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PROGRAMAÇÃO JULHO | 2016

ATELIERS VARAN

MOSTRA DIRE©TORAS   NOITES TEMÁTICAS JEAN RENOIR & JULIE BERTUCCELLI | DOC NA TELA JEAN ROUCH Patrocínio

Apoio


CINEMAISON  |  JULHO 2016

JULHO 2016  | CINEMAISON

SUMÁRIO 3

EDITORIAL

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MOSTRA | DIRE©TORAS

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MOSTRA | ATELIERS VARAN

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NOITE TEMÁTICA | JEAN RENOIR

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NOITE TEMÁTICA | JULIE BERTUCCELLI

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DOC NA TELA | JEAN ROUCH

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PROGRAMAÇÃO

EDITORIAL O Cinemaison retorna em julho com uma programação recheada de novidades e mostras exclusivas valorizando o melhor do cinema contemporâneo! A começar pela Mostra Dire©toras, que passará por aqui durante duas noites exibindo os maiores êxitos da cinematografia feminina do mundo todo, trazendo conteúdos de países da Europa e América do Sul de forma exclusiva e inédita. As exibições irão compor um ciclo que ainda será encerrado com um debate mais que especial mediado por grandes mulheres do cenário audiovisual carioca. Ainda tratando de mostras, apresentaremos também com exclusividade a Mostra Ateliers Varan. Trazendo uma seleção de quatro países, os filmes que compõem a programação são resultados do programa “Ateliers Varan” que tem como objetivo inicial a difusão cinematográfica e fomento de produção audiovisual em países com pouco ou raro acesso técnico ao cinema. Idealizada por Jean Rouch, a associação já possui mais de três décadas e êxitos de qualidade ímpar.

Falando em Jean Rouch, é ele quem marcará o retorno da faixa Doc Na Tela no mês de julho, com a exibição de uma seleção especial de sua carreira! O realizador e antropólogo símbolo máximo do documentário moderno, marcou a história da sétima arte com sua técnica visionária e inovadora, influenciando inclusive o maior movimento artístico do cinema francês: a Nouvelle Vague. E já que os clássicos não poderiam ficar de fora, o Cinemaison apresenta a Noite Temática Jean Renoir, exibindo dois grandes filmes do maior pintor de telas que o cinema já teve. O divertido “French Cancan” e o polêmico “A Grande Ilusão” irão preencher a noite de abertura do mês com a visão singular do diretor que atravessou a história do cinema francês. Por fim, quem completa a seleção da faixa Noite Temática nesse mês é Julie Bertuccelli, diretora em constante ascensão na indústria audiovisual francesa e realizadora marcada pelo seu poderoso olhar no cinema documental - deixando claro que será um mês e tanto para as mulheres e o documentário aqui no Cinemaison! Bons filmes!

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CINEMAISON  |  JULHO 2016

JULHO 2016  | CINEMAISON

MOSTRA DE CURTAS | DIRE©TORAS EL HILO

MOSTRA DE CURTA-METRAGENS

DIRE©TORAS

El hilo (Uruguai, 2012). De Alicia Cano Menoni. Documentário. 7’. Classificação Indicativa: Livre. Na área rural do Uruguai, Blanca faz um empréstimo de $200 para comprar uma máquina de costura, um espelho de pé, alguns vestidos usados e montar uma oficina de costura em casa e alcançar sua independência financeira.

NOELIA Noelia (Argentina, 2012). De Maria Alché. Ficção. 15’. Classificação Indicativa: Livre. É verão na cidade. Noelia é uma adolescente e tem muito tempo livre. Anda por toda parte com sua câmera, feliz por conhecer novos lugares e descobrir pessoas, que a enchem de perguntas. Inventa laços familiares com o que ela testemunha com sua câmera e constrói ficções, das quais ela mesma é a protagonista, gerando situações confusas que o resto das pessoas tentam desconstruir.

Nos dias 18 e 25 de julho, o Cinemaison, em parceria com o Goethe-Institut exibe a mostra de curtasmetragens Dire©toras, composta por 20 filmes de diretoras do Brasil, França, Argentina, Uruguai e Alemanha. A mostra apresenta a diversidade da produção cinematográfica contemporânea realizada por mulheres em diferentes países, incluindo filmes de ficção, documentário e até experimentais.

Com o objetivo de dar visibilidade ao trabalho de mulheres no cenário audiovisual e debater questões pertinentes ao gênero no cinema, a mostra ainda apresentará um debate final mediado pela professora doutora Janaína Damaceno, contando com a presença da realizadora Anita Rocha da Silveira, de Mate-me Por Favor, e Nina Tedesco, professora doutora do curso de Cinema da Universidade Federal Fluminense.

STARRING HELEN OF TROY Starring Helen of Troy (Alemanha, 2014). De Miriam Gossing & Stephanie Glauber. Documentário. 7’. Classificação Indicativa: Livre. Helena de Tróia. Sua beleza e seu espírito tornam os homens fracos. “O rosto que afundou milhões de navios”; “Se 1000 homens morrem por uma mulher, seu nome será eterno”.

SELECÃO DE CURTAS 1 | 18/07 - 18H

SELECÃO DE CURTAS 2 | 18/07 - 20H

18/07

18/07

18h

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DIE BALLADE VON ELLA PLUMMHOFF Die Ballade von Ella Plummhoff (Alemanha, 2015). De Barbara Kronenberg. Ficção. 29’. Classificação Indicativa: Livre. Enquanto a aluna do oitavo ano Ella enfrenta uma prova decisiva de matemática, que vai determinar se ela passa ou não de ano, ela sonha com o último verão. São lembranças divertidas que acompanham sua primavera.

20h

VIDEOJUEGOS Videojuegos (Argentina, 2014). De Cecilia Kang. Ficção. 17’. Classificação Indicativa: Livre. Rocío não pode aceitar a ideia de separar-se de Melina, sua melhor amiga, que está se mudando e irá trocar de colégio. A dor e frustração de Rocío se traduzem em sentimentos de raiva contra Melina, aumentando a tensão entre as duas amigas, que decidem se encontrar para um duelo.

SOLITUDES

A MÃO QUE AFAGA

Solitudes (França/Romênia, 2013). De Liova Jedlicki. Ficção. 18’. Classificação Indicativa: Livre. A polícia conduz uma investigação após uma jovem romena ser estuprada. Ela não fala francês. Um tradutor faz o vínculo entre a vítima e as autoridades.

A mão que afaga (Brasil, 2011). De Gabriela Amaral Almeida. Ficção. 19’. Classificação Indicativa: Livre. No aniversário de 9 anos de seu único filho, Lucas, a operadora de telemarketing Estela planeja uma festa que tem poucas chances de dar certo.

UM RAMO

COREDORES DE VERANO

Um Ramo (Brasil, 2007). De Juliana Rojas & Marco Dutra. Ficção. 15’. Classificação Indicativa: Livre. A jovem dona de casa Clarisse descobre que uma folha está crescendo em seu braço. Ela arranca a folha e não conta para ninguém do ocorrido. No entanto, as folhas continuam a crescer em várias partes de seu corpo. Embora Clarisse tente esconder a transformação que ocorre em seu corpo, sua família e amigos começam a perceber mudanças em seu comportamento.

Corredores de Verano (Uruguai, 2009). De Ana Guevara & Leticia Jorge. Ficção. 11’. Classificação Indicativa: Livre. É noite. Faz calor. E ela está tão linda...

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CINEMAISON  |  JULHO 2016

JULHO 2016  | CINEMAISON

MOSTRA DE CURTAS | DIRE©TORAS

MOSTRA DE CURTAS | DIRE©TORAS

ATLÂNTICOS

TÉ A LAS CINCO

Atlantiques (França, 2009). De Mati Diop. Documentário. 15’. Classificação Indicativa: Livre. À noite, em volta da fogueira num acampamento, Serigne, um jovem de Dakar (Senegal), conta aos seus amigos sua odisséia de clandestino embarcado. Eles ficam desconcertados e se surpreendem com sua coragem, que o levou a enfrentar o oceano Atlântico e a morte. Todos escutam aquele que escapou do perigo sem entender perfeitamente o que o levou a embarcar para a Europa, onde a sobrevivência é mais fácil, mas parece ser inalcançável.

Té a las cinco (Uruguai). De Virginia Anderson. Ficção. 6’. Classificação Indicativa: Livre.t Uma mulher visita sua avó. A velha prepara um chá para dois.

ROSA

MASHA NATASHAT

Rosa (Argentina, 2011). De Mónica Lairana. Ficção. 10’. Classificação Indicativa: Livre. No silêncio de sua casa, Rosa, uma mulher adulta, cozinha, come, assiste à televisão, busca companhia e fuma sozinha junto ao vento.

Masha Natasha (Alemanha, 2015). De Marie Losier & Cécile Tollu-Polonowski. Documentário experimental. 15’. Classificação Indicativa: Livre. Um retrato íntimo de duas artistas russas, Masha e Natasha, que tem trabalhado juntas desde que tinham três anos de idade. A vida e o processo criativo, ambos inseparáveis das também inseparáveis gêmeas idênticas.

LOW

LOS ANIMALES

Low (França, 2012). De Ludivine Large-Bessette. Documentário. 18’. Classificação Indicativa: Livre. Trabalhado nas emoções, o curta é baseado na interação entre a imagem e o corpo em movimento. Utiliza-se de dança e peças com linguagem cinematográfica, fazendo com que o espectador testemunhe a lembrança do desaparecimento e a materialização da ausência.

Los Animales (Argentina, 2007). De Paola Buontempo. Documentário. 9’. Classificação Indicativa: Livre. Os animais desapareceram da nossa vida diária e da nossa visão. Por mais que procuremos, aquele olhar que nos ligava se extinguiu.

CONTRAST

A CIDADE

Contrast (Alemanha, 2013). De Carmen Büchner. Animação. 4’. Classificação Indicativa: Livre. Todo mundo conhece e ama: um campo no verão. Um mar de cores e formas delicadas. Um paraíso para os inúmeros animais e, para o homem, uma luta invisível para a existência e manutenção do equilíbrio natural.

A Cidade (Brasil, 2012). De Liliana Sulzbach. Documentário. 25’. Classificação Indicativa: Livre. Distante de centros urbanos, Itapuã, no Rio Grande do Sul, é uma comunidade com hábitos bem característicos. A localidade, que já abrigou 1454 pessoas em 70 anos de existência, conta hoje com apenas 35 moradores, todos acima de 60 anos.

SOBERANA PAPELEO Soberana Papeleo (Uruguai, 2015). De Lala Severi. Animação. 3’. Classificação Indicativa: Livre. Um funcionário que trabalha num arquivo é surpreendido por um papel em branco que lhe mostra várias possibilidades de mudança. Uma breve história da “burocracia” e referência simbólica da falta de liberdade dos seres humanos.os.

SELECÃO DE CURTAS 3 | 25/07 - 18H 25/07 18h

EU PODERIA TER SIDO UMA PUTA J’aurais pu être une pute (França, 2010). De Baya Kasmi. Com Vimala Pons, Bruno Podalydès, Jean-Claude Deret. Comédia romântica. 24’. Classificação Indicativa: Livre. Na caixa de uma loja de bricolagem, Mina se sente oprimida por uma crise de ansiedade e cai nos braços de Pierre. Esta é a história de uma menina um pouco louca, de um cara muito normal, de uma podadeira e de um velho professor de piano.

Sessão com debate com uma das coordenadoras do Fórum, Janaína Oliveira.

25/07 20h

PRAÇA WALT DISNEY Praça Walt Disney (Brasil, 2011). De Renata Pinheiro & Sergio Oliveira. Documentário. 21’. Classificação Indicativa: Livre. Um documentário reflexivo sobre uma praça, um bairro, uma cidade, um país. Uma “quase música” sobre uma cultura de ocupação urbana que reflete à sociedade brasileira e mundial.

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DEBATE FINAL A Mostra Dire©toras encerrará apresentando um debate com o público mediado por Janaína Damaceno, professora e doutora que atua na UERJ e com pesquisas acerca da cinematografia negra. A conversa ainda contará com a presença da diretora, roteirista e montadora Anita Rocha da Silveira, formada em Cinema pela PUC-Rio

e diretora do recente sucesso “Mate-me Por Favor”, selecionado no Festival de Veneza e que venceu o prêmio de direção no último Festival do Rio; e da professora e doutora Nina Tedesco, do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF, onde ministra aulas de Fotografia e Iluminação e realiza pesquisas voltadas para gênero e cinema latino. 7


CINEMAISON  |  JULHO 2016

JULHO 2016  | CINEMAISON

ESPECIAL | ATELIERS VARAN

ATELIERS

VARAN

uma programação com filmes produzidos nos Ateliers do Afeganistão, Egito, Vietnã e da África do Sul.

E, no entanto, essa filmografia reúne documentos excepcionais sobre a história do mundo contemporâneo, documentos do maior interesse, pois esses filmes escapam às convenções da reportagem televisiva ou do documentário tradicional. Eles são em geral fundados na descrição da vida cotidiana, as pessoas são filmadas em seu ambiente e existência habitual. Os filmes nos mostram frequentemente lugares onde nunca estivemos, nos deixam vê-los sob diversas facetas, longe da estética espetacular e do exotismo. Para a Retrospectiva Varan no Cinefrance, organizamos

A Retrospectiva Varan, organizada pela associação BALAFON, em parceria com o Instituto de Pesquisa em Cinema e Audiovisual – IRCAV da universidade Sorbonne Nouvelle Paris 3 e com os Ateliers Varan, e o apoio do Cinefrance, da Embaixada da França e do Institut Français no Brasil, começou em março deste ano e já esteve em 9 cidades brasileiras, exibiu 45 filmes e realizou colóquios internacionais, que debateram a importância dessa produção. A retrospectiva circula ainda no Brasil até o mês de setembro. Concepção e realização do projeto: BALAFON em parceria com: IRCAV-Sorbonne Nouvelle Paris 3 e Ateliers Varan. Curadoria: Juliana Araujo (BALAFON) e Michel Marie (IRCAV-Sorbonne Nouvelle Paris 3). Colaboração: André Van In (Ateliers Varan) e Chantal Roussel (Ateliers Varan).

SELEÇÃO AFEGANISTÃO | 05/07 - 18H 05/07 18h

A associação Ateliers Varan foi fundada oficialmente em 1981, por iniciativa de Jean Rouch e Jacques d’Arthuys, com sede em Paris. Seu objetivo inicial era formar jovens cineastas em países onde não havia ainda uma produção cinematográfica, mas também entre grupos étnicos e sociais minoritários que não tinham acesso às técnicas do cinema.

Essa era uma formação em cinema documentário de campo, especializada nos princípios do cinema direto. Os alunos desses Ateliers, organizados em 24 países do mundo todo, produziram uma enorme quantidade de filmes, mais de mil – uma produção muito pouco conhecida fora do circuito dos festivais especializados.

MINHA CABUL Kabul-e-man (Afeganistão, 2006). De Wahid Nazir. Documentário. 22’. Classificação Indicativa: Livre. Jamal é motorista de táxi coletivo. Com seus passageiros, ele fala da guerra civil presente na memória de todos e encontra seus traços nas ruas da cidade.

CHECK POINT Check Point (Afeganistão, 2011). De Hamed Alizadeh. Documentário. 28’. Classificação Indicativa: Livre. Em um dos numerosos check points da cidade, os policiais fazem rondas, expostos a todos os perigos, longe de suas casas, abrigados em conteiners onde partilham suas magras refeições e tentam dormir algumas horas.

PEQUENO AFEGANISTÃO Afghanistan-e-kochak (Afeganistão, 2011). De Basir Seerat. Documentário. 30’. Classificação Indicativa: Livre. Longa rua de um bairro popular, onde antigas charretes-táxi disputam a passagem com os automóveis. Conflitos incessantes opõem o mundo moderno ao antigo.

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CINEMAISON  |  JULHO 2016

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ESPECIAL | ATELIERS VARAN

ESPECIAL | ATELIERS VARAN

UM DIA DE RAHELA

MAHRAGAN

Une journée de Rahela (Afeganistão, 2007). De Dil Afroz Zeerak. Documentário. 27’. Classificação Indicativa: Livre. Rahela é uma menina de 13 anos, mas roubou-se sua infância. Ela é muito inteligente e frequenta a escola. Depois das aulas, ela trabalha para ajudar seu pai doente e suprir as necessidades da família.

Mahragan (Egito , 2012). De Omar Al Shamy. Documentário. 24’. Classificação Indicativa: Livre. Esse grupo de música Chaabi revoluciona a música egípcia. O espectador é levado pela câmera ao ritmo frenético de um espetáculo com efeitos pirotécnicos. Depois, os três cantores do grupo discutem seus textos enquanto atravessam a cidade. O líder do grupo expõe seus métodos de trabalho e sua visão da juventude na sociedade egípcia contemporânea.

LAILA

DURANTE A NOITE

Laila (Afeganistão, 2006). De Batol Rezaei Muradi. Documentário. 33’. Classificação Indicativa: Livre. 16 mulheres vivem num hospital psiquiátrico de Cabul. A maioria viveu praticamente toda a vida ali. O lazer e as possibilidades de se instruir são raras. No entanto, elas sabem encontrar juntas um pouco de conforto.

Pendant la nuit (Egito, 2012). De Noha el Maadawy. Documentário. 15’. Classificação Indicativa: Livre. “Você é tão emocional e tão pouco realista. É verdade que não sou do tipo realista”.

SELEÇÃO EGITO | 12/07 - 19H

SELEÇÃO VIETNÃ | 19/07 - 19H

12/07

19/07

19h

A GOD PASSING A god passing (Egito/França, 2007). De David Ghéron Trétiakoff. Documentário. 20’. Classificação Indicativa: Livre. O governo egípcio, durante o verão de 2006, decide deslocar a colossal escultura de Ramsés II, em razão da edificação do novo museu do Cairo, perto das pirâmides. Um cortejo faraônico que dura toda a noite.

19h

SOB O FERRO

A QUEM PERTENCE A TERRA? Dat dai thuoc ve ai? (Vietnã, 2009). De Doàn Thi Hông Lê. Documentário. 54’. Classificação Indicativa: Livre. Na região agrícola de Quang Nam, a alguns quilômetros da cidade de Da Nang, base portuária americana durante a guerra do Vietnã, o Estado decide ceder as terras de arrozais a concessionárias estrangeiras para a instalação de um campo de golfe. Os habitantes resistem a esse projeto de expropriação.

SONHOS DE OPERÁRIAS

Sous le fer (Egito, 2011). De Agathe Dirani. Documentário. 7’. Classificação Indicativa: Livre. Mina, 13 anos, atravessa a cidade para encontrar seu universo cotidiano. Aprendiz num canteiro de obras, ele escapa às vezes da armação em ferro que constrói e olha uma pipa que voa.

Giac mo la cong nhan (Vietnã, 2006). De Thao Tran Phuong. Documentário. 58’. Classificação Indicativa: Livre. Hanói, zona industrial japonesa: as jovens que deixaram suas cidades no interior lutam para escapar às agências de trabalho e aos contratos precários a que conduzem a globalização do país. Tornar-se uma “verdadeira” operária é um sonho, e deveria trazer orgulho e segurança.

28-01-2011 28-01-2011 (Egito, 2011). De Mahmoud Farag. Documentário. 19’. Classificação Indicativa: Livre. “Os mortos desse dia sangrento retornam em sonho. A vida é bela ao ponto de renovar sua respiração com cheiro de gás lacrimogêneo e de sentir a pureza do céu da capital. Ao ponto até de respirar um ar um pouco menos poluído na hora do toque de recolher. Isso é uma metáfora das memórias que foram escritas entre 25 de janeiro e 11 de fevereiro de 2010, para o futuro, para não esquecer.”

04-02-2011 04-02-2011 (Egito, 2011). De Mahmoud Farag. Documentário. 6’. Classificação Indicativa: Livre. As batidas na porta não revelavam quem se escondia trás dela. Eu teria desejado estar morto, morrer em suas mãos, antes que o medo tomasse minha razão.” A voz off fala da prisão e dos golpes de torturadores. Um corpo de homem debaixo da água da ducha que escorre.

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SELEÇÃO ÁFRICA DO SUL | 26/07 - 19H 26/07 19h

CRÔNICAS SUL-AFRICANAS Chroniques Sud-Africaines (África do Sul/França, 1988). De Coletivo do Atelier Varan de Johannesburg. Documentário. 105’. Classificação Indicativa: Livre. O olhar de dentro, de doze jovens cineastas em nove fragmentos sobre a realidade cotidiana da África do Sul, ainda sob o regime do apartheid. As imagens filmadas entre março e junho de 1987 reúnem várias crônicas que alternam mergulhos nos universos da extrema direita sul-africana e nos universos cotidianos dos negros nos bairros pobres.

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CINEMAISON  |  JULHO 2016

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NOITE TEMÁTICAS

NOITE TEMÁTICAS

04/07 18h

NOITE TEMÁTICA

NOITE TEMÁTICA

JEAN RENOIR

JULIE BERTUCCELLI

Quando se trata de arte, o nome “Renoir” é , t a l ve z , a r e fe r ê n c i a m a i s m ú l t i p l a . Trat ando-se do cinema, é Jean Renoir, o filho do pintor impressionista Auguste Renoir, que deixou sua marca singular e inigualável na sétima arte. O clássico diretor francês será um dos homenageados

Com uma carreira que se iniciou na assistência de grandes diretores como Krzysztof Kieslowski e Bertrand Tavernier, Julie Bertuccelli é um dos grandes nomes femininos que definem o cinema francês contemporâneo. Sua carreira de diretora foi aclamada desde o início ao conquistar o júri

desse mês aqui no Cinemaison, com dois de seus grandes filmes: “A Grande Ilusão”, que despertou a ira dos nazistas, que deram ao realizador o título de “Inimigo Número Um do Cinema”; e “French Cancan”, um espetáculo cinematográfico extremamente sedutor trazendo Jean Gabin em seu ápice.

do Festival de Cannes de 2004 e do Cesar do mesmo ano. Marcada pela singularidade de seus documentários, o Cinemaison exibe um deles, “A Escola de Babel”, seguido de um de seus êxitos no cinema de ficção, “A Árvore”, com Charlotte Gainsbourg no elenco.

FRENCH CANCAN French Cancan (França/Itália, 1956). De Jean Renoir. Com Jean Gabin, Françoise Arnoul, María Félix. Musical. 102’. Classificação Indicativa: Livre. Em 1890, o Cancan ainda está na moda, mas nem os shows da dançarina Lola ajudam o Café Le Paravent Chinois a sair da decadência. Henri, amante de Lola e dono do Café, tem a ideia de popularizar a dança no bairro. Ele conhece Nina, uma lavadeira com o dom da dança. Os problemas começam quando Lola fica enciumada com Nina.

L’ Arbre (França/Austrália, 2010). De Julie Bertuccelli.

11/07

A ESCOLA DE BABEL

11/07

A ÁRVORE

18h

French Cancan (França/Itália, 1956). De Jean Renoir.

04/07 20h

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A GRANDE ILUSÃO La grande illusion (França, 1937). De Jean Renoir. Com Jean Gabin, Dita Parlo, Pierre Fresnay. Drama. 114’. Classificação Indicativa: Livre. Durante a I Guerra Mundial, dois soldados franceses são capturados pelas tropas alemãs. Eles conhecem outros prisioneiros de diversas origens e fazem amizade com um companheiro chamado Rosenthal. Após tentarem fugir por diversas vezes, eles são separados do novo amigo e enviados para um fortaleza.

18h

La Cour de Babel (França, 2013). De Julie Bertuccelli. Documentário. 94’. Classificação etária: Livre. Em uma escola secundária no 10º distrito de Paris, existe uma turma de adaptação onde alunos imigrantes entre 11 e 15 anos de idade aprendem as primeiras lições de francês. Suas famílias vieram de diversas partes do mundo como seja fugindo de perseguições ou apenas à procura de um novo começo.

L’ Arbre (França/Austrália, 2010). De Julie Bertuccelli. Com Charlotte Gainsbourg, Morgana Davies, Marton Csokas. Comédia dramática. 100’. Classificação etária: Livre. Um casal vive feliz com seus quatro filhos pequenos, até que a morte brutal do pai deixa a família devastada. Simone, de apenas 8 anos, se recusa a ficar de luto e prefere subir regularmente na figueira do jardim. Dawn, sua mãe, acompanha a afeição crescente da filha pela árvore, ao mesmo tempo que, aos poucos, retoma sua vida normal.

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CINEMAISON  |  JULHO 2016

JULHO 2016  | CINEMAISON

DOC NA TELA | JEAN ROUCH

Petit à Petit (França, 1972). De Jean Rouch.

04/07

POUCO A POUCO

11/07

EU, UM NEGRO

18/07

CRÔNICA DE UM VERÃO

25/07

A CAÇA AO LEÃO COM ARCO

25/07

MOSSO MOSSO, “JEAN ROUCH COMO SE”

13h

13h

13h

DOC NA TELA

JEAN ROUCH A faixa Doc Na Tela do mês de julho traz, com imensurável honra, uma seleção com um dos “pais” do documentário moderno: Jean Rouch. Reconhecido pela sua extensa obra, desde a escrita à audiovisual, Jean Rouch foi ao mesmo tempo uma marca na antropologia moderna e uma eminência no cinema francês de seu tempo. Pai do “cinema verdade”, seu 14

trabalho foi e ainda é influência técnica, estética e, acima de tudo, ética no cinema e estudos sociais ao redor de todo o mundo. A convergência entre arte e sociologia presente em sua obra, resultou também no projeto “Aterliers Varan”, que há décadas trabalha com a formação de jovens cineastas em países com carência de produção e recursos.

13h

15h

Petit à Petit (França,1972). De Jean Rouch. Documentário. 90’. Classificação Indicativa: Livre. Em Ayorou, juntamente com Lam e Illo, Damouré dirige uma empresa de importação e exportação chamada “Pouco a Pouco”.Ao decidir erguer um edifício, ele parte para Paris afim de verificar “como se vive numa casa de vários andares”.

Moi, un Noir (França, 1959). De Jean Rouch. Documentário. 73’. Classificação Indicativa: Livre. Jovens nigerienses deixam sua terra natal para procurar trabalho na Costa do Marfim. Desenraizados em meio à civilização moderna, acabam chegando a Treichville, bairro operário de Abdijam. O herói, que conta sua própria história, se auto-denomina Edward G. Robinson, em honra ao ator americano. Da mesma forma, seus amigos escolhem pseudônimos destinados à lhes forjar, simbolicamente, uma personalidade ideal.

Chronique d’un été (França, 1960t). De Jean Rouch. Documentário. 90’. Classificação Indicativa: Livre. Durante o verão de 1960, o sociólogo Edgar Morin e Jean Rouch questionam sobre a vida cotidiana dos jovens parisienses para tentar compreender sua concepção de felicidade. Durante alguns meses este filme-ensaio segue, ao mesmo tempo, tal enquete, e também a evolução dos protagonistas principais.

La Chasse au lion à l’arc (França, 1965). De Jean Rouch. Documentário. 80’. Classificação Indicativa: Livre. De 1957 à 1964, Rouch seguiu caçadores da região de Yatakala nesta caça na qual técnica e magia estão intimamente ligadas: fabricação dos arcos e flechas, preparação do veneno, rastreamento e ritual de sacrifício. Mas o velho leão assassino, denominado “Americano”, conseguirá evitar todas as armadilhas.

Mosso Mosso, Jean Rouch comme si... (França, 1998). De Jean-André Fieschi. Com Jean Rouch. Documentário. 73’. Classificação Indicativa: Livre. O núcleo deste encontro com Jean Rouch está na adequação do “comme si” - “vamos fingir”: “fingindo algo que é verdadeiro, você recebe algo muito mais próximo da realidade”. Logo, tem-se em Mosso Mosso a criação de uma homenagem comovente, imbuída do espírito do cineasta Jean Rouch.

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PROGRAMAÇÃO JULHO / 2016 04 05 11 12 18 19 25 26 MOSTRA DIRE©TORAS

13h 15h 18h 20h

DOC NA TELA: JEAN ROUCH – POUCO A POUCO ÚLTIMA CHANCE: MULHERES DIABÓLICAS NOITE TEMÁTICA: JEAN RENOIR – FRENCH CANCAN NOITE TEMÁTICA: JEAN RENOIR – A GRANDE ILUSÃO

19h

ATERLIERS VARAN: SELEÇÃO AFEGANISTÃO

13h 15h 18h 20h

DOC NA TELA: JEAN ROUCH – EU, UM NEGRO ULTIMA CHANCE: FRENCH CANCAN NOITE TEMÁTICA: JULIE BERTUCCELLI – A ESCOLA DE BABEL NOITE TEMÁTICA: JULIE BERTUCCELLI – A ÁRVORE

19h

ATERLIERS VARAN: SELEÇÃO EGITO

13h 15h 18h 20h

DOC NA TELA: JEAN ROUCH – CRÔNICAS DE UM VERÃO ULTIMA CHANCE: A ÁRVORE MOSTRA DIRE©TORAS: SELEÇÃO DE CURTAS 1 MOSTRA DIRE©TORAS: SELEÇÃO DE CURTAS 2

19h

ATERLIERS VARAN: SELEÇÃO VIETNÃ

13h 15h 18h 20h

DOC NA TELA: JEAN ROUCH – A CAÇA AO LEÃO COM ARCO DOC NA TELA: JEAN ROUCH – MOSSO MOSSO, “JEAN ROUCH COMO SE” MOSTRA DIRE©TORAS: SELEÇÃO DE CURTAS 3 MOSTRA DIRE©TORAS: DEBATE

19h

ATERLIERS VARAN: SELEÇÃO ÁFRICA DO SUL

DOC NA TELA

ATELIERS VARAN

NOITES TEMÁTICAS

ÚLTIMA CHANCE

PATROCÍNIO

A TV5MONDE, como patrocinadora oficial do Cinemaison, tem o prazer em fazer parte deste novo formato do cinema do Consulado Geral da França, aproximando, ainda mais, as culturas francesa e brasileira. TV5MONDE: o canal em francês, para você. ENDEREÇO CINEMAISON Teatro da Maison de France Avenida Presidente Antônio Carlos, 58, subsolo. Centro. Rio de Janeiro – RJ. Telefone : (21)3974-6644 www.cinefrance.com.br cinemafrances /cinefrance

APOIO:

INGRESSOS

REALIZAÇÃO:

O Cinemaison é accessível apenas para os detentores da carteirinha de sócio Para solicitar sua carteirinha, acesse o site: www.cinefrance.com.br.

CAPACIDADE DA SALA 350 Lugares Ingressos sujeitos a lotação da sala

PARCERIA:

CINEMAISON - Programação Julho 2016  
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