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Informativo Oficial da Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica – Ano VII – Nº 30 – Agosto-Novembro/2008

Com a palavra, seu presidente O Dr. José Raimundo Bahia Sapucaia, presidente do congresso, comenta a importância deste evento para o desenvolvimento e consolidação da especialidade no Brasil Cristiane C. Sampaio

Às vésperas do XXIX Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica, seu presidente, Dr. José Raimundo Bahia Sapucaia, se mostrava especialmente satisfeito com os resultaDr. José Raimundo Bahia Sapucaia, dos do trabalho que, presidente do congresso por quase dois, anos mobilizou uma grande equipe de cirurgiões pediátricos e profissionais de diferentes áreas. “Dada a importância do evento – que também reúne os congressos de urologia e de vídeo-cirurgia e a jornada luso-brasileira , para o qual são esperados mais de 600 inscritos, teremos cerca de 10 convidados estrangeiros, todos com larga experiência em suas especialidades e dispostos a divulgar suas técnicas entre os especialistas brasileiros”, informa o Dr. Bahia, como é mais conhecido. Por sinal, ele salientou a “relevância deste I Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica VídeoAssistida, pois a técnica vem passando por rápida evolução no Brasil, fazendo crescer o número de procedimentos e sua diversificação, também graças ao Dr. Max Schlobach,

• Mutirão 2008: Imagens e Números

de Minas Gerais”. No programa dos congressos foi reservado espaço para a palestra do Dr. Martin Eichelberger, sobre acidentes e traumas com crianças, destinada a diretores de escolas, educadores e ao público em geral. Mas ele também apresentará conferência sobre trauma dentro da programação científica. Valorização profissional Aos especialistas serão dedicadas, além das palestras e mesas-redondas sobre temas relevantes, sessões sobre problemas de consultórios. O Dr. Bahia relatou que “cada dia mais os cirurgiões pediátricos reclamam da desvalorização da consulta e da especialidade de um modo geral, uma vez que os procedimentos continuam defasados nas tabelas das empresas privadas de saúde, sem falar da aviltante tabela do SUS. Essa é uma das razões da queda na demanda por residência em cirurgia pediátrica em muitos pontos do país – como Porto Alegre, Florianópolis e Salvador –, onde as vagas não foram ocupadas por falta de candidatos”. Por outro lado, assinala a existência de movimentos e a criação de cooperativas, como as de Natal (RN), Salvador (BA) e Campo Grande (MS), voltados ao

• A Especialidade no Tocantins

fortalecimento regional da especialidade, que servem de exemplo aos profissionais de todo o território. Ele também fez questão de ressaltar que a CIPE vem amadurecendo como instituição de classe. Este congresso contou com organização profissional, executada com eficiência pela GT5, e investiu na multidisciplinaridade, contando com a presença constante de toda a diretoria da associação, especialmente de seu presidente, Prof. Dr. José Roberto Baratella. Apesar de comentar que os eventos deverão registrar presença maciça de cirurgiões mais jovens, ainda porque, ao encerraremse os trabalhos será realizado exame para a obtenção do Título de Especialista (TE) em Cirurgia Pediátrica, o Dr. Bahia também se refere aos cirurgiões pediátricos de “cabelos brancos”: “os pioneiros liderados pelo Dr. Virgílio Carvalho Pinto, que ainda estão conosco, continuam freqüentando os congressos e prestigiando sua entidade, para dar exemplo aos seus sucessores, que representam o fortalecimento da sociedade e um futuro de melhores resultados no tratamento cirúrgico das crianças brasileiras”. (Veja mais na pág. 3)

• Residência na Região Norte

• Eleições: CIPE e Estaduais


Aproxima-se mais uma vez a época dos congressos da especialidade. Iniciados como Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica em 1966, a ele se juntou o Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica em 1999, e este ano, em reconhecimento à importância assumida pela cirurgia minimamente invasiva, a eles se soma o I Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica Vídeo-assistida. Ainda que, no futuro outras áreas possam vir a ser agregadas aos congressos brasileiros existentes, este formato representa hoje a grande reunião científica da Cirurgia Pediátrica Brasileira e o grande elo de confraternização de nossos especialistas. Nos congressos de 2008, aproveitando o bicentenário da chegada da família real portuguesa em nosso país, reviveremos ainda a Jornada Luso-brasileira, que oxalá seja mantida e propicie crescente intercâmbio entre as duas nações. Os congressos deste ano foram estruturados sobre certas características diferenciais. Em primeiro lugar, foi dado destaque aos temas livres. Não se abandonou o tradicional esquema de conferências e mesas-redondas, mas avançou-se na valorização da apresentação de trabalhos, forma consagrada nos congressos americanos e europeus. Também houve a preocupação de se elaborar programação densa, variada e atraente do início ao final. Assim, buscou-se mesclar e alternar assuntos de modo que o desenvolvimento, lado a lado, de temas, embora díspares, contribuísse para prender a atenção de todos ao longo de todo o evento. Claramente, será impossível acompanhar tudo. Afinal, nossa especialidade cresceu exponencialmente e, já vai longe o tempo em que se clamava por congressos em sala única a fim de que não se perdesse nenhuma sessão científica.

Atenção especial mereceram os cursos de atualização, programados para o domingo; a diversidade dos temas enfocados que percorrem, como em um caleidoscópio, o campo de nossa especialidade, exibem em toda a sua extensão a enorme variedade de assuntos sobre os quais nos debruçamos. Em particular, o Essencial de Trauma Pediátrico deverá se transformar, segundo os planos da associação, em padrão ouro para o atendimento de crianças no território nacional. Elogios devem ser feitos às Comissões Científicas, uma vez que não foi fácil compor temário tão extenso associando informação atualizada, representatividade e distribuição regional. Em particular, encômios devem ser dirigidos à Comissão de Seleção de Trabalhos que, com incansável atividade os analisou, já visando à publicação no Archives. Destaque também para a Comissão Social, infatigável em busca do consenso entre a tradicional maneira baiana de bem receber e a implacável tesoura da Comissão Organizadora... Agradecimento especial ao Presidente do Congresso, figura presente e atuante nas diversas áreas. Elogios também à RD e a companheiros da Comissão Organizadora: vocês constituíram um time sólido e homogêneo, que não mediu esforços para a concretização do evento. Por fim, obrigatório é dizer-se que este foi um trabalho coletivo, de construção tijolo a tijolo, passo a passo, estande a estande. Ana Paula, Bassols, Brandt, Célia, Edson, João Eugênio, José Bahia, José Luis, Lenise, Mastroti, Maria Jesus, Max, Míria, Niele, Socorro e Soraya, foi muito prazeroso o trabalho conjunto. Até os congressos. José Roberto S. Baratella Presidente

Os Drs. Murillo Capella e Wilberto Trigueiro permanecem na recém-eleita diretoria da AMB

Jornal da CIPE Ano VII – Nº 30 Agosto-Novembro/2008 O Jornal da CIPE é o veículo informativo oficial da Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE). Redação e Publicidade: Rua Cardeal Arcoverde, 1745 bl. A – 12º and. – cj 123 Pinheiros – 05407-002 São Paulo (SP) – Tel.: (11) 3814-6947 www.cipe.org.br – cipe@uol.com.br

Diretores Responsáveis: José Roberto de Souza Baratella (jrbaratella@terra.com.br) e Sylvio Gilberto Andrade Ávilla (avilla.sylvio@gmail.com)

para que possa crescer cada vez mais e se impor como especialidade médica, aparando eventuais arestas com outras especialidades afins”. O Prof. Dr. Murillo Ronald Capella, que participou de diretorias da AMB em diversas ocasiões, foi recentemente empossado como vice-presidente da Região Sul. Até então, ele desempenhava a função de diretor de relações internacionais, tendo participado da revisão da Declaração de Helsinki, concluída neste segundo semestre (veja mais nesta edição). “Fui re-direcionado para essa nova posição porque a atual diretoria deseja motivar e movimentar os médicos do Sul do país, em atividades científicas e de defesa da classe, e já exerci essa função quando o presidente da AMB era o Dr. Pedro Kassab”, explica o Dr. Capella. Ele relata que, Ele relata que, como o trabalho no âmbito internacional cresceu muito nos últimos anos, a AMB criou a Comissão de Relações Internacionais. Ele também integrará essa comissão, juntamente com o atual diretor e seu sucessor na diretoria de relações internacionais, Dr. Miguel Jorge, e com o seu antecessor, Dr. David Cardoso. Os artigos assinados não traduzem necessariamente a opinião deste jornal, cabendo aos autores a responsabilidade pelos respectivos conteúdos.

Jornalista Responsável: Cristiane Collich Sampaio Mtb. 14 225 (collichc@uol.com.br)

Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica – CIPE

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Tiragem: 1,8 mil exemplares Distribuição: Nacional

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A satisfação e o desafio de preparar um evento desse porte A Drª Socorro Campos, membro da comissão executiva, reforça o convite à participação nos congressos de Salvador (BA). “Mais uma vez aceitamos o desafio e apesar dos recursos econômicos limitados, estamos nos empenhando e trabalhando com muita dedicação para proporcionar a todos aqueles que nos prestigiarão com as suas presenças, um grande evento num ambiente acolhedor e com um excelente intercambio cultural, tanto na programação cientifica quanto na social”, declara a Drª Maria do Socorro Mendonça de Campos, membro da comissão executiva do XXIX Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica, responsável pela tesouraria, e recém-eleita presidente da CIPE-BA. Segundo ela, esta é a terceira vez que um congresso brasileiro da especialidade é realizado na capital baiana: “a primeira foi em 1974 e a segunda em 1984. Em todas as duas oportunidades, os nossos eventos deixaram boas lembranças na memória de todos.” A Drª Socorro Campos comenta que o objetivo deste grande encontro da especialidade, que irá se realizar entre 16 e 20 de novembro, “é oferecer um

programa cientifico dinâmico e interativo, dando a todos a oportunidade de qualificada atualização, a fim de intercambiar, estimular e promover o desenvolvimento e a manutenção da assistência, educação e pesquisa de excelência na cirurgia pediátrica”. E oportunidades não faltarão, uma vez que além do congresso brasileiro, para o mesmo período e local, está programada a realização de outros três importantes eventos: XI Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica, I Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica Vídeo-Assistida e IV Jornada Luso-Brasileira de Cirurgia Pediátrica. Às vésperas dos eventos, ela reforça a importância do comparecimento dos especialistas: “convidamos a todos a participar para que nosso objetivo seja alcançado. Só assim poderemos contribuir para o progresso da cirurgia pediátrica como especialidade, e mostrar a toda a sociedade e a comunidade médica e científica que nós, cirurgiões pediátricos, somos e estamos mais capacitados para cuidar e tratar de crianças.”

Cursos de Atualização antecedem os congressos Os cursos se destinam à reciclagem dos profissionais em vários temas abrangidos pela cirurgia pediátrica

Cirurgiões pediátricos na AMB Dada a qualidade do trabalho desenvolvido pelos Drs. Wilberto Trigueiro e Murillo Ronald Capella – ambos cirurgiões pediátricos – em suas respectivas funções na Associação Médica Brasileira (AMB), os dois foram mantidos na nova diretoria da entidade, que tomou posse recentemente. O Dr. Trigueiro – membro titular do conselho fiscal da CIPE na gestão passada, que acabou de ser reeleito para novo mandato – tem longa experiência na vida associativa. Por dois anos foi vice-presidente da Associação Médica da Paraíba (AMP) e presidente durante outros seis. Segundo ele, nesse período conseguiu “unir a classe em torno da valorização do trabalho médico e implantação da CBHPM”, tendo atuado também na educação médica, com a realização de cinco congressos estaduais e um regional, na cidade de Patos. “Na gestão passada da AMB fui eleito vice-presidente Nordeste e, graças ao trabalho sério, o Dr. José Luiz Gomes do Amaral me convocou para continuar no cargo”, comenta, acrescentando que pretende “ajudar a CIPE no que for necessário,

XXIX Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica

Diretoria: Presidente: José Roberto de Souza Baratella (SP); 1º Vice-Presidente: Max Carsalad Schlobach (MG); 2ª Vice-Presidente: Elinês Oliva Maciel (RS); Secretário Geral: José Carnevale (SP); 1ª Secretária: Mércia Maria Braga Rocha (DF); 2ª Secretária: Maria do Socorro Mendonça de Campos (BA); 1º Tesoureiro: Roberto Antonio Mastroti (SP); 2º Tesoureiro: Paulo Carvalho Vilela (PE); Diretor de Patrimônio: Pedro Muñoz Fernandez (SP); Diretor de Publicações: Sylvio Gilberto Andrade Ávilla (PR); Diretor de Relações Internacionais: Paulo Roberto Mafra Boechat (RJ). Departamento de Cirurgia Pediátrica da Associação Médica Brasileira (AMB)

Este ano, no dia 16 de novembro, antecedendo os congressos, serão realizados os cursos de atualização, voltados ao tratamento de traumas, à urologia e cirurgia pediátrica gastrointestinal e oncológica e ao tratamento de queimados. De acordo com o Prof. Dr. José Carnevale, um dos coordenadores do curso de atualização em uropediatria e secretário geral da CIPE, a programação é bastante atual e definida de forma a estimular a participação dos inscritos: “além de discorrer sobre os temas, estamos abrindo espaço para perguntas dos participantes, pois desejamos que haja integração, que o curso desperte interesse e não se resuma a um monólogo”. Conforme informação do Dr. João Vicente Bassols, chefe do serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital da Criança Conceição, de Porto Alegre (RS), este ano, pela primeira vez será oferecido o Curso Essencial em Trauma Pediátrico. “Temos discutido a importância do cirurgião pediátrico na condução do atendimento das crianças gravemente traumatizadas”, relata. Segundo o Dr. Arquivo CIPE

EDITORIAL

Prezado Colega,

Bassols, “nos moldes de cursos do Comitê de Trauma do Colégio Americano de Cirurgiões, que instituiu e coordena o Advanced Trauma Life Support (ATLS), precisamos ocupar este espaço”. Instrutor de ATLS e de outros cursos voltados ao atendimento de trauma pediátrico, ele diz que, “junto com a Comissão de Trauma da CIPE resolvemos abraçar esta causa”. “O curso que estamos oferecendo pretende ser o embrião do Curso Essencial em Trauma Pediátrico (ETP)”, adianta, informando que este, de atualização, terá o Dr. Martin Eichelberger do Centro de Trauma Pediátrico de Washington (EUA) e fundador da ONG Safe Kids, como convidado especial, e a participação do Dr. Carlos Gandara – instrutor do AITP e membro da Comissão de Trauma da CIPE –, da Profª Drª Elinês Maciel – chefe do Serviço de Cirurgia Pediátrica da PUC-RS –, e do Dr. Oswaldo Alves Bastos Neto – do SAMU de Salvador. O curso terá aulas teóricas e práticas, que abordarão o atendimento inicial ao paciente traumatizado grave. A parte final do curso será reservada para o esclarecimento de dúvidas com todos os conferencistas.

Criança Segura e CIPE realizam ação solidária A vinda do presidente da ONG internacional Safe Kids, Dr. Martin Eichelberger, ao Brasil não estará restrita à apresentação de conferências aos cirurgiões pediátricos participantes dos congressos de Salvador (BA). No dia 18 de novembro, sexta-feira, às 19h, no Bahia Othon Palace Hotel, ele falará do Programa Criança

Segura ao público leigo, alertando os presentes, entre os quais educadores, sobre os principais riscos de acidentes com crianças e adolescentes, por faixa etária, e divulgando outras informações. O evento é fruto de uma parceria entre a CIPE e a ONG Criança Segura, representante brasileira da Safe Kids. Um quilo de alimentos não perecíveis, destinados às Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), de Salvador, é o preço do ingresso.

Todas as informações sobre os eventos estão disponíveis no site do congresso – www.congressocipe.com.br

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Palmas/TO

Cirurgia pediátrica conquista seu espaço Apesar das dificuldades, no Tocantins a cirurgia pediátrica também se impõe como especialidade fundamental para o adequado tratamento cirúrgico das crianças Divulgação

“As dificuldades se resumem em não valorização da especialidade, desconhecimento das patologias cirúrgicas pediátricas, falta de especialistas e alta complexidade dos casos que são drenados para uma única unidade”, relata a Drª Lúcia Caetano Pereira, ao comentar a atual situação da cirurgia pediátrica e dos especialistas no estado do Tocantins. Atualmente, ela e o Dr. Renato Pereira da Drª Lúcia Caetano Pereira Rocha são os únicos cirurgiões pediátricos no estado. Ambos atuam na capital, nas diversas unidades do Hospital de Referência Materno-Infantil Dona Regina – enfermaria de pediatria, pronto-socorro, alojamento conjunto e UTI/UI Neonatal, com 20 leitos – e na UTI Pediátrica do Hospital Geral de Palmas, que tem cinco leitos. Neste último, são responsáveis pelos politraumas pediátricos, atendidos pela cirurgia-geral, e também respondem pelos protocolos, casuísticas e registro de todos os pacientes. A Drª Lúcia Pereira informa a existência de apenas três hospitais infantis públicos em todo o estado. Além do Dona Regina – que é a única maternidade de referência para gestação de alto risco –, há também o Hospital Dom Orione, instalado em Araguaína, no Norte do Tocantins, que possui UTI Neonatal, e o Hospital Regional de Gurupi, na cidade de mesmo nome, na Região Sul, com leitos para recém-nascidos. Palmas conta ainda com a Maternidade Cristo Rei, privada, que possui serviço de neonatologia, com UTI, na qual os dois cirurgiões pediátricos também atuam. Desconhecimento e deficiências Mas a carência de profissionais médicos especializados em crianças não se restringe aos cirurgiões pediátricos. “Contamos com dois gastropediatras, um urologista com formação em pediatra, uma oncopediatra, uma endocrinopediatra e uma nefropediatra”, afirma a especialista. Apesar desse quadro, ela declara que houve avanços desde 2001, quando se instalou em Palmas. “Foi

com grande surpresa que observamos o desconhecimento com relação às patologias congênitas neonatais, ao manejo de patologias próprias da infância e à formação do cirurgião pediátrico. Tivemos oportunidade de ouvir alguns colegas comentarem que basta ser experiente em cirurgia geral para realizar procedimentos cirúrgicos em crianças, necessitando apenas acompanhar por alguns meses o serviço de cirurgia pediátrica. Infelizmente tivemos a oportunidade de operar tumores de Wilms de até 1800g e de diagnosticar megacólon congênito em paciente com 10 anos de idade”, revela. Esse cenário é agravado pelas deficiências também presentes no campo infra-estrutural da saúde e pela total ausência de residências médicas no estado. “No campo da radiologia, por exemplo, contamos com serviços de cintilografia, tomografia e ressonância, porém não conseguimos realizar uma simples uretrocistografia miccional.” E, apesar da existência de quatro faculdades de medicina (a Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas, e três particulares, em Porto Nacional, Araguaína e Gurupi), o estado não possui residência médica, nem em cirurgia pediátrica, nem em qualquer outra especialidade. Ao concluir seu depoimento, a cirurgiã aponta caminhos para a melhoria do cenário da saúde no Tocantins: “todos esses fatos demonstram que a união dos cirurgiões pediátricos, a divulgação da especialidade e sensibilização do poder público e dos conselhos da infância e da juventude para a importância da cirurgia pediátrica – assim como outras especialidades consideradas de alta complexidade – são essenciais para a melhoria do quadro da saúde, especialmente das crianças, em nosso estado”. Entre 1987 e 1991 a Drª Lúcia Caetano Pereira foi residente do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), permanecendo na instituição até 1997. Exfellow do serviço de uropediatria da Fundación Puigvert, de Barcelona (Espanha), trabalhou como professora assistente de cirurgia pediátrica na Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, em Uberaba (MG), antes de se mudar para Palmas.

Porto Alegre/RS

Transplante renal preemptivo A Profª Drª Clotilde Druck Garcia avalia as vantagens do transplante renal pré-diálise para a criança com insuficiência crônica

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transplante renal pediátrico é uma terapia bem desenvolvida no Brasil, mas não em todas as capitais. É realizado quase que exclusivamente nas regiões Sudeste e Sul e em Fortaleza (CE) e Recife (PE), no Nordeste, pois é um tratamento que necessita suporte multidisciplinar e um hospital muito bem equipado tecnicamente. Ela elogia a equipe de cirurgia pediátrica do Hospital da Criança Santo Antônio, que integra o Com- Profª Drª Clotilde Druck Garcia plexo Hospitalar da Santa Casa de Porto Alegre, afirmando que “é excelente, participando das atividades de transplante renal, principalmente nos pacientes com uropatia obstrutiva e nos acessos para diálise peritoneal.” Em 2009, a CIPE organizará, paralelamente ao XII Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica, que irá se realizar de 4 a 6 de setembro, em São Paulo (SP), a Jornada de Transplante em Crianças, durante a qual este tema será aprofundado. Divulgação

A nefrologista pediátrica Profª Drª Clotilde Druck Garcia, do Hospital da Criança Santo Antônio, de Porto Alegre (RS), que há 30 anos trabalha com transplante renal pediátrico, defende a adoção do transplante preemptivo em crianças com disfunção renal crônica. Essa moléstia debilita a criança, que fica inapetente, desnutrida e não cresce adequadamente, e o transplante renal – que ela considera como “o melhor tratamento” nesse caso – lhe devolve a vitalidade. “Quando um paciente portador de doença renal crônica tem função inferior a 15% ou 10%, necessita substituir a função renal, que pode ser realizada por meio de diálise e após transplante renal ou direto por transplante; neste caso chama-se preemptivo ou pré-diálise”, explica a Dra. Clotide Garcia, afirmando que “nesta última modalidade, os resultados com relação à sobrevida são melhores, além do paciente não ser submetido ao tratamento dialítico”. Segundo ela, que é professora doutora de nefrologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), o


II Mutirão Nacional de Cirurgia Pediátrica

Mais de 450 crianças foram beneficiadas

Hospital / Cidade

Nº de Crianças Atendidas

BA

• Hospital da Criança (Obras Sociais Irmã Dulce-OSID) – Salvador • Hospital Geral Roberto Santos – Salvador • Hospital Martagão Gesteira – Salvador • Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (FM/UFBa) – Salvador • Hospital Materno-Infantil de Brasília (HMIB) – Brasília • Hospital de Clínicas (FM/UFG) – Goiânia • Hospital Felício Rocho – Belo Horizonte • Instituto Materno-Infantil Prof. Fernando Figueira (IMIP) – Recife • Hospital dos Servidores do Estado – Rio de Janeiro • Hospital Pedro Ernesto (FM/UERJ) – Rio de Janeiro • Hospital da Criança Conceição – Porto Alegre • Hospital São José – Criciúma • Hospital das Clínicas (FM/USP) – São Paulo • Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo – Mogi das Cruzes • Hospital dos Fornecedores de Cana – Piracicaba • Hospital Estadual de Vila Alpina – São Paulo • Hospital Estadual Mario Covas (FM do ABC) – Santo André • Hospital Geral do Grajaú – São Paulo • Hospital de Referência Dna. Regina – Palmas

32 31 37 10 0 20 5 70 20 14 10 11 3 31 12 14 8 18 26

DF GO MG PE RJ RS SC SP

TO

Na abertura do mutirão, os Profs. Drs. José Roberto Baratella e José Carnevale, da CIPE, estiveram acompanhados pelos Drs. Manuel Borges e Dr. Paulo Prado, entre outros membros da equipe do Hospital Geral do Grajaú.

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Hospital São José – Criciúma (SC)

Hospital de Referência Dna. Regina, Palmas (TO)

Hospital da Criança (OSID) – Salvador (BA)

Fotos: Divulgação

Abertura Este ano, a abertura oficial do mutirão foi realizada no Hospital Geral do Grajaú, uma instituição estadual, instalada numa região carente da capital paulista. Além Apesar do erro ortográfico do confeiteiro, o bolo do presidente e do secretário ge- distribuído no H. São José, de Criciúma (SC), mostra o clima descontraído. ral da CIPE, respectivamente, Profs. Drs. José Roberto Baratella e José Carnevale, esteve presente a equipe do hospital, representada pelo diretor executivo, Dr. Manuel Ricardo Navarro Borges, e pelo Dr. Paulo Prado, entre outros No início deste ano, o hospital, que possui 77 leitos na área pediátrica, sete na UTI Pediátrica e outros 25 na UTI Neonatal, além de 18 de cirurgia pediátrica, contando com 17 cirurgiões pediátricos – entre plantonistas, diaristas e docentes da FM da UNISA – e equipe especializada no atendimento infantil, passou a ser administrado pela Associação Congregação Santa Catarina (ACSC), mediante convênio assinado com o governo do estado, o que elevou a qualidade e a capacidade de atendimento. Conforme relata o Dr. Manuel Borges, desde que assumiu foi praticamente dobrado o número de profissionais da equipe pediátrica. “Nosso pronto-socorro infantil conta com equipe de cirurgia pediátrica de plantão e é referência em trauma”, revela. Neste mutirão estiveram envolvidos 28 profissionais, incluindo cirurgiões pediátricos – que realizaram 18 cirurgias –, anestesistas, residentes de cirurgia geral, pessoal de enfermagem e administrativo. Além de obter espaço na imprensa escrita, a realização do mutirão no Hospital Geral do Grajaú teve ampla cobertura da TV Brasil.

Hospital da Criança Conceição – Porto Alegre (RS) Hospital Geral do Grajaú – São Paulo (SP)

Hospital público de Brasília é o recordista Num único dia, foram realizadas 97 cirurgias, em 80 crianças “Fui brindada em todos os aspectos, pois contei com ao apoio do governo do Distrito Federal (DF), da direção do hospital e de toda uma equipe, que tem como objetivo o bem estar do pequeno paciente brasileiro que não pode recorrer à medicina privada para a resolução de seu problema cirúrgico”, declara a Dra. Roselle Bugarin Steenhouwer, responsável pela Unidade de Clínicas Cirúrgicas Pediátricas do Hospital Regional da Asa Sul/Hospital Materno-Infantil de Brasília (HRAS/HMIB), distribuindo os créditos. A unidade foi a recordista do II Mutirão Nacional de Cirurgia Pediátrica em número de crianças operadas: foram realizados 97 procedimentos cirúrgicos em 80 crianças. “A boa vontade, o empenho e o profissionalismo de todos os envolvidos garantiu o sucesso de nossa iniciativa”, afirma a Dra. Roselle, referindo-se aos seis cirurgiões pediátricos, quatro anestesiologistas e a todos os demais profissionais comprometidos com o mutirão, além do grupo de voluntários da ONG Sonhar Acordado, que entreteve as crianças no pré-cirúrgico.

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A Dra. Roselle diz que com base na premissa de que atividades dessa natureza conseguem reduzir globalmente o tempo de espera de crianças com casos cirúrgicos nos hospitais, em junho de 2007, o governador do DF, José Roberto Arruda, criou o Programa Fila Zero em cirurgia da criança naquele serviço. Até aquele momento, o programa havia beneficiado 1714 crianças, incluindo as operadas durante o mutirão, o qual contou com o apoio irrestrito da Secretaria de Saúde do DF e recebeu a visita do secretário, Augusto de Carvalho. E destaca o apoio da Abbott à iniciativa, ao ceder vaporizadores Penlon e oferecer lanche à equipe.

Imagens do mutirão e de parte da equipe do serviço recordista.

Divulgação

Estado / DF

Hospital Universitário Prof. Edgard Santos (HUPES), Salvador (BA)

Colagem com fotos do mutirão: criatividade no OSID, em Salvador (BA).

Cristiane C. Sampaio

Este ano, durante o II Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança, realizado em 23 de agosto pela CIPE, o número de crianças operadas foi maior do que em 2007. Em 2008, 452 crianças foram atendidas, contra as 441 no ano anterior, e o número de intervenções também foi maior, já que alguns pacientes sofreram mais de uma cirurgia. Em sua grande parte, trataram-se de cirurgias menos complexas, que dispensam a internação dos pacientes. Da mesma forma que no primeiro mutirão, organizado pela instituição em julho de 2007, este teve como principal objetivo a redução, ainda que momentânea, das filas de espera para esse tipo de cirurgia nos hospitais. Nove estados, além do Distrito Federal, participaram desta iniciativa, num total de 19 serviços. Infelizmente, imprevistos de diferentes naturezas impediram que quatro instituições efetuassem as cirurgias programadas. Mas os organizadores também tiveram boas surpresas, como os resultados verificados no Hospital Materno-Infantil de Brasília (HMIB). Em 2008 o HMIB participou do mutirão nacional pela primeira vez e, contando com o apoio da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, realizou 97 cirurgias, em 80 crianças, mostrando a importância do respaldo do poder público a esse tipo de iniciativa (veja entrevista nesta seção). Em número de crianças atendidas, o IMIP, de Recife (PE), ficou em segundo lugar, com 70. Já a Bahia, com quatro hospitais participantes, foi o estado recordista, com 110 pacientes operados. O Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo (SP), e o Hospital Felício Rocho, de Belo Horizonte (MG), também participaram pela primeira vez, como outros serviços, e talvez por esse motivo o total de pacientes atendidos tenha sido pequeno. Por outro lado, a adesão do Hospital dos Fornecedores de Cana, de Piracicaba (SP), e do Hospital São José, de Criciúma (SC), revela que o empenho dos cirurgiões pediátricos não se restringiu às capitais. Nesta edição, a imprensa deu especial atenção à iniciativa. Além da divulgação em sites e jornais de associações e de veículos especializados, o II Mutirão Nacional e os responsáveis locais foram vistos e ouvidos em diversos pontos do país, em jornais diários e noticiários de rádio e TV, tornando a cirurgia pediátrica mais conhecida e reforçando sua importância como especialidade. Como conseqüência, a própria CIPE ganhou visibilidade, por promover uma iniciativa nacional com forte apelo social. A seguir, estão relacionados os serviços participantes e o número de crianças operadas, por unidade:

Realizado em 23 de agosto, este mutirão superou o número de cirurgias efetuadas no ano passado. Foram 452 crianças operadas, mas o número de intervenções foi maior, já que alguns pacientes sofreram mais de uma cirurgia

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ESPECIAL


Rio de Janeiro/RJ

A cirurgia pediátrica no XIV Congresso Regional de Cirurgia

Panorama

A sessão especializada procurou abordar temas de interesse amplo, tanto para jovens cirurgiões quanto para socorristas

Belo Horizonte/MG

I Simpósio Mineiro de Oncologia e Cirurgia Pediátrica

Prof. Murillo Capella e a Declaração de Helsinki Esta é a primeira vez que um país da América Latina participa da revisão desse documento

Além dos conferencistas já citados, o evento foi prestigiado por especialistas mineiros.

Nos dias 19 e 20 de setembro, Belo Horizonte (MG) foi sede do I Simpósio Mineiro de Oncologia e Cirurgia Pediátrica. O evento, realizado na sede da Associação Médica de Minas Gerais, foi organizado pelo presidente da CIPE-MG, Dr. Rodrigo Romualdo Pereira, e pelos Drs. Artur Tibúrcio e Guilherme Maciel. De acordo com informações do Dr. Rodrigo Pereira, o simpósio destinou-se a cirurgiões pediátricos, pediatras, residentes e acadêmicos que se dedicaram à discussão dos guidelines dos principais tumores pediátricos. Entre os convidados, o Dr. José Roberto Baratella, da UNISA-SP e presidente da CIPE, e os Drs. Alberto Ribeiro Gonçalves e Ricardo Vianna de Carvalho, do INCA-RJ, além de oncologistas pediátricos de Minas Gerais, que relataram suas expe riências e deram importantes contribuições ao debate.

O cirurgião pediátrico e atual presidente da ANCIPE, Prof. Dr. Murillo Ronald Capella, participou ativamente do processo que culminou com a sexta revisão da Declaração de Helsinki. A declaração, implantada em 1964, pela Associação Médica Mundial (AMM), tem por objetivo nortear a conduta dos médicos quando da realização de pesquisas em seres humanos. Dr. Murillo Capella Na condição de diretor de Relações Internacionais da Associação Médica Brasileira (AMB), ao lado do presidente Dr. José Luiz Gomes do Amaral, o Prof. Capella representou a entidade junto à Associação Médica Mundial (AMM). Ele relata que em abril de 2007, foi constituído grupo de trabalho, formado por representantes da Alemanha, África do Sul, Brasil, Japão e Suécia, para dar os passos iniciais de mais uma revisão. “Depois de ouvir a posição das associações médicas nacionais dos países afiliados e de fazer reuniões em diversas partes do mundo – inclusive em São Paulo (SP), em agosto passado –, o grupo consolidou as opiniões e sugestões, levando-as às reuniões do conselho e da assembléia geral, ocorridas em outubro, que aprovaram as modificações propostas”, resume. A questão do uso do placebo e as que tratam do acesso aos métodos empregados terminada a pesquisa clínica, da participação de crianças em pesquisas e do uso de dados não-identificados integram esta sexta revisão. Cristiane C. Sampaio

Divulgação

Contando com diversos convidados, o evento discutiu aspectos cirúrgicos das patologias oncológicas infantis

Em setembro, durante o XIV Congresso Regional de Cirurgia do Estado do Rio de Janeiro, foi realizada sessão especializada de cirurgia pediátrica, que teve como organizadora a Dra. Lisieux Eyer de Jesus. Cirurgiã pediátrica do Hospital dos Servidores do Estado Dra. Lisieux de Jesus e o presidente da CIPERJ, e da Universidade Federal FlumiDr. Kleber Moreira Anderson. nense, a Dra. Lisieux é presidente do setor de cirurgia pediátrica do núcleo central do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) e vice-presidente da CIPERJ. “Tentamos utilizar temas de interesse amplo, tanto para especialistas quanto para emergencistas gerais e que estivessem adequados a cirurgiões jovens, público fundamental dos congressos regionais. O objetivo era a atualização em condutas para as doenças enfocadas e discussão de inovações versus condutas tradicionais”, comenta. Apendicite aguda na criança: novidades e controvérsias foi o assunto abordado por ela em sua conferência. Os demais foram: Primeiros socorros em pediatria, apresentado pelo Dr. Israel de Figueiredo Jr., da disciplina de pediatria da Universidade Federal Fluminense e membro do grupo de socorro pediátrico do Corpo de Bombeiros do estado; Urgências em urologia pediátrica, pelo Dr. Samuel Dekermacher, da Universidade Iguaçu e cirurgião pediátrico do Hospital Servidores do Estado; e Tumores na criança, que foi abordado pelo Prof. Dr. José Roberto Baratella, professor da FM da UNISA e presidente da CIPE. Segundo ela, o evento, que teve grande público, faz parte do calendário do CBC, ocorrendo nos anos pares, e tem por objetivo a educação continuada. “As sessões especializadas servem de consultores do CBC, de instrutores dos cirurgiões gerais em problemas das diferentes áreas e como ponte entre o CBC e as sociedades de especialidades cirúrgicas”, explica. Para a Dra. Lisieux, “eventos multidisciplinares, como este, são importantes para expor o papel e a importância do especialista e integrar esforços da equipe multidisciplinar de saúde, mostrando os pontos de vista de vários profissionais envolvidos nos cuidados com a criança portadora de doença cirúrgica”. Divulgação

AMM

Belém/PA

Estado inaugura sua primeira residência em cirurgia pediátrica

Homenagem

Prof. Firmato recebe medalha

A iniciativa deverá contribuir para a fixação de especialistas na Região Norte do país

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dos quais seis titulados, e que a FSCMPa é um hospital de média/alta complexidade, considerado como referência materno-infantil da Região Norte, especialmente em gestação de alto risco. “A nossa estrutura consta de enfermaria com oito leitos e de uma unidade neonatal com 100 leitos, dos quais 22 em UTI, 32 em berçário externo e o restante em berçário interno”, revela. Além disso, estão disponíveis 27 leitos pediátricos, sendo cinco em UTI. A infra-estrutura ainda é composta de serviços de laboratório, RX e US, com funcionamento ininterrupto, e de TC, apenas no período diurno. Além do programa de cirurgias três vezes por semana, às quartasfeiras, no ambulatório, uma equipe multi e interdisciplinar atende crianças portadoras de anomalias do desenvolvimento sexual.

A homenagem foi prestada pela FEDERASSANTAS, pelos serviços prestados à Santa Casa de Belo Horizonte No dia 13 de setembro, durante as comemorações dos 22 anos de criação da Federação de Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (FEDERASSANTAS), realizadas no salão de festas do CREA-MG, o Prof. Dr. Manoel Firmato de Almeida, chefe da clínica de cirurgia pediátrica da Santa Casa de Belo Horizonte, foi homenageado. Ele recebeu do presidente da federação e provedor daquela instituição, Saulo Levindo Coelho, a comenda Dr. Eduardo Levindo Coelho, de reconhecimento pelos relevantes serviços prestados àquela unidade. Arquivo Jornal da Santa Casa de BH

A residência em cirurgia pediátrica do estado do Pará teve início em fevereiro de 2008, na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPa), em Belém, com uma vaga. Segundo o Dr. Emanuel Resque, presidente da Regional Norte da CIPE e atual coordenador da residência, esta é a primeira da especialidade do Norte do pais: “sua criação partiu de uma idéia minha e recebeu o apoio dos colegas, Drs. Eduardo Amoras, Carlos Alberto Rêgo, Ronaldo Alves, Vitor Nelson e  Carlos Amorim, cirurgiões pediátricos da Santa Casa”. Para ele, “esta residência é um marco no estado e em toda a região, que surgiu da necessidade de se formar especialistas que possam permanecer no Norte e, assim, dar continuidade ao trabalho, ao mesmo tempo em que torna a cirurgia pediátrica mais visível para  a população”.  Ele relata que o Pará conta hoje com oito cirurgiões pediátricos,

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Estágio

Centro de Aperfeiçoamento em Queimados A Unidade de Queimados do Hospital Infantil Joana de Gusmão é referência internacional A Unidade de Tratamento de Queimados do Hospital Infantil Joana de Gusmão (UTQ-HIJG), em Florianópolis (SC), foi o primeiro Centro de Aperfeiçoamento, dos 10 já credenciados na CIPE, a oferecer estágio aos cirurgiões pediátricos interessados em se aprofundar nesse campo. “Com os grandes avanços no tratamento de crianças queimadas nos últimos 20 anos, o conceito de unidades específicas se impõe como um padrão de qualidade em termos de resultados estéticos e funcionais e sobrevida de crianças com este tipo de trauma”, avalia o Prof. Dr. Maurício José Lopes Pereima, que chefia a unidade e é responsável pelo estágio. Ele esclarece que a UTQ é uma divisão do Serviço de Cirurgia Pediátrica do hospital, credenciada pelo Ministério da Saúde como de alta complexidade, sendo “referência no tratamento da criança queimada na América Latina, com destaque para o tratamento cirúrgico imediato na fase aguda e para o uso de substitutos cutâneos”. A unidade oferece acompanhamento, inclusive, durante a recuperação de seqüelas estéticas e funcionais. A UTQ conta com um setor de internação, com oito leitos, e ambulatório para acompanhamento, pós-operatório e tratamento de seqüelas. Seu corpo clínico é formado por dois cirurgiões pediátricos e um residente da especialidade, que se dedicam à rotina da unidade e às cirurgias. Além destes, quatro outros cirurgiões pediátricos se revezam no plantão de sobreaviso noturno e de finais de semana, e há ainda equipe multiprofissional de enfermagem, fisioterapia, psicologia, serviço social e nutrição. Conforme relata o Dr. Maurício Pereima, em paralelo às atividades assistenciais, a UTQ-HIJG tem desenvolvido atividades de formação de recursos humanos junto com a Sociedade Brasileira  de Queimaduras, bem como pesquisas sobre tratamentos, substitutos cutâneos e células tronco epiteliais, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Os interessados no estágio, que tem duração de 30 dias, deverão encaminhar seus currículos à Comissão de Ensino e Título de Especialista da CIPE (CETE), responsável pela seleção dos candidatos, por meio do e-mail cipe@uol.com.br, com o seguinte cabeçalho: Estágio – Centro de Aperfeiçoamento em Queimados.


Site e jornal crescem e abrem seus espaços Os veículos de comunicação da CIPE ganham nova dinâmica

CIPE Informa Reforma estatutária e congresso de 2010 Esses assuntos estarão na pauta das assembléias que serão realizadas na Bahia. Participe! No dia 19 de novembro, a partir das 14h00, será realizada nas dependências do Bahia Othon Palace, em Salvador, a Assembléia Geral Extraordinária da CIPE, para a reforma do estatuto da entidade. Após o debate das propostas, no mesmo local terá início a Assembléia Geral Ordinária, para a discussão de outros temas de interesse dos cirurgiões pediátricos, entre os quais a definição do local do próximo congresso, em 2010. A CIPE-MG já se candidatou. No final de setembro, durante a realização do I Simpósio Mineiro de Oncologia a Cirurgia Pediátrica (veja mais nesta edição), o presidente da Estadual mineira, Dr. Rodrigo Romualdo Pereira, oficializou a candidatura do estado como sede do XXX Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica. As cidades propostas foram a capital Belo Horizonte, a histórica Ouro Preto e a estância hidromineral de Araxá. Além dessa proposição, há solicitação do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba (PR), no sentido de englobar os Congressos de Cirurgia Pediátrica, no bojo do Congresso Criança 2010. As assembléias antecederão o jantar de encerramento dos XXIX Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica e dos demais eventos. Participe!

Nos últimos dois anos a CIPE procurou aprimorar sua comunicação com os associados e a sociedade. Em diversas ocasiões – notadamente nos mutirões realizados em 2007 e neste ano e, agora, no período do congresso – a entidade e suas Estaduais estiveram no foco da imprensa nacional – escrita e eletrônica – e também figuraram em portais e informativos da área médica. Totalmente reformulado, em 2008 o site da CIPE passou a ser atualizado freqüentemente, fazendo com que se tornasse referência para especialistas e outros profissionais da área médica. Segundo dados da AD&R Marketing, empresa responsável pelo desenvolvimento do portal, nos últimos meses o número de acessos foi de cerca de 140 por dia, com duração média de cinco minutos cada um. Do mesmo modo, o Jornal da CIPE, com três edições por ano, ganhou mais páginas:

passou de quatro, na edição nº 26, correspondente ao período compreendido entre dezembro de 2006 e março de 2007, para 12 páginas na edição nº 28 e, até o presente, manteve esse número de páginas. O próximo passo é dar maior visibilidade ao jornal e, com isso, à especialidade, com a ampliação da tiragem e da distribuição. A partir desta edição ele começará a atingir associações nacionais e regionais de medicina, outras entidades de especialidades, universidades e serviços do país, bem como laboratórios e empresas de equipamentos e instrumentos cirúrgicos. Como isso acarretará aumento dos custos, já está sendo contratado um profissional para cuidar da comercialização de espaços publicitários do informativo e do site, para minimizar as despesas da associação. Além disso, a venda desses espaços poderá gerar aumento no número de páginas do jornal.

CBHPM, TUSS e Tabela do SUS Osmar Bustos

O presidente reeleito, Prof. Dr. José Roberto Baratella, analisa a evolução da entidade nos últimos dois anos e fala dos desafios da nova gestão No dia 5 de novembro, logo após a divulgação dos resultados oficiais das eleições para Diretoria e Conselho Fiscal da CIPE, o presidente reeleito da entidade, Prof. Dr. José Roberto de Souza Baratella, mostrava-se satisfeito com o número de votantes, considerado alto para uma eleição com chapas únicas (veja mais nesta edição). Embora reconheça que ainda há muito para ser feito, ele não esconde certo orgulho pelo fato da diretora ter posto em prática a maior parte das propostas que orientaram a plataforma eleitoral de 2006. “Nossa prioridade era reorganizar a CIPE e promover seu saneamento financeiro, pois sem isso era impossível realizar outros projetos, como o de relançamento da revista científica”, declara, assegurando que hoje as contas da entidade estão satisfatoriamente equilibradas. E, a fim de evitar prejuízos, como os sofridos pela entidade no passado, foram feitas mudanças na filosofia organizacional de jornadas e congressos, que passaram a contar com o controle direto da associação. Conquistas “Nesses dois anos, constituímos o Cadastro Nacional dos Residentes – sabemos, agora, que existe um total de 71 residentes da especialidade no país –, criamos os Centros de Aperfeiçoamento – em queimados, cirurgia oncológica e urológica – e realizamos dois exames para Título de Especialista, um de caráter regular e outro especial, no Rio de Janeiro (RJ) e em Recife (PE)”, conta, “além do que irá se realizar em Salvador (BA)”. Também foram criadas as Jornadas de Residentes, em anos alternados com os de realização dos

congressos, como uma oportunidade a mais para o intercâmbio de conhecimentos entre os especialistas e como estímulo aos cirurgiões pediátricos em formação, e, ainda o Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica Vídeo-Assistida. Uma grande conquista citada pelo Dr. Baratella foi a reforma da sede – realizada com a colaboração da Maternidade e Hospital da Criança N. S. de Lourdes, de São Paulo (SP) –, que transformou-a, de fato, na “casa do cirurgião pediátrico brasileiro”, um espaço confortável, adequado às atividades da CIPE e aberto aos associados. “Mantivemos reu niões mensais de diretoria, precedidas da divulgação prévia das pautas e franqueadas aos associados”, relata. Em paralelo, foram efetuadas reuniões com as Estaduais, sem ônus para a entidade. Aliás, restrições financeiras não impediram que outros projetos saíssem do papel. “Os dois mutirões nacionais organizados pela CIPE beneficiaram quase mil crianças, dando mais visibilidade à especialidade, inclusive por meio da cobertura da imprensa especializada e geral do país”, destaca. Por sinal, segundo o professor, esse foi um dos motivos que levaram à contratação de um profissional de imprensa, o qual, além de fazer a ponte entre a entidade e os veículos de comunicação, também se encarrega da elaboração do Jornal da CIPE e da atualização do conteúdo do site (veja mais nesta seção).

ves of Pediatric Surgery durante o congresso deste ano. Também não foi esquecida a defesa profissional. Segundo o presidente reeleito da CIPE, “iniciamos contatos com a Coordenação Geral da Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde, com o objetivo de inserir os procedimentos cirúrgicos da criança nesse escopo. Na próxima gestão, a criação do rol de procedimentos de alta complexidade da especialidade é a prioridade, para que seja integrado à relação do Ministério da Saúde, beneficiando os cirurgiões pediátricos e, principalmente, a criança a ser operada, já que, implicitamente à oficialização dessa tabela, haverá a definição de critérios mínimos para os Centros de Referência para Cirurgia Pediátrica de Alta Complexidade”. Ele lamenta por não ter conseguido colocar em prática todas as propostas previstas para o primeiro mandato, mas salienta que “faltou pouco”. O Dr. Baratella adianta que na pauta da CIPE para o próximo biênio está a consolidação da revista científica e dos centros de aperfeiçoamento já implantados, além da criação de novos, em cirurgia neonatal, cirurgia pediátrica vídeo-assistida e transplantes, assim como o desenvolvimento de ambulatórios de malformações, para o acompanhamento dos pacientes da infância até a idade adulta. E, para finalizar, anuncia que “no último mês a CIPE alcançou um marco, com o cadastramento de seu milésimo associado”.

Presente e futuro Ainda nesse campo, um dos sonhos dos especialistas está em vias de se tornar realidade, com o lançamento da revista científica Archi-

Jornadas e Congressos

Espaço da AMB O progresso da ciência exige a contínua reavaliação da prática clínica, de sorte a eliminar os procedimentos obsoletos e incorporar aqueles que, em razão das melhores evidências disponíveis, trazem benefícios aos José Luiz Gomes do Amaral, cuidados da saúde. presidente da AMB A Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), um processo desenvolvido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e suas sociedades de especialidade, com apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (FENAM), tem como objetivo primário a definição dos procedimentos médicos apropriados para uso clínico.

Conquistas e perspectivas da CIPE

Na elaboração da CBHPM, o trabalho se desenvolve em duas vertentes: na Câmara Técnica decide-se quais procedimentos médicos constantes da classificação devem ser reavaliados e quais procedimentos novos, que porventura devam nela ser incluídos, merecem avaliação. Dessa forma, eles são submetidos primeiramente a uma análise de evidência, de forma a manter a CBHPM permanentemente atualizada. A segunda parte do trabalho consiste em hierarquizar o procedimento e discutir com os pagadores e a agência regulatória sua valorização. A atualização da CBHPM é um processo complexo e extenso, fatores esses que não afetam sua dinâmica. Atualmente, a AMB edita a 5ª edição da CBHPM, que representa a integralidade dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos apropriados para uso clínico. Espera-se para novembro o lançamento da Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS),

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que foi elaborada pelo Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPISS), do qual faz parte a AMB. Este grupo, por unanimidade, entendeu que a terminologia e a codificação da CBHPM deveriam ser incorporadas ao TUSS e encarregou AMB de sugerir inclusões e exclusões. Ainda que tenha concordado em fazê-lo, a associação entende que seria melhor e muito mais fácil a adoção direta da CBHPM. Os procedimentos constantes na TUSS fazem parte da CBHPM, porém, na CBHPM há cerca de 500 que não constam da TUSS. A Tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) contém os procedimentos indicados pelo Ministério da Saúde que compõem a cobertura do sistema público. A AMB acredita que seria também mais acertado para o SUS incorporar a CBHPM. Somente assim seriam respeitadas às finalidades do SUS, isto é, oferecer assistência médica integral e universal.

Mantenha-se atualizado. Veja abaixo a programação nacional e internacional de eventos relacionados à Cirurgia Pediátrica, também com relação aos primeiros meses de 2009.

Data

Evento

Data

Local

19 e 20 II Jornada Brasileira de Residentes Dias Recife – PE (IMIP) de abril cipe@uol.com.br em Cirurgia Pediátrica (data não confirmada)

AGENDA 2008 Evento

AGENDA 2009

Local

18th Annual Congress for Endosurgery in Children

De 21 a 25 de abril

Phoenix – EUA www.ipeg.org

40th Annual Meeting of American Pediatric Surgical Association

De 28 a 31 de maio

www.eapsa.org/meetings/index.cfm

Salvador – BA www.congressocipe.com.br

56th Congress of the British Association of Paedriatic Surgery (joint with EUPSA)

De 17 a 20 de junho

Gräz – Áustria www.baps.org.uk

De 16 a 20 de novembro

Salvador – BA www.congressocipe.com.br

20th VideoUrology World Congress and 18th Malasyan Urological Conference

De 22 a 26 de julho

Kuala Lumpur – Malasya videourology@console.com.my

De 20 a 22 de novembro

Santiago – Chile www.siucongress.com

XII Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica

De 4 a 6 de setembro

São Paulo – SP cipe@uol.com.br

XXIX Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica

De 16 a 20 de novembro

Salvador – BA www.congressocipe.com.br

XI Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica

De 16 a 20 de novembro

Salvador – BA www.congressocipe.com.br

I Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica Vídeo-Assistida

De 16 a 20 de novembro

IV Jornada Luso-Brasileira de Cirurgia Pediátrica SIU World Uro-Oncology Update

Também fique atento ao site da CIPE – www.cipe.org.br –, onde as informações são atualizadas com rapidez.

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Fajado – Porto Rico


Eleições 2008 CIPE tem nova diretoria e conselho fiscal Apesar das chapas únicas, a votação foi expressiva

Total de votosw

(entregues à CIPE até as 18h do dia 4 de novembro)

251

Total de votos para Diretoria

240

Total de votos para Conselho Fiscal

238

Brancos

08

Nulos

02

Ao final dos trabalhos, os presentes saudaram o resultado, esperando receber, também nesta gestão, o apoio de todos os cirurgiões pediátricos do país. A cerimônia de posse dos novos membros (Da esq. para a dir.) Drs. Capella, Pinus e Bahia Sapucaia, está prevista para ocorrer durante a apuração dos votos. na tarde de 19 de novembro, em Salvador (BA), durante a Assembléia Geral Extraordinária da entidade. Conheça, a seguir, os novos diretores e conselheiros fiscais da CIPE: Cristiane C. Sampaio

No dia 5 de novembro, na sede da CIPE, em São Paulo (SP), ocorreu a apuração dos votos da eleição da nova diretoria e conselho fiscal da entidade. O Prof. Dr. José Roberto de Souza Baratella foi reeleito presidente da associação para o biênio 2008-2010. A diretoria atual manteve a maior parte dos membros da anterior. As cédulas eleitorais foram enviadas por correio a todos os cirurgiões pediátricos aptos a participar do pleito. Para efeito de contagem, foram considerados como válidos todos os votos entregues na sede da entidade, pessoalmente ou pelo correio, até as 18h do dia 4 de novembro. A Comissão Eleitoral que conduziu o processo de apuração foi integrada pelos Drs. José Pinus (SP), Murillo Ronald Capella (SC) e José Raimundo Bahia Sapucaia (BA), ex-presidentes da CIPE. Os resultados oficiais foram divulgados no início da tarde do dia 5. Uma vez que apenas uma chapa foi registrada para cada um dos dois pleitos, o total de votos recebidos dentro do prazo – 251 – foi considerado bastante expressivo, ainda mais se for levado em conta os que chegaram após a data-limite e não foram computados nesse total (até o fechamento desta edição, a CIPE havia recebido 24 votos fora do prazo e quatro das cédulas enviadas haviam sido devolvidas pelo correio). Veja os resultados oficiais abaixo:

Diretoria Presidente: José Roberto de Souza Baratella (SP); 1º Vice-Presidente: Max Carsalad Schlobach (MG); 2º Vice-Presidente: Elinês Oliva Maciel (RS); Secretário Geral: José Carnevale (SP); 1ª Secretária: Maria do Socorro Mendonça de Campos (BA); 2º Secretário: Maurício José Lopes Pereima (SC); 1º Tesoureiro: Marcelo Iasi (SP); 2º Tesoureiro: Paulo Carvalho Vilela (PE); Diretor de Patrimônio: Pedro Muñoz Fernandez (SP); Diretor de Publicações: Sylvio Gilberto Andrade Ávilla (PR); Diretor de Relações Internacionais: Kleber Moreira Anderson (RJ). Conselho Fiscal Membros Titulares: Wilberto Trigueiro (PB), Peter Goldberg (SC) e Paulo Roberto Pepe Serra (BA). Membros Suplentes: Roberto Antonio Mastroti (SP), Edward Esteves Pereira (GO) e Mércia Maria Braga Rocha (DF).

Estaduais também renovam diretorias Até o fechamento desta edição, parte das 15 Estaduais/Regional da CIPE já havia realizado eleições de diretoria e divulgado os resultados. Conheça a seguir os novos dirigentes dos estados da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. CIPE-BA Presidente: Maria do Socorro Mendonça de Campos; Vice-Presidente: Miria Guimarães Nunes; Secretário Geral: Paulo Roberto Pepe Serra; 1ª Secretária: Lenise Maria Martins de Oliveira; Tesoureiro: Nailton Rodrigues de Oliveira; Coordenador de Ensino e Pesquisa: Bráulio Xavier Neto; Coordenador de Defesa Profissional: Aécio Mendes Santos.

CIPERJ CIPES Presidente: Kleber Moreira Anderson; VicePresidente: Marco Aurélio Barbieri Ferreira; Vice-Presidente: Margareth Carneiro Neves Presidente: Lisieux Eyer de Jesus; Secretário: Ruschi; Secretário: Marcos Del Caro; Tesourei- Sandoval Lage da Silva Sobrinho; Tesoureiro: Marco Daiha. ra: Cláudia Saleme do Valle.

CIPE-GO CIPESP Presidente: Eriberto Clemente Neto; VicePresidente: Humberto Salgado Filho; VicePresidente: Andrea Cavalcante Amorim; Secre- Presidente: Nelson Elias Mendes Gibelli; 1º tário: Edward Esteves Pereira; Tesoureiro: Ruy Secretário: Mauro Marcatto Ottoni Martins; 2º Esteves Pereira. Secretário: Maria Helena de Palma Sircili; TeCIPE-CE soureiro: Vicente Antonio Gerardi Filho. Presidente: Antônio Aldo Melo Filho; ViceCIPE-MG Presidente: João Henrique Freitas Colares; Presidente: Atila Reis Victoria; Vice-PresidenSecretário: Augusto César Gadelha de Abreu te: Rodrigo Gomes Dias; Secretário: Guilherme Filho; Tesoureiro: Cláudio Pinheiro Dias. Maciel; Tesoureiro: Paulo Pinheiro.

Acompanhe pelo site da CIPE as eleições das demais Estaduais.

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JORNAL DA CIPE - NÚMERO 30  

Jornal da Cipe

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