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ESCRITA COLABORATIVA UMA FERRAMENTA DE APOIO AO ENSINO SUPERIOR PRESENCIAL E A DISTÂNCIA

Autora: Cristine Isabel Simão Universidade de Brasília/Universidade Aberta do Brasil

Este artigo faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização Formação Continuada e a Distância realizada pela Universidade de Brasília através da Universidade Aberta do Brasil defendida em 01.12.2011 por Webconferência sob a orientação da professora Drª Maria Rosa Abreu.

1. ESCRITA COLABORATIVA

Entre os maiores sistemas de comunicação desenvolvidos pelo homem sem dúvida a Internet se destaca por ser a maior rede de computadores interligados do mundo que possui uma ampla variedade de recursos e permite romper as fronteiras de tempo e espaço, trocar informações dos mais variados assuntos, enviar e receber mensagens em tempo real, entre outras atividades, com destaque para a interatividade, o compartilhamento e a organização dos conteúdos disponíveis através da World Wide Web (WEB ou WWW) que vem se desenvolvendo cada vez mais nos últimos anos. A primeira geração da Internet teve como principal atributo a difusão da informação, sendo que o papel do usuário era muito mais de expectador, basicamente um leitor, sem muito conhecimento de linguagens como HTML e outras mais específicas para produzir conteúdos, sem contar que era bastante onerosa tinha um custo muito alto, muitos sistemas eram restritos e grande parte dos serviços pagos.

Houve sempre preocupação por tornar este meio cada vez mais democrático, e a evolução tecnológica permitiu o aumento do acesso de utilizadores possível pela largura de banda de conexões, pela possibilidade de se publicarem informações na web de forma fácil, rápida e independente de software específico, linguagem de programação ou custos adicionais. (COUTINHO, C. P.; BOTTENTUIT JUNIOR, 2007, p. 199)


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Essa democratização levou os novos usuários a uma expansão da Web de forma a ser considerada com uma nova geração a WEB 2.01 possibilitou maior facilidade em disponibilizar os conteúdos através das inúmeras ferramentas como: Blogs, Wikis, Webquest, AVA’s, jogos, diários de bordo, as redes sociais, podcast, youtube entre tantas outras que surgem a cada dia. A forma de utilização hoje é bastante diferenciada não mais como expectadores e sim como autores contribuindo com novos conteúdos, as ferramentas disponíveis hoje propiciam as pessoas a produzir os seus próprios documentos e publicarem sem a necessidade de ter um conhecimento mais aprofundado de programação, e de forma gratuita. Os professores precisam estar preparados para enfrentar os desafios da nova geração da Web 2.0 usar as tecnologias de forma apropriada enriquece a sala de aula transformando-a em um ambiente propício para o desenvolvimento e a construção do conhecimento, através de uma investigação real. Através da Internet temos inúmeras possibilidades de criação de situações colaborativas, de uma aprendizagem em rede, pois, a WEB faz parte do dia a dia das pessoas, e os professores estão sendo desafiado constantemente a utilizar tecnologias que promoverão as interações e o compartilhamento. Segundo SCHÄFER, Patrícia Behling et al.(2009, p. 2) Todos os participantes de uma rede de comunicação mediada pelas tecnologias da informação e comunicação exercem papéis diversificado em um momento o outro e mesmo simultaneamente durante as interações estabelecidas. O texto transformou-se em hypertexto, adquirindo o caráter de mobilidade, não-linearidade, transitoriedade, instantaneidade, conexão de e contínua construção.

Segundo Barroso e Continho, expõe em relação a definição de escrita colaborativa como

um processo no qual os autores com diferentes habilidades e responsabilidades interagem durante a elaboração de um documento. Ela é considerada, não só um meio para chegar a um fim mas também como um instrumento de ensino-aprendizagem. A elaboração de um texto de forma colectiva é um processo que exige criar idéias, confronta-las com os outros e entrar muitas vezes em negociações para chegar um consenso comum, assim sendo, a escrita colaborativa permite o desenvolvimento do pensamento crítico dos alunos (BARROSO; CONTINHO,2008 p. 2)

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O termo utilizado para designar uma segunda geração de serviços foi criado pela empresa americana O’Reilly Media em outubro de 2004.


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Vimos que o trabalho em equipe de forma colaborativa envolve muito mais que uma simples divisão de tarefa, envolve a construção do conhecimento através da interação com os outros indivíduos, onde o professor abdica de sua autoridade em favor dos alunos que partilham entre si as responsabilidades, neste sentido, Schäfer (2009) diz que cabe aos professores encorajar os alunos a expor suas hipóteses cada vez mais, e ao tornarem suas produções públicas essas dão maior legitimidade ao que é dito, além de validá-las como ferramentas de apoio ao registro e à aprendizagem. “A proposta de escrita colaborativa em ambiente digital se baseia na interação, permitindo ao aluno o desenvolvimento de diversas competências, tanto relacionadas a habilidades pessoais, como aquelas que dizem respeito à produtividade e o trabalho cooperativo”. (SCHÄFER, 2009, p.6)

O autor esclarece também que embora os alunos já estejam acostumados com a criação de comunidades, compartilhamento de idéias fora os muros escolares e com condições para desenvolver tais propostas, não garante “o surgimento de uma inteligência coletiva” (2009, p. 6). Conforme Peres e Pimenta (2005, p.341) há a ressalva de que no início deste processo, os alunos necessitam de um tempo de adaptação de experimentação, apresentam dificuldades iniciais em escrever os textos com suas próprias palavras, dificuldades de síntese, compreensão, como poderemos verificar através da análise dos dados, onde os professores relatam nas dificuldades apresentadas durante o processo de construção do texto coletivamente muitas vezes os alunos não entendem a proposta apresentada. Interessante observar também, que há um consenso por parte dos professores que realizaram e vem realizando experiências de escrita colaborativa nas mais diversas áreas e modalidades de ensino, que os envolvidos no processo, ou seja, os alunos, eles gostam e aceitam as idéias dos outros, a criatividade nesta evolução coletiva conforme verificaremos na fala dos alunos que participaram da experiência de desenvolver um texto coletivamente em uma ferramenta de escrita coletiva.

1.1. Ferramentas de Escrita Colaborativa

Existe uma grande variedade de ferramentas de escrita colaborativa disponíveis na Web, dentre elas destacamos: o GoogleDocs, o Mixedink, o Equitext, o ETC, o Novlet, a


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Wiki sendo muitas apontadas com maior frequência em artigos e pesquisas já consolidadas nacionalmente e internacionalmente. Dentre as ferramentas apontadas pelos sujeitos envolvidos na pesquisa através do questionário destacamos o Etherpad, o Writeboard, o Dropbox. Para tanto, apresentaremos as ferramentas organizadas com base nos seguintes itens: 

Descrição: apresentação geral da ferramenta.

 Desenvolvimento da escrita: página de acesso, e o “passo a passo” inicial para trabalhar com a ferramenta.  Comentários: serão apresentadas as possibilidades e/ou dificuldades em relação à ferramenta.

1.1.1 Ferramenta de Escrita Colaborativa - GoogleDocs

Descrição: O GoogleDocs é um pacote de aplicativos do Google que possui: editor de texto, editor de planilhas e apresentações e um editor de formulários, que foi utilizado nesta pesquisa para a criação do questionário. Com o GoogleDocs é possível criar, editar ou importar documentos através do acesso direito a um navegador de Internet (browser), além de permitir uma maior portabilidade e compartilhamento de documentos, é possível uma edição conjunta com várias pessoas em tempo real. Desenvolvimento da Escrita: Página de acesso: http://docs.google.com FIGURA 1 – PÁGINA INICIAL DO GOOGLEDOCS


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Fonte: http://www.googledocs.com.br

O primeiro passo: antes de iniciar o GoogleDocs é criar uma conta Google que possibilitará o acesso a todos os serviços disponíveis no Google como: Gmail, Orkut, Blogger, Talk, entre outros. Segundo passo: a interface2 do GoogleDocs é bastante simples, para iniciar o trabalho de escrita colaborativa: 1. Clicar no botão criar novo -> documento. Abrirá na tela a janela do editor que é bastante semelhante ao editores que estamos acostumados a utilizar conforme mostra a figura nº 2, é neste espaço que o texto será construído. FIGURA 2 – PÁGINA DO EDITOR DO GOOGLEDOCS

Fonte: GoogleDocs

Destacamos que após iniciar o trabalho de escrita o documento está: sem título e para inserir basta clicar dentro da caixa de texto localizado logo acima das barras de menus e ferramentas, juntamente como os botões: salvar, comentários e compartilhar, tendo este último, um papel importante uma vez que o objetivo da escrita colaborativa é de agrupar colaboradores, o texto necessitará ser compartilhado, como nos mostra a figura nº 3. FIGURA 3 – GOOGLEDOCS CONFIGURAÇÕES DE COMPARTILHAMENTO

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Já está sendo testada uma nova interface do GoogleDocs, o que não interfere no processo de criação, pois, as ferramentas de utilização são as mesmas, quem sabe num futuro novas funcionalidades sejam acrescidas.


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Fonte: GoogleDocs

2. Para compartilhar um texto – clicar na opção compartilhar e definir através da opção visibilidade do texto quem poderá visualizar, bem como, é preciso por meio de convite através do email, adicionar pessoas e definir a forma de participação destas pessoas que pode ser: editar, comentar ou somente visualizar. Só a partir do compartilhamento do texto e/ou de arquivos é que os colaboradores terão acesso, é possível compartilhar outros arquivos como, por exemplo, um estudo dirigido, orientações, textos para leitura, que irão orientar o trabalho da escrita colaborativa. O terceiro passo: é a construção efetiva do texto, podendo ser realizada ao mesmo tempo pelos colaboradores. Nossa intenção aqui não está em detalhar cada função da ferramenta, como já dissemos anteriormente o GoogleDocs por ser um aplicativo que vai além de escrita, mas, sim proporcionar uma orientação básica para aqueles que nunca fizeram uso da ferramenta, possam experimentá-la e aprofundar de acordo com as suas necessidades, queremos aguçar a curiosidade ampliando os conhecimentos nesta ferramenta.

Comentários:

Um dos pontos que consideramos importante ressaltar é que para construir e aprender colaborativamente primeiro é preciso haver mudanças tanto no papel do professor quanto do aluno no ensino superior.


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Outro ponto a destacar é a utilização da ferramenta como base em um planejamento e um objetivo claro do que se pretende construir juntos, a fim de que os colaboradores que podem estar em espaços presenciais e ou a distância, ou em tempos diferentes uns dos outros possam entender a proposta de trabalho. A vantagem de editar em tempo real que esta ferramenta permite é que os alunos podem estar discutindo, analisando, reorganizando as idéias, ao mesmo tempo, possibilitando a participação do professor como um mediador do processo da construção desta escrita, o que nos parece ser um ponto bastante positivo que marca esta construção. Por fim, seja GoogleDocs ou qualquer outra ferramenta, as dificuldades irão aparecer a uma vez que os alunos não estão habituados com esse processo colaborativo, muitos ainda, apresentarão dificuldades de utilização da ferramenta em si, por não dominar os recursos do computador, da Internet, havendo um processo inicial de adaptação que serão superadas a medida que for cada vez mais utilizada.


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1.1.2 Ferramenta de Escrita Colaborativa - Equitext

Descrição:

O Equitext é uma ferramenta gratuita desenvolvida pela equipe do Núcleo de Tecnologia Digital Aplicada à Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul NUTED – UFRGS, que tem por função principal o desenvolvimento de textos em equipes, podendo ser realizados de forma síncrona ou assíncrona. O Equitext foi criado com o intuito de possibilitar “a re-construção do conhecimento, através de elaboração própria, com plenas condições de promover um intercâmbio construtivo através da interação” 3 . Destacamos que esta ferramenta conta com três papéis bem definidos sendo: o administrador – responsável pelas questões operacional como o manuseio do servidor, conhecimento e funcionalidades do Equitext; o proponente dos temas é exercido pelo organizador do trabalho, sendo necessária uma autorização para criar novos textos; e os colaboradores serão os participantes do processo colaborativo da escrita.

Desenvolvimento da Escrita: Página de acesso: http://equitext.pgie.ufrgs.br/ FIGURA 4 – PÁGINA INICIAL DO EQUITEXT

Fonte: http://equitext.pgie.ufrgs.br/

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Para saber mais sobre o Equitext consulte também a página http://equitext.pgie.ufrgs.br/faq.html


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Primeiro passo: é realizar o cadastro inicial a fim de identificar cada usuário, este cadastro é necessário a fim de que as ações desenvolvidas fiquem registradas no sistema. Após o cadastro inicial o proponente do tema (neste caso pode ser o professor, ou ainda o líder do grupo, ou um convidado especial para aquele trabalho) que deverá solicitar ao Administrador a proposta de um novo texto, através do módulo de criação de tema preenchendo o identificador (grupo, turma, escola) e o nome do texto, somente após a autorização do Administrador é que os colaboradores poderão participar. Dado a autorização do administrador, passamos ao segundo passo. Segundo passo: é solicitar aos colaboradores (os acadêmicos da turma ou um grupo de acadêmicos que realizem seu cadastro para que possam iniciar o trabalho de escrita colaborativa. É importante ressaltar que o proponente do tema tem a possibilidade de autorizar ou não quem pode participar do seu tema, desta forma o texto poderá ficar aberto a todos e sendo assim, qualquer participante pode colaborar, ou restrito, sendo necessária uma autorização para participar daquele texto. Terceiro passo: é a construção coletiva do texto, onde os colaboradores necessitam então: a) Clicar na opção participar de um texto; b) Selecionar na lista de textos o qual irá participar, ou seja, o texto que foi criado pelo proponente do tema (o professor, o líder, o convidado, etc), e clicar na opção colabora; c) A cada parágrafo existe um ícone com a função de editar referente aquele parágrafo sendo possível: incluir, alterar, excluir, movimentar o parágrafo, e cancelar as ações, conforme nos mostra a figura nº 5 temos um exemplo de inclusão de parágrafo; FIGURA 5 – EQUITEXT – INCLUINDO PARÁGRAFO

Fonte: http://equitext.pgie.ufrgs.br/privado/edita_chama.cgi?nome=teste


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d) Caso o colaborador ou mesmo o proponente deseje inserir uma observação, ou ainda uma argumentação, ou qualquer outra informação que não faz parte do texto construído poderá fazer isso através da opção Observação que se encontra logo abaixo da caixa de inclusão, depois disso, clicar na opção envia o parágrafo; e) Ao final da construção do texto, é possível verificar todo o texto através da opção texto final, lembrando que os parágrafos só podem ser alterados ou excluídos no modo de edição do texto. O Equitext possui um histórico conforme nos mostra a figura nº 6 que permite visualizar as ações dos colaboradores em ordem cronológica, o seu parágrafo, a data da realização e a ação realizada. FIGURA 6 – EQUITEXT – VISUALIZANDO O HISTÓRICO

Fonte: http://equitext.pgie.ufrgs.br/privado/edita_chama.cgi?nome=teste

Comentários:

O destaque para a ferramenta Equitext está na possibilidade de transformar o texto em uma página HTML, desvinculando-se da ferramenta e podendo ser “aberta em qualquer ferramenta de elaboração de páginas HTML para alterações e melhorias, tais como inserção de figuras, alinhamento de parágrafos etc”.4 Outro fator positivo em relação à ferramenta que consideramos importante destacar é a elaboração do texto por parágrafos, o que permitirá ao professor desenvolver um papel fundamental de mediador do processo de escrita através das inserções nas observações e ao mesmo tempo desenvolver um diálogo particular e individualizado com o aluno. 4

Informações retirada do FAQ do Equitext: http://equitext.pgie.ufrgs.br/faq.html


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Consideramos que a ferramenta Equitext propicia a construção do saber, como destaca Freire, entre os saberes fundamentais da prática educativa está em que:

o formando desde o princípio mesmo de sua experiência formadora, assumindo-se como sujeito também da produção do saber, se convença definitivamente de que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou sua construção (FREIRE, 2005, p. 22)

A ferramenta pode auxiliar neste processo de construção levando o aluno uma maior autonomia do seu conhecimento.

1.1.3 Ferramenta de Escrita Colaborativa - ETC

Descrição: Editor de Texto Coletivo – ETC em sua segunda versão também é uma ferramenta que foi desenvolvida pelo NUTED da Faculdade de Educação da UFRGS e tem como base a filosofia de software livre, neste sentido, está aberto a todos que querem fazer uso desta ferramenta. Escolhemos esta ferramenta para realizar uma pequena experiência realizada com acadêmicas de um curso de Ensino Superior, a fim de analisar a ferramenta sob o ponto de vista técnico-pedagógico, de verificar o desenvolvimento de um texto coletivo e uma análise do ponto de vista dos alunos a fim de complementar a pesquisa realizada com os sujeitos da pesquisa – os professores.


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Desenvolvimento da Escrita: Página de acesso: http://www.nuted.ufrgs.br/etc2 FIGURA 7 – ETC (Editor de Texto Coletivo)

Fonte: http://www.nuted.ufrgs.br/etc2

Primeiro Passo: Todos os envolvidos neste processo de construção do texto coletivo necessitam inicialmente fazer um cadastro bastante simples, onde deve conter uma justificativa conforme mostra a figura nº 8 para a utilização da ferramenta, neste sentido a justificativa pode ser criada com os alunos antecipadamente, para que a informação seja a mesma para todos os participantes desta escrita a senha de acesso será encaminhada por email. FIGURA 8 – ETC: PÁGINA DE CADASTRO

Fonte: http://www.nuted.ufrgs.br/etc2/sign_up/index.php


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Segundo Passo: Está relacionada à atividade do professor no editor. Conforme veremos o ETC tem uma interface bastante simples e fácil de ser utilizada, e em pouquíssimo tempo o professor e os alunos já estarão habituados com a sua utilização. Do lado esquerdo encontram-se as funcionalidades auxiliares, e no centro da tela encontram-se as funcionalidades próprias da ferramenta é aonde o professor deverá preparar o caminho para que o estudante mais tarde possa encontrar o texto a ser construído conforme podemos verificar na figura nº 9. Sugerimos ao professor que crie uma nova pasta com o seu nome e dados da sua Instituição colocando todos os textos exclusivamente nesta pasta de forma separada, identificando disciplinas, turmas, grupos, facilitando para o aluno na localização. FIGURA 9 – ETC: INTERFACE INICIAL

Fonte: http://www.nuted.ufrgs.br/etc2/main.php

Terceiro Passo: é a escrita propriamente dita. A sugestão que damos aqui para facilitar o trabalho do professor neste processo inicial é: a) Que as orientações sejam dadas em sala de aula, porém, elas também podem ficar registradas com um roteiro de estudo, de forma que todos saibam desde o início a proposta do professor em utilizar o texto coletivo, os objetivos de trabalho; b) Como o ETC é construído em forma conjunta, diferentemente do Equitext onde o texto é construído por parágrafo, assim, o professor pode optar por cores de fontes específicas para cada aluno até a o texto definitivo fique pronto, isto auxilia não


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somente ao professor como também o aluno identificando de forma, mas rápida a cada nova inserção; c) O professor deve explicar o uso da ferramenta, que se assemelha muito com os editores de texto que estamos acostumados conforme podemos verificar na figura nº 10, nós destacamos nesta ferramenta a função comentário e o histórico. 5 FIGURA 10 – ETC INICIANDO O TEXTO

Fonte: http://www.nuted.ufrgs.br/etc2/texto/index.php?texto_id=865&pasta_id=373

Comentários:

Selecionamos algumas falas da entrevista realizada com as acadêmicas que participaram de uma pequena experiência de escrita colaborativa na ferramenta ETC contribuindo para esta pesquisa uma vez que nos mostra o uso da ferramenta na prática. O roteiro da entrevista encontra-se no anexo deste trabalho, as demais questões serão apresentadas no resultado da análise dos dados.

O que você achou da experiência de participar do ETC? Acadêmica 1 “_ Eu achei ótima, pois proporciona interação na escrita com as demais colegas sobre determinado tema”.

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Para conhecer melhor sobre as funcionalidades do ETC, o NUTED criou dentro da ferramenta um manual de ajuda esclarecendo de forma muito clara e objetiva essas funcionalidades.


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Acadêmica 2 “_ Muito interessante, pois nos oferece a oportunidade de escrevermos coletivamente e interagirmos com nossos colegas, trocando ideias, opiniões e expandindo conhecimento”. Acadêmica 3 “_ Eu achei bem legal, de muita valia, pois nos dias atuais na correria de todos fica difícil nos encontrarmos pessoalmente e com esta ferramenta é maravilhoso podermos trocar idéias em qualquer momento com nossos colegas”.

Você gostou de utilizar a ferramenta ETC? Por quê? Acadêmica 1 “_Sim, pois para mim é uma novidade. Nunca tive a oportunidade de fazer um texto de maneira que todos do grupo possam contribuir, pois normalmente os trabalhos realizados em grupo, durante a graduação, na verdade não é em grupo, pois sempre uma pessoa acaba fazendo o trabalho inteiro. Na minha opinião, esses tipos de ferramentas de escrita colaborativa deveriam ser trabalhados pelos professores para que haja realmente uma construção coletiva de idéias. Acadêmica 2 “_ Sim. Como já comentei, é uma ferramenta interessante que proporciona a possibilidade de trocar informações, experiências e expandir o conhecimento” Acadêmica 3 “_ Sim, eu gostei porque é mais fácil e também porque a cada vez que acessamos podemos salvar, mas ao mesmo tempo não perdemos o texto anterior, isso possibilita fazermos comparações com o que escrevemos anteriormente”.

Quais foram às facilidades e/ou dificuldades que você encontrou durante a realização da escrita na ferramenta ETC? Acadêmica 1 “_Nenhuma”. Acadêmica 2 “_Na verdade, o que percebi é que a ferramenta é extremamente simples de ser utilizada”. Acadêmica 3 “_Para dizer bem a verdade, não encontrei dificuldade, é simples e bem prática, como eu disse anteriormente, gostei de ter a possibilidade de recuperar o que escrevemos anteriormente para possíveis comparações”.

Você recomendaria aos professores do ensino superior o uso de ferramentas como o ETC ou outras ferramentas existentes? Por quê? Acadêmica 1 “_ Sim. Como relatei acima, os trabalhos em grupos realizados no ensino superior na realidade não se torna em grupo, pois na maioria das vezes (sempre), um do grupo fica responsável pelo grupo inteiro. Acadêmica 2 “_Com certeza sim. Acredito na importância de compartilharmos o maior número possível de instrumentos e ferramentas que facilitem e enriqueçam o trabalho docente.”


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Acadêmica 3 “_Sim eu recomendaria, é um modo muito prático e fácil para que, tanto professor quanto aluno estejam sempre em contato podendo corrigir e dar novas sugestões para que o trabalho possa ser discutido e debatido, apontando os caminhos a ser percorrido em uma velocidade mais rápida de informações.

Através do relato das acadêmicas percebemos que a ferramenta ETC além de ser muito fácil de utilizá-lo possibilita “a auto-organização das idéias promovidas nessa construção conjunta. O texto coletivo emerge da interação entre os participantes, sendo construídos novos conhecimentos”(BEHAR, et. al, 2005, p. 19).

1.1. 4 Ferramenta de Escrita Colaborativa - Novlet

Descrição:

O Novlet possui uma característica um pouco diferenciada das ferramentas já apresentadas, pois, trata-se de uma ferramenta para a criação de histórias on-line onde os colaboradores desenvolvem caminhos, ou seja, enredos diferenciados, não havendo uma linearidade para a construção.

Desenvolvimento da Escrita: Página de acesso: http://www.novet.com FIGURA 11 – PÁGINA INICIAL DO NOVLET

Fonte: http://www.novlet.com


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Primeiro Passo: Inicia-se pelo cadastro através do registro de usuário, após fazer o cadastro é importante confirmar o endereço de e-mail associado a essa conta para que as notificações possam ser encaminhadas sempre que necessário. Segundo passo: É conhecer um pouco sobre o Novlet, a barra de ferramentas está dividida em: a) Página inicial - traz informações iniciais do Novlet; b) Usuários – onde consta o perfil, lista de mensagens recebidas e enviadas, usuários ativos, últimos registrados, e o envio de convites aos amigos para fazer parte ou conhecer o Novlet; c) Histórias – encontram-se a seção de histórias onde além de pesquisar por gêneros, histórias escritas em outras línguas, é aonde o usuário iniciará a sua própria história, preenchendo os campos necessários conforme poderemos verificar na figura nº x, uma vez iniciada a história, outros usuários poderão contribuir para sua história inserindo uma nova passagem, é permitido editar uma passagem para corrigir erros ortográficos, gramaticais e de pontuação. d) Na opção recursos - são apresentadas as principais dicas de utilização do Novlet, no que diz respeito à organização, as passagens às correções, o que permite o usuário conhecer um pouco mais a utilização desta ferramenta.

FIGURA 12 - NOVLET CRIANDO HISTÓRIAS

Fonte: http://www.novlet.com/stories/create


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Comentários:

O Novlet é uma ferramenta de história, porém não deixa de desenvolver um processo de construção colaborativa, as possibilidades e o melhor aproveitamento desta ferramenta serão possíveis no processo de ensino e aprendizagem na medida em que ocorra uma integração entre os colaboradores através de um bom planejamento a ser realizado pelo professor e uma efetiva participação dos alunos. Ressaltamos no Novlet o fato de poder ler e escrever em diferentes línguas ampliando a participação de diferentes usuários, com diferentes enredos permitindo diferentes caminhos para uma única história, o que permite uma leitura também diferenciada contemplando a imaginação de cada autor, e se ainda, não estiver satisfeito (a) com o rumo da sua história poderá optar por voltar a sua passagem e criar a sua própria continuação, a sugestão é que sejam desenvolvidas histórias e não textos ou artigos.

1.1. 5 Ferramenta de Escrita Colaborativa - WIKI

Descrição:

A WIKI: é o termo apresentado para designar um software colaborativo que permite à edição de textos através da utilização de um navegador da Web, com facilidade na edição, e possibilidades hypertextuais onde a navegação é não linear. Como já dito anteriormente a maioria do ambientes virtuais de aprendizagem já possui este recurso integrado, neste sentido a descrição apresentada será a utilização da WIKI no AVA do Moodle. Segundo Silva (2010, p. 115) a utilização da WIKI que se assemelha ao serviço disponibilizado na Wikipédia, “vem cada vez mais, merecendo destaque em cursos virtuais devido à facilidade de configuração, possibilidades de atualização e, principalmente, seu potencial interativo”. Neste sentido, no Moodle o professor normalmente tem acesso a WIKI pela ferramenta de edição, cabendo a ele definir a estrutura, a organização da WIKI como o trabalho será desenvolvido.


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Desenvolvimento da escrita: Página de Acesso: neste caso dependerá exclusivamente de qual Ambiente Virtual é utilizado pela Instituição. FIGURA 13 – PÁGINA DE ACESSO AO AVA - UEPG

Fonte: http://ava.nutead.org

Primeiro passo para a construção: no ambiente ativar edição, escolher a opção “atividades” selecionando – WIKI. Em seguida, preencher as informações necessárias como: a) Nome: refere-se ao tema da Wiki; b) Sumário: refere-se à descrição deste tema e a sistemática do trabalho; c) Tipo: é uma função importante onde o professor deve definir quem poderá participar desta construção sendo dividido em: grupo (tutores e alunos podem editar), tutor (somente eles podem editar), estudantes (edição exclusiva pelos participantes). d) A WIKI permite ao professor através do histórico verificar quem participou da edição. Segundo passo: é o acompanhamento da escrita através do AVA, com as intervenções que o professor julgar necessária durante o cumprimento da edição, e seguindo o seu propósito avaliativo seja ele individual ou coletivo.

Comentários:

Acreditamos que de maneira geral, a WIKI nos ambientes virtuais possui as mesmas características ou as mesmas funcionalidades, sendo de rápida construção e utilizada com diferentes propósitos, mais em cursos a distância, por fazer parte de um conjunto de


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ferramentas e atividades do ambiente em que o professor escolhe no momento de elaboração de um curso, ou disciplina, não queremos com isso dizer que a ferramenta não possa ser utilizada no ensino presencial, uma vez que muitos professores recorrem aos AVA’s como complemento, integrando o virtual ao presencial.

1.1.6 Ferramenta de Escrita Colaborativa - Writeboard Descrição:

O Writeboard é um editor de texto online, que permite que seja feito edições de textos através de atualizações constantes, podendo ainda, deixar os arquivos no próprio editor. O interessante que é possível compartilhar um texto com outras pessoas enviando um convite para que estes participem depois o texto final podendo ser exportado em formatos RTF ou HTML.

Desenvolvimento da Escrita: Página de acesso: http://www.writeboard.com FIGURA 14 – PÁGINA INICIAL WRITEBOARD

Fonte: http://www.writeboard.com

Primeiro passo: criação do cadastro simples através da opção “create a writeboard” com nome do writeboard (é o nome do texto), senha, e-mail e o aceite dos termos de


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utilização, para cada texto é criado um endereço específico de acesso, esse endereço será encaminhado a posteori aos colaboradores. Segundo passo: já é o inicio do processo de escrita colaborativa, neste momento inicial o professor pode fazer uma introdução, pode desenvolver um guia de trabalho com as orientações para o aluno, é um processo necessário para que os colaboradores possam ser convidados a editar o texto, após salvar este texto inicial, o professor terá a possibilidade de: a) Editar sempre que quiser acrescentar novas informações; b) Adicionar comentários; c) Exportar o texto com a opção em RTF ou HTML; d) Ou ainda, ainda, enviar um convite para diferentes pessoas para colaborar na elaboração do texto colaborativo, clicando na opção “invite people” abrirá uma nova página onde deverá ser preenchido o endereço de e-mail de uma ou mais pessoas, que vai acompanhada das informações do texto, conforme podemos verificar na figura nº 15, a partir deste processo, cada colaborador recebe em seu e-mail as orientações e o link para dar inicio ao processo de escrita através da opção “Edit this page” e assim por diante. FIGURA 15 – WRITEBOARD – CONVIDANDO PESSOAS

Fonte: http://123.writeboard.com/scizyw06pux8o4mg

e) Finalizando, no menu ao lado direito os colaboradores podem verificar as versões realizadas como nas demais ferramentas que apresentam um histórico, as versões estão por data de edição.


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Comentários:

A princípio por estar na versão em inglês pode no primeiro momento criar algum tipo de obstáculo devido estar em outra língua, mas a utilização é bastante simples, este fato não compromete o desenvolvimento da escrita que após uma breve orientação, os alunos irão desenvolver-se naturalmente, muito mais rápido do que imaginamos.

1.1.7 Dropbox

Descrição:

O dropbox pode ser definido como um disco virtual que serve para armazenar e compartilhar os arquivos on-line de maneira segura, com uma interface super simples, porém é necessário baixá-lo, após a instalação, o programa faz a sincronização da conta do usuário com o computador, os arquivos e pastas que desejarem já pode ser compartilhado. Diante das ferramentas que apresentamos nesta pesquisa, o dropbox fig. nº 16 foi indicado pelos professores como “outra” ferramenta de escrita colaborativa utilizada.

Página de acesso é: http://www.dropbox.com FIGURA 16 – DROPBOX

Fonte: http://www.dropbox.com


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Em nosso entendimento o dropbox não pode ser considerado especificamente uma ferramenta de escrita colaborativa, porém, apresenta uma facilidade muito grande de armazenamento de arquivos e compartilhamento, podendo facilitar a realização de uma escrita mesmo que os colaboradores utilizem um editor de texto de sua preferência e depois compartilhe com o seu grupo, num ir e vir de arquivos entre professor-aluno, aluno-aluno, dependerá exclusivamente do que se pretende desenvolver.

1.1.8 Ferramenta de Escrita Colaborativa – MixedInk

Descrição:

O MixedInk é uma plataforma de escrita colaborativa em tempo real, acomoda um número ilimitado de usuários, a autoria dos trabalhos é identificada por cores, conta ainda com um espaço para comentários e avaliações através de créditos, o MixedInk possui uma versão básica de forma gratuita e outras opções de funções que são pagas. A versão disponível é em Inglês.

Desenvolvimento da Escrita:

Página de acesso: http://www.mixedink.com

FIGURA 17 - PÁGINA INICIAL DO MIXEDINK

Fonte: http://www.mixedink.com


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Primeiro passo: Criar o cadastro, mesmo com a versão em Inglês o cadastro é bastante simples basta clicar na opção “Free! Get started here”, preencher os campos com nome, sobrenome, usuário, senha, e-mail, cidade, etc., conforme podemos verificar na figura nº 14 e após o término clicar em “Okay” e para finalizar o processo fazer a confirmação pelo e-mail. FIGURA 18 – MIXEDINK CRIANDO A CONTA

Fonte: http://www.mixedink.com/#/_how_it_works

Segundo passo: fazer o login de acesso ao MixedInk. Terceiro passo: clicar na opção “dashboard” onde encontraremos: grupos, meus projetos, assinatura, contato, perfil, além das opções novo grupo e novo projeto. Em virtude de a ferramenta apresentar alguns problemas os quais não sabemos identificar se é do navegador Google Chrome (que é requisito para a navegação) ou problema de conexão, a partir do login não foi possível aprofundar sobre o uso desta ferramenta.

Finalizamos as ferramentas de escrita colaborativa justificando que durante o processo de construção desta pesquisa, o Etherpad citado como uma ferramenta de escrita colaborativa foi comprada pela Goolge, o que não permitiu a tempo de descrevê-la.


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2. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Falar de escrita colaborativa em especial as ferramentas foi muito interessante e fascinante ao mesmo tempo, tivemos algumas surpresas pela infinidade de ferramentas existentes, muitas em versões em inglês, para quem tem o domínio da língua é bastante proveitoso, porém, pode ser considerado um empecilho tanto pelos professores quanto pelos alunos, mas ficamos felizes em saber que existem muitas ferramentas que podem ser usadas de forma tranquila pela sua facilidade de utilização. As contribuições de utilização da escrita colaborativa são muitas, sem sombra de dúvidas favorece e melhora o processo de escrita dos alunos, contribui para a expressão, argumentação, negociação, promove a aprendizagem, promove a interação de aluno-aluno, de aluno-professor, ambos estão lado a lado e não mais, o professor num pedestal imponente, e sim, autores e co-autores. Neste sentido, apresentamos algumas considerações no que diz respeito à utilização das ferramentas de escrita como estratégia de apoio ao ensino, a primeira dela refere-se a participação do professor durante todo o processo como um mediador; ele precisa estabelecer as regras, deixar claro a atividade a ser desenvolvida. A segunda delas considerou a importância de se ter um bom planejamento de uma uma linha de ação, um objetivo a ser cumprido, e não apenas serem ferramentas modismo ou um empolgação qualquer. A terceira delas esta ligada ao planejamento que deve ser entregue ao aluno através de um roteiro de estudo incluindo prazos. Os alunos necessitam de orientação. Nenhuma proposta é bem aceita sem saber ao certo para onde ir. E a última delas, é salientar a importância de conhecer novas possibilidades de ensino e aprendizagem, de realizar pequenas experiências começando com um grupo de alunos, depois, mais tarde, uma turma e assim por diante. Só saberemos se dá certo ou não, se tentarmos. As ferramentas de escrita colaborativa podem ir além do que se espera enquanto ferramenta, sendo uma proposta de avaliação diagnóstica e formativa em especial para a Educação a Distância onde a avaliação tem um caráter fundamental e decisivo para a qualidade dos cursos.


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3. REFERÊNCIAS

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