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CITEin´FORMA Nº13 Agosto de 2002 NOTA EDITORIAL De acordo com um recente estudo publicado pelo CEDEFOP, em 2010, dois terços da população portuguesa terá um nível de educação igual ou inferior ao nível 2 da CITE (Classificação Internacional Tipo do Ensino). Em contrapartida, nessa mesma altura, e apesar da distância para os países mais desenvolvidos da UE, só 2/5 dos jovens portugueses com idade compreendida entre os 25 e os 28 anos terão qualificações profissionais reduzidas. Será então muito forte, o fosso intergeracional. As gerações jovens irão integrar-se num mercado de trabalho dominado por uma mão-de-obra muito menos qualificada e em que os próprios empresários e a organização empresarial partilharão dessa caracterização. É, nesse contexto, da máxima importância que esse fosso entre gerações não venha a desembocar numa subutilização das competências e capacidades dos jovens que acedem ao mercado de trabalho. Para isso, talvez seja necessário agir ao nível dos perfis e das motivações dos empresários mas, essencialmente, é necessário que as instituições de educação e formação tenham capacidade de adaptação permanente às necessidades das empresas e lhes sirvam de estímulo à mudança. O CITEFORMA vai por aí. Agostinho Castanheira Director do CITEFORMA

NOTÍCIAS Jovens divulgam cultura francesa e inglesa Saber um idioma não é suficiente para se compreender um povo. É importante conhecer a sua cultura, as tradições, e as características regionais. Na Europa das diferenças em que estamos inseridos, é cada vez mais útil ter a noção dos hábitos e costumes dos nossos vizinhos. Porque facilitamos a comunicação, melhoramos o relacionamento e estreitamos laços. Com o intuito de enriquecer a aprendizagem da língua inglesa e francesa, e de dar a conhecer a cultura dos países onde são faladas, os formandos do curso de Secretariado e Burótica prepararam o dia do Inglês e a semana Francófona. Para o Director do Centro, “este tipo de iniciativas são muito bem recebidas, pois consideramos que é uma forma de valorizar a qualificação das pessoas e de dar maior conteúdo à ligação à Europa. Um inquérito recente revelou que os portugueses são os que pior conhecem a cultura europeia” comenta com desagrado Agostinho Castanheira. “A nossa integração na Europa tem de ser mais completa e deve passar pelo conhecimento da realidade de outros países”, acrescenta. A realização destes eventos contou com a participação das embaixadas de Inglaterra, Estados Unidos da América, Bélgica, França, Egipto e Tunísia. Contactadas


pelos formandos estas entidades disponibilizaram informação sobre os respectivos países e, em alguns casos, algum merchandising que incentivaram a realização de concursos temáticos. In what language does “arigatou” mean “thank you”? Foi uma das perguntas que saiu no Brainstorm Contest organizado pelos formandos. Uma espécie de Trivial Persuit feito por eles, em Inglês, com perguntas sobre Musica, Desporto, Cinema e Cultura. As quatro equipas a concurso, cujos elementos foram convidados de outras turmas de qualificação, não deram descanso à buzina, competindo entre si. Carmo Machado, formadora do módulo de Inglês, que orientou a preparação deste dia especial estava visivelmente satisfeita com o resultado: “é uma maneira de quebrar a rotina das aulas e de os motivar a pesquisar e investigar sobre determinado assunto em inglês”. A sala foi decorada a rigor com mapas e indicações sobre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos da América. E a meio da tarde, não faltou a pausa para um saboroso lanche de chá e scones. Os pormenores não foram deixados ao acaso e para além da descrição da origem do chá, os formandos de secretariado ofereceram as fabulosas receitas dos apple butter muffins e dos buckingham palace scones. Qual o lema da França? A resposta encontrava-se facilmente durante a semana francófona que a turma de Secretariado e Burótica promoveu entre 22 e 26 de Julho no CITEFORMA. E várias foram as possibilidades de descobrir a Francofonia no Mundo: através da visualização de filmes, visitando a exposição reveladora da influência da cultura francesa em vários países ou à mesa, apreciando algumas das suas iguarias como os queijos, os doces ou o não menos famoso champanhe.

Qualificação vai ao Teatro As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos. Será isto possível? Parece que sim, segundo Adam Long, Jess Borgeson e Daniel Singer. Os formandos dos cursos de qualificação para jovens do CITEFORMA assistiram à versão vertiginosamente acelerada das 37 obras do famoso escritor e não vieram de lá desiludidos. Se ficaram a conhecer a obra? Bem...pode-se dizer que sim, numa perspectiva radical e hilariante! A experiência de ser actor Uma das saídas profissionais do curso de Técnico de Comunicação Multimedia é a Realização, nomeadamente na área de Audiovisuais. Na opinião do coordenador do curso, a preparação de uma direcção de actores passa pela experiência de palco, em diversas vertentes, principalmente pela interpretação: “Eles têm de perceber primeiro, todas as dificuldades e os constrangimentos que um actor sente no palco” explica Manuel Silva. “Compreender um conjunto de técnicas de dramatização essenciais, como a coordenação de falas, a marcação de espaços no palco, entre outros. Tendo bem presentes estes aspectos, poderão, mais tarde, corrigir e dirigir


os actores em função do objectivo do guião”. A primeira abordagem serviu, precisamente, para descobrir e corrigir aspectos essenciais. Para tal, o coordenador pediu à turma para se dividir em grupos, criar um texto e representá-lo. A análise deste trabalho é o ponto de partida para um novo projecto de dramatização. Esse já com algumas orientações, nomeadamente, com a correcção de algumas falhas entretanto detectadas. Estreia em Setembro, numa sala de formação do CITEFORMA. 2º lugar em Multimedia no Concurso Regional Formação Profissional Susana Baixinho, formanda do curso de Técnico de Comunicação Multimedia do CITEFORMA (curso de 2001/2002) classificou-se em segundo lugar na profissão de Comunicação e Multimedia do Concurso de Formação Profissional da Região de Lisboa e Vale do Tejo. Os nove jovens a concurso foram avaliados pelos trabalhos realizado em Word, Excel, Powerpoint, na criação de uma página para a Web e de um CD. Pelo facto de ser uma área relativamente recente, a profissão de Comunicação Multimedia definida para este concurso, não coincidia, em alguns aspectos, com o perfil destes formandos. Na opinião de Susana, o grau de exigência não era muito elevado, no entanto as provas pressupunham um conhecimento técnico que nem sempre está presente no dia-a-dia. “Às vezes pediam para realizar determinadas tarefas que eu nunca tinha feito. Tive de improvisar!”. Susana e Sérgio Sousa (o outro formando do CITEFORMA a concurso) gostaram a experiência proporcionada pelo concurso. Para além do convívio com todos os outros jovens, referem a importância desta prova enquanto teste de conhecimentos. Sindicalistas Dinamarqueses visitam o CITEFORMA Um grupo de representantes do sindicato dinamarquês HK veio conhecer, no passado dia 3 de Maio, o CITEFORMA. De visita ao nosso país, a propósito de uma reunião extraordinária, não quiseram deixar de ver um Centro de Formação, perceber a sua dinâmica e compreender o seu modo de funcionamento. Segundo nos explicou a coordenadora deste grupo, a visita a Portugal e a algumas instituições em concreto, servirá, também, para estes dirigentes sindicais se aperceberem de novos conceitos e de realidades diferentes. Aspectos que poderão, mais tarde, adaptar e levar para o seu próprio contexto laboral. FORMAÇÃO JOVENS Entrega de Certificados aos Cursos Qualificação de 2001/2002 O CITEFORMA entregou, no passado dia 20 de Junho, os Certificados de Formação aos jovens que frequentaram os cursos de qualificação durante o ano lectivo de 2001/2002. Uma sessão animada que permitiu o reencontro dos jovens entre si, e com a instituição que os acompanhou durante cerca de um ano. Entre agradecimentos e desejos de muito sucesso, houve ainda tempo para reflectir sobre as dificuldades que se avizinham. Gracinda Ramos, Directora da Direcção de Serviços de Coordenação da Actividade Formativa do IEFP alertou-os para a necessidade de investir em formação: “continuem jovens na vontade de aprender, na vontade de ter mais


competências e não julguem que sabem tudo”. Vítor Hugo, Presidente do SITESE aconselhou-os a olhar para a Formação como um instrumento, ao longo da vida: “no actual contexto laboral, as pessoas têm de estar sempre preparadas para mudar de emprego, de profissão e até de região”. Dias Pais, Presidente do Conselho de Administração do CITEFORMA resumiu a ideia chave com um provérbio Chinês, que diz: “Se queres 1 ano de prosperidade, cultiva arroz; Se queres 10 anos de prosperidade, planta árvores; Se queres 100 anos de prosperidade, educa Homens!” Todos colocados! “Dos jovens interessados em obter colocação através do Gabinete de Psicologia, todos estão a trabalhar” afirma Isabel Diogo. A excepção, são os formandos do curso de Técnico de Comunicação Multimedia, pois este curso terminou na semana anterior à entrega dos diplomas. “No entanto aguardam marcação de entrevistas, uma vez que o Gabinete de Psicologia já fez chegar os currículos às empresas interessadas nestes formandos” explica-nos a responsável pelo Gabinete. A preocupação com o percurso profissional dos jovens que frequentam os cursos de qualificação no CITEFORMA não cessa com a conclusão das acções de formação. O Centro interessa-se pela inserção profissional dos formandos e tem, até à data, encontrado colocação para todos aqueles que a solicitam. Mesmo quando a conjuntura não é a mais favorável. “É muito importante constatar que, mesmo num clima de uma certa crise económica (e consequentemente no mercado de trabalho) todas as pessoas estão colocadas” refere o Director do CITEFORMA. Para Agostinho Castanheira, “essa será sempre uma preocupação chave do Centro: pugnar pela qualidade, preocupar-se com a actualização dos conteúdos e com a inserção dos formandos no mercado de trabalho”.

DESPORTO NO CITEFORMA Por sugestão de um grupo de formandos do curso de Análise e Programação de Aplicações, o CITEFORMA desenvolveu um projecto de Actividades Desportivas. O pontapé de saída foi um Torneio de FUTSAL entre equipas constituídas pelos formandos dos cursos de qualificação para jovens. Mas o entusiasmo com este tipo de actividades fica explícito, e a porta aberta para quem tenha interesse em propor o envolvimento do Centro com qualquer outro desporto. Desde sempre que o CITEFORMA se preocupa com o bem-estar físico e emocional dos seus formandos e, mais concretamente, com a promoção da actividade desportiva como complemento à sua actividade, a Formação Profissional. Pela inexistência de espaços adequados à prática de exercício físico, esta intenção nunca passou à fase de concretização. O empenho de um grupo de formandos na realização de um projecto de FUTSAL despertou o CITEFORMA para esta hipótese. Apesar dos constrangimentos em termos de instalações, decidiu-se avançar com o projecto, uma vez que os formandos apresentaram soluções alternativas. A Direcção mostrou-se bastante receptiva à proposta e o projecto foi aprovado em Conselho de Administração. O CITEFORMA disponibilizou-se para suportar os custos desta actividade, e assim incentivar os seus formandos à prática de uma activi-


dade desportiva.

1º Torneio de FUTSAL CAPAs A Campeões Final renhido entre CAPAs A e CPS animou o último dia do 1º Torneio de FUTSAL CITEFORMA. CAPAs A, já no final da 2ª parte marcaram o golo que lhes deu a vitória. A atribuição do 3º e 4º lugar também não foi fácil. Multimédia e CAPAs B empataram a 2 bolas, chutando para pénaltis a decisão: CAPAs B levaram a melhor. Os últimos lugares foram discutidos em família, entre as duas turmas do curso de Aprendizagem: INFA B venceram INFA A por 11-3. O 1º Torneio de FUTSAL CITEFORMA realizou-se entre 29 de Junho e 12 de Julho. Três sábados seguidos, a acordar cedo e a testar a condição física. A preparação técnica e a resistência desenharam a tabela de classificações. Cedo se descobriu quem já fez do futebol a primeira opção de vida e quem dá uns chutos na bola por diversão. Não raras as vezes os jogadores alternavam entre a baliza e uma posição mais à frente, por não haver guarda-redes fixo. Mais golo, menos golo... pontaria à trave ou mais certeira, importante foi o empenho que todos eles revelaram na realização deste torneio. Em Setembro, a Comissão Organizadora, mediante o interesse e disponibilidade dos candidatos, irá apresentar a equipa oficial de FUTSAL do CITEFORMA. Prometem dar luta! LEVANTAMENTO DE NECESSIDADES DE FORMAÇÃO Painel de Especialistas em Recursos Humanos O CITEFORMA está a desenvolver um Diagnóstico de Necessidades de Formação com o intuito de reajustar a oferta formativa actual e definir a estratégia de formação até 2005. Faz parte da metodologia deste estudo, reunir um painel de especialistas em Recursos Humanos (Técnicos das Empresas e Dirigentes Sindicais) de forma a obter indicadores sobre a evolução prospectiva do conjunto de profissões a que o CITEFORMA, prioritariamente, se dirige. O dia 21 de Maio foi a data escolhida para a realização desse painel, durante o qual foi também apresentada a metodologia utilizada e alguns dos resultados já obtidos. José Ramirez, da TRANSTEJO e Vítor Coelho da FETESE foram os especialistas convidados a expor algumas importantes questões sobre o tema: a formação em época de mudança, o problema da empregabilidade, a formação na contratação colectiva, a qualificação de jovens e o aperfeiçoamento profissional dos activos. Do papel de espectadores, o painel passou ao activo. Reunidos em grupos de trabalho, todos os participantes contribuiram para este exercício elaborando uma lista descritiva de um conjunto de funções e tarefas emergentes nas diferentes profissões em análise, com especial destaque para a transversalidade profissional das com-


petências relacionadas como as áreas linguísticas, comportamentais e das T.I.C.’s. A sessão terminou em animado debate, com a intervenção dos participantes. Cada um, com a sua experiência, contribuiu para esta reflexão sobre o futuro da formação (uns na vertente empresarial, outros na área sindical). É consensual a ideia do impacto positivo da formação no desenvolvimento profissional e pessoal do trabalhador. As opiniões divergem depois, consoante a posição do interlocutor no contexto laboral. E muitas das questões colocadas reflectem a própria indefinição do mercado actual e a mentalidade dos gestores: - Deverá a formação ser uma iniciativa do trabalhador ou da empresa? - E os trabalhadores que não estão abrangidos pela estratégia da empresa, devem ser excluídos da formação? - Quem deve suportar os custos da formação? O baixo nível de instrução dos trabalhadores, em geral, foi também um dos temas em discussão. - Deverá a empresa colmatar esse baixo nível de instrução com formação profissional? - Ou essa é uma responsabilidade da sociedade, e a empresa limita-se a recolher do mercado os mais habilitados e a rejeitar os menos competentes? - Deve a empresa apenas financiar formação técnica e directamente afecta ao exercício profissional? Sem esquecer que muitas das PME, em Portugal, pecam pela deficiente gestão, abordou-se ainda a necessidade de sensibilizar os empresários para a formação. Segundo os presentes, muitos dos responsáveis por este tipo de empresas procuram o lucro rápido e os seus horizontes não comportam um plano de investimento em desenvolvimento de competências dos seus recursos humanos. Este exercício de reflexão não se esgotou aqui e em muito contribuiu para o trabalho em curso. Dos dados apresentados e das opiniões manifestadas, em momento de fecho da sessão foi possível chegar à conclusão de que Portugal está numa fase de maturidade do processo de formação: por um lado, já existem alguns empresários um pouco menos “comerciantes”, conscientes dos benefícios do investimento em formação; por outro lado os trabalhadores, a título individual, procuram a formação profissional enquanto instrumento de valorização. FORMAÇÃO 2003 Plano de Formação 2003 O CITEFORMA está a ajustar os últimos detalhes do Plano de Actividade Formativa para 2003. As novidades são aqui adiantadas pelo Departamento de Formação. Jovens - Aprendizagem Reinicia-se, em 2003, um novo ciclo de formação de Aprendizagem, pondo em prática um dos perfis de formação em que o CITEFORMA está a trabalhar, no âmbito da revisão da portaria. “É um curso com carácter pioneiro”, tal como nos explicou Cristina Tavares, re-


sponsável pelo Departamento de Formação, pois “é numa área identificada como emergente e seremos provavelmente os primeiros no país a promover esta formação”. O curso é de Técnicas de Apoio à Gestão, destina-se a jovens com o 9º ano de escolaridade e concede uma qualificação de nível III da União Europeia. Jovens - Qualificação Na vertente de Qualificação, o CITEFORMA irá continuar a fazer a mesma oferta formativa. No entanto e pela primeira vez, vai incluir uma componente de estágio durante o decorrer do curso (formação prática no posto de trabalho). Igualmente está em estudo a promoção de um curso de especialização tecnológica que permitirá, aos formandos que o concluam com aproveitamento, obter uma certificação de nível IV (os outros cursos de qualificação dão acesso ao nível III). O conteúdo deste curso ainda está a ser analisado, mas segundo Cristina Tavares “será muito provavelmente na área de informática”. Activos - Aperfeiçoamento A avaliação positiva da experiência dos Percursos Formativos, introduzidos no Plano de Actividades em 2002, ditou a sua continuidade. O CITEFORMA volta a apostar neste tipo de organização da formação por dois meios: enriquecendo alguns dos perfis já existentes, e criando outros novos em áreas onde o mercado pede profissionais. Na área da Informática vão abrir cinco novos percursos: - Desenho e Projecto em Autocad; - Projecto em SIG; - Desenvolvimento de Vídeo e Áudio para Multimedia; - Animação Gráfica e Infografismo; - Web Engeneering & Analysis Estes percursos abrangem alguns dos cursos isolados que o CITEFORMA ministrava e trazem também novos cursos. O curso de Microinformática deixa de existir no modelo em que o CITEFORMA o tem disponibilizado e desenvolveram-se dois percursos formativos em Tecnologias de Informação e Comunicação (de nível I e II). Segundo o Departamento de Formação, estes percursos foram estruturados de acordo com os perfis de preparação para a obtenção da certificação ECDL-European Computer Driving Licence (Carta Europeia de Condução Informática) Na área de Gestão e Administração, abrem dois percursos de especialização destinados a responsáveis financeiros das empresas (TOC’s, Gestores, Fiscalistas). Um deles será Formação Especializada em Contabilidade/ Gestão/ Finanças. O outro percurso está ainda em constituição, não podendo o Centro ainda avançar com uma designação. Uma outra especialização está a ser preparada para trabalhadores administrativos a operar na área dos Recursos Humanos. A área das Línguas também foi reestruturada. Vão ser criados cursos direccionados a contextos específicos de utilização da língua inglesa, como por exemplo reuniões,


situações de negócio, etc... Anuncia-se, ainda, um reforço da oferta na área Pedagógica tendo em vista responder à necessidade de acesso ao CAP (Certificado de Aptidão Profissional) para os que desejam ingressar no sistema (formação inicial) e para os que já estão no sistema e necessitam de formação contínua na área (reciclagens).

Portaria da Aprendizagem A Revisão da Portaria da Aprendizagem na área de Gestão e Administração, Secretariado e Trabalhos Administrativos encontra-se em fase de pré-conclusão. O CITEFORMA vai apresentá-la em reunião da CNA (Comissão Nacional de Aprendizagem) em Setembro. Esta portaria prevê oito saídas profissionais: - Assistente Administrativo; - Técnico Administrativo; - Assistente de Secretariado; - Técnico de Secretariado; - Assistente de Contabilidade; - Técnico de Contabilidade; - Técnico de Apoio à Gestão; - Técnico de Gestão. Perspectiva-se, ainda, um curso de especialização tecnológica, para o qual estão em curso contactos com instituições do Ensino Superior, tendo em vista a definição do perfil de formação. E fruto de uma exigência da própria CNA, desenvolveram-se perfis profissionais bietápicos. Ou seja, um formando que frequente um curso de três anos, e abandone o percurso ao fim do primeiro, tem acesso a um certificado profissional. Ainda que a desistência não seja o desejável, este novo sistema foi concebido para que, no final do primeiro ano, o indivíduo esteja preparado para desempenhar tarefas qualificadas, ainda que elementares. A portaria actualmente em vigor não prevê perfis de saída a meio do percurso.

REDE Seminário de Estratégia Empresarial - APARROZ Os associados da APARROZ (Associação de Produtores de Arroz de Vale do Sado) reuniram-se, no passado dia 27 de Junho na Pousada de Alcácer. Objectivo: discutir o desenvolvimento da estratégia empresarial do agrupamento. Durante todo o dia, os Consultores do Programa REDE conduziram estes empresários à reflexão, procurando estratégias de acção que satisfizessem as necessidades dos associados. Tal como nos explicou o Consultor José Rascão “já tínhamos discutido estes pontos com a Direcção. Pretendemos agora, com todos os associados, encontrar um caminho de futuro”.


A APARROZ é uma das entidades que aderiram ao Programa REDE, através do CITEFORMA, nesta edição. De acordo com Abranches Correia, o outro consultor envolvido neste projecto, o agrupamento encontra-se em fase de concretização do plano de acções: “Observámos, procurámos perceber os planos da empresa, reflectimos e propusemos soluções, mas neste momento, são os associados que têm de decidir”. O eixo das prioridades da APARROZ é claro para os envolvidos: aumentar o rendimento dos associados; trazer mais valor acrescentado; e dar continuidade ao negócio. Discutiram-se pontos fortes e pontos fracos deste mercado, analisou-se o meio envolvente global e o meio envolvente imediato. Com base nestes elementos, foram sugeridas linhas de orientação, cabendo depois, aos interessados, definir o timming da sua aplicação. Reunir consensos em matérias que envolvam várias cabeças e para as quais não haja resposta 100% fiável, é tarefa difícil. A intervenção dos consultores, enquanto especialistas de gestão, visou essencialmente o diálogo e o debate de opiniões. Alertaram para a importância de uma tomada de posição conjunta para travar as ameaças que surgem a estes produtores. Afinal a mudança e a adaptação à realidade estão na ordem do dia, qualquer que seja a actividade.

João Mendes, Administrador da APARROZ é o interlocutor habitual entre o REDE e a empresa. Abordámo-lo, no final do seminário para saber qual a avaliação que fazia do evento assim como do trabalho que tem estado a desenvolver com os consultores. CITE’in’FORMA: Como tem estado a correr esta participação da APARROZ no REDE? João Mendes: Tem estado a correr de uma maneira muito positiva, do meu ponto de vista. Primeiro porque as empresas têm sempre um dia-a-dia difícil. E o REDE não tem sido muito desgastante em termos de tempo que nos ocupa. Há sempre uma flexibilidade grande, da parte dos consultores, para se adaptarem à vida da empresa, e eu julgo que isso é uma vantagem importante. Por outro lado, os consultores têm tocado em temas que estão como que adormecidos no nosso inconsciente. É o caso de alguns defeitos da organização. Eu sei que eles existem, mas até agora não temos tido tempo nem disponibilidade para os atacar. Talvez agora com este agitar de temas, possamos resolvê-los e melhorar as competências da empresa. CF: Qual o objectivo subjacente à realização deste seminário? JM: Este seminário partiu de uma ideia conjunta, nossa e dos consultores. Temos quase cinco anos de vida e sentimos que alguns sócios, progressivamente, se afastaram do dia-a-dia da empresa. Há que puxá-los um bocadinho aqui, para criarmos o tal espírito de corpo que é sempre importante nas empresas. E isto foi uma forma de puxá-los para cá e discutir o futuro da empresa. É uma coisa que temos pouco tempo para fazer, mas a que hoje nos obrigámos. CF: Como é que acha que correu? Espera bons resultados? JM: Não posso prever os resultados. Mas acho que a participação foi boa, dos 23


sócios estavam 19. É uma taxa elevadíssima e portanto um bom indicador. As pessoas disponibilizaram-se para vir cá. Eu tentei, embora com um tempo apertado cativá-los para a iniciativa e acho que consegui. Porque toda a gente tem muita coisa para fazer e é sempre difícil vir. E depois temos aqui um grupo, com alguma formação e que entende mais facilmente os temas, portanto julgo que vai ser útil para toda a gente. APONTAMENTO CULTURAL Passeio no Douro Olho mais uma vez de um dos seus mais altos mirantes este meu Doiro, único rio emblemático de Portugal, e a sucessão tumultuosa de montes que vai sulcando. E dou íntimas graças ao destino por me ter feito nascer num cenário assim, tão naturalmente grandioso e onde tão naturalmente me sinto poeta. Não há bardo sem palco próprio. O meu não podia ser outro. A minha voz é também uma levada barrenta de esperança que tenta rasgar e reflectir a majestosa e tormentosa orografia da vida. Miguel Torga Quem hoje sobe o rio Douro tem a sensação de navegar em tortuosos lagos pachorrentos, pois as barragens retiraram-lhe todos os seus antigos arreganhos a fervilhar de ímpetos e de ciladas. A serenidade das águas é de tal modo envolvente que a nossa memória quase recusa evocar as peripécias que rechearam, ao longo dos tempos, esta perigosa travessia. Entre outros destaca-se o naufrágio de D. Antónia Ferreirinha e do barão de Forrester no Cachão da Valeira: o barco onde iam virou-se e o barão afogou-se de imediato, devido ao enorme peso das moedas de ouro que, segundo consta, trazia escondidas no cinto. A D. Antónia teve melhor sorte, uma vez que as suas saias de balão se transformaram numa inesperada bóia insuflável. Associada a este episódio fica indiscutivelmente a importância do rabelo - o barco em que viajavam. A sua função original era transportar o vinho do Porto do Alto Douro para as adegas dos mercadores em Vila Nova de Gaia. Carregando pipas, cortiça, madeira ou gente, dominaram o tráfego do Douro até a abertura de estradas e de caminhos de ferro. Do ponto de vista económico, contribuíram para a prosperidade do Alto Douro, nos séculos XVII e XVIII. De origem antiga, o rabelo tem características aparentadas com a arquitectura naval escandinava. Data do ano de 1200 o documento em que é referido este tipo de embarcação. No entanto, o primeiro registo iconográfico remonta ao século XVII e está depositado na Casa do Infante, no Porto. É um quadro a óleo com vista da cidade, que serviu de base a uma famosa gravura de Duncalf (1736). Como vestígio da sua presença temos “reproduções” estilizadas e ostentando marcas e insígnias de firmas exportadoras de vinho do Porto nas velas (nem todas brancas).


Com fictícios carregamentos de vinho, fundeados normalmente a jusante da ponte de D.Luis I, embelezam as zonas ribeirinhas do Porto e de Vila Nova de Gaia, mostrando-se aos turistas como supostas peças de museu. Desde 1982, a Confraria do Vinho do Porto promove anualmente uma “regata” que se tornou tradicional. Voltando à subida do rio, a nossa vista tenta alcançar um sem número de motivos que, apesar de se repetirem, se renovam em subtis diferenças: as colinas verdes com as casas incrustadas na vegetação densa, pequenos cais e prainhas onde se banham os veraneantes; aqui e além muros ameiados, ruínas de capelas e mosteiros, estreadas em serpente até à beira da água, casas solarengas de fachadas orgulhosamente viradas para o Douro, exibindo as cicatrizes do tempo e do abandono. No leito do rio, ilhotas, pescadores, canoas, barcas misturadas com pequenos rabelos, sem ninguém, baloiçavam-se ao sol, à espera de nada. A paisagem majestosa e austera serve de cenário ao “reino das vinhas”, cuja saga Jaime Cortesão tão bem definiu. “Douro: foi aqui que uma raça de gigantes ergueu o mais belo e doloroso monumento ao trabalho do povo português”. No regresso - a linha férrea substituiu o rio e o comboio o barco - vamos parando em pequeninas estações, ainda com a arquitectura tradicional, rodeadas de jardins floridos e com uma brancura a contrastar com a rocha escura. A lentidão do percurso apazigua o nosso espírito, chega a perder-se a noção do tempo e parece-nos escutar, lá ao longe, a voz das nossas gentes a cantar: Rio Douro, Rio Douro Rio de tanto penedo Ó rio que lá me levas A caixa do meu segredo (Cancioneiro Popular Duriense) Por Dulce Matos LEGISLAÇÃO SOBRE TRABALHO, SOLIDARIEDADE E SEGURANÇA SOCIAL Decreto-Lei nº8-B/2002, de 11 de Abril Estabelece normas destinadas a assegurar a inscrição das entidades empregadoras no sistema de solidariedade e segurança social e a gestão pelo Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, do processo de cobrança e pagamento das contribuições e quotizações devidas à segurança social. Decreto-Lei nº94/2002 de 12 de Abril Altera o Decreto-Lei nº231/98, de 22 de Julho, que regula o exercício da actividade de segurança privada. Portaria nº416/2002, de 19 de Abril Fixa os valores dos coeficientes a utilizar no ano de 2002 na actualização das remunerações que servem de base de cálculo às pensões de invalidez e de velhice do


regime geral de segurança social. Revoga a Portaria nº949/2001, de 3 de Agosto Portaria nº418/2002, de 19 de Abril Aprova os modelos de contrato para prestação de serviço militar nos regimes de contrato e de voluntariado. Resolução do Conselho de Ministros nº97/2002, de 18 de Maio Estabelece medidas que visam o controlo de admissão na Administração Pública bem como a reavaliação das situações contratuais existentes. Portaria nº533/2002, de 21 de Maio Estabelece normas para a emissão de certificação de aptidão profissional e para homologação dos cursos de formação profissional. Lei nº16-B/2002, de 31 de Maio Autoriza o Governo a alterar o Código do IRS, aprovado pelo Decreto-Lei nº442-A/88, de 30 de Novembro, revendo o regime jurídico das mais-valias estabelecido pela Lei nº30-G/2000, de 29 de Dezembro, bem como a alterar o Estatuto dos Benefícios Fiscais, aprovado pelo Decreto-Lei nº215/89, de 1 de Julho, revendo o regime aplicável aos rendimentos dos fundos de investimento. Portaria nº286-A/2002, de 19 de Junho Altera a Portaria n.º 1082-A/2001, de 5 de Setembro, que cria uma rede nacional de centros de reconhecimento, validação e certificação de competências (centros RVCC). Portaria nº698/2002, de 25 de Junho Aprova os modelos de impressos de declarações para entrega por transmissão electrónica. Por Rogério Pacheco

CITE'IN'FORMA Nº13  

CITE'IN'FORMA Nº13 - Agosto de 2002

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