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ficha técnica Propriedade Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia (APEF) Secção Regional da Ordem dos Farmacêuticos do Porto Rua António de Cândido 154-4200 Porto email: apef@apef.pt www.apef.pt

Director Geral Daniel Filipe Viriato Pereira email: reflexus@apef.pt

Design/Grafismo Daniel Filipe Viriato Pereira Luís Filipe Martins Duarte

Núcleo Redactorial da REFlexus João Eira Joaquim Gonçalves Maria Teresa Raposo Cardoso Mariana Alves Mariana Roldão Santos Nuno Martinho Teresa Torres

Agradecimentos APEF Apoios Membros Todos os que colaboraram com artigos

Tiragem 3000 Exemplares

Periodicidade Semestral

Impressão Ediliber, Lda. Depósito Legal: 309067/10

Apoios Associação Nacional das Farmácias Grupo Holon Lidel Monaf Ordem dos Farmacêutivcos

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Índice 3 Editorial 5 Universo Farmacêutico Associação Portuguesa dos Jovens Farmacêuticos - APJF Radar versus navegação à vista Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica APIFARMA Genéricos e sua Bioequivalência 11 REFlectindo Aumento do número de vagas Número de faculdades a ministrar o MICF Saturação do mercado de trabalho Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz Instituto Superior de Ciências da Saúde - Norte Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior 21 DCI Prescrição de medicamentos pela sua denominação comum internacional

22 APEF XIII Encontro Nacional de Estudantes de Farmácia XIII Concurso de Aconselhamento ao Doente 34th EPSA Annual Congress, Lisbon 2011 25 AEFFUL XIII Curso de Farmácia Prática 26 AEFFUP Semana de Aniversário AEFFUP 27 NEF/AAC A Cultura em Coimbra: uma pluralidade de experiências 28 NECF/AEISCSEM Desmistificando o medo da bata branca... 29 NCF/AE ISCS-N XII Jornadas de Ciências Farmacêuticas 30 AECFUL Desafios das Ciências Farmacêuticas 31 NECiFarm Núcleo de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Algarve NECiFarm 32 UBIPharma Núcleo de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade da Beira Interior – UBIPHARMA 33 Passatempo REFlexus 35 Sabias que...

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editorial

Caros colegas,

Órgãos Sociais da APEF e Membros. Expofarma 2010, Porto.

A 9 de Dezembro de 1998, cientes da necessidade de um enquadramento nacional dos estudantes de Ciências Farmacêuticas, crentes numa pro-actividade que se exigia desde há muito e unidos por uma causa de cariz profundamente global, surgiu, pela vontade dos estudantes, a Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia – APEF. Esta pautou-se, nos mais de 12 anos de existência, pela excelência, actualidade e abrangência das actividades desenvolvidas a nível nacional. Num panorama internacional, emergiu também da APEF a abertura de um mundo de possibilidades que a EPSA e a IPSF permitem hoje à totalidade dos estudantes. É assentes em toda esta plataforma que abraçamos o desafio de dirigir a APEF, conscientes das dificuldades mas optimistas num futuro que será aquilo que todos juntos conseguirmos construir! Se a APEF pretende realmente ser uma Associação de todos e para todos, é essencial que actue transversalmente no mundo farmacêutico, numa intervenção e acção política que se iniciará no ingresso dos estudantes no ensino superior e que culminará na integração destes no mercado de trabalho. No que concerne à REFlexus, procuramos mais uma vez criar uma publicação que se paute pela actualidade das temáticas abordadas e pela procura de uma resposta efectiva às demais dúvidas e questões dos estudantes, assentes no rigor e na qualidade a que estamos habituados. Segue também aqui um especial agradecimento e felicitação ao Núcleo Redactorial da REFlexus pelo excelente trabalho desenvolvido! Saudações Académicas! António Rodrigues

Presidente Direcção APEF

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editorial

Caros colegas e leitores, É com enorme prazer que após uma extenuante “maratona”, o Núcleo Redactorial da REFlexus (NRR), da Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia, lança a 9ª edição da Revista dos Estudantes de Farmácia, 1ª edição do mandato 2010/2011. Nesta edição criamos uma plataforma que nos transporta para o Universo Farmacêutico, quer através da presença de entidades do sector como a APJF, ANF, APIFARMA, INFARMED, quer através da “REFlexão” sobre determinadas problemáticas, pelos mais altos representantes do ensino do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas a nível nacional. Nesta REFlexus apresentamos algumas novidades, uma delas fruto do crescimento estrutural da APEF. Refiro-me à entrada de dois novos Membros no seio da associação, o Núcleo de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Algarve – NECiFarm e o Núcleo de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade da Beira Interior – UBIPharma. A entrada destes núcleos é fundamental para o crescimento efectivo da APEF enquanto associação representativa de todos estudantes do MICF. Esta simbiose será fundamental não

só para a união de todos os estudantes, mas também, para o crescimento das entidades envolvidas, podendo desta forma proporcionar aos seus associados um percurso académico mais sólido e sustentado. Aproveito a oportunidade para os congratular pela sua entrada na APEF e por toda a vontade e dedicação que têm demonstrado. Esta edição conta ainda com dois novos Passatempos REFlexus. Um deles permitir-te-á ganhar livros que se poderão tornar importantes pilares durante e após o teu percurso académico, enquanto que o outro dar-te-á a oportunidade de realizar um estágio multidisciplinar no Grupo Holon. A formação paralela ao ensino graduado é fundamental na aquisição de novas valências, cartas decisivas na diferenciação ao nível do mercado de trabalho. Sê pro-activo e criativo, dá o teu melhor e participa. À semelhança do que foi feito em edições anteriores, reservamos algumas secções para as actividades da APEF e dos seus Membros. O intercâmbio académico é enriquecedor e todos os associados dos Membros da APEF devem desfrutar deste, em toda a sua plenitude. A APEF é o rosto dos estudantes para o sector, desta forma, queremos que a nossa posição reflita o uno. A tua opinião é fundamental, para o nosso crescimento. Não deixes de a dar, pois a junção de todas estas peças criará um suporte robusto que contribuirá para o futuro dos estudantes e consequentemente do sector Farmacêutico. Saudações Académicas,

P’lo Núcleo Redactorial da REFlexus Daniel F. Viriato Pereira Director Geral da REFlexus Vice-Presidente da Direcção da APEF

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Universo Farmacêutico

Associação Portuguesa dos Jovens Farmacêuticos - APJF A Associação Portuguesa dos Jovens Farmacêuticos (APJF) é uma associação juvenil criada em 1989 com o intuito de representar e defender os interesses dos jovens farmacêuticos. AAPJF reapareceu no ano em que completou duas décadas de vida. Todo o contexto vivido tornava necessária e imprescindível a existência de uma associação autónoma direccionada para todos os jovens farmacêuticos, não só pelo aumento significativo dos farmacêuticos com idade inferior a 35 anos, mas também porque, face aos condicionalismos a que temos assistido, é tempo de reafirmar que nós, jovens farmacêuticos, merecemos um futuro profissional próspero e saudável. Esta associação dá voz a todos os jovens farmacêuticos e corporiza as suas vontades pretendendo sempre ser um suporte e uma mais-valia na promoção do farmacêutico desde que deixa a academia e inicia a sua carreira profissional. Em consequência da actual situação económica do país e inerente desfasamento entre a oferta e a procura não se adivinha um futuro de facilidades para a profissão farmacêutica. Hoje, mais do que nunca, é inevitável que o jovem farmacêutico se consiga adaptar à nova realidade, saiba desenvolver as suas competências, aplicar as suas ferramentas de trabalho, o seu “know-how” em várias áreas que possam complementar a sua actividade ampliando os ganhos em saúde para a nossa população. Temos que encarar o futuro com optimismo preconizando novas perspectivas. O futuro do jovem farmacêutico não deverá cingir-se às farmácias, hospitais, indústrias, laboratórios, etc., mas sim criar novos serviços que vão de encontro às necessidades das populações e empresas. Temos que ter a capacidade de inovar com o nosso conhecimento muito próprio.

A APJF é um instrumento do associativismo com que todos os jovens farmacêuticos podem contar para os ajudar e apoiar no seu futuro. Tendo em conta a situação actual estão a ser criadas estruturas na APJF no sentido de suportar todos os jovens farmacêuticos que no futuro terão as suas dificuldades em assegurar o futuro de uma forma financeiramente viável. A APJF desempenha um papel importantíssimo na defesa institucional pelos direitos e pela prosperidade do futuro na nossa profissão. Lutaremos sempre pelo prestígio e qualidade. Muito pode ser feito em prol da Saúde em Portugal se cada um de nós, jovens em especial, se sentir motivado para alterar o rumo actual. É neste contexto que a APJF trabalha pois é esta visão que orienta o nosso caminho. Associação Portuguesa dos Jovens Farmacêuticos Rua da Sociedade Farmacêutica, nº 18 1169-075 Lisboa E-mail: direccao@apjf.pt Website: www.apjf.pt TLM: 917790233

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Universo Farmacêutico

Radar versus navegação à vista A combinação do aumento insustentável dos custos e a pressão financeira a que os países estão sujeitos tem criado um ambiente favorável à reflexão sobre o funcionamento dos respectivos sistemas de Saúde. Portugal não é excepção. Os desafios são vários, e incluem factores do lado da procura, como o envelhecimento da população, o aumento da prevalência de doenças crónicas como as oncológicas, cardiovasculares e a diabetes, assim como as expectativas da população, que aumentam à medida que aumenta a sua literacia em saúde. A estes estão acoplados factores do lado da oferta, como a evolução das terapêuticas e meios de diagnóstico disponíveis, a escassez dos recursos financeiros a dedicar à saúde, e a falta de recursos humanos qualificados. Estas são tendências que globalmente deviam informar as alterações necessárias à organização dos sistemas de saúde em todas as suas vertentes, incluindo no sector da Farmácia e do medicamento. As soluções a adoptar deveriam procurar garantir a sustentabilidade dos sistemas de saúde através de uma maior eficiência nos recursos alocados – humanos e financeiros, mas assegurando o investimento necessário à prestação de cuidados de elevada qualidade aos cidadãos. As farmácias em Portugal há muito que anteciparam

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estas tendências, e têm vindo a organizar-se de forma a diversificar a sua actividade para corresponder às necessidades e expectativas da sociedade em geral e do indivíduo em particular. As farmácias prestam serviços de valor acrescentado, funcionando não só como portas de entrada mas também como locus de garantia da integração e continuidade de cuidados num sistema de saúde muitas vezes fragmentado. A legislação publicada em 2007, que permitiu clarificar e ampliar os serviços prestados pelas farmácias, veio reafirmar o papel da farmácia neste domínio. São exemplos destes serviços a vacinação, a administração de injectáveis, a utilização de meios auxiliares de diagnóstico e terapêutica, a prestação de primeiros socorros e os programas de cuidados farmacêuticos ou acompanhamento farmacoterapêutico. Esta diversidade de serviços dota a farmácia de mais e melhores ferramentas para corresponder ao seu desígnio na sociedade, e enriquece a actividade

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farmacêutica valorizando a função do profissional. Por outro lado, a intervenção da farmácia contribui para a conversão do custo do medicamento em ganhos em saúde, potenciando o investimento efectuado. Um estudo conduzido pelo CEFAR, o Centro de Estudos e Avaliação em Saúde da ANF, em parceria com a Espírito Santo Research, e apresentado em Outubro de 2009, estimou que a intervenção farmacêutica pode poupar 411 milhões de euros na diabetes. Só em custos directos, a poupança resultante foi estimada em 274 milhões de euros, o equivalente a 2,3 por cento do orçamento da Saúde. No entanto, a valorização económica dos serviços farmacêuticos não tem sido uma prioridade para o poder político. A contraciclo da população, que sempre reconheceu na farmácia o melhor dos estabelecimentos do sector e no farmacêutico o mais confiável dos profissionais de saúde, têm sido adoptadas medidas legislativas que colocam em causa a sustentabilidade do modelo de farmácia construído e a própria capacidade técnica e científica do farmacêutico. O recente veto do Presidente da República ao DecretoLei do Governo que instituía a obrigatoriedade de prescrição de medicamentos pela sua Denominação Comum Internacional (DCI) é um exemplo. É na

realidade uma das muitas etapas num processo de avanços e recuos que teve início aquando da própria introdução dos medicamentos genéricos no mercado, e que já teve como protagonistas vários membros dos sucessivos Governos. Um outro exemplo de avanços e recuos reside nos preços e comparticipações dos medicamentos, que sofreram nos últimos meses vários aumentos e cortes, decorrentes ora de promessas eleitorais ora posteriormente dos constrangimentos económicos e financeiros que afectam o país. Não se detecta, portanto, qualquer sinal de que haja um planeamento sustentado para o sector do medicamento. E este será o grande desafio para a Farmácia em 2011. Contudo, não tenho quaisquer dúvidas de que as farmácias tudo farão para responder de forma responsável às necessidades da população, como sempre o fizeram - através da sua união, e dotadas de um radar adquirido através do seu próprio esforço colectivo. Para tal, precisam de continuar a contar com uma nova geração de farmacêuticos com capacidade interventiva a nível associativo e clínico. Uma geração que continue a acrescentar valor e que desafie a própria profissão a reinventar-se sucessivamente. Estamos à vossa espera! Ema Paulino Associação Nacional das Farmácias - ANF

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Universo Farmacêutico

Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica APIFARMA desenvolvimento sócio-económico do sector e do País, a melhoria da Saúde em Portugal e o maior acesso dos doentes às novas terapias, são a Administração Pública, comissões parlamentares, organismos de cúpula nacionais e internacionais, associações de doentes e instituições representativas dos trabalhadores. Em termos funcionais, a Apifarma divide-se em cinco áreas distintas, mas complementares: 1. Institucional, que, entre outras atribuições, representa a Apifarma junto das instituições europeias e dos organismos governamentais que tutelam o sector do medicamento, das entidades congéneres e dos restantes parceiros na área da Saúde, a nível nacional e internacional;

A APIFARMA foi fundada em 1975, sucedendo ao Grémio Nacional dos Industriais de Especialidades Farmacêuticas, instituição criada em 1939. Actualmente, representa 130 empresas, cerca de 98% do mercado total, responsáveis pela investigação e desenvolvimento, produção, importação e comercialização de especialidades farmacêuticas, para uso humano ou veterinário e ainda soros, vacinas e dispositivos médicos para diagnóstico in vitro e emprega cerca de 10 mil pessoas com uma elevada taxa de alta qualificação. A Apifarma tem como objectivos solucionar os problemas comuns a todas as empresas associadas, estimular o desenvolvimento sócio-económico do sector e do País e contribuir para a melhoria da Saúde em Portugal e para um maior acesso dos doentes às novas terapias. Nesse âmbito, os interlocutores habituais da APIFARMA, tendo em vista a resolução de problemas comuns, o

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2. Assuntos Técnicos, responsável pela prestação de serviços na área económica, financeira, farmacêutica e de formação profissional; 3. Assuntos Jurídicos, é responsável pela prestação de serviços na área de legislação farmacêutica, societária, laboral, administrativa e deontológica. 4. Comunicação, que, através de um programa integrado de comunicação que inclui eventos, encontros científicos e diversas publicações, promove a imagem e posições da Indústria Farmacêutica junto dos órgãos de comunicação social, associações de doentes, líderes de opinião e público em geral. 5. Centro de Estudos da Indústria Farmacêutica (CEIF) - pretende ser um centro de excelência na análise e produção de estudos para fomentar o espírito crítico, a transparência e o rigor numa ambição contínua pela ética e pela qualidade da informação.

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programa de formação contínua, com vista à colaboração e reforço da qualificação dos recursos humanos das empresas associadas, em áreas tão diversificadas como Gestão em Recursos Humanos, Práticas de Fabrico, Farmacovigilância e Gestão do Risco, Ensaios Clínicos, Auditoria a Sistemas de Qualidade, Farmacoeconomia, e Six Sigma.

Filiações A APIFARMA é filiada em diversas entidades, nacionais e internacionais, que prosseguem os seus objectivos estatutários. São elas, a nível nacional, a CIP - Confederação Empresarial de Portugal, AIP/CCI Associação Industrial Portuguesa/Câmara de Comércio e Indústria, o Fórum para a Competitividade, a APES Associação Portuguesa de Economia da Saúde, e o ARBITRARE - Centro de Arbitragem para a propriedade industrial, nomes de domínio, firmas e denominações. A nível internacional, a APIFARMA está filiada na Federação Internacional da Indústria Farmacêutica (IFPMA), na Federação Europeia da Indústria Farmacêutica (EFPIA), na Associação Europeia dos Medicamentos de Venda Livre (AESGP), na Associação Europeia de Produtores de Diagnósticos (EDMA), e na Federação Internacional de Saúde Animal (IFAH). Formação contínua A APIFARMA leva a cabo, desde 2008, um vasto

A Indústria Farmacêutica reconhecida como sector estratégico A Indústria Farmacêutica, reconhecida como sector estratégico por sucessivos Governos, contribui não apenas para a melhoria dos níveis de Saúde e para a qualidade de vida dos cidadãos, como para o bem-estar social e o desenvolvimento económico. A Indústria Farmacêutica e demais indústrias de saúde geram importante valor através dos seus produtos, quer para a Saúde, nomeadamente observada no aumento da esperança de vida e na redução da morbilidade e mortalidade, quer através da promoção de uma maior eficiência nos sistemas de Saúde, contribuindo para a redução do peso da doença na sociedade. A Indústria Farmacêutica considera essencial a melhoria da acessibilidade dos doentes ao medicamento, tendo assumido com o Governo o compromisso de apoiar a sustentabilidade do sistema de Saúde. Espera, assim, a adopção de políticas equilibradas capazes de assegurarem o desenvolvimento e a competitividade de uma actividade económica que realiza avultados investimentos em inovação (em 2007, o custo de desenvolvimento de uma nova molécula é de mais de 1000 milhões de euros, sendo que apenas cerca de 20% dessas moléculas conseguem produzir receitas que igualam ou excedem o custo de I&D antes da perda de patente) – única forma de assegurar medicamentos cada vez mais seguros e eficazes.  Dr. Rui Ivo Director Executivo APIFARMA

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Universo Farmacêutico

Genéricos e sua Bioequivalência A comercialização de medicamentos em Portugal está sujeita a uma Autorização de Introdução no Mercado (AIM). A avaliação técnica e científica, dos parâmetros de qualidade, segurança e eficácia, estabelece a base da concessão de AIM para todo o tipo de medicamentos, incluindo os medicamentos genéricos. Os critérios que norteiam a avaliação técnica e científica dos pedidos de AIM são comuns e harmonizados por toda a União Europeia, existindo, entre os Estados Membros, uma total harmonização dos requisitos legais, técnico-científicos e operacionais. Desta forma, a AIM de medicamentos genéricos encontrase sujeita às mesmas disposições legais dos outros tipos de medicamentos, estando, no entanto, dispensada a apresentação de ensaios pré-clínicos e clínicos desde que seja demonstrada a bioequivalência com o medicamento de referência com base em estudos de biodisponibilidade. Entende-se por medicamento genérico o medicamento com a mesma composição qualitativa e quantitativa em substâncias activas, a mesma forma farmacêutica e cuja bioequivalência com um medicamento de referência foi comprovada através de estudos de biodisponibilidade apropriados. Os medicamentos genéricos apresentam a mesma segurança e eficácia do medicamento de referência, que são avaliadas

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através da evidência de demonstração de bioequivalência, através do recurso a parâmetros farmacocinéticos apropriados (área sob a curva concentração-tempo (AUC) e a concentração plasmática máxima Cmax). Para além da avaliação de todos os parâmetros relativos à qualidade farmacêutica os estudos de bioequivalência constituem a base da avaliação dos medicamentos genéricos. Informação relativa ao delineamento experimental, condições de execução dos ensaios, a forma e obtenção dos dados e o tratamento dos dados recolhidos e das variáveis farmacocinéticas seleccionadas, são critérios centrais na avaliação de um estudo de bioequivalência. A quota de medicamentos genéricos ronda actualmente os 20% em volume, do mercado total, sendo expectável que continue a aumentar. A utilização de genéricos permitirá libertar recursos para garantir o acesso aos medicamentos inovadores. Dr. João Cristóvão Martins - Director da Direcção de Avaliação de Medicamentos - Doutorando em Saúde Pública na ENSP-UNL (especialidade Economia da Saúde) - Docente universitário - Especialista em Administração Hospitalar (ENSP-UNL) - Pós-graduado em Avaliação Económica de Medicamentos (ISEG-UTL) - Pós-graduado em Marketing (IPAM)

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REFlectindo

Aumento do número de vagas Número de faculdades a ministrar o MICF Saturação do mercado de trabalho

Este foi o repto lançado pela APEF aos Directores das Faculdades/Cursos do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas (MICF), a nível nacional. O paradigma da oferta e da procura que assola tantos outros sectores a nível nacional, começa a tornar-se um assunto entre a classe Farmacêutica. Precoce, ou não, a verdade é que já se começam a verificar os primeiros casos de desemprego no sector Farmacêutico. Obviamente que este assunto não deve ser abordado de ânimo leve e de forma superficial, mas a análise comparativa de dados internos relativos à década de 90 e ao panorama actual, levamnos a reflectir sobre o futuro do Farmacêutico Nacional.

Nº de Faculdades Nº de Alunos

Década de 90

Actualidade

3

9+1 (Iniciação)

2000

7000

Nº de Farmacêuticos

4000

13000

População Nacional

9 000 000

10 500 000

Verifica-se um acentuado crescimento do número de estabelecimentos de ensino a ministrar o MICF com consequente aumento do número de vagas, de estudantes e por conseguinte de profissionais Farmacêuticos. Os valores apresentados mostram-se ainda mais dramáticos quando comparados com os nossos conjugues europeus. Mas não devemos fazer comparações grosseiras, pois os sectores do Ensino e da Saúde variam muito de País para País, devendo efectuar-se um estudo efectivo que torne válidas estas comparações.

Voltando ao panorama nacional, verifica-se uma saturação do Litoral e dos grandes centros, enquanto o Interior continua a apresentar uma elevada oferta de emprego, resultado das políticas centralizadoras que se verificaram nos últimos anos. Desta forma, o Interior do país, apresenta-se como um foco para o escoamento dos futuros Farmacêuticos, sendo, no entanto, muitas vezes posto de parte. Relativamente às tradicionais áreas ocupadas pelo Farmacêutico, constatamos que a Farmácia Comunitária é aquela que todos os anos absorve mais profissionais, verificando-se uma saturação a nível hospitalar e crescentes dificuldades ao nível da Indústria Farmacêutica. Ao contrário do que se ouve, nós não somos, ou pelo menos não deveríamos dar voz à tão falada “Geração à Rasca” e muito menos à “Geração Rasca”. O futuro da nossa profissão ainda depende de nós. Devemos adoptar uma postura empreendedora e próactiva. O Farmacêutico tem uma formação multidisciplinar que lhe permite enveredar e vingar em diversas áreas que não são características da profissão. Há que trabalhar, há que ter vontade, há que levantar a cabaça e perceber que o futuro não é tão negro como o pintam. O Farmacêutico do futuro deve ir mais além, deve ser criativo, original, capaz de inovar e gerar empregabilidade. Desta forma, é importante que os estudantes percebam que a sua formação não termina no dia em que recebem o Diploma do MICF. Devemos apostar no ensino pós-graduado, marcar a diferença. O Farmacêutico conquistou o seu lugar na sociedade e não queremos nem devemos perder esta imagem. Devemos pois continuar a marcar a nossa posição sem nos deixarmos ultrapassar. Os pareceres apresentados mostram-se de grande importância na tomada de uma posição, relativamente a esta temática. No entanto, é fundamental que se efectue um estudo específico e credível que reflicta o panorama em que se vive actualmente e os seus efeitos a médio-longo prazo. P’la Direcção da APEF Daniel F. Viriato Pereira Vice-Presidente Direcção APEF

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REFlectindo

Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa Uma questão nacional: o excesso da capacidade formativa em Farmácia As decisões políticas relacionadas com a necessária proporcionalidade entre a oferta e a procura no mercado de trabalho têm sido, de modo geral, desastrosas no nosso país. Todos estamos conscientes e recordados da reclamada falta de médicos resultante de uma política extremamente restritiva das entradas (numerus clausus) no limitado número de Faculdades de Medicina existentes até há cerca de 10 anos no país. O recente aumento da oferta de formação em Medicina já provocou recentes declarações de responsáveis de que o número de médicos já é excessivo. Sem querer engrossar o conjunto de afirmações gratuitas ou orientadas corporativamente sobre este assunto, eu arriscaria a dizer que não existem estudos sérios e independentes sobre a proporcionalidade entre os recursos necessários e os recursos existentes a curto, médio e longo prazo no que diz respeito aos diferentes mercados de trabalho em especial aqueles que envolvem formação em Instituições de Ensino Superior (IES). E podemos dizer que aparentemente há excesso de oferta formativa em, por exemplo, Direito e Engenharia, apesar do número total de diplomados pelas IES no nosso país ser ainda dos mais baixos no conjunto dos países europeus. Diria também que estudos da natureza acima indicada não são fáceis de realizar tendo em conta o grande número de factores, grande parte deles imponderáveis, em jogo, na determinação do esforço social posto na formação avançada. Só para, de forma perfeitamente académica, enunciar alguns factores que é necessário ter em conta, temos factores demográficos, económicos, corporativos (profissionais: protecção excessiva dos postos de trabalho existentes e ocupados; e académicos: necessidade de fazer crescer a capacidade formativa pelas Universidades por questões relacionadas com o sistema de financiamento). Um factor major neste processo e que parece estar ausente nas decisões políticas é o de que essas decisões têm efeitos no mercado de trabalho a, pelo menos, médio prazo e que o investimento feito na formação de uma determinada área profissional tem efeitos irreversíveis na vida das Universidades: professores competentes numa determinada área científica levam vários anos a formar e, infelizmente, mas é a natureza das coisas, a reconversão de professores universitários em outras áreas é praticamente e justificadamente quase inexistente.

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De modo que somos dia a dia confrontados com decisões políticas nesta área ao sabor da improvisação, dos interesses corporativos e do acesso das amizades partidárias, na ausência de linhas directrizes fundamentais e estáveis, i.e., não dependentes da necessidade de ganhar eleições. Claro que isto não é um fenómeno português. Recordo-me bem de uma notícia publicada há mais de 30 anos segundo a qual para um emprego de cantoneiro em França (cantoneiro é um trabalho de manutenção de estradas a quem não é exigida qualquer qualificação profissional) concorreram vários diplomados em Direito, Medicina e Humanidades. O excesso de mão-de-obra qualificada em Portugal, como no Magrebe, é um fenómeno dos nossos dias. Mas há distorções grosseiras que é criminoso não terem sido evitadas ou, pior, foram aparente e propositadamente provocadas. É o caso de Farmácia. Até aos anos 90 existiam 3 Faculdades de Farmácia com cerca de 2 000 alunos no total e que formavam cerca de 250 Farmacêuticos por ano para cerca de 2 000 Farmácias e um universo de 4 000 Farmacêuticos numa população de 9 milhões de habitantes. A população não acresceu significativamente, embora se possa argumentar que as suas necessidades em termos de assistência medicamentosa tenham crescido acentuadamente. Também nessa época há estudos que revelam que a pirâmide demográfica dos farmacêuticos estava distorcida no sentido de idades muito elevadas. Numa perspectiva de 40 anos de actividade profissional para cada farmacêutico, poderíamos dizer que as Faculdades de Farmácia existentes cobriam adequadamente as necessidades de renovação da classe. A partir dos anos 90 e mais acentuadamente nos últimos 5-10 anos verifica-se uma febril atenção à actividade farmacêutica por parte dos poderes públicos. Inventa-se que não há suficiente cobertura de assistência farmacêutica no país: o número de Farmácias aumenta cerca de 30% em apenas 5 anos. Alguém convence alguém de que é preciso aumentar o número de Farmacêuticos: de 3 Faculdades passamos para 9 cursos de Ciências Farmacêuticas que actualmente debitam 900 – 1 000 novos Farmacêuticos todos os anos, tendo levado a classe a engrossar de 5 000 para 13 000 em cerca de 20 anos. Por este caminho teremos cerca de 18 000 – 20 000 farmacêuticos nos próximos 5 – 7 anos. A quem interessam estas políticas que resultam na implosão da classe? Onde estão os estudos que permitam sustentar o investimento de bens públicos e privados na formação de gerações de profissionais altamente diferenciados que não

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O grande problema nacional consiste na tomada de decisões com impacto significativo na vida de todos (dinheiros públicos provindos dos nossos impostos, dinheiros privados dos bolsos de famílias enganadas pela falsa expectativa de empregabilidade) durante gerações, sem nenhum estudo prospectivo, sem uma discussão sectorial, sem uma planificação e objectivos estratégicos a prazo. Provavelmente todos ficamos a perder com este tipo de políticas, porque a prioridade é o imediatismo da angariação de votos: a aprendizagem da democracia no nosso país tem sido um processo dificultado pelos nossos atavismos históricos (50 anos de fascismo não são fáceis de superar) e pela distorcida estrutura económica do país tradicionalmente dominada por oligarquias. Por isso, o oportunismo, o clientelismo e a demagogia dominam o panorama político, contrariamente à política pensada e independente para o equilíbrio das tensões sociais e o bemestar da população. E, por razões desconhecidas, os Farmacêuticos estão na linha de fogo da convergência de interesses indeterminados.

encontrarão local de trabalho em Portugal? Que objectivos se pretendem atingir quando se aproxima um número de 7-8 potenciais farmacêuticos por farmácia, quando os empregos escasseiam noutras áreas (indústria, análises clínicas, farmácia hospitalar) e as farmácias estão no limite da sobrevivência económica (vide impacto brutal da crise na frágil situação financeira de muitas farmácias e da distribuição grossista)? Nesta análise, necessariamente qualitativa e baseada em grandes números e generalidades, na ausência de um estudo quantitativo apropriado, basta apenas citar que, no caso de Espanha, com uma população quatro vezes superior, o número de Faculdades de Farmácia é, não de 36, como se poderia supor por proporcionalidade directa sobre o número de cursos de Farmácia em Portugal (9), mas apenas de 18, debitando cerca de 2600 novos farmacêuticos por ano o que já é claramente excessivo mas superior ao rácio português de habitantes por farmacêutico. O quadro abaixo resume a situação de alguns países europeus e evidencia a distorção portuguesa face às médias europeias, apesar da grande diversidade observada.

Nº de Profissionais Nº de Faculdades 

Nº de entradas de alunos

Nº de saídas de alunos

Farmácia Comunitária

total

Milhões hab./Fac

Hab./ /prof.

Saídas/ /prof.

7 693 000

3

334

250

6 000

7 698

2.56

999

3.25

10 189 000

2

430

280

5 600

6 588

5.09

1 547

4.25

Denmark

5 430 000

2

230

170

318

3 438

2.72

1 579

4.94

Estonia

1 340 000

1

48

46

1 165

1 624

1.34

825

2.83

Finland

5 261 000

3

475

475

1 406

4 021

1.75

1 308

11.81

3.71

807

2.54

País Bulgaria Czech Rep.

População Nacional

Greece

11 123 000

3

400

350

11 342

13 788

Hungary

10 058 000

4

320

270

4 900

8 440

2.51

1 192

3.20

2.03

1 202

3.08

58 779 000

29

-

1507

40 346

48 898

Ireland

4 221 000

3

150

170

3 400

4 362

1.41

968

3.90

Lithuania

3 408 000

1

96

101

2 947

3 349

3.41

1 018

3.02

Norway

4 669 000

3

129

108

1 185

2 277

1.56

2 051

4.74

1.18

843

5.59

3.81

1 129

3.56

2.68

1 444

1.35

2.00

1 057

6.34

2.44

696

4.12

5.69

2 555

2.71

2.61

1 240

4.05

Italy

Portugal

10 579 000

9

1021

702

6 108

Poland

38 082 000

10

-

1200

21 534

Romania

21 438 000

8

250

200

13 500

Slovenia

2 002 000

1

170

120

906

Spain

43 887 000

18

3168

2600

48 000

Turkey

73 922 000

13

1423

783

24 000

Média

12 556 33 734 14 842 1 894 63 096 28 929

Agradecimentos Aos meus colegas Prof. Rogério Gaspar e Afonso Cavaco pelas sugestões e ao Daniel Viriato Pereira que compilou os dados constantes da tabela a partir do inquérito PHARMINE. José Guimarães Morais Director da Faculdade de Farmácida da Universidade de Lisboa

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REFlectindo

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto A abertura de vagas no ensino universitário deveria ser mais livre e mais informada. Mais livre para que cada um pudesse escolher o curso que deseja de acordo com os seus anseios, vocação e vontade. Mais informada para que o estudante pudesse escolher o curso em que se vai inscrever com base em informações sérias e honestas. Assim, seria importante que fossem conhecidos a potencialidade, o contributo e o impacte na sociedade e no mercado de trabalho de cada curso oferecido pelas universidades portuguesas. A universidade tem o direito e dever de pugnar pela “liberdade académica” decidindo quem ensina, o que ensina e a quem ensina. Mas os estudantes, os pais e todos os cidadãos em geral têm também o direito de perceber e conhecer se aquele determinado curso, daquela determinada Universidade, produz graduados úteis para a sociedade e com a qualidade e as características necessárias. Não se devem continuar a produzir graduados em áreas que se sabem saturadas ou em áreas sem qualquer utilidade, com a justificação de que o mundo é global e que esses graduados deverão ser activos e procurar exercer a sua profissão noutros países. A ideia de que o mundo é global é verdadeira, legítima e evidente. Mas esta ideia não pode servir, como frequentemente acontece, para justificar a despreocupação das escolas com o destino

dos seus graduados e com a elaboração dos curricula que oferecem. A deslocação dos nossos graduados para outros países é excelente e pode proporcionar excelentes oportunidades, mas que não sirva de justificação para abrir mais cursos de utilidade duvidosa ou para colmatar incompetências e ocultar outros interesses. Seria muito desejável que houvesse preocupação numa mobilidade de sentido contrário, ou seja, que os nossos cursos e as nossas universidades tivessem a qualidade e a capacidade de atrair estudantes de outros países, em particular dos mais competitivos. Em qualquer circunstância, no ensino universitário são fundamentais a exigência e a formação de excelência sob todos os pontos de vista: humano, técnico, pedagógico e científico. Contudo, a massificação do ensino universitário tem trazido como consequência uma diminuição na qualidade geral dos graduados que produz. O grau de exigência tende a diminuir, o número de estudantes é muitas vezes mais importante que a qualidade dos estudantes. O envolvimento das universidades com o mundo real - as empresas, as pessoas e a sociedade em geral - é também fundamental para evitar ou reduzir a saturação dos mercados de trabalho. Formar graduados com espírito de iniciativa, capazes de ideias novas e empreendedores é indispensável para que não aconteça aquilo a que cada vez mais vimos assistindo: graduados de cursos e universidades reconhecidas oficialmente a desempenhar funções inadequadas ou desproporcionadas ao grau que possuem, apenas porque não têm alternativa condigna. Costa Lima Director da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto

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Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra À semelhança do que acontece com muitos exemplos do nosso quotidiano, a falta de planificação e de avaliação das consequências de médio e longo prazo da oferta pedagógica no ensino superior é um problema endémico no nosso país. O caso do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas (MICF) não é, nem foi, excepção. Embora me pareça que existe efectivamente demasiada oferta, a verdade é que terá de ser pela via da qualidade e da formação avançada que se aumentarão as competências dos futuros profissionais, combatendo-se dessa forma a saturação do mercado (e o espectro do desemprego). É claro que uma oferta excessiva não ajuda, mas quero acreditar que a qualidade associada a um aumento das áreas de intervenção da profissão farmacêutica é definitivamente o nosso desafio. Não se depreenda das minhas palavras que considero que a qualidade dos diferentes MICF é homogénea, mas acredito que o mercado se encarregará de filtrar essas discrepâncias. No entanto, quero lembrar que o facto de o MICF ter 5 anos de duração com o estágio integrado, não foi opção nem da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, nem das congéneres públicas de Lisboa e do Porto. E é bom que isso seja do conhecimento geral, porque muitos dos problemas com que hoje somos confrontados também se ficam a dever a essa decisão pouco amadurecida (e de ética duvidosa), cujas implicações foram muito para além daquilo que à

época era expectável. Estou certo que as instituições capazes de apresentar argumentos de qualidade serão aquelas que irão ser as mais procuradas no futuro. Isso irá traduzir-se numa selecção natural que, com o tempo, irá regular o mercado. Por outro lado, é também importante que os estudantes percebam que o paradigma actual não é idêntico ao que existia num passado recente. A profissão mudou muito em variadíssimos aspectos. A essa mudança teremos de responder com flexibilidade e alguma humildade. Pessoalmente incomoda-me bastante constatar que os estudantes após concluírem o MICF consideram que a sua formação está finalizada. Aliás, creio que muito rapidamente teremos de ser capazes de perceber que frequentar um curso de 2º Ciclo (vulgo mestrado) é uma mais-valia e que é absolutamente infundado o argumento de que à saída do MICF os jovens farmacêuticos já são possuidores do grau de mestre. Possuir até possuem, mas convém que se consciencializem que não chega. Em resumo, creio que o futuro da profissão farmacêutica não será assim tão dramático, mas vai ser seguramente muito diferente daquilo que já foi. Para ultrapassar o problema, a resposta não se deve fundamentar em reacções corporativistas, mas sim em comportamentos assertivos baseados na pró-actividade. Realço ainda o papel que a Ordem dos Farmacêuticos pode e deve ter, sendo certo que só com mais e melhor formação conseguiremos aumentar as nossas competências e, com isso, a nossa capacidade de intervenção na sociedade. O resto, nomeadamente a questão da empregabilidade, virá naturalmente por acréscimo. Amílcar Falcão Director da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra

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REFlectindo

Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz O Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas (MICF) fornece um conjunto muito diversificado de competências que correspondem às múltiplas facetas da actividade farmacêutica. Em princípio, esta heterogeneidade formativa permite aceder ao mercado de trabalho, também ele muito heterogéneo, com relativa facilidade. Estou convencido por isso que continua a haver todas as condições para que o desemprego farmacêutico nos próximos anos seja nulo ou apenas residual (< 5%). Contudo, para que isto seja uma realidade é necessário que os farmacêuticos assumam em pleno todas as suas responsabilidades, ou seja que estejam disponíveis para ocupar com zelo e qualidade todos os nichos de mercado que existem especificamente para eles. Infelizmente, a tendência actual não é esta em algumas áreas da actividade farmacêutica. Os farmacêuticos fogem actualmente de todo o tipo de actividades que exijam uma boa preparação matemática e física como, por exemplo, a farmacocinética, a modelização de sistemas orgânicos, a economia e a estatística da saúde ou o design avançado de fármacos. A meu ver, isto está fortemente associado à progressiva redução do número de disciplinas de matemática e física no MICF e à valorização da componente qualitativa do ensino em detrimento da componente quantitativa. O MICF sempre foi uma formação com forte componente matemática o que lhe permitia abordar de forma quantitativa os diferentes assuntos, algo que mais nenhuma formação na área da saúde permitia. Contudo, isto nem sempre foi compreendido e assumido devidamente pelas faculdades ao ponto de algumas recentes modificações curriculares impostas por Bolonha terem levado à redução do número de disciplinas de matemática e física para metade. As consequências destas modificações foram pelo menos duas: 1) os farmacêuticos têm cada vez mais dificuldade em raciocinar de forma quantitativa e por isso fogem de todo o tipo de actividades que exijam uma boa preparação matemática e física; 2) abriu-se caminho para novas formações em Engenharia Biomédica e Engenharia Farmacêutica cujos mestres estão mais bem preparados para assumir as áreas que nós negligenciámos. A progressiva escassez de recursos financeiros tem levado a uma redução dramática nas aulas laboratoriais experimentais, algo que sempre caracterizou o ensino farmacêutico. Isto tem promovido um progressivo desinteresse dos farmacêuticos pelas Análises Clínicas, pelo Controlo de Qualidade e pela Investigação o que, uma vez mais, tem aberto caminho para que outras formações assumam as responsabilidades que nós desprezamos a estes níveis. Por outro lado, há áreas emergentes de actuação que estão quase totalmente esquecidas pelos farmacêuticos portugueses. Três exemplos: os farmacêuticos podem e devem ter um papel importante ao nível da Saúde Pública, da Segurança do Doente

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e da Economia da Saúde. Contudo, não há actualmente (quase) nenhuma formação nestas áreas específica para farmacêuticos a nível graduado e pós-graduado, algo que é indispensável para que se possa intervir com qualidade e para que desta intervenção resulte valor acrescentado para os doentes e, consequentemente, para o país. Em relação ao número de faculdades é para mim evidente que há o dobro das Faculdades de Farmácia que deveriam existir em Portugal. A actual pulverização do ensino farmacêutico não serve a ninguém e não contribui para manter ou aumentar a qualidade da educação dos farmacêuticos. Que tipo de indicador permite inferir a falta de qualidade de alguns dos novos cursos? A (quase) inexistência de concursos para admissão de novos professores para estes cursos. Abrem novos cursos quase todos os anos mas curiosamente não abrem concursos nacionais para admissão de novos professores. Isto indicia fortemente que não há dinheiro para sustentar estes novos cursos. Na realidade tem-se fomentado, sobretudo no ensino público, uma nova geração de turbo-professores que ensinam em várias faculdades bem distantes entre si o que significa que se limitam a dar as aulas e ver exames. Pior ainda, reciclam-se doutorados não farmacêuticos para dar disciplinas especificamente farmacêuticas. O serviço prestado por estes professores é muito insuficiente e descontextualizado conduzindo inevitavelmente ao empobrecimento da educação dos futuros farmacêuticos. Em conclusão, penso que os principais problemas neste momento na educação dos farmacêuticos são: 1) o excessivo número de faculdades para os recursos financeiros existentes para contratação de pessoal docente farmacêutico com o grau de doutor; 2) a progressiva descaracterização e descontextualização do ensino farmacêutico devido ao excessivo protagonismo de não farmacêuticos no ensino de áreas específicas do MICF; 3) O progressivo desinvestimento no ensino laboratorial e experimental. O ensino das áreas nobres e específicas dos farmacêuticos deveria ser dominado por farmacêuticos doutorados e deveria voltar a valorizar a análise quantitativa e experimental dos problemas. Neste contexto, o reforço da formação experimental e da formação em matemática e em física deveria ser obrigatório ao contrário da tendência actual. Outras áreas de actividade farmacêutica actualmente negligenciadas (por ex. a Saúde Pública e Economia da Saúde) deveriam ser acarinhadas a nível de formação porque podem criar emprego especializado para os futuros farmacêuticos e útil para o país. Se isto for feito creio que não teremos problemas de emprego e valorização profissional no futuro. Nuno Taveira Director de Curso do MICF do ISCSEM

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Instituto Superior de Ciências da Saúde - Norte Sustentabilidade até quando? Quando gentilmente me solicitaram escrever um texto que expressasse a minha opinião sobre “o aumento do número de vagas”, “o numero de faculdades a ministrar ensino na área” e a sua relação com a potencial “saturação do mercado de trabalho” pensei de imediato na tarefa árdua que se me deparava. Não porque já não tivesse reflectido sobre o assunto, mas porque sendo um assunto que preocupa os alunos, deve ser abordado com seriedade e com o pragmatismo necessário. Desde meados dos anos 80 o número de vagas nos cursos de Ciências Farmacêuticas cresceu exponencialmente, de 205 em 1984/1985 para 1002 em 2010/2011, um aumento de quase cinco vezes! O número de instituições do ensino superior que ministram cursos de Ciências Farmacêuticas também aumentou de três Faculdades de Farmácia (Porto, Coimbra e Lisboa) para dez instituições (quatro privadas e seis públicas – embora na Universidade dos Açores seja unicamente ministrado um curso preparatório). Somos dos países europeus em que o número de “faculdades de farmácia” per capita é mais elevado e cuja de formação de farmacêuticos possui a cobertura mais abrangente. O número de graduados que saem com o mestrado integrado supera anualmente os 700, e o vislumbre da tendência não é para diminuir… Apesar do número de Farmacêuticos por farmácia ter vindo a aumentar na última década, e esta área de actividade ter apresentado um franco crescimento em igual período, a sustentabilidade do mercado de trabalho ou da oferta de emprego, não passa pelo acréscimo no curto prazo da oferta na farmácia comunitária. Senão vejamos, Portugal tem cerca de 2800 farmácias, distribuídas por um território relativamente pequeno, apresentando uma cobertura territorial reconhecida por todos como exemplar e só ultrapassada pela igreja e pelo

abastecimento de combustíveis…o farmacêutico está entre os profissionais de saúde com melhor imagem junto da população, mas…e o mas é recente, assenta a actividade assistencial na premissa de que o pagador (Utente/estado) consegue investir (utilizar recursos) que estão disponíveis e assim permanecerão ad eternum. Seria perfeitamente desadequado se concordasse com esta visão, a sustentabilidade do sistema de saúde, tendencialmente universal e gratuito é uma utopia da pós-revolução de Abril. Grandes avanços na saúde pública e no bem-estar dos cidadãos foram obtidos com a implementação do Serviço Nacional de Saúde em 1979, mas os constrangimentos financeiros que este enfrenta terá como inexorável reflexo, um abaixamento na comparticipação do estado e consequentemente maior sobrecarga no utente. Para obter ganhos em saúde, já é necessário fazer mais com menos recursos e seguindo nessa linha racionalizadora, é necessário que o farmacêutico tente inovar na sua prestação e provar que consegue acrescentar valor ao processo, aumentando a efectividade da terapêutica e diminuindo o desperdício. Estou convicto que dessa forma conseguiremos justificar a necessidade do Farmacêutico como profissional de saúde que participa no sistema e que acresce valor aos serviços que presta. Não necessitaremos de reinventar a profissão, é conveniente pensar em aumentar o treino e a participação efectiva em processos multi-disciplinares que justificarão a presença dos Farmacêuticos em variadíssimas áreas de intervenção profissional e da sociedade, acrescendo valor e criando sustentabilidade. Acho possível acomodar os números massificadores, resultantes da fuga para a frente, criados pela “recente abertura” de lugares nas faculdades; o processo de formação deverá centrar-se no indivíduo e no que de novo aporta ao processo e não em formatar todos de igual modo. Talvez só com uma diferenciação pós-graduada tal seja possível, se o processo for credível e acompanhado de efectivo reconhecimento dos empregadores e das estruturas que regulam a profissão. Espero poder debater estes temas, numa perspectiva moderada, mas desafiadora, que se abordará nas XII Jornadas de Ciências Farmacêuticas de 1 e 2 de Abril de 2011, com a participação de todos vós. Vítor Seabra Coordenador de Curso de Ciências Farmacêuticas do ISCSN

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REFlectindo

Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias As saídas profissionais e a concorrência Nos últimos anos temos assistido a um paradoxo que consiste num cada vez maior número de recém graduados em Ciências Farmacêuticas que entram no mercado e num estreitamento cada vez maior do leque de possibilidades de emprego. Todos sabemos que algumas das áreas tradicionalmente ligadas às ciências farmacêuticas estão a ser ocupadas por profissionais de áreas afins que, modernizando os seus curricula e alterando o foco da sua formação têm conseguido ganhar competências em áreas onde os farmacêuticos ganharam, durante anos, grande relevância profissional. Para esta situação também contribui a redução do leque de valências com que o futuro profissional tem contacto durante o estágio pois, desde a unificação dos curricula numa única variante o estágio ficou confinado a duas especialidades, farmácia comunitária e farmácia hospitalar, tendo ficado de fora áreas nobres como a farmácia industrial, marketing, análises clínicas entre outras. A saturação das saídas convencionais Todos sabemos que as áreas tradicionalmente ligadas às ciências farmacêuticas estão sob pressão. Os farmacêuticos têm até agora beneficiado de uma situação ímpar, comparativamente com as restantes classes profissionais, mesmo na área da saúde. No entanto, é

já perceptível nas zonas litorais e das grandes cidades a maior dificuldade em entrar no mercado de trabalho mesmo para os que apostam na farmácia comunitária que é, sem dúvida, aquele que oferece mais emprego. Esta situação tenderá a agravar-se pois a entrada na profissão é muito superior à saída, visto que a classe farmacêutica é uma classe jovem onde o abandono da profissão será sempre muito inferior à entrada de recém graduados. Escolas publicas e privadas Outra questão que frequentemente se levanta é a ligação do fenómeno de saturação do mercado às universidades particulares e cooperativas. Esta questão é obviamente uma falácia já que as universidades particulares e cooperativas colocam no mercado anualmente menos profissionais que a mais pequena das faculdades publicas. Acresce que muitas faculdades do estado, numa tentativa de contrariar o decréscimo no orçamento do estado desencadeado com a reforma de Bolonha e a consequente redução de seis para cinco anos de financiamento, aumentaram o número de vagas. Finalmente, e sob o ponto de vista do agregado familiar, o aluno que estuda na escola privada paga integralmente a sua propina não onerando o orçamento de estado com a sua formação enquanto que o aluno da publica paga uma percentagem da propina quase irrisória. Quanto ao futuro ele pertencerá aos mais competentes, independentemente da sua formação, e àqueles que souberem, durante os seus estudos e na sua vida profissional adquirir as ferramentas necessárias a uma profissão exigente e exigirem de si próprios uma posição e desempenho de excelência. Pedro Amores da Silva Director de Curso do MICF da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

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Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve O Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas teve início na Universidade do Algarve em 2005, e a sua criação assentou em três pressupostos: em primeiro lugar, na convicção de estarem reunidas as condições de proporcionar uma formação académica sólida para o desempenho profissional, em segundo lugar, na estratégia de desenvolvimento das Ciências da Saúde na UAlg, e, por fim, na necessidade que a região tem de profissionais qualificados nesta área, podendo ao mesmo tempo contribuir para a descentralização da formação para a carreira farmacêutica em Portugal. Dentro do leque de cursos congéneres oferecidos no país, o da UAlg é um dos mais recentes e constitui a única oferta formativa na área a sul de Lisboa. Além disso, dada a carência em profissionais desta área nas regiões do Alentejo e Algarve, é espectável que a formação oferecida permita colmatar as deficiências detectadas ao longo dos últimos anos. O MICF encontra-se agora no seu sexto ano de funcionamento, existindo actualmente 193 alunos inscritos. O seu sucesso é patente a vários níveis: com a abertura anual de 35 vagas, tem uma elevada procura por parte de candidatos de várias regiões do país e mesmo

do estrangeiro; o curso regista a mais elevada nota de entrada de entre os cursos da Universidade, ombreando com os seus congéneres das Faculdades mais antigas do país. Recentemente concluíram o curso os primeiros formandos, cujo mérito é reconhecido no contexto profissional, o que se reflecte na sua pronta empregabilidade. São efectivamente muitos, e provenientes de várias fontes, os sinais que nos chegam de que a competência dos alunos finalistas é reconhecida pelos profissionais com que contactam e por potenciais empregadores. Os farmacêuticos formados na Universidade do Algarve estão, assim, prontos a ocupar a sua posição como profissionais centrais nos cuidados de saúde, e estamos certos que, pelo seu desempenho, constituirão também excelentes embaixadores do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Universidade do Algarve no meio Farmacêutico. A Direcção de Curso Vera Ribeiro Ana Grenha

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REFlectindo

Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior As Faculdades que ministram o Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas têm pela frente grandes desafios mas a potencial futura falta de emprego para os seus alunos não me parece ser um deles. Os 3 principais desafios são sem dúvida: 1 - A aplicação das directrizes recomendadas pelo tratado de Bolonha , que não só diminuiu o tempo do curso como exige que nesse mesmo tempo o aluno desenvolva as competências, os conhecimentos e a maturidade cientifica, condizentes com o titulo de mestre; 2 - A aplicação das directrizes acima referidas pressupõem também uma alteração do paradigma do processo de ensino- aprendizagem , para tal ser efectuado é fundamental a diminuição da razão entre o número de alunos por professor; 3- Para os pontos 1 e 2 serem alcançados não se pode «reajustar» matérias ou «superficializar» conteúdos, sob pena de eliminarmos o garante da qualidade. O 3º desafio é sem dúvida olhar para o perfil do Farmacêutico do século XXI que ao titulo de especialista do medicamento adiciona também o de profissional em saúde pública e

estabelecer correctamente os meios através dos quais isso se pode alcançar. A Universidade não pode, nunca, estar de olhos fechados para a realidade das saídas profissionais, contudo por mais paradoxal que pareça, não pode estar dependente das mesmas. A Universidade tem sim que saber analisar a realidade e preparar com qualidade profissionais capazes de enfrentar os desafios que a sociedade lhes proporciona. Numa sociedade em que o acesso ao medicamente é facilitado e incentivado como se de qualquer outro bem de consumo se tratasse, é óbvio que o papel do farmacêutico na saúde pública é, e deve ser cada vez mais importante. Com esta afirmação pretendo realçar dois aspectos: 1 - São necessários mais farmacêuticos, se quisermos estar onde o medicamento está; 2 - mais do que especialista do medicamento o farmacêutico tem que ter uma nova atitude como parceiro activo na prevenção e no acompanhamento do cidadão, uma vez que é um dos profissionais intervenientes na saúde publica, quer como farmacêutico numa farmácia comunitária, parafarmácia, laboratório de análises, farmácia hospitalar ou na indústria. Se o nº de farmacêuticos diminuir quem ganha com esse facto? O cidadão? Não me parece..... Mais actividade farmacêutica, com farmacêuticos e com qualidade! Esse sim deve ser o paradigma. Luíza Augusta Tereza Gil Breitenfeld Granadeiro   Directora de Curso do MICF da Universidade da Beira Interior

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DCI

Prescrição de medicamentos pela sua denominação comum internacional No passado dia 8 de Fevereiro de 2011, sua Excelência o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva vetou o diploma de conselho de ministros que prevê a obrigatoriedade da prescrição de medicamentos mediante a indicação da sua denominação comum internacional (DCI), ou nome genérico, bem como a obrigatoriedade da prescrição electrónica. A Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia – APEF, perante o cenário apresentado, publicou um parecer acerca do supracitado veto, numa acção que visava fundamentalmente a clarificação de toda a envolvência da questão e, acima de tudo, a defesa dos interesses dos cidadãos. Este artigo surge exactamente da necessidade de uma elucidação acerca de toda a envolvência desta temática para que todos possamos estar cientes do verdadeiro teor deste veto, bem como da importância desta questão para a Saúde dos Portugueses. Desde já é fundamental mostrar a nossa indignação pela forma como foram enquadrados assuntos completamente distintos num mesmo diploma, o que, como em qualquer outra área, leva obrigatoriamente a más interpretações e pode originar um veto na generalidade por apenas uma pontualidade. A prescrição por DCI nunca deveria ser remetida a aprovação em conjunto com a prescrição electrónica. Citando o comunicado oficial da Presidência da República, “não

se encontram devidamente avaliados os efeitos do regime que se pretende aprovar, muito em particular sobre a insegurança provocada pela amplitude da possibilidade de alteração sistemática dos medicamentos com base na opção do utente e na disponibilidade de cada marca”. No que se refere aos medicamentos genéricos, a problemática associada à sua insegurança conta já com inúmeros estudos científicos das mais variadas entidades independentes que, conjuntamente com a aprovação do Infarmed, aprovam a qualidade destes medicamentos. Acima de tudo, torna-se importante dar relevo à competência do farmacêutico em todo este processo. Na base da formação do farmacêutico, todo o percurso do medicamento, da molécula à Farmácia, é exaustivamente estudado, por forma a que estes futuros profissionais de saúde possibilitem a toda a população o acesso a um serviço com a máxima qualidade, sempre assente no conhecimento técnico-científico do profissional com que interagem. Para além de todas as evidências já apresentadas, o preço dos medicamentos assume, sem margem para dúvidas, uma importância primordial na acessibilidade da população aos medicamentos. Não podemos aceitar que, sem qualquer fundamentação de relevo, se impeça aos portugueses o acesso ao mesmo medicamento por um preço mais baixo. Estamos certos de que o veto ao diploma não se deveu unicamente à prescrição por DCI, e conhecendo nós a dificuldade que seria cumprir o prazo estabelecido para entrada em vigor da prescrição electrónica, a APEF assume desde já o compromisso de se fazer ouvir pelas várias entidades envolvidas no processo, na defesa dos interesse da população e dos futuros farmacêuticos enquanto profissionais de saúde. P’la Direcção da APEF António Rodrigues

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APEF

XIII Encontro Nacional de Estudantes de Farmácia

Ao longo dos anos, uma das grandes janelas da APEF tem sido a realização do Encontro Nacional de Estudantes de Farmácia. Este ano, mais uma vez, o Departamento Cultural e Científico e a sua equipa COACC (Comissão Organizadora de Actividades Culturais e Científicas), em conjunto com a toda a Direcção da APEF, assumem a realização de um projecto ambicioso, que seja capaz de preencher as medidas a todos os estudantes de Ciências Farmacêuticas do país. O objectivo é conseguir conotar o evento com a qualidade, irreverência e dinâmica exigidas. Para isto, pessoas de quase todas as faculdades trabalharam, trabalham e irão continuar a trabalhar, para vos proporcionar uma grande experiência. Neste evento irão participar estudantes de Ciências Farmacêuticas de oito Faculdades do País: Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade do Algarve, Universidade Lusófona (Lisboa), Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz (Almada) e Instituto Superior de Ciências da Saúde Norte (Gandra).

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A 13ª edição do ENEF terá então lugar nos próximos dias 1 a 4 de Abril, no Hotel Tivoli Marina, em Portimão. Para além das sempre célebres festas temáticas, o XIII ENEF irá contar com workshops de Barman e Dança, aulas de surf e uma grande variedade de actividades desportivas que, com toda a certeza, irão proporcionar a todos os estudantes um fim-de-semana inesquecível. As actividades serão realizadas em diversos locais, mas podes desde já contar com festas na Katedral, Mojito Bar e uma possível grande surpresa. No entanto, o ENEF não conta apenas com diversão e actividades culturais, mas também com uma importante componente científica. As manhãs e os inícios de tarde irão ser preenchidos com formações/ conferências sobre temas muito actuais e de grande interesse para futuros profissionais: Empreendedorismo e Marketing Farmacêutico. Esta é uma clara aposta da APEF para despertar em todos os estudantes um espírito inovador para combater o panorama actual do mercado de trabalho.

Com tudo isto, vais faltar?

P’la Comissão Organizadora de Actividades Culturais e Científicas (COACC), 2010 - 2011

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XIII Concurso de Aconselhamento ao Doente

Sabes a fórmula secreta para o atendimento de luxo? Tens o dom da palavra e sabes lidar com imprevistos? Mesmo que não saibas, vem aprender! A APEF tem um concurso para ti! Através do Departamento de Educação e Promoção para a Saúde, o Concurso de Aconselhamento ao Doente (CAD) surgiu na APEF como uma resposta activa e necessária para uma formação mais completa e que responde às tuas necessidades enquanto estudante, pois a APEF acredita que o desenvolvimento de boas práticas em farmácia e técnicas de comunicação deverão ser um ponto major no currículo de um jovem farmacêutico. No CAD, será dado a cada participante uma situaçãoproblema que se poderia passar num habitual dia de uma farmácia de oficina. Perante um utente representado por um colega teu, a tua prestação será avaliada por um júri, não só no que se refere à tua competência profissional, mas também a habilidade da comunicação que demonstraste. Este ano, o programa do CAD estendeu-se a mais duas Universidades, perfazendo agora um conjunto de oito eliminatórias locais, culminando com uma final nacional, na sede da ANF em Lisboa. A final, à semelhança do ano passado, está integrada num fim-de-semana em

Booklet do CAD, com toda a informação relativa à actividade. Disponível on-line em www.apef.pt.

forma de seminário, dedicado à prática farmacêutica, contendo igualmente workshops de comunicação e de resolução de conflitos, de forma a desenvolver algumas das aptidões intrínsecas à actividade profissional que não são tão exploradas no programa curricular do Mestrado Integrado. A final será no fim-de-semana de 21 e 22 de Maio, e as eliminatórias decorrerão nas duas semanas anteriores. Poderás sempre assistir ao seminário sem teres de te inscrever no concurso. Este ano terás ao teu dispor uma ferramenta preciosa: o booklet do CAD. Lá encontrarás resposta para todas as tuas questões sobre o concurso, bem como imensas dicas para construíres um bom aconselhamento. Junta os teus amigos e vem divertir-te, aprender, conhecer estudantes de outras faculdades e ganhar prémios! Será, sem dúvida, uma experiência inesquecível! Participa e desenvolve aquele que poderá vir a ser o teu maior talento: ser um Farmacêutico de excelência! Para mais informações, ou qualquer dúvida, consulta o regulamento e o booklet no nosso site em www.apef.pt , ou contacta-nos para deps@apef.pt . Estamos a contar contigo! Marta Barbosa Directora do Departamento de Educação e Promoção para a Saúde, APEF

A final do CAD realizar-se-à nos dias 21 e 22 de Maio no edifício da Associação Nacional das Farmácias, Rua Marechal Saldanha, nº 1, 1249-069 Lisboa.

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APEF

34th EPSA Annual Congress, Lisbon 2011 “Pharmacovigilance - Keeping our eyes open and our medicines safe” Caro colega, A European Pharmaceutical Students’ Association (EPSA) é a Associação Europeia dos Estudantes de Ciências Farmacêuticas que representa cerca de 120 000 estudantes oriundos dos diversos países membros da União Europeia e que defende e dá voz aos nossos interesses junto das diversas entidades do sector Farmacêutico. Ao longo de cada mandato do Executivo da EPSA são realizados diversos eventos, desde o Autumn Assembly, Annual Congress, Summer University e Annual Reception, cada um dos 3 primeiros subordinado a um tema científico, sendo o Annual Congress o expoente máximo de todas as actividades da EPSA, reunindo oradores, parceiros, patrocinadores oficiais e o maior número de estudantes de Ciências Farmacêuticas num só evento. Foi com um enorme orgulho pela Associação que represento, a Associação dos Estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (AEFFUL), que no dia 24 de Abril de 2009 em plena AG em Reims, França, apresentámos a candidatura para o 34th EPSA Annual Congress, que iria ter lugar em Portugal. Não houve dúvidas quanto ao país de escolha, e tal foi evidenciado pela aprovação com unanimidade por todos os membros da EPSA, espelhando toda a confiança depositada na nossa organização. Teríamos, então, a partir daquela altura, uma enorme responsabilidade pelo trabalho que iríamos desempenhar e pelas espectativas que depositaram em nós, portugueses. Desde então, as reuniões e divulgação do evento têm feito parte do nosso dia-a-dia. Lançámo-nos com o slogan “Take your ride to Lisbon”, associado ao eléctrico, tão tipicamente português, que então passaria a dar imagem ao logótipo do Congresso. Foi através deste símbolo, muito trabalho e dedicação e, claro, toda a beleza inerente à nossa cidade de Lisboa, que fez com que recebêssemos mais de 600 inscrições vindas de toda a parte da Europa. Após várias reuniões, em que diversas e distintas opiniões se manifestaram, finalmente conseguimos decidir o ponto de partida para a aventura que se avizinhava. Foi então que se decidiu a data do Congresso e o tema para o mesmo, tendo este último sido escolhido em sede de Assembleia Geral da EPSA “Pharmacovigilance - Keeping our eyes open and our medicines safe”. O Congresso realizar-se-á entre os dias 11 a 17 de Abril do presente ano. O Congresso irá contar com diversos oradores de renome internacional e nacional, os quais darão a sua visão relativamente ao tema ao qual este congresso se encontra subordinado. De realçar que durante o Congresso Anual serão tomadas diversas medidas que ditarão o campo de acção da EPSA e no qual serão eleitos os membros do seu novo executivo para o mandato 2011/2012.

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Por fim, queria agradecer a todos os que, até hoje, têm ajudado na organização do mesmo, desde os nossos parceiros institucionais e patrocinadores oficiais, Associação Nacional das Farmácias (ANF), Ordem dos Farmacêuticos, INFARMED, APIFARMA, à Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL) e à Universidade de Lisboa,. Esperemos que este Congresso seja do agrado de todos os participantes, que as expectativas depositadas sejam superadas e que fique para sempre gravado nas memórias de todos aquelas que nele participarão. Cumprimentos a todos, Let’s taste the, so called, EPSA Spirit... take your ride to Lisbon Bruno Marques 34th EPSA Annual Congress RC Chairperson

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AEFFUL

XIII Curso de Farmácia Prática Workshops os 120 participantes são divididos em 6 turmas e formam-se pequenos grupos de trabalho. Nestes Workshops a componente prática é extremamente importante, pois com o auxílio de farmacêuticos comunitários, os participantes resolvem casos práticos dos assuntos mais abordados na prática diária em Farmácia Comunitária – tais como “Constipação, Gripe, Febre e Congestão Nasal”, “Micoses, Ectoparasitoses e Herpes Labial”, “Tosse, Dores de Garganta e Rouquidão”, entre outros. Este é um curso muito importante e assume-se como indispensável para uma preparação correcta dos alunos que estão prestes a entrar em Estágio. Mário Santos Vice-Presidente Externas Direcção AEFFUL

Foi durante uma semana, compreendida entre 14 e 21 de Fevereiro, que o ocorreu o XIII Curso de Farmácia Prática – um curso organizado pelo Gabinete de Estágios e Saídas Profissionais da AEFFUL em colaboração com o sub-Grupo de Sócio Farmácia da FFUL. Este é um Curso que está direccionado para os alunos de 5º Ano do MICF e que os prepara para a etapa final enquanto estudantes, o Estágio Curricular. Assim, durante o Curso, os participantes têm direito a uma formação teórica mas também a uma grande componente prática – por muitos considerada a grande mais-valia deste Curso. Os 6 dias de Curso são divididos em 2 de Auditório, sendo os restantes dedicados aos Workshops. Os dias de Auditório são direccionados para perspectivas gerais de temáticas que não são abordadas ao longo do plano curricular, mas de extrema importância para o Estágio como a “Contracepção de Emergência” e “A Terapêutica inapropriada no doente geriátrico”. No segundo dia de Auditório ocorreu também uma Mesa Redonda, moderada pela responsável do Núcleo de Estágios, na qual os participantes puderam colocar todas as suas questões a colegas recém-licenciados que também deram alguns conselhos relativamente ao Estágio. Nos dias de

“O CFP é uma formação que, sem dúvida alguma, representa uma mais-valia antes do estágio curricular. Os temas que são abordados nos workshops para além de nunca terem sido desenvolvidos em profundidade durante o mestrado, preparamnos finalmente para o que iremos encontrar no dia-a-dia da farmácia comunitária. Um curso que na prática vem completar o que nos ensinaram na teoria.” João Caixeirinho Aluno do 5º Ano do MICF “A XIII edição do Curso de Farmácia Prática reflecte o grande sucesso que esta actividade tem vindo a ter ao longo das suas diversas edições, com a habitual correria dos finalistas que todos os anos caracteriza as inscrições para este curso. A participação neste curso permite a todos os participantes adquirir um vasto leque de conhecimentos e valências que só se aprendem na prática e que certamente nos preparam para a última etapa do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, o estágio. A aplicação da teoria adquirida ao longo do curso, nos diversos casos práticos apresentados pelos oradores dos variados temas, ensinam-nos a reflectir de um modo prático na resolução de casos que se tornarão parte inerente do dia-a-dia da farmácia comunitária e hospitalar. Nada disto se tornaria realidade, sem o trabalho e empenho do Gabinete de Estágios e Saídas Profissionais (GESP) da Associação dos Estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (AEFFUL) que permitiu mais uma vez a realização de mais uma actividade de excelência aos estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL).” Bruno Marques Aluno do 5º Ano do MICF

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AEFFUP

Semana de Aniversário AEFFUP

Como tem vindo a ser habitual, a Associação de Estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto proporcionou aos seus associados e convidados uma semana recheada de actividades, animação e divertimento, comemorando assim, o seu 82º aniversário. A semana de festa começou com a já habitual “Noite de Bingo”. Uma noite diferente que, aliada ao ambiente familiar proporcionou o ambiente necessário para uma noite divertida e surpreendente, ultrapassando assim as expectativas demais criadas. Numa noite onde não faltou, música, diversão, palhaçadas e claro, muitos “Bingos”, esta tornou-se numa das actividades obrigatórias que “enche a casa” e leva todos os presentes à gargalhada pela certa. O serão de terça-feira contou com a presença de um ilustre convidado no Copos & Conversas, que teve lugar no Bar Alfaiate. O Prof. Doutor Alberto Barros, médico do Hospital de São João e Director do Centro de Genética da Reprodução, prontamente dispôs um à vontade entre os presentes, que combinado ao ambiente acolhedor da sala resultou numa conversa muito agradável subordinada ao tema: “Manipulação genética - Será legítimo escolher o futuro?”. Vários foram os temas abordados pelo Dr. Alberto Barros, muitos deles baseados em vivências pessoais, passando da “fidelidade do processo de lavagem de espermatozóides em HIV positivos”, à questão da clonagem. Esta discussão culminou com a questão da definição dos limites entre o moralmente correcto e o moralmente incorrecto. As comemorações do 82º aniversário da AEFFUP continuaram e na quarta-feira realizou-se a mais aguardada actividade do mundo desportivo “ffupiano” – A Taça AEFFUP. No meio de vencedores e vencidos e apesar das faltas e dos cartões mostrados devido

30 MAR

XVI FÓRUM FARMACÊUTICO

2011

à exaltação do momento, típica dos apaixonados pelo futebol, tudo terminou da melhor forma possível. Como não há aniversário sem uma comemoração a rigor, seguese na noite de quinta-feira, a festa mais aguardada do ano. Sendo este o último aniversário da AEFFUP realizado nas actuais instalações da FFUP, tudo apontava para uma noite inesquecível repleta de misticismo e saudade. Envolta na temática “Anos Vinte”, esta festa tinha as condições perfeitas para ser, sem dúvida, uma das melhores festas do ano. O espírito em alta, a decoração perfeita e os convidados vestidos a rigor, conduziram à atmosfera ideal para um perfeito flashback vivenciado em pleno século XXI. Começando com um apetitoso churrasco, passando para uma sessão de Karaoke e prolongando-se noite dentro no Pitch Club, esta tornou-se obrigatoriamente numa das festas mais brilhantes e memoráveis de sempre que se realizaram na FFUP. Na sexta-feira realizou-se na faculdade, a sessão solene de aniversário, iniciando-se a cerimónia com a actuação das Sirigaitas, seguindo-se o discurso da Presidente e a passagem de um vídeo que aliou o passado da associação ao futuro, perspectivando a mudança que se avizinha. Para terminar esta semana de aniversário, falta apenas desejar à AEFFUP muitas felicidades e muitos anos de vida e, do fundo do coração, um grande obrigado pelas vivências e recordações com que rechearam todos os presentes nestas fantásticas actividades. Ana Raquel Santos, AEFFUP Sílvia Pisco, AEFFUP

Mais informações em www.aeffup.com

Actividade Farmacêutica: Competências e Perspectivas

ANFITEATRO FFUP

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NEF/AAC

A Cultura em Coimbra: pluralidade de experiências O pelouro da Cultura do NEF/AAC encerra diversas valências que nos enriquecem não só como estudantes, mas principalmente como seres humanos, futuro da sociedade. A Cultura sempre foi uma força preponderante na Academia Coimbrã e como herdeiros deste espírito, sabemos que é fundamental apoiá-la, fomentá-la e dinamizá-la cada vez mais. Como estudantes da mais antiga e prestigiada Universidade de Portugal, devemos sentir o orgulho e o peso da tradição. Infelizmente, com o passar do tempo, a tradição tem vindo a perder impacto, caindo até no esquecimento de alguns. Um dos nossos objectivos máximos e primordiais foi avivar a memória dos mais esquecidos e levar toda a evolução histórica Coimbrã aos que ainda não tiveram o prazer e orgulho de a descobrir. Ambicionámos estimular a paixão, o orgulho e o respeito pela Academia e por Coimbra. Desta forma, desenvolvemos diversas actividades que veicularam este espírito, como o Workshop “Capa e Batina”, onde contámos com o apoio do Conselho de Veteranos e com a presença do Dux Veteranorum e uma exposição comemorativa da Queima das Fitas, que constou da mostra de todos os cartazes comemorativos da QF, das insígnias da praxe e de medalhas comemorativas. A introdução do conceito de Café Cultural teve como tema debatido “Memórias de um estudante, testemunhos de uma vida académica”. Esta actividade permitiu promover a proximidade entre os professores e os alunos, sendo sem dúvida um êxito a repetir. Quanto à valência da Recepção ao Caloiro, organizámos uma cerimónia de abertura solene das aulas, seguida de uma visita guiada à FFUC, a fim de os caloiros conhecerem as nossas instalações e o historial da UC e da FFUC, em particular. Finalmente, foi-lhes entregue o Manual do Caloiro, elaborado pelo pelouro da Cultura. Mas como Coimbra tem impreterivelmente associada a si uma boémia característica e fomentadora do melhor espírito académico do país, não nos podemos esquecer das tradicionais festas. Assim organizámos na já saudosa Casa dos Mellos, a magnífica Despedida dos Claustros, “Até Sempre FFUC!”.

uma

O evento iniciou-se com o lançamento de duas telas, com as fotos dos Claustros e do novo edifício da FFUC, a fim de todos nos lembrarmos que o futuro é indissociável do passado. Logo depois, os Claustros abriram-se aos alunos, uma última vez, para o já mítico Convívio de Farmácia. As expectativas foram largamente superadas e a tradição dos lendários convívios teve um término em grande. As actividades desta vertente mais recreativa do pelouro contaram também com diversos jantares de curso, febradas e com o Peddy Tascas, onde, entre copos e diversas provas, os participantes percorreram a cidade de Coimbra com muita animação. Este mandato culminou com a organização do MEEF (Mega Encontro Nacional de Estudantes de Farmácia), imagem de marca do NEF/AAC. Esta actividade realizada na Quinta do Crestelo, em Seia, consistiu num fim-de-semana de convívio entre os alunos de FFUC, onde foram promovidas variadas actividades tais como paintball, passeios a cavalo e as habituais festas nocturnas, que duraram até ao amanhecer. A vida académica do estudante não se limita aos estudos, como tal tentámos ao máximo contribuir para que a passagem dos nossos estudantes pela FFUC, seja repleta de momentos marcantes e únicos nas suas vidas. Impulsionar e fomentar a Cultura sempre foi, é e será uma responsabilidade social característica de Coimbra e uma marca única da eterna Cidade do Estudantes.

Carina Tomé Coordenadora do Pelouro da Cultura NEF/AAC 2010

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NECF/AEISCSEM

Desmistificando o medo da bata branca... O departamento da EMSA (European Medical Students’ Association) da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa (AEFCML), em conjunto com as Associações de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (AEESEL), do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz (AEISCSEM), da Escola Superior de Educação João de Deus (AEESEJD), da Escola Superior de Educação de Lisboa (ESEL) da Faculdade de Belas Artes (AEFBAL), do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (AEISPA) e da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (AEFPCE), organizaram a IX Edição do Hospital da Bonecada, que teve início dia 26 de Outubro e terminou dia 4 de Novembro de 2010. O Hospital da Bonecada, é um “hospital modelo” em que as crianças são os pais que levam os seus “filhos”, ou seja os bonecos, ao hospital. Aí, são recebidas por estudantes de Medicina, Medicina Dentária, Enfermagem, Ciências Farmacêuticas, Nutrição, Psicologia e Educação que ocupam o papel das futuras profissões neste “jogo de faz-de-conta”. Através desta iniciativa as crianças, de uma forma descontraída, familiarizam-se com um conjunto de instrumentos médicos e profissionais de saúde, frequentemente associados ao medo e à dor. De facto, participando nesta brincadeira, e aproveitando um período de não doença, as crianças acabam por transferir os seus medos para os bonecos, o que leva que associem o tratamento do boneco à forma como elas serão tratadas futuramente. Este projecto é importante na formação e informação das crianças, moldando e alterando a sua maneira de perceber o mundo da saúde, e conseguindo que os seus medos acerca deste sejam erradicados.

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NCF/AE ISCS-N

XII Jornadas de Ciências Farmacêuticas

Desafios Futuros das Ciências Farmacêuticas

O Núcleo de Ciências Farmacêuticas da Associação de Estudantes do Instituto Superior de Ciências da Saúde – Norte está a organizar as XII Jornadas de Ciências Farmacêuticas. Com um forte e rigoroso objectivo científico este evento irá realizar-se no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, nos dias 1 e 2 de Abril. Este ano o tema escolhido foi “Desafios Futuros das Ciências Farmacêuticas”. Numa altura em que as competências do farmacêutico se tornam imperativas nas várias áreas do sector, o NCF em conjunto com a Comissão Científica do Evento preparou um programa que fosse atractivo nas mais variadas áreas que constituem estes desafios. Os dias do evento contam com três painéis: um Enquadramento Temático na Profissão e no seu desenvolvimento futuro, o Contributo da Genética e a Individualização da Terapêutica. Surge a necessidade

de formação e discussão nestas áreas pois, actualmente, é mais do que reconhecido que diferentes doentes respondem de diferentes formas à mesma terapêutica. É cada vez mais certo no panorama das Ciências Farmacêuticas que os genes que constituem o genoma de cada indivíduo são a chave da terapêutica individualizada. As diferenças observadas entre indivíduos podem fazer com que as doses estabelecidas possam levar a concentrações sanguíneas inesperadamente elevadas ou baixas, causando por um lado efeitos tóxicos ou que por outro nem atinjam significado terapêutico. Estas variações, que codificam moléculas chave da farmacocinética e da farmacodinâmica, influenciam a concentração do fármaco no sangue e a resposta terapêutica, respectivamente, assumindo especial interesse em fármacos com uma janela terapêutica estreita. Contando com nomes sonantes do panorama nacional, o evento contará ainda com a presença de Palestrantes do país vizinho, nomeadamente das Universidades de Santiago de Compostela e Valência. A responsabilidade que o NCF/AE ISCS-N assume perante os estudantes que representa é cada vez mais importante, a intervenção deste torna-se imperativa no desenvolvimento de processos de formação complementar e de aquisição de mais competências no futuro do seu exercício profissional. Estamos certos que o rigor deste tipo de Eventos Científicos desenvolverá no seio dos estudantes do MICF um sentimento de vontade e de procura pelas oportunidades de futuro, representando um importante passo para uma nova geração de farmacêuticos. Assim, é nesta linha de pensamento que todo o trabalho tem vindo a ser desenvolvido e com um claro sentido de responsabilidade, organizamos eventos rigorosos e com valor científico assim como eventos lúdicos confortantes, para que os estudantes que representamos se sintam identificados com os mesmos. É neste ambiente de responsabilidade e compromisso do NCF com os estudantes e o sector, que convido a participar nas nossas XII Jornadas de Ciências Farmacêuticas nos próximos dias 1 e 2 de Abril, no Centro de Congressos da Alfandega do Porto, visando tornar os nossos painéis verdadeiros momentos de formação e discussão. Porque é, também, nestes momentos que nos tornamos futuros farmacêuticos mais completos, com melhores e maiores competências e projectamos no futuro a essência da nossa profissão. Maria Inês Maia Presidente do Núcleo de Ciências Farmacêuticas AE ISCS-N

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AECFUL

Desafios das Ciências Farmacêuticas A profissão farmacêutica, centrada no doente e no medicamento, tem vindo a ganhar ao longo dos anos um papel cada vez de maior relevância, notoriedade e de extrema importância na sociedade. Dadas as suas competências quer formativas como profissionais, o futuro farmacêutico é intitulado como um profissional “sete estrelas”, correspondendo cada estrela a uma aptidão específica. A prestação de cuidados de saúde, o poder de decisão, comunicação, liderança e gestão, a formação contínua e a função de formador são por isso as principais valências de um profissional de saúde de excelência, capaz de exercer a sua actividade em diversas áreas. A actividade Farmacêutica pode centrar-se em áreas mais dirigidas como a Farmácia Comunitária, a Farmácia Hospitalar, Indústria Farmacêutica, as Análises Clínicas e os assuntos regulamentares, ou pode estender-se a outros ramos menos óbvios tais como a investigação científica, os ensaios clínicos ou a investigação forense. É sem dúvida uma profissão com um vasto leque de oportunidades que pode tornar a escolha do estudante e futuro farmacêutico mais complicada, mas também muito aliciante. Nesta medida, a Associação de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade Lusófona, elabora todos os anos o “Desafios das Ciências Farmacêuticas”, uma sessão de esclarecimento relativa às várias saídas profissionais de que o farmacêutico dispõe, sendo tal actividade dirigida a todos os anos do curso. Este ano ocorre a 10ª Edição do Desafios, com a novidade de serem dois dias: o dia 24 de Março é essencialmente dirigido ao 1º ciclo de estudos, e o dia 31 de Março ao 2º ciclo que, em conjunto com o JOBSHOP, um evento de recrutamento, conta com o Workshop: “Acabei o curso, o que faço agora?” onde serão discutidos modelos de comunicação e postura numa entrevista de emprego,

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carta de motivação e ainda como elaborar um Curriculum Vitae. Estas iniciativas são da maior relevância para os estudantes de Ciências Farmacêuticas, especialmente numa época em que o mercado de trabalho está em permanente mudança, alterando-se constantemente o panorama laboral ao nível empresarial e também legislativo, que tem alterado substancialmente o contexto das saídas profissionais para os jovens farmacêuticos. É claramente uma oportunidade para conhecer melhor os desafios que nos esperam e um começo no delinear do futuro profissional. Tânia Soares Presidente Direcção AECFUL

X-Desafios

das Ciências Farmacêuticas

24 de Março:

10:00h Mensagem Inicial Prof. Doutor Luís M. Rodrigues

10:30h Farmácia Hospitalar Dra. Nadine Ribeiro

11:00h Análises Clínicas Dra. Ana Paula Paleta Marques

11:30h Ensaios Clínicos Dr. Frederico Machado

12:00h Ordem dos Farmacêuticos Dr. Pedro Borrego

31 de Março:

14:00h Job Shop

DRIE Ordem dos Farmacêuticos Instituto de Emprego e Formação Profissional I.P. (Rede Eures) Hikma Pharmaceuticals PLC RHManagement

16:00h Workshop:

“Acabei o Curso, o que faço agora?”

12:30h ALMOÇO 14:30h Investigação/Ensino Prof. Doutora Catarina P. Reis

15:00h Indústria Farmacêutica A confirmar

15:30h Farmácia Comunitária Dra. Vera Quaresma

16:00h Coffee - Break 16:30h Infarmed Dra. Sara Nogueira

17:00h Mensagem Final

Prof. Doutor Pedro Amores da Silva

Moderadores: Prof. Doutor Pablo Pereira Prof. Doutora Sara Xavier Candeias

AUDITÓRIO AGOSTINHO DA SILVA

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NECiFarm

Núcleo de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Algarve - NECiFarm

O NECiFarm (Núcleo de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Algarve) surgiu em 2008 e é uma secção autónoma da AAUALG (Associação Académica da Universidade do Algarve). Direcciona as suas bases de actuação para uma representação digna e activa de todos os alunos do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas (MICF) da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade do Algarve, representando actualmente um número de 193 alunos. A nossa missão reside na criação dos apoios necessários para uma aprendizagem estruturada e dirigida para o espírito interventivo. Pretendemos representar e divulgar o nosso curso perante todas as academias de estudantes de farmácia, bem como organismos e instituições que tutelam e regulam o exercício da profissão farmacêutica, e apoiar os estudantes e ex-estudantes em todas as suas actividades curriculares e extracurriculares. É objectivo do NECiFarm proporcionar aos nossos alunos novas oportunidades de formação, além das conferidas pelo plano de estudos do curso, realizando actividades destinadas às Ciências Farmacêuticas, que os qualifiquem profissionalmente, e definam um conhecimento técnico-científico que possa mais tarde reflectir as competências adquiridas. Apesar do curto período de existência e dos obstáculos que naturalmente

surgiram no processo de crescimento, o NECiFarm fez da capacidade de entrega, superação e trabalho das diferentes estruturas directivas, algumas das principais valências que possibilitaram projectar o nosso núcleo para junto das principais academias de estudantes de farmácia do país. Para que pudéssemos dar continuidade a um percurso cada vez mais sólido e com novos desafios, sentimos que tal não poderia sê-lo, sem abraçar conjuntamente a Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia (APEF), expoente nacional da representação dos alunos do MICF das diferentes Faculdades de Farmácia de Portugal.

A nossa entrada recente na APEF, centrou-se numa ambição que é comum a todos os membros: fomentar a aliança entre alunos de Ciências Farmacêuticas do país, de forma a instruir nos Farmacêuticos do futuro um espírito de união inigualável, tornando a classe profissional que iremos representar numa das mais dignas, consolidadas e respeitadas de sempre. É para o NECiFarm um grande orgulho e uma grande honra poder fazer parte desta família. É nosso compromisso acompanhar e apoiar a formação de farmacêuticos de excelência, formação que terá que ser cada vez mais criteriosa e versátil, para podermos facilmente contornar as adversidades que se aproximam, no contexto da economia e mercado de trabalho actuais. João Ferreira Presidente Direcção NECiFarm

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UBIPharma

Núcleo de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade da Beira Interior – UBIPHARMA

O Núcleo de Estudantes de Ciências Farmacêuticas da Universidade da Beira Interior – UBIPHARMA, foi fundado no início de 2007. Da necessidade de criação e existência de uma estrutura de apoio a todos os alunos deste mestrado integrado, iniciou-se um árduo trabalho que se manteve até aos dias de hoje e que pretendemos levar a cabo continuamente. Actualmente, contamos já com mais de 250 membros. O UBIPHARMA é um núcleo de estudantes sem fins lucrativos constituído por dois órgãos sociais, Direcção e Mesa da Assembleia Geral de Membros. Para além disso, apresenta várias secções autónomas relativas à ciência, pedagogia, cultura e recreação, desporto, imagem e relações públicas e ainda uma secção de relações internas e externas. Desta polivalência e interacção em equipa, resultam objectivos bem traçados com metas bem definidas, a atingir num futuro próximo, sempre apoiada pela voz activa dos alunos. Neste seguimento, pretende-se promover o empreendedorismo, unindo os alunos e defendendo os seus interesses. Num espírito de associativismo e numa tentativa constante de desenvolver a nossa actividade de forma responsável e inovadora, temos vindo a realizar diversas actividades que englobam congressos, seminários e visitas de estudo, numa vertente mais científica e, de âmbito mais lúdico, festas lúdicas e Galas anuais. Em termos gerais, visamos a representatividade interna e externa dos nossos estudantes, uma contínua oferta de actividades de índole científica, formativa, cultural, desportiva, internacional e recreativa, com a garantia de uma maior proximidade do núcleo aos alunos.

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A Faculdade de Ciências da Saúde, um edifício recente, tem ao nosso dispor as mais variadas infra-estruturas que representam uma mais-valia no enriquecimento dos nossos conhecimentos apoiando-nos num sistema de ensino integrado, com o estabelecimento de objectivos e resolução de problemas, em detrimento do ensino clássico. É este modelo pedagógico que se enquadra de forma adequada à organização deste curso segundo o Processo de Bolonha. Usufruindo de salas de aula, de tutorias, auto-aprendizagem e de laboratórios diversos para o ensino e investigação, podemos através destes meios dedicarmo-nos a actividades lectivas e não lectivas, que se ajustam aos alunos com o objectivo de atingir a formação sólida desejada. Este ano, com o término do ciclo de 5 anos de estudos do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas e com o lançamento no mercado de trabalho dos nossos primeiros alunos, pretendemos elaborar um projecto com aspirações internacionais. Recentemente, obtivemos um enorme contributo de valorização da missão que temos vindo a desempenhar à custa de muito esforço e motivação, com a nossa entrada na Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia - APEF, que nos irá proporcionar uma nova etapa na progressiva construção e dinamização do UBIPharma. João Barata Presidente Direcção UBIPharma

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Passatempo REFlexus

A REFlexus em parceria com o Grupo Holon dá-te a oportunidade de realizares um estágio multidisciplinar. Para participares basta escreveres um artigo* com o tema: “A importância da Formação e da Gestão de Recursos Humanos na Farmácia Comunitária” e enviares para o email reflexus@apef.pt

O estágio realizar-se-à no mês de Maio, terá a duração de um mês e será remunerado. As quatro semanas serão distribuídas da seguinte forma: 1ªsemana – ronda interna pelos departamentos e visitas acompanhadas às farmácias com diferentes interlocutores; 2ªsemana – Bluepharma, 3ª e 4ª semana - estágio em farmácia comunitária do Grupo Holon. Existem duas vagas, que serão atribuídas aos autores dos dois melhores artigos.

Não percas esta oportunidade! Participa! *O artigo deverá ter um máximo de 750 palavras. A data limite para o envio dos artigos é 30 de Abril.

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Passatempo REFlexus

A REFlexus em parceria com a LIDEL dá-te a oportunidade de ganhares os livros Microbiologia e Nutracêuticos e Alimentos Funcionais Para participares basta responderes às perguntas colocadas pelos autores dos livros e enviares para o email reflexus@apef.pt A resposta mais correcta ganhará um exemplar dos livros. A resposta não deverá exceder as 100 palavras. Em caso de empate o vencedor será sorteado, entre as melhores respostas. A data limite para o envio das respostas é 30 de Abril.

Para ganhares o livro Nutracêuticos e Alimentos Funcionais:

Quais os cuidados a observar na dispensa de nutracêuticos aos utentes?

Para ganhares o livro Microbiologia:

Qual a toxina mais potente contra o ser humano? E a segunda mais potente? Em que concentração estas toxinas são fatais?

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Sabias que...

...a água de coco imatura (denominado kopa nas ilhas de Salomão) é bastante pura e fluída contendo inúmeros electrólitos cuja composição se assemelha ao fluído intracelular? Pode assim ser usada em transfusões de emergência tendo sido inclusive usada na segunda guerra mundial como substituto do plasma humano.

…cientistas criaram uma pistola que cicatriza queimaduras de segundo grau em quatro dias através de células estaminais? ...a farmácia mais antiga do mundo está em

…ao analisar o ADN de pessoas de várias regiões do planeta, o geneticista Spencer Wells concluiu que todos os humanos que vivem hoje descendem de um único homem que viveu em África há cerca de 60 mil anos? Florença , na Itália e guarda fórmulas secretas que frades dominicanos criaram na Idade Média?

…se existissem dois sóis os seres humanos teriam a pele azulada e seriam mais felizes pois a luz aumenta a produção de vitamina D o que ajuda a combater a depressão?

…ao longo de grande parte da história da humanidade, no mundo inteiro todas as pessoas tinham olhos castanhos? Os cientistas acreditam que a mutação que deu origem aos olhos azuis surgiu entre 6 mil e 10 mil anos atrás, com um indivíduo que nasceu algures perto do Mar Negro.

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REFlexus  

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