Page 1

Revista da escola

Medianeira

Rede Santa Paulina

Educação, Serviço à Vida

Publicação da Rede Santa Paulina de Educação • Ano 9 • Número 9 • Setembro/2017

➤ Criatividade: um viés do encantamento ➤ Escola Medianeira, uma escola inclusiva ENTREVISTA

Juliano Kimura

Professor e palestrante especializado em social media


Editorial No atual contexto mundial e nacional, são muitos os desafios que encontramos e que influenciam, direta ou indiretamente, nas relações interpessoais, na convivência nos diferentes grupos, desde o núcleo familiar e na sociedade em geral. Cada vez mais é sentida a necessidade de firmar nossas convicções e valores, pois as constantes e profundas mudanças questionam nossos posicionamentos e exigem respostas atuais às questões tão diversas e complexas. Assim, falar de Ética, em todos os ambientes e a ética na aprendizagem, exige ir além dos conceitos e teorias, e resgatar seu valor na vivênIr. Roseli Amorim cia em todos os relacionamentos, ambientes, grupos, comunidades e em Coordenadora Geral da toda a sociedade. Podemos observar, com pesar, que há uma distância Congregação das Irmãzinhas e incoerência entre muitas falas sobre a Ética e a prática concreta que da Imaculada Conceição observamos nas relações, nos diferentes âmbitos sociais e políticos. Desenvolver consciência e prática éticas é uma aprendizagem constante, que exige de toda a unidade educativa mudança de paradigma, para acolher e crescer, em todas as dimensões da vida, como ser criado à imagem e semelhança de Deus, portador e mensageiro da Boa Notícia ao mundo, a partir de valores que iluminam a vida, edificam pessoas e a sociedade. Fundamentos que exigem posicionamentos proféticos e verdadeiros, a serviço da vida e, portanto, éticos. Esse é o desafio! Que sob diferentes aspectos, a Revista da Rede Santa Paulina na Educação apresenta para nossa reflexão e partilha. O caminho não está concluído, o processo é de todos. É nossa responsabilidade resgatar valores, aprimorar os passos, continuar a construir possibilidades e relacionamentos, não apenas baseados numa perspectiva teórica, mas aprendendo juntos a enfrentar os novos desafios a partir de princípios éticos que nos possam levar a horizontes marcados pela solidariedade e justiça, relacionamentos mais humanizados e fraternos, sem exclusões e preconceitos, com o respeito e a dignidade que toda a pessoa humana merece. É o caminho da ética na aprendizagem que nos conduz no caminho da aprendizagem ética.

Entrevista com Juliano Kimura

Nesta edição

Estudar arte para quê?

Educação que transforma vidas

A Educação Financeira na Escola

Tempos líquidos pedem educação sólida

Criatividade: um viés do encantamento Destaque das escolas Um passo à frente

Prata da Casa Filantropia: um ato de amor Dicas de livros

Expediente Revista da Rede Santa Paulina de Educação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição Coordenação Geral Ir. Irene Boff Edição de Texto e Direção de Arte Rafael Felippe Projeto Gráfico e Diagramação Maria Inês Ruivo Andrade Jornalista Responsável Rafael Felippe – MTb 52407 Revisão Renata Garcia Quito Agradecimentos Às diretoras, coordenadoras/es pedagógicas/os e professoras/es, pais, alunos e pessoas amigas, que contribuíram com declarações, artigos e fotos, para esta edição. Fotos da capa: Arquivo das Escolas da Rede Santa Paulina de Educação Colégio Regina Mundi Rua Marquês de Lajes, 1916 Vila das Mercês 04162-002 São Paulo-SP www.colegioreginamundi.com.br Colégio São José Rua Silva, 365 – Centro 88301-310 Itajaí-SC www.saojose.com.br Educandário Imaculada Conceição Rua São Francisco, 148 – Centro 88015-140 Florianópolis-SC www.imaculadanet.com.br Escola Nossa Senhora de Fátima Rua Cel. Serafim Pereira, 417 Centro 93220-110 Sapucaia do Sul-RS www.escolafatima.com.br Escola Nossa Senhora Medianeira Av. N. Senhora Medianeira, 415 97060-001 Santa Maria-RS www.escolamedianeira.com.br Entre em contato: rafael.felippe@ciic.org.br


4 REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Fotos: Divulgação

Entrevista com Juliano Kimura

A Internet é a mídia mais descentralizada que existe no mundo, um ambiente onde o indivíduo conectado é formador de opinião, protagonista do conhecimento e gerador de conteúdo. E tudo isso provocou profundas mudanças em todos os níveis de uma sociedade, do econômico ao político. O cenário que antes era controlável, previsível, lento e estável, nas últimas décadas se transformou com o avanço da tecnologia de comunicação e informação. Uma tecnologia mais poderosa, mais acessível e mais barata, que modificou aquele cenário, que hoje é complexo, transparente, imprevisível, rápido e instável. E diante de toda essa evolução, as instituições de ensino e a relação professoraluno também passaram e passam por significativas transformações, na qual todos precisam se adaptar. Nesta edição da Revista da Rede Santa Paulina de Educação, conversamos com Juliano Kimura, professor e palestrante especializado em social media, que ministra cursos e oficinas de Creative Thinking, que fala sobre esse novo paradigma, sobre inovação, criatividade, ferramentas digitais e redes sociais. Juliano é CEO da Trianons, professor da Comschool desde 2011 onde começou com o módulo de Social Games, além de palestrante do Facebook Brasil na Feira do Empreendedor do Sebrae.

Rede Santa Paulina - Em suas palestras você afirma que a Educação não deve condicionar as pessoas a reproduzir as ações que foram sucesso no passado. De que forma as instituições de ensino podem estimular a criatividade dos estudantes diante de todas as novas possibilidades que a internet e as mídias digitais oferecem? Juliano Kimura - O papel do professor vem sofrendo uma transformação muito grande nesses últimos anos. A ascensão da internet e das redes sociais popularizou a distribuição de informação em massa. Nesse cenário, o acesso à informação é democratizado, o que torna o conhecimento algo muito rápido e fácil de acessar. Nesse cenário, uma pesquisa que antes demorava horas dentro de uma enciclopédia física, leva minutos dentro da Wikipedia. Professores são muito mais instigadores e provocadores do que apenas replicadores de informação. Deixamos de ter pessoas apenas reproduzindo conteúdo, mas também pessoas produzindo conhecimento em tempo real. Podemos dizer que o professor como conhecemos ontem já não existe mais. RSP - Uma nova realidade frente ao constante avanço e aperfeiçoamento das mídias digitais é que toda pessoa é uma geradora de conteúdo em potencial. Basta apenas ter um celular nas mãos. E esse conteúdo é compartilhado para um número grande de pessoas quase instantaneamente. Como os jovens devem filtrar toda essa vasta rede de informações para realmente fazer bom uso da internet, e obter uma eficácia no que diz respeito à aprendizagem? JK - Essa grande rede de produção de conteúdo é um lugar infinito. Qualquer tentativa de curadoria controlada


REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

ou centralizada é inútil. Porém, as ferramentas vêm tentando dia após dia melhorar os critérios de avaliação para uma melhor curadoria do conteúdo através de algoritmos avançados. Os jovens precisam aprender a buscar mais informações e procurar saber mais antes de formar uma opinião na internet.  RSP - Estudo do Comitê Gestor da Internet no Brasil, de 2015, mostra que 73% dos professores utilizaram computadores e Internet em, ao menos, uma das atividades com os alunos em sala de aula. As atividades mais citadas pelos professores no uso de computador e Internet foram: pedir aos alunos a realização de trabalhos sobre temas específicos (59%), solicitar trabalhos em grupo (54%), dar aulas expositivas (52%) e solicitar a realização de exercícios (50%). Como o professor deve aproveitar todos os recursos que a internet oferece para tornar a aprendizagem mais atrativa? JK - Hoje, na educação, já falamos sobre a educação 3.0. Um conhecimento construído com colaboração e participação de todos e todas. Esse método torna o aluno protagonista das aulas, deixando de ser um mero espectador e se consolidando na posição de pesquisador e produtor de conhecimento. As ferramentas online possuem uma agilidade para compartilhamen-

to de informação em tempo real, sendo que é possível 30 pessoas em diferentes computadores interagem na produção de um único documento. RSP - Um projeto de lei em análise na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) obriga escolas públicas e privadas do ensino fundamental e médio a terem pelo menos um ponto de internet, que será usado pelos estudantes para fins educacionais. Como você avalia que professores e instituições de ensino devem se preparar para lidar com essa nova realidade? JK - A internet por muitos é vista como um tabu ou um local de procrastinação. O grande problema da internet não está no vasto universo de conhecimento, e sim na utilização errada deste recurso. A internet é um local de conhecimento infinito, mas assim como você pode encontrar as melhores pesquisas, você também pode encontrar o pior do ser humano. Instigar a utilização correta da internet é o papel de um novo tipo de profissional. Os profissionais da educação na Ásia, há mais de uma década, vem lecionando, por exemplo, aulas de etiqueta no ensino fundamental, enquanto no Brasil ainda é um assunto pouco abordado nas escolas.  Ainda temos um logo caminho a percorrer e só vamos avançar dando um passo de

cada vez, na direção certa, com correção e visão. RSP - A tecnologia está a serviço do conhecimento acadêmico e social e o acesso a ela está cada vez mais abrangente. Mas como fazer o uso equilibrado da tecnologia no ambiente escolar? JK - Não é possível proibir ou coibir o uso da internet. Os esforços para tanto são praticamente inúteis e sem sentido. A melhor forma de aliar a tecnologia aos alunos é mostrar as ferramentais digitais que podem ajudar no dia a dia e fazer com que os alunos vislumbrem as possibilidades produtivas que a internet pode nos prover.  RSP - O uso pedagógico das redes sociais para compartilhar conhecimento está cada vez difundido. No entanto, é preciso ter uma visão pautada na ética e nos valores da instituição. O que você considera indispensável para que seja feita uma gestão eficiente das redes sociais com fins educacionais? JK - O ambiente digital, que é rápido e dinâmico, precisa ter uma agilidade muito grande. Se o cenário muda, muitas vezes os valores e ética existente precisam sofrer atualizações. Não podemos viver com regras do século XX em pleno século XXI.  RSP - Atualmente, diversas aulas sobre os mais variados temas estão disponíveis em canais de vídeos na internet e determinado conteúdo obtêm um alcance muito grande. Com tanta informação disponível na internet e nas redes sociais, como o estudante deve associar esse novo modo de estudar com a rotina escolar? JK - Com tanto conhecimento disponível o nome do desafio hoje é ação e aplicação. Desafiar os estudantes para que os mesmos fiquem interessados na busca de conhecimento é algo que vai garantir que os próprios alunos saibam encontrar o que há de melhor e ter o discernimento do que é bom ou ruim. As aulas virtuais são uma realidade e estão aí para somar ao conteúdo que é transmitido em sala de aula.

5


6 REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Estudar arte para quê?

Releitura de O Cão Vemelho de Paul Gauguin

Professora Maria de Fátima Esper Leite

O ensino da arte e a presença da arte na escola cumprem um papel fundamental que vai além da execução de uma simples disciplina curricular. Atualmente, a arte é tida como matéria obrigatória, segundo a lei que inclui as artes visuais, a dança, a música e o teatro nos currículos dos diversos níveis da Educação Básica. A nova lei estabelece o prazo de cinco anos para que os sistemas de ensino promovam a formação de professores para implantar esses componentes curriculares no ensino infantil, fundamental e médio. Diante do avanço da importância do ensino da arte nas escolas, passou-se a compreender que, além de um complemento curricular, ela possibilita uma infinidade de trocas culturais entre os próprios alunos, pelo fato proporcionar o acesso e a análise crítica de diferentes produções artísticas. Dessa forma, o aluno percebe os múltiplos valores orientam a vida coletiva, com seus colegas, em sua comunidade, no seu país e no mundo. Estudar a história da arte faz com que o aluno contextualize o ensino da disciplina de história geral, compreendendo melhor os fatos e acontecimentos. Além disso, o estudo da arte pode ajudar no desenvolvimento de diversas habilidades, permitindo a busca por áreas do conhecimento que possibilitem o processo de criação e do fazer artístico como futura escolha profissional, como acontece na arquitetura, na publicidade e no design, e em diversas outras atividades.

No campo das artes visuais, o aluno desenvolve competências fundamentais que serão agregadas a outras áreas do conhecimento. Primeiramente o fazer, ou seja, fazer arte para seu próprio crescimento perceptivo e inventivo. Segundo, a leitura da imagem, tanto da imagem considerada arte pelos críticos, como das imagens que nos cercam no cotidiano – até mesmo um rótulo de alimento, um outdoor, revistas, comerciais. Esse exercício prepara o aluno para decodificar imagens, encontrar novos sentidos, significados. O processo é a porta aberta para a interdisciplinaridade, o diálogo com outras disciplinas. O professor é o condutor essencial desta jornada. Ele deve fazer com que o aluno se interesse por esse estudo com atividades diferenciadas, inovando a maneira de liderar a aula, fazendo assim com que o aluno passe a gostar da aula de arte, e que ela não seja apenas uma obrigação na grade curricular. A disciplina pode e deve ir além, despertando em cada aluno o interesse por alguma forma de expressão artística, algo que talvez jamais acontecesse fora do ambiente escolar e do contexto da aula de arte. A única forma de ensinar arte é ensinar a ver, sentir a vida e procurar expressá-la. Ou seja, a arte ensina a se ter um olhar poético da vida, como forma de integrar o concreto e o virtual, o sonho e a realidade, numa construção da identidade e da consciência. Maria de Fátima Esper Leite Professora de Arte do Colégio São José


REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

A Educação Financeira na Escola

A educação financeira precisa estar vinculada a um processo de formação integral, que leve o aluno a compreender que o dinheiro é um recurso que pode lhe trazer benefícios, comodidade e conforto, desde que seja obtido e usado de forma coerente, honesta, justa e equilibrada. Os estudos e intenções pedagógicas para Educação Financeira têm incentivado uma metodologia baseada em três pilares: saber gastar, saber poupar e saber doar. Atualmente o contexto político e econômico do Brasil tem apresentado situações de muita falta de controle, falta de investimento no que a sociedade necessita, desvios e corrupções. Nossos alunos têm acompanhado tudo isso e é papel da Escola mostrar que podemos e devemos fazer diferente. Acreditamos na importância de uma abordagem pedagógica de aprendizagem sobre administração financeira. Mais do que trabalhar a consciência econômica com os alunos, é promover estudos e reflexões que possibilite uma cultura de honestidade e igualdade entre as pessoas. Se, por um lado, alguns exemplos mostram que o uso do dinheiro prejudica e pode provocar a discórdia incentivada pelo consumismo entre as pessoas, por outro, ele constrói uma comunidade, melhora a saúde e proporciona condições de vida com mais

designed by freepik.com

Qual a importância da educação financeira nos processos de aprendizagem? Vivemos em uma sociedade que permite o acesso a quase tudo para quem tem poder financeiro e faz nascer algumas inquietações sobre os usos do dinheiro que geram a necessidade da introdução de alguma forma de educação financeira na escola. É necessário desmistificar alguns conceitos desta lógica dignidade. A educação financeira, a este propósito, orienta à promoção de uma sociedade solidária e íntegra, que valorize o ser ao invés do ter. Este artigo quer convidar você, leitor, a perceber que desde cedo as finanças, o uso do dinheiro e a relação deste na vida das crianças e jovens podem ser aprendidas na escola. A escola passa a compartilhar com a família a educação financeira como forma de problematizar o gasto e a guarda do dinheiro. Muito mais que saber gastar, quer-se crianças sábias, capazes de poupar, doar e lidar com o dinheiro para que o mundo seja mais equitativo. Um apoio pedagógico que pode contribuir nesta formação e que foi utilizada em uma das Unidades Educativas da Rede Santa Vice diretora Flavia Paulina é o livro da Cássia D’Aquino, “‘Dinheiro compra tudo?’ Educação financeira para crianças”, editora Moderna, 2016. A experiência do estudo desta obra na escola foi muito significativa. Por meio da educação financeira, promovemos uma educação a serviço da vida. Flavia da Cota Mentges Vice diretora da Escola Fátima

Leila Ainara Castro da Silva Professora do 5º ano EF da Escola Fátima

Professora Leila

7


8 REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Criatividade: um viés do encantamento Como encantar os educandos nos dias de hoje? Eis uma grande questão a ser respondida. Em um mundo com tamanhas possibilidades e tantas informações ao alcance dos dedos, como equalizar tudo isso? Em um ponto de vista acredita-se que uma das ferramentas a ser explorada é a criatividade. É necessário um olhar mais que atento do educador para buscar nos olhos e nos gestos dos seus educandos o que encanta, cativa e, assim, com criatividade, potencializar os conhecimentos que se desejam desenvolver. Segundo uma matéria publicada num site específico de conteúdo sobre Educação, Eduqa-me: “A criatividade é parte do caminho para o sucesso em praticamente qualquer empreitada e, por isso, um elemento chave para uma vida feliz e saudável – portanto, uma habilidade que precisa ser praticada com as crianças. Criatividade não se limita à expressão artística e musical; ela é essencial para a ciência, a matemática e mesmo para a inteligência social e emocional. Indivíduos criativos são mais flexíveis e demonstram facilidade ao resolver problemas, o que os torna mais aptos a se ajustar, por exemplo, a novas tecnologias, e a lidar com mudanças – assim como a aproveitar ao máximo novas oportunidades!”. Nessa perspectiva, buscamos na Educação Infantil desenvolver no educando as dimensões cognitivas, afetivas e sociais de maneira dinâmica. Em todos esses aspectos a criatividade está presente objetivando a construção do conhecimento de mundo. A criatividade, assim como o raciocínio, a abstração, o pensamento, as linguagens, etc, enquadram-se como habilidades do cérebro humano que contribuem, sobretudo, para o crescimento cognitivo. Deste modo, nossas prá-

ticas desafiam a criança a posicionar-se, a questionar e a criar valorizando suas produções, bem como daqueles que fazem parte do seu grupo. A medida que o educando se sente estimulado e também protagonista dentro deste processo educativo, suas ações, falas e representações passam a expor um olhar crítico e inteiramente pessoal. E esta é uma premissa que norteia nosso trabalho: desenvolver seres pensantes, que defendem suas ideias e que estarão preparados para enfrentar os desafios que a vida moderna reserva. Assim, cabe ao educador da Rede Santa Paulina ter a sensibilidade, disponibilidade e comprometimento para desenvolver sua prática diária permeada sempre por muito amor. Conviver com uma criança e fazer parte das suas descobertas é muito prazeroso e interessante. Além disso, um grande desafio! Conduzir suas aprendizagens e experimentações é sem dúvida alguma uma grande responsabilidade e uma imensa alegria. Mediante este contexto, o educador assume um papel fundamental de promover valores para a inserção da criança no meio social e de proporcionar vivências que auxiliem o desenvolvimento integral deste ser pensante e singular. Sabe-se que a criança é naturalmente curiosa e portadora de um imenso potencial. Promover um ambiente seguro, instigador e situações de aprendizagens envolventes são fatores para encantá-la. Quando deixamos a criança mostrar o que sabe, usando sua criatividade e conhecimento, alcançamos em sua plenitude a concepção da educação pelo encantamento. Educadoras: Aline Silveira Miranda, Lidiane Marafiga Gampert, Mariane Dias de Vargas, Particia Eilert, Taiane Botton, Verlaine Marchiori Mello Bauer e Viviane Pinheiro

SITE: http://naescola.eduqa.me/desenvolvimento-infantil/7-formas-de-estimular-a-criatividade-na-infancia/. Acesso: junho/2017.


REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

CURTAS EM INGLÊS: O uso das TICs para a aprendizagem de idiomas Na Escola Medianeira, em Santa Maria (RS), o professor de inglês, Marco Aurélio Porciúncula Almeida, ousou ao desafiar os alunos dos 8º e 9º anos a produzirem um curta metragem em inglês. Os alunos se envolveram intensamente em suas tarefas. Surgiram roteiros com temas variados, que iam desde uma adaptação do clássico dos Irmãos Grimm, “A Chapeuzinho Vermelho”, até roteiros críticos que retratam a violência da atualidade. Cada grupo precisava criar um roteiro e traduzir para o inglês apenas as falas que seriam usadas nos curtas. A criatividade fluiu e os curtas ficaram excelentes! A então conhecida como geração Z realmente parece ter uma habilidade quase que inata para o uso das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação). Os alunos fizeram uso de diferentes softwares para edição e, aqueles que tinham mais dificuldade na pronúncia, fizeram dublagens com acréscimo de legendas, o que deu um tom mais profissional aos curtas.

Este projeto renovou o ânimo dos alunos e alunas, os quais ficaram mais interessados em aprimorar o vocabulário e aperfeiçoar a pronúncia das palavras. Esta experiência reforçou a importância de se utilizar diferentes formas de tecnologias em sala de aula e de instigar a autonomia dos educandos.

9


10

REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Musicalização matemática Os números inteiros nas paradas de sucesso O ensino da matemática tem sido, no cenário educacional, uma das grandes preocupações. Se por naturalidade, nos primeiros anos parece ser uma disciplina a qual é relegado um ar apenas de brincadeira e conceitualização, nos primeiros anos do Ensino Fundamental II a disciplina adquire um ar de “bicho papão”. As turmas do 7º ano A e B, da Escola Medianeira, demonstraram através da utilização das tecnologias e da música que o ensino da matemática pode ser sim uma aventura e um aprendizado concreto. A proposta inicial partiu da exploração e da prática em sala de aula sobre as operações com números inteiros e as regras de sinais. O trabalho com atividade no caderno, livro, entre outros, proporcionou o contado com o conteúdo e a percepção de possíveis fragilidades no aprendizado do conteúdo matemático. “A ideia de que as dúvidas que viessem a surgir me desacomodou enquanto educadora e cair na prática apenas da resolução de exercícios, seria assinar embaixo o atestado da disciplina mais temida e “chata”. Tanto se fala de interdisciplinaridade, em uso das tecnologias em meios educacionais, em socializar, em partilhar, porque não utilizar todos esses termos e aguçar as diversas áreas do conhecimento?”, afirmou a professora Ana Cristina Gehlen. Parte-se da premissa que o conhecimento, quando é transmitido por nossos “pares”, ocorre o que sabiamente Piaget chamava de assimilação e acomodação. Nesse sentido, foi proposto à turma que fossem autores de paródias,

a matemática e a música como parte concreta de um aprendizado. Ao assistirem paródias, compreenderam que muito mais que uma sátira musical, ali haveria possibilidade de que os números inteiros e suas regras de sinais estivessem ao alcance e na linguagem adequada dos nossos educandos. Lançado o desafio, a interdisciplinaridade com as áreas da linguagem emergiu da potencialidade de cada educando. Era necessário encontrar a melodia adequada, escrever a letra, digitá-la e, póstumo a tudo isso, explicar aos colegas o conteúdo matemático com toda a “sonoridade matemática”. Os educandos brindaram aos colegas com música cheias de ritmo, ricas em conteúdo matemático, mas, acima de tudo, a compreensão de que o aluno aprende, mas por vezes ensina seu educador métodos de ensino e aprendizagem que não eram imaginados no início das atividades. “Esse método aplicado é muito legal e eficaz, significa que não é impossível ensinar matemática com música, porque une exatamente o que nós jovens gostamos, que são: a tecnologia e os ritmos atuais aos conteúdos”, explicou Ana Cristina. A real aprendizagem matemática dos números inteiros e seus sinais está sendo constituída na prática com a tecnologia e apenas refletida nos exercícios teóricos. Palmas para as turmas do 7º ano A e B! Prof.ª Ana Cristina Wachtmann Gehlen Matemática e Física – Ensino Fundamental Anos Finais


REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Comunidade Escola do Medianeira ganha nova Capela nos 60 anos de fundação Como parte das comemorações pelos 60 anos de fundação da Escola Medianeira, toda a comunidade escolar ganhou como presente uma nova capela, inaugurada no mês de julho. Colaboradores da Escola participaram de um retiro espiritual na entrega da obra, e ainda tiveram a oportunidade de serem abençoados pela missa de inauguração, ministrada pelo pároco e reitor do Santuário Basílica Nossa Senhora Medianeira e Vigário Geral da Arquidiocese de Santa Maria (RS), Pe. Ruben Natal Dotto. Na semana seguinte, os alunos participaram de vivências realizadas pela Pastoral Escolar juntamente com a Irmã Sueli Terezinha Gambeta e professores. A nova capela começou a ser construída ainda em 2016, no local onde era a antiga sala de jogos, que também acolheu alguns encontros do grupo de jovens. Antes havia uma pequena capela na parte interior do prédio da escola, onde os alunos participavam de algumas atividades. Contudo, o espaço estava cada vez menor para o propósito e agora abriga uma nova sala de aula. O novo espaço da Capela possibilita a todos os educandos, além de das Irmãzinhas, professores, colaboradores e toda a comunidade escolar um local de reflexão, oração, espiritualidade e paz, se valendo sempre como fonte de inspiração o carisma de Santa Paulina, fundadora da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição e primeira Santa do Brasil.

11


12

REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Beto, o boneco do alfabeto Nas classes de Educação Infantil e alfabetização, acontecem os primeiros contatos das crianças com as letras. Com isso, a visualização das mesmas é de fundamental importância para que os alunos se sintam seguros ao reproduzi-las no papel, afinal, ainda estão aprendendo como é a grafia correta das 26 letras do nosso alfabeto. Tendo em vista a importância da sistematização do ensino do alfabeto no momento do planejamento, percebemos que fica muito mais interessante e significativa quando partimos para um trabalho lúdico, em que os alunos possam interagir sentindo-se integrados, participando ativamente das atividades propostas. As turmas do 1º ano do Ensino Fundamental estão desenvolvendo atividades relacionadas ao Projeto “Seu Alfabeto”, que no decorrer do ano letivo serão realizados sorteios entre os alunos da turma, na qual cada semana uma criança deverá levar o boneco do alfabeto para casa juntamente com o caderno de registros. A letra será definida conforme o planejamento das aulas. O caderno deverá ser feito com auxílio da família com uma foto que registre o momento da visita com o relato escrito do mesmo. A criança deverá trazer um objeto pequeno que inicie com a letra

determinada para que seja montado um alfabeto concreto com a turma e relatar como foi a visita do “Beto” (boneco) em sua casa. Esta iniciativa é um esforço para aproximar a família da vida escolar do educando. Com isso podemos destacar a importância destas atividades que envolvam a família, no sentido de incentivar, motivar e partilhar suas construções no processo de alfabetização. As crianças aprendem a ler e a escrever interagindo com a língua escrita enquanto objeto de conhecimento com os falantes e informantes de sua língua materna e assim constrói e reconstrói histórias na tentativa de entender o que é e o que representa e como funciona a escrita. Reflexionando, interagindo com a leitura e a escrita em contextos lúdicos, funcionais e significativos, as crianças vão gradativamente se tornando leitoras, escritoras produtoras de significados. (FERREIRO, 1992, p. 17). Tendo como base a fundamentação teórica de Emilia Ferreiro, acreditamos ser mais acessível para o educador alfabetizador ter nítida a importância de como encaminhar o processo de desenvolvimento da alfabetização do educando. Sabendo da necessidade de se partir da experiência da criança e dar a palavra a ela valorizando toda a gama de conhecimento que a criança traz consigo. O processo de alfabetização se realiza em um movimento dinâmico entre a palavra e o mundo. Nossa ação deve se dar ao processo de alfabetização para que se constitua em um rico processo de construção, tornando os alunos autoconfiantes e capazes de ler criticamente a palavra do outro e escrever criticamente a sua palavra. Educadoras do Ensino Fundamental I: Carla Cristiane Oliveira dos Passos, Dioneia de Vasconcelos Netto Araujo, Simone Barcelos Caetano e Vanya da Silva de Athayde Referência: FERREIRO, Emília. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre. Artes Médicas.


REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Escola Medianeira, uma escola inclusiva!

Uma escola inclusiva tem seu educando como sujeito central de toda e qualquer ação educacional, garantindo acesso e participação plena no processo de aprendizagem. Respeitando as potencialidades e tempo de aprendizagem de cada educando, o objetivo primeiro de nossa escola, considerada uma escola inclusiva, é responder, com qualidade pedagógica, as capacidades de nossos educandos. A Escola Medianeira, na busca por ofertar todas condições de acesso e participação de nossos educandos em situação de inclusão escolar, oferece o Atendimento Educacional Especializado (AEE), realizado por educadora especial. A educadora ainda auxilia os demais educadores na construção do planejamentos e avaliações. Durante o AEE os educandos participam de atividades que desenvolvam suas potencialidades, oferecendo recursos para um bom desenvolvimento na escola, em sala de aula regular e na sociedade. As atividades são propostas a partir de aspectos cognitivos, ou seja, a partir de um conjunto de habilidades mentais que são necessárias para que o sujeito obtenha conhecimento sobre o mundo. Essas habilidades envolvem o raciocínio lógico, abstração, linguagem, memória, atenção, concentração, entre outras. As atividades motoras são desenvolvidas em uma perspectiva de que o sujeito se constitui por um conjunto de conhecimentos psicológicos, cognitivos e sensoriomotores, onde o corpo é mediador, favorecendo a

integração do sujeito, tanto com ele mesmo quanto com o mundo. O planejamento das atividades é desenvolvido individualmente para cada educando que frequenta o AEE, na perspectiva de cada sujeito é único e aprende conforme suas habilidades. Estão matriculados na escola educandos com Síndrome de Down, Transtorno do Espectro Autista, Síndrome de Dande Walker, Síndrome de DiGeorge, Deficiência Intelectual, Paralisia Cerebral, Lesão Cerebral, entre outras. No entanto o diagnóstico não define as ações pedagógicas. O processo de inclusão escolar acontece quando todos estão engajados no mesmo objetivo, e portanto, é preciso que escola, família e toda equipe multidisciplinar que atua com o educando fora do espaço escolar atuem em conjunto, pensando no processo educacional e social do educando em questão.

13


14

REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Sustentabilidade é reconhecer e não desprezar A Escola Medianeira conta com uma ampla área verde ricamente explorada no processo pedagógico e sócio educativo de nossos educandos. Percebemos que em nossa cidade somos uma das poucas instituições que possui um amplo e rico espaço verde e natural. Sendo assim, buscamos desenvolver, juntos aos nossos educandos, a vivência harmoniosa e consciente da preservação e o cuidado com a natureza. Alinhado ao nosso plano curricular geral e a campanha da fraternidade anual, as ações pedagógicas promovem: o cultivo de hortaliças e chás, cuidado com os jardins, respeito ao meio ambien-

te, aulas e vivências ao ar livre, o benefício de conviver com diferentes animais, o conhecimento da diversidade de plantas e árvores; bem como a propagação destas ações a toda comunidade escolar. Salientamos que, mesmo em meio a ebulição tecnológica e tantos outros recursos e o crescimento das necessidades arquitetônicas da instituição, nunca deixamos de zelar, preservar e manter esta área, pois acreditamos que este é um diferencial atemporal. Nesta perspectiva, diariamente, lembramos nossos educandos e familiares que a sustentabilidade suprirá nossas necessidades atuais sem comprometer o futuro das próximas gerações. Isto é, teremos tudo que necessitamos, mas jamais iremos agredir o meio ambiente ou tampouco despercebê-lo. Coordenadoras: Alessandra Machado Ilha, Elisandra Gomes, Juliana Melo da Costa e Lucas Mota Brum


REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

15

Um Passo à frente O que você espera do futuro? Futuro Meu sonho no futuro é ser bombeiro, para poder ajudar e salvar a vida das outras pessoas. Acredito que a Escola Medianeira esteja me dando uma boa base, os professores ensinam muito bem. No futuro quero aprender matemática. Gosto da hora de estudar, usar os livros e os cadernos, escrever, pois dessa maneira os professores ensinam as pessoas a desenvolverem suas capacidades. Percebo que a cada vez que uso o caderno e os livros descubro novas experiências. Adoro também o momento de brincar com meus amigos na hora do recreio, e estou sempre fazendo novos amigos. Gosto muito da minha professora e tenho um grande carinho por ela. Além disso, amo quando ela entrega novas atividades para serem resolvidas, gosto sempre de aprender novas coisas. Arthur Comareto Braida, 1º Ano

Sonhos Desde pequena nunca soube o que iria escolher para vida. Já quis ser médica, professora, policial... Quando comecei a estudar na Escola Medianeira sonhava em ser professora, em chegar à sala de aula e contar para meus alunos que ali já havia estudado, na qual fui tratada com muito amor e carinho. Nela também aprendi a ser uma cidadã do bem, honesta e com muitas virtudes. Esta Escola eu trago cravada em meu coração, em minha mente carrego experiência e lição. Com o passar do tempo comecei a amadurecer e pensar mais seriamente sobre o que iria ser. Eram tantas dúvidas, pois nada se encaixava. Até que tudo começou a ficar mais claro: eu quero proteger meu país, quero seguir carreira militar. Pretendo ser uma ótima profissional, que defende seu país com garra e com orgulho de ser brasileira. Desde já estudo muito, pois quero participar de concursos públicos e a Escola Medianeira está me proporcionando uma qualidade de ensino enorme. Este é meu último ano por aqui, e toda vez que ouvir falar da escola me orgulharei por ter passado os melhores momentos de minha vida, por ter conhecido as melhores pessoas e ter feito amizades que levarei para vida toda. Os sentimentos estão a mil a cada dia que passa, tento aproveitar ao máximo meu tempo, estudando e usufruindo de tudo que é oportuno. As mulheres estão ganhando espaço, lutando por seus direitos. O exército está aos poucos abrindo vagas para diversas áreas e quero entrar para um quartel, mostrar para que vim e, principalmente, representar todas as mulheres que batalham diariamente, independente da profissão que desejam seguir. Devemos lutar por nossos sonhos, nos orgulhar de onde viemos e o que somos, agradecer a nossa escola por todo ensinamento, aos profissionais de qualidade os quais seguimos, por todos os momentos vivenciados e principalmente, agradecer a vida! pixabay.com

Luiza Gelocha, 9º Ano


16

REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Educação que transforma vidas A missão de ser educador e o papel do professor na transformação da vida dos alunos

R

ecordo-me do tempo em que cursei a 4ª série, quando uma professora marcou minha vida para sempre. Foi a partir desta vivência tão feliz que decidi ser educadora. Confesso que não é um trabalho simples, o retorno não é imediato, pois muitas vezes os resultados são obtidos a longo prazo. No entanto, é muito prazeroso ver que o educando consegue alcançar, seja plenamente ou em parte, o objetivo que é a aprendizagem, entendida como um processo contínuo. Acredito que esta ocorre por meio de vários fatores, os quais devem caminhar juntos: educando, educador, família, além, é claro, de muita dedicação e busca pelos processos cognitivos do educando. Muitas vezes o olhar do educador requer não somente o foco na aprendizagem, mas no ser humano em pleno desenvolvimento que está à sua frente diariamente, o qual auxilia na sua transformação em busca das alegrias e auxílio na resolução dos anseios, frustrações, dificuldades de aprendizagem, dentre outras vivências. Ser educador não é uma tarefa fácil como algumas profissões que, por exemplo, ao trocar uma peça, o objeto passa a funcionar.

Ser educador é transformar vidas, exige um desorganizar-se e reorganizar-se constante. O educador deve ser um mediador, incentivando a reflexão crítica e também um pesquisador do processo de aprendizagem do educando. É saber questionar-se constantemente diante de sua prática, a qual deve primar pelo papel reflexivo. O contato com o educando faz com que o educador necessite trabalhar a resiliência em momentos difíceis e a empatia, principalmente quando há sentimentos envolvidos, sejam eles bons ou ruins. É tocar o educando por meio dos sonhos e desejos, é insti­gá-lo causando curiosidades e nunca deixar que sua imaginação pereça. É uma descoberta diária das vidas que tocamos. E em troca o que nós, educadores, queremos? Que prevaleça não somente a aprendizagem, mas acima de tudo a liberdade e a felicidade, pois acredito que, a partir disto, faremos as melhores escolhas para nossas vidas. É aceitar o educando com suas dificuldades buscando visualizar o aprimoramento de suas potencialidades, sempre. Isto ocorre a partir de uma escuta sensível do profissional, pois assim, nos constituímos sujeitos ativos das nossas escolhas, as quais devem ser embasadas em virtudes e valores. Dessa forma, tenho certeza, que o educando, ao ser transformado, também transforma a vida de seu educador, pois a minha vida foi tocada por uma educadora. E você, recorda-se daquela educadora ou educador que marcou a sua? Pois é, a minha tem nome e sobrenome, Roselis de Oliveira. Agradeço a todos os educandos que fizeram parte de minha vida, espero um dia, poder ter tocado a vida de cada um da mesma forma como tocaram a minha... Profª Ms. Francieli Fracari Della Flora


REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Tempos líquidos pedem educação sólida Um currículo por competências, habilidades e valores O sociólogo polonês Zygmunt Bauman (19252017) destacou em seus escritos o termo “tempos líquidos”. Vivemos um período da história humana onde até mesmo os mais fortes centros de referência parecem escapar como água pelos vãos dos dedos. Os valores acabam vazando pelo ralo do individualismo mesquinho e consumista. A sensação é de incerteza, insegurança, volatilidade de fluxo e falta de referenciais de confiança. Por conta disso, há quem diga que a família já não consegue transmitir valores, a escola não tem mais o mesmo poder educacional, as igrejas já não atingem as novas gerações, as instituições culturais perdem sua força. É inconteste que o mundo mudou e que estamos em um contexto bem diferente do que há 50 anos, quando as influências eram poucas e semelhantes. Outrossim, aceitar sem mais que as instituições sociais têm pouco ou nada a fazer pela educação é jogar a toalha e aceitar a derrocada da humanidade. Há múltiplas, diversificadas e diferentes influências sobre as pessoas. Educar, hoje, exige mais esforço e intencionalidade que há alguns anos. Não significa, portanto, que a família não consiga transmitir valores, senão que esta tarefa exige mais esforço e intencionalidade, quando muitos pais passaram a se interessar mais por si próprios que pelos filhos. Nas escolas, este novo cenário, exige mais consistência e fortaleza quanto à proposta curricular, para que as aprendizagens tenham poder de influência positiva. Um currículo por conteúdos desconexos com as questões da vida parece não mais se justificar. É necessário um conjunto de intencionalidades articuladas que consiga desenvolver a chave: competências, habilidades, atitudes, valores e espiritualidade. A Rede Santa Paulina ao longo de dois anos, com assessoria da professora Doutora Roselane Costella, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, revisou o seu Plano Curricular Geral, desde as exigências desta nova época, considerando as melhores contribuições das ciências, os referenciais dos valores fundamentais da humanidade e a espiritualidade presente no carisma da Congregação.

O Plano Curricular traduz em processos de aprendizagens essenciais a proposta pedagógica da Rede Santa Paulina. Evidencia competências, habilidades, valores em cada ano/série, nas quatro áreas de conhecimento: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza. A grande preocupação é que as aprendizagens sejam efetivas e significativas para um desenvolvimento humano-profissional de excelência. Para a Rede, excelência concentra o que há de melhor em conhecimento, valores e espiritualidade. Na porta de entrada de cada etapa da Educação Básica encontramos um texto sobre a proposta de trabalho, que demonstra o espírito das aprendizagens, os projetos interdisciplinares e os valores transversais, que estão aí como luz a iluminar todos os processos educacionais. Como que um hall de entrada encontramos uma competência macro, que revela a intencionalidade geral do respectivo ano/série, junto com um valor referencial. São como que um farol a guiar a direção e o horizonte global do ano. Os caminhantes (educadores) levantam os olhos e enxergam o farol, que está sempre a os orientar. Avançando, entramos no espaço interno da casa com os quatro cômodos (as quatro áreas de conhecimento). Para se movimentar por cada cômodo, em cada ano/série temos os valores, seguidos das competências com suas habilidades. Ao passar por cada cômodo, em cada ano/série, queremos desenvolver algumas competências com suas habilidades, orientadas por valores. Ao final de cada segmento, há uma relação de macroconteúdos, que são como que marcos e placas indicativas da caminhada por cada cômodo (área). Os conteúdos só têm sentido se orientados às habilidades e competências com valores. Pegos em si, isoladamente, podem não conduzir ao farol ou mesmo desviar para longe dele. Cada conteúdo tem uma intencionalidade nas competências, habilidades e valores. A Rede Santa Paulina pretende formar pessoas que façam certo (competências e habilidades) o que é certo (valores). Pessoas que transformem o mundo. Adelaide Favaron Diretora do Colégio Regina Mundi

Flávia Mentges Vice-Diretora da Escola Fátima

Rodinei Balbinot Diretor Geral de Educação da Rede Santa Paulina de Educação

17


REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Prata da Casa Histórias de quem soube fazer suas escolhas, trilhar seus próprios caminhos, mas não esqueceu suas bases

São José

Fátima

Fabiana Nascimento

Ainda tinha seis anos, quando me vi “perdida” naquele imenso colégio e até hoje – mais de 30 anos depois – lembro-me do primeiro dia de aula. Passado o susto, a doce tia Deise e minha turma da então primeira série só me trazem boas recordações. Vez ou outra, passeio mentalmente pelos corredores, salas, pátios, ginásio, “palco” e cantina do meu querido Colégio São José, onde estudei durante 11 anos, da primeira série ao Terceirão. “Um colégio de carinho, nele encontramos a fé e também nosso caminho”. Hoje, como mãe, reconheço ainda mais como tudo foi importante, principalmente a parceria entre colégio e família, o quanto eu e minhas irmãs (Juciana e Adriana) devemos a essas duas “instituições”. Além de todo aprendizado e encaminhamento, fiz grandes amigos e confirmei minha vocação: o gosto pela redação, o anseio por justiça, ética e igualdade me levaram ao Jornalismo. Tenho muito orgulho de fazer parte da “família São José”. E parte dela (minha turma), graças à tecnologia, se reúne virtualmente, diariamente, com membros de todas as partes do mundo, e presencialmente também, algumas vezes.

Aida Maria Silveira Furlaneto

A história dos 65 anos da Escola Fátima entrelaça-se com a história de inúmeras pessoas, dentre as quais se destaca Aida Maria Silveira Furlaneto, pois, com sua admissão em 1952, Dona Ainda, como carinhosamente é conhecida, definitivamente selou sua vida à missão educacional do Fátima ao se tornar a primeira aluna matriculada. “Com 70 anos de idade, 3 filhas e 3 netos, próximo de comemorar 40 anos de casada, lembro com gratidão da Escola Fátima, que era extensão de minha casa e, por conseguinte, extensão de minha família também. Até 1959, quando concluí o 5º ano e saí, e depois, de 1967 a 1974, quando voltei então como uma das primeiras professoras leigas, pois antes apenas Irmãs lecionavam, aprendi muito. Valores como amizade, disciplina e honestidade, eu os adquiri com meus pais e na escola, junto às Irmãs. Como mãe e professora sempre busquei cultivar e passar tais valores. Por isso fiz questão que minhas filhas estudassem no Fátima, por acreditar que os valores e a excelência educacional elas teriam, assim como eu tive. Hoje aposentada, com mais tempo para mim e minha família, especialmente meus netos, só tenho a agradecer a Deus e ao Fátima por tudo que a vida me deu!”

Arquivo pessoal

EIC

Arquivo pessoal

Arquivo pessoal

18

Maria Eduarda Klann Baptistoti

Falar do Educandário Imaculada Conceição é fácil. Estudei no EIC do segundo ao oitavo ano, pois, infelizmente, na minha época não tinha Ensino Médio. Que tempos incríveis e inesquecíveis! Me lembro com muito carinho dos professores e de tudo o que aprendi durante os seis anos de colégio. Foram anos de muito aprendizado que eu carrego comigo até hoje. E os professores? Quanto conhecimento transmitido, quanta disciplina e rigor cobravam nas tarefas e no estudo, mas que hoje agradeço. Apesar de não lembrar de todos os nomes e ser grata por cada um, há sempre aqueles que marcam: Amélia, Edson Amboni, Mafalda, Onélia, Ivo, Edson Silva e por aí vai. Hoje, como o bom filho que a casa torna, trabalho na área de Comunicação e Marketing do EIC. E que emoção foi em, 2015, entrar novamente no colégio, ver o quanto cresceu. Quantas lembranças boas. Para mim, é mais do que um trabalho, pois o amor que sinto estando aqui não tem preço. Muita gratidão por estar de volta.


REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Regina Mundi

Daniel Cruz de Abreu

Arquivo pessoal

“Estudei no Regina Mundi do Nível III ao 3º Colegial. Foi uma longa trajetória de 12 anos da minha infância à adolescência, na qual fiz grandes amizades e recebi grande parte da educação que posteriormente foi essencial para a formação do meu caráter e escolha da carreira profissional. Foram anos de grandes experiências, das quais guardo boas recordações até hoje. Atualmente, sou médico formado pela Faculdade de Medicina do ABC e residente em Pediatria pela mesma instituição. Após concluir os seis anos de graduação em Medicina, fui voluntário para integrar o Exército Brasileiro, servindo no 4º Batalhão de Infantaria Leve, em Osasco (SP) como Oficial Médico Temporário. Fui incorporado no Serviço Militar em fevereiro de 2016, permanecendo na ativa até maio de 2017. Foi um período de grande aprendizado, no qual tive a oportunidade de vivenciar experiências únicas, participando de treinamentos militares e missões reais, com destaque para os Jogos Olímpicos Rio 2016, em que fui escalado para compor a Força Tarefa Itororó como médico e comandante do Pelotão de Saúde da guarnição. Após 15 meses de dedicação ao serviço militar, deixei a Caserna com a certeza de que angariei valores e conhecimentos que definitivamente contribuíram para meu crescimento pessoal e profissional. Hoje, após 12 anos de formado no Colégio, revejo essa história e agradeço aos colegas, professores e educadores que fizeram parte da minha trajetória e que colaboraram para minhas escolhas pessoais e profissionais, que possibilitaram que eu chegasse onde estou hoje”.

Medianeira Isabel Cristina Martins Silva Arquivo pessoal

Trago uma doce lembrança do tempo em que frequentei a Escola Medianeira, a qual carinhosamente chamava de “Media”. Estudei nesta escola todo o ensino fundamental, da 1ª à 8ª série (1970 – 1984), com os mesmos colegas, o que nos fazia conviver como uma família, meus pais (Telmo e Lourdes) faziam parte da Associação de Pais e Mestres, onde ocuparam a presidência por algum tempo, o que deu ao meu pai o reconhecimento por meio de uma homenagem com uma placa perto da quadra de esportes, aliás, ele que coordenou a construção da quadra e o calçamento da escola, pois quando meus irmãos começaram a estudar na Escola Medianeira a entrada era de chão batido. Tenho quatro irmãos mais velhos (Mauro Cesar, Marco Antônio, Telmo Francisco e Marcus Vinícius) e todos estudaram no Colégio Medianeira. Por isso, eu não via a hora de iniciar a minha vida escolar, pois tinha sonho de ir para aula assim como meus irmãos. Quando aos sete anos de idade, chegou a minha vez, parecia um sonho. Fui aluna da Irmã Florentina, que me alfabetizou. Na época tive como diretoras a Irmã Salete e a Irmã Amélia e adorava a Irmã Maria que dava aulas de pintura. A minha mãe conta que antes de iniciar na 1ª série, quando ia até a escola com ela, por mais de uma vez quis ficar dormindo na escola, com as Irmãs, de tanto que gostava, quando comecei as aulas, na hora do recreio, ia para cozinha com as Irmãs que me davam pão caseiro com geléia de abóbora, eu era bem mimada por todos! Quando chegavam as férias parecia uma eternidade até o dia do retorno das aulas, para poder rever os colegas e professores e é nesse ambiente que gostaria que todos os nossos educandos pudessem conviver nos dias de hoje. Tínhamos vínculos de afeto uns com os outros, nossos pais conheciam uns aos outros e aos professores. Posso dizer que por oito anos a Escola Medianeira foi a minha segunda casa e lá aprendi os quatro pilares da educação, pois aprendi a conhecer, a fazer, a conviver e a ser, aprendi valores que complementaram a educação recebida pela família, o que me proporcionou ser a pessoa que sou hoje. Finalizo fazendo um agradecimento à Escola Medianeira por ter me proporcionado os momentos mais felizes da minha infância e início da adolescência, o que me faz ter saudade de todos os meus colegas, aos quais também faço meu agradecimento por terem feito parte desta fase da minha vida!

19


20

REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Filantropia: um ato de amor Você sabe o que é filantropia? A palavra filantropia vem das expressões gregas philos e anthropos que se traduzem livremente como “amor” e “ser humano”. Logo, filantropia significa “profundo amor à humanidade”, “desprendimento”, “generosidade para com outrem”, “caridade” No Brasil, em 2013, foi promulgada a Lei 12.868, que estabelece critérios nas áreas da saúde, educação e assistência social, para que as instituições obtenham a imunidade e sejam consideradas verdadeiramente filantrópicas. Na área da educação, para serem reconhecidas como filantrópicas, as instituições devem se adequar às diretrizes e metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação. Para isso, precisam atender aos padrões mínimos de qualidade, de acordo com processos de avaliação conduzidos pelo Ministério de Educação, e conceder anualmente bolsas de estudo na proporção de 1 bolsa de estudo

integral para cada 5 alunos pagantes. No caso de bolsas parciais, no mínimo 1 bolsa integral para cada 9 alunos pagantes. A pesquisa “A contrapartida do setor filantrópico para o Brasil”, realizada pelo FONIF (Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas) em parceria com a DOM Strategy Partners, mostra que da educação básica à superior, o setor filantrópico atende mais de 2,2 milhões de alunos, beneficiados com um ensino de qualidade, reconhecido pelos mais rigorosos rankings e avaliações do país, como o ENEM e a CAPES. O objetivo central da Lei é contribuir com a construção de uma sociedade mais democrática, justa e fraterna, premissas que caminham na mesma direção do carisma da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que reza “Sensibilidade para perceber os clamores da realidade e disponibilidade para servir aos mais necessitados e aos que estão em situação de maior injustiça”. Santa Paulina, a primeira Santa do Brasil e fundadora da Congregação, já dizia que “os colégios são uma parte das mais importantes dos trabalhos das Irmãzinhas, em uma construção baseada na partilha, doação e diálogo”. A Rede Santa Paulina de Educação tem como lema “Educação, Serviço à Vida”, que representa a educação como um ato de amor e tem o significado de despertar a sensibilidade frente à realidade.


REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Atuação A Rede Santa Paulina de Educação conta com três unidades com certificação beneficente de assistência social: Escola Medianeira, em Santa Maria (RS), Escola Fátima, em Sapucaia do Sul (RS), e Colégio São José, em Itajaí (SC). Em 2016, dos 2.410 alunos matriculados nessas unidades, 537 tinham gratuidade, de acordo com o que estabelece a Lei nº 12.101/09, Lei 12.868/13 e regulamentada pelo Decreto 8.242/2014. “A Rede Santa Paulina investe em gratuidades educacionais muito mais do que o estabelecido em lei, pois acredita que a educação é propulsora de uma nova sociedade, fundamentada nos valores da justiça, da paz, do amor e da solidariedade”, afirma Rodinei Balbinot, diretor da Rede Santa Paulina de Educação. Mais que os números, percentuais e obrigações da Lei, a filantropia alicerça o trabalho educativo em uma lição de amor e traduz a soma de forças para a transformação da sociedade e para uma vida digna ao alcance de todos e todas. ”Em nosso trabalho estamos de fato vivenciando o carisma de Santa Paulina. A disponibilidade das bolsas integrais e parciais possibilita a crianças e jovens uma educação de qualidade, uma boa formação e um real diferencial para toda sua vida”, declara Ir. Rosane Lundin, diretora da Escola Fátima. Segundo ela, a inclusão de alunos no programa de bolsas mobiliza toda a comunidade educativa. “Vemos aqui um grande movimento de alunos, professores e colaboradores para ajudar nossos bolsistas, tanto na adaptação ao colégio, como até na aquisição de uniformes, material escolar, livros, etc. Todos engajados no sentido de ajudar ao próximo”. Segundo o Pe. Josafá Carlos de Siqueira, reitor da PUC Rio, em seu artigo “O compromisso da filantropia com a justiça social”, a filantropia possibilita o acesso de jovens carentes em escolas e universidades de bom e excelente padrão, como também contribui para aumentar a diversidade social nas instituições educacionais, quebrando barreiras econômicas, religiosas e culturais. Para Ir. Rosane Lundin, essa diversidade social e, consequentemente, o reconhecimento por parte dos atendidos, é uma das maiores recompensas. “O convívio dos alunos com os alunos bolsistas é ab-

solutamente harmonioso e nós sempre fazemos questão de deixar muito claro que todos estão na mesma posição dentro da escola, seja bolsista ou não. Os alunos e as famílias entendem a oportunidade do acesso a uma educação de qualidade e são muito próximos da gente, reconhecem nosso esforço em todo âmbito escolar”, completa.

Assistência Social na Rede Santa Paulina A Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição também atua na área da assistência social, através de seis unidades próprias, onde desenvolve dois tipos de serviços: proteção social básica e proteção social especial de alta complexidade. Como proteção social básica, oferece o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, com idades entre 06 e 15 anos, no Centro de Assistência Social Tecendo a Vida, no bairro União, em Belo Horizonte (MG); Educandário Sagrada Família, no Ipiranga, em São Paulo (SP), e Casa da Sagrada Família, na Vila Albertina, em Campos do Jordão (SP). Na proteção social especial de alta complexidade, oferece o Serviço de Acolhimento Institucional, acolhendo idosos (as) no Lar dos Velhinhos, em Maringá (PR), e no Lar São Roque, em Diamantino (MT). Também faz parte da proteção social especial a Casa de Acolhimento Santa Paulina, em Itajaí (SC), que acolhe mulheres em situação de rua entre 18 e 59 anos, acompanhadas ou não de filhos dependentes. Rede Santa Paulina de Educação

21


22

REVISTA DA REDE SANTA PAULINA

Dicas de Leitura O Cirque Du Soleil – A Reinvenção do Espetáculo Autores: Bacon, John U. / Heward, Lynn – Editora Campus

É, sem dúvida, um livro inspirador que traz em sua essência uma história de inovações sem limites. Alguns pontos de extrema relevância são trabalhados no livro como: nunca tente resolver um problema sem saber qual é; nunca perca de vista a razão de ser do trabalho; enxergue oportunidades nos erros ou contratempos; aprenda a sair da zona de conforto; transforme ideias em realidade; tome cuidado com a burocracia; trabalhe tão duro quanto a sua equipe; não abra exceções; não coloque a culpa em ninguém; encontre o equilíbrio; serviço. Muitos dos personagens deste livro são misturas dos apaixonados e talentosos homens e mulheres que partilham da experiência do Cirque Du Soleil, suas expectativas e sonhos, que se frutificam em produtos criativos. Eles aprenderam a render-se aos seus sentidos, confiar em seus instintos, correr riscos e enfrentar novos desafios. Seu trabalho ora solitário, ora coletivo, gira em torno da investigação de novas formas de entrar em contato com o público e tocá-lo.

O RESGATE DA TARTARUGA Autor: Guilherme Domenichelli Editora Panda Books

O passeio à Praia das Tartarugas estava sendo aguardado com muita ansiedade pelas crianças da escola. Elas finalmente iriam ver o exato momento em que as tartarugas marinhas depositam seus ovos na areia. No entanto, algo inesperado acontece nessa visita: Gabriela, Júlia e Davi encontram uma tartaruga bastante doente. Somente o biólogo Ronaldo poderá salvá -la. Nesta aventura, os alunos irão aprender como vivem as tartarugas marinhas, os perigos que elas enfrentam e como as pessoas podem ajudar na preservação da espécie.

O Pequeno Príncipe

Autor: Antoine de Saint Exupéry – Editora Agir

A obra devolve a cada um “os mistérios” da infância. No decorrer da leitura, com grande teor poético e filosófico, retornam os sonhos, reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase imperceptíveis na pressa do dia a dia. Voltam ao coração recordações escondidas... até que ocorre o reencontro, do homem-menino.

A Maravilhosa Ponte do Meu Irmão

designed by freepik.com

Texto: Ana Maria Machad – Ilustração: Bruna Assis Brasil Editora Nova Fronteira

Ensinar a assoviar comprido, a amarrar o cordão do tênis, a cavar buraco na areia. Pegar biscoito na prateleira de cima ou ainda conversar coisa engraçada antes de dormir para fazer o medo passar. Estas e outras tantas são as coisas “de irmão” relatadas por Bruno, que narra as aventuras vividas com seu “rimão” mais velho, Henrique. Juntos, eles dividem segredos, travessuras, medos, sonhos e uma “ponte maravilhosa” que vira pista, vira rampa, vira forte, vira proteção contra bandidos, vira tudo e volta a ser simplesmente... uma ponte! As ilustrações que dão vida a esta narrativa deliciosa, fazem deste livro um presente que encanta gente miúda e gente grande também!


DANÇA FUTSAL MEDITAÇÃO VIOLÃO XADREZ

EDUCAÇÃO INFANTIL ENSINO FUNDAMENTAL I e II PERÍODO DIVERSIFICADO EXTRACURRICULAR

escolamedianeira.com.br


cada dia, um presente!

Educação, serviço à vida

MATRÍCULAS ABERTAS! Avenida Medianeira, 415 Santa Maria (RS) - (55) 3028-3470 www.escolamedianeira.com.br escolamedianeira.sm.rs

Revista do Medianeira 2017  
Revista do Medianeira 2017  

Confira a revista da Escola Medianeira.

Advertisement