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28 DE NOVEMBRO | 20 DE JANEIRO

ANTÓNIO VIANA PROXIMIDADES 28 NOVEMBRO | 20 JANEIRO


As Histórias Indiscretas de António Viana Por Cristina Azevedo Tavares [Professora Associada da FBAUL . Investigadora do CFCUL e CIEBA]

Garanti-nos, meu Deus, um pequeno absurdo cada dia, Um pequeno absurdo às vezes chega para salvar. Alexandre O’Neil, O Princípio de Utopia, O Princípio da Realidade

Proximidades, se intitula a presente exposição de António Viana mostrando um conjunto de obras composto por dez óleos e impressões sobre tela (2014/16), vinte desenhos a óleo sobre papel e folha de ouro e mais oito em técnica mista de grandes dimensões (2012/16). Este conjunto de obras desenvolve-se em simultaneidade com outro projeto artístico Linha de Fratura terminado em 2019, que integra além de fotografias, objetos e instalações. António Viana é pintor, além de ter uma vasta obra enquanto museógrafo, mas a sua relação com as obras que realiza implica uma total disponibilidade para o processo de construção e surgimento das mesmas, quer sejam pinturas, desenhos, fotografias ou modelos. A atividade criativa é encadeada e a passagem de um meio plástico a outro, permite a exploração diferenciada de elementos, como por exemplo os personagens (desenhos a óleo s/papel com folha de ouro), que habitam e se movimentam à vontade, dir-se-ia indiscretamente, construindo narrativas, que embora, fragmentadas se completam no seu conjunto do projeto, e mais além, na relação com outros, antes e depois, ou seja dialogando com toda a obra.

SEM TÍTULO Óleo e impressão sobre tela 110 x 80 cm

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Se um pressuposto conceptual existe na obra de António Viana, ele reside na forma de desenvolvimento do trabalho artístico, como projeto e processo que está sempre em simultaneidade ou continuidade com outro. E as personagens híbridas que percorrem as suas obras, são por isso fragmentos de um magma onírico onde a libido se manifesta feericamente, desvelando-se num universo utópico, ficionista, absurdo onde máquinas e ferramentas se transformam em seres que agem em cenários vertiginosos. A síncope, a quebra é introduzida através do corte acentuado dos planos, da alteração da escala e das mudanças do ponto de vista, assim como da unificação cromática. A ligação com o mundo da máquina, da produção de alta tecnologia, mesmo que bebida em revistas americanas da década de trinta do século passado e ultrapassada nos dias de hoje, mantém vivo o gozo estético pelas linhas da máquina voadora, comboio ou do automóvel de corrida, mas ainda pelo micro universo das fresadoras, dos tornos, e das mais diversas ferramentas, que povoam a memória de António Viana desde os tempos de menino ao frequentar a oficina da sua família na Figueira da Foz. Do outro lado, temos sem dúvida a partilha de um discurso que não é alheio a Robert Raushenberg, e tantos outros, à pop, ao graffiti, à BD e ao neodadaísmo e que permite num contexto de pós modernidade entender a dificuldade da permanência de um sistema de representação unificado, propondo a possibilidade do fragmento como disrupção e dissonância, ou seja, como a única viabilidade para a lógica de uma representação que se assume contemporânea. E se António Viana utiliza o absurdo, tanto melhor, pois ainda podemos salvar o dia, relembrando Alexandre O’Neill.

REVOLVER - Agitar a alguien o sus

sentimientos, especialmente de rabia, ira o enfado. “al escuchar aquellas palabras, algo se revolvió en mi interior”

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SEM TÍTULO Técnica mista sobre papel 116 x 65 cm

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SEM TÍTULO Técnica mista sobre papel 116 x 65 cm


SEM TÍTULO Óleo e impressão sobre tela 110 x 80 cm

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MANUELA PIMENTEL REVOLVER

ACRÍLICO E VERNIZ S/ CARTAZES DE RUA S/ MADEIRA 113 X 70 x 10cm 2020

5.325€ 10


SEM TÍTULO Óleo e impressão sobre tela 110 x 80 cm

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SEM TÍTULO

SEM TÍTULO

Óleo e impressão sobre tela

Óleo e impressão sobre tela

110 x 80 cm

110 x 80 cm

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SEM TÍTULO Técnica mista sobre papel 116 x 65 cm 18


SEM TÍTULO Técnica mista sobre papel 116 x 65 cm 20


JAS

JAS

PORTRAITS

PORTRAITS

ACRÍLICO, PAPEL E COLA SOBRE TELA 150 x 120cm 2016 5.575€

ACRÍLICO, PAPEL E COLA SOBRE TELA 150 x 120cm 2016

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5.575€


SEM TÍTULO Técnica mista sobre papel 116 x 65 cm

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SEM TÍTULO

SEM TÍTULO

Acrílico, óleo e folha de ouro sobre papel 40 x 30 cm

Acrílico, óleo e folha de ouro sobre papel 40 x 30 cm

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SEM TÍTULO

SEM TÍTULO

Acrílico, óleo e folha de ouro sobre papel 40 x 30 cm

Acrílico, óleo e folha de ouro sobre papel 40 x 30 cm 30


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BIOGRAFIA GALERIA CISTERNA

ANTÓNIO VIANA Nasceu em Coimbra a 19 de Maio de 1947. Realizou a primeira exposição individual em 1966. Desde essa data tem realizado regularmente exposições individuais e coletivas, Performances e Instalações, bem como cenografia para Teatro e design de equipamentos. Além do trabalho como artista plástico desenvolve regularmente e em paralelo a atividade de museógrafo, com trabalhos realizados para diversos Museus, Exposições Temporárias e Itinerantes em Portugal e em diversos Países da Europa, da América e da Ásia. A sua obra está representada em coleções particulares e oficiais em Portugal e no Estrangeiro.

DIREÇÃO CATARINA MARQUES DA SILVA COORDENAÇÃO MARÍLIA PASCOAL MARQUES

EXPOSIÇÃO PROXIMIDADES ANTÓNIO VIANA 28 NOV 2020 A 20 JAN 2021 MONTAGEM FERNANDO LOPES

CATÁLOGO TEXTO CRISTINA AZEVEDO TAVARES DESIGN GALERIA CISTERNA

CISTERNA RUA ANTÓNIO MARIA CARDOSO 27 1200-026 LISBOA, PORTUGAL +351 212450737 CONTACTO@CISTERNA.ME WWW.CISTERNA.PT

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