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Aprender para fazermos melhor o nosso trabalho, mas também para crescermos como pessoas, desenvolvendo sustentavelmente as nossas organizações.

Junho ‘05

n. 24

Inserção no mercado de trabalho Emprego - Desemprego Seminário sobre crédito

Formação para o desenvolvimento

Distribuição gratuita www.citeforma.pt gcm@citeforma.pt

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Ministério do Trabalho e Solidariedade Social


NOTÍCIAS

nota editorial O desenvolvimento da Formação Profissional, enquanto instrumento de política, tem de conduzir ao aumento da capacidade de adaptação dos trabalhadores e das empresas. Os imperativos da flexibilidade, do alargamento da taxa de actividade e do prolongamento da vida activa, implicam que se dê prioridade à educação e formação inicial dos jovens, garantindo que estes entram na vida activa preparados para obter empregos em sectores dinâmicos, em nichos de futuro, e, sobretudo, confiantes nas suas capacidades e aptos para a mudança através da formação ao longo da vida. A aprendizagem ao longo da vida é condição de sobrevivência das empresas mas é também garantia de emprego qualificado para as pessoas ao longo da sua vida activa. Por isso, a formação contínua financiada por fundos públicos deve apoiar processos de mudança nas empresas, sobretudo se envolverem também os próprios os empresários num plano de mudança na empresa. Mas deve também a apoiar os trabalhadores individualmente porque a sua actualização e desenvolvimento profissional e pessoal são garantia de confiança no futuro para eles e para as suas famílias. Agostinho Castanheira Director do CITEFORMA

É verdade. Finalmente o Citeforma vai proceder à renovação e adaptação das suas instalações, no sentido de as tornar mais funcionais e ajustáveis a todos aqueles que beneficiam da actividade formativa do Centro, mas também melhorando as condições de trabalho dos que diariamente exercem aqui as suas funções profissionais. Trata-se de uma situação que constituía uma aspiração antiga do Citeforma, desde que em 1998, por uma Resolução aprovada em Conselho de Ministros, o IEFP adquiriu as actuais instalações para que nelas pudesse funcionar o centro, mas que só agora pode tornar-se realidade. Prevê-se que as obras tenham a duração de um ano. Ou seja, até final do primeiro semestre de 2006. Até lá, o Citeforma vai continuar a funcionar, mas noutras instalações muito próximas das actuais. O Citeforma, enquanto durarem as obras, vai instalar os seus serviços administrativos e de apoio à actividade formativa, bem como nove salas de formação no seguinte endereço: AVENIDA DUQUE DE ÁVILA Nº 185, 1050-082 LISBOA Para continuar a manter o mesmo nível de oferta formativa o Centro irá dispor de mais quatro salas de formação, as quais se situam na Avenida Marquês de Tomar, nº 44 – 6º, em Lisboa.

Os contactos telefónicos continuarão a ser os mesmos, tendo-se procurado manter o acesso fácil à rede de transportes públicos, em especial de autocarros e metro, para que todos os utentes do Centro possam continuar a efectuar as suas deslocações sem perturbações.

por parte dos colaboradores, em face de situações que nunca estão completamente funcionais, estou certo que todos trabalharão na sua resolução, em benefício dos formandos que nos procuram que, são afinal, a razão de nós existirmos”. O objectivo é, como finalmente nos disse: “efectuar a mudança tão rápida quanto possível e o menos perturbadora para as acções em curso”.

Encontros técnico sectoriais Administração e Gestão

Perante estas alterações ouvimos o Director do Citeforma, Agostinho Castanheira, que nos referiu: “trata-se da concretização de um grande sonho do Centro, a ideia de ter instalações mais modernas e funcionais, onde as pessoas se sintam bem, quer seja quem nos procura para obter uma formação, quer sejam as pessoas que desenvolvem a sua actividade profissional no Centro”. Quando confrontado com eventuais disfuncionalidades produzidas por esta mudança, o Director do Citeforma, afirmou que ”embora qualquer processo de mudança de instalações exiga sempre alguma disponibilidade acrescida,

Para os próximos dias 7 e 8 de Junho está prevista a realização do Encontro Técnico – Sectorial para a área de Administração e Gestão. Esta iniciativa, é realizada pelo Centro Nacional de Formação de Formadores do IEFP com a colaboração do Citeforma, e tem como objectivo efectuar um conjunto de debates relacionados com a formação em gestão, iniciativa na qual se espera a participação de vários formadores. Este encontro vai realizar-se no hotel Marquês de Sá, em Lisboa.

Parabéns Ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a todos os seus funcionários, pela comemoração dos 25 anos de actividade do Instituto que, ao longo deste período, constituem um marco na implementação das políticas de emprego e formação profissional no nosso país.

DIRECÇÃO Agostinho Castanheira | REDACÇÃO Joaquim Lavadinho | DESIGN Shift Design, Lda TIRAGEM 2000 exemplares | COLABORAM NESTA EDIÇÃO António Correia, Cristina Tavares, Dulce Matos, Fernando Cordeiro, Lara Nunes, Maria João Catalo, Paulo Courela, Rogério Pacheco, Susana Gonçalves. PROPRIEDADE CITEFORMA - Centro de Formação Profissional dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Serviços e Novas Tecnologias | MORADA Avenida Marquês de Tomar, n.º 91 . 1069-181 LISBOA | DEPÓSITO LEGAL 139409/99

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JUNHO

Mudanças no Citeforma - Obras

Ficha Técnica


FORMAÇÃO

Risco e seguro de crédito Este foi o tema debatido no passado dia 17 de Março num jantar debate promovido pelo Citeforma no âmbito do Programa Rede, o qual contou com a presença de várias empresas de diferentes sectores de actividade. Estas iniciativas visam proporcionar às empresas um conjunto de informação adicional que, em diferentes momentos, esteja mais próxima das suas exigências e das suas preocupações. Como assinalou Paulo Courela, consultor do Rede, a ideia do tema surgiu a partir das “necessidades das micro e pequenas empresas, ao nível de tesouraria bem como da sua aproximação às entidades bancárias e de uma forma geral sobre esse grande tema de actualidade que é receber dos clientes”. O encontro iniciou-se com uma apresentação de José Monteiro, Director Comercial da Cosec – Companhia de Seguro de Créditos, Sa., uma empresa portuguesa que comercializa seguros de apoio à gestão de crédito a clientes e que cobre o não pagamento das vendas a crédito de bens e serviços. Vejamos algumas características deste tipo de produto: da avaliação e concessão de crédito e outros produtos bancários, a qual foi da responsabilidade de João Carlos Duarte, técnico do Millenium BCP, entidade que igualmente apoiou esta iniciativa do Citeforma. Depois de uma apresentação do tipo de operações bancárias mais comuns, o técnico do BCP passou a enunciar as principais actividades na análise de um pedido de crédito, a qual se situa fundamentalmente em três grandes áreas:

A QUEM SE DESTINA O SEGURO DE CRÉDITO ? A todas as empresas que vendem a crédito a outras empresas. QUAIS SÃO OS RISCOS COBERTOS ? Falência ou insolvência do cliente; Aprovação de concordata ou moratória; Insuficiência de meios; Recusa arbitrária do devedor em aceitar bens; Atrasos de pagamento.

ATRIBUIÇÃO DE UM GRAU DE RISCO AO CLIENTE (de acordo com metodologias de análise específicas para cada prazo e segmento de clientes)

QUE CRÉDITOS PODEM SER SEGURÁVEIS? Créditos concedidos a empresas pelo prazo praticado até ao máximo de 180 dias, a contar da data da factura.

ANÁLISE DO MÉRITO ESPECÍFICO DA OPERAÇÃO (p.e. montante, prazo, garantias, condições,…)

QUAIS SÃO, ENTRE OUTRAS, AS VANTAGENS PARA AS EMPRESAS ? Recuperação dos créditos das empresas; Facilidade de acesso a financiamentos bancários; Aumento das vendas sem aumento paralelo do risco.

DECISÃO FINAL DO PONTO DE VISTA DO RISCO (decisão final atribuída a níveis de competência distintos em função do grau de risco do cliente e do montante global) Durante a exposição, foram igualmente apresentados modelos de análise de risco para particulares e pequenas empresas, exposição que no seu conjunto suscitou um vivo debate entre todos os empresários e técnicos, com a “descoberta” de novos produtos financeiros e forma de a eles aceder naquilo que representou indiscutivelmente uma mais-valia para todos os presentes, como se comprova pela continuidade do debate, aquando do jantar.

Estes são alguns dos aspectos que importa conhecer, numa altura em que face à situação económica cresce o risco com a concessão de crédito. Por outro lado, importa referir que os custos com este instrumento são dedutíveis fiscalmente o que nos tempos que correm não deixa também de ser uma vantagem. O seminário contemplou por outro lado, a vertente do risco

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PROGRAMA REDE

Empresa de Restauração no Programa Rede UMA PRÁTICA A DESTACAR. do programa na obtenção de uma gestão qualificada, tem também uma cozinha de qualidade, procurando maximizar este ponto forte, através da dinamização de alguns eventos no restaurante, parte deles com os seus próprios fornecedores. Um exemplo são as jornadas gastronómicas, que consistem numa mostra e num saborear de produtos regionais que mensalmente são organizados, como foi o caso do mês de Maio (mês das massinhas) ou Junho (mês das cataplanas). Estas mostras têm o objectivo de captar públicos apreciadores de especialidades que são saborosamente cozinhadas conforme tivemos oportunidade de verificar e experimentar e que desde já recomendamos, passe a publicidade. Por outro lado, é a oportunidade de chamar líderes de opinião locais, autoridades regionais do turismo, para além da própria comunicação social, indispensável na divulgação deste tipo de eventos. Outro factor, não menos importante, prende-se com a associação de fornecedores a estas iniciativas, como foi o caso de uma prova de vinhos das Terras do Pó que deste modo se associou à jornada gastronómica, promovendo também o seu próprio produto, deste modo juntando esforços com o seu cliente. São estas pequenas práticas de gestão que fazem a diferença e que, se mais dinamizadas e conjugadas entre as empresas podem contribuir para aumentar a qualidade da sua presença no mercado e a sua viabilidade económico - financeira.

É hoje indiscutível que para a manutenção e aumento da qualidade dos postos de trabalho, e consequentemente das empresas, a formação profissional por si só não chega para aumentar a competitividade das empresas no mercado. Há todo um conjunto de factores circundantes que potenciam toda a qualificação existente em determinada unidade empresarial, seja de pequena ou grande dimensão. No sector dos serviços, esta situação é por maioria de razão ainda mais verdadeira. Vem isto a propósito de uma empresa do programa Rede que tivemos oportunidade de visitar, o Restaurante Grelhador da Doca, em Setúbal, que apostando no âmbito

Joaquim Lavadinho

ASSISTENTES DE DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL (ADE)-Uma via para o emprego Está em curso, um novo Programa Rede no corrente ano que é também uma forma de integrar mão-de-obra qualificada nas empresas. Foi o caso da Footkids, Lda, uma empresa que se dedica à organização de eventos desportivos, que recrutou uma Licenciada em Educação e Desporto, a Vera Ferreira, para poder aumentar a sua actividade, com novas competências. Falámos com a Vera, que se licenciou, pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e que actualmente frequenta também o Mestrado em Supervisão Pedagógica de Educação Física e Desporto. Começámos por saber de forma mais específica, que a actividade da Footkids, localizada

em Aljezur, mas estendendo-se a todo o país, está centrada na organização de eventos, predominantemente desportivos, como sejam o futebol 7, a implementação de actividades desportivas nas escolas do 1º ciclo ou Escolinhas de Futebol. A Vera chegou a esta empresa através do Centro de emprego da sua área de residência, onde estava inscrita como desempregada, tendo sido seleccionada depois das entrevistas que efectuou. Em relação, aos conhecimentos técnicos que obteve na licenciatura e aos que está predominantemente a aplicar na empresa, a Vera destaca “ a capacidade de elaborar e planificar projectos, em termos de actividades, cronogramas e orçamentos, conhecimentos que são

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indispensáveis para se efectuar um acompanhamento eficaz, para além dos conhecimentos relativos às actividades físicas”.E é na aplicação destes conhecimentos que já trabalha. Actualmente está sobretudo a acompanhar um torneio de futebol de 6, entre várias empresas, estando a preparar o projecto que permitirá iniciar a actividade física nas escolas do 1º ciclo do ensino básico. NAS ACTIVIDADES DE PROJECTO, É NECESSÁRIO CONJUGAR AS COMPETÊNCIAS TÉCNICAS CHAVE COM COMPETÊNCIAS DE GESTÃO, UMA MAIS-VALIA INDISCUTÍVEL EM MICRO E PEQUENAS EMPRESAS.


Mercado de Emprego

EMPREGO E DESEMPREGO

Que saídas? Estimular as grandes empresas (actuais perdedoras de emprego), a criarem fundos específicos de apoio financeiro, à criação de empresas, quando se verificam necessidades de reduções de pessoal, criando figuras profissionais de mediação deste tipo de situações (envolvendo parceiros sociais, p.e.); Estimular o mecenato empresarial, através de deduções de IRC que empresas mais rentáveis possam fazer para fundos de criação de empresas Moderar custos no primeiro ano de vida das empresas (segurança social mais reduzida; valor mais reduzido para o técnico oficial de contas…)

Portugal tem actualmente elevadas taxas de desemprego, independentemente dos níveis de qualificação. As explicações são várias: desde logo, causas externas a cada um de nós, como a tão falada globalização dos mercados, a fusão de empresas e actividades, a incapacidade de prever tendências ou uma mão-de-obra que continua sub-qualificada ou com competências que não são mobilizáveis pelo mercado de emprego. Como causas internas, nossas, de cada um de nós, está um posicionamento defensivo e expectante face à realidade, um esperar que alguém resolva e que apareça feito e uma deresponsabilização individual e colectiva crescente a que se deve acrescer uma ausência também colectiva nas capacidades de prevermos, processarmos conhecimento, organizarmos esse conhecimento, traduzindo-o em actividades com valor que possam interagir em diferentes mercados. Por outro lado, há também uma tendência muito nossa que é a seguinte: perante um problema, em vez de o tentarmos resolver, procuramos contextualizá-lo em horizontes mais largos, o que nos desfoca dele e da sua solução, remetendo-nos para um adiamento que acaba por nos contagiar uns aos outros. Por isso, em relação ao desemprego, importam soluções que chamaremos do “quotidiano” (em oposição aos tão necessários grandes investimentos), por exemplo ao nível de financiamento de pequenas actividades. Como vamos financiar actividades, projectos de pequena dimensão que no imediato geram o emprego de quem os cria ? Eis algumas soluções:

Joaquim Lavadinho

LEGISLAÇÃO DO TRABALHO Portaria nº 288/2005. DR 56 SÉRIE I-B de 2005-03-21 Ministérios da Justiça e da Segurança Social, da Família e da Criança Altera a Portaria nº 1085-A/2004, de 31 de Agosto, que fixa os critérios de prova e de apreciação da insuficiência económica para a concessão da protecção jurídica. Portaria nº 256/2005. DR 53 SÉRIE I-B de 2005-03-16 Ministério das Actividades Económicas e do Trabalho Aprova a actualização da Classificação Nacional das Áreas de Educação e Formação (CNAEF). Revoga a Portaria nº 316/2001, de 2 de Abril. Portaria nº 246/2005. DR 48 SÉRIE I-B de 2005-03-09 Aprova o regulamento do financiamento público dos cursos profissionais regulados pela Portaria nº 550-C/2004, de 21 de Maio. Portaria nº 342/2005. DR 64 SÉRIE I-B de 2005-04-01 Ministérios das Actividades Económicas e do Trabalho e das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Estabelece as normas relativas às condições de emissão dos certificados de aptidão profissional, adiante designados por CAP, e de homologação dos respectivos cursos de formação profissional relativos a vários perfis profissionais.

Criar sociedades de garantia mútua adaptadas, nos montantes, a pequenos projectos, envolvendo mutualidades e Instituições Particulares de Solidariedade Social;

Portaria nº 363/2005. DR 65 SÉRIE I-B de 2005-04-04 Ministérios das Finanças e da Administração Pública e da Segurança Social, da Família e da Criança Actualiza as remunerações que servem de cálculo às pensões de invalidez e de velhice do regime geral de segurança social.

Criar sociedades de capital de risco adaptadas, nos montantes, aos pequenos projectos que impliquem base tecnológica e actividades de exportação;

Decreto-Lei nº 77/2005. DR 72 SÉRIE I-A de 2005-04-13 Ministério da Segurança Social, da Família e da Criança Estabelece o regime jurídico de protecção social na maternidade, paternidade e adopção no âmbito do subsistema previdencial de segurança social face ao regime preconizado na legislação de trabalho vigente.

Criar a figura do sócio-consultor que se retira da empresa, quando o promotor está seguro para pilotar o seu negócio;

Rogério Pacheco

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Oportunidades

Formar e empregar jovens Uma das missões do Citeforma, é proceder à formação de jovens para o mercado de emprego, tendo associada a esta situação o apoio na obtenção de uma colocação profissional. Assim, foi mais uma vez no curso “Técnico de Secretariado e Burótica”, um curso de 1 500 horas que durou aproximadamente um ano, com formação em sala e em contexto de trabalho, o que neste último caso, sempre permite um contacto estreito entre a empresa e o formando, no sentido de avaliarem expectativas de proximidade recíprocas. Tanto assim, que tendo o curso terminado no passado dia 11 de Fevereiro, cerca de 37,5 % dos formandos receberam um convite para continuar nas empresas onde realizaram a sua formação prática, em sectores tão diversos, como a hotelaria, as telecomunicações ou o sector editorial. Neste último sector, uma das empresas, a Texto Editora, através do seu responsável de recursos humanos, releva como bastante importante a formação recebida em informática pela pessoa que acolheu, a Andreia Casimiro, revelando ao mesmo tempo as suas características pessoais, onde salientou o “dinamismo”, ou “a rapidez de execução”, tendo aquele responsável considerado

que no geral a estagiária estava muito bem preparada. Falámos depois, com a Andreia que igualmente salientou a preparação obtida no Citeforma como determinante para ser integrada na Texto Editora, referindo igualmente a importância da formação em contexto de trabalho que permitiu ir gradualmente tomando consciência da realidade laboral, confrontando este aspecto com a aprendizagem das matérias.

LEGISLAÇÃO FISCAL SISTEMA DE INCENTIVOS FISCAIS EM INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL (SIFIDE) O Governo vai submeter à Assembleia da República uma Proposta de Lei relativa à criação de um Sistema de Incentivos Fiscais em Investigação e Desenvolvimento Empresarial (SIFIDE) O apoio sob a forma de incentivo fiscal terá uma importância crescente, não só por ser uma forma mais expedita para as empresas que queiram intensificar os seus investimentos de forma organizada e continuada, como por permitir alavancar os efeitos dos apoios financeiros. Nas medidas de apoio financeiro à I&D em consórcio entre empresas e instituições de investigação do QCA 3 (POCTI e POSI) foi introduzida uma componente de apoio reembolsável, que representa um passo assinalável no envolvimento das empresas nos resultados dos projectos. A reposição do SIFIDE, ao permitir deduzir parte dos reembolsos que irão efectuar às entidades financiadoras, é um justo prémio a um envolvimento que se quer crescente. Do regime constante do Decreto-lei n.º 292/97, de 22 de Outubro, na redacção dada pelo Decretolei n.º 197/2001, de 29 de Junho, mantêm-se i) a forma da dedução de despesas, ii) a dedução base de 20% das despesas realizadas e a dedução de 50% sobre o acréscimo de despesa, em relação aos dois exercícios anteriores, iii) o período de seis anos em que as despesas podem ser deduzidas e iv) o elenco das despesas dedutíveis. A experiência demonstra que os aspectos onde se mostra aconselhável inovar em relação àquele regime são os seguintes: i) o aumento do montante máximo de dedução, que passa de 500,000,00 de euros para 750,000,00 de euros, e ii) a fixação, desde já, do período de vigência deste regime, o qual é de 5 anos.

CIRCULAR 6/2005, DE 28 DE ABRIL - DSIRS Clarificação administrativa de algumas especificidades tributárias em sede de IRS, decorrentes da aplicação da nova Concordata celebrada entre o Estado Português e a Igreja Católica em 2004 IDENTIFICAÇÃO FISCAL DOS PRÉDIOS Prazo volta a ser adiado, para 31 de Dezembro O Ministério das Finanças voltou a adiar o prazo para a entrega da informação fiscal dos prédios que se encontram nas bases de dados dos Impostos por identificar. Através de um despacho com a data de 17 Maio , o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, alarga até 31 de Dezembro de 2005 o prazo para que os titulares de prédios urbanos e rústicos regularizem a situação. Além desta decisão, João Amaral Tomáz determina que a Direcção Geral dos Impostos (DGCI) desenhe um plano de acção para agilizar o processo de regularização. PROPOSTA DE LEI QUE ALTERA O CÓDIGO DO IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DAS PESSOAS SINGULARES, O CÓDIGO DO IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DAS PESSOAS COLECTIVAS, O CÓDIGO DO IVA, A LEI GERAL TRIBUTÁRIA E O REGIME COMPLEMENTAR DO PROCEDIMENTO DA INSPECÇÃO TRIBUTÁRIA. Este diploma, aprovado em Conselho de Ministros, visa rever algumas das alterações recentemente introduzidas no quadro fiscal que carecem de aperfeiçoamentos urgentes e, em simultâneo, colmatar outro tipo de deficiências susceptíveis de comprometer o rigor e a transparência exigíveis na interpretação e aplicação da lei fiscal, gerando controvérsias indesejáveis entre a administração tributária e os contribuintes. Com efeito, concretiza-se a introdução de ajustamentos,

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pontuais mas de relevância significativa, em diversos diplomas fiscais. Em matéria de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC): i) reintroduz-se uma norma de incidência que, sem justificação aparente, havia sido eliminada recentemente, voltando a existir a obrigação de imposto quanto aos incrementos patrimoniais derivados de aquisições a título gratuito de direitos imobiliários e mobiliários com qualquer tipo de conexão com o território português; e ii) clarificamse os aspectos do regime de transmissão de prejuízos no âmbito de fusões e cisões de empresas e entradas de activos, afastando a possibilidade de deferimento tácito do pedido de aplicação deste benefício. No que respeita à Lei Geral Tributária, no domínio das garantias dos contribuintes, entende o Governo que a atribuição ao contribuinte do ónus da prova das situações de não sujeição revelou-se sem qualquer utilidade na definição da respectiva situação tributária face à administração tributária consubstanciando-se, para além do mais, numa fonte injustificada de litígios na relação desta com os contribuintes. Assim, retomase o princípio da legalidade, em que administração tributária terá sempre de provar que, numa determina da situação, se verificam os pressupostos da incidência do imposto em causa. Por último, com as alterações que a proposta de lei pretende introduzir no Regime Complementar do Procedimento da Inspecção Tributária, prosseguem-se, no essencial, objectivos de simplificação e clarificação procedimental, que representam ganhos acrescidos no universo de direitos e garantias dos contribuintes, bem como na eficácia da actuação da Administração Tributária, designadamente, a definição clara sobre os momentos do início e do fim do procedimento de inspecção. Fernando Cordeiro


APONTAMENTO CULTURAL

Cada um de nós tem de ser - deve ser, um agente cultural! A propósito da CULTURA LIGHT O passado e, particularmente, o presente revelam-nos uma cultura light – fruto do retrocesso do saber e da ditadura do mercado – parecendo querer impor-se à cultura reflexiva e crítica.

(à melhor, como diriam os nossos amigos brasileiro) idade, a razão do sucesso da literatura light reside na deficiente base cultural do leitor dos nossos dias ( a que não é alheia a degradação do ensino, reflectida no saber e no conhecimento); na nítida aversão a tudo o que é polémico ou controverso, a tudo o que faz pensar, na falta de tempo para se dedicar a uma leitura séria que exige reflexão e espírito crítico; na necessidade de fuga, de evasão perante os problemas do quotidiano, da família, do país e do mundo; na ausência de uma certa sensibilidade; na “praga” televisiva, etc.

Mas o futuro, graças ao imaginário riquíssimo do povo português (segundo Natália Correia e Eduardo Lourenço), aliado à sua inteligência e sensibilidade revelar-nos-á outro tipo de interesses como os baseados no esoterismo e na análise de fenómenos religiosos que tanta procura têm tido recentemente entre os mais diversos públicos.

Para alguns, Paulo Coelho “é para ser lido deitado numa rede, numa bela tarde de Verão”; para outros, Margarida Rebelo Pinto teve o efeito de vacina apenas com a leitura de um dos seus livros.

Num passado “remoto” será que já poderíamos considerar literatura light o romance folhetim surgido em França no séc. XIX, com assinalável êxito entre 1836 e 1850 e cultivado por Balzac, Victor Hugo, Alexandre Dumas (pai e filho), Alfredo de Musset, George Sand etc., além do mais famoso de todos - Eugéne Sue? E num passado próximo, os romances da colecção azul de Max du Veuzit (como John, o chauffeur russo) e os da Biblioteca das Raparigas?

Consideram que o esoterismo e a magia combinados com a forma como explora o sentimentalismo dos leitores terá sido a chave dos best-sellers de Paulo Coelho, assim como a superficialidade temática e a “leveza” dos romances de Margarida Rebelo Pinto, justificam a sua estrada fulgurante na lista dos mais vendidos.

E em Portugal a revista Modas e Bordados, que teve como directora uma das mais destacadas mulheres do séc. XX – Maria Lamas, logo seguida de outra não menos notável pela sua intervenção sócio-política, Etelvina Lopes de Almeida, também já apresentava um folhetim A quem Deus Promete (amorosamente encadernado por uma prima e que guardo na minha estante de literatura infanto-juvenil)?

Feita a análise crítica, passemos às sugestões para lutar contra este tipo de cultura que nos invade avassaladoramente: a busca da identidade, a busca das raízes, a valorização do património cultural, acompanhada da respectiva tomada de consciência, a inter-acção Estado/sociedade civil e o espírito do associativismo posto em prática. Demos as mãos e conseguiremos a abolição desta ditadura pós-moderna!

No momento presente e, na sequência dum inquérito junto de um grupo de alunos de um Curso Livre dedicado à terceira

Dulce Matos

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CURSO TÉCNICO DE CONTABILIDADE

INÍCIO

FIM

DURAÇÃO

HORÁRIO

05/09/05

21/07/06

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Laboral

INÍCIO

FIM

DURAÇÃO

HORÁRIO

Cursos de Formação

FORMAÇÃO PARA JOVENS

ÁREA

CURSO

Audiovisuais e Produção dos Média EDIÇÃO NÃO LINEAR DE VÍDEO COM ADOBE PREMIERE

01/07/05

20/07/05

42

Pós-Laboral

EFEITOS EM AUDIOVISUAIS

05/09/05

22/09/05

42

Pós-Laboral

INFOGRAFIA

26/09/05

14/10/05

42

Pós-Laboral

ANÁLISE DOS MODELOS DECLARATIVOS IRS/IRC/IVA

10/09/05

12/11/05

40

Sábados

CONTENCIOSO FISCAL

10/09/05

12/11/05

30

Sábados

SEM. ACTUALIZAÇÃO FISCAL

17/09/05

15/10/05

38

Sábados

CONTABILIDADE ANALÍTICA E GESTÃO ORÇAMENTAL

26/09/05

05/07/06

175

Pós-Laboral

CONTABILIDADE E GESTÃO ADMINISTRATIVA I

27/09/05

04/07/06

350

Pós-Laboral

FISCALIDADE

27/09/05

11/05/06

175

Pós-Laboral

FISCALIDADE EMPRESARIAL

27/09/05

01/06/06

210

Pós-Laboral

AUDITORIA FISCAL

28/09/05

29/12/05

90

Pós-Laboral

CONTABILIDADE E GESTÃO ADMINISTRATIVA II

29/09/05

31/07/06

350

Pós-Laboral

Desenvolvimento Pessoal (comportamental)

GESTÃO DE STRESS

03/09/05

01/10/05

35

Sábados

MOTIVAÇÃO E GESTÃO DE EQUIPAS

10/09/05

08/10/05

35

Sábados

Direito

DIREITO TRABALHO

26/09/05

28/05/06

150

Pós-Laboral

Formação de Formadores

FORMAÇÃO DE FORMADORES - Reciclagem (Portalegre)

03/09/05

12/11/05

60

Sábados

FORMAÇÃO DE FORMADORES (INICIAÇÃO)

16/09/05

02/11/05

100

Pós-Lab./ Sáb.

FORMAÇÃO DE FORMADORES À DISTÂNCIA (iniciação)

17/09/05

26/11/05

164

Sábados

GESTÃO PESSOAL

26/09/05

25/05/06

220

Pós-Laboral

GESTÃO INTEGRADA DE RECURSOS HUMANOS

26/09/05

03/01/06

95

Pós-Laboral

FLASH

04/07/05

21/07/05

42

Pós-Laboral

FREEHAND

11/07/05

28/07/05

42

Pós-Laboral

FRONTPAGE

25/07/05

11/08/05

42

Pós-Laboral

SQL (Oracle)

01/09/05

14/09/05

40

Pós-Laboral

CRIAÇÃO DE PÁGINAS PARA A WEB - INICIAÇÃO

03/09/05

08/10/05

42

Sábados

PROGRAMAÇÃO EM ASP.NET

03/09/05

08/10/05

42

Sábados

PROGRAMAÇÃO DE APLICAÇÕES MÓVEIS EM .NET

03/09/05

08/10/05

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Sábados

PROGRAMAÇÃO EM JAVA I

03/09/05

08/10/05

42

Sábados

ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO SO LINUX

03/09/05

08/10/05

42

Sábados

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA I

05/09/05

23/09/05

60

Pós-Laboral

PL/SQL (Orcale)

19/09/05

30/09/05

40

Pós-Laboral

APRESENTAÇÕES ELECTRÓNICAS - Power Point (Portalegre)

05/07/05

20/07/05

30

Pós-Laboral

INTRODUÇÃO AO WINDOWS

11/07/05

22/07/05

30

Pós-Laboral

MS-WORD FUNDAMENTAL

25/07/05

05/08/05

40

Pós-Laboral

MS-EXCEL FUNDAMENTAL

05/09/05

16/09/05

40

Pós-Laboral

MS-WORD AVANÇADO (Portalegre)

06/09/05

27/09/05

40

Pós-Laboral

MS-EXCEL AVANÇADO

19/09/05

30/09/05

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Pós-Laboral

INGLÊS INTENSIVO I

04/07/05

15/07/05

30

Pós-Laboral

INGLÊS INTENSIVO II

04/07/05

15/07/05

30

Pós-Laboral

INGLÊS INTENSIVO III

05/09/05

16/09/05

30

Pós-Laboral

VIAJAR, COMUNICAR E TRABALHAR EM INGLÊS

05/09/05

16/09/05

30

Pós-Laboral

INGLÊS I

26/09/05

29/05/06

150

Pós-Laboral

INGLÊS II

26/09/05

29/05/06

150

Pós-Laboral

INGLÊS III

26/09/05

29/05/06

150

Pós-Laboral

MARKETING - GESTÃO PRODUTO

17/09/05

26/11/05

77

Sábados

MARKETING

27/09/05

20/06/06

150

Pós-Laboral

Secretariado

APERFEIÇOAMENTO EM SECRETARIADO

27/09/05

25/07/06

300

Pós-Laboral

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

SEGURANÇA,HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO - SOCORRISMO (Portalegre)

05/09/05

16/09/05

30

Pós-Laboral

SEGURANÇA,HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO - AMBIENTE (Portalegre)

19/09/05

30/09/05

30

Pós-Laboral

Contabilidade e Fiscalidade

Gestão e Administração

Informática para Técnicos

Informática para Utilizadores

Línguas e Literaturas Estrangeiras

Marketing

Datas previstas, sujeitas a confirmação Formação Co - Financiada pela União Europeia (Fundo Social Europeu) e pelo Estado Português (Ministério do Trabalho e Solidariedade Social)

08

Julho a Setembro 2005

FORMAÇÃO PARA ACTIVOS


CITE'IN'FORMA Nº24