A JUNHO DE 2006

ÁREA Audiovisuais e Produção dos Media


CITE'IN'FORMA Nº27  

CITE'IN'FORMA Nº27 - Março 2006

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