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Veja :

A revista do seguro de transporte

N° 03 - Março / Abril 2014

I n é d i t a parceria com APTS para realização de c u r s o s especilizados

CIST OFERECE EVENTOS DE QUALIFICAÇÃO E DE RELACIONAMENTO

COM AS EMPRESAS DO RAMO

Veja :

Confraria do Seguro retoma agenda


Palavra do Presidente Expediente N° 03 - Março / Abril 2014 CIST - Clube Internacional de Seguros de Transportes Composição Inicial Presidente: JOSÉ GERALDO DA SILVA | Gerabel / Transportes Brasil 1º Vice-Presidente: SALVATORE LOMBARDI JUNIOR | Argo 2º Vice-Presidente: APARECIDO MENDES ROCHA | Lógica 3º Vice-Presidente: ODAIR NEGRETTI | BC Business 1º Secretário: CARLOS SUPPI ZANINI | Zanini-Saiza 2º Secretário: CARLOS JOSÉ DE PAIVA (Paiva I) | Paiva 1º Tesoureiro: FRANCISCO CARLOS GABRIEL | Advance 2º Tesoureiro: WALTER VENTURI | Venturi Diretor Técnico Internacional: PAULO ROBSON ALVES | Zurich Conselho Fiscal Presidente: Cel. Ricardo Jacob | PMSP Membros Efetivos: JOSÉ SEVERIANO DE ALMEIDA NETO | HDI-Gerling, Alfredo Chaia | AIG Membros Suplentes: RICARDO GUIRAO | AON , ANIBAL DE EUGÊNIO FILHO | Bússola, JOSÉ CARLOS SERRA | Serra & Company Conselho Consultivo Presidente: JOAO BATISTA DE OLIVEIRA Membros Efetivos: ADAILTON DIAS | RSA, PAULO ROBSON ALVES | Zurich Membros Suplentes: SERGIO CARON | Marsh , MAURO ANTONIO CAMILO | AON, RICARDO CESTENARIO | Generali Dir. de Segurança: CEL. RICARDO JACOB | PMSP Dir. Técnico Nacional: HELIO DE ALMEIDA | Fairfax Dir. de Sindicância: PAULO ROGERIO HAUPTLI | FOX Audit Dir. Comércio Exterior: SAMIR KEEDI | Multieditoras Dir. de Relacionamento com o Mercado: CARLOS ALBERTO BATISTA DE LIMA | Serv Assist Dir. Jurídico & Assuntos Internacionais: NÉLSON FARIA DE OLIVEIRA | Faria de Oliveira Advogados Dir. de Logística: PAULO ROBERTO GUEDES | Veloce Dir. de Resseguro: RENATO MARQUES CUNHA BUENO | ARX Re Dir. de Gerenciamento de Riscos: RENE ELLIS | Total Planning Dir. Social & Eventos: PAULO CRISTIANO DOS SANTOS - Allianz Dir. de Meio Ambiente: MARIO CANAZZA | Consultor Dir. de Tecnologia: RONALDO MEGDA | Tracker do Brasil Dir. de Marketing: FELIX RYU | Teckel Design Dir. de Cursos: GUILHERME ARMANDO CONTRUCCI | Webseguros TV Dir. de Benefícios: DAVID DO NASCIMENTO | Univida Dir. da Área de Perícias: MÁRCIO MONTESANI | Núcleo de Perícias. Dir. de Sinistros: MARCELO ANACLETO | Liberty Sócios fundadores: MAIRTON MACHADO DE SOUZA | ACE, ARLINDO SIMOES | Allianz, JOÃO JOSÉ DE PAIVA (PAIVA II) | Paiva / JOSÉ CARLOS SIQUEIRA | Professor, JOSÉ CARLOS V. RABELO | Rabel Trans, AUGUSTO NASCIMENTO | Macedosul, OSVALDO F. GOMES | Interworks

Parceria entre entidades e profissionais pela evolução de todos

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s profissionais do mercado de seguros gostam de estar juntos trocando experiências e se relacionando na busca por melhorias para todos. As entidades do setor, que muito contribuem para essa união, também são agregadoras entre si e convergem em interesses. Fundamos o CIST tendo membros de todas as entidades, como sindicatos, clubes de corretores de seguros, federações de seguradores. As entidades sempre foram nossas parceiras e agora o CIST conta com mais uma grande aliança que trará benefícios de mão dupla. Em nosso propósito de contribuir com a qualificação na área de seguro transporte, firmamos parceria com a APTS (Associação Paulista dos Técnicos de Seguro) para utilizar seu auditório, no Centro de São Paulo, como espaço para realização de cursos e treinamentos. Vem aí uma programação nova, que trará sempre uma novidade sobre o ramo de seguro transporte. A APTS também deseja a qualificação dos profissionais de seguros e esse co-patrocínio do CIST irá beneficiar ambos os lados. É surpreendente a carência do mercado por conteúdo especializado em transporte. Com as inscrições para o primeiro curso abertas há apenas dois dias, já foram cadastrados 30 participantes. É um incentivo para ampliarmos a grade, levarmos o tema a mais pessoas e, talvez, a mais localidades. Uma das formas de prosseguir com essa disseminação de conteúdo é a revista CIST News, que chega à 3ª edição. Temos o prazer e o privilégio de reunir em nosso Clube profissionais altamente capacitados e especializados, que podem compartilhar um pouco do conhecimento com quem está começando no ramo ou qualquer interessado no mercado de seguro de transporte.

Comunicação: Jornalista Responsável: THAÍS RUCO (MTb 49.455)| Thaís Ruco Comunicação e Conteúdo Diagramação: FELIX RYU | Teckel Design Comercial: MAURICIO RODRIGUES | MRS Servicos Publicitários mrs.serv.public@gmail.com

Com isso ressaltamos a importância da parceria entre profissionais de entidades e empresas do mercado. O resultado você pode ver nessas páginas, ou melhor ainda, sendo recebido em nossas reuniões, cursos ou treinamentos. Seja bem-vindo à casa do seguro de transporte.

Regulamentação Constituição Federal, art. 5º, IX e art. 220, § 6º - "Art. 5º (...) IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença". "Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão, e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observando o dispositivo nesta Constituição. (...) § 6º - A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade."

Grande abraço, José Geraldo da Silva 03


Eventos TECNOLOGIA RFID, DE RADIOFREQUÊNCIA POR IDENTIFICAÇÃO, REFORÇA SEGURANÇA E RASTREABILIBIDADE DAS CARGAS

disseminação ganhou intensidade a partir de 11 de setembro de 2001, com padronização do EPC-Global”, disse o palestrante.

uma preocupação constante do mercado de transportes a segurança e a rastreabilidade de produtos na cadeia logística. No almoço-palestra promovido pelo CIST – Clube Internacional de Seguros de Transporte – no dia 06 fevereiro, o sócio-diretor da Arew Informática e Sistemas Sérgio Akira Sato apresentou a tecnologia RFID como uma solução e alternativa para o setor.

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A tecnologia do RFID funciona da seguinte maneira: o leitor (inserido em containeres, metais, paletes, pulseiras, fracos, camuflados etc) transmite ondas eletromagnéticas, os dipolos recebem as ondas, as ondas carregam os capacitores com energia indutiva, o chip utiliza a energia e acorda, e o chip acopla ao leitor pelos dipolos.

José Geraldo da Silva, presidente do CIST, ressaltou a importância de sistemas para proteger o transporte de cargas. “Dependemos da parceria com os sistemas de gerenciamento de risco, que, com medidas preventivas, antecipam situações, garantindo segurança ao detectar e prevenir riscos nas operações de logística e transporte de produtos. É papel do CIST promover a troca de informação para que nossos membros conheçam de perto cada solução”.

“As grandes vantagens do RFID estão em proporcionar gestão online; integrar tecnologias disponíveis (coletores, GPS, RFID

“Obter controle dos produtos em trânsito é hoje possível e factível, pois temos muitas fontes de informação. Assim, há como estabelecer controles a cada ponto de descarga e controle total nas docas”, explicou Sérgio Akira Sato. O RFID (Radio Frequency Identification) é uma alternativa ou, melhor, um reforço às tecnologias de solução, como o GPS (Lat, Long, UTM), o Wi-fi (Wireless), o GSM, ou o GPRS (Dados). Seu objetivo é rastrear cargas durante o transporte, a todo momento, minimizando desvios e maximizando controles a baixo custo. “Essa tecnologia vinha sendo desenvolvida para transponders desde a década de 60, mas somente agora a um custo viável. Sua 04


readers); atender às exigências máximas de rastreabilidade; garantir a originalidade (DNA) do produto não violado; atender às normas e exigências da ANVISA; dar o passo para ganhar a informação do varejista; gerenciar a logística reversa no fabricante (devoluções, defeitos, não conformidades, validade vencida); não agregar custo ao produto; e, ainda, aumentar a percepção de valor ao consumidor final”, defendeu Sato.

Estrutura básica necessária

Para as empresas, oferece localização de produto durante o processo produtivo; vinculação de quem faz o quê e quando; cerca eletrônica para pessoas/produtos; controle histórico de cada item-nível. Com isso, a logítica tem muitos ganhos: armazenamento da localização; vinculação quem transporta o quê e quando; cerca eletrônica na logística de processos; controle histórico item-nível-localização.

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Eventos

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Eventos GERENTE DE LOGÍSTICA ABORDA A GESTÃO DE ABASTECIMENTO DE UMA GRANDE EMPRESA

“Melhorar a produtividade reduz custos e melhora o serviço de logística, o que por sua vez traz maiores margens e mais fidelização, significando mais vendas. Os setores de logística e vendas precisam caminhar juntos, pois uma venda só é concretizada quando o produto chega a seu destino”.

almoço do CIST – Clube Internacional de Seguros de Transporte – do mês de março aconteceu no dia 20, no Circolo Italiano, e teve como convidado especial Paulo Oliveira, da área de logística da Danone, com o objetivo de debater sobre a gestão da cadeia de abastecimento de uma grande empresa.

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Ele explicou a evolução do modelo de gestão: na década de 1960 os sistemas eram desintegrados e foi a era da especialização, em 1970 foi a vez da integração interna com a busca por eficiência, em 1980 foco no cliente e busca por eficácia, em 2000 integração externa (supply chain) com vantagem competitiva e logística colaborativa.

Engenheiro Civil por formação, Paulo Oliveira tem mais de 14 anos de experiência na área de logística e supply chain, atuou em grandes empresas nacionais e multinacionais, sempre envolvido em projetos na cadeia de abastecimento, como distribuição, roteirização, armazenagem, indicadores de desempenho e contratação de terceiros. Hoje, especificamente, é o gerente de Planejamento e Importação da divisão de Nutrição Especializada da Danone.

Transportes diferentes são utilizados dependendo do caso – em centros urbanos ou longas distâncias – mas sempre vale a inovação para otimizar o serviço. Os sistemas rodoviário e ferroviário são os mais utilizados e que mais crescem no Brasil. O dutoviário apresenta restrição de tipo de produto e precisaria de uso contínuo para viabilizar investimento, mas seu potencial ainda é pouco explorado. O aéreo tem baixa penetração (0,3%) e sua confiabilidade está em declínio, pela disputa de cargas x passageiros. No hidroviário, quase 40% da malha navegável (rios) ainda não é utilizada (cerca de 15 mil km).

José Geraldo da Silva, presidente do CIST, argumentou que foi uma grande oportunidade de ouvir e entender o lado do consumidor do seguro de transporte de cargas. “Vemos que além de reunir todos os integrantes da cadeia do seguro de transportes, sejam os corretores, seguradores, resseguradores ou prestadores de serviço, o CIST busca também os representantes das grandes empresas, que têm profissionais especializados para tratar com nosso mercado. Ouvir o representante de logística de grandes empresas, que são nossas clientes, tem muito valor”.

Apresentou quatro modelos de movimentação e suas características. 1) Carga Completa (transporte de toda a carga em um único modal) – Otimização de uso de recurso (veículo, equipe), tempo de trânsito minimizado, menor risco de ruptura de

O palestrante explicou que na cadeia de suprimentos o principal desafio é maximizar a relação entre nível de serviço e custo. 08


nível de serviço. 2) Carga Fracionada (cada carga tratada individualmente) – Garantia do lead-time, independente da quantidade; maior custo unitário ($/caixa ou $/kg). 3) Milk Run (programação de coleta com destino final comum) – Alinhamento/ negociação centralizada (usualmente manufatura), planejamento integrado, compartilhamento de ganhos (otimização frete). 4) Circuito Fechado (cada carga tratada individualmente) – Sincronização da operação, otimização dos fretes envolvidos.

processos de transporte, por meio de otimização do frete, rastreabilidade (cargas, processos, pedidos), integração (ordens, pagamentos, entregas) e acompanhamento dos serviços prestados. Na armazenagem também investe em controle, com rastreamento de produtos. Há uma Identificação única do item, com endereço armazém, lote, palete etc, que permite leitura automática. Os tipos disponíveis variam em custo, capacidade de armazenagem de informações, forma de troca de dado (ativa/ passiva) e nível de utilização no processo.

Vem com força no mercado a Logística Reversa, “que cuida dos fluxos de materiais que se iniciam nos pontos de consumo dos produtos e terminam nos pontos de origem, com o objetivo de recapturar valor ou de disposição final” – ou reciclagem. A indústria de eletroeletrônicos terá de recolher e reciclar 17% dos produtos que forem colocados no mercado, de acordo com edital do governo federal.

Outra tendência é o chamado ECR (Efficient Consumer Response ou Resposta Eficiente ao Consumidor), com simplificação, padronização e racionalização. “Assim obtemos reabastecimento contínuo, introdução eficiente de produto e sortimento eficiente na loja”.

Em sua gestão de transportes, Paulo Oliveira utiliza o TMS – Transportation Management System, sistema para melhoria da qualidade e da produtividade (diretamente ligado ao custo) dos

Entre as inovações do setor está a logística verde, com redução da emissão de carbono, utilizando modelos alternativos de armazenagem, veículos especiais e sistemas de suporte à gestão.

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Eventos

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CONSOLIDAÇÃO DE UM NOVO PLAYER AMERICANO NO MERCADO NACIONAL DE SEGUROS DE TRANSPORTES

www.argoseguros.com.br

TRATA-SE DO GRUPO

ARGO LIMITED Com mais de 60 anos de experiência mundial, a ARGO SEGUROS desenvolveu uma alta capacidade de subscrever riscos e agilidade para atender as diversas demandas dos seus clientes. Com apenas 3 anos de atuação no Brasil, a Seguradora vem se destacando nos nichos que atua, especialmente em Seguro de Transportes, aonde em pouco tempo já esta sendo considerada um "player" do mercado segurador nacional, com produtos e serviços diferenciados. Para este seguimento a companhia possui alta capacidade de subscrição com técnicos especializados totalmente dedicados à operação. São várias as novidades e serviços, dentre eles o produto ARGO CARGO, exclusivo no Brasil para Agentes de Cargas. Com esse produto a companhia Seguradora busca atender e ofertar produtos para todo o setor de Comércio Exterior. A companhia se destaca também no atendimento aos sinistros de transportes, com um dos prazos de liquidação mais baixo do mercado, atualmente abaixo de 9 dias após a entrega dos documentos comprobatórios. Além de contar com um serviço diferenciado para importadores. A ARGO emite as Cartas Protestos para os clientes quando necessário, deixando a cargo dos mesmos apenas o envio. Entre outros benefícios, como: Central de Telemetria, Sistemas de Averbações Eletrônicas para Importadores, Exportadores e Transportadoras, Cobrança dos Prêmios para Exportadores em Reais. A Seguradora trabalha para lançar novos serviços ainda este ano!

Argo Seguros Brasil S.A. Av. das Nações Unidas 12.399 - cj. 140A 04578-000 - São Paulo - SP - Brasil www.argoseguros.com.br


Corretores de seguros MAIOR SINDICATO DE CORRETORES DE SEGUROS DO PAÍS PASSA POR RENOVAÇÃO participar de algum encontro, será mantida, respeitando os compromissos dos associados. Os diretores regionais também terão mais autonomia para liderar a quilometros de distância da sede do sindicato. “Queremos administrar com decisões e controle compartilhados, dando total suporte aos associados, por meio do entendimento das necessidades de cada um, com especial atenção aos que possuem menor estrutura e, portanto, ficam mais vulneráveis”, explica Camillo. “A força se dá pela união de diversidades e, portanto, todos são importantes e mutuamente podem se ajudar”. o dia 26 de março os corretores de seguros do Estado de São Paulo elegeram o movimento SincorSP Por Todos, liderado por Alexandre Camillo, para dirigir o Sincor-SP, maior sindicato de corretores de seguros no País, pelos próximos quatro anos (gestão 2014-2018). Concorrendo como Chapa 2, a nova diretoria quebrou uma história de décadas em que a oposição não derrotava a situação. A participação dos corretores teve aumento de 40% em relação ao pleito anterior, indicando a conscientização sobre o futuro da categoria.

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Desde o início, a inovação foi baseada em ações de transparência e gestão participativa, conceitos que serão também aplicados no trabalho à frente do sindicato. Foi construído um Programa de Gestão Participativa, com a colaboração de corretores de seguros de todas as regiões de São Paulo. Para facilitar a compreensão e a execução dos pontos do programa, a proposta foi dividida em quatro pilares, que representam um Sincor-SP renovado e pronto para atender os reais anseios da classe. Todos os itens e respectivos esclarecimentos podem ser acessados pelo site www.sincorspportodos.com.br.

A diretoria executiva eleita é composta ainda por Boris Ber (1º vicepresidente), Simone Cristina Favaro Martins (2ª vice-presidente), Marcos Abarca (1º secretário), Osmar Bertacini (2º secretário), Marcos Antonio Damiani (1º tesoureiro) e Carlos Aparecido Cunha (2º tesoureiro). Os demais integrantes da chapa podem ser conferidos em http://sincorspportodos.com.br/chapa/ .

O CIST torce para que os objetivos sejam plenamente cumpridos, pelo bem e evolução de todo o setor de seguros, e se coloca à disposição para parcerias e colaborações na área de transportes.

>>TRAJETÓRIA

No total, foram 3.686 votos (com três brancos e quatro nulos): 2.061 para Chapa 2 e 1.619 para Chapa 1, encabeçada pelo atual presidente, Mario Sergio de Almeida Santos. Em termos porcentuais, a vitória teve o placar de 55,91% contra 43,90%.

Alexandre Camillo é corretor de seguros há 24 anos e está no mercado de seguros há 34. Sempre quis integrar grupos de trabalho em prol dos corretores de seguros e, entre outras participações, em 2012, foi eleito o novo mentor do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo por aclamação, em percurso que exigiu grande articulação política, pois era a primeira gestão que seria realizada sem a participação do ex-presidente do Sincor-SP e grande líder, Leoncio de Arruda.

Em sua diretoria, Camillo está ao lado de outros corretores de seguros que já tiveram grandes realizações profissionais e pela categoria, todos agora motivados a inovar na gestão do sindicato. Camillo se compromete agora a realizar no sindicato uma administração que entenda e atenda as diferenças. Para comandar o maior sindicato de corretores de seguros do país, ele sabe da importância do trabalho em grupo e descentralizado. “Reunimos corretores de seguros respeitando a nossa diversidade e formamos uma aliança de líderes, mantendo nossos princípios e valores durante toda a campanha”, declara.

À frente do CCS-SP, empreendeu uma gestão moderna, de resultados e sempre participativa, e se afastou da entidade – deixando caixa 20% superior ao início da gestão e 27 novos associados – para se dedicar à campanha "SincorSP por Todos".

Esse agrupamento de líderes transmite a confiança de boa representação dos corretores de seguros em qualquer reunião e em todo o Estado. Para exemplificar, na gestão de Camillo a agenda de reuniões do sindicato será estabelecida e divulgada anualmente, e mesmo com a impossibilidade de o presidente 12


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Resseguros COM MELHORIAS NO RISCO, ARMARZÉNS DE QUALQUER PRODUTO CONSEGUEM ACEITAÇÃO DE SEGUROS E RESSEGUROS

Como consequência da abertura do mercado de resseguros, quando deixou de ser obrigatória a aceitação dos riscos, acabou ficando difícil para determinadas atividades profissionais serem aceitas por seguradoras e resseguradoras.

ou o segurado faz mudanças para que fique bom, ou fica sem seguro”, defende Renato. Para ele, se o corretor de seguros ou resseguros souber fazer uma boa gestão do risco, não terá problema com riscos declinados. “Hoje em dia a única maneira de conseguir seguro para armazéns é tendo um bom gerenciamento do risco. Isso implica muitas vezes em instalar hidrantes, reservatório de água, bombas, geradores, sprinters... Para cada atividade há exigências específicas. Em relação ao seguro de roubo, por exemplo, quanto maior o valor que se pretende segurar aumentam os pedidos da seguradora: vigilância armada 24h, sistema de TV, circuito fechado. É condição imposta para conseguir aceitação. Mesmo quem já é cliente recebe visitas da inspeção de riscos e pode haver necessidade de novas recomendações. O cliente precisa atendelas para que sua apólice seja renovada e não tenha problemas para receber indenização num caso de sinistro”.

Entre as atividades que mais estão sofrendo hoje para fazer seguro está o setor de armazenagem, que em geral está associado ao mercado de transportes. Concentrando altos valores e riscos de incêndio e roubo, muitas vezes os armazéns exigem a garantia do resseguro. “Os transportadores precisam de áreas de armazenagem para realizar sua distribuição e está muito difícil a colocação de seguro nesses locais”, explica Renato Cunha Bueno, da ARX-Re Corretora de Resseguros. A responsabilidade do armazenador é muito grande, porque ele atua como um fiel depositário de bens de terceiros. “É parte da responsabilidade dele ter o seguro para cobrir tudo o que armazena, e ultimamente está complicado achar a cobertura para incêndio e roubo. São valores elevados, imagine um galpão de estoque de telefones celulares, num país de roubo de cargas como o nosso”, afirma o corretor de resseguros.

“A ARX-Re Corretora de Resseguros participa de uma associação com o Lloyd’s, em Londres, com a qual conseguimos aceitação para qualquer conteúdo de armazem, sem nenhuma restrição, e para qualquer limite de roubo, desde que as medidas de gerenciamento de riscos sejam atendidas. Temos em Londres um experiente funcionário de subscrição de

Com o novo cenário, depois da abertura do mercado, todo risco declinado precisa ser tratado. “Ninguém quer ficar com o mico. Se o risco é ruim 14


riscos, Rodrigo Guirao, que fica ao lado do profissional do Lloyd’s, e com isso obtemos respostas rápidas com a facilidade de um interlocutor falando em português”.

conta com cerca de 40 corretores de resseguros, sendo 15 atuantes. “Qualquer corretor de seguros pode se tornar um broker (corretor de resseguros), desde que atenda os requesitos, que não sao poucos. Por exemplo, precisa ter um seguro de responsabilidade civil profissional com limite elevado, de R$ 10 milhões. Em minha atuação acabei encontrando um nicho, que são os negócios menores de resseguros, os quais os grandes brokers acabam não se interessando. É impressionante a quantidade de empresas sem aceitação de seguros, toda semana recebo contato de colegas de todos os portes para uma parceria que resolva seu problema e do cliente. É um mercado a ser explorado”.

Ele esclarece que as medidas solicitadas são sempre possíveis, mesmo que às vezes caras. “Conheço um corretor que está fazendo muitos negócios no Brasil na área de armazenagem de algodão. Ele visita o cliente, analisa o risco e apresenta um check-list de medidas para que o cliente consiga a aceitação. Acaba conquistando o cliente”. De acordo com Renato Cunha Bueno, o Brasil, atualmente,

Mercado Com um dos melhores índices de sinistralidade do mercado em 2013 (fonte Susep), a Carteira de Transportes da Berkley registrou um desenvolvimento considerável nos produtos de transporte nacional e internacional voltados a embarcadores, principal foco de negócios da seguradora no setor.

CARTEIRA DE TRANSPORTES C O M S I S T E M A D E D O C U M E N T A Ç Ã O ELETRÔNICA

Voltado a garantir perdas e danos a bens transportados, o ramo adotou neste ano um sistema totalmente digital para a emissão de documentos, que passaram a ser enviados eletronicamente, excluindo qualquer tipo de material impresso. “O intuito é melhorar ainda mais a qualidade e agilidade nos serviços prestados e difundir iniciativas de cunho ambiental”, ressalta o superintendente de Transportes da Berkley, Sidney Cesare. De acordo com Sidney Cesare, outra novidade da carteira diz respeito ao sistema de apólices avulsas para viagens internacionais. Com a medida, o corretor fará a cotação, emissão de apólice, boleto e certificado diretamente no Portal do Corretor Berkley.

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Leis e normativas ANTT ESCLARECE SOBRE OBRIGATÓRIO DE CARGAS

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SEGURO

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contratação do RCTR-C pelo transportador é obrigatória. É o que estabelece o Comunicado SUROC/ANTT Nº 001/2014, divulgado em fevereiro, esclarecendo que por força dos artigos 1º e 2º do Decreto 61.867, de 1967, o RCTR-C (seguro que cobre a responsabilidade civil por danos a terceiros pertinentes ao transporte rodoviário de cargas) deve ser contratado pela Empresa de Transporte Rodoviário de Carga para exercício de sua atividade, sendo assim, intransferível.

DECRETO Nº 61.867/67 “Art. 10. As pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado que se incumbirem do transporte de carga, são obrigadas a contratar seguro de responsabilidade civil em garantia das perdas e danos sobrevindos à carga que lhes tenha sido confiada para transporte, contra conhecimento ou nota de embarque.”

O comunicado esclarece ainda, com base no Artigo 10 da Circular Susep Nº 354/2007, que a cláusula de dispensa de direito de regresso, quando prevista, não implica a isenção da contratação dos seguros obrigatórios, portanto não dispensa a contratação pela Empresa de Transporte Rodoviário de Carga do RCTR-C. Confira abaixo, o comunicado na íntegra:

CIRCULAR SUSEP Nº 354/2007 “Art. 10. A cláusula de dispensa de direito de regresso, quando prevista, não implica a isenção da contratação dos seguros obrigatórios.”

COMUNICADO SUROC/ANTT Nº 001/2014 A Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas – SUROC, da Agência Nacional de Transportes Terrestres, no uso de suas atribuições, com fulcro nos artigos 98 e 99 da Resolução ANTT nº 3000, de 28 de janeiro de 2009,

Este seguro, por ter cunho obrigatório e por força dos artigos 1º e 2º do mencionado Decreto 61.867, de 1967, deve ser contratado pela Empresa de Transporte Rodoviário de Carga para exercício de sua atividade, sendo assim, intransferível, senão vejamos:

CONSIDERANDO diversas consultas realizadas junto à ANTT, relativas ao disposto no art. 13 da Lei nº 11.442, de 5 de janeiro de 2007, quanto à contratação do seguro de danos a terceiros,

“Art. 1º Os seguros obrigatórios previstos no artigo 20, do Decreto-lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, serão realizados com observância do disposto neste Decreto.

CONSIDERANDO as condições estabelecidas pela CIRCULAR SUSEP Nº 354, de 30 de novembro de 2007, que “Disponibiliza no sítio da SUSEP as condições contratuais do plano padronizado para o seguro de transportes e estabelece as regras mínimas para a comercialização deste seguro”, RESOLVE:

Art. 2º Não poderá ser concedida autorização, licença ou respectiva renovação ou transferência, a qualquer título, para o exercício de atividades que estejam sujeitas a seguro obrigatório, sem prova da existência dêsse seguro.” O seguro obrigatório previsto no art. 13, da Lei nº 11.442, de 2007, não se confunde com o conhecido DPVAT, o qual é dirigido a todo e qualquer veículo automotor de via terrestre e diz respeito às leis de trânsito e não à legislação específica do transporte rodoviário de cargas, como a aqui tratada.

O seguro previsto em Lei, que trata da responsabilidade civil por danos a terceiros pertinentes ao transporte rodoviário de cargas é o seguro de RCTR-C de cunho obrigatório (Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga), consoante disposto no Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, art. 20, “m”; e no Decreto nº 61.867, de 7 de dezembro de 1967, art. 10.

Quanto à divisão da responsabilidade por contratação de seguros citados no caput e incisos do Art. 13, da Lei nº 11.442, de 2007, diz respeito à cobertura daqueles riscos que foram estabelecidos de comum acordo entre as partes no contrato de transporte.

DECRETO-LEI Nº 73/66

...

Finalmente, é exigível pela ANTT a prova da contratação do RCTRC, que não pode ser transferido, por força da legislação acima citada, inclusive o próprio art. 13, da Lei nº 11.442, de 2007, que regula o serviço de transporte de cargas.

m) responsabilidade civil dos transportadores terrestres, marítimos, fluviais e lacustres, por danos à carga transportada.”

Rosimeire Lima de Freitas - superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas, em exercício.

“Art. 20. Sem prejuízo do disposto em leis especiais, são obrigatórios os seguros de:

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Análise do CIST

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A ANTT enfatizou que a verificação do atendimento à obrigação de contratação do seguro de responsabilidade civil por parte dos transportadores dar-se-á no ato da fiscalização, e seguirá o estabelecido na Resolução nº 3.056/2009 (artigo 23, inciso VIII; artigo 32, incisos I e II; artigo 34, inciso VIII e artigo 39, inciso II).

comunicado não traz nenhuma alteração nas leis aplicáveis ao transporte de cargas, apenas informa sobre a obrigatoriedade do seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário – Carga (RCTR-C) e alerta para não haver confusão com o seguro obrigatório de veiculo automotor de via terrestre (DPVAT). Conforme o Decreto-Lei nº 73/1966 (artigo 20, alínea “m”) e Decreto nº 61.867/1967 (artigo 10), o seguro de responsabilidade civil do transportador rodoviário de carga (RCTR-C) é obrigatório para os transportadores. Este seguro garante o reembolso das reparações pecuniárias a que o transportador esteja obrigado, por força de lei, por perdas ou danos causados a bens e mercadorias de terceiros que lhe tenham sido entregues para transporte, em função de acidente com o veiculo transportador.

Assim, apesar do seguro de responsabilidade civil do transportador rodoviário ser obrigatório, não é necessário a sua comprovação para o registro no RNTRC.

Em resposta à consulta efetuada sob o protocolo nº 1702185 de 19.02.2014, a ANTT a fim de evitar mal entendidos, mencionou que o Comunicado SUROC/ANTT nº 001/2014 não teve o condão de converter a obrigatoriedade de contratação de seguro em requisito para obtenção do registro no RNTRC. Os requisitos para a inscrição continuam sendo os elencados na Resolução ANTT nº 3.056/2009.

Aparecido Mendes Rocha é vice-presidente do Clube Internacional d e S e g u r o s d e Transportes - CIST

Finalizando, destaco que a ausência do registro no RNTRC isentará a seguradora de qualquer responsabilidade ou obrigação relativa ao seguro de RCTR-C em caso de sinistro, conforme dispõe o artigo 42, inciso V, da Resolução CNSP nº 219/2010.

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Nicho PERDAS NO TRANSPORTE MARÍTIMO MUNDIAL CAEM EM 2013, MAS MERCADO MANTÉM ALERTA

Foram 94 notificações, mas segurança e rotas de cargueiros marítimos continuam críticas

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s perdas no transporte marítimo deram uma trégua em todo o mundo no ano passado. Foram 94 notificações, número que só foi abaixo de 100 duas vezes nos últimos 12 anos, de acordo com a Allianz Global Corporate & Specialty SE’s (AGCS), que elaborou o estudo Análise Crítica de Segurança e Transporte Marítimo 2014, publicação anual que analisa o registro de perdas no transporte marítimo acima de 100 toneladas brutas.

Área de risco De acordo com o relatório, mais de um terço das perdas totais, assim como em 2012, de 2013 estiveram concentradas em duas regiões marítimas: o Sul da China, Indochina, Indonésia e a região das Filipinas. Essas áreas tiveram o número mais alto de perdas (18 navios), seguidas de perto pelos mares que cercam o Japão, Coréia e o Norte da China (17 navios). Mais de dois anos após o acidente do Costa Concordia, a melhora na segurança de navio de passageiros continua a ser uma prioridade, especialmente, pois em 2014 provavelmente se atingirá a marca da 100a perda de uma embarcação de passageiros desde 2002. A Ásia continua sendo um “hotspot” para perdas no transporte marítimo de passageiros, especialmente com embarcações menores de passageiros e barcas. Um exemplo é o naufrágio da barca St. Thomas of Aquinas, que sucumbiu após uma colisão com outra embarcação fora de Cebu nas Filipinas em agosto de 2013, com a perda de no mínimo 116 vidas.

As perdas diminuíram cerca de 20% desde 2012, quando foram registradas 117 perdas. O ano do acidente (2013) também representa uma melhora significativa em comparação com os 10 anos anteriores, com perdas totais globais no transporte marítimo caindo 45 por cento em comparação a 2003. “Mais de 90% do comércio global é feito pelo mar, de acordo com as estatísticas da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A segurança dos cargueiros marítimos internacionais e rotas são críticos para a saúde da economia global,” diz Tim Donney, chefe global da Maritime Risk Consulting. “Ao passo que a tendência negativa em longo prazo com perdas no transporte marítimo é encorajadora; há muito trabalho a ser feito para melhorar a segurança de maneira geral destas embarcações, assim como sua carga, tripulação e passageiros, especialmente em águas asiáticas. Como reseguradores, estamos sempre preocupados com os assuntos relacionados tais como gestão de treinamento e segurança - o erro humano não é algo que possamos ignorar e a falta de mão de obra qualificada ainda é um problema – mas também precisamos observar os novos riscos à medida que a indústria continua a se desenvolver.”

“Temos que apurar profundamente como alguns operadores de navio asiáticos medem a segurança e a qualidade, em particular ao falar sobre o transporte marítimo doméstico”, disse Jarek Klimczak, consultor sênior de Risco Marítimo na AGCS. “O entendimento da qualidade e padrões pode algumas vezes sugerir o padrão europeu de 50 anos atrás – talvez até mais.” No mundo todo, mais de um terço das perdas de embarcações foram de navios de carga, como os pesqueiros e os navios graneleiros, os únicos outros tipos de embarcações a registrar perdas de dois dígitos. A perda total de dois navios graneleiros em 18


águas asiáticas em 2013, o Harita Bauxite e o Trans Summer, destacou a importância do manuseio e estiva adequados em cargas a granel. Os especialistas da AGCS acreditam que o alto índice de umidade do conteúdo levaram a desestabilizar a carga sendo a causa primária dos acidentes.

acidentes (incluindo perdas totais) no Hemisfério Norte. No Hemisfério Sul, o fenômeno pode ser registrado no mês de Julho.

Ataques de piratas Em 2013, os ataques de piratas diminuíram em 11% e 264 incidentes foram informados mundialmente de acordo com as estatísticas do International Maritime Bureau – sendo 106 deles na Indonésia, registrando um aumento de 700% nos ataques desde 2009. A maioria destes ataques permanece como roubos oportunistas de baixo nível, conduzidos por pequenos bandos, porém um terço dos incidentes nestas águas foi registrado no último trimestre de 2013. Existe uma possibilidade que esses ataques evoluam para um modelo de pirataria mais organizado, a menos que sejam controlados.

A causa mais comum de perdas no último ano foi associada (naufrágio ou submersão) e quase sempre relacionada ao mau tempo, respondendo por quase 75% de todas as perdas, o que representa um aumento significativo em 2012 (47%) e na média dos 10 anos anteriores (44%). Pela primeira vez, o relatório inclui não somente o total de perdas, mas também o número total de vítimas relacionadas à navegação por região. A região do Leste do Mediterrâneo e do Mar Negro é apontada como “hotspot’ de acidentes, sendo responsável por 464 vítimas (18%) do total global de 2.596 registrados em 2013. A região combina rotas marítimas congestionadas e fracas práticas de gestão da segurança além de uma frota regional com alta proporção de embarcações mais antigas e de baixa qualidade. O relatório mostra também que, durante a última década, as Ilhas Britânicas têm sido a localidade de grande parte dos acidentes e que Janeiro é o mês com mais

Outro “hotspot” emergente de pirataria, mas mais organizado, é no Golfo da Guiné com 48 incidentes em 2013, respondendo sozinho por 18 por cento de todos os ataques globais. O número de ataques na região da Somália caiu drasticamente marcando somente sete incidentes em 2013, especialmente se forem comparados com os 160 ataques em 2011. O relatório sugere que o modelo organizado de pirataria pode ser interrompido na Somália em alguns anos se o patrulhamento naval continuar.

Riscos emergentes alguns casos podem levar muitos meses, ou possivelmente um ano ou mais, para retirar todos os containers, em particular se o acidente acontece em uma localidade remota. A perda potencial para esse tipo de embarcações aumenta e ainda mais em águas onde não há lei para resgates.”

Uma série de inovações estão sendo implementadas para proteger as embarcações como: aumentar o tamanho de navios a fim de aproveitar a economia de escala, mudança no uso de combustíveis alternativos e atualizações nos projetos de navios. Ao mesmo tempo, estão surgindo mais rotas econômicas de comércio nas regiões do Ártico, que por si só já apresentam seu próprio conjunto de desafios.

• Aumento das embarcações com combustível GNL: Esperase que o uso de gás natural liquefeito para movimentar navios tenha um aumento drástico na utilização em 2020. Há preocupações com a segurança, especialmente pois novos portos que nunca lidaram previamente com GNL estão sendo criados já com estações de abastecimento de combustível na doca. “Precisamos perguntar que tipo de riscos os navios com combustível GNL irão representar para a indústria. A preocupação é como estocar o GNL como combustível e manuseá-lo a bordo. Poucas pessoas têm o conhecimento necessário para manusear o GNL – terá que existir uma mudança na mentalidade e treinamento,” disse Capt. Rahul Khanna, consultor de riscos sênior, Marítimo, AGCS.

Os riscos emergentes identificados no relatório de 2013 incluem: • Tamanho da Embarcação: O ano passado marcou a chegada da maior embarcação de container já registrada, com mais de 400 metros de comprimento, ampliando a capacidade para 18.000 contêineres de 20’. Esta tendência parece continuar. A AGCS estima que a capacidade cresça cerca de 30 % a cada quatro ou cinco anos, o que quer dizer que a chegada de transportadores de 24.000 contêineres de 20’ pode ser antecipada para aproximadamente 2018. “Os sinistros provenientes de emergências marítimas destes ‘mega navios’ podem ser enormes. Por exemplo, apenas pense na interrupção dos negócios dos portos e terminais caso o acidente bloqueie a entrada,” disse Dr. Sven Gerhard, líder de produtos Global, Responsabilidade de Casco & Marítimo, AGCS. “Além disso, os salvados podem exigir esforços sem precedentes e operações complexas – em

• Rotas de comércio no Ártico: Os acidentes no transporte marítimo em águas do Círculo Ártico aumentaram em média de 45 por ano durante o período de 2009 a 2013 e foi de somente 7 durante o período de 2002 a 2007. Os prejuízos à maquinaria causaram um terço destes incidentes, índice que é o dobro da média de outros lugares, refletindo o difícil ambiente operacional.

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Relacionamento CONFRARIA DO SEGURO AGENDA DE EVENTOS

"Um compromisso sem compromisso" é o slogan desta tradicional happy hour do mercado de seguros, cuja realização foi retomada pelo CIST. Os encontros acontecem sempre nas últimas sexta-feiras de cada mês. Na noite de 28 de março, estiveram reunidos no Circolo Italiano cerca de 100 profissionais de corretoras de seguros, seguradoras e prestadoras de serviços do mercado, para um momento de descontração e bate-papo. Confira alguns momentos!

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RETOMA


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Certificação Digital TRANSPORTADORES DE CARGA PRECISAM UTILIZAR CERTIFICADO DIGITAL PRÓPRIO PARA DOCUMENTAÇÃO DO RAMO

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tecnologia da certificação digital tem forte presença no mercado de seguros, pois os corretores de seguros que atuam como Autoridades de Registro lideram a emissão de certificados digitais no país. Dentre tantos nichos para o corretor de seguros trabalhar a certificação digital, as empresas de transporte de cargas, muitas vezes clientes no ramo de transporte, precisam adquirir um documento específico.

Benefícios do certificado para CT-e Destinado a empresas que emitem documentos fiscais eletrônicos referentes ao transporte de carga Ÿ Permite a emissão dos documentos fiscais referentes ao transporte de carga de forma eletrônica, com validade jurídica ŸReduz custos de impressão e armazenamento dos documentos fiscais. ŸReduz tempo de parada de caminhões em Postos Fiscais de Fronteira.

Os prestadores de serviço de transporte de cargas optantes pelo regime Simples Nacional têm de aderir, desde 1º de dezembro de 2013, ao Conhecimento do Transporte eletrônico (CT-e), documento padrão que deve ser emitido por todos os transportadores antes do início do percurso informando qual a mercadoria que está sendo transportada. A adequação exige o uso de certificado digital, pois faz parte do projeto de implantação de um modelo nacional de documentos fiscais eletrônicos, em substituição à sistemática atual em papel, do Ministério da Fazenda.

Tipos de certificado para CT-e O certificado para CT-e é um certificado digital ICP-Brasil de Assinatura para Pessoa Jurídica e podem ser dos seguites tipos: A1 e A3. Ÿ O tipo de certificado digital a ser escolhido depende do sistema/aplicação onde será utilizado. ŸO certificado digital do tipo A1 é emitido diretamente no seu computador e ficará armazenado no seu navegador de internet; ŸO certificado digital do tipo A3 oferece maior segurança por ser emitido em uma mídia criptográfica: HSM, cartão inteligente ou token, estes últimos proporcionando maior mobilidade.

O CT-e é emitido e armazenado eletronicamente, com o intuito de registrar, para fins fiscais, uma prestação de serviço de transporte de cargas realizada por qualquer modal (Rodoviário, Aéreo, Ferroviário, Aquaviário e Dutoviário). Sua validade jurídica é garantida pela assinatura com o certificado digital, bem como pela recepção e autorização de uso, pelo Fisco. O CT-e tem validade em todos os estados do país, mas a empresa tem que se credenciar junto à Secretaria da Fazenda do estado em que possui estabelecimentos e nos quais deseja emitir o CT-e. A empresa que descumprir a norma será penalizada. A fiscalização pode reter o veículo que não apresentar a documentação exigida, com multa à transportadora e também ao cliente da empresa.

funcionários da empresa, diferente do que ocorre com um e-CNPJ que exige ser emitido exclusivamente para o Representante Legal cadastrado na Receita Federal como responsável pelo CNPJ. Dessa forma, se um dos funcionários estiver ausente a empresa não deixa de assinar as solicitações para emissão dos documentos de Conhecimento de Transporte. Manuel Matos, gestor da Rede ICP Seguros, que credencia e reune corretores de seguros que atuam como Autoridades de Registro, explica que as vantagens desta modernização são a redução de custos com papel, impressão do documento fiscal e deslocamentos; incentivo ao uso de novas tecnologias; facilitação e simplificação da Escrituração Fiscal e contábil. “O certificado digital oferece ainda identificação segura na troca virtual de documentos, mensagens e dados”, afirma.

Os certificados digitais para CT-e podem ser emitidos para vários

Os membros da Rede ICP Seguros realizam o atendimento presencial obrigatório na emissão de qualquer tipo de certificado digital (como NF-e, e-CPF, e-CNPJ, Conectividade Social e CT-e) com a qualidade do atendimento feito por corretores de seguros, em mais de 100 pontos em todo o país. A aquisição do certificado digital pode ser feita pelo portal www.icpseguros.com.br, onde é possível adquirir o certificado, agendar o melhor dia e horário para a validação presencial e ainda obter suporte técnico, se necessário. 22


Carreira de sucesso HÁ QUASE 50 ANOS NA ÁREA TRANSPORTES DA MESMA EMPRESA

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Marco Antonio dos Santos recebe o presidente do CIST José Geraldo Silva filho de 30 anos atua na área de Automóvel e minha filha de 32 em seguro de vida e saúde, ambos estão casados e é muito gratificante vê-los bem”.

arco Antonio dos Santos, superintendente de Transportes e Náutica da Allianz Seguros, contabiliza 49 anos de empresa, desde o início na área de transportes. É o segundo funcionário mais antigo da companhia.

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Aos 63 anos, Marco Antonio já está aposentado, mas continua trabalhando por paixão pelo que faz. “Dizem que vou ficar para semente, mas uma hora eu vou parar. Continuo pois estou fazendo o que eu gosto, a carteira de Transportes é maravilhosa, quem conhece não sai mais, é o famoso ramo nobre”.

Em 1965, aos 14 anos de idade, chegou à Brasil Seguros, como office-boy de transportes. A empresa depois veio se chamar AGF e, mais tarde, Allianz, mas Marcão, como é conhecido pelos colegas, permaneceu.

Ele teve oportunidade de atuar em outras seguradoras, mas resolveu ficar pois acha a Allianz diferenciada. “Hoje em dia, mesmo com todo esse tempo de casa, eu viajo muito pela empresa. Até o ranking do ano passado a companhia é a primeira em Transportes, e nos últimos 35 anos sempre esteve entre as cinco melhores”.

Foram dois anos como office-boy e, pelo interesse do jovem Marco Antonio, novas oportunidades se abriram: emissor, técnico, técnico I, gerente e, desde 1993, superintendente, responsável pela área de Transportes da Allianz de todo o Brasil. “Esta é uma empresa que dá oportunidade de crescimento desde que você tenha interesse e capacidade. Eu comecei mesmo na área de Transportes, querendo saber e ajudar as pessoas, com isso fui aprendendo”, afirma. “A companhia sempre foi boa para se trabalhar, pagando acima do mercado, sonho de todo securitário”.

Resultados para se orgulhar A área de Transportes na Allianz Seguros conta hoje com apenas 29 funcionários. “É enxuta, pois a empresa investe muito em infraestrutura e tecnologia, praticamente tudo é informatizado. Aqui tudo funciona muito rápido e nós estamos implantando uma plataforma que vai melhorar ainda mais a performance. Temos uma equipe pequena exatamente por causa dessa facilidade que temos com a emissão, com a subscrição, com o gerenciamento”.

“Minha vida foi aqui, praticamente”. Foram três endereços comerciais, sempre em São Paulo: a empresa começou na R. Conselheiro Crispiniano, no Centro, depois se mudou para o prédio na R. Luis Coelho, na região da Av. Paulista e há seis meses inaugurou um sofisticado edifício na R. Eugênio de Medeiros, em Pinheiros. “Conheci minha esposa na empresa, ela trabalhava na área de Aeronáutico e Náutico. Meus filhos também são securitários, gostaria que fossem da Allianz, mas não pode. Por eles terem participado de muitos eventos promovidos pela empresa para funcionários e família, aprenderam a gostar. Meu

Toda a subscrição da área de Transportes da Allianz, vinda do Brasil inteiro, é feita no departamento de Marco Antonio. “Qualquer conta é mandada para cá para fazermos aceitação e emissão, e isso é um pioneirismo nosso que muitas seguradoras 24


passaram a adotar também. O nosso sistema é muito ágil, informa os que estão na ponta, fazemos a conferência, e emitimos. Temos o subscritor e o emissor trabalhando lado a lado para resolver qualquer dúvida entre si. Até dois anos atrás nossa área de sinistro era junto também, mas resolvemos separar, pois não pode ser a mesma equipe quem aceita e quem paga o seguro”.

tempo que tinham cinco ou seis companhias no mercado à disposição e ninguém queria trabalhar com Transportes. Foi a época em que as poucas companhias que estavam no ramo ganharam muito dinheiro”. Ele diz que na ânsia de entrar para o mercado de Transporte muitas empresas ingressam sem preparo. “Abrem a carteira depois fecham”, mas muitas se especializaram e atuam de forma séria. “O mercado segurador começou a criar gosto por seguro de Transporte, praticamente todas as seguradoras hoje operam no ramo. Não oferecem muito treinamento, põem na rua e os profissionais vão aprendendo na prática. Algumas ainda procuram treinar, mas são poucas. Aí dá problema de sinistralidade, pois se não fizer aceitação e subscrição boas, certamente haverá muito sinistro”.

Na empresa, não há área de gerenciamento de riscos. “Não precisamos manter cinco ou seis pessoas nessa função. É melhor terceirizar. Quando o cliente contrata um seguro nós analisamos seu programa de gerenciamento de riscos e, se for o caso, sugerimos que possa fazer com as empresas que homologamos. Eu não tenho gasto nem preocupação, quem contrata o PGR é o segurado, com uma empresa homologada. Não indicamos onde fazer, damos uma lista de opções. Não é preciso que uma seguradora tenha área de gerenciamento de riscos, temos algumas firmas muito capacitadas e especializadas que fazem o atendimento de quem está na estrada”.

Para ele, é indispensável fazer uma correta análise antes da aceitação de riscos. “Você tem que saber falar não, pautado em argumentos e justificativas. Hoje podemos dizer que nossos segurados são fieis à companhia, e junto a nossos corretores aceitam as negativas e vão resolver o problema no risco para conseguir aceitação. Muitos corretores dizem que o cliente é da seguradora e não deles, por nossos serviços prestados. Se alguém fala que quer mudar de seguradora, eu vou conversar e reverter a situação. Mas é difícil perdermos seguro. Nossas equipes são muito integradas, é tudo muito fácil, se há algum problema de pagamento, por exemplo, a contabilidade está aqui. Qualquer problema nós telefonamos, resolvemos, pois conhecemos o mercado, os corretores, temos parceiros que estão conosco há 25, 30 anos. Com tanto relacionamento, jogo de cintura, às vezes pagamos um sinistro que não era tão simples, e o corretor se compromete a aumentar sua produção. O foco é atender bem o cliente”.

São 4 mil clientes na carteira de Transportes da Allianz, contando com grandes empresas, de todo o País. “Temos corretores de seguros chamados de puro-sangue, aqueles que são especialistas em Transportes, e os generalistas. Para atendê-los temos filiais e, em lugares onde não houver, temos representantes remotos que, com um carro e um telefone celular, fazem o meio de campo”. Entre os representantes comerciais, a companhia conta com especialistas de Transportes, “outra novidade criada pela Allianz e que hoje algumas seguradoras seguem”. “Temos sete comerciais só de Transportes: três na capital de São Paulo, um no interior do Estado, um que cuida de Rio de Janeiro e Espírito Santo, um que cuida de Minas Gerais e do Nordeste, e um responsável pelo Sul. O comercial generalista faz a visita, e quando vê que o cliente atua em Transportes manda um especialista”. Esse sistema começou na área de Transportes, agora o segmento de vida da Allianz também está adotando.

“Temos a perspectiva de crescer ainda mais, sem fazer loucura, mas como a Allianz sempre foi de fazer: investindo na prestação de serviços. Não adianta colocar um preço mais barato e não ter atendimento na estrada, não cuidar do motorista, não fazer uma liquidação de sinistro muito rápida. Com quase 50 anos de mercado sabemos fazer uma regulação rápida, e um sinistro quando é bem liquidado é um cartão de visita, que gera uma nova produção”.

Segundo ele, hoje os corretores têm ingressado na área de Transportes sem o medo de ser um ramo complexo. “Teve um

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Qualificação CIST FIRMA PARCERIA COM APTS PARA REALIZAÇÃO DE CURSOS E TREINAMENTOS NA ÁREA DE SEGURO TRANSPORTE oferecido muito conteúdo na área de transportes, para desenvolver ainda mais o nosso setor”.

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Clube Internacional de Seguros de Transporte – CIST – acaba de firmar parceria com a Associação Paulista dos Técnicos de Seguro – APTS – para a realização de cursos e treinamentos na área de transportes.

O diretor geral da APTS, José César Caiafa Jr, mostra que a parceria é de ganha-ganha.“Nosso auditório tem muitos horários disponíveis para utilização. Ao oferecer o espaço a APTS será co-patrocinadora, e com isso nossos associados terão preços mais acessíveis aos cursos de transporte. Como entidade que busca a técnica de seguros, é de nosso interesse incluir a grade de transporte e temas correlatos. Então podemos oferecer mais um benefício ao nosso associado, utilizado um recurso que estava à disposição”.

Pela parceria, o CIST utilizará o auditório da APTS, localizado no Centro de São Paulo, para que seus profissionais especialistas ministrem cursos e, em contrapartida, os associados da APTS poderão participar a preços mais baixos. De acordo com o presidente do CIST, José Geraldo Silva, com isso a entidade tem a solução para oferecer mais conteúdo especializado ao mercado. “Nosso impasse era ter um local adequado e central para realizarmos os trabalhos. Agora será

Os cursos terão início no mês de abril. As informações serão divulgadas pelas duas entidades.

Primeiro curso da parceria: “Treinamento básico de seguros de transportes”

Instrutor: Paulo Cristiano dos Santos (Allianz). Formado em Administração e Qualidade pela Universidade Anhembi Morumbi, com 22 anos de experiência nas áreas técnica e comercial de seguro de transportes. Público-alvo: Todos os profissionais interessados na cadeia de transportes: corretoras, seguradoras, segurados e prestadores de serviços. Data: 22 a 24 de abril de 2014 (terça a quinta-feira) Horário: 19h às 22h Local: Auditório da APTS - Largo do Paissandu, 72 - 17° andar - Conjunto 1704 Investimento: R$ 200,00 (duzentos reais) Inscrições: www.cist.org.br

Programa: ŸMercado de seguros (panorama geral). ŸRanking Nacional de Seguros de Transportes. ŸComo montar um questionário de transportes. ŸProcesso de aceitação de risco. ŸConhecendo a estrutura de uma apólice de transportes. ŸAspectos técnicos dos seguros de transporte Internacional, Nacional e Transportadores (RCTR-C e RCF-DC). ŸEstatística de roubo de carga. ŸProcedimentos básicos em caso de sinistro de transportes.

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Recursos Humanos CLUBE DE CAMPO NASCE DE IDEIA PARA OFERECER LAZER E RENDA EXTRA PARA COLABORADORES om o objetivo de fidelizar funcionários disponibilizando qualidade de vida e novos rendimentos, a Serra & Company deu início a um projeto há muito sonhado pelos sócios José Carlos Serra, Cristiano Braz do Nascimento e Iris Christina Brito Benedicto. A empresa adquiriu um sítio em Itariri (cidade entre o Vale do Ribeira e o litoral paulista, em plena Serra do Mar), onde funcionarão o Clube Serra & Company e a Serra & Company Rural, visando beneficiar seus 55 colaboradores atuais.

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O Clube, por enquanto, conta com um pesqueiro, um salão de festas, um auditório e uma casa com três quartos. E começa agora a construção de 10 chalés de alvenaria, com suítes para seis a 10 pessoas. Feita a compra do sítio, a Serra & Company encaminhou email autorizando todos os funcionários a visitar o local ou mesmo utilizar durante período de férias, bastando agendamento.

Sede do Clube Serra & Company e Serra & Company Rural

acompanhar as obras e que também irão recepcionar os visitantes. “Com o salão de festas pretendemos fazer alguns eventos. Estão sendo confeccionadas mesas e cadeiras com o logo da Serra & Company para o espaço. Espero levar outros parceiros, como os seguradores, ter encontros de descontração, com atividades esportivas, pescaria”, relata José Carlos Serra.

Já a empresa Serra & Company Rural, que funcionará dentro do sítio, é um projeto para plantio e venda de plantas ornamentais, com suporte de técnicos especialistas. Com CNPJ próprio, contará com vários sócios, os colaboradores da Serra & Company. “O objetivo do plantio é a divisão com os funcionários, que serão nossos sócios. Cada um terá uma cota na nova sociedade e esse percentual será o seu pró-labore mensal, nunca inferior ao salário de hoje, garantido por um período de seis meses”, explica o sócio-fundador José Carlos Serra. Por se tratar de uma empresa rural, terá impostos reduzidos, e estima-se um lucro substancial a ser dividido entre todos. “Nosso objetivo principal é premiar nossos funcionários, agraciando-os com a sociedade e, consequentemente, com uma remuneração melhor. Na venda do plantio desejamos que cada um possa usar sua cota parte para adquirir um bem que lhe traga satisfação e conforto, além do prazer do clube que aos poucos será ampliado com piscina, quadras esportivas e chalés para funcionários e visitantes”. Foram contratados caseiros que estão morando no local para

“Minha visão sempre foi uma sociedade participativa, quero ter muitos sócios. A intenção é dar responsabilidade a todo mundo mas agregar um valor financeiro, distribuir o que ganhamos e todos terem seriedade maior com os clientes, com a empresa”. Ele afirma que a Serra & Company sempre busca oferecer diferenciais para fidelizar os colaboradores. “Treinamos, oferecemos cursos e quando os funcionários estão preparados outras empresas contratam. Trabalhamos certinho, todos são registrados, oferecemos plano de saúde, sessões de quick massage duas vezes por semana, e temos um espaço com video game e TV para o caso de alguém precisar desestressar. Fazemos o possível para os funcionários e às vezes não é suficiente, então pensamos em agregar algo novo, pois não é todo mundo que pode ter acesso a um sítio para passar fim de semana, 10 dias, um mês. Queremos trabalhar de forma que beneficie a todos”.

Sede do Clube Serra & Company e Serra & Company Rural

Sede do Clube Serra & Company e Serra & Company Rural 28


Artigo A ARBITRAGEM NOS CONTRATOS DE SEGUROS Por José C. Caiafa Jr

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arbitragem é uma forma alternativa das partes em litígio estabelecerem em contrato ou simples acordo que vão utilizar o juízo arbitral para solucionar controvérsia existente ou eventual em vez de procurar o poder judiciário. A sentença arbitral tem o mesmo efeito da convencional, sendo obrigatória entre as partes. Por tratarse de uma justiça privada, tem a vantagem de ser mais rápida, econômica e pragmática em relação ao sistema judicial Estatal.

convencimento das partes. O Juízo Arbitral tem a virtude de poder oferecer uma solução muito mais rápida, menos onerosa e principalmente mais técnica, facilitando a sua aceitação pelas partes em litígio. Um bom conhecedor da matéria de seguros teria mais facilidade de entender as ponderações das partes do que uma pessoa que não dispusesse dessa ciência, sendo capaz de gerar uma solução mais equilibrada do que aquela calcada exclusivamente nos textos legais, em um tempo muito menor e a um custo bastante inferior.

As partes que compõem este procedimento abdicam de seu direito de compor litígio perante o poder judiciário e se comprometem a resolver a questão perante um ou mais árbitros que, em geral, são especialistas na área. Assim, é proporcionada, em tese, uma decisão em tempo mais curto (no caso brasileiro, o processo não pode superar seis meses), atendendo ao interesse das partes. Pode ser firmada por cláusula arbitral (também chamada de cláusula compromissória), junto ao contrato - ou em anexo a este ou por compromisso arbitral, depois de dada a controvérsia.

Sendo o seguro uma ferramenta cujo um dos objetivos é o de proporcionar um amparo financeiro rápido a quem acabou de passar por um evento que lhe causou prejuízo, esta ferramenta somente consegue cumprir com a sua finalidade se aplicada de imediato, caso contrário, perde muito de sua utilidade. Não teria muito valor uma decisão judicial que reconhecesse o direito de um idoso 20 anos depois (!!!), nem haveria também utilidade em se atender às reivindicações de uma empresa que teve um sinistro de grande monta 10 anos mais tarde. Certamente essas pessoas dirão (se ainda estiverem vivas), com toda a razão, que o seguro não lhes serviu para nada.

O procedimento arbitral só pode ser efetivado quando as causas tratarem acerca de direitos patrimoniais disponíveis, ou seja, bens que possuem um valor agregado, e, como tal, podem ser negociados (vendidos, alugados, cedidos). Por estas razões é que a arbitragem se impõe como uma solução mais adequada à solução de litígios que se apresentam nos contratos de seguros. Muitas vezes o litígio acontece pela própria incapacidade daquele que elaborou os termos do contrato não ser capaz de prever todas as hipóteses que possam ocorrer durante a vigência de um seguro. Seja porque a hipótese fosse remota (veja o caso das Torres Gêmeas), seja porque o risco era desconhecido (frequente em questões cibernéticas), seja porque tenha ocorrido alguma mudança de legislação (veja os reflexos do Estatuto do Idoso nos planos de saúde), ou mesmo por uma simples questão de divergência de entendimento (mais do que comum em sinistros de Lucros Cessantes).

Pela percepção desta realidade, o CIST – Clube Internacional de Seguros de Transporte e a APTS – Associação Paulista dos Técnicos de Seguro, entidades compostas de técnicos de seguros de formações variadas estão propondo ao mercado a criação da CÂMARA BRASILEIRA DE ARBITRAGEM DE SEGUROS, com a missão de preencher esta lacuna que ainda causa prejuízo de imagem ao nosso mercado de seguros. Para este fim, propõem-se a realizar um grande evento para a discussão do tema e tomada de decisões.

Em casos desta natureza, estando o litígio estabelecido, levar a questão para o entendimento do Poder Judiciário, pode significar ter que aguardar alguns anos a sua solução; pode significar também um excesso de gastos com a produção de provas, custas judiciais, honorários de advogados além de outras despesas, tornando a solução onerosa, demorada e nem sempre do agrado ou 29


Seguradora NASCIDA NO SEGURO TRANSPORTE HÁ MAIS DE 120 ANOS, EXPERIÊNCIA DA CHUBB OFERECE DIFERENCIAIS internacional, com suporte nos principais portos e aeroportos. “A Chubb nasceu no seguro transporte, atuando principalmente no transporte internacional marítimo de cargas”, completa Ricardo Beyer, gerente de Transportes da empresa. “Hoje oferecemos a nossos clientes toda uma gama de seguros e de técnicos internacionais especialistas em diversos aspectos. Um técnico de outro país ajuda um segurado que está aqui no Brasil, dependendo de sua necessidade, para que possamos oferecer as coberturas mais apropriadas e mais adequadas”. Ocupando hoje a 12ª posição no ramo, contando com um amplo portifólio de empresas dos mais diversos setores da economia brasileira como clientes, uma das principais preocupações da empresa é ter flexibilidade e facilidade de contratação no seguro transporte, permitindo garantir a tranquilidade de todos os envolvidos nas operações, do proprietário da carga, passando pelo credor hipotecário, até o consignatário ou o agente de transação comercial. Ricardo Beyer complementa que a especialização do corretor de seguros neste segmento é chave para o sucesso da operação e ampliação deste mercado. “Oferecemos atualmente o mais amplo suporte ao corretor, suprindo essa carência neste, que é um dos ramos mais complexos encontrados no mercado”. Busca-se desta forma oferecer uma consultoria, de modo a incentivar também os corretores que não têm especialização na comercialização desse produto.

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oje uma das maiores seguradoras do mundo, a Chubb teve sua origem com o segmento de seguro de transporte de cargas. Em sua trajetória de mais de 120 anos, acumulou bastante experiência no mercado.

Nesse sentido, uma novidade da Chubb Seguros é a sua Escola de Negócios. Lançada em fevereiro, a cada mês irá ofecerer treinamento para os corretores de seguros em todos os ramos gradativamente. “Inauguramos com a área de responsabilidde civil, depois foi a vez de entretenimento e em breve será a vez da carteira de transportes. Gostaríamos de utilizar a parceria com o CIST como uma canal para divulgar nossa Escola de Negócios, levando mais corretores de seguros aos treinamentos, nos quais falamos da parte técnica do produto e tiramos as dúvidas dos profissionais quanto aos riscos”.

O seguro transporte oferece cobertura para cargas em viagens nacionais e internacionais, e a Chubb, além de atuar na proteção de diversos tipos de riscos, de todos os modais, oferece serviços diferenciados para os segurados, entre eles, a assistência a carga e descarga 24 horas por dia, no Brasil e nos principais países do mundo, sem custo adicional. O segurado pode contar também com recomendações para o melhor acondicionamento, armazenagem, segurança e transporte da carga, desenvolvido pela equipe de loss control da companhia.

A Chubb atua em parceria com o CIST, patrocinando alguns de seus eventos – de acordo com o tema. “Estamos estudando investir em um outro modelo de contribuição e ter uma cota mais representativa. Para nós é importante estar no CIST, que reúne um grupo seleto dos mais diversos profissionais especializados na cadeia de logística e serviços no ramo de transporte”.

Uma das vantagens é que a empresa está presente nos principais centros comerciais mundo, com mais de 130 escritórios instalados diversos países, e com isso pode colocar à disposição do segurado uma rede de atendimento 30


ALGUNS SERVIÇOS DIFERENCIADOS – TRANSPORTES CHUBB Assessoria Operacional – Uma equipe especializada é colocada à disposição de importadores, exportadores embarcadores nacionais, dos mais variados portes e especialidades. Eles são responsáveis por desenvolver apólices diferenciadas, de fácil contratação e com condições e taxas ajustadas às necessidades.

Loss Control – A equipe de loss control oferece suporte e soluções para reduzir a possibilidade de sinistros. Disponibiliza serviços como a análise da operação do cliente, voltada à apresentação de sugestão de minimização ou eliminação de fatores de riscos. Também oferece uma análise do desempenho das empresas de gerenciamento de risco contratadas pelos clientes e serviços complementares, como a assistência a carga e descarga, estudos sobre forma de embalagem.

Atendimento Global – Também é oferecida aos clientes uma rede internacional de vistoriadores de sinistros, com o objetivo de garantir agilidade e comodidade aos segurados, seja no processo de contratação do seguro ou de regulação. Assistência a cargas e descargas – Os segurados contam com um serviço de assistência para carga e descarga de mercadorias disponível 24 horas por dia, no Brasil e nos principais centros econômicos do mundo. É oferecido sem qualquer custo adicional ao cliente e assegura a redução dos riscos de sinistros e agilidade dos processos em caso de identificação de eventuais danos na mercadoria. Informações sobre portos e aeroportos – Os clientes recebem informações detalhadas sobre os principais portos e aeroportos do mundo, devido atuação global da empresa. Liquidação de sinistros – A empresa busca excelência no serviço de liquidação de sinistro do mercado, oferecendo todo o suporte que o cliente precisar.

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Artigo O GERENCIAMENTO DE RISCOS E A CONTRATAÇÃO DE SEGURO Por Paulo Roberto Guedes uitos operadores logísticos se negam a trabalhar com produtos “muito visados” pelos ladrões. Produtos como pneus, cigarros, medicamentos e eletroeletrônicos exigem programas de gerenciamento de riscos e apólices de seguro cada vez mais complexas e sofisticadas. E, evidentemente, mais caras.

Lamentável ressaltar que na medida em que se investe mais na proteção das cargas em transporte, aumentam as tentativas de assaltos nos armazéns, nos pátios e nos centros de distribuição, sejam das transportadoras, das operadoras logísticas ou dos próprios embarcadores.

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Dados do setor dão conta que um grande número de companhias seguradoras existentes no Brasil não gosta (ou não quer) operar no ramo de transportes de carga, por exemplo, e quando o fazem, impõem uma série de restrições e limitações e/ou obrigações que, além de aumentarem os custos correspondentes, geram obstáculos e, até mesmo, total inviabilidade operacional.

Com isso diversos são os Paulo Roberto Guedes é impactos causados nas diretor Presidente da empresas: Ve l o c e L o g í s t i c a S . A ; conselheiro da ABOL – a) Carteira de seguros Associação Brasileira dos deficitária e pouca oferta de Operadores Logísticos e serviços de seguro para a diretor técnico do CIST. armazenagem e o transporte de determinados produtos; b) Prêmios mais altos, imposição de condições restritivas e limitantes junto ao segurado e à própria operação e, consequentemente, baixa competitividade; c) Aumento no “transit-time” geral, diante das complexidades e providências operacionais necessárias; d) Reprogramação de entregas e reconfiguração dos desenhos logísticos; e) Custos extraordinários; f) Possibilidade de perda de mercado pelo cliente; e g) Concorrência desleal: produto roubado x produto original.

Talvez no transporte essas exigências sejam cada vez maiores: cobertura por veículo muito baixa, alto valor de franquia (em alguns casos chega a 30% do valor do prejuízo em casos de sinistros), obrigatoriedade de rastreamento, escolta e cadastro de motoristas simultaneamente e para toda e qualquer tipo de carga, são alguns exemplos. Com consequência, despesas com segurança e adoção de medidas preventivas no transporte de carga já equivalem entre 13% a 17% dos custos de operação, sendo que algumas apólices de seguro aumentaram mais de 30% (reais) nos últimos anos. Esta é uma situação antiga, pois no Relatório Final da CPI Mista do Congresso Nacional, de 2002, sobre Roubo de Cargas, já estava explícito que “o aumento em média de 40% do custo do seguro, inviabiliza, em parte, a rentabilidade das empresas. Com o reduzido número de seguradoras oferecendo cobertura contra o roubo de carga, e a imposição de condições quase impossíveis de ser cumpridas, levou mais de 200 empresas à falência nos últimos dois anos”.

Especificamente nos casos de assalto e roubo de cargas, segundo estudos de especialistas, com um eficiente sistema de gerenciamento de riscos, 70% dos sinistros poderiam ser evitados. Consequentemente, em face da nova situação de riscos hoje enfrentada pelas empresas brasileiras e em decorrência da legislação que trata da responsabilidade civil empresarial, as empresas estão

O crescimento de eventos com roubos de cargas é concreto, segundo todas as estatísticas elaboradas sobre o assunto.

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alinhando o seu programa gerenciamento de riscos aos desejos e às necessidades de seus clientes, às exigências correspondentes e aos valores da própria empresa. Se por um lado, os clientes desejam receber suas mercadorias em bom estado, na hora e no local determinados (somente em último caso os clientes querem ser indenizados) os operadores, por outro, tem a responsabilidade de entregar essas mercadorias nas condições acordadas.

riscos nos quais incorrem as pessoas que trabalham ou frequentam esses operadores: funcionários, amigos, clientes, terceiros, prestadores de serviços e subcontratados. E para uma vida não há reparo e, tampouco, preço de indenização possível! Diante disso, a visão do moderno gerenciamento de riscos tem que estar muito mais ampliada e considerando diversos outros aspectos que, sem dúvida, propiciam riscos concretos as empresas. Um procedimento incorretamente formulado, um programa de manutenção deficiente, um funcionário sem treinamento ou “desavisado”, uma escada mal construída, uma ligação elétrica mal feita, um pneu mais “careca” do que o permitido pelas normas técnicas, um equipamento operacional em mau estado de conservação, uma estante incorretamente instalada, um funcionário sem o devido EPI ou uma operação realizada sem os devidos cuidados, contribuem, e muito, para o aumento da vulnerabilidade do ser humano e do patrimônio empresarial.

Todo prestador de serviços logísticos sabe que na eventualidade de uma ocorrência, que resulte em indenização, estará em discussão o próprio patrimônio da operadora, pois em muitos casos os valores são significativamente altos. Portanto, saímos da discussão “apólice de seguros” para discutirmos programas de gerenciamento de riscos que protejam o patrimônio das empresas que se prestam a realizar serviços logísticos. E é evidente que os riscos de uma empresa não estão somente nas possibilidades de eventos do tipo aqui comentado (roubos ou furtos de cargas ou de tombamento ou colisão de caminhões). Há, infelizmente, inúmeras outras oportunidades nas quais o patrimônio de um operador logístico poderá estar em “perigo”. Além, evidente, dos

E, como se sabe, muitos desses riscos poderiam ser evitados a partir de um programa de gerenciamento de riscos moderno e que faça, de fato, parte da cultura empresarial de um operador logístico responsável.

O moderno conceito do gerenciamento de riscos Para alcançar esses objetivos e como consequência desse novo conceito, o sistema de gerenciamento de riscos das empresas precisa ser constituído com base em alguns pontos fundamentais: Ÿ Adaptado à empresa, que faça parte da Governança Corporativa e esteja difundido em toda a empresa (cultura de prevenção de riscos), ŸDesenhado caso a caso, que respeite a legislação, os órgãos e as agências reguladoras vigentes, as normas e regras internas (todos os procedimentos e planos que padronizem as atividades empresariais) e as exigências dos clientes e das companhias de seguros, ŸCom instalações físicas, de infraestrutura e de equipamentos operacionais adequados, ŸCom programas específicos de prevenção e contingências, ŸCom procedimentos de controle sobre eventuais perdas, ŸCom procedimentos de assessoria junto ao cliente ou usuário do sistema; ŸCom correta e adequada contratação de Seguros, ŸCom programas de treinamento intensivos.

quando se busca conhecer profunda e detalhadamente as operações dos clientes para uma correta identificação e análise de riscos. Neste momento, estabelecem-se: (I) a tecnologia a ser utilizada, (II) os planos de prevenção e contingência, (III) os procedimentos pertinentes, (IV) a correta escolha de subcontratados ou fornecedores, (V) o treinamento e (VI) compatível contratação de seguro; 2a - Excelência Operacional (Durante) – na operação e no manuseio das mercadorias e dos equipamentos é importante faze-los de forma correta: inspecionando e testando esses equipamentos, aplicando rigorosamente as normas, procedimentos e treinamentos estabelecidos, controlando e monitorando todo o processo; 3 a - Administração de desvios (Depois) – na eventualidade de alguma ocorrência, reagindo rapidamente na busca de eventual recuperação ou minimização de prejuízos, realizando uma completa investigação sobre o evento e instituindo-se um programa de correção.

Não é uma novidade, mas vale ressaltar que de uma forma geral, esse novo conceito deve ser operado em três fases distintas: 1a – Controle do Processo (Antes) – a análise do Gerenciamento de Riscos se inicia na venda dos serviços,

Portanto, o escopo desse novo conceito de gerenciamento de riscos – muito mais abrangente deverá fazer parte da estratégia e da cultura da empresa e ser aplicado em todas as áreas e atividades empresariais.

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Estatísticas RADIOGRAFIA DO SETOR DE RASTREAMENTO DE VEÍCULOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

graças à ação de equipamentos antifurto ou das centrais de monitoramento. “Ou seja, as tecnologias e os serviços de rastreamento e gerenciamento de riscos são vitais para que as cadeias logísticas não sejam completamente destruídas pela ação de criminosos”, observa o presidente da GRISTEC, Cyro Buonavoglia.

Estudo que contempla período de 2005 a 2013 mostra a importância dessas atividades para diversos segmentos e para a economia do país

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primeira radiografia dos mercados brasileiros de rastreamento de veículos e cargas gerenciamento de riscos acaba de ser concluída pela GRISTEC (Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Risco e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento), entidade que reúne as principais empresas do setor. A pesquisa resultou em um relatório com dados que provam como essas tecnologias e serviços foram vitais para a segurança e o desenvolvimento econômico do país.

A pesquisa demonstra também vantagens econômicas que as atividades do setor geraram. Por exemplo, R$ 26 bilhões foram economizados graças aos roubos e furtos evitados nesse período. Em relação à proteção de cargas, o valor estimado das mercadorias gerenciadas ficou acima de R$ 650 bilhões. Além dos benefícios à segurança e ao desenvolvimento econômico, o estudo faz uma radiografia do tamanho dos mercados de gerenciamento de riscos e rastreamento veicular. Esses setores empregam hoje, diretamente, cerca de 8 mil pessoas, além de 4 mil colaboradores indiretos. “Se levarmos em conta que as estruturas trabalham principalmente com tecnologia, área em que o número de funcionários costuma ser reduzido, a quantidade de empregos gerada é expressiva”, explica o diretor responsável pela área de gerenciamento da entidade, Evandro Vaz.

O estudo aponta, por exemplo, que o número de roubos e furtos saltou de cerca de 2,5 mil em 1994 (ano em que foram coletados os primeiros dados desse tipo de ocorrência) para 32,2 mil em 2013 (pico histórico). No entanto, nesse mesmo período, nada menos que 563 mil tentativas de furto ou roubo foram frustradas

As cerca de 300 empresas desses segmentos possuem atualmente 100 lojas próprias e 2 mil lojas credenciadas em todo o território brasileiro. O número de clientes gira em torno de 740 mil, e mesmo assim estima-se que apenas 2,3 milhões de veículos possuam sistemas de monitoramento e rastreamento. Isso representa somente 5% do total de veículos circulantes no Brasil. 34


“O potencial ainda é enorme”, completa Cileneu Nunes, diretor de tecnologias de rastreamento e monitoramento de cargas da GRISTEC.

Em breve filial

Rio e Curitiba

Monitoramento e gerenciamento são indispensáveis Com o estudo, conclui-se que equipamentos de monitoramento e rastreamento de veículos e cargas e serviços de gerenciamento de riscos são hoje indispensáveis. Embora o número de roubos e furtos não pare de crescer, é impossível imaginar de quanto seria o crescimento da criminalidade nessa área nos dias atuais, caso as empresas que atuam no mercado deixassem de investir. O que o setor tem para oferecer não agrega somente segurança à operação de transportadores, mas torna toda a cadeia logística mais eficiente, ao reduzir drasticamente os custos operacionais e auxiliar no gerenciamento de itens importantes, como a jornada de trabalho do motorista. Uma perspectiva interessante para o futuro próximo é a convergência tecnológica entre as montadoras e as empresas especializadas em tecnologia telemática avançada. Por um lado, os veículos estão se informatizando cada vez mais. Foi, inclusive, criado um padrão de rede de dados (CAN – Controller Area Network) para interligar os diversos subsistemas de informática dos veículos, tais como a injeção eletrônica e o câmbio automático, entre outros. De uma certa forma, tudo o que acontece em um veículo moderno é informado na rede CAN. Por outro lado, as empresas especializadas estão desenvolvendo interfaces capazes de ler os dados que trafegam na rede CAN e gerar alertas de risco de falhas, efetuar diagnósticos a distância, controlar manutenções preventivas e preditivas, bem como controlar a forma como o motorista está dirigindo o veículo, gerando alertas e relatórios com infrações por excesso de rotação, excesso de marcha lenta, uso do câmbio, aceleração e freadas, velocidade em curvas e velocidade em pista molhada. Com este relatório – a primeira radiografia de um segmento que movimenta milhões de reais por ano, e que tem influência direta sobre mercados de logística, indústria e varejo, o que eleva o impacto para a casa dos bilhões de reais – a GRISTEC e suas associadas têm o objetivo de iniciar uma série anual que mostre não somente o tamanho atualizado do setor, mas os enormes benefícios econômicos gerados ao país a partir das tecnologias e serviços oferecidos.

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transporte e avarias


Artigo NAVEGADORES – ANÁLISE CRÍTICA SOBRE SUA UTILIDADE E RISCOS DE ACIDENTES Por Eduardo Meirelles

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às maquinas as decisões que eram, antes, tomadas por elas. Este tem sido um fato observado em toda a sociedade e que tende a se intensificar. Lembrar do aniversário de um amigo ou parente passou a ser delegado às agendas, celulares, etc. A programação do tempo de aquecimento de um alimento em um microondas é um exemplo simples de confiança na tecnologia. A falha desta, nesta situação poderia, no máximo, queimar o alimento.

s navegadores estão se tornando um recurso de grande utilização. É inegável que podem auxiliar, e muito, o motorista em situações em que ele não tem o conhecimento da rota a seguir para um determinado destino, além de fornecer ao condutor mais segurança, demonstrando os alertas de velocidade permitida e a existências de radares. Todos esses benefícios estimulam cada vez mais os condutores a adquirem o equipamento, porém, existem opiniões contraditórias com relação à sua funcionalidade. A proposta do sistema, sem dúvida, é de manter a segurança do condutor, e não evitar multas. Mas fazendo uma análise geral do sistema, conseguimos enxergar o navegador como um agente causador de acidentes. A primeira causa é a mesma que proíbe o uso de celulares ao volante: Distração. Frequentemente o condutor, mesmo consciente e cuidadoso, desvia o olhar para a tela do navegador para ver o mapa. Esta ação é mais grave que falar ao celular, pois equivale à tentativa de ler um SMS. Outra atitude menos frequente, mas com gravidade maior é a programação do destino com o veículo em movimento. Esta assemelha-se ao ato de teclar em um celular para uma chamada ou envio de um SMS.

Eduardo Meirelles é gerente de desenvolvimento da 3T Systems

Entretanto, quando a confiança demasiada na tecnologia está relacionada a riscos de acidentes de trânsito, a não consideração da possibilidade de falha pode e leva a consequências muito graves. A frequência destas falhas já faz com que o uso do navegador esteja sendo contestado e, até mesmo, proibido. A terceira causa é, de certa forma, herança dos vídeos games: Competição, Desafio. A maioria dos games criam a ideia de desafiar a máquina ou a você mesmo estabelecendo recordes e desafios de batê-los. Sejam os seus próprios ou de uma comunidade.

E quando se trata do uso de smartphones para aplicações de navegação, esta semelhança fica mais evidente ainda. Não é o fato do equipamento estar na mão do condutor ou preso no painel que muda significativamente os efeitos do desvio de atenção. O que deve ser proibido não é o uso de celular, mas sim a utilização de algum equipamento que tire a atenção do condutor.

Os navegadores com o intuído de auxiliar o condutor a estimar o tempo de chegada ao destino, baseado em cálculos de distância e velocidades médias das vias, acabam criando uma meta a ser batida, na mente de alguns condutores, no mínimo, imaturos.

A segunda causa já é alvo de estudos nos Estados Unidos e Europa: Excesso de Confiança no navegador. Este assunto já vem sendo estudado há mais de quatro anos. O Jornal Mirror, já em 2008, apresentava estatísticas alarmantes com relação ao navegador ser o causador de acidentes. O referido jornal, sem citar a fonte da informação ou pesquisa, aponta para cerca de 300 mil acidentes por ano, causados pelas informações erradas transmitidas pelo navegador.

Tem-se observado o comportamento de competir contra a estimativa do tempo de chegada informado pelo navegador. Isto, além de induzir o condutor a imprimir uma velocidade acima da adequada, reforça a causa citada acima, de perda de atenção, fazendo com que o condutor esteja de forma mais freqüente olhando para o Navegador. A combinação do perfil psicológico deste condutor e este desejo de bater a meta de tempo de chegada, nem precisa de mais reflexões sobre a sua consequência.

Os motoristas passam a confiar demais nas informações do navegador e deixam de observar a sinalização, placas de restrição e alertas colocados nas rodovias. Não é raro o navegador orientar o motorista a dobrar uma esquina em que a via mudou de mão. Outro fato muito comum é o navegador confundir a pista em que esta o veículo e orientar o motorista a realizar uma manobra impossível tirando a atenção dele do trânsito. O comportamento de confiar e depender demasiadamente da tecnologia esta sendo herdado de outras atividades de menor risco, onde as pessoas passam a “delegar”

O uso de celular ao volante acabou sendo regulamentado de maneira relativamente eficaz. Porém, o celular é mais usado quando não estamos dirigindo e sua utilidade não é colocada em questão pela Lei. O grande dilema com relação ao uso de navegadores é: para que serve um navegador se não puder ser usado quando estamos dirigindo? 36


Artigo


Artigo CONTAINERS NA FERROVIA Por Samir Keedi

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O que precisamos agora é do seu crescimento. E o governo, mais que lentamente, deixando muito a desejar, está investimento um pouco nisso. Com a projeção de termos nos próximos anos mais 5.000 quilômetros de ferrovias. Pouco, mas um começo. Pena que a cada ano a data vai sendo jogada para a frente. Nisso está a Ferrovia Norte-Sul, sendo construída há 27 anos. E é pena o governo ter devolvido às ferrovias menos de 10% do que elas pagaram a ele.

evemos nos perguntar por que nossas ferrovias não transportam tantos containers como deveriam. Em especial aos e dos nossos portos. Hoje, a ferrovia funciona bem melhor do que num passado recente. Nas mãos da iniciativa privada, muita coisa mudou a partir de 1996: a operação é mais eficiente, a velocidade é maior, os acidentes são menores etc. O histórico passado de extrema ineficiência foi superado. Obviamente há muitos problemas, mas não tanto quanto a velha ferrovia estatal. Sabemos que nossa ferrovia é pequena, não passa de 28.000 quilômetros. É pena que tenha sido abandonada por tanto tempo. De tal modo que sua ocupação espacial hoje é de minúsculos 3,4 quilômetros lineares para cada 1.000 quilômetros quadrados de território. O que é no mínimo humilhante. Para comparação, nossos hermanitos vizinhos do sul têm 12 e a Alemanha 130 quilômetros. Em meados da década de 90 ela estava destroçada, com o mesmo tamanho de hoje e de 1920, e sem qualquer credibilidade. A velocidade média absolutamente irrisória. Entre os problemas, falta de investimento, 12.400 passagens de nível, invasões de domínio. Bem como os problemas sérios de bitola. Em que 80% da nossa ferrovia é de bitola métrica e apenas 20% tem a larga, de 1,60 metro. E, nenhuma das duas é a bitola padrão, de 1,435 metro.

Samir Keedi é mestre, bacharel em economia, professor, consultor e autor de vários livros em comércio exterior e membro da CCIBrasil na revisão do “Incoterms 2010”.

Com os investimentos e operações privadas, e a “inteligência estatal” (sic) de se livrar do abacaxi, a ferrovia mudou. Elas já transportam hoje uma gama maior de mercadoria do que antes, inclusive containers. A credibilidade na ferrovia cresceu e a conquista de novos produtos para transporte é um fato. As cargas direcionadas aos portos são uma realidade cada vez mais palpável. O transporte de containers vem crescendo. Mas, como vimos dizendo, poderia estar bem, melhor.

Esse quadro degradante, por força da história da logística no Brasil, começou a mudar há cerca de 1,5 década. O princípio foi a abertura econômica. Continuada com a abertura dos portos através da privatização das suas operações. Tais atos começaram a dar nova face à logística brasileira, bem como uma identidade, desconhecida até então. Embora ainda muito ruim.

E continua o esforço para que essa quantidade “cresça e apareça” aos olhos de todos. E quanto mais dessas maravilhosas caixas metálicas forem transportadas melhor será para a economia e o comércio exterior. Já que é um frete mais vantajoso, torna a empresa mais competitiva. E seu uso intensivo tende a alavancar a atividade. Isso será fácil se ela movimentar boa parcela dos mais de sete milhões de TEU – twenty feet or equivalent unit (container de 20 pés ou equivalente, correspondente a 6,09 metros) - que o país movimenta em seus portos. Claro que isso exige que se invista em acessos ferroviários aos portos, já que nem todos o têm.

Nesse contexto, com a necessidade de começar a reduzir o famigerado custo Brasil, a ferrovia ganhou seu quinhão. O que ocorreu com a privatização das suas operações. À semelhança dos nossos portos. Com a sua divisão em 11 malhas, ela foi transferida à iniciativa privada para operação, acompanhada com a exigência de investimento e modernização. Pedido dispensável, em se tratando de iniciativa privada, que existe para criar, investir e lucrar.

Quanto à questão de ser um transporte mais lento, temos que transformar um limão numa limonada. Se o navio ainda tiver algum tempo para chegar, a opção pela ferrovia faz essa limonada. Além do frete mais conveniente, ainda transforma- se o trem num armazém ambulante. Economizando armazenagem nas pontas, fazendo-a de graça no transporte.

Após investimentos de cerca de 35 bilhões de reais, modernizando e dobrando a capacidade de transporte, a ferrovia deu um salto razoável. Uma ferrovia que dava prejuízos milionários passou a dar lucro. Os concessionários transferiram à União algo como 15 bilhões de reais entre impostos e pagamento de concessões no mesmo período. 19 38


Revista CIST News 03  

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