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OLHO CRÍTICO

pensamentos e mesmo nos atormentando com a sua insistência monocórdica. São as mesmas imagens que nos voltam do passado. Como o som de um pequeno tambor da infância. Uma alusão aos próprios traumas pessoais dos personagens, como a mãe de Dahlia, que lhe aparece em sonhos. “Ela está perdida como você”, diz Cecília, falando de sua amiga imaginária para a mãe. “A sua mãe te esqueceu também”, completa a filha.

Diferentemente dos filmes convencionais, o suspense não vai além. O que fica é a sensação de vazio e estarrecimento com o final pulsante e inesperado do filme. Mas, se não existe redenção, há esperança no olhar lúcido e corajoso de Cecília, brilhantemente interpretada pela pequena Ariel Gade, que é realmente uma revelação do filme. Ponto forte, aliás, é o elenco irrepreensível, do prestativo advogado de Tim Roth ao dissim ulado porteiro do edifício interpretado por Pete

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Sinopse 11  
Sinopse 11  
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