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CITE’in’FORMA nº0 Abril de 1999 NOTA EDITORIAL Este é o número zero da nossa Newsletter! Se matematicamente este símbolo traduz o “nada”, para nós representa o ensaio de uma publicação em que apostamos MUITO. Em que esperamos que os seus destinatários sejam, em grande parte, os seus ACTORES. Os actores num processo de informação objectiva e de qualidade, destinada a ser um forte contributo para uma formação que melhore e adeqúe as competências do indivíduo e, cada vez mais, seja considerado um factor estratégico para as empresas e organizações. Não estamos a partir do zero e, por isso, podemos e devemos INFORMAR, contribuindo para FORMAR uma sociedade melhor. No nascimento deste periódico, o apelo e o desejo para que todos os que nele venham a participar - quer na sua elaboração, quer na sua leitura - tenham o prazer de contribuir para uma vida longa e de qualidade. Carlos Dias Pais, Presidente do Conselho de Administração do CITEFORMA BREVES CITEFORMA ganha espaço As chaves do n.º 91 da Avenida Marquês de Tomar irão passar, a muito curto prazo, para uma só mão. A aquisição do edifício pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional para uso do CITEFORMA constitui um importante passo no próprio desenvolvimento do Centro. Mais espaço e melhores instalações acrescidas de uma reestruturação geral irão, certamente, ter os seus reflexos no dia-a-dia de todos. Novas instalações do SITESE O Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Hotelaria e Serviços (SITESE) que ocupava alguns pisos deste edifício irá, em breve, transferir a sua actividade para o n.º 44 , 4º, 5º e 6ºs pisos da Avenida Marquês de Tomar. Muito próximo, portanto, do CITEFORMA. Boa aceitação no Norte Está a funcionar, desde o final de 1998, a extensão de formação do CITEFORMA no Porto. “Bom aproveitamento e boa aceitação” é o balanço que Soares Marques, Delegado do SITESE no Porto, faz desta recente experiência. Os cursos de Inglês I e II e Microinformática captaram, essencialmente, a atenção de trabalhadores das áreas de Hotelaria, Escritórios e Restauração. Os contactos com as empresas foram suficientemente animadores para viabilizar esta aposta. Ocupar as cadeiras da sala de formação não foi, portanto, tarefa difícil.


A vontade de multiplicar o número de formandos, assim como as áreas de formação aguarda, apenas autorização da Sede. FORMAÇÃO JOVENS 100% a trabalhar A fasquia dos três dígitos foi alcançada no início deste ano. Todos aqueles que terminaram os cursos de Qualificação Inicial de Jovens, no final de 1998, estão já colocados em diversas empresas. Reuniram-se no passado dia 25 de Fevereiro para a última, e mais desejada aula: a da entrega dos Diplomas. “Certificado de Formação Profissional” são as palavras mágicas que trazem o brilho ao olhos da Marta Cerqueira. Reacção muito semelhante à dos cerca de oitenta formandos que também carregam o orgulho numa folha de papel. Técnico de Contabilidade, Técnico de Secretariado e Burótica, Técnico de Secretariado, Programação de Sistemas, Análise e Programação de Aplicações foram as mais recentes competências atribuídas as estes jovens. Portas que, possivelmente, há um ano atrás não se abriam com tanta facilidade. “Já estava a trabalhar, mas não tinha muitas perspectivas de evoluir. Sabia que me faltavam qualificações, o que tornava tudo mais difícil”. Para a Marta, o Curso de Secretariado e Burótica foi o trampolim de que precisava: “a formação é muito prática e transmitiu-me não só conhecimentos, como preparação para os aplicar”. Longe da Contabilidade andava o Vasco Barriga antes de chegar ao CITEFORMA. O saber acumulado de Filosofia ficou à porta da Universidade “não consegui entrar e, para não estar um ano parado, decidi fazer este curso de Contabilidade”. Agora, o trilho é outro e filosofar, só mesmo nos tempos livres. E agora? O futuro é bem mais risonho. À excepção de um ou outro ex-formando que, por vontade própria, não quis seguir carreira nessa área, todos os outros estão a desempenhar funções para as quais foram preparados. Há quem tenha encontrado colocação por si, mas muito desse trabalho foi desenvolvido pelo Gabinete de Psicologia do Centro que também se ocupa da integração dos jovens no mercado de trabalho. Tarefa relativamente facilitada pela boa imagem que o CITEFORMA tem junto das empresas, segundo nos contou Isabel Diogo. “Temos muitas empresas que nos contactam e pedem para ficar com formandos nossos, porque conhecem os cursos e já tiveram uma experiência positiva com antigos formandos do Centro. Também funciona o “passa a palavra”, ou seja, entidades que nos contactam por terem tomado conhecimento, junto de outras, das competências dos jovens aqui formados”. Uma situação que chega a atingir um excesso de oferta “Já estamos a receber pedidos aos quais não podemos dar resposta, pelo facto de não termos formandos disponíveis”, confessa. No entanto, o inverso também sucede “as empresas ficam com um ou dois jovens, o que obriga por vezes, o Gabinete a empenhar-se na colocação dos restantes. Este ano, por exemplo, em Dezembro já tínhamos colocado todos os formandos do curso de Programação de Sistemas, mas tivemos dificuldades na área da Contabilidade”. Situação que ficou resolvida durante o mês


de Fevereiro. Muitos destes jovens ficam colocados ao abrigo do Programa de Estágios Profissionais promovido pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, outros celebram contratos com as empresas que os recebem. Certo é, que as incertezas quanto ao seu futuro diminuem consideravelmente. Todos estes cinco cursos de Qualificação Inicial de Jovens permitem-lhes obter uma qualificação de nível três da União Europeia. Ou seja, habilitação completa, para o exercício de uma actividade, que pode ser executada de forma autónoma e/ou incluir responsabilidades de enquadramento e de coordenação. ENTREVISTA A AGOSTINHO CASTANHEIRA, DIRECTOR DO CITEFORMA “Pretendemos fazer melhor, aquilo que sabemos fazer” Responder com eficácia às necessidades de formação dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Serviços e Novas Tecnologias. É este o desafio diário de Agostinho Castanheira. Uma porta que tem permitido, entretanto, que muitas outras se abram. CITE’IN’FORMA: Como é que caracteriza o CITEFORMA? Agostinho Castanheira: O CITEFORMA é um Centro de Formação Profissional com natureza jurídica de Centro Protocolar, ou Centro de Gestão Participada. Esta designação advém do facto de se tratar de um Centro constituído ao abrigo da Lei da Formação em Cooperação. O CITEFORMA foi criado por um protocolo entre o Instituto de Emprego e Formação Profissional e o SITESE, que é o Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Hotelaria e Serviços. O facto do IEFP ter como parceiro um sindicato e não uma associação patronal, torna-o distinto de todos os outros Centros. Julgo que esta particular relação radica na tradição que o SITESE tem, na área da formação. A verdade é que o SITESE, desde o inicio da década de quarenta, possui um Alvará do Ministério da Educação, que nunca caducou. Ao longo dos anos, muito antes de haver Fundos Comunitários e outros apoios à formação profissional como existem hoje, o SITESE já se preocupava com o aperfeiçoamento profissional dos trabalhadores que representava. O CITEFORMA, de algum modo, vem premiar essa acção do SITESE e vem também dar continuidade com melhores e mais meios. C: O CITEFORMA vem, então, dar resposta às necessidades de formação dos associados do SITESE? A.C.: Prioritariamente sim. E, de facto, a sua acção começou por ser exclusivamente virada para o aperfeiçoamento profissional de trabalhadores associados do SITESE como aliás, resulta do protocolo da sua formação. No entanto, há outros objectivos que o próprio protocolo lhe impõe e que o CITEFORMA ao longo da sua vida, de já uma dezena de anos, tem vindo a incrementar. Começámos por alargar a nossa acção à formação inicial de jovens que têm o ensino secundário completo. Trata-se de preparar, quem tem habilitações ao nível do 12º ano, para entrar, de forma qualificada, no mercado de trabalho sempre difícil. Sobretudo, para aqueles que são jovens e que estão à procura do primeiro emprego. Nessa matéria, temos tido muito êxito.


C: Qual é a grande vantagem de ter formação no CITEFORMA e não noutra entidade? A.C.: Eu diria que, a nossa grande vantagem, é a de sermos especializados onde desenvolvemos formação. No entanto, penso que temos outras garantias para aqueles que nos procuram. Por um lado, a metodologia que utilizamos na planificação e desenvolvimento da nossa actividade formativa. Sistematicamente, fazemos estudos de levantamento de necessidades de formação envolvendo um inquérito aos destinatários potenciais dessa formação. Desenvolvemos um processo de avaliação que decorre durante todo o processo formativo e trabalhamos na colocação daqueles que frequentam as nossas acções de formação. Ou seja, conhecemos bem os destinatários da formação e razoavelmente as empresas onde eles vão ser colocados e trabalham. C: Foi esta experiência positiva que levou à extensão da formação ao Porto? A.C.: Eu não diria isso. O alargamento da formação ao Porto tem a ver com objectivos protocolares do Centro. De facto, o SITESE abriu uma delegação naquela área. Em resultado da sua fusão com o anterior Sindicato Democrático da Hotelaria passou a ter instalações no Porto. Considerando a importância dessa delegação do SITESE, dado o desenvolvimento da região do Porto, o CITEFORMA procurou promover algumas acções na Invicta. Não se trata, aliás, só do Porto. Também noutras delegações do SITESE temos desenvolvido acções de formação. Estou a lembrar-me do caso de Portalegre, Campo Maior, Torres Vedras ou Vila Franca de Xira. Já temos desenvolvido acções de formação junto dessas delegações e continuaremos a fazê-lo de acordo com os meios disponíveis e as necessidades que nos sejam dadas a conhecer, designadamente pelo outorgante SITESE. C: Mas essas acções de formação foram pontuais. Não tiveram uma continuidade. A.C.: Exacto, mas no Porto trata-se, efectivamente, de dar uma resposta de continuidade a uma nova delegação do SITESE cuja importância em termos económicos é muito maior do que outras delegações, como as que referi. C: Nos últimos tempos o CITEFORMA não se tem dedicado exclusivamente à formação. Quais são as outras áreas em que tem actuado? A.C.: O CITEFORMA tem como objectivo e missão essencial desenvolver acções de formação profissional. Os outros projectos ou actividades em que nos envolvemos procuram complementar, e melhorar, a nossa performance no desenvolvimento daquele objectivo prioritário. Poderia, por isso, estruturar as nossas actividades complementares actualmente a decorrer em alguns níveis de prioridade. Um deles é conseguir obter um melhor conhecimento da nossa área de actuação e dos meios que lhe devem estar subjacentes. É nesse contexto que se pode enquadrar o projecto, apresentado ao IEFP, a seu pedido, de desenvolvimento de um estudo sobre a organização modular da formação nas áreas de administração e gestão. Estamos a desenvolver um outro projecto, a pedido do gestor do ICPME (Iniciativa Comunitária PME), onde nos propomos, em parceria como o CECOA, estruturar e desenvolver a metodologia, o processo de acompanhamento e de avaliação de um programa de formação acção para Associações Comerciais, que estão envolvidas em projectos de urbanismo comercial. Posso ainda citar, neste contexto, o projecto DISPECA, que é um projecto desenvolvido no âmbito do programa Leonardo e de que o


CITEFORMA é a entidade promotora. Através desse projecto, estamos a preparar o desenvolvimento de uma metodologia e um programa de formação à distancia para empresas do pequeno comércio alimentar. No DISPECA estão envolvidos parceiros espanhóis e italianos, e a nível nacional, o SITESE, o CECOA e a ANACPA, a Associação Nacional de Comerciantes de Produtos Alimentares. C: E na área da aproximação ás empresas? A.C.: Procuramos, por outro lado, melhorar a área de aproximação às empresas, designadamente, a prestação de serviços. Nesse contexto, estamos envolvidos no programa REDE, que é gerido pelo IEFP e visa oferecer a pequenas empresas, um serviço de consultoria e formação. Esse projecto tem sido muito interessante e enriquecedor para o CITEFORMA. Faz acompanhar a formação profissional, de uma actividade intensa de consultoria e apoio a essas empresas, que não lhes seria acessível se não fosse através de um programa deste tipo. Por outro lado, estamos envolvidos num projecto de Marketing da Formação, que é da iniciativa do IEFP em parceria com uma instituição alemã chamada BFZ. Através desse projecto procuramos obter o conhecimento necessário que nos permita uma melhor e mais adequada aproximação às empresas e a possibilidade de desenvolvermos actividades de formação profissional à medida das necessidades dessas empresas. Em complemento de tudo isto, estamos numa fase inicial de prestação directa de serviços de formação às empresas. C: Todo este leque de actividades do CITEFORMA vai ser, em breve, beneficiado com alargamento do espaço. O IEFP acabou de adquirir o edifício. A.C.: O CITEFORMA começou por se instalar em dois pisos deste edifício, aqui, na Avenida Marquês de Tomar. Posteriormente, foi possível disponibilizar mais três pisos. Finalmente, foi atingida a grande aspiração do CITEFORMA, que era ter um edifício próprio, onde se pudesse instalar de forma adequada às exigências actuais do Centro, bem como às perspectivas de crescimento e consolidação da sua actividade no futuro. O edifício agora adquirido poderá criar novas condições para o desenvolvimento da formação. Permite-nos instalar novos serviços e avançar com uma estrutura organizacional dotada de mais e melhores meios técnicos e humanos. Aliado a tudo isto, conseguimos manter uma localização que eu considero privilegiada para aqueles que são os destinatários essenciais da nossa actividade, ou seja, aquelas pessoas que, trabalhando nas empresas, vem cá à procura de qualificações. C: Em concreto, já estão definidas as mudanças dentro do edifício? A.C.: Não, esse trabalho está em desenvolvimento. Depois de concluído um Programa Preliminar de Reinstalação Física do Centro, procuramos enquadrar a futura estrutura organizacional do Centro. As mudanças passam, naturalmente, pela criação de espaços de formação com dimensão e condições mais adequadas e, espaços complementares da formação que até agora não podiam existir, dadas as limitações em termos de área. C: Para terminar, até onde é que espera poder levar o Centro? A.C.: O que nós pretendemos é fazer, melhor, aquilo que sabemos fazer. E com isso, conseguir corresponder ao que são as necessidades de formação dos tra-


balhadores que nos procuram, dos jovens que procuram uma qualificação, enfim, contribuir à nossa medida para o desenvolvimento do nosso país. Vamos fazê-lo procurando modernizarmo-nos permanentemente, tentando actualizar os currículos da formação que propomos. Vamos tentar oferecer, sempre, novas formações actualizadas e desenvolver a nossa actividade para áreas que estão a emergir e em grande desenvolvimento. Poderia citar, por exemplo, o caso da Multimédia, que tem sido objecto de grande atenção da parte do Centro. Acabou de ser criada uma estrutura, que envolve o apetrechamento de uma sala de formação e de meios complementares, para desenvolvimento de toda a actividade relacionada com a formação na área da Multimédia. Noutras áreas, procuraremos alargar a nossa formação a todos os domínios onde o protocolo o exija que o façamos. Para além das áreas da Administração e Gestão, das Línguas, da Informática, do Marketing, etc.. estamos a iniciar alguma actividade na área da formação do Comércio que é uma das áreas de implantação do próprio SITESE. Teremos de dar uma resposta mínima, embora saibamos que existem outros Centros que também estão vocacionados para disponibilizar formação nessas áreas. Ou seja, não teremos como objectivo essencial entrar em concorrência com estruturas da mesma natureza jurídica, que já desenvolvem formações em áreas específicas, mas procuraremos conciliar esse ponto de vista com a necessidade de dar uma resposta o mais completa àquilo que são as necessidades do SITESE e das empresas onde o próprio Sindicato está implantado. Aliado a tudo isto, procuraremos desenvolver a nossa actividade, tendo em, atenção as prioridades e os objectivos que vão sendo definidos pelo outro outorgante do protocolo, o IEFP. REDE Uma REDE de desenvolvimento Representam cerca de 96% do tecido empresarial português. Uma estrutura frágil de potencialidades subaproveitadas impede-as de trocar a corda bamba por solo estável. Somente 12% deste total beneficiou do apoio à formação proporcionado pelo I Quadro de Apoio Comunitário. Foi este o cenário que justificou a criação do REDE, um programa de apoio às pequenas empresas (PE), que visa o desenvolvimento e a melhoria da sua competitividade. O sucesso foi a chave da primeira edição que abriu as portas para a segunda, ainda a decorrer. Menos de 50 trabalhadores, vontade de beneficiar de um espaço económico mais alargado e de usufruir dos proveitos proporcionados pelo desenvolvimento tecnológico, mas incapacidade para tal (com o baixo nível de qualificação dos activos à cabeça das preocupações). É este o esboço das empresas que aderem ao REDE, um programa Piloto de Formação para as pequenas empresas (PE), iniciativa do IEFP com o apoio da União Europeia. Procuram ajuda ao nível da formação e consultoria, ou seja, o pequeno passo de gigante que lhes permita o reforço das suas vantagens competitivas. Esta é, também, uma forma de promover o emprego qualificado, já que cada empresa recebe os serviços de um jovem recém-licenciado com perfil adequado às suas necessidades específicas. Esta Rede Institucional de Consultoria, Formação e Apoio às Pequenas Empresas


acompanha os visados através de uma outra rede: a de Parceiros Institucionais do IEFP, constituída por Centros de Formação Profissional de Gestão Participada e Associações Empresariais Sectoriais. A estes Parceiros Institucionais estão ligados Consultores Orientadores (formadores seniores em gestão) responsáveis pela consultoria, formação e apoio à gestão a empresários. José Poças Rascão é o Consultor Orientador do CITEFORMA e ocupa-se, actualmente, de seis empresas: COPOM, Estúdios Francisco Orta, GESTENE, Metalúrgica Ferreira, Fonseca e Fonseca, Quinaço, Sobralgurtes assim como o próprio CITEFORMA (na área da comunicação), cujo resultado mais visível desse esforço é esta publicação. Uma actividade que o próprio consultor encara com gosto e não como obrigação. O resultado só poderia ser, mesmo, um reflexo desta atitude. Não só para as empresas que aderem ao programa e constatam, a seu tempo, os progressos da actividade, como para os jovens assistentes de desenvolvimento empresarial que ganham uma orientação experiente. A Segunda edição do REDE encontra-se na sua fase final (termina em Abril), assim como o trabalho contínuo entre empresas, Consultores e ADE’s. Este corte do cordão umbilical com o Parceiro Institucional não significa um abandono das estratégias adoptadas ao longo do programa. Deverá permitir que as empresas continuem o trabalho até então desenvolvido, de forma a atingir os objectivos estabelecidos, na sua plenitude. A Gestão de PME’s na Economia Global Maior grau de flexibilidade, maior proximidade ao cliente e reduzida estrutura de custos. São estes os trunfos com que as pequenas e médias empresas (PME) podem contar na hora de responder aos desafios da Economia Global. No entanto, só recebem os louros aqueles que entram no jogo recorrendo a uma gestão de mudança coerente, planificada e metódica. Com o intuito de fazer passar esta importante mensagem, o CITEFORMA, ao abrigo do programa REDE, realizou no final de Novembro, um encontro temático sobre “A Gestão de PME’s na Economia Global”. Cerca de uma centena de empresários e gestores de diversos ramos puderam aprofundar conhecimentos com a exposição dos três oradores convidados. Maria Isabel Alves Duarte chamou a atenção para a importância dos Recursos Humanos no sucesso da empresa e deixou um importante aviso sobre a urgência dos empresários portugueses em mudar a sua mentalidade. Nuno Ponces de Carvalho sensibilizou os empresários para a mudança que se está a verificar no âmbito das organizações, no que respeita à Gestão de Projectos. Esta nova lógica serve não só “para se criarem novos produtos e desenvolverem novos serviços, mas também para as empresas se tornarem mais inovadoras e nela basearem a sua própria gestão”, disse. António Ambrósio encerrou o seminário com o tema “O Gestor e a Gestão Eficiente do Tempo”. Alertou para a importância de “uma agenda organizada, que lhes permita um máximo de aproveitamento do seu tempo”. EMPRESAS Formação à Medida Duas economias com resultados tão díspares como a Alemã e a Portuguesa reuniram-se na mesma mesa para fazer frente a um obstáculo comum: a resistência dos


empresários em facilitar formação contínua aos seus empregados. No CITEFORMA, existem já dois braços a agarrar este projecto. O levantamento de necessidades e plano de formação para as pequenas e médias empresas são os denominadores comuns do trabalho de Susana Pereira. No contexto da União Europeia, Portugal continua na cauda no que toca à formação contínua dos seus activos. Esta, foi uma das preocupações reveladas pelo Secretário de Estado do Emprego e Formação no seminário sobre “Marketing da Formação Profissional para as PME” que decorreu no passado mês de Fevereiro. Na opinião de Paulo Pedroso, é urgente inverter essa tendência e dotar os nossos trabalhadores de competências adequadas ao exercício das suas funções. É esta a fórmula que permitirá atingir patamares de produtividade e modernização necessários à sobrevivência das empresas (em especial das PME) na economia de mercado fortemente competitiva em que vivemos. “A sociedade tem de se aperceber dos custos desta não formação”, acrescentou. Uma qualificação é uma forte arma de combate ao desemprego e, simultaneamente, uma força de desenvolvimento económico e social. Ao abrigo de um protocolo de cooperação entre o IEFP, a DGEFP e o BFZ (Centro de Formação e Desenvolvimento Profissional dos Sindicatos Patronais da Baviera), têm estado a ser desenvolvidas metodologias de aproximação às empresas que vêm ao encontro do necessário e urgente investimento na estrutura qualitativa das PME’s. O savoir faire dos alemães nesta área tem sido uma grande ajuda para a consultora do CITEFORMA. “Transmitem-nos metodologias que empregaram durante os últimos quinze anos na Baviera e têm-nos ajudado na aferição dessas metodologias para as nossas PME’s” explicou-nos Susana Pereira. No entanto, a resistência em reconhecer os benefícios a médio e longo prazo, aliado ao acréscimo de custos imediatos que este plano implica constitui o grande escudo ostentado pelos empresários. Hesitam na hora de disponibilizar os seus reduzidos efectivos para a frequência de acções de formação no exterior e desanimam com o desajustamento da oferta formativa existente tanto no campo das necessidades específicas como das suas próprias possibilidades. O CITEFORMA, como entidade vocacionada para a formação de activos, está empenhado neste desafio. Em estreita cooperação com a empresa envolvida, analisa as necessidade de formação de modo a avaliar um conjunto de medidas orientadas para a minimização/eliminação dessas deficiências. Esta resposta aos seus problemas concretos é possível, não só pela reconhecida competência do Centro, como pela flexibilidade com que se propõe actuar. Formar as PME’s para enfrentarem a globalização, mais do que um cifrão a somar, é um benefício de valor incalculável.


CITE'IN'FORMA Nº0  

CITE'IN'FORMA Nº0 - Abril de 1999

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