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326 - JULHO | AGOSTO 2013 Periodicidade: Bimestral Preço de capa:�1,50

• Conjuntura: Abrandamento geral da economia mundial • Comércio Externo: Abrandamento das exportações, no sector • Entrevista ao Presidente do Conselho de Administração da JAYME DA COSTA • IEP: Quadros Eléctricos – A importância da sua verificação

• CINEL: No Campeonato Mundial das Profissões


326 - Julho | Agosto 2013 ficha técnica Revista Bimestral (6 números por ano) Propriedade e Edição: ANIMEE – Associação Portuguesa das Empresas do Sector Eléctrico e Electrónico Av. Guerra Junqueiro, 11, 2.o Esq. 1000-166 LISBOA Telef.: 21 843 71 10 – Fax: 21 840 75 25 e-mail: animee@mail.telepac.pt Contribuinte n.o: 500 851 573 Director: J. Marques de Sousa Redacção, Administração e Distribuição ANIMEE - Delegação Norte Edifício do Instituto Electrotécnico Português Rua de S. Gens, 3717 – 4460-817 CUSTÓIAS Telef. / Fax: 22 600 86 27 E-mail: marsousa@animee.pt Execução Gráfica: Gráfica Maiadouro Rua Padre Luís Campos, 686 – Vermoim Apartado 1006 – 4471-909 MAIA e-mail: sede@maiadouro.pt N.o de Depósito Legal: 93844/2002 NROCS N.o 117903 Tiragem: 2000 exemplares

sumário 22 Conjuntura 2.o Trimestre de 2013

26 Comércio Externo Janeiro – Junho 2013

18 Entrevista A Revista ANIMEE entrevista Carlos Cardoso, Presidente do Conselho de Administração da “Jayme Costa”

23 IEP Quadros Eléctricos – A importância da sua verificação

26 CINEL CINEL participa no Campeonato Mundial das Profissões (Worldskills) e no Concurso Robot Bombeiro 2013

31 ANREEE Representante autorizado

33 CERTIEL Autoconsumo – Outra abordagem 326 - JULHO | AGOSTO 2013 Periodicidade: Bimestral Preço de capa:�1,50

36 CERTIF • Conjuntura: Abrandamento geral da economia mundial • Comércio Externo: Abrandamento das exportações, no sector • Entrevista ao Presidente do Conselho de Administração da JAYME DA COSTA • IEP: Quadros Eléctricos – A importância da sua verificação

CERTIF certifica profissionais formados pela ADENE

37 Empresas Notícias sobre várias empresas

53 Calendário Fiscal • CINEL: No Campeonato Mundial das Profissões

Setembro e Outubro 2013

55 Cotações Câmbios e cotações de metais (Maio / Junho de 2013) Respeitando a forma de escrever de cada autor, a Revista ANIMEE publica os artigos seguindo os Acordos Ortográficos, o antigo ou o novo, neste período de transição.


conjuntura

Síntese da Conjuntura Sector Eléctrico e Electrónico 2.o Trimestre de 2013 1. Conjuntura Sectorial Nota: Os índices que se seguem resultam da média aritmética das respostas das empresas associadas, segundo uma escala qualitativa de 1 a 5, em que 1 corresponde ao valor mais desfavorável e 5 ao mais favorável, na apreciação de cada um dos itens.

Os valores verificados relativamente ao Emprego Qualificado foram ligeiramente inferiores ao esperado, reflectindo o aumento da taxa de desemprego no trimestre actual e, possivelmente, no próximo. 1.4 Propensão ao Investimento Investimento Propensão a investir

1.1 Volume de Negócios Volume de Negócios

2.o trim. 2013 3.o trim. 2013

Mercado Português

2,3

2,5

Mercado Externo

2,9

3,0

As previsões relativas ao Volume de Negócios neste trimestre andam muito próximas da realidade, sobretudo no que respeita ao mercado interno. O Vol. Negócios mantém-se fraco no mercado português, enquanto as expectativas de melhoria no mercado externo se vão concretizando razoavelmente. 1.2 Carteira de Encomendas Carteira de Encomendas

2.o trim. 2013 3.o trim. 2013 2,6

2,6

O anúncio das medidas de impulso ao Investimento em Maio último ainda não se repercutiram na propensão a investir, que se mantém inalterável e num nível baixo. 1.5 Situação Financeira Indicadores

2.o trim. 2013 3.o trim. 2013

Tesouraria/Liquidez

3,1

2,9

Dívidas de clientes privados

3,1

3,1

Dívidas ao Estado e Sector Público

2,8

2,9

Acesso ao crédito

2,7

2,7

Custo do crédito

2,6

2,7

Seguro Crédito à Exportação

2,5

2,5

2.o trim. 2013 3.o trim. 2013

Mercado Português

2,3

2,7

Mercado Externo

2,9

3,2

A previsão de melhoria na Carteira de Encomendas para o próximo trimestre estende-se a ambos os mercados (embora melhor no que toca ao mercado externo), traduzindo o aumento do indicador de sentimento económico das empresas em Maio, em Portugal (+1,8) e na Zona Euro (0,8).

As perspectivas de estabilidade na Liquidez e na recuperação de Dívidas de clientes privados e do sector público concretizaram-se e mantêm-se para o próximo trimestre. O acesso ao crédito mantém-se difícil, embora se preveja um ligeiro desagravamento no custo, fruto da recapitalização dos bancos e das directrizes europeias para gradual melhoria das condições de crédito, como forma de relançamento das economias.

1.3 Emprego

1.6 QREN

Emprego

2.o trim. 2013 3.o trim. 2013

QREN

2.o trim. 2013 3.o trim. 2013

Qualificado

2,8

2,9

Aprovação de projectos

2,7

2,9

Não Qualificado

3,1

3,2

Pagamento de comparticipações

2,5

2,7

n.o 326 - Julho / Agosto 2013 2


conjuntura A “Aprovação de Projectos” e o “Pagamento de Comparticipações” tiveram um comportamento inferior ao previsto no trimestre anterior; não obstante, as perspectivas são de melhoria, indiciando apenas atraso nos processos. Apesar da descida das taxas de variação real do PIB no 1.o trimestre para -4% em termos homólogos, os dados sobre o consumo privado, a recuperação do indicador de clima económico do INE e do índice geral de produção industrial, sugerem um comportamento menos negativo da economia no 2.o trimestre de 2013.

2. Conjuntura Portuguesa No seguimento dos resultados da 7.a avaliação do PAEF (Março 2013), apresentam-se as previsões do Banco de Portugal a par com as mais recentes de Maio, elaboradas pela OCDE. São mais pessimistas, em todas as suas componentes, as projecções da OCDE, em particular no que toca ao Consumo Público e Investimento, para os quais o Banco de Portugal prevê, por sua vez, valores positivos em 2014. Somente para as Exportações a OCDE prevê um crescimento ligeiramente superior ao do BP. De uma forma geral, mantém-se um clima recessivo cuja recuperação muito lenta só começará a fazer sentir-se em 2014, sustentada pela melhoria da Procura Interna e das Exportações. OCDE

B.P.

OCDE

2013

B.P. 2014

PIB

-2,7%

-2,3%

0,2%

1,1%

Consumo Privado

-4,0%

-3,8%

-1,5%

-0,4%

Consumo Público

-3,9%

-2,4%

-2,0%

1,5%

as previsões de fraco crescimento e inconstitucionalidade de algumas medidas orçamentais em 2013. As recomendações deste organismo insistiam na necessidade de redução do défice estrutural, na implementação das reformas estruturais e na recuperação do crédito como forma de apoio à economia. A recuperação mais rápida do sector bancário, o maior uso dos fundos estruturais e as exportações deverão impulsionar o investimento e o crescimento económico. No final de Maio, o Governo apresentou o Orçamento Rectificativo, contemplando medidas gerais e sectoriais que integram a segunda fase de reforma do Estado e da Segurança Social e que deverão gerar poupanças permanentes na ordem dos 4.000 milhões de euros para garantir a sustentabilidade das contas públicas no médio prazo. Foi também aprovada a Estratégia para o Crescimento, Emprego e Fomento Industrial (2013-2020), um pacote de incentivos fiscais ao Investimento e estabelecidas as principais linhas de intervenção dos fundos europeus para o ciclo 2014-2020. Quer a nível económico e fiscal, quer laboral, o governo pretende marcar a passagem da fase do ajustamento para a fase do investimento e do crescimento económico.

3. Conjuntura Internacional • Eis as previsões económicas do PIB para a economia mundial e europeia em 2013: 2013

Investimento (FBCF)

-10,6%

-7,1%

-0,7%

1,9%

MUNDO

3,1%

Procura Interna

-4,5%

-4,2%

-1,4%

0,4%

EUA

1,9% -0,6%

Exportações

1,4%

2,2%

5,1%

4,3%

UE – Zona Euro

Importações

-3,1%

-2,9%

1,3%

2,7%

Alemanha

0,4%

1,0%

França

-0,2%

Espanha

-1,7%

Itália

-1,7%

Portugal

-2,3%

Angola

6,2%

Brasil

3,0%

China

8,0%

IHPC

0,0%

0,7%

0,2%

Fontes: OCDE e Banco de Portugal.

Nas suas previsões de Primavera, a OCDE previa que o défice orçamental se situe em 6,4% do PIB em 2013 e 5,6% em 2014, i. e, acima das metas previstas no PAEF, o que significa que considera pouco provável o cumprimento das metas, dadas

Fontes: OCDE, FMI e The Economist

Revista Animee 3


conjuntura • Nas previsões de Primavera da OCDE, a mesma insiste que a actividade económica global está a melhorar gradualmente suportada por uma melhoria das condições financeiras e restauração da confiança. No entanto, os riscos ainda são elevados, nomeadamente ao nível das interacções entre bancos pouco capitalizados, finanças públicas, economia real fraca da zona euro e ausência de planos de consolidação orçamental credíveis nos EUA e no Japão. As previsões de crescimento do comércio mundial em volume são de 3,6% em 2013 e 5,8% em 2014. • Nos EUA, o clima é de prudência: a revisão em baixa do crescimento no primeiro trimestre recomenda a continuação da política monetária, por forma a amparar os cortes da despesa federal e recuperar a confiança das famílias e das empresas. Entretanto, o mercado laboral e o imobiliário dão sinais de recuperação. • A Comissão Europeia propôs o prolongamento do co-financiamento comunitário para os países sob programas de assistência financeira, o que corresponde, em 2014, a cerca de 500 milhões de euros distribuídos pela Grécia

(400 m.e), Portugal (100 m.e.) e Chipre (20m.e) para ajudar a combater o desemprego jovem e apoiar as PMEs. No final de Maio, divulgou recomendações aos estados membros com défice excessivo que se traduzem numa atenuação da política de austeridade em Portugal, Espanha, França, Holanda, Polónia e Eslovénia (que terão mais tempo para atingir um défice orçamental inferior a 3% do PIB), mas também numa advertência para a implementação mais célere das reformas estruturais, realçando que a UE enfrenta riscos económicos significativos no curto prazo. A descida das taxas directoras do BCE foi outra medida destinada a suportar a retoma da economia da zona euro. • Nos metais, os preços médios do cobre e do minério de ferro desvalorizaram em Março, em face das revisões em baixa do crescimento económico mundial (tal como o índice global de matérias- primas). O preço médio do barril de brent sofreu queda acentuada em Abril e oscilações várias ao longo do mês de Maio.

ANIMEE – Serviço de Economia

Associação Portuguesa das Empresas do Sector Eléctrico e Electrónico

A

está ao serviço das empresas filiadas na ANIMEE. Envie-nos notícias da sua empresa, para publicação.

n.o 326 - Julho / Agosto 2013 4


Motores | Automação | Energia | Transmissão & Distribuição | Tintas

Quando estamos preparados, não receamos o futuro.

Quando em Junho de 2011 os motores eléctricos passaram a ter que cumprir a classe de rendimento IE2, os motores da WEG já a superavam. O uso de motores com classe de rendimento IE3, será obrigatório em 2015, mas, uma vez mais, a WEG produz já motores IE3 de Alto Rendimento. Ainda não há data confirmada para a classe de rendimento IE4, mas pode escolher um motor IE4 da WEG, agora mesmo. A WEG produz o futuro, hoje.

Se quer estar à frente, visite www.weg.net


comércio externo

Análise ao Comércio Externo de Equipamento Eléctrico e Electrónico Janeiro – Junho 2013 1. Análise global – Sector Eléctrico e Electrónico A evolução do comércio externo do SEE no primeiro semestre de 2013 indicia a continuidade de uma tendência decrescente, saldando-se por uma variação homóloga das Exportações de (+1%), inferior à do trimestre homólogo (+3%). Apesar do melhor comportamento da economia portuguesa neste segundo trimestre, o sector eléctrico e electrónico acusou o abrandamento das suas exportações para Países 3.os, que ultimamente compensavam a dependência excessiva de uma UE em contracção. A Importação, por seu turno, assinala um ligeiro abrandamento na sua diminuição em termos de variação homóloga (-2%, face aos -4% do 1.o trimestre de 2013). A taxa de cobertura da Importação pela Exportação (+87,5%) não registou alteração face ao trimestre anterior, uma vez que Exportação e Importação oscilaram em níveis praticamente iguais. 1.1. Balança Comercial Portuguesa No período Janeiro-Junho de 2013, a Exportação Portuguesa de Mercadorias (+3,0%) apresenta uma taxa de crescimento superior à do Sector (+1%), reflectindo uma evolução mais favorável neste 2.o trimestre, devido ao aumento do comércio extracomunitário (+8,6%) que compensa a tendência para o crescimento cada vez mais reduzido do mercado intracomunitário (+0,9%). A atenuação da taxa negativa da importação (-2,4%) reflecte também uma ligeira recuperação quer a nível da importação de bens da UE (-3,7%), quer de países 3.os, onde recuperou mesmo para níveis positivos (+0,9%). n.o 326 - Julho / Agosto 2013 6

Jan-Jun. 2012

Jan-Jun 2013

∆%

Exportação (Saídas)

23112

23810

+3,0%

Importação (Entradas)

28490

27803

-2,4%

Exportação

16714

16863

+0,9%

Importação

20567

19802

-3,7%

Exportação

6397

6948

+8,6%

Importação

7923

7993

+0,9%

Total

UE

3ºs. Países

Nota – valores em milhões de Euros Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística IP (Nº s preliminares de Comº Extº)

Numa análise ao comércio internacional a nível dos principais Grupos de Produtos (2.o trimestre 2013/2.o trimestre 2012), destacam-se: Grupos de Produtos com melhor comportamento: Grupos de Produtos Combust. e Lubrif. (P. Transf)

Export. ∆%

Grupos de Produtos

Import. ∆%

+37,7

Mat. de Transporte e Acess.

+14,5

Bens NE noutra categoria

+15,2

Prod. Alimentares e Bebidas

+5,7

Prod. Alim e Bebidas

+11,4

Combust. e Lubrif. (P. Transf)

+1,6

O grupo com melhor comportamento a nível de exportação mantém-se “Combustíveis e Lubrificantes (Produtos Transformados)” (+37,7%), seguido de “Bens não especificados (NE) noutra categoria”(+15,2%): ambos apresentam variações homólogas superiores às do trimestre passado. Segue-se Prod. Alimentares e Bebidas, um grupo a confirmar a melhoria do seu comportamento quer ao nível das exportações (+11,4%), quer das importações (+14,5%).


comércio externo Registe-se ainda a melhoria e comportamento positivo de Mat. de Transporte e Acess. (+14,5%), que no trimestre anterior exibia uma variação homóloga de -15,9%. De resto, as taxas de importação são positivas. Grupos de Produtos com pior comportamento: Grupos de Produtos

Import.

∆%

Material Transp e Acessór.

-3,4

Bens NE noutra categ

-32,8

Máq, O. Bens Capit. e Acess

+3,0

Máq, O. Bens Capit. e Acess

-3,2

Bens Consumo NE n. categ

+5,8

Bens Consumo NE n. categ

- 2,3

Grupos de Produtos

Export.

∆%

Apesar de negativa (-3,4%) e de se manter na liderança dos grupos de produtos com pior comportamento, a quebra nas exportações em “Material de Transporte e Acessórios” é bastante menor relativamente ao trimestre anterior (-15,9%). O mesmo sucede a nível das importações com Máq, O. Bens Capital e Acessórios (-3,2% de variação homóloga no 2.o trimestre face a -14,2%, no primeiro). Bens de consumo NE noutra categ. registou igualmente uma melhoria ao nível das exportações (de +3,4% para +5,8%), enquanto Bens NE noutra categ. continua a ser o grupo com pior comportamento nas importações, ainda que com tendência a aligeirar (-48,7% no trimestre anterior). 1.2. Exportação de Equipamento Eléctrico e Electrónico Vejamos quais os subsectores com melhor comportamento no período de Janeiro-Junho de 2013: • Componentes Electrónicos (+8%) – Prossegue o bom ritmo do aumento das exportações no qual se destaca o aumento exponencial de Processadores e Controladores combinados c/ memória e o comportamento positivo de Relés de tensão <60V e Intensid > 2.a (+6,56%). No entanto, as taxas em decréscimo dos restantes principais produtos, explicam o abrandamento global do crescimento deste sector.

• Telecomunicações, Electrónica Profissional e Informática (+23%) – ligeira diminuição da taxa de crescimento face ao período anterior (+27%), onde se destacam novamente telefones para redes sem fio (+57%), O. Painéis indicadores c/ dispos. LCD ou LED (25,3%) e também Receptores de Rádio Navegação (+37%). • Aparelhagem Ligeira de Instalação (+14%) – com uma taxa de crescimento ligeiramente menor que a do trimestre anterior (+19%), O. Quados de Tensão <1000V (+18%) e O. Tomadas de Corrente (+19%) continuam a ser os produtos líderes, registando-se porém, pela primeira vez, uma quebra perturbadora em Disjuntores < 63A (-1,20%), habitualmente com taxas elevadas de crescimento. • Máquinas, Equipamentos e Aparelhagem Industrial (+8%) – a taxa de crescimento homóloga mantém-se positiva, mas bastante menor (tal como a do trimestre anterior, 13%), assinalando uma forte quebra face aos níveis de 2012 (+43%). A quebra nos Transformadores de Dieléctrico Líquido >10 000 KVA persiste (-41%), enquanto se mantém o bom comportamento em Equipamentos para Energias Renováveis (+13,7%), ambos com peso relevante em termos de valor neste subsector. Relativamente aos restantes grupos: As Cablagens (-10%) apresentam quebra menor face ao trimestre anterior, enquanto que Fios e Cabos Isolados recuperam mesmo para uma taxa positiva (+2%). Mantém-se a tendência negativa de um dos ramos de maior peso no sector, Electrónica de Consumo (-18%), enquanto que Aparelhagem e Sistemas de Medida, Controlo e Automatismo recupera para valores positivos (+4%), através do crescimento em O. Armários de Comando Numérico (+18%). 1.3. Importação de Equipamento Eléctrico e Electrónico Mantém-se o desagravamento do sector em geral (-2%) face ao trimestre anterior (-4%), com tendência para a estabilização das taxas nos Revista Animee 7


comércio externo vários subsectores, com variações percentuais positivas ou negativas entre 1 a 3 pontos percentuais. A taxa de variação mais significativa continua ser a de “Electrónica de Consumo” (-23%). Com menor peso, mas taxas negativas mais acentuadas em termos homólogos, temos Fios e Cabos Isolados (-11%) e Lâmpadas e Material p/ Iluminação (-13%). De assinalar o aumento da taxa de crescimento de Aparelhagem Ligeira de Instalação de +3% para +12%, quer pela sua variação percentual, quer pelo seu peso no sector.

2. Exportação por Zonas Económicas e Países Clientes A variação homóloga de +4% do valor das exportações para a União Europeia, no período Janeiro/ Junho 2013 traduz-se numa recuperação do peso desta região em 1,5 pp. Dentro dos Países da UE, confirmam-se os aumentos de peso relativo em um ponto percentual da Alemanha (37%), Espanha (18%) e Reino Unido (10%), em termos homólogos. Confirmam-se ainda – uma vez que já reflectidas no trimestre anterior – as perdas de peso em um pp da França (+11%) e da República Checa (+2%).

se pela recuperação das importações de Países 3.os (+34%), que se traduz no aumento em 1,4 pp do seu peso relativo. As restantes zonas económicas tendem a estabilizar no peso relativo. Dentro dos países da UE com maior peso, destacam-se ainda a Alemanha (+5%) e a Holanda (+4%), cujos pesos relativos aumentaram em 2 e 1 pontos percentuais, respectivamente. Variações de -8% e -19% nas importações do Reino Unido e da Hungria, traduziram-se também numa diminuição do seu peso em um ponto percentual.

4. Perspectivas As últimas previsões de crescimento para a Economia Mundial do FMI, apontam para um crescimento do comércio em volume em 3,1%, em 2013 e 5,4% em 2014. Constata-se um menor potencial de crescimento das economias emergentes devido a uma diminuição da procura interna e um abrandamento das economias avançadas (previsões de +1,2% em 2013 e +2,1% em 2014) e ainda uma evolução ligeiramente mais desfavorável do que o previsto para a Zona Euro em 2013.

Confirmam-se ainda perdas de peso de menos de 1 ponto percentual no Sudeste Asiático, USA e Japão.

Segundo o FMI, é o elevado risco de estagnação dos países periféricos que influencia a diminuição do potencial de crescimento da Zona Euro, pelo que insiste nas recomendações de implementação das reformas estruturais. A instabilidade em Portugal, o equacionar de um novo perdão da dívida à Grécia são exemplos, entre outros. Apesar de tudo, o aumento do índice de confiança da Zona Euro aumentou neste segundo trimestre, corroborando a análise da OCDE, que prevê uma estabilização até final do ano, preparando a transição para uma retoma em 2014.

3. Importação por Zonas Económicas e Países Fornecedores

Previsão para as taxas de variação do PIB em 2013-2014:

O menor crescimento das exportações neste semestre explica-se essencialmente por um abrandamento na diversificação para países 3.os (+1%), que se acentuou ao longo de 2012.

É a UE, com uma variação global de -4% e uma perda de peso de 1,7 pp que melhor explica a variação das importações como um todo (-2%). A diferença para esta variação ser menor explican.o 326 - Julho / Agosto 2013 8

2013

2014

3,1%

3,8%

UE – Zona Euro

- 0,3%

1,1%

Portugal

- 1,8%

0,5%

Mundo


comércio externo Nos EUA, prossegue a política monetária expansionista e mantêm-se previsões de crescimento modesto até final do ano, a rondar os 1,4% neste 2.o trimestre, com ligeiro aumento até final do ano. O índice global de matérias-primas do FMI recuou ligeiramente em Junho, com a descida de 3.8% no índice dos metais (minério de ferro e cobre, sobretudo) a ser amortecida pela valoriza-

ção de 2.8% das matérias primas agrícolas, não se registando qualquer variação na energia. A intenção do Banco Central da China de tornar mais restritiva a sua política monetária penalizou as cotações das matérias-primas e em particular os metais.

ANIMEE – Serviço de Economia

SAÍDAS E ENTRADAS POR RAMOS DE ACTIVIDADE JANEIRO / JUNHO DE 2013

RAMOS DE ACTIVIDADE

SAIDAS (EXPORTAÇÃO) 2013 2012

∆%

ENTRADAS (IMPORTAÇÃO) 2013 2012

Máquinas,Equipamentos e Aparelhagem Industrial

449 218 604

415 414 098

8%

270 135 673

Fios e Cabos Isolados

221 262 557

217 794 395

2%

95 087 571

Cablagens

120 747 039

133 767 638 -10%

260 249 677

∆% 4%

107 005 161 -11%

91 186 577

83 005 345

10%

97 640 791

94 003 984

4%

44 855 748

43 136 715

4%

Telecomunicações, Electrónica Profissional e Informática

250 313 253

203 350 959

23%

853 935 872

845 017 301

1%

Componentes Electrónicos

Aparelhagem e Sistemas de Medida, Controlo e Automatismo

232 075 247

215 669 114

8%

331 379 247

344 095 461

-4%

Acumuladores e pilhas

45 526 108

34 328 063

33%

41 897 573

34 846 882

20%

Lâmpadas e material p/Iluminação

44 216 775

44 915 943

-2%

67 949 284

78 435 017 -13%

Aparelhagem Ligeira de Instalação

151 342 042

133 130 653

14%

139 727 348

124 396 853

Electrónica de Consumo

463 798 244

566 874 766 -18%

292 544 746

380 326 022 -23%

Electrodomésticos

112 767 186

105 006 523

7%

177 562 931

165 531 455

7%

1% * 2 406 262 570 2 466 045 889

-2%

TOTAL

2 188 907 846 2 164 256 136

12%

Fonte: INE- N.os Provisórios * Por questões inerentes à Nomenclatura dos produtos, é possível que este valor não abarque a totalidade das exportações do sector, neste período.

Revista Animee 9


comércio externo

Saídas Áreas Económicas - Jan/Jun - 2013/2012 Exports Economic Areas - Jan/Jun - 2013/2012

REST. PAISES

JAPÃO

U.S.A

SUDASIA

2012 2013

PALOPS

EFTA

UNIÃO EUROPEIA 0

200

400

600

800

1000

1200

1400

Valores em Milhões de Euros Values in Million Euros

Saídas Áreas Económicas - Jan/Jun 2013 - Repartição % Exports Economic Areas - Jan/Jun 2013 - % Breakdown

EFTA 1%

UNIÃO EUROPEIA 70%

PALOPS 11%

SUDASIA 3% U.S.A 3% JAPÃO 1% REST. PAÍSES 11%

n.o 326 - Julho / Agosto 2013 10

1600

1800


comércio externo

Saídas Países UE - Jan/Jun 2013 - Repartição % Export EU Countries - Jan/Jun 2013 - % Breakdown

HUNGRIA 2% REP. CHECA 2%

POLÓNIA 3% ALEMANHA 39%

R.UNIDO 11%

ITÁLIA 5%

HOLANDA 3%

FRANÇA 11%

BÉLGICA 5% ESPANHA 19%

Saídas Países UE - Jan/Jun - 2013/2012 Exports EU Countries - Jan/Jun - 2013/2012 POLÓNIA HUNGRIA REP CHECA R.UNIDO ITÁLIA 2012 2013

HOLANDA FRANÇA ESPANHA BÉLGICA ALEMANHA 0

100

200

300

400

500

600

700

Valores em Milhões de Euros Values in Million Euros

Revista Animee 11


comércio externo

Entradas Áreas Económicas - Jan/Jun - 2013/2012 Imports Economic Areas - Jan/Jun - 2013/2012

REST. PAISES

JAPÃO

U.S.A

SUDASIA

2012 2013

PALOPS

EFTA

UNIÃO EUROPEIA

0

1000

500

1500

2000

2500

Valores em Milhões de Euros Values in Million Euros

Entradas Áreas Económicas - Jan/Jun 2013 - Repartição % Imports Economic Areas - Jan/Jun 2013 - % Breakdown EFTA 0%

SUDASIA 10% U.S.A. 1% JAPÃO 1% REST. PAISES 3%

UNIÃO EUROPEIA 83%

n.o 326 - Julho / Agosto 2013 12

3000


comércio externo

Entradas Países UE - Jan/Jun 2013 - Repartição % Imports EU Countries - Jan/Jun 2013 - % Breakdown HUNGRIA POLÓNIA 3% 2% R.UNIDO 2% ITÁLIA 5%

ALEMANHA 26%

IRLANDA 7%

BÉLGICA 2% HOLANDA 12%

FRANÇA 8%

ESPANHA 33%

Entradas Países UE - Jan/Jun - 2013/2012 Imports EU Countries - Jan/Jun - 2013/2012 POLÓNIA HUNGRIA R.UNIDO ITÁLIA IRLANDA 2012 2013

HOLANDA FRANÇA ESPANHA BÉLGICA ALEMANHA 0

100

200

300

400

500

600

700

800

Valores em Milhões de Euros Values in Million Euros

Revista Animee 13


comércio externo

SAÍDAS (Exportação) – JANEIRO / JUNHO DE 2013 (por ramos de actividade e principais produtos) RAMOS DE ACTIVIDADE P. PAUTAL

DESIGNAÇÃO

VALOR EUROS

∆%2013/12

Máquinas e Equipamentos e Aparelhagem Industrial 85.03.00.99

O. Ptes das posições 85.01 e 85.02, excepto as das 85030010 e 85030091

85.04.23.00

Transformadores de Dieléctrico Líquido > 10.000 KVA

127 164 291

13,76%

49 143 505

-41,08%

85.11.30.00

Distribuidores e bobinas de Ignição

35 155 190

69,67%

85.37.20.91

Quadros de comando eléct/distrib > 1000 V e < 72,5 KV

24 232 432

15,59%

85.37.20.99

Quadros de comando eléct/distrib > 72,5 KV

28 786 633

20,24%

19 358 974

15,14%

Fios e Cabos Isolados 85.44.49.20

Outros Condutores Eléctricos < 80 Volts p/ Telecomunicações

85.44.49.93

Outros Condutores Eléctricos < 80 Volts

89 507 675

1,20%

85.44.49.95

Outros Condutores Eléctricos > 80 V < 1000 V

41 960 420

-23,71%

85.44.49.99

Outros Condutores Eléctricos p/ tensão > 1000 V

27 802 598

24,44%

85.44.60.90

Outros Condutores > 1000 V c/ out. condutores

17 372 227

5,08%

85.36.90.10

Conexões e Elementos de Contacto para Fios e Cabos

11 066 148

-40,79%

85.44.30.00

Jogos de Fios p/ Velas de Ignição e para Veículos Automóveis

65 408 802

-17,18%

85.44.42.90

Outros Condutores Eléctricos < 80 V c/peças de conexão

42 896 069

22,79%

Cablagens

Aparelhos de Medida, Controlo e Automatismo 85.37.10.10

Armários Comando Numérico p/Máq. Aut.Proc.Dados < 1000 V

3 730 236

-60,94%

85.37.10.91

Aparelhos Comando Memória Programável

3 104 638

0,37%

85.37.10.99

O. Armários de Comando Numérico

90.28.30.11

Contadores de Electricidade p/ Corrente Alterna Monofásica

86 705 119

17,89%

70 594

-81,81%

Telecomunicações, Electrónica Profissional e Informática 84.71.30.00

O. Partes e Acessórios das Máq. da pos 8471

19 324 913

-23,56%

85.17.12.00

Telefones p/ redes celulares e p/ o. redes sem fio

36 440 574

57,22%

85.26.91.20

Receptores de Rádio Navegação

37 929 397

37,08%

85.31.20.95

O. Painéis Indicadores c/ disp. LCD ou LED

36 937 892

25,38%

85.43.70.90

O. Ptes de Máq. e aparelhos eléctricos c/ função própria

13 278 252

-1,95%

18 494 723

-44,37%

4 343 208

-91,78%

78 383 375

6,56%

Componentes Electrónicos 85.32.21.00

Condensadores Fixos de Tântalo

85.32.25.00

Condensadores Fixos Dieléctricos Papel ou de plástico

85.36.41.90

Relés Tensão < 60 V p/ Intensidade > 2 Amperes

85.41.40.90

O. Dispositivos Fotosensíveis Semicondutores

85.42.31.10

Processad e controladores, combin c/ memór, conv ou.o. Circuit

n.o 326 - Julho / Agosto 2013 14

9 440 811

-48,46%

82 372 758

12322,05%


comércio externo RAMOS DE ACTIVIDADE P. PAUTAL

DESIGNAÇÃO

VALOR EUROS

∆%2013/12

Acumuladores e Pilhas 85.06.80.80

O. Pilhas e baterias de pilhas

2 103 701

408,23%

85.07.10.20

Acumulad. de Chumbo de arranque c/ electrólito líquido

3 390 118

-11,63%

85.07.20.80

Outros Acumuladores de Chumbo

32 315 015

33,33%

85.48.10.91

Desperdícios, resíduos de pilhas, baterias de pilhas e acumuladores eléctr. contendo chumbo

3 544 436

-2,67%

Lâmpadas e Material para Iluminação 94.05.10.91

Apar.de Ilumin de o.mater.p/ lâmp. e tubos de incandescência

5 214 566

0,93%

94.05.10.98

Outros Aparelhos Iluminação p/ lâmpadas de descarga

5 222 620

-13,38%

94.05.20.99

Out. Candeeiros de o. Matérias

2 677 589

11,75%

94.05.40.10

Projectores

2 910 545

-10,00%

94.05.40.99

Outros Apar. Eléctricos de Iluminação de outras Matérias

7 108 900

-6,30%

13 285 254

-1,20%

Aparelhagem Ligeira de Instalação 85.36.20.10

Disjuntores < 63 A

85.36.50.80

Outros Interruptores, Seccionadores e Comutadores

9 739 358

-18,91%

85.36.69.90

Outras Tomadas de Corrente

9 610 109

18,82%

85.37.10.99

Outros Quadros de Tensão < 1000 V

86 705 119

17,89%

85.46.90.10

Isoladores de Plástico

12 871 875

8,12%

22 562 010

13,54%

Electrónica de Consumo 85.25.80.19

O. Câmaras de televisão

85.27.21.20

Ap. Recep/Radiodif, c/ fonte ext.energia, util. automóv., capazdescodificar sinais RDS e c/ sist. Leitura p/ raio laser

280 986 746

-21,88%

85.27.21.59

Ap. Recep/Radiodif, c/ fonte ext.energia, util. em automóv, capaz descod.sinais RDS comb. c/ ap. reprod/grav. som

39 716 334

-49,35%

85.29.10.31

Antenas Exteriores p/ Receptores de Rádio e TV Via Satélite

13 446 381

35,76%

85.29.90.92

O. Ptes de câmaras de TV das subposições 85258011, 85258019

e aparelh das posições 8527 e 8528

17 222 548

278,83%

Electrodomésticos 84.18.30.20

Outros Congeladores Horizontais < 400 L

9 544 120

-12,55%

85.16.40.00

Ferros Eléctricos de Passar

9 463 357

43,36%

85.16.50.00

Fornos Micro-Ondas

14 263 360

1,33%

85.16.71.00

Aparelhos para Preparação de Café ou Chá

25 588 277

32,02%

85.16.90.00

Partes de Aparelh Electrotérmicos

7 730 953

-0,36%

Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística I.P. Dados Estatísticos de Comércio Externo (Jan-Jun 13)

Revista Animee 15


comércio externo

ENTRADAS (Importação) – JANEIRO / JUNHO DE 2013 (por ramos de actividade e principais produtos) RAMOS DE ACTIVIDADE P. PAUTAL

DESIGNAÇÃO

VALOR EUROS

∆%2013/12

Máquinas e Equipamentos e Aparelhagem Industrial 8428.10.20

Elevadores e Monta Cargas Eléctricos

8431.31.00

Partes Elevad. Monta-Cargas e Esc. Rolantes

8503.00.99 8512.20.00 8538.10.00

13 147 814

-13,11%

9 074 269

-13,57%

O. Partes das Pos 85.01 e 85.02, excepto a da 85030010 e 85030091

35 198 620

14,64%

Apar. de Iluminação / Sinaliz. Visual eléctr. utilizados em automóveis

15 612 940

1,36%

Quadros , Painéis, consolas e o. Suportes da pp 85.37

15 509 733

33,10%

Fios p/ Bobinar de cobre envernizado/esmaltados

18 710 085

-6,37%

8544.11.90

O. Fios p/ bobinar de cobre

10 250 911

13,12%

8544.49.93

O. Condut. Eléctricos < 80 V

7 922 161

-7,10%

23 418 813

-6,69%

9 422 230

-7,06%

Fios e Cabos Isolados 8544.11.10

8544.49.95

Outros Condutores Eléctricos > 80 V < 1000 V

8544.70.00

O. Cabos de Fibras Ópticas

Cablagens 8536.90.10

Conexões Elementos de Contacto p/ Fios e Cabos

26 326 674

-2,01%

8544.30.00

Jogos de Fios p/ Velas de Ignição p/ Aeronaves Civis

33 139 525

35,30%

8544.42.90

Out.Condutores Eléctricos < 80 V c/ Peças de Conexão

26 173 410

-0,53%

Aparelhos de Medida, Controlo e Automatismo 8537.10.91

Aparelhos de Comando Memória Programável

5 316 293

-2,70%

8537.10.99

Outros Armários de Comando Numérico

28 621 318

24,72%

9030.40.00

O. Aparelh p/ técnicas telecomunicação

1 488 606

-34,57%

9030.89.30

O. Inst. e Aparelhos electrónicos

1 511 824

76,27%

9032.10.89

O.Termóstatos electrónicos

1 933 187

-40,39%

Telecomunicações, Electrónica Profissional e Informática 8471.30.00

Máq. Aut. Process.Dados Digitais Portáteis Peso < 10K, Contendo Pelo Menos 1 CPU, 1 Teclado e 1 Écran (Tela)

163 066 725

13,53%

8517.12.00

Telefones para redes celulares e outras redes sem fio

208 465 515

20,02%

8517.62.00

Apar. p/ recepção, conversão e transmissão ou regeneração de voz, imagens e dados, incluindo aparelhos de comutação e encaminhamento

71 530 872

-3,76%

8531.20.95

O Painéis indicadores c/ dispos. LCD ou LED

31 421 026

-28,13%

8538.90.99

O. Ptes quadros, painéis, cons, cabinas e o. Suptes pos 85.37

32 893 560

-5,97%

-25,36%

Componentes Electrónicos 8534.00.11

Circuitos Impressos de camada múltipla

31 715 719

8536.49.00

Outros Relés

14 500 902

63,19%

8541.40.90

O. Disp. Fotosensíveis semicondutores

23 734 289

-43,30%

8542.31.90

O. process. e controladores, mm comb. c/ memór, conv ou o.circ.

90 786 071

76,50%

8542.39.90

Outros circuitos integrados electrónicos

44 359 510

-17,29%

n.o 326 - Julho / Agosto 2013 16


comércio externo RAMOS DE ACTIVIDADE P. PAUTAL

DESIGNAÇÃO

VALOR EUROS

∆%2013/12

Acumuladores e Pilhas 8504.40.55

Carregadores de Acumuladores

8507.10.20

Acumuladores Chumbo Arranque c/Electrólito Líquido

8507.10.80 8507.20.20 8507.20.80

3 133 371

47,19%

18 398 510

30,39%

O. Acumuladores Chumbo Arranque

5 874 579

7,51%

O. Acumuladores Chumbo que funcionem c/ Electrólito Líquido

3 425 948

5,73%

O. Acumuladores Chumbo

3 801 758

79,43%

Lâmpadas e Material para Iluminação 8539.21.92

Lâmpadas incandescentes halogéneo tensão > 100 V

3 618 990

30,09%

8539.31.90

O. Lâmpadas Fluorescentes

8 188 612

-22,99%

9405.10.91

Apar. Ilumin O. Matérias p/ Lâmpadas e Tubos Incandescência

4 170 819

8,82%

9405.10.98

O. Ap. de Iluminação p/ lâmpadas de descarga

7 231 453

-33,84%

9405.40.99

O. Ap. Eléctricos Ilumin. e outras matérias

6 435 376

-5,39%

Aparelhagem Ligeira de Instalação 8536.49.00

O. Aparelhos p/ protecção de circuitos eléctricos

14 500 902

63,19%

8536.50.80

Out. Interruptores Seccionadores e Comutadores

12 595 020

-26,98%

8536.69.90

Out. Tomadas de Corrente

16 129 351

44,70%

8537.10.99

Out. Quadros de Tensão < 1000V

28 621 318

24,72%

8538.10.00

Quadros, painéis, consolas desprovidos dos seus elementos

15 509 733

33,10%

Electrónica de Consumo 8522.90.80

Partes e Acess. p/ Apar. reprodução e gravação de som

35 998 721

-26,69%

8525.80.30

Aparelhos fotográficos digitais

12 676 103

-13,27%

8528.72.40

Ap. TV c/ ecrã de cristais líquidos

61 929 666

-34,41%

8529.90.92

O. Ptes Câmaras TV das subposições 85258011, 85258019 e apar. das subposições 8527 e 8528

32 191 896

-14,91%

8529.90.97

O. Partes

25 564 123

-11,34%

10 260 210

38,88%

9 551 785

5,91%

Electrodomésticos 84.18.10.80

Partes de Frigoríficos e Congeladores e Apar. Reprod. Frio

8422.11.00

Máq.de Lavar Louça tipo doméstico

8450.11.90

Máq.de Lavar Roupa Automáticas > 6 Kg. e < 10kg

14 229 711

26,64%

8516.71.00

Aparelhos p/ preparação de café ou chá

10 549 501

73,67%

8516.90.00

Partes de apar. electrotérmicos

21 052 953

-6,78%

Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística I.P. Dados Estatísticos de Comércio Externo (Jan-Jun 13)

Revista Animee 17


entrevista

JAYME DA COSTA continua a investir na melhoria e actualização dos seus produtos Jayme da Costa – Mecânica e Electricidade S.A. é uma empresa, quase centenária, que se apresenta com uma missão de “Liderança nos equipamentos e instalações eléctricas pela Inovação, Competitividade, Serviço, Qualidade e respeito pelo Ambiente e Segurança”. A Revista ANIMEE entrevista Carlos Cardoso, Presidente do Conselho de Administração da Empresa. Revista Animee (RA) Sendo o Grupo Jayme da Costa uma empresa com sede no Norte de Portugal conta já com uma presença global em Portugal e no Mundo? Carlos Cardoso (CC) Efectivamente, o Grupo Jayme da Costa tem hoje uma presença consolidada em Portugal, com a sua sede localizada nos Carvalhos em Vila Nova de Gaia, onde temos também a fabrica de aparelhagem de baixa e media tensão, e ainda outro edifício no Sul do país em Palmela. Assim garantimos uma razoável cobertura de toda a geografia

A Jayme da Costa O grupo Jayme da Costa teve a sua génese com a constituição da empresa Jayme da Costa – Mecânica e Eletricidade S.A. fundada em 1916, por Artur Augusto dos Santos, Joaquim Mendes da Costa e Artur Martins Nogueira, inicialmente com a denominação social de “Santos, Costa & Nogueira, Lda.”. Tinha sede na Rua dos Correeiros, n.o 14 – 20, Lisboa e a sua actividade consistia no fabrico e

n.o 326 - Julho / Agosto 2013 18

portuguesa, assegurando uma rápida resposta e qualidade de serviço aos nossos clientes. Fora de Portugal dispomos de filiais ou delegações na Europa (França, Espanha), África (Angola, Argélia, Cabo Verde e Moçambique), na América do Sul (Uruguai e Brasil) e na Ásia em Macau. RA Como perspectiva a evolução dos mercados e de que forma isso afectará a actividade da Jayme da Costa em Portugal? CC As grandes áreas de actividade do grupo centram-se maioritariamente no fabrico e comercialização de aparelhagem eléctrica de baixa e media tensão ate aos 36 KV e nos serviços de engenharia e construção para os sectores de produção, transporte e distribuição energia, indústria e infraestruturas. Apesar da actual conjuntura económica e instabilidade em Portugal não ser favorável ao investimento, bem como de alguma incerteza regulatória e legislativa em alguns países, continuamos a desenvolver a nossa actividade de uma forma crescente adaptando os nossos produtos e serviços as necessidades dos nossos clientes. Não actuamos nos grandes mercados, preferi-

comercialização de equipamento eléctrico de baixa e média tensão, motores e outros equipamentos industriais.

Em 3 de Abril de 1916, entra para a sociedade o sócio Jayme da Costa, que viria a desempenhar um papel preponderante no desenvolvimento da sociedade. Em 6 de Julho de 1918,

a denominação social é alterada para “Jayme da Costa, Limitada”. – Em 28 de Agosto de 1972, a “Jayme da Costa, Limitada” é transformada em sociedade anónima, adoptando a denominação que perdura até hoje – “Jayme da Costa – Mecânica e Eletricidade, SA”. Alguns dos manuais de instalação, operação e manutenção de equipamentos e motores eléctricos, desenvolvidos pela Sociedade eram utilizados na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.


entrevista mos a especialização em determinados produtos e países. As crises no sector bancário têm de algum modo cerceado alguns investimentos nos sectores da energia e infraestruturas, mas acreditamos que a tendência nos próximos anos será ainda de crescimento. Obviamente em Portugal necessitaremos de mais tempo para atingir os níveis de investimento da ultima década. Em 2012, a maioria do investimento em energias renováveis foi direccionado para os projectos de energia solar. Para 2013, as perspectivas económicas apontam para uma retoma muito moderada da economia mundial, condicionada às incertezas relacionadas com as políticas de consolidação orçamental e fiscal vigentes em praticamente todas as economias avançadas e emergentes. Os mercados emergentes serão sempre boas apostas para a Jayme da Costa. RA Como se têm desenvolvido as actividades das restantes empresas do Grupo Jayme da Costa?

abrandamento dos investimentos no mercado nacional. Em consequência do agudizar da crise económica intensificou-se o aumento da entrada de novos concorrentes e a consequente pressão sobre as margens. O Grupo Jayme da Costa, através Marpe, mantém no entanto uma posição de destaque no sector do gás natural, estando qualificada para operar nas concessionárias Beiragás, Tagusgás, Lusitâniagás e Lisboagás e, ao nível dos gasodutos em aço, na REN – Rede Eléctrica Nacional. Também aqui se tem optado por actuar em mercados em expansão tendo identificado oportunidades na construção de gasodutos em países como a Argélia. O investimento no sector das águas e saneamento continua a ser escasso e com uma evidente indefinição estratégica para o sector, o que acaba por afectar a actividade da Marpe que é um dos principais instaladores de rede de águas junto da EPAL – Empresa Pública de Águas de Lisboa.

CC A crise financeira que se arrasta desde 2008 teve um grande impacto na área da construção civil e consequentemente na área das infra-estruturas desenvolvida pelas empresas do Grupo Jayme da Costa. Para além disso, a contínua redução do investimento público e privado tem imposto uma contracção nesta área de actividade, o que contagia outros sectores de actividade relacionados. No gás natural, um sector tradicional para o grupo Jayme da Costa, no seguimento do verificado em anos transactos, vem-se registando um

Até à independência das ex-províncias ultramarinas, a Sociedade teve instalações fabris em Angola e Moçambique. Em 1989, o capital da Sociedade foi alienado a um conjunto de investidores que acreditavam, face às perspectivas de desenvolvimento

Nos últimos anos, a empresa do Grupo Jayme da Costa – Enerluz tem desenvolvido esforços de entrada em novos mercados e diversificação

da economia nacional e aos activos intangíveis da Sociedade, ser possível recuperar a empresa. Renovou-se a equipa dirigente da Sociedade. Em 1995, a Sociedade obteve a certificação de qualidade, segundo a norma EN NP ISO 9002, tendo sido uma das primeiras empresas do sector a consegui-lo. Em 1998 obteve a certificação segundo a norma NP EN ISO 9001 e a certificação ambiental segundo a norma NP EN ISO 14001 em 2001. Entre 1989 e 1996, o volume de negó-

cios da Sociedade cresceu a uma taxa média de 16% ao ano. Em Maio de 1997 concretizou-se a aquisição de 100% do capital social da sociedade MARPE – Construções e Instalações Técnicas, SA (MARPE) que desenvolvia a sua actividade em sectores complementares e onde se esperava um forte crescimento, nomeadamente os sectores de instalador de gás natural (redes primárias, secundárias e terciárias) e ambiente (estações de tratamento águas residuais).

Revista Animee 19


entrevista de produtos tendo consolidado a sua posição no sector das telecomunicações através do fornecimento de armários de distribuição aos operadores de televisão por cabo. Na área das energias renováveis, destaca-se o fornecimento de caixas de reagrupamento para parques fotovoltaicos representando já esta actividade uma fatia muito significativa das suas vendas. Ao longo dos últimos anos, a empresa do Grupo Jayme da Costa – SisInt consolidou a sua posição mercado de automação e controlo, gestão de redes de electricidade, de telecomunicações e sonoras, e nas instalações eléctricas. A conjuntura da economia portuguesa também se reflectiu no desempenho da SisInt, gerando uma retracção do volume de negócios em Portugal mas foi compensada pelo aumento do volume de negócios efectuado fora de Portugal, com especial destaque para Macau e Brasil.

Angola e Moçambique são mercados com potencial interesse para a Jayme da Costa dado o enorme programa de investimento previsto para a região. Temos uma empresa local em Angola (Luanda) e Moçambique (Maputo) onde desenvolvemos actividades comerciais que se têm evidenciado bastante interessantes e promissoras, por exemplo, ao nível das distribuidoras de energia. A partir da Marpe, empresa do Grupo Jayme da Costa, temos vindo a procurar novas áreas geográficas para oferecer os nossos serviços, o que já permitiu a angariação de várias encomendas no mercado moçambicano.

RA Em que medida a actividade do Grupo Jayme da Costa se tem desenvolvido nos mercados externos a Portugal? CC No mercado francês, onde a Jayme da Costa tem desenvolvido as suas actividades há já alguns anos, as alterações políticas, legislativas e regulatórias no sector, associada ao plano de consolidação orçamental, traduziram-se em redução no investimento durante o último ano mas as actividades comerciais em curso tem permitido à Jayme da Costa angariar novos projectos para 2013.

Outro mercado que se reveste de importância para o Grupo é a América Latina, mais especificamente Brasil e Uruguai. O mercado do Brasil tem crescido muito acentuadamente e no Uruguai o sector da energia eléctrica é amplamente baseado em energia hidroeléctrica nacional e onde está em curso um programa de investimento em projectos de energia renováveis estando a Jayme da Costa já envolvida em vários projectos de energia. Perspectiva-se ainda que a estrutura

comercialização de armários de distribuição de energia e telecomunicações de utilização urbana. Nos anos seguintes, a Sociedade foi adquirindo participações maioritárias num conjunto de sociedades, em áreas de negócio complementares e onde se identificam perspectivas de crescimento: 2000 Enerluz – Representações e Equipamentos, Lda. – Montagem e

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2003 SisInt – Supervisão, Conservação, Manutenção e Gestão de Redes de Energia, Lda. Automatização e controlo de sistemas, instalação, manutenção, conservação e gestão de redes de energia. Em Dezembro de 2007 foi constituída uma nova sociedade, Jayme da Costa – Sociedade Gestora de Participações

Sociais S.A. – da qual ficaram a ser sócios os accionistas da Sociedade, tendo como objecto exclusivo a gestão de participações sociais. Em Maio de 2008 foi constituída a empresa Jayme da Costa – Engenharia e Sistemas Lda., com sede em Luanda – Angola. Em Abril de 2009 foi constituída a sociedade Jayme da Costa Energie SARL Unipersonnelle, com sede em Paris – França. Desenvolve as activida-


entrevista criada no Uruguai possa ser utilizada como plataforma de expansão, prospecção e realização de novos projectos em mercados contíguos e próximos do Uruguai como sejam o Peru e Chile.

Não obstante os projectos anteriormente descritos, todos os actuais produtos são alvo de constantes aperfeiçoamentos para responderem às sucessivas alterações normativas aplicáveis.

RA A aparelhagem e os equipamentos eléctricos de Média Tensão sempre foram associados à marca “Jayme da Costa” no sector eléctrico. Como está esse mercado e quais os desenvolvimentos que estão em curso? CC Na área de aparelhagem e equipamento, a Jayme da Costa tem vindo a consolidar a sua posição no mercado. Esta área de negócios registou um desempenho muito positivo em 2012, face a 2011, com um acréscimo no volume de actividade em resultado do fornecimento de aparelhagem para mercados estrangeiros. Nesta área de actividade, a expansão/entrada em Angola e Moçambique apresenta-se como prioritária já que as normas técnicas portuguesas utilizadas nestes países e as suas enormes carências constituem os condimentos para que estes mercados se apresentem como uma oportunidade de crescimento e compensação para a estagnação do mercado nacional. Por outro lado, a Jayme da Costa continua a investir na melhoria e actualização dos seus produtos, estando envolvida em vários desenvolvimentos e projectos inovadores nomeadamente o telecomando de equipamentos para a rede de distribuição aérea de Media Tensão, os projectos Inovgrid, Mobilidade Eléctrica, com o desenvolvimento dum posto de carregamento eléctrico para utilização em espaços públicos e privados.

RA Em resultado das actividades da Jayme da Costa nos mercados externos levou à necessidade de reforçar os recursos humanos? CC Na Jayme da Costa o número de colaboradores não tem variado de forma significativa mantendo-se nos 120 colaboradores. Houve contudo reforço do corpo técnico com admissão de engenheiros e técnicos especializados para as áreas de desenvolvimento e produção. Em termos consolidados, o Grupo Jayme da Costa conta com cerca de 270 colaboradores sendo preocupação constante a manutenção duma estrutura flexível, com elevado recurso à subcontratação das actividades de menor valor acrescentado, que permite responder melhor a eventuais oscilações da procura.

des no âmbito das energias renováveis nomeadamente fotovoltaicas e eólica. Em 2012 foi constituída a sociedade Abakate/Jayme da Costa Ingeñeria y sistemas com sede em Montevideo – Uruguai. Desenvolve as actividades no âmbito das energias renováveis fotovoltaicas e eólica. Também em 2012 foi constituída a sociedade Jayme da Costa Engenharia e Sistemas – Moçambique, Lda. com sede em Maputo - Moçambique.

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Quadros Eléctricos A importância da sua verificação Introdução A segurança de pessoas e bens está dependente da forma como são projectadas, executadas, exploradas e conservadas as instalações eléctricas (Decreto-Lei n.o 272/92 de 3 de Dezembro). Neste artigo realça-se a importância do quadro eléctrico como elemento principal de uma instalação de utilização, que deve ser com frequência controlado e verificado, para o bom desempenho daquela e para a manutenção das condições de segurança dos seus utilizadores.

vistos nas Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (RTIEBT – Portaria n.o 949-A/2006 de 11 de Setembro), tendo em vista a obtenção do certificado de exploração, considera, entre outras, a inspecção visual e a realização de ensaios aos quadros eléctricos. Na inspecção visual dos quadros eléctricos incluem-se a verificação da classe de isolamento do “conjunto de aparelhagem”, a identificação dos circuitos e canalizações e dos condutores de fase, neutro e de protecção pelas respectivas cores (L1- castanho, L2-preto, L3-cinzento, N- azul claro e PE- verde/amarelo). Verifica-se ainda a adequação dos índices de protecção contra a penetração de sólidos e líquidos (IP) e contra impactos mecânicos (IK), face à classificação das influências externas do local da instalação e, por último, as características da aparelhagem (corrente nominal e calibre dos disjuntores, sensibilidade das protecções diferenciais e poder de corte dos disjuntores, etc.) Dos ensaios realizados, destacam-se:

O quadro eléctrico é, por definição, o conjunto de equipamentos, convenientemente agrupados, incluindo as suas ligações, estruturas de suporte e invólucro, destinado a proteger, a comandar ou a controlar instalações eléctricas. É também usado o termo “conjunto de aparelhagem” com o mesmo significado que o indicado para quadro, por ser esse o termo usado na norma relativa a estes equipamentos (EN 61 439).

Instalações novas – antes da entrada em exploração A verificação das instalações eléctricas, para avaliação do cumprimento dos requisitos pre-

– verificação da continuidade dos condutores de protecção, ligações equipotenciais e interligação das massas condutoras à terra de protecção; – medição da resistência de isolamento entre os circuitos activos e a terra de protecção; – medição da resistência de terra de protecção, loop ou impedância da malha de defeito; – actuação de comutadores, botões de pressão e botoneiras de emergência e disparo de diferenciais, para confirmação da sua aptidão para a função a que se destinam. Na actividade de inspecção que o Instituto Electrotécnico Português desenvolve há praticamente 15 anos, diariamente detectamos situações Revista Animee 23


iep não conformes relacionadas com os quadros eléctricos e com a sua instalação, das quais destacamos: – pisos distintos do edifício não estão dotados de quadro eléctrico, com função de quadro de entrada do piso – secção 801.1.1.4.4 das RTIEBT – estabelecimentos recebendo público, com os quadros eléctricos e os dispositivos de seccionamento, comando e protecção dos circuitos acessíveis ao público, onde se incluem por exemplo os quadros eléctricos sem fechadura situados em zona acessível – secção 801.2.1.1.8 das RTIEBT – falta de corte geral nos quadros eléctricos – secção 801.1.1.6 das RTIEBT – falta ou deficiente identificação dos circuitos nos quadros eléctricos – secção 514.1 das RTIEBT Nota-se ainda uma grande percentagem de casos em que os quadros de entrada ligados directamente à rede, não possuem classe II de isolamento ou isolamento equivalente, contrariando também as secções 531.2.4, 801.5 e 803.2.2 das já referidas RTIEBT.

equipamentos de utilização e ao aumento de número de cargas/equipamentos e, ainda, alterações significativas (aumento) dos valores da resistência de terra.

Estas situações propiciam a que mais facilmente possam ocorrer curto-circuitos e falhas de ligação equipotencial das massas condutoras aos circuitos de protecção, entre outros, deixando, portanto, de estar reunidas as condições de garantia de protecção de pessoas. Para salvaguardar a segurança das pessoas e bens, deve ter-se especial atenção à manutenção e verificação periódica das instalações, nomeadamente, à operacionalidade da aparelhagem de protecção. É ainda aconselhável que seja verificada a continuidade dos circuitos de protecção (tomadas e equipamentos acessíveis) e feita a medição dos valores da resistência de terra de protecção e da resistência de isolamento.

Para esta questão particular das classes de isolamento, a Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) publicou o documento “Classes de Isolamento dos Quadros Eléctricos – Resposta a Perguntas Frequentes” disponível em http://www.dgeg.pt.

O Instituto Electrotécnico Português, tem capacidade quer em meios humanos quer materiais, (nas suas áreas de inspecção e laboratório de ensaios) para fazer a avaliação da correcta instalação dos quadros eléctricos, face ao preconizado nas RTIEBT, e/ou executar os ensaios previstos nas normas aplicáveis aos quadros eléctricos.

Instalações em exploração Com o passar do tempo, verifica-se uma diminuição dos valores da resistência de isolamento, devido à natural degradação dos materiais e dos n.o 326 - Julho / Agosto 2013 24

Autoria: Eng.o Gil Maltez Responsável Técnico pela área das instalações eléctricas do Instituto Electrotécnico Português


cinel

CINEL participa no Campeonato Mundial das Profissões (Worldskills) e no Concurso Robot Bombeiro 2013 Entre os dias 02 e 07 de Julho realizou-se a 42.a Edição do Campeonato Mundial das Profissões – Worldskills. Este ano, o país anfitrião foi a Alemanha, mais concretamente na cidade universitária de Leipzig. Os campeonatos mundiais de profissões foram implementados há 63 anos, tendo Portugal e Espanha sido os seus fundadores. Desde então Portugal tem marcado sempre presença. O CINEL, desde há vários anos que se tem apresentado a concurso, competindo com países como a Coreia, o japão, Singapura, Alemanha cuja tradição em indústria eletrónica é bem conhecida. Nesta competição participou com um concorrente e respectivo jurado na prova de Electrónica Industrial (referência Worldskills: Electronics – Trade 16). O concorrente do CINEL, João Leitão, foi formando de um curso de Aprendizagem de Electrónica Médica e teve de passar uma série de fases eliminatórias até chegar a esta competição. Assim, foi campeão nacional no Campeonato Nacional das Profissões em Faro e ficou em 6.o Lugar no Campeonato Europeu das Profissões em Spa Francorchamps – Bélgica.

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A prova de Electrónica Industrial foi constituída por 4 módulos cuja composição resulta de uma intervenção participada pelos diversos países concorrentes. Assim, cada país propõe um módulo que é sujeito a votação e a partir do qual se selecionam as provas, sendo uma por módulo. Nesta competição foram seleccionados os seguintes projectos: 1. Módulo de Hardware Design (Coreia) – Esta prova consistia no dimensionamento, construção e montagem de uma placa reguladora de intensidade de luz de um Led de Alto Brilho com recursos a vários patamares de intensidade.

2. Módulo de Assemblagem (Suíça) – Esta prova consistia na montagem e teste de um relógio de alarme com leitor de SD Card.


cinel 3. Módulo de Programação (China Taipei) – Esta prova consistia na programação por fases de uma placa com um ecrã de leds RGB em matriz. Na primeira fase os concorrentes tinham de colocar um determinado texto a correr no ecrã. Sempre que a placa detectasse uma vibração, o texto mudava de cor. Na segunda fase, o ecrã funcionava como um detector de nível de água. Sempre que se inclinava a placa, surgia no ecrã a posição da placa consoante a sua inclinação. Na terceira fase, era pedido aos concorrentes que colocassem no ecrã o símbolo da Worldskills e que consoante o posicionamento da placa, a imagem rodava, de maneira a ficar sempre direita. Na última fase do projecto, a placa funcionava como um voltímetro, em que com o recurso a um potenciómetro, os terminais de saída debitavam uma voltagem de 0 a 5V. No ecrã surgia o valor exacto da voltagem seleccionada.

4. Módulo de Detecção de Avarias e Medições (Singapura) – Este projecto consistia num transmissor de FM Stereo. Os concorrentes tinham que detectar 6 avarias na placa, repará-las e em seguida efectuar 5 medições de teste.

No final da competição, em primeiro lugar ficaram os concorrentes da Suiça e China Taipei, não houve segundos classificados e em terceiro lugar ficaram os concorrentes da Coreia e Japão. O concorrente português ficou em 15.o lugar. As próximas competições serão em Lille – França (Euroskills de 2014) e em São Paulo – Brasil (Worldskills 2015). O CINEL espera representar Portugal nestas próximas competições.

Concurso Robot Bombeiro 2013 No passado dia 6 de Julho decorreu o concurso de robótica Robô Bombeiro, no Instituto Politécnico da Guarda.

Trata-se de uma competição onde as várias equipas apresentam as suas soluções para a resolução de um problema aparentemente simples: numa habitação existe um fogo. Deverá o robô percorrer os mais variados quartos, encontrar e apagar o fogo. Sob estas orientações, aparentemente simples, as equipas procuram encontrar novos meios de resolver situações que envolvem a navegação autónoma do robô, a deteção da chama e sua extinção e tudo isto minimizando os possíveis estragos na habitação.. Este concurso vem no seguimento de outros já existentes, como sendo o Robot Soccer, onde o desafio é colocar equipas autónomas de robôs a competir num jogo de futebol. Revista Animee 27


cinel Assim, procura-se de uma forma divertida, encontrar soluções que podem ser replicadas para outras situações como o caso dos rovers que neste momento percorrem o planeta Marte.

Além de estimularem o interesse e criatividade dos jovens concorrentes, trocam-se experiências e conhecimentos que de ano para ano vão sendo renovados e inovados. Na edição deste ano, o CINEL conseguiu o prémio de inovação, apresentando neste concurso uma plataforma de 32 bits e usando rodas omnidirecionais mecanum, que permitem melhores per-

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formances e controlo sobre o movimento do robô, pois consegue-se que a máquina se movimente em qualquer direção.

Assim, e no seguimento de uma longa tradição de desenvolvimento e inovação, consegue-se, de ano para ano, subir a fasquia da exigência e da criatividade.

José Domingues Joaquim Moura


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anreee

Representante autorizado A nova Diretiva dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos – Diretiva 2012/19/UE – que deverá ser transposta para direito nacional até 28 de fevereiro do próximo ano, introduz algumas diferenças significativas relativamente à anterior. Uma dessas diferenças é a introdução da figura do representante autorizado. O representante autorizado é, basicamente, uma pessoa singular ou coletiva, residente em território do Estado Membro o qual, mediante um contrato, assume em nome de um produtor não residente, as suas obrigações locais para o cumprimento da Diretiva nesse Estado Membro. – Porque surge esta figura? Atualmente, muitos Estados Membros não permitem o registo de produtores não residentes porque, alegam estes, não existindo uma presença contactável e imputável localmente, é impossível garantir o cumprimento da lei quando existem situações de incumprimento. Embora o argumento seja válido, impossibilitar o registo de empresas não residentes não elimina a existência, nesses mercados, de muitos equipamentos delas provenientes e, não havendo ninguém que assuma a responsabilidade por esses equipamentos (porque o produtor não residente não se pode registar), estão a encarecer a fatura a pagar por todos os cumpridores e a criar concorrência desleal. Estão nesta situação muitos equipamentos de venda à distância (pela Internet), como sejam: equipamentos de consumo, informática e telecomunicações. Outros Estados Membros, como Portugal, permitem o registo de Produtores não residentes,

tendo estes obviamente que cumprir todas as obrigações dos produtores nacionais. Existem atualmente mais de cinquenta produtores estrangeiros registados na ANREEE. Embora permitamos o registo a produtores não residentes, temos a mesma dificuldade apontada atrás. Isto é, em caso de incumprimento, há uma impossibilidade prática de levar a aplicação da justiça nacional a um produtor não local. A figura do representante autorizado nasce para resolver esta dificuldade mas vai, na verdade, um pouco mais longe. Como regra fundamental diz a nova Diretiva, no seu preâmbulo n 8, que os produtores devem ter presença no Estado Membro onde estão a colocar equipamentos. A título excecional, diz ainda esse preâmbulo que, a fim de reduzir as barreiras existentes ao bom funcionamento do mercado interno, os EstadosMembros deverão permitir aos produtores que não estejam estabelecidos no seu território, mas que estejam estabelecidos noutro Estado-Membro, possam nomear um representante autorizado que seja responsável pelo cumprimento das obrigações desse produtor, nesse Estado membro. Para quem está familiarizado com o conceito de produtor – que continua a ser quem fabrica, revende sobre marca própria e importa EEE – este novo conceito de Representante Autorizado pode causar alguma confusão e até parecer que vai eliminar por completo a necessidade das empresas nacionais que importam, de terem que estar registadas e de declararem. Convém, por isso, esclarecer bem esse ponto, já que muitas empresas Portuguesas são importadoras. Revista Animee 31


anreee Se uma empresa Portuguesa está a importar equipamentos elétricos para colocá-los em território nacional seja para venda, oferta, ou para qualquer uso que não o próprio e, se esses equipamentos provêm de um Estado Membro ou de um país fora da comunidade, essa empresa, quer pela Diretiva anterior quer pela nova, é considerada Produtora, tendo que estar registada e declarar o que coloca no mercado. – O que muda então, com a figura do representante autorizado? Existem duas mudanças de fundo. Primeiro, se a empresa estrangeira é um produtor sediado num Estado Membro pode, se assim o desejar, assumir a responsabilidade pelos seus distribuidores – as empresas importadoras nacionais – nomeando um representante autorizado em Portugal, o qual regista-se e passa a declarar tudo o que essa empresa estrangeira coloca em Portugal. Se tal acontece, os seus distribuidores nacionais ficam (por esse fornecedor estrangeiro) desonerados dos encargos de registo e de terem que declarar o que colocam no mercado. É, portanto, uma facilidade que é dada a empresas já produtoras em algum Estado Membro, de poderem assumir e controlar as suas obrigações em Estados Membros onde não têm presença física. Convém realçar que se um produtor comunitário não residente faz todas as suas vendas para um dado Estado Membro através de distribuidores locais, os quais estão registados (produtor/ importador), a nomeação de um representante autorizado é uma possibilidade e não uma obrigação. Sendo que a existência de um representante autorizado acarreta custos, é natural que muitos produtores não residentes e que façam todas

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as suas vendas para um dado Estado Membro através dos seus distribuidores nesse mercado (que estarão registados), não use esse direito e não nomeie representante autorizado. Nesta situação, as empresas importadoras permanecem registadas e terão que continuar a fazer declarações periódicas. A segunda mudança é a obrigatoriedade de nomeação de representantes autorizados para empresas que façam vendas à distância e que não estão presentes nos mercados onde colocam diretamente equipamentos em utilizadores finais. Ou seja, é a forma de fechar o ciclo, fazendo com que todos os equipamentos que sejam colocados em qualquer mercado – quer por venda à distância, quer por empresas importadoras locais – sejam declarados e que haja posteriormente alguém responsável pelo seu tratamento quando forem deitados fora.


certiel

Autoconsumo – Outra abordagem Desde a última alteração, no início deste ano, das tarifas remuneratórias aplicadas à energia produzida por unidades de micro e de miniprodução que se espera uma verdadeira renovação legislativa no setor fotovoltaico para instalações de pequena dimensão, como é o caso das unidades de produção descentralizada de energia elétrica, aliás já prevista na atual legislação. É consenso generalizado que não há razões para manter dois regimes jurídicos tal como vigoram atualmente, ou seja, uma plataforma para instalações tidas como microprodutoras e uma outra para um conjunto de unidades com potência superior, neste caso designadas por instalações de miniprodução, escalonadas entre si em função da potência de ligação à rede. Independentemente do setor da energia fotovoltaica poder vir a ver a “fusão” de duas legislações que ainda coexistem, os valores de remuneração e as potências a atribuir que daí possam surgir deixarão, muito provavelmente, de ser apelativos face às alterações verificadas no início deste ano nesta matéria. De facto, no caso da microprodução fotovoltaica, normalmente associada a instalações de consumo doméstico, a tarifa bonificada de referência, para as unidades certificadas em 2013, é de 0,1960 €/kWh para os primeiros 8 anos (0,1650 €/ kWh para o subsequente período de 7 anos), valor com tendência a baixar nos anos seguintes (a Portaria n.o 431/2012, de 31 de dezembro, prevê uma redução anual da tarifa de referência de 0,1300 €/kWh). Por outro lado, a tarifa do regime geral parte de um valor de referência de 2012 de 0,1393 €/kWh, sendo atualizada anualmente pela variação do índice de preços no consumidor, o que conduz a um valor de 0,1418  €/kWh para 2013, com tendência para aumentar nos anos seguintes na medida em que a inflação seja positiva.

Acreditamos, face às várias declarações dos responsáveis políticos intervenientes, que o conceito legislativo em vigor de tarifa bonificada, que até hoje tem sido uma fonte de crescimento técnico e económico para o setor fotovoltaico, se encontra em fim de ciclo para dar lugar ao chamado “autoconsumo” ou “net-metering”. Os modelos em causa (o atual, o “autoconsumo” ou o “net-metering”) são, do ponto de vista elétrico, praticamente iguais – com exclusão do autoconsumo puro, em que a instalação consumidora associada não está ligada à rede de distribuição, sendo a energia produzida em excesso relativamente ao consumo em cada momento, guardada, normalmente em baterias, para ser utilizada quando o consumo excede a produção. De facto, existe uma energia elétrica que é produzida e que é, em parte, consumida localmente, sendo o excedente entregue à rede para ser distribuída conjuntamente com a restante energia que nesta circula. A diferença fundamental encontra-se na forma como a energia é medida e no conceito de compra e venda que é utilizado. Na situação atual, toda a energia produzida é medida no contador de produção e vendida, sendo a energia consumida medida noutro contador e paga integralmente ao comercializador de último recurso. Nos outros regimes, sendo a ligação da produção feita a jusante do contador de consumo, desta energia só é medida como entregue à rede a que, em cada momento, exceder o consumo associado, devendo a restante, consumida localmente, ser considerada como energia de substituição da que, sem a produção, seria fornecida pela rede, e ao preço desta ser valorizada. O excedente entregue à rede pode ou não ser pago ao produtor ou ser objeto de encontro, em quantidade, com a energia recebida da rede. Revista Animee 33


certiel Qualquer que seja o modelo ou a forma como o projeto seja encarado (projeto financeiro ou de eficiência energética) a questão que se coloca é sempre a mesma: aquilo que o produtor/consumidor recebe ou que o consumidor/produtora deixa de pagar compensa o investimento a realizar? O modo de produzir energia e os hábitos de a consumir, ou mesmo a forma como se olha para o investimento efetuado por cada futuro produtor/consumidor (prosumer) são matérias que aparentemente pouco ou nada terão a ver com a atividade da CERTIEL. Puro erro, pois desde que a campanha “Usar bem a Energia é um dever de cidadania” foi lançada pela CERTIEL, há cerca de dois anos, que é difícil encontramos um tema em que faça tanto sentido falar dela como agora face com o previsto autoconsumo. Esta campanha, independentemente da ordem proposta, assenta em três pilares fundamentais: • Segurança elétrica; • Eficiência energética; • Renovação elétrica. A Segurança das instalações elétricas deve estar sempre presente para quem as projeta e para quem as executa, sejam elas para consumo ou para produção. A inexistência, ainda, de regulamentação técnica para instalações particulares de produção fotovoltaica, como o são as unidades em questão, levou a que CERTIEL, já em 2008, adaptasse um conjunto de regras desenvolvidas por outros países europeus e com elas criasse, para aplicação à realidade nacional, aquilo a que se chamou um “Guia Prático de Instalações de Microprodução”. Estando agora em causa uma mudança no conceito legislativo a aplicar às instalações fotovoltaicas, e por consequência, também na execução, é certo que é dever de todos estarmos atentos a essa nova realidade e antecipar erros futuros. Não será por acaso que não são conhecidos acidentes em instalações fotovoltaicas domésticas, e aqui, seguramente, o mérito será de todos os intervenientes. Acreditamos que o método aplicado, assente numa perspetiva de continuidade, deverá ser melhorado. A Segurança, tal como o Sol, é para todos nós! n.o 326 - Julho / Agosto 2013 34

A Eficiência que tanto se promove atualmente, e bem, poderá ter muitas formas de ser vista e analisada. Uma delas, será naturalmente a mais intuitiva, ou seja, uma instalação que produz energia elétrica, e da qual o seu proprietário usufrui, é sem dúvida uma fonte de poupança na energia consumida e por consequência paga; Outra análise que deverá ser feita, é a resposta a várias questões: A instalação serve os interesses de consumo energético do seu proprietário? A energia que é produzida terá qualidade para não influenciar negativamente a utilização dos eletrodomésticos em uso, danificando-os? Estaremos a produzir para consumir e ainda assim termos desperdício energético evitável? Esta última questão depende muito da formação e informação do profissional. Se a formação é da sua “quase” exclusiva responsabilidade, já a informação fica fortemente comprometida se não houver um conhecimento das necessidades e mesmo até dos hábitos do produtor. As falhas energéticas, os picos ou abaixamentos de tensão e os sobreaquecimentos, entre muitas outras possibilidades, são sempre problemas que se projetam na falta de eficiência da instalação. A Renovação das instalações elétricas está diretamente relacionada com a segurança e com a eficiência destas, devendo ser estes os seus principais objetivos. Face ao estado atual do mercado da construção e aos incentivos à reabilitação urbana existentes, é previsível que venhamos a ter nos próximos anos uma maior incidência dos nossos profissionais nas instalações elétricas dos edifícios em reabilitação. Será sempre uma mais-valia para o utilizador final se a sua instalação elétrica, mesmo sem uma produção fotovoltaica, estiver preparada, se possível, para vir a ser dotada de uma unidade que produza energia elétrica para o seu consumo. A CERTIEL tem vindo desde há anos a promover uma requalificação das instalações que responda ou possa responder, no futuro, a todas as vertentes técnicas previsíveis atualmente. Estamos convencidos que, tal como para outras tecnologias e equipamentos, também na renovação e reabilitação urbana haverá espaço e mentalidades para usar bem a energia, cumprindo assim os deveres de cidadania.


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CERTIF certifica profissionais formados pela ADENE A Certif-Associação Para a Certificação, líder de mercado em Portugal na área da certificação de produtos e serviços (quota superior a 90 por cento) entrou recentemente na área da certificação de pessoas, designadamente profissionais formados pela ADENE Agência para a Energia que exercem a sua atividade no setor da Energia. Esta aposta está alinhada com o interesse da ADENE Agência para a Energia, entidade gestora do Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE), que no âmbito das suas competências na área da eficiência energética e das energias renováveis, pretendeu reforçar a formação dos profissionais portugueses com o lançamento de novos cursos que permitem aos formandos, desde que reúnam os pré-requisitos de qualificação CERTIF, vir a obter a marca de certificação concedida pela CERTIF. Por outro lado, reforça ainda mais a presença da CERTIF neste sector de atividade, representada através da certificação de produtos solares térmicos e de produtos de software aplicáveis à avaliação do desempenho energético de edifícios. Tendo por base os desafios ambientais associados ao consumo de energia, é essencial que

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os agentes económicos (entidades e empresas) desenvolvam e implementem sistemas e processos visando a melhoria da eficiência energética decorrente das suas atividades. Foi neste enquadramento que a ADENE iniciou a sua oferta com o curso “Qualificação de Auditores ISO 50001”, e ao seguir as metodologias da CERTIF, permitirá que aos formandos aprovados no mesmo, possam ter acesso à marca CERTIF Auditor Certificado para o grau de Auditor interno, Auditor ou Auditor Coordenador de acordo com pré-requisitos de qualificação CERTIF. Para além dos formandos deste curso, e desde que reúnam os requisitos de pré-qualificação CERTIF, outros profissionais ligados ao sector da energia, como os Projetistas de Sistemas Solares Térmicos, e no âmbito do SEEP (Sistema de Etiquetagem Energética de Produtos) os Projetistas de Janelas Eficientes (SEEP) e os Instaladores de Janelas Eficientes (SEEP) poderão vir a obter a marca de certificação CERTIF. A certificação de pessoas é voluntária, mas permite aos profissionais que obtenham a certificação um reconhecimento imparcial, credível e rigoroso das suas competências, que lhes poderá ajudar a consolidar ou melhorar o seu posicionamento no mercado de trabalho.


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A ABB simplifica a selecção e a aquisição de motores de baixa corrente de irrupção A partir da análise da sua extensa base instalada, a ABB identificou os requisitos mais comuns para motores de baixa corrente de irrupção (LIC, Low Irruption Current) e criou um conjunto de motores pré-calculados de concepção melhorada. Estes motores estão optimizados para as aplicações mais correntes, tornando muito mais simples a selecção do motor apropriado e encurtando os tempos de entrega. A ABB, líder em tecnologias de energia e automação, desenvolveu um conjunto de motores pré-calculados de baixa corrente de irrupção para a satisfação dos requisitos de aplicações em extrusoras, bombas e compressores. Os motores combinam assim a excelente fiabilidade da plataforma de motores modulares assíncronos de alta tensão da ABB (tipo AM) com o melhor desempenho possível nas aplicações a que se destinam. Os motores LIC são utilizados para minimizar perturbações em redes de alimentação fracas. Quando um motor normal arranca numa rede fraca, a elevada corrente de arranque pode causar uma queda de tensão passível de perturbar o funcionamento de outros equipamentos. Redes deste tipo são frequentes em localizações remotas e mais comuns em sectores tais como os das indústrias extractivas, química, do petróleo ou do gás, e no transporte marítimo. Como refere Karita Forss, gestora de produto de motores assíncronos de alta tensão da ABB, “Sendo nós um fornecedor de longa data de motores LIC, identificámos uma oportunidade para satisfazer a necessidade que os nossos clientes sentem de um desempenho óptimo nas suas aplicações. Estudámos os requisitos LIC mais comuns e criámos um conjunto abrangente de motores pré-calculados para aplicações em

bombas, compressores e extrusoras. Assim, ajudamos os nossos clientes a encontrarem a solução perfeita num abrir e fechar de olhos.” “Um benefício adicional do projecto foi a melhoria do desempenho de arranque globalmente dentro da nossa gama de motores modulares assíncronos de alta tensão, aumentando assim a competitividade de toda esta família de produtos. Um cliente que encomende um motor modular assíncrono de alta tensão da ABB – seja ele LIC ou não – pode ter a certeza de ir ter um motor robusto e fiável com um desempenho óptimo para a sua aplicação específica.” A tecnologia LIC da ABB baseia-se numa concepção melhorada para o rotor, segundo a qual as barras rotóricas são fabricadas a partir de ligas seleccionadas de cobre de alta resistividade, e a forma e a dimensão das barras são customizadas para a obtenção do desempenho desejado para o motor. Daqui resultam correntes de arranque de somente 3,5 a 4,5 vezes a corrente nominal, em comparação com um valor de 7 vezes para um motor normal. A gama LIC padrão da ABB é formada por motores de 11 kV em versões de 2, 4 e 6 pólos, dimensões de carcaça entre 560 e 900 e potências máximas úteis de 4 a 11 MW. Os motores são fornecidos com protecções não faiscante (Ex nA) ou com pressurização interna (Ex p), para utilização em atmosferas explosivas, e estão também disponíveis em versão para área segura. Continua Karita Foss, “Também fabricamos motores LIC com outras dimensões de carcaça e optimizados para outras aplicações. Os operadores das instalações industriais podem confiar nas nossas soluções fortes para os seus problemas de redes fracas.” Revista Animee 37


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A ABB completa a aquisição da Power-One A ABB torna-se líder mundial na parte mais atractiva da cadeia de valor fotovoltaica A ABB, o grupo líder em tecnologias para energia e automação, e a Power One Inc., líder no fornecimento de energia renovável e em soluções eficientes de conversão eléctrica e de gestão de sistemas eléctricos, confirmaram que a ABB completou a aquisição previamente anunciada da Power One. A transacção posiciona a ABB como um líder global no fornecimento de inversores solares, que desempenham um papel crítico na conversão da energia solar em corrente eléctrica, e no controlo da sua incorporação no sistema eléctrico. A Power One dispõe de uma das ofertas mais completas do mercado de inversores solares, com uma gama que cobre aplicações para o sector residencial e empresas de electricidade, e uma ampla capacidade global de fabrico. Possui também um portefólio de soluções eléctricas que complementa o da ABB. A Power One emprega cerca de 3.500 pessoas, principalmente na China, Estados Unidos e Eslováquia. Joe Hogan, CEO da ABB, declarou: “A aquisição da Power-One amplia o nosso negócio de renováveis e traz importantes oportunidades de criação de valor para os nossos clientes, colaboradores e accionistas. A combinação da Power-One e da ABB enquadra-se perfeitamente na nossa estratégia para 2015 e dá lugar a um actor global com a escala adequada para competir com êxito. É com muito prazer que damos as boas-vindas aos colaboradores da Power-One”. Richard J. Thompson, CEO da Power-One, afirmou: “Estamos satisfeitos por nos unirmos à família ABB e prevemos um brilhante futuro n.o 326 - Julho / Agosto 2013 38

comum. Juntos, poderemos responder melhor à crescente procura mundial de soluções inovadoras para as energias renováveis, e fortalecer assim a nossa liderança global. A ABB é o sócio adequado, e este é o momento ideal para que as nossas empresas unam as suas forças”. O portefólio da ABB, líder em electrotecnia e automação, juntamente com a sua presença global e a sua organização de serviços, fazem da empresa um actor natural no sector solar fotovoltaico. A ABB tem vindo a incorporar as suas soluções na indústria solar fotovoltaica desde há muitos anos. O inversor solar é uma das tecnologias que mais rapidamente se estão a desenvolver na electrónica de potência. Requer a dedicação de importantes recursos de investigação e desenvolvimento (I&D). Em 2012, A ABB investiu globalmente cerca de 1.500 milhões de dólares em I&D. Ulrich Spiesshofer, director da divisão Discrete Automation and Motion da ABB, assegurou: “A união destas duas empresas de êxito criará um importante crescimento impulsionado pelo valor acrescentado, e baseado na presença global, na elevada qualidade, e na liderança tecnológica. Estamos certos de que será uma colaboração bem sucedida”. O Grupo ABB (www.abb.com), líder em tecnologias de energia e automação, possibilita às empresas de electricidade, água e gás, e à indústria, melhorar o seu desempenho, reduzindo o impacto ambiental. O Grupo ABB opera em cerca de 100 países e emprega aproximadamente 145.000 pessoas.


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Oxford University responde à procura de BYOD com a modernização da sua infraestrutura de rede de TI da Alcatel-Lucent A Alcatel-Lucent foi selecionada para levar a cabo a modernização da infraestrutura de TI de St. Anne’s College, uma das maiores faculdades da Universidade de Oxford, através da evolução da sua rede sem fios (Wi-Fi) melhorando o “serviço ao cliente” dos 550 estudantes matriculados e do seu pessoal, devido à crescente utilização dos seus próprios laptops, tablets e smartphones.

os equipamentos à rede correta, e é significativamente mais rápida, o que oferece a todos os nossos utilizadores uma experiência superior. E desde que implementámos pela primeira vez a tecnologia empresarial da Alcatel-Lucent não tivemos de fazer pedidos de suporte ao nosso integrador, Khipu Networks. A solução simplesmente faz o que é necessário.”

A modernização inclui a implementação da família de produtos OmniSwitch da Alcatel-Lucent, que proporcionará à faculdade de St. Anne’s uma rede avançada e flexível e facilitará um serviço Wi-Fi de qualidade empresarial através do acesso sem fios 802.11n, com elevado desempenho para todos os alunos nas instalações escolares.

David Parker, Vice-Presidente e Diretor Geral das atividades Empresariais da Alcatel-Lucent no Reino Unido e Irlanda, explicou: “Esta modernização é essencial para a faculdade de St. Anne’s College, para proporcionar um serviço sem fios fiável e com cobertura generalizada. Com o fenómeno BYOD (Trás o teu próprio Dispositivo) impulsionado principalmente pela procura dos utilizadores finais, este é um grande exemplo de uma instituição de ensino superior que adota esta tendência e modernização da sua infraestrutura de IT para suportar o compromisso de melhor servir os alunos e funcionários. Esperamos estender os limites desta solução para obter uma cobertura completa da faculdade.”

A solução foi instalada pelo Parceiro da AlcatelLucent Khipu Networks – um fornecedor de soluções de segurança, com uma forte presença no sector da educação no Reino Unido, outros países da Europa e da África do Sul. Oferece soluções de controle e acesso à rede para além de suportar a solução de monitorização de rede a partir da plataforma Networks Sentry da Bradford Networks existente na faculdade de forma a garantir uma melhor segurança. Acerca deste projeto, Ben West, director adjunto do IT do Colégio St. Anne, comentou: “poderemos atingir uma área maior com a nossa nova infraestrutura de rede, e protegê-la com mais segurança. Podemos separar as nossas redes, o que provou ser um elemento essencial na expansão das nossas instalações de conferências nos últimos anos. A rede atribui automaticamente

Este projeto é o segundo pedido importante de infraestrutura de rede de um Centro de Educação Superior, no Reino Unido, anunciado pela Alcatel-Lucent nos últimos seis meses, como continuação da implementação de uma vasta solução de Rede de Área Local LAN sem fios na Universidade de Portsmouth. Além disso, nos Estados Unidos, a Alcatel-Lucent anunciou a instalação de uma inovadora infraestrutura de rede para a Universidade da California. Revista Animee 39


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Parceria entre serviço de certificação Energética Bosch e Bosch Car Service oferece 2.610 milhões de euros em serviços de certificação energética O serviço de certificação energética da Bosch e a Bosch Car Service, serviço de oficinas automóvel líder em todo o mundo, uniram esforços para classificar energeticamente a casa dos Portugueses e incentivar o comportamento sustentável. No âmbito da sua estratégia de sustentabilidade e desenvolvimento energético, a empresa uniu dois dos seus melhores serviços para possibilitar às famílias e empresas portuguesas melhorar o seu consumo energético tanto a nível residencial como durante viagens de automoóveis, facilitando para isso o acesso à classificação do desempenho energético de um edifício e também a um conjunto de benefícios para a viatura. O objetivo passa por garantir que os interessados tenham acesso às oportunidades de melhoria do desempenho energético nas suas casas e ainda da qualidade do ar interior dos seus veículos, permitindo igualmente potenciar reduzir custos energéticos, aumentar o conforto e ainda, diminuir o impacto ambiental. A parceria, que decorrerá até ao dia 30 de Setembro de 2013, irá permitir que os clientes Bosch Car Service tenham acesso a descontos de 30€ no Serviço de Certificação Energética da Bosch. Por sua vez, os clientes da Certificação Energética Bosch que peçam o certificado, recebem um desconto de 50% no carregamento do Ar Condicionado, um desconto de 25% do filtro do habitáculo Bosch, e ainda um check-up gratuito nas oficinas da Bosch Car Service. n.o 326 - Julho / Agosto 2013 40

Cada oficina vai receber 18 mil euros em cheques oferta, que se destinam aos seus clientes. No total, serão oferecidos cerca de 2.610 mlhões de euros aos portugueses que pretendam certificar as suas casas como energeticamente eficientes. “Estamos perante uma época em que os portugueses estão mais atentos às preocupações energéticas, muito devido a todas as alterações a que têm assistido nos últimos anos, quer seja a nível ambiental, energético ou económico. A Bosch, como empresa que estuda constantemente o mercado e as preferências dos seus consumidores, apostou numa parceria que juntou duas das áreas em que os portugueses mais gastam: conforto do lar e conforto no automóvel”, explica Rui Oliveira, responsável pelo serviço de certificação. “Sabemos que o automóvel continua a ser um meio de transporte muito utilizado pela população portuguesa e, uma vez que estamos perante uma economia energética, juntámos o útil ao agradável e possibilitámos a convergência de esforços para ajudar a munir as casas dos portugueses de ferramentas essenciais para se tornarem eficientes e, desta forma, pouparem na fatura energética mensal”, conclui.


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BOSCH CAR instala armazéns automáticos verticais VRC WAREHOUSE TECHNOLOGIES equipou a unidade de produção de Braga da multinacional A VRC WAREHOUSE TECHNOLOGIES, fornecedor preferencial da BOSCH para sistemas automáticos de armazenagem vertical, instalou, recentemente, dois Armazéns Automáticos HÄNEL ROTOMAT na fábrica de Braga, BOSCH CAR – MULTIMEDIA PORTUGAL, LDA. Esta instalação, em operação em plena área produtiva, cumpre requisitos únicos, incluindo proteção electroestática ESD. Devido às dimensões do material a acondicionar, estes equipamentos foram produzidos numa linha especial da fábrica HÄNEL, em Wiesentheid, na Alemanha.

Segundo Pedro Pereira, da BOSCH CAR – MULTIMEDIA PORTUGAL, LDA., “este investimento possibilitou uma forte redução de espaço de solo, restrição do acesso ao material e inventário permanente em tempo real”.

A aplicação constitui um armazém avançado de telas na produção, e é gerida por uma versão especial do software FLUX, desenvolvido à medida pela VRC, para a BOSCH. As telas são dispensadas em fluxo tenso, diretamente para as printers das várias linhas de produção, e retornam aos armários automáticos verticais Hänel Rotomat, no final do seu ciclo de impressões. A unidade BOSCH CAR – MULTIMEDIA PORTUGAL, LDA é a principal fábrica da divisão Car Multimedia da Bosch e a maior empresa do Grupo em Portugal, tendo iniciado a sua atividade em 1990. A empresa foca-se no desenvolvimento de soluções inteligentes concebidas para tornar a integração, no interior do veículo, de funções de entretenimento, navegação, telemática, e assistência à condução, mais flexível e mais eficiente do que alguma vez foi. A VRC WAREHOUSE TECHNOLOGIES, sedeada em Famalicão, é a representante oficial da marca alemã Hänel Gmbh em Portugal, Espanha e Chile. Com experiência de 20 anos na tecnologia do armazenamento automático vertical e com certificação ISO 9001 desde 1995, assegurando um serviço técnico 24/7.

Revista Animee 41


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Efacec é fornecedora preferencial de tecnologia para o Bahrain Fornecimentos de sistemas à Electricity and Water Authority (EWA) totalizam cerca de 10 milhões de euros de valor global.

Alcançando um importante marco tecnológico, a Electricity and Water Authority, utility do Bahrain para a produção, transporte e distribuição de electricidade e água, acaba de dar por concluído o comissionamento da última, de um conjunto de 50 subestações, todas elas equipadas com sistemas integrados de automação, protecção e controlo Efacec. A empresa tem vindo a fornecer tecnologia, de forma continuada, à EWA, enquanto cliente final, confirmando-se a preferência desta utility pela integração de soluções Efacec na expansão da rede eléctrica do Bahrain, com vista a suprir as crescentes necessidades de energia do país. Os sistemas fornecidos assentam na plataforma de automação Efacec CLP 500 e baseiam-se na arquitectura mais avançada para automação de sistemas de energia, a norma internacional IEC 61850. A Efacec foi um dos primeiros fabricantes a disponibilizar soluções segundo esta norma, sendo também um activo promotor do seu desenvolvimento. Com esta tecnologia Efacec, também já instalada em diversas outras geografias, desde a Europa, à n.o 326 - Julho / Agosto 2013 42

Ásia e à América, a EWA conta com uma solução estado-da-arte, de acordo com os avanços tecnológicos de redes inteligentes, permitindo uma operação autónoma, eficaz e segura da sua rede eléctrica. A subestação de Al Estithmar Al Senaa’e, a última a ser comissionada, situa-se na maior zona industrial do Bahrain, junto ao importante porto de Khalifa Bin Salman, localização considerada estratégica para o desenvolvimento do país. Oficialmente designado como Reino do Bahrain, este país situa-se na costa ocidental do Golfo Pérsico, fazendo parte de uma região actualmente considerada importante para o desenvolvimento futuro de diversas actividades da Efacec.

Curiosidades A introdução da norma internacional IEC 61850 tem possibilitado o desenvolvimento do sector eléctrico no ambiente de sistemas de automação de subestações, já que pretende garantir a interoperabilidade entre IEDs (Intelligent Electronic Devices) de diferentes fabricantes, podendo estes trocar informações entre si e executar todo o tipo funções de protecção e automatismos utilizados nas subestações. É considerada uma das arquitecturas chave para redes inteligentes.


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Efacec fornece celas Normafix para o Líbano A Electricidade do Líbano (EDL) levou a concurso a reabilitação de Subestações de Média Tensão em todo o país. O concurso, dividido em três lotes (EDL North, EDL Middle e EDL South), só permitia que cada prestador de serviços ganhasse um lote e a César Debbas & Fils (CDF), parceiro da Efacec no Líbano, ganhou o lote EDL South, o maior em concurso. Na sequência do resultado deste concurso, a Efacec Aparelhagem assinou um contrato para fornecimento de 2000 celas da gama Normafix 24, com a duração de três anos e com renovações automáticas.

De realçar ainda que o contrato agora estabelecido pode no futuro potenciar um aumento significativo no fornecimento, já que as necessidades previstas são muito superiores aos números que estiveram na base deste contrato. O Líbano é um mercado que a Efacec tem vindo a trabalhar há já vários anos, tendo fornecido mais de 1000 celas, reconhecidas como um produto com excelente performance. Por último, é de referir que a CDF não é apenas parceiro comercial da Efacec, mas também industrial. Neste contrato a Efacec Aparelhagem fornece as celas já assembladas, mas a parceria com a CDF prevê a possibilidade de fornecermos as celas em Kits e estas serem montadas nas suas instalações industriais.

Efacec fornece Quadros MT para a CORPOELEC A Efacec forneceu Quadros Efacec Normacel Intempérie à CORPOELEC, eléctrica venezuelana. Esta solução, desenvolvida pela Efacec Aparelhagem, teve uma forte componente de engenharia e logística, que culminou com êxito, com a chegada das primeiras unidades ao local da operação.

Recorda-se que o contrato assinado pela Efacec Aparelhagem e a CORPOELEC engloba o fornecimento de 52 Quadros com entregas faseadas durante dois anos.

Os quadros móveis de 13.8 kV destinam-se a facilitar os trabalhos de substituição dos quadros (obsoletos) existentes e foram colocados nas Subestações Morón, Coro I, Coro II e em Guacara. Este fornecimento, realizado em tempo considerado recorde pelo próprio cliente, desenvolve-se agora com o fornecimento dos quadros fixos. Revista Animee 43


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Clientes aconselham vivamente a Rittal como fornecedor No âmbito do objetivo “Cliente 100% Satisfeito” a Rittal realizou um inquérito de satisfação, através do qual pretende avaliar a performance da empresa nas suas diversas vertentes, bem como a perceção que os clientes têm da mesma. Assim, elaborou-se um conjunto de 14 perguntas que focava aspetos gerais, como por exemplo a imagem da empresa no mercado ou a facilidade de contacto com a mesma até aspetos mais específicos como por exemplo prazo de entrega de produtos especiais ou apoio técnico pós-venda. O inquérito foi enviado para um horizonte de aproximadamente 300 clientes tendo sido rececionadas 63 respostas válidas.

Facilidade de contacto com a nossa empresa

Suf Bom Mt Bom

Acompanhamento e disponibilidade do Departamento Comercial

Na avaliação os clientes tinham a possibilidade de escolher respostas desde “muito negativo, a negativo, suficiente, Bom e Muito Bom”. Os resultados foram francamente bons, sendo que, num horizonte de 1008 respostas, 0,1% foi “muito negativo”, 2,48% “negativo”, 20,34% “suficiente”, 58,13% “Bom” e 18,95% “Muito Bom”. Assim, 77,08% das respostas classificaram-nos acima do “Bom”, o que reflete bem o excelente comportamento da Rittal Portugal. Resultado das respostas do Inquérito:

Facilidade de acesso à informação no website www.rittal.pt

Atendimento telefónico

Suf Bom Mt Bom

Negativo Suf Bom Mt Bom

Capacidade de desenvolver o produto em função da necessidade do cliente

Negativo

Negativo

Suf

Suf

Bom

Bom

Mt Bom

Mt Bom

n.o 326 - Julho / Agosto 2013 44

O inquérito foi realizado através de uma plataforma on-line, entre os dias 10 e 12 de Abril de 2013.

Qualidade dos produtos fornecidos

Suf Bom Mt Bom


empresas

35 30 25 Prazo de entrega de produtos standart

20 15

Prazo de entrega de produtos especiais

10 5 0 Mt Neg

Negativo

Suf

Apoio Técnico / Assistência Pós-venda

Bom

Mt Bom

N Resp

Cumprimento dos prazos de entrega estabelecidos

Capacidade de resolução de situações de carácter urgente Mt Neg

Negativo Suf Bom Mt Bom

Negativo

Negativo

Suf

Suf

Bom

Bom

Mt Bom

Mt Bom

N Resp

Actividades de Marketing

Qualidade de entrega - transporte, acondicionamento e embalagem

Resolução de assuntos de carácter financeiro

Negativo

Negativo

Negativo

Suf

Suf

Suf

Bom

Bom

Bom

Mt Bom

Mt Bom

Mt Bom

50 40 �������������������������������������

30 20

Avaliação da Rittal portugal como fornecedor

10 0 Mt Neg

Negativo

Suf

Bom

Mt Bom

N Resp

Como conclusão podemos retirar deste inquérito as seguintes ilações: 1. Temos um grande número de respostas que nos classifica com Suficiente e por isso temos espaço de melhoria para Bom e Muito Bom. Também as respostas com Bom poderão melhorar para Muito Bom 2. Genericamente os clientes elogiam e gostam de trabalhar com a Rittal 3. O trabalho que temos vindo a desenvolver no mercado Português é reconhecido pelos clientes e por isso deve ser mantido e intensificado. Revista Animee 45


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Schneider Electric lança nova Smart-UPS C Disponível nos modelos 1000/1500 VA, para torres e Racks A Schneider Electric, especialista global em gestão de energia, lançou a nova Smart-UPS C que se encontra disponível nos modelos de 1000 e 1500VA, tanto em formato de torre como rack. São várias as especificidades que destacam este novo modelo de UPS como um produto de excelência, sendo elas: • • • • • •

Novo visor LCD; Uma saída de onda sinusoidal; Modo Poupança de alta eficiência; Regulação de voltagem automatizada; Comunicações via USB; Software da edição Powerchute Business;

Os atributos da Smart-UPS C são semelhantes aos dos restantes modelos que fazem parte da gama Smart-UPS, mas oferece ainda uma solução de nível de servidor UPS com uma boa relação qualidade-preço destinado a pequenas e médias empresas. A gama Smart-UPS da Schneider Electric, que já ganhou vários prémios, é a mais popular em todo o mundo para a proteção de servidores, armazenamento e proteção da potência de rede. É a opção mais adequada para a proteção de dados e equipamentos críticos, garantindo sempre uma energia limpa e fiável. Além da sua fiabilidade e facilidade de gestão, as Smart-UPS têm uma eficiência extremamente n.o 326 - Julho / Agosto 2013 46

elevada, quer seja em níveis baixos, médios ou altos de carga, o que as torna ideais para os atuais servidores multi-core ou virtualizados que têm grandes variações de carga. Disponíveis em vários formatos – torre, rack, rack/torre, convertível, existe um modelo disponível para qualquer tipo de orçamento. De facto, as Smart-UPS apresentam-se como UPS com o valor otimizado, contando também com as características de disponibilidade e gestão, necessárias para servidores de entrada de nível e para redes de voz e dados. “É extremamente importante adaptarmos a nossa oferta às várias necessidades do mercado”, afirma Maria de Lurdes Carvalho, VicePresidente do IT Business da Schneider Electric. “Torna-se, também para nós, fulcral continuarmos a reforçar a posição da gama Smart-UPS, que já vendeu mais de 20 milhões de unidades, como o produto de confiança dos gestores de topo das TI.” Sobre a Schneider Electric Especialista global em gestão de energia e presente em mais de 100 países, a Schneider Electric fornece soluções integradas para vários segmentos de mercado, sendo líder nos setores da Energia & Infraestruturas, Fabricantes Industriais e de Máquinas, Não-Residencial, Centros de Dados e Redes, e Residencial. Mobilizados para tornar a energia segura, fiável, eficiente, produtiva e ecológica, os mais de 140.000 colaboradores da Schneider Electric atingiram 24 mil milhões de euros de volume de negócios em 2012, comprometendo-se junto dos indivíduos e organizações com o objectivo de os ajudar a fazer o máximo com a sua energia.


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M

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Nova iluminação exterior no edifício da Schréder em Carnaxide: uma iluminação dinâmica com elevada economia energética

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Da palavra aos actos, é como se pode classificar a decisão da Schréder em proceder à substituição da iluminação do parque de estacionamento e da fachada do seu edifício sede, em Carnaxide, por novos equipamentos com tecnologia LED e sistema de controlo DMX. No estacionamento foram utilizados 5 projetores NEOS com 16 High Power LED, consumo de 27W, em substituição de 7 Neos 2/70W, consumo 84W.

dos para a via, de forma a assegurar uma iluminação confortável e de segurança. Desta forma conseguimos uma solução de iluminação adequada ao espaço, tecnologicamente inovadora, com uma redução energética de 88% face à solução anterior e que combina o conforto da iluminação ambiente com o dinamismo da fachada.

Na fachada, pretendia-se um conceito de iluminação dinâmica ao longo de todo edifício, combinando com uma iluminação estática na zona de circulação. Para o efeito o serviço de I&D – Investigação e Desenvolvimento, do Centro de Competências da Schréder, desenvolveu o versátil projetor Capi que pode funcionar simultaneamente como uplight e downlight ou apenas em uma das funcionalidades. Para o varrimento da fachada e em substituição dos 19 Focal/75W (lâmpadas de cor azul) existentes, foram utilizados 19 projetores CAPI, versão uplight/downlight. Os LED superiores, 3 High Power LEDs Azuis (Consumo de 4W), estão integrados num sistema de controlo DMX, permitindo desta forma ter uma iluminação dinâmica na parte superior do edifício. Os LED inferiores, 3 High Power LED em Branco Neutro (Consumo de 4W), estão orientaInstalação Antiga Nova

Quantidade luminárias

Potência unitária (W)

Estacionamento

7x70W

7x84W

Fachada

19x75W

19x90W

Estacionamento

5x16 HP LED

5x27W

Fachada

19x6 HP LED

19x8W

Potência total (W)

Consumo anual (kWh)

2.298,00

5.032,60

287,00

629,00

Economia

88%

Revista Animee 47


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Nova variante em São Domingos de Rana: iluminação de performance com as luminárias teceo da Schréder

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A Câmara Municipal de Cascais inaugurou no passado mês de Dezembro uma nova e importante via rodoviária, trata-se da Avenida Conde Riba D’Ave, esta nova via facilita as ligações entre Carcavelos e Oeiras.

percursos pedonais foi utilizada a versão TECEO1 com 32LEDs, fotometria extensiva Lensoflex®2, LEDs em branco neutro, instalada em coluna com hu=4m sem braço.

Perante os novos desafios impostos à mobilidade e desenvolvimento sustentável das zonas urbanas, esta nova via surge com um perfil de uma via para cada lado, passeios de ambos os lados da via e ciclovia. No que respeita à iluminação a solução adoptada passou pela luminária TECEO, a luminária TECEO está equipada com tecnologia LED e foi desenvolvida para possibilitar performances fotométricas optimizadas associados a custos mínimos de exploração para o dono de obra. As versões da luminária TECEO instaladas foram, para a via o modelo TECEO2 equipado com 80 LEDs, fotometria extensiva Lensoflex®2, LEDs em branco neutro, instalada em coluna com hu=8m e braço de 1,5m, para os n.o 326 - Julho / Agosto 2013 48

Comparativamente a uma solução tradicional recorrendo a lâmpadas de descarga este projecto permitiu uma economia em termos de energia de 54%.


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Equipa portuguesa de Formula Student escolhe motores elétricos Siemens para subir ao pódio este tipo de veículos que necessitam atingir velocidades elevadas num curto espaço de tempo, conciliadas com travagens bruscas frequentes. Para permitir manter o binário a velocidades elevadas os motores são refrigerados a água, reduzindo-se assim as suas perdas de energia o que se traduz num equipamento energeticamente eficiente.

• Motor do FST 05e desenvolvido pela Siemens apresenta elevada performance e eficiência energética • Envolvimento da empresa no projeto visa promover a engenharia portuguesa e fomentar a produção nacional Dois motores elétricos da Siemens, de elevada performance e eficiência energética, foram instalados pela equipa de alunos do Instituto Superior Técnico (IST) no protótipo de Formula Student elétrico desenvolvido em Portugal. O baixo peso e compacticidade dos motores elétricos usados no Formula Student agora apresentado foram determinantes na performance final e no desenho otimizado do veículo e assumiram-se como fatores determinantes para os alunos terem escolhido tecnologia de ponta da Siemens. Estes motores foram desenvolvidos para aplicações exigentes em termos de fiabilidade e operação, permitindo rampas de aceleração curtas e velocidades elevadas bem como tempos de travagem curtos. O SIMOTICS M do tipo 1FE1 é um motor de elevada performance, adequado a

O protótipo foi equipado com dois motores elétricos Siemens SIMOTICS M do tipo 1FE1, um em cada roda traseira, sincronizados na propulsão. Esta tecnologia de ponta faz com que o novo bólide “esconda” algumas vantagens determinantes sobre os seus mais diretos concorrentes, nomeadamente uma melhor distribuição de peso e redução do centro gravidade, bem como a ausência do tradicional eixo diferencial, substituída pela sincronização, em protocolo Siemens, a 100 Mega-bit/seg (Drivecliq). A propulsão agora instalada no FST 05e, em conjunto com os chassis monocoque, os apêndices aerodinâmicos (asas e fundo plano), a suspensão e jantes integrais em fibra de carbono assim como um diferencial eletrónico, fazem do novo modelo do Formula Student, o quinto já construído no Instituto Superior Técnico, o carro mais tecnológico alguma vez feito em Portugal. Para o acionamento dos motores foram escolhidos os conversores de frequência do tipo SINAMICS S120, de montagem modular, que permitem uma solução personalizada com elevada flexibilidade e performance do sistema. Esta solução integrada Siemens, motor e conversor de frequência, é no fundo o órgão vital deste projeto, por ser o que permite ao veículo atingir grandes velocidades rapidamente e alcançar a meta. Revista Animee 49


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Inauguração do maior parque eólico offshore equipado com 175 turbinas Siemens No dia 4 de Julho foi inaugurado o maior parque eólico do mundo construído no mar, o London Array. A Siemens forneceu 175 turbinas eólicas e a respetiva ligação à rede elétrica do London Array. Juntamente com a Dong Energy, e ao abrigo de um acordo de longo prazo, a Siemens também será responsável pela assistência técnica das turbinas. Propriedade de um consórcio, constituído pelas empresas Dong Energy, E.ON e Masdar, que é também responsável pelo seu desenvolvimento e construção, este parque tem uma potência instalada de 630 megawatts (MW) e fornecerá energia limpa suficiente para 500.000 lares britânicos. O parque eólico London Array reduzirá as emissões anuais de CO2 em cerca de 900.000 toneladas, ou seja, o equivalente às emissões de 300.000 carros. A Siemens forneceu e instalou as 175 turbinas eólicas do parque, cada um com um rotor de 120 metros de diâmetro e uma potência de 3,6 MW. Adicionalmente, a empresa forneceu a ligação à rede elétrica através de uma subestação em terra e duas subestações no Mar do Norte. A eletricidade gerada pelas turbinas eólicas é agrupada no mar e transportada até à costa por cabos submarinos de alta tensão. O parque eólico será operado e mantido a partir de uma central, especificamente construída para este fim, na cidade de Ramsgate. A energia eólica marítima já desempenha um papel importante nos sistemas de fornecimento de energia da Europa do Norte. A Inglaterra e a Alemanha que representam os mercados de energia offshore mais importantes, têm planos de desenvolvimento ambiciosos. O objetivo do n.o 326 - Julho / Agosto 2013 50

governo alemão é dispor de 10 GW de potência offshore instalada até 2020. No caso da Inglaterra, a meta situa-se em 18 GW de energia eólica até 2020, ou seja, o suficiente para satisfazer quase um quinto das necessidades de energia elétrica do país. O setor de energia português tem sido reconhecido como um exemplo para outros na Europa, com o uso de tecnologias que colocam Portugal na vanguarda daqueles que tentam diversificar as fontes, afastando-se dos combustíveis fósseis. A energia eólica tem dominado, com 4.310 dos 10.367 megawatts (MW) de capacidade de energia (renovável) instalada na rede elétrica, alimentados por ventos vindos do Atlântico e das montanhas ao norte. No final de abril do ano passado, Portugal tinha 219 parques eólicos e 2.254 turbinas eólicas.


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WEG lança novo Conversor de Frequência com PLC incorporado - CFW500 A WEG lançou uma nova linha de Conversores de Frequência, com uma performance excepcional no controlo de motores de indução trifásicos. A linha CFW500 é tecnologicamente avançada proporcionando um alto nível de controlo a um preço acessível. A nova linha de Conversores de Frequência CFW500 da WEG é robusta, flexível e inteligente e está disponível com potências de 0,18 kW a 22 kW. Esta linha foi concebida para ser versátil, podendo ser utilizada em múltiplas aplicações de automação industrial, como por exemplo: bombas centrífugas e de processo, ventiladores e compressores. Os Conversores de Frequência CFW500 estão baseados no desenho „plug and play‟ modular, extremamente fácil de usar e de programar. Incluem um micro-PLC incorporado que pode ser programado segundo o protocolo normalizado IEC 61131-3. Vêm ainda com macros préprogramadas para uma série de aplicações, por exemplo: posicionamento, temporização e aceleração. Os utilizadores podem simplesmente programar o drive usando o mostrador HMI, ou por meio de um computador através de uma variedade de interfaces (RS232, USB, RS485). Ao contrário de outros fornecedores a WEG oferece gratuitamente aos seus clientes o seu software WLP para programação e monitorização.

os tornam fáceis de adaptar para as aplicações específicas dos clientes. A HMI intuitiva e simples de usar proporciona indicação de até três variáveis simultâneas, tais como velocidade, assim como indicação das unidades principais e estatísticas de rendimento. Estes Conversores de Frequência podem operar em temperatura ambiente de até 50°C. “A nossa linha CFW500 foi desenvolvida para ser extremamente fácil de usar e operar,” disse Paulo Krüger, Gerente do European Automation Centre da WEG. “Estou satisfeito porque os nossos clientes podem agora beneficiar da programação avançada e características de controlo para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade dos seus processos, mas a um preço aceitável. Em condições típicas as aplicações não funcionam sempre a plena carga e os clientes ao instalarem o Conversor de Frequência CFW500 podem obter poupanças monetárias significativas ao controlarem a velocidade do seu processo e ajustá-lo em qualquer altura à carga específica.”

Esta linha, que foi desenhada tendo em mente a simplicidade de instalação e operação, pode identificar até 64 módulos plug-in diferentes. A linha CFW500 é ideal para suportar conceitos de automação descentralizada e é fácil de ligar a todos os fieldbus mais importantes incluindo Profibus-DP, DeviceNet e CANopen. Os drives oferecem módulos plug-in de expansão, que Revista Animee 51


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Décio da Silva recebe Prémio Personalidade Brasil Alemanha 2013 O Presidente do Conselho de Administração da WEG, Décio da Silva foi homenageado pela Câmara Brasil-Alemanha.O evento aconteceu no passado dia 12 de Maio, em São Paulo.

sua gestão, a WEG recebeu inúmeros prémios no Brasil e internacionalmente, como reconhecimento pelas suas iniciativas ligadas à inovação, sustentabilidade e excelência dos produtos. “Receber essa distinção é sem dúvida uma honra. É o reconhecimento de todo um legado deixado pelos três fundadores da WEG, pela valorosa equipa de conselheiros, directores e milhares de colaboradores que não mediram esforços para trazer o que há de melhor em modelo de gestão, tecnologia e negócios para a companhia”, afirma o presidente do Conselho de Administração.

Décio da Silva, Presidente do Conselho de Administração da WEG, foi homenageado com o Prémio Personalidade Brasil-Alemanha 2013. Este reconhecimento é um dos maiores concedido pelos dois países a pessoas que ofereceram contribuições de relevância para o fortalecimento das relações económicas bilaterais. Pelo lado alemão, a homenagem foi para MariaElisabeth Schaeffler, sócia-proprietária do Grupo Schaeffler – um dos maiores conglomerados industriais familiares da Europa. Décio da Silva foi o homenageado pelo lado brasileiro. O empresário iniciou sua carreira na WEG em 1979, acumulando experiência em diferentes áreas. Em 1989 foi eleito presidente da companhia. Nos dezoito anos em que ocupou esse cargo, não só manteve intacto o espírito e os princípios de seus fundadores, como também transformou a WEG numa multinacional brasileira, presente nos 5 continentes. Ao longo de n.o 326 - Julho / Agosto 2013 52

Instituído em 1995, o Prémio Personalidade Brasil-Alemanha é uma iniciativa da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo sob o patrocínio do Conselho Integrado das Câmaras Alemãs no Brasil. A iniciativa também conta com o apoio da Confederação Alemã das Câmaras de Comércio e Indústria – DIHK (Deutscher Industrie und Handelskammertag). O prémio atesta ainda o reconhecimento público às contribuições de ordem pessoal, profissional ou cultural de pessoas que fortaleceram os laços de amizade e de parceria entre os dois países. A cerimónia anual de entrega do prémio é realizada rotativamente, uma vez em cada país. Ela abre os trabalhos do Encontro Económico Brasil-Alemanha, que este ano está na sua 31.a edição (40.a edição da Comissão Mista BrasilAlemanha). A galeria de homenageados com o Prémio Personalidade Brasil-Alemanha é integrada por ministros de Estado, políticos, empresários e líderes em suas áreas de atuação. Este ano a cerimónia de entrega aconteceu no Club Transatlântico, em São Paulo, Brasil.


calendário fiscal

Setembro 2013 Imposto do Selo: 1 – Entrega, até ao dia 20, do imposto cobrado no mês anterior, mediante apresentação da declaração para pagamento de retenções (Internet, Tesourarias de Finanças ou CTT). Imposto sobre o Rendimento das pessoas Singulares: 2 – Até ao dia 10, entrega da Declaração Mensal de Remunerações, por transmissão eletrónica de dados, pelas entidades devedoras de rendimentos do trabalho dependente sujeitos a IRS, ainda que dele isentos, bem como os que se encontrem excluídos de tributação, nos termos dos artigos 2.o e 12.o do Código do IRS, para comunicação daqueles rendimentos e respetivas retenções de imposto, das deduções efetuadas relativamente a contribuições obrigatórias para regimes de proteção social e subsistemas legais de saúde e a quotizações sindicais, relativas ao mês anterior. 3 – Até ao dia 20, mediante apresentação da declaração para pagamento de retenções (Internet, Tesourarias de Finanças ou CTT): a) Imposto retido no mês anterior, relativamente a rendimentos do trabalho dependente (cat. A) e pensões (cat. H), bem como o relativo a rendimentos sujeitos a taxas liberatórias. b) Imposto retido no mês anterior, relativamente a rendimentos empresariais e profissionais (cat. B), capitais (cat. E) e prediais (cat. F), por entidades que disponham ou devam dispor de contabilidade organizada. c) Segundo pagamento por conta do imposto relativo ao ano de 2013, para os sujeitos passivos que aufiram rendimentos empresariais e profissionais (Categoria B). 4 – Até ao dia 30: 1 Retenção na fonte de IRS relativo aos rendimentos das categorias A e H. As entidades com contabilidade organizada devem reter o IRS sobre os rendimentos, sujeitos a retenção, das categorias B, F e E e não estejam sujeitos a taxas liberatórias. 2 Retenção do IRS pelas entidades que devam rendimentos sujeitos a taxas liberatórias. Imposto sobre o Valor Acrescentado: 5 – Até ao dia 10 (regime normal-mensal): 1 Remessa, por transmissão electrónica de dados, da declaração periódica relativa ao mês de Julho, acompanhada dos respectivos anexos. O pagamento do imposto deverá ser efectuado nas tesourarias de finanças com sistema local de cobrança, multibanco, CTT ou home banking dos bancos aderentes. 2 O contribuinte, neste regime, que não realize quaisquer operações tributáveis fica igualmente obrigado a enviar a declaração periódica. 6 – Até ao dia 25, comunicação por transmissão eletrónica de dados dos elementos das faturas emitidas no mês anterior pelas pessoas singulares ou coletivas que tenham sede, estabelecimento, estável ou domicílio fiscal em território português e que aqui pratiquem operações sujeitas a IVA. Imposto sobre o Rendimento das pessoas Colectivas: 7 – Entrega, até ao dia 20, mediante apresentação da declaração para pagamento de retenções (Internet, Tesourarias de Finanças ou CTT), das importâncias deduzidas por retenção na fonte de IRC, nos termos do artigo 94.o do CIRC, durante o mês anterior. 8 – Até ao dia 30: 1 Retenção na fonte de IRC relativamente aos rendimentos obtidos em território português, referidos no artigo 94.o do CIRC, (excepto os referidos nos artigos 97.o e 98.o do CIRC). 2 Segundo pagamento por conta do IRC relativo ao ano de 2013. Imposto Municipal sobre Imóveis: 9 – Pagamento, até ao dia 30, da segunda prestação. Segurança Social: 10 – Pagamento, do dia 10 até ao dia 20, das contribuições relativas ao mês anterior e apresentação da declaração de remunerações respectiva de dia 1 a dia 10. Código de Procedimento e de Processo Tributário: 11 – Sem prejuízo do andamento do processo, pode efectuar-se qualquer pagamento por conta do débito, desde que a entrega não seja inferior a 3 unidades de conta. Imposto Único de Circulação: 12 – IUC, relativo a veículos cuja data do aniversário da matricula ocorra no presente mês. .

(Fonte: Publifiscal – Fiscalidade, Estudos e Publicações, Lda.)

Revista Animee 53


calendário fiscal

Outubro 2013 Imposto do Selo: 1 – Entrega, até ao dia 20, do imposto cobrado no mês anterior, mediante apresentação da declaração para pagamento de retenções (Internet, Tesourarias de Finanças ou CTT). Imposto sobre o Rendimento das pessoas Singulares: 2 – Até ao dia 10, entrega da Declaração Mensal de Remunerações, por transmissão eletrónica de dados, pelas entidades devedoras de rendimentos do trabalho dependente sujeitos a IRS, ainda que dele isentos, bem como os que se encontrem excluídos de tributação, nos termos dos artigos 2.o e 12.o do Código do IRS, para comunicação daqueles rendimentos e respetivas retenções de imposto, das deduções efetuadas relativamente a contribuições obrigatórias para regimes de proteção social e subsistemas legais de saúde e a quotizações sindicais, relativas ao mês anterior. 3 – Entrega, até ao dia 20, mediante apresentação da declaração para pagamento de retenções (Internet, Tesourarias de Finanças ou CTT): 1 Imposto retido no mês anterior, relativamente a rendimentos do trabalho dependente (cat. A) e pensões (cat. H), bem como o relativo a rendimentos sujeitos a taxas liberatórias. 2 Imposto retido no mês anterior, relativamente a rendimentos empresariais e profissionais (cat. B), capitais (cat. E) e prediais (cat. F), por entidades que disponham ou devam dispor de contabilidade organizada. 4 – Até ao dia 31: 1 Retenção na fonte de IRS relativo aos rendimentos das categorias A e H. As entidades com contabilidade organizada devem reter o IRS sobre os rendimentos, sujeitos a retenção, das categorias B e F e E e não estejam sujeitos a taxas liberatórias). 2 Retenção do IRS pelas entidades que devam rendimentos sujeitos a taxas liberatórias. Imposto sobre o Valor Acrescentado: 5 – Até ao dia 10 (regime normal-mensal) 1 Remessa, por transmissão electrónica de dados, da declaração periódica relativa ao mês de Agosto, acompanhada dos respectivos anexos. O pagamento do imposto deverá ser efectuado nas Tesourarias da Fazenda Pública com sistema local de cobrança, multibanco, CTT ou home banking dos bancos aderentes. 2 O contribuinte, neste regime, que não realize quaisquer operações tributáveis fica igualmente obrigado a enviar a declaração periódica. 6 – Até ao dia 25, comunicação por transmissão eletrónica de dados dos elementos das faturas emitidas no mês anterior pelas pessoas singulares ou coletivas que tenham sede, estabelecimento, estável ou domicílio fiscal em território português e que aqui pratiquem operações sujeitas a IVA. Imposto sobre o Rendimento das pessoas Colectivas: 7 – Pagamento mediante a respectiva guia, até ao dia 20, em qualquer Tesouraria da Fazenda Pública, instituições de crédito autorizadas, Internet, ou correios, das importâncias deduzidas por retenção na fonte de IRC, nos termos do artigo 94.o do CIRC, durante o mês anterior. 8 – Até ao dia 31 1 Retenção na fonte de IRC relativamente aos rendimentos obtidos em território português, referidos no artigo 94.o do CIRC, (excepto os referidos nos artigos 97.º e 98.º do CIRC). 2 Efectuar a 2.a prestação do pagamento especial por conta, do exercício de 2013. Segurança Social: 9 – Pagamento, do dia 10 até ao dia 20, das contribuições relativas ao mês anterior e apresentação da declaração de remunerações respectiva, do dia 1 ao dia 10. Código de Procedimento e de Processo Tributário: 10 – Sem prejuízo do andamento do processo, pode efectuar-se qualquer pagamento por conta do débito, desde que a entrega não seja inferior a 3 unidades de conta. Imposto Único de Circulação: 11 – IUC, relativo a veículos cuja data do aniversário da matricula ocorra no presente mês.

(Fonte: Publifiscal – Fiscalidade, Estudos e Publicações, Lda.)

n.o 326 - Julho / Agosto 2013 54


cotações

TAXAS CÂMBIOS DO MÊS DE MAIO DE 2013 DIA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 COTAÇÃO MÉDIA

LIBRA 0,84660 0,84310 0,84310 0,84420 0,84690 0,84440 0,84430 0,84410 0,84640 0,84550 0,84480 0,84560 0,84910 0,85570 0,85520 0,85700 0,85560 0,85530 0,85700 0,85570 0,85360 0,84920

DOLAR 1,31910 1,31140 1,31070 1,31070 1,31350 1,31420 1,29880 1,29730 1,28640 1,28900 1,28690 1,28530 1,28660 1,29230 1,28880 1,29390 1,29390 1,29380 1,29520 1,29440 1,30060 1,29823

F.SUIÇO 1,22440 1,22350 1,22800 1,23330 1,23360 1,22900 1,24300 1,24040 1,24990 1,24440 1,24490 1,24600 1,24760 1,25990 1,24860 1,24660 1,24520 1,25330 1,24800 1,24870 1,24060 1,24185

Fonte: Cotações Indicativas do Banco de Portugal

COTAÇÕES DE METAIS – MAIO 2013 DIA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 COT.MÉDIA

OURO 1 113,03 1 120,39 1 105,52 1 094,40 1 106,87 1 086,21 1 075,25 1 062,40 1 054,03 1 057,63 1 058,96 1 080,85 1 067,01 1 074,51 1 092,01 1 071,35 1 082,53

PRATA 18,09 18,29 18,17 18,02 18,22 17,65 17,53 17,41 16,85 17,44 17,40 17,50 17,19 17,38 17,65 17,15 17,62

PLATINA 1 127,28 1 145,19 1 132,22 1 133,54 1 147,21 1 147,98 1 149,86 1 125,81 1 131,66 1 140,60 1 128,96 1 120,73 1 123,38 1 131,03 1 121,79 1 133,82

PALÁDIO 521,57 529,49 520,33 538,87 540,50 573,31 574,25 571,07 575,94 580,36 573,40 566,55 576,74 582,51 572,04 559,80

COBRE 5 208,48 5 430,84 5 524,15 5 577,46 5 563,08 5 690,25 5 666,00 5 515,78 5 504,65 5 695,47 5 660,94 5 739,16 5 788,13 5 652,93 5 595,49 5 609,06 5 560,15 5 597,57 5 567,43 5 586,68

CHUMBO 1 500,27 1 502,21 1 541,16 1 559,57 1 531,35 1 527,18 1 527,02 1 515,08 1 525,60 1 556,45 1 557,61 1 585,96 1 589,03 1 571,23 1 588,99 1 621,58 1 634,50 1 661,00 1 686,14 1 567,47

ZINCO 1 382,76 1 388,97 1 404,21 1 424,06 1 405,42 1 413,23 1 406,00 1 393,42 1 388,67 1 408,81 1 405,90 1 425,07 1 424,20 1 412,55 1 408,92 1 406,71 1 418,31 1 444,68 1 447,02 1 411,00

ALUMINIO 1 366,84 1 393,93 1 404,97 1 436,24 1 418,73 1 422,85 1 408,69 1 399,64 1 398,37 1 430,18 1 409,01 1 426,24 1 421,88 1 416,82 1 402,35 1 397,43 1 405,96 1 434,64 1 442,03 1 412,46

PETRÓLEO 77,82 79,45 80,13 79,61 79,44 79,49 79,40 79,12 80,21 81,12 81,28 81,54 80,76 79,39 79,48 79,33 80,56 79,08 78,95 77,19 79,67

Nota: Ouro, Prata, Platina e Paládio = Euros / Onça ( Onça=28.3495 Gr.) – Cobre, Chumbo, Zinco e Aluminio = Euros/Ton. – Petróleo = Euros/Barril

Revista Animee 55


cotações

TAXAS CÂMBIOS DO MÊS DE JUNHO DE 2013 DIA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 COTAÇÃO MÉDIA

LIBRA 0,85180 0,85580 0,85100 0,84310 0,85130 0,85390 0,84820 0,84950 0,85150 0,84760 0,85620 0,85580 0,85450 0,85330 0,85120 0,84860 0,84820 0,85310 0,85720 0,85167

DOLAR 1,30080 1,30920 1,30670 1,31070 1,32600 1,32730 1,32770 1,33150 1,33030 1,33370 1,33740 1,34060 1,32000 1,31800 1,30860 1,31340 1,30240 1,30320 1,30800 1,31871

F.SUIÇO 1,24560 1,23970 1,23710 1,22800 1,22730 1,23050 1,23230 1,22900 1,23220 1,23080 1,23150 1,23260 1,23190 1,22570 1,22410 1,22680 1,22620 1,23269 1,23380 1,23146

Fonte: Cotações Indicativas do Banco de Portugal

COTAÇÕES DE METAIS – JUNHO 2013 DIA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 COT. MÉDIA

OURO 1085,72 1067,45 1070,02 1080,42 1043,59 1038,57 1048,58 1034,92 1043,00 1037,34 1022,36 1024,91 975,15 980,27 976,23 971,52 944,79 945,94 911,31 1 015,90

PRATA 17,50 17,13 17,24 17,36 16,43 16,35 16,46 16,25 16,57 16,36 16,26 16,17 15,05 15,18 14,95 14,93 14,33 14,28 14,42 15,96

PLATINA 1143,14 1135,04 1150,23 1165,79 1133,48 1114,29 1115,84 1087,50 1088,48 1075,95 1075,22 1062,21 1032,58 1042,49 1039,28 1027,11 1020,42 1011,36 1006,88 1 080,38

PALÁDIO 580,41 573,63 577,03 579,84 573,15 565,06 567,90 548,25 549,50 536,85 528,64 519,17 503,03 513,77 511,23 511,65 500,61 493,40 491,59 538,14

COBRE 5635,38 5604,57 5679,57 5577,94 5491,70 5300,99 5337,05 5300,41 5295,80 5263,93 5211,98 5201,03 5157,58 5141,88 5072,21 5173,60 5133,22 5145,41 5160,93 5 309,75

CHUMBO 1698,95 1694,93 1719,22 1682,69 1650,08 1604,01 1606,54 1571,16 1578,59 1574,19 1552,27 1553,04 1521,97 1530,35 1525,29 1564,64 1560,20 1563,84 1573,39 1 596,07

ZINCO 1465,64 1460,43 1473,18 1446,17 1435,52 1381,00 1380,58 1363,50 1366,61 1361,63 1358,61 1368,79 1359,85 1372,53 1363,29 1407,80 1382,83 1387,35 1393,73 1 396,27

ALUMINIO 1451,80 1453,18 1483,89 1470,59 1458,14 1392,68 1388,11 1361,62 1364,73 1341,76 1342,16 1337,09 1324,62 1326,25 1321,26 1358,31 1330,62 1319,44 1323,39 1 376,30

PETRÓLEO 78,87 78,86 78,86 79,05 78,85 77,58 78,00 78,82 79,63 79,08 79,27 79,16 77,39 76,56 77,30 77,10 78,06 79,09 78,10 78,40

Nota: Ouro, Prata, Platina e Paládio = Euros / Onça (Onça=28.3495 Gr.) – Cobre, Chumbo, Zinco e Aluminio = Euros/Ton. – Petróleo = Euros/Barril

n.o 326 - Julho / Agosto 2013 56


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326 revista jul ago 2013  
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