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design

VISUAL Um olhar técnico da Imagem

1ª edição Entrevista Conteúdo Arte


Sumário 01. Sumário 02. Editorial 04. Entrevista 05. Elementos básicos da linguagem 06. introdução 07. Ponto e Linha 08. Forma e Direção 09. Tom e Cor 10. Textura e Escala 11. Dimensão e movimento 12. Mensagem Visual 13. introdução 14. Representacional, simbólico e abstrato 15. Contraste 16. Introdução 17. Contraste de tom e cor 18. Contraste de forma e escala 19. Técnica 20. Equilíbrio e Instabilidade 21. Simetria e Assimetria 22. Regularidade e Irregularidade 23. Simplicidade e Complexidade 24. Unidade e Fragmentação

01


Editorial

A

primeira edição dessa revista vem ao público informar uma parte do universo da linguagem Visual e suas composições, com intenção de mostrar aos leitores de uma forma mais técnica visual, porém ainda muito divertida através de imagens aquilo que pelo inconsciente deixamos passar por despercebido quando olhamos apenas para uma imagem sem saber como podemos interpretá­la e reconhecê­la. Em suas variadas técnicas, alfabetos, contrastes e mensagens da linguagem Visual, não se tratam apenas do perceptível, mas do sentimento que essa linguagem nos passa. Conhecimentos são necessários, principalmente quando tudo é visual e está ao nosso redor. Também nessa edição uma entrevista com um profissional do design gráfico falando um pouco dessa área e do mercado de trabalho. Precisamos explorar o que convivemos em nosso dia­a­dia e saber suas origens, pois acredito que tudo o que vemos tem uma explicação e arte está em todo lugar e presentes em nossos tabletes, celulares e câmeras fotográficas, então vamos explora­las.

Cinthia Buarque

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Entrevista


anos Rodrigo 32 designer gráfico Ferreira formado pela Unibratec 2007 01 A quanto tempo você trabalha como designer gráfico? Profissionalmente à 6 anos 02 Como surgiu o interesse pela área de design gráfico? Sempre gostei de quadrinhos e de assistir desenhos e sempre adorei vídeo games, gosto de tecnologia, entrei no curso de Web Design, logo depois foquei na ária gráfica 03 Você acha que o mercado de trabalho oferece o custo/benefício necessário nessa área? sim pra quem é um bom profissional não falta oportunidades 04 O mercado valoriza o seu trabalho? Você se sente satisfeito? infelizmente nem todos empresários valorizam seu trabalho a maioria acha que seu sobrinho podia fazer em uma tarde. satisfeito? sim tenho prazer no que faço 05 Quais são as dificuldades de trabalhar nessa área? alguns profissionais não se valorizam e acabam fazendo preços que não condizem com a realidade do mercado. 06 Na sua área o que vc não viu na faculdade mas que foi exigido no mercado? existe faculdades... e faculdades. Em todas as instituições de ensino lhe preparam para o mercado, você tem que correr atrás, fazer e refazer ate chegar no resultado ideal 07 Como profissional, qual a dica que você daria para quem está iniciando nesta área? nunca desista no primeiro material não aprovado, faça o que seu cliente deseja, cliente satisfeito é um cliente que poderá lhe indicar pra outros clientes

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Nunca desista no primeiro material não aprovado, faça o que seu cliente deseja. Cliente satisfeito é um cliente que poderá lhe indicar pra outros clientes.

04


Elementos Básicos da Linguagem Visual ponto.linha.forma.direção.tom.cor.textura.escala.dimensão.movimento


A

evolução da linguagem escrita começou com as imagens

(pictografia), passou à representação das unidades fonéticas

(fonetismo) e finalmente ao alfabeto.

Cada passo foi, sem dúvida, um avanço em direção a uma comunicação mais eficiente. Mas o homem jamais limitou­se aos desenhos simples do alfabeto. Como a comunicação moderna, ultra­rápida, nos levou aos últimos limites da linguagem, sentiu­se a necessidade de recuperar as formas visuais da comunicação, enfatizando os recursos visuais, que podem expressar funções e operações sem recorrer a letras ou palavras. Para usufruir de tudo que a arte proporciona, tanto quanto produzimos como quando apreciamos, desenvolvemos habilidades relacionadas à observação, atenção, memória, análise, síntese, orientação espacial, sentido de dimensão, e aos pensamentos lógicos e criativos que nos permitem perceber como os elementos da linguagem artística foram organizados.

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Ponto

A

primeira unidade da imagem, tendo como característica a simplicidade e irredutibilidade, não possuindo formato nem dimensão. O ponto constrói a imagem e funciona como referência no espaço visual por ter um grande poder de atração humana. Os pontos podem agir agrupados obtendo um efeito visual expressivo com formas ordenadas ou aleatórias em que o olho reúne os pontos numa única imagem.

Linha

Q

uando agrupamos os pontos muito próximos, numa seqüências ordenada uns após os outros e do mesmo tamanho, causam à visão uma ilusão de direcionamento e acabamos visualizando­os como uma linha. Também poderíamos definir a linha como um ponto em movimento, ou como a história do movimento de um ponto, pois, quando fizemos uma marca contínua, ou uma linha, nosso procedimento se resume a colocar um marcador de pontos sobre uma superfície e movê­lo segundo uma deter minada trajetória.

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Forma

A

linha descreve uma forma. Na linguagem das artes visuais, a linha articula a complexidade da forma. Existem três formas básicas:  o quadrado  o círculo e  o triângulo eqüilátero.

Todas as for mas são figuras planas e simples, a partir de combinações e variações infinitas destas três formas básicas derivam todas a formas físicas da natureza e da imaginação humana.

Direção

Q

uando observamos qualquer imagem procuramos sempre organizá­la e entende­la visualmente quanto à sua forma, dimensão, tamanho, direção e outros elementos. Podemos fazer relação das direções principais com as três for mas básicas:  Quadrado – horizontal e vertical;  Triangulo – inclinada;  O círculo – a curva

Cada direção básica expressa um sentido próprio:  Horizontal – êxtase, calma;  Vertical – prontidão, equilíbrio;  Inclinada – instabilidade,

atividade;  Curva – continuidade, totalidade.

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Tom

A

s margens com que se usa a linha para representar um esboço rápido ou um minucioso projeto mecânico aparecem, na maior parte dos casos, em forma de justaposição de tons. Vemos graças à presença ou à ausência relativa de luz. A luz circunda as coisas, é refletida por super fícies brilhantes, incide sobre objetos que têm, eles próprios, claridade ou obscuridade relativa. As variações de luz ou de tom são os meios pelas quais distinguimos oticamente a complexidade da informação visual do ambiente.

Cor

A

s cores conferem intensa carga emocional à forma. Cada cor possui uma dramatização própria – muitas vezes chamada de psicologia das cores – e normalmente está associada a algum tema específico.

Por exemplo:  o verde está muito relacionado à natureza e atualmente, a temas ecológicos.  O amarelo está relacionado amplamente ao sol e ao ouro; à riqueza.

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Textura

A

textura é um recurso amplamente utilizado na comunicação visual como simulação de materiais diversos na impressão em papel – e em outros veículos. Assim como as cores, a textura sugere um forte envolvimento emocional com a real sensação de se estar na presença do material simulado. É a qualidade impressa numa super fície, enriquecendo as impressões e sentidos que teremos de determinada forma

Escala

Q

uando trabalhamos com os elementos visuais numa á re a e s p e c í fi c a bidimensional, devemos prestar atenção na relação entre os tamanhos das imagens. Esta relação entre os tamanhos é a escala, também conhecida como proporção. Todos os elementos visuais são capazes de se modificar e se definir uns aos outros. A e s c a l a e s t á re l a c i o n a d a também à quantidade de produção do produto finalizado.

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Dimensão

A

Representação da dimensão em formatos visuais bidimensionais também depende da ilusão.

A dimensão existe no mundo real. Não só podemos senti­la, mas também vê­la, com o auxílio de nossa visão estereóptica e binocular. Mas em nenhuma das representações bidimensionais da realidade […] existe uma dimensão real; ela é apenas implícita.

Movimento

A

o percorremos a imagem com os olhos durante a observação seguindo uma ou várias direções (horizontal, vertical, inclinado e curva), estamos a trabalhar também com o elemento básico do movimento. O movimento funciona como uma ação que se realiza através da ilusão criada pelo olho humano. O movimento na comunicação visual pode ser obtido através de vários recursos, porém todos estão associados à repetição de alguns elementos – ou seja, ao ritmo com o qual são repetidos.

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Mensagem Visual da Linguagem Visual representacional.simb贸lico.abstrato


E

xpressamos e recebemos mensagens visuais em 3 níveis:

 Representacional  Simbólico  Abstrato

Todos esses níveis de resgate de informações são interligados e se sobrepõem, mas é possível estabelecer distinções suficientes entre eles, de tal modo que possam ser analisados tanto em termos de seu valor como tática potencial para a criação de mensagens quanto em termos de sua qualidade no processo de visão." (DONDIS, 1997) Um meio de comunicação não nega o outro. Se a linguagem pode ser comparada ao modo visual, deve­se compreender que não existe uma competição entre ambos, mas que é preciso simplesmente avaliar suas respectivas possibilidades em termos de eficácia e viabilidade. Grande parte do processo de aprendizagem é visual e nos permite:  aprender a identificar todo o material visual elementar de nossas

vidas;

 aprender instintivamente a compreender e a atuar

psicofisiologicamente.

 aprender intelectualmente a conviver e operar os objetivos do

mundo complexo.

O alfabetismo visual tem sido e sempre será uma extensão da capacidade exclusiva que o homem tem de criar mensagens.

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Representacional aquilo que vemos e identificamos no meio ambiente e experiência; a realidade é a experiência visual básica e predominante.

É

A fotografia é o que mais se assemelha ao modelo natural.

Simbólico

Abstrato

O

qualidade cinestésica de um fato visual reduzidos a seus componentes visuais básicos e elementares enfatizando os meios mais diretos, emocionais e mesmo primitivos da criação de mensagens.

vasto universo de sistemas de símbolos codificados que o homem criou arbitrariamente e ao qual atribuiu significado.

A

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Contraste

da Linguagem Visual

contraste de tom. contraste de cor.contraste de forma.contraste de escala


A

s técnicas visuais foram ordenadas em polaridades, não só para demonstrar e acentuar a vasta gama de opções operativas possíveis na concepção e na interpretação de qualquer manifestação visual, mas também para expressar a enorme importância da técnica e do conceito em todos os meios de expressão visual. No processo de articulação visual, o contraste é uma força vital para a criação de um todo coerente. Em todas as artes, o contraste é um poderoso instrumento de expressão, o meio para intensificar o significado, e, portanto, simplificar a comunicação. Embora a harmonia seja colocada como polaridade do contraste, é preciso enfatizar que é necessário ter harmonia e contraste e uma composição. A harmonia diminui a tensão entre os elementos, fazendo com que eles combinem entre si. Isto nos dá a sensação de tranqüilidade e é visualmente agradável, facilitando o entendimento da mensagem emitida pela composição. O Contraste é o ponto de atenção desta composição e de sua harmonia. Serve para tirar a monotonia de um projeto.

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Contraste de Tom

P

odemos ter contrastes entre tons. A divisão de um campo em partes iguais pode demosntrar um contraste tonal, uma vez que o campo é dominado pelo peso maior, ou seja, o tom mais escuro.

Contraste de Cor

Q

uando duas cores diferentes ent ram em contrastes direto, o contraste intensifica as diferenças entre ambas. O contraste aumenta quanto maior for o grau de diferença e maior for o grau de contato, chegando a seu máximo contraste quando uma cor está rodeada por outra.

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Contraste de Forma

P

o r m e i o d e u m a composição antagônica, ou seja, que tenha opostos, a dinâmica do contraste poderá ser prontamente demonstrado em cada exemplo visual básico. Se o objetivo for atrair a atenção, a forma regular, simples será dominada pela forma irregular, imprevisível. Ao serem justapostas, as texturas desiguais intensificam o caráter único de cada uma.

Contraste de Escala

produzido pelo uso de elementos a diferentes escalas das normais ou de proporções irreais, conseguindo­ se o contraste por negação da percepção aprendida.

É

A distorção da escala, pode chocar o olho ao manipular à força a proporção dos objetos e contradizer tudo aqui que, em função de nossa experiência, esperamos ver.

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Técnicas de comunicação da Linguagem Visual equilíbrio­instabilidade.simetria­assimetria.regularidade­irregularidade simplicidade­complexidade.unidade­fragmentação


Equilíbrio

D

epois do contraste, o equilíbrio é o elemento mais importante das técnicas visuais. Sua importância baseia­se no funcionamento da percepção humana e na enorme necessidade de sua presença, tanto no design quanto na reação diante de uma manisfestação visual. O equilíbrio é uma estratégia de design em que existe umcentro de suspensão a meio caminho entre dois passos.

Instabilidade

o

oposto do equilíbrio.

A Instabilidade é a ausência de equilíbrio e uma formulação visual extremamente inquietante e provocadora.

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Simetria

S

imetria é equilíbrio axial. é uma formulação visual totalmente resolvida, em que cada unidade situada de um lado de uma linha central é rigorosamente repetida do outro lado. Trata­se de uma concepção visual caracterizada pela lógica e pela simplicidade absolutas, mas que torna­se esstática e mesmo enfadonha.

Assimetria

o

s gregos veriam na assimetria um equilíbrio precário, mas na verdade, o equilíbrio pode ser obtido através da variação de elementos e posições, que equivale a um equilíbrio de compensação. Nesse tipo de design, o equilíbrio é complicado, uma vez que requer um ajuste de muitas forças.

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Regularidade

A

regularidade no design constitui o favorecimento da uniformidade, e o desenvolvimento de uma ordem baseada em algum princípio ou método constante e invariável.

Irregularidade

O

posto da regularidade.

No design, enfatiza o inesperado e o insólito, sem ajustar­se a nenhum plano decifrável

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Simplicidade

A

ordem contribui enormementepara síntese visual da simplicidade, uma técnica visual que envolve a imediatez e a uniformidade da f o r m a e l e m e n t a r, l i v r e d e complicações ou elaborações secundárias.

Complexidade

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C

ompreende uma complexidade visual constituída por inúmeras unidades e forças elementares, e resulta num difícil processo de organizaação do significado no âmbito de um determinado padrão.


Unidade

A

s técnicas de unidade e fragmentação são parecidas com as de simplicidade­complexidade, e envolvem estratégias de design que conservam o mesmo parentesco. A unidade é um equilíbrio adequado de elementos diversos em uma totalidade que se percebe visualmente. A junção de muitas unidades deve amenizar­se de modo tão completo que passe a ser vista e considerada como uma única coisa.

Fragmentação

A

fragmentação é a decomposição dos elementos e unidades de um design em partes separadas, que se relacionam entre sim mas conservam seu caráter individual.

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Desi

G

n ráfico

Profº: Aerton Aluna: Cinthia Carina S. B. Assunção 1º Período ­ Noite


Revista cinthia buarque linguagem visual  

Atividade para AV2 - Aerton

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