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Jornal do Inpa Manaus, Janeiro 2013 - Ano V - Ed.28- ISSN 2175-0866

www.inpa.gov.br

Florestas no sul do Amazonas estão mais vulneráveis a incêndios, aponta pesquisa do Inpa A área, que foi afetada por incêndios florestais em 2005, é de aproximadamente 86.600 hectares de floresta e equivale a cerca de 124 mil campos de futebol Pág. 03

Foto: Tabajara Moreno

Foto: Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Inpa e Embaixada Americana promovem curso para estimular jovens à carreira científica

Estudo revela que árvores mortas no Amazonas não são devidamente contabilizadas

“Circuito da Ciência deverá incluir escolas da região metropolitana de Manaus”

As atividades científicas foram realizadas com jovens do ensino médio de 3 a 8 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher

A pesquisa revela a importância das condições hidrológicas na distribuição e conservação de determinados grupos de ervas de sub-bosque

A ideia para este ano é aumentar a participação dos alunos da rede pública de ensino dos municípios no entorno da capital

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Boa Leitura Boa Leitura “Cubiu: Cubiu: aspectos aspectos agronômicos e agronômicos e nutricionais” -nutricionais reúne reúne informações informações nutricionais nutricionais do do fruto fruto Pág. Pág.02 02

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Bosque da Ciência une diversão e informação em programação de férias Pág. 02

Inpa lançará segunda edição de livro sobre Marantáceas Pág. 02

Divulgada a primeira lista de concursados do Inpa Pág. 02

Sete patentes são depositadas em 2012 pelo Inpa Pág. 07


Página 02 - Janeiro 2013 Fale com a redação

Expediente Assessoa de Comunicação:Daniel Jordano (SRTE - 518/AM) - Editora Chefe: Fernanda Farias - Repórteres: Daniel Jordano e Raiza Lucena Editoração Eletrônica: Denys Serrão - Revisão:Clarissa Bacellar - Fotos: Daniel Jordano, Eduardo Gomes, Tabajara Moreno e Acervo Pesquisadores Tiragem: 1000 - Edição 28 - Janeiro - ISSN 2175-0866. Produção: Assessoria de Comunicação do Inpa/MCTI.

+55 92 3643-3100 / 3104 digital.inpa@gmail.com ascom_inpa Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA/MCTI

Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação

Tome Ciência Foto: Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Foto: Eduardo Gomes

Bosque da Ciência do Inpa une diversão e informação em programação de férias

Divulgada a primeira lista de concursados do Inpa

Inpa lançará segunda edição de livro sobre Marantáceas

Até o dia 31 de Janeiro o Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) ofereceu um novo horário de funcionamento para melhor atender a crescente demanda de visitantes da região e turistas por conta do período de férias. O Bosque funcionou das 9h às 17h, sem interrupções, todos os dias da semana. Segundo o coordenador do Bosque, Jorge Lobato, a procura pelo espaço como alternativa de turismo durante as férias aumentou bastante nos últimos três anos em que se tem um horário especial e estimou-se a visita de 15 mil pessoas durante o mês, três mil pessoas a mais do que em 2012. “O maior público do mês de Janeiro são as crianças, porque é mês de férias”, disse.

A Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência (Funrio) divulgou na tarde do dia 14, o resultado final do concurso público do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) para os candidatos ao cargo de técnico 1. A lista pode ser conferida no site da fundação. http://www.funrio.org.br/ O resultado final se refere as seguintes áreas de atuação: Análise de material biológico - mamíferos aquáticos e leishmaniose; microorganismos; insetos invertebrados; material radioativo; coleções de aves, mamíferos, répteis e anfíbios; comunicação social; design gráfico e web design; desenvolvimento de software; condução e manejo de embarcações; estações experimentais; e hidráulica.

A Editora do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa/MCTI) lançará este ano a segunda edição do livro “Guia de Marantáceas da Reserva Ducke e da Reserva Biológica do Uatumã”, publicado pelos pesquisadores de ecologia do Instituto, Flávia Costa, Fábio Penna Espinelli e Fernando Figueiredo, que exibe fotos e textos descritivos de plantas da família Marantaceae. O guia traz informações gerais sobre as marantáceas, especificamente na Reserva Ducke e na Reserva Biológica do Uatumã, ambas no Amazonas, além de informações sobre os locais estudados, demonstrações de como usar o guia, chaves de identificação das espécies, glossário e glossário ilustrado, tudo com imagens detalhadas e textos objetivos e bilíngues.

Boa Leitura - Cubiu: Aspectos agronômicos e nutricionais

Você sabia que o delicioso fruto do cubiu, pertence à família Solanaceae, a mesma do tomate, pimentão, jiló e berinjela? Que sua planta tem de 1 a 2 m de altura e é comum nos municípios ocidentais do Amazonas, principalmente do Alto do Solimões, além da Amazônia peruana, colombiana, equatoriana e venezuelana? Pois você pode encontrar estas e outras informações sobre esse fruto tão apreciado pelos amazonenses no livro intitulado “Cubiu (Solanum sessiliflorum Dunal): aspectos agronômicos e nutricionais”. A obra possui uma linguagem simples e reúne informações nutricionais do fruto, além de informações sobre plantação e comercialização do fruto, como técnicas que consistem em preparo do solo, espaçamento em monocultivo, plantio consorciado e agroflorestais, fertilização (orgânica e mineral), pragas e doenças e seus métodos de controle, colheita e conservação pós-colheita. Quem quiser adquirir a obra, pode entrar em contato com a Editora Inpa, 3643-3223, ou pelo e-mail editora.vendas@gmail.com.


Pesquisa

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Florestas no sul do Amazonas estão mais vulneráveis a incêndios, aponta pesquisa do Inpa A área, que foi afetada por incêndios florestais em 2005, é de aproximadamente 86.600 hectares de floresta e equivale a cerca de 124 mil campos de futebol Foto: Tabajara Moreno

|Daniel Jordano Da equipe do Divulga Ciência

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região, aliado ao uso descontrolado do fogo pelo homem, podem ocasionar novos incêndios florestais. “Hoje Lábrea e Boca do Acre concentram mais de 86.600 hectares de floresta em pé que foram afetadas pelo fogo (incêndio florestal) e que estão

focos de calor. Segundo Vasconcelos os picos de focos de calor ocorrem em período de menos chuva. “Essa região concentrou cerca de 60% dos focos de calor detectados no Amazonas no período de 2000 a 2010. Ao longo desses 11 anos esses municípios foram os campeões de queimadas. A maior ocorrência de focos de calor incidiu em área com precipitação de chuva inferior a 100 milímetros por mês. É uma região mais seca, mas na Amazônia além do fator meteorológico o fogo, para existir, geralmente precisa ter o homem como fonte de ignição. Há forte pressão do uso da terra nessa região”afirmou.

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Uma pesquisa feita pela engenheira agrônoma Sumaia Vasconcelos, aluna de doutorado do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), revelou que uma área de aproximadamente 86.600 hectares de floresta em pé nos municípios de Boca do Acre e Lábrea, sul do Amazonas, está mais propícia a incêndios florestais recorrentes. A constatação foi feita após coleta de dados no campo e análises de imagens de satélite referente há 11 anos da história de fogo na área. A área de floresta afetada pelo fogo nesses municípios equivale a 124 mil campos de futebol levando em consideração as medidas oficiais estabelecidas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). De acordo com Vasconcelos, o local foi impactado por grandes incêndios florestais ocorridos durante a seca de 2005. Ela explica que incêndios florestais geralmente são causados pela prática humana de atear fogo em áreas já cultivadas (como cultivos agrícolas e pastagens) que saem do controle e invadem a floresta. Segundo Vasconcelos, se o clima mudar como previsto por modelos de circulação global (MCG) na

Há 30 anos não se ouvia falar em incêndios florestais na Amazônia

mais propícias a queimarem novamente. Nesse caso, o impacto pode ser duas vezes maior que no primeiro. No incêndio de 2005 a estimativa de carbono comprometido para emissões foi de 1,8 e 2,2 milhões de toneladas, um e quatro anos depois do fogo”, disse a pesquisadora. O estudo revelou também que a região sul do Amazonas concentra 60% dos focos de calor (indicador de queimada) de todo o Estado. Além de Lábrea e Boca do Acre, Apuí, Novo Aripuanã, Manicoré, Humaitá e Canutama também registram alto índice de

Clima Global Para o pesquisador do Inpa, Philip Fearnside, o orientador de Vasconcelos, a ação humana gera impactos ambientais na região. “Essas ações geram um grande impacto e vem aumentando. Há 30 anos não se ouvia falar em incêndios florestais na Amazônia, e em 1998 e 2003, o El Niño causou incêndios florestais em Roraima, mas ele afeta também a parte norte da Amazônia”, explicou.


Divulga Ciência

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Inpa e Embaixada Americana promovem curso para estimular jovens à carreira científica As atividades científicas foram realizadas com jovens do ensino médio de 3 a 8 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher Foto: Eduardo Gomes

|Fernanda Farias Da equipe do Divulga Ciência

Após acordo firmado entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e a Embaixada dos Estados Unidos (EUA), jovens do ensino médio participarão do programa “Imersão Científica para Meninas”, criado em apoio ao programa do governo federal brasileiro “Ciência Sem Fronteiras”. O evento ocorrer em março e tem o objetivo de estimular o interesse de meninas em seguir uma carreira na área científica. O programa incluirá aproximadamente 90 jovens do ensino médio. Durante a semana de imersão, as participantes serão apresentadas ao “mundo real das ciências” por meio de atividades práticas que oferecerão à elas a oportunidade de ver o mundo da pesquisa científica em ação e, também, momentos de interação com cientistas renomadas. “É muito importante o apoio dos pais e da família dessas meninas, pois essa será uma oportunidade única para elas, visto os benefícios em longo prazo que este programa da Embaixada proporcionará”, enfatiza a coorden a d o r a d e Te c n o l o g i a S o c i a l (COTS/Inpa), Denise Gutierrez. De acordo com a coordenadora, nos outros estados brasileiros, a seleção

Peixe-boi resgatado para Balbina

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O animal foi resgatado dia 02 em uma comunidade rural do município de Iranduba, interior do Amazonas Da redação da Ascom Da equipe do Divulga Ciência

O filhote de peixe-boi resgatado por veterinários da Associação Amigos do Peixe Boi (Ampa), ONG ligada ao laboratório de Mamíferos Aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), na última quarta-feira (2), deverá seguir para uma área conservação em Balbina, na cidade de Presidente Figueiredo, interior do Amazonas. Na quinta feira (3) foram feitos exames, na sede do Instituto, que avaliaram o quadro clínico do animal. O filhote é um macho, tem 98 cm e pesa 11,5 quilos. De acordo com o veterinário da Ampa, Rogério Naiff o peixe-boi estáva debilitado. “O animal está desnutrido. Os moradores o encontraram no dia primeiro e ligaram. Provavelmente hoje a tarde ele deverá seguir para Balbina”, disse. A Ampa mantém parceria com a Eletrobrás Amazonas Energia em Balbina para a manutenção do Centro de Preservação e Pesquisa de Mamíferos Aquáticos (CPPMA), em Presidente Figueiredo.

das jovens foi feita por diversos órgãos e instituições, entre eles a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (Icbeu), entre outros. As participantes do Inpa são meninas bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (Pibic Jr) de bom desempenho, indicadas por seus orientadores. “Ao assim fazer, a instituição apóia e premia o compromisso das estudantes com as atividades de pesquisa. Entendemos que através desse programa muitos novos talentos na área científica, de origem local, poderão surgir, quem sabe contribuindo para a fixação de pesquisadores qualificados no futuro”, afirma Gutierrez.

Associação Amigos do Peixe-boi – Ampa A Ampa é uma organização não governamental que surgiu da necessidade de promover atividades de proteção, conservação, pesquisa, manejo do peixe-boi da Amazônia e de outros mamíferos aquáticos existentes na Amazônia: lontra neotropical, ariranha, tucuxi e boto-vermelho.

Programação De acordo com Guitierrez, as atividades do programa “ScienceCamp - Elas na Ciência”, envolvem 15 diferentes oficinas, 20 grupos de pesquisas e 35 pesquisadores do Instituto. “Sairão daqui lembranças poderosas que vão inspirar futuros. Esse é um momento de diálogo, troca e aproximação”.

Programa de Reintrodução O LMA do Inpa, desde 1974, realiza atividades com peixe-boi da Amazônia, envolvendo estudos sobre biologia, ecologia, fisiologia e manejo da espécie. O Instituto possui um centro de resgate e reabilitação que se destina a recuperação dos animais e estudos em cativeiros.


Pesquisa

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Inpa realiza estudos sobre o efeito de condições hidrológicas na distribuição de herbáceas A pesquisa revela a importância das condições hidrológicas na distribuição e conservação de determinados grupos de ervas de sub-bosque Foto: acervo pesquisador

| Raiza Lucena Da equipe do Divulga Ciência

tes determinantes da distribuição de espécies”, questionou Moura. Coleta, processo e análise A pesquisa foi realizada pelo projeto Hidroveg, ao longo da BR-319 – liga Manaus (AM) e Porto Velho (RO) -, no interflúvio (relevo ou área elevada entre dois cursos de água ou dois

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Essas imagens foram usadas para calcularmos a distância de cada uma das parcelas amostradas às drenagens locais vales) entre os rios Purus e Madeira, com as herbáceas do grupo das monocotiledôneas e pteridófitas (samambaias). A coleta das espécies e dos dados ambientais aconteceu nos módulos do projeto Programa de Pesquisas em Biodiversidade (PPBio/Inpa). Outra etapa importante da pesquisa foi o trabalho com o dado da Shuttle Radar Topography Mission

(SRTM), que é um dado obtido de radares e que descreve a topografia. “Essas imagens foram usadas para calcularmos a distância de cada uma das parcelas amostradas às drenagens locais. Esse tipo de cálculo se chama 'Distância Vertical à Drenagem mais próxima' e foi criado pelo grupo de pesquisas do pesquisador Camilo Rennó, do Inpe, coorientador da minha pesquisa. Usamos para determinar as condições hídricas locais”.

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Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) avaliou a importância de condições hidrológicas (ocorrência, movimentação e distribuição da água) na distribuição e conservação de plantas herbáceas (plantas com características de erva). Os estudos foram realizados pelo estudante de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPG Eco) Gabriel Moulatlet, orientado pelos pesquisadores Flávia Costa (Inpa) e Camilo Rennó (Inpe), com o financiamento da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Devido a um histórico de estudos realizados pelo grupo de pesquisas em Ecologia de Flávia Costa, foram levantados algumas questões sobre a importância das condições hidrológicas no processo de distribuição das plantas. “Começamos a questionar se a água não era um dos mais importan-

Novos resultados De acordo com Moulatlet, a resposta entre as ervas e a disponibilidade hídrica local foi significativa, mas fraca. “Identificamos dois grupos de parcelas em nossos gráficos, que sofrem algum tipo de alagamento e parcelas que não alagam. Oe dois ambientes possuem composição florística bem diferentes. Por isso, repetimos nossas análises apenas considerando parcelas que não alagam e aí encontramos uma resposta das ervas em relação à disponibilidade hídrica”, finaliza.


Meio Ambiente

Página 06 -Janeiro 2013

Estudo revela que árvores mortas no Amazonas não são devidamente contabilizadas no balanço de carbono Cinco pesquisadores ligados ao curso de pós-graduação em Ciências de Florestas Tropicais do Inpa participaram do estudo que foi publicado nesta semana na revista científica americana PNAS Foto: Daniel Jordano

| Da redação da Ascom Da equipe do Divulga Ciência

Um estudo desenvolvido por pesrealizados em uma área de mais de quisadores do Instituto Nacional de 1500 km2 nas proximidades de ManaPesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) us (AM) e combinou imagens de satélie pelo cientista Jeffrey Chambers, do te de uma série histórica de mais de 20 Laboratório Nacional de Berkeley anos e trabalhos de campo. Com as (EUA), revelou que entre 9,1 a 16,9% informações foi desenvolvido um modeda mortalidade de árvores no lo de simulação. Amazonas é omitida em análiA finalidade era aumentar o que os ses convencionais, que são baseadas apenas em inventários florestais. Na prática, Diante das mudanças segundo o estudo, árvores climáticas globais, a Amazônia mortas não são devidamente tem que se preparar contabilizadas no balanço de carbono. para as devidas A pesquisa foi publicada na adaptações. revista científica Proceedings of the National Academy of cientistas chamam de “grau de Sciences (PNAS). O estudo foi lideraperturbação” em termos de do pelo pesquisador Jeffrey Chammortalidade da queda de uma árvore bers e teve como coautores Niro individual a uma grande clareira provoHiguchi, Alan Di Vittorio, Robinson cada por uma tempestade, como a que Negron-Juarez, Daniel Marra, Joerg ocorreu em 2005 na Amazônia. Tews, Dar Roberts, Gabriel Ribeiro e De acordo com o artigo os estudos Susan Trumboree. Destes, cinco demonstraram que “para entender o pesquisadores são ligados ao curso papel da floresta amazônica nas trocas de pós-graduação em Ciências de gasosas entre biosfera e atmosfera, as Florestas Tropicais (CFT) do Inpa. informações precisam ter escala espaO artigo é baseado em estudos

Mudanças Para o pesquisador do Inpa, Niro Higuchi, a região precisa se preparar para possíveis mudanças no ambiente. “Diante das mudanças climáticas globais, a Amazônia tem que se preparar para as devidas adaptações. Para isto, é preciso dimensionar as vulnerabilidades da região, quando submetida a eventos catastróficos como tempestades severas e secas prolongadas, além das intervenções antropogênicas (humanas)”, afirmou. Ainda segundo os autores do artigo, “como é provável que as mudanças climáticas pretéritas continuem causando tempestades e secas, o entendimento dos seus efeitos sobre as florestas tropicais se torna imprescindível”.

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cial e temporal e não há como entender este papel sem a combinação de trabalhos de campo e sensoriamento remoto”. O artigo menciona também que as imagens de satélite cobrem grandes áreas, mas não oferecem a precisão necessária; ou seja, os trabalhos de inventário têm precisão, mas não tem escala (espacial).


Tecnologia e Inovação

Janeiro 2013 - Página 07

Sete patentes são depositadas em 2012 pelo Inpa As patentes mostram importantes avanços para diversas áreas, como biologia, química e o setor agrícola

Foto: acervo Ascom

| Raiza Lucena Da equipe do Divulga Ciência

sete patentes depositadas de 2012 mostraram importantes avanços em diversos campos. Como exemplo, a substância de caráter básico derivada de uma planta, denominada de alcalóide, descoberta pela pesquisadora Cecília Nunez, pertencente ao campo da química e biologia. O alcalóide foi extraído da espécie Duroia macrophyllan e os estudos vêm sendo realizados desde

dratos, universalmente presente em plantas (e animais) - obtida a partir de uma biomolécula com característica de marcador bioquímico da evolução de plantas da família Fabaceae que, funcionalmente, tem potencial atividade antifúngica, além de apresentar ação antiproliferativa de células tumorais. Já no campo da Engenharia Agrícola, os pesquisadores Gil Vieira, Rodrigo Pinheiro e Newton de Souza Falcão, patentearam a invenção de pretendemos dar visibilidade uma biopeça que facilita o enraizamento de plantas propagadas a essas pesquisas para por microestaquia – perfuração o setor produtivo, para que de pequenas estacas de caule, possam conhecer o que raiz ou folha no solo -, por forneo Inpa está desenvolvendo cer um ambiente em que a retenção da umidade do solo proporciona melhores condições de 2006. “É a primeira descrição dessa enraizamento, auxiliando de substância na natureza e ela poderá forma eficiente na propagação ser usada, futuramente, como um antivegetativa. cancerígeno”, frisa Nunez. A coordenadora salienta que a transOutra pesquisa, realizada por José ferência de tecnologia com base em Francisco de Carvalho, Andreia Varestudos realizados no Instituto é de mes, Márcio Viana e Luis Augusto fundamental importância para o Gomes, foi sobre a nova lectina - clasdesenvolvimento da sociedade amaPatentes depositadas se de proteínas que se ligam a carboizonense. De acordo com a coordenadora, as

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Em 2012, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) depositou sete pedidos de patente. Dentre eles, estão pesquisas relacionadas ao campo de biologia e farmácia. Patentes constituem uma forma de proteção intelectual com a finalidade de incentivar o desenvolvimento econômico e tecnológico. "O objetivo não é só captar projetos para a proteção intelectual, além disso pretendemos dar visibilidade a essas pesquisas para o setor produtivo, para que possam conhecer o que o Inpa está desenvolvendo e disponibilizar para a sociedade e para a indústria", afirma a coordenadora de Extensão Tecnológica e Inovação (CETI) do Instituto, Rosângela Bentes. O Inpa já depositou 59 patentes ao todo, o que gerou 83 produtos sendo parte em parceria com outras instituições públicas para a proteção dessas patentes.


Educação e Sociedade

Página 08 - Janeiro 2013

“Circuito da Ciência deverá incluir escolas da região metropolitana de Manaus em 2013” Assim explica o coordenador do projeto, Jorge Lobato, uma vez que a ideia para este ano é aumentar a participação dos alunos da rede pública de ensino dos municípios no entorno da capital Foto: Eduardo Gomes

| Raiza Lucena Da equipe do Divulga Ciência

Circuito, Jorge Lobato. Em 2012 contou-se com a participação 2.800 estudantes, vindos de 50 escolas no ensino público. Este ano espera-se por volta de 3.000 alunos ao longo das edições.

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podendo gerar trabalho, renda, qualidade de vida, proteção do meio ambiente e maior participação no direcionamento das políticas públicas”, explana o coordenador. O evento é uma iniciativa da Coordenação de Extensão (COEX), pelo Serviço de Apoio às Áreas de Visitação (SAAV) do Inpa, em parceria com a Prefeitura de Manaus e Governo do Estado e conta com o patrocínio da Petrobrás e da Moto Honda da Amazônia. O Circuito da Ciência acontece no último sábado de cada mês, contemplando a cada edição, pelo menos cinco horas de atividades lúdicas ministradas por servidores do Inpa, agentes de educação ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS) e representantes de instituições parceiras, como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Associação dos Servidores do Inpa (Assinpa), Manaus Ambiental, FAMETRO, MUSA, entre outros.

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A partir deste ano alunos de escolas públicas de municípios como Rio Preto da Eva, Iranduba e Manacapuru poderão participar do Circuito da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), que completa 14 anos. O projeto já atende alunos da rede pública de ensino de Manaus e comunidades próximas. O projeto tem como objetivo promover o conhecimento, a sensibilização ambiental e a divulgação da informação científica por meio de apresentações em estandes e de contato com a fauna e a flora, proporcionando aprendizado e entretenimento baseados no ambiente amazônico. Mais de 45 mil pessoas já participaram das atividades do Circuito. “No ano passado a gente inovou quando viemos com a proposta de inserir, junto com as 40 escolas contempladas por ano, um número bastante expressivo de escolas ribeirinhas. Isso foi um diferencial e esse ano também se pretende envolver o maior número de escolas do entorno de Manaus”, afirma o coordenador do

É necessário estabelecer mecanismos que promovam a popularização da ciência

Educação em foco Lobato atenta ainda a melhoria de comportamento das crianças e também no crescente interesse do público participante no desenvolvimento sócio-ambiental e econômico da Amazônia, devido a interação entre a produção científica, tecnológica e inovação com a sociedade. “É necessário estabelecer mecanismos que promovam a popularização da ciência,

Divulga Ciência - Janeiro/2013  

Jornal de divulgação científica do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA