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ANO XXVIII | N. 141 | OUTUBRO 2012 | € 2

NA RETINA

CINE-COSMOS

DETOUR DE EDGAR G. ULMER

DE EDGAR PÊRA

O ESTADO DO CINEMA VIAGEM A PORTUGAL

ENSAIO

OBSERVATÓRIO

OS CANIBAIS: DO TEXTO AO FILME

RAW COLOR


F I C H A T ÉC N I C A

EDITOR E PROPRIETÁRIO CINE CLUBE DE VISEU inscrito no ICS sob o nº 211173

SEDE E ADMINISTRAÇÃO Largo da Misericórdia, 24, 2º Apartado 2102 3500 – 158 Viseu

ANO XXVIII Boletim inscrito no ICS sob o nº 111174

TEL 232 432 760 geral@cineclubeviseu.pt www.cineclubeviseu.pt

CONCEPÇÃO E EXECUÇÃO GRÁFICA DPX .com.pt

TIRAGEM 500 ex.

IMPRESSÃO Tipografia Beira Alta, Viseu

CAPA Tabu, de Miguel Gomes

COLABORAM NESTE NÚMERO

CÉSAR GOMES

EDGAR PÊRA

RODRIGO FRANCISCO

HÉLIO T

RAW COLOR

Dirigente do CCV.

Terminou, em 2011, a sua última longa-metragem, “O Barão”. Além de cineasta, desenvolve, neste momento, a tese de doutoramento O Espectador Espantado.

Dirigente do CCV.

Professor e investigador na área de cinema e literatura.

Estúdio holandês, de Daniera ter Haar & Christoph Brach, com uma especial vocação para a procura laboratorial de novas margens visuais.

O CCV É APOIADO POR

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CINEMA PA R A A S ESCOLAS

SESSÕES DE CINEMA

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ÍNDICE

EDIT!

P.4 BILHETE POSTAL

A reflexão sobre o cinema, a sua génese, os seus objectivos, os seus desafios – assim como os de toda a arte – tem de tomar o lugar que lhe é devido numa construção social dita culta e instruída.

Como vão os cine clubes? Uma cartografia do movimento cineclubista: o que fazem, para quem e com que objectivos trabalham os cine clubes pelo mundo fora.

P.5 NA RETINA

Espaço para partilha de olhares e gostos sobre um filme escolhido por um convidado. “Porque o cinema é sobretudo isto: emoção que se quer partilhável”.

P.6 CINE-COSMOS

A crónica de Edgar Pêra.

Depois do Verão fértil, o Cine Clube retoma a sua actividade, num ciclo de nomes muito fortes, e, claro, na publicação do seu boletim. Levantada já na edição anterior, a questão da imperativa resistência assume, no presente Argumento, um destaque inevitável perante o sufoco insultuoso de que é vítima todo o sector cultural português, e, em particular, o cinema. Ouvidos alguns daqueles que mantêm não só a vontade como também uma literalmente impagável força activa, num esforço brutal de superação, a situação revela-se, no mínimo, sombria. Pensemos, para algum consolo, que Oscar Wilde tinha razão quando escreveu que “Se a Natureza tivesse sido confortável, a Humanidade nunca teria inventado a arquitectura”… Não se acabe, enfim, a matéria, a inspiração ou o motivo aos criadores. Símbolo de inesgotabilidade e resistência é, evidentemente, Manoel de Oliveira, assunto da reflexão que ocupa o habitual espaço ensaístico desta edição, sobre uma temática extensível ao mais recente filme do autor, O Gebo e a Sombra (a projectar pelo Cine Clube no Ciclo Nós Por Cá, em Dezembro), as ligações entre a literatura e o cinema. A reflexão sobre o cinema, a sua génese, os seus objectivos, os seus desafios – assim como os de toda a arte – tem de tomar o lugar que lhe é devido numa construção social dita culta e instruída. Continuamos a não aceitar que a propagação fácil dos produtos prêt-a-porter que nos emprenham pelos ouvidos, e pelos olhos e mais, venha apagar a proclamada diversidade e a abrangência.

P.8 O ESTADO DO CINEMA

As ameaças que o sector enfrenta, para diversos agentes consultados pelo CCV, são sérias e de consequências devastadoras.

P.13 WHAT’S UP CCV?

Os ciclos de cinema e as notícias da actividade do Cine Clube de Viseu.

P.15 ENSAIO As relações entre literatura e cinema são centrais em boa parte das obras de Manoel de Oliveira. Fixemo-nos numa delas: Os Canibais.

P.19 OBSERVATÓRIO

A palavra aos autores. Edição de trabalhos originais, e um olhar sobre o estado das artes e do cinema na primeira pessoa.

CINE-COSMOS Ficha técnica Imagens retiradas do filme CINESAPIENS 3D com Nuno Melo NOIVA Carolina Amaral NOIVO Tiago Correia PRODUTOR Rodrigo Areias para Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012

ARGUMENTO Publicação editada pelo CCV desde 1984, pensada, originalmente, para a divulgação de actividades e debate do fenómeno fílmico. O boletim tornou-se um veículo indispensável de reflexão da sétima arte e divulgação do CCV, a justificar um cuidado permanente das suas sucessivas direcções. Fundado em 1955, o CCV é um dos mais antigos cineclubes do país, sendo o Argumento um projecto central na sua actividade.

DIRECÇÃO DE FOTOGRAFIA Luís Branquinho GUARDA ROUPA Susana Abreu Cinesapiens 3D faz parte do projecto de tese de doutoramento O Espectador Espantado.

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Argumento#141 Teaser  

Boletim informativo Cine Clube de Viseu