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“A convivência cultural promove a curiosidade, o respeito e a tolerância pelo outro. Aproxima-nos e conquista-nos pelas diferenças. Transportanos para uma realidade completamente diferente, repleta de vários idiomas, comida e sabores a provar, hábitos e costumes diferentes a respeitar – uma experiência de vida única e um ponto de viragem para muitos jovens. É desta partilha que

mentar à nossa identidade nacional. Por outro lado, há quem opte por fazer um programa de mobilidade para enriquecer o seu currículo, estudar numa faculdade estrangeira ou simplesmente melhorar as suas perspetivas de emprego – afinal a taxa de desemprego dos jovens que estudaram ou treinaram no exterior é 23% menor em relação aos restantes.”

nasce a noção de cidadania europeia, compleSofia Colares Alves, Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal

Editorial O CIED Barcelos procura produzir materiais informativos com pertinência não apenas do seu conteúdo, mas da sua atualidade temporal. Este ano dedicámos o tema ao programa Erasmus+! Quando se fala em Erasmus, fala-se naquele que é, muito provavelmente, o mais bem-sucedido e tangível programa comunitário. Não apenas pelo seu enriquecimento educacional ou formativo, mas porque consegue fazê-lo de forma inclusiva e transversal, promovendo a diversidade cultural e inspirando o sentimento de cidadania europeia. Em 2017 assinala-se 30 anos deste programa, no entanto, sendo o mais eficiente, deve ser também dos mais difundidos para alcançar ainda mais intervenientes. Daqui resultou a nossa motivação para elaborar o presente documento.

Falar do programa Erasmus+ é falar de um programa bastante complexo que aborda tanto a vertente educacional como formativa, passando pelo desporto e pelo voluntariado. Assim, desenvolvemos este guia com mais incidência sobre a vertente educacional (procurando, no entanto, abordar as outras áreas), com maior destaque para a mobilidade no ensino superior por ser a realidade que lidámos com maior proximidade. Um agradecimento especial a quem diretamente colaborou na construção deste guia: Dra. Adriana Carvalho (Praxis 21 – IPCA), Dra. Ana Ribeiro (AEVA), Professor Manuel Albino (ESD – IPCA), Dra. Susana Falcão (SOPRO), Dra. Joana Mesquita e ao Dr. Pedro Bessa.

Ficha Técnica Título Erasmus+ Estás In?

Colaboração Praxis21 - IPCA Escola Superior de Design (ESD) - IPCA

Propriedade CIED Barcelos Conteúdos Alzira Costa (CIED Barcelos) Mário Ferreira (CIED Barcelos)

Apoio Associação para a Educação e Valorização da Região de Aveiro (AEVA) – entidade que acolhe o Centro de Informação Europe Direct de Aveiro (CIEDA) SOPRO ONG

Design/Paginação Manuel Albino

Impressão Reticências Coloridas

Ilustração Joana Mesquita

Tiragem 2000 exemplares

Boa leitura!

Erasmus+ “Cada euro que investimos no programa Erasmus+ é um investimento no futuro — no futuro de um jovem e da nossa ideia de Europa. Não posso imaginar nada que mereça mais o nosso investimento do que estes líderes de amanhã. No momento em que celebramos as 9 milhões de pessoas participantes, temos de fazer tudo para sermos 9 vezes mais ambiciosos com o futuro do programa Erasmus+.” Jean-Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia

Começou como um modesto programa de mobilidade para estudantes do ensino superior em 1987, na altura com a participação de 3200 estudantes. Com o passar dos anos conquistou reconhecimento e em 2014 reforçou-se com um “+”, agrupando 6 programas até então autónomos (Comenius, Grundtvig, Erasmus, Leonardo da Vinci, Erasmus Mundus e Jean Monnet). Nesse momento, reforçou ainda o seu âmbito de atuação envolvendo para além da educação formal, a educação não formal e a educação informal. Em 2017 celebra 30 anos de existência num ano que é, igualmente, mais um ano recorde. Mobilidade é o meio, competências são o fim e é tão só a imagem de marca da União Europeia e o maior programa de mobilidade do mundo; este é o Erasmus+. O que são afinal projetos de mobilidade? São projetos que concretizem a deslocação física para um país diferente do país de residência de forma a realizar atividades de aprendizagem


#ExplicaroERASMUS+ Tem por finalidade apoiar a modernização dos sistemas de educação, formação e juventude, melhorando simultaneamente as competências dos estudantes, as perspetivas de emprego e a sua participação ativa na sociedade.

#O que é? O Erasmus+ é o programa da União Europeia para a educação, a formação, a juventude e o desporto para o período de 2014-2020.

Educação

#Quem gere? formal, não formal e A Comissão Europeia é a responsável informal? O que é isso? máxima pela execução do prograEducação formal são as mobilidades e ma. A EACEA (Agência Executiva parcerias estratégicas nas áreas relativa à Educação, ao Audiovisual da educação e da formação; e à Cultura) gere as ações centraEducação não formal refere-se às áreas lizadas e, em Portugal, temos duas da juventude, podendo assumir a forma agências. A Agência Nacional Erasde intercâmbio de jovens, voluntariado, ou a participação numa atividade de mus+ Educação e Formação gere a animadores; Educação informal educação formal e a Agência Nacional respeita ao desporto. Erasmus+ Juventude em Ação gere o programa no domínio da aprendizagem não formal e informal. #A quem se destina?

A pessoas de todas as idades, ajudando-as a desenvolver, partilhar conhecimento e experiência em instituições e organizações em diferentes países.

A organizações, incluindo universidades, entidades da educação e formação, grupos de reflexão, organizações de investigação, ONG´s e empresas privadas.

Estudantes Estudar no estrangeiro é uma componente central do Erasmus+, que já demonstrou ter efeitos positivos nas perspetivas de emprego dos estudantes. Além disso, constitui uma oportunidade para melhorar os conhecimentos linguísticos, reforçar a autoconfiança e imergir numa nova cultura. 4

Docentes O Erasmus+ oferece oportunidades para lecionar numa instituição de ensino no estrangeiro durante um determinado período. Estas oportunidades estão à disposição tanto de pessoal que trabalha no setor da educação como de pessoas que trabalham noutro setor e que são convidadas a partilhar os seus conhecimentos e experiência. Funcionários (docentes e não docentes/ formação) O Erasmus+ proporciona oportunidades de formação para o pessoal docente e não-docente que trabalha no setor da educação. Os períodos de formação no estrangeiro podem ser períodos de acompanhamento no posto de trabalho/observação ou cursos de formação específicos. Estagiários O Erasmus+ ajuda-o a adquirir uma experiência enriquecedora no local de trabalho apoiando a realização de estágios no estrangeiro. O Erasmus+ apoia estágios de estudantes do ensino superior e recém diplomados, bem como de alunos, aprendizes e recém diplomados do ensino e formação profissionais. Jovens O Erasmus+ está aberto a todos os jovens, não apenas aos jovens inscritos no ensino ou em cursos de formação. Com o Erasmus+, os jovens podem fazer voluntariado em toda a Europa e no resto do mundo ou participar num intercâmbio de jovens no estrangeiro. Animadores de juventude O Erasmus+ apoia o desenvolvimento profissional dos animadores de juventude através de períodos de formação ou de atividades de criação de redes no estrangeiro. Durante os períodos no estrangeiro, os participantes podem, nomeadamente, frequentar cursos de formação, fazer visitas de estudo ou realizar períodos de acompanhamento no local de trabalho/observação em organizações relevantes. Começou com 11 países em 1987 e agora são 33 os países que fazem a cobertura geográfica do programa

#Onde? Nos 28 Estados-Membros da União Europeia, Islândia, Liechtenstein, Noruega, Turquia, República da Macedónia e países parceiros (participação limitada a ações e condições específicas). 5


#Durante quanto tempo?

#Terei de apresentar algum certificado comprovativo das minhas competências linguísticas?

Depende. Depende da vertente da mobilidade em que estejas envolvido e depende se já fizeste mobilidade Erasmus antes. Ou seja, os períodos que vamos indicar seguidamente são por ciclos de estudo e estágio.

Não percebi. O que é isso de ciclos de estudo? Podes fazer quantas mobilidades quiseres, combinando ou repetindo tipologias, desde que: as durações mínimas sejam respeitadas e não ultrapassem o máximo acumulado de 12 meses, por ciclo de estudos.

Mobilidade estudantes Vertente Estudos (SMS) Mínimo: 3 meses (ou um trimestre)

Vertente Estágios (SMP) Curricular

Máximo: 12 meses (ou um período académico completo)

Extra Curricular

Profissional

Mínimo: 2 meses Máximo: 12 meses

É possível. Várias instituições solicitam certificados de língua, com um nível mínimo de conhecimento. O ideal será visitares os sites das instituições onde pretendes fazer mobilidade no sentido de atestar se a apresentação de certificados linguísticos é obrigatória.

A língua é um problema? Já ouviste falar no apoio linguístico em linha? Este apoio destina-se a ajudar os participantes no Erasmus+ a melhorarem os seus conhecimentos da língua em que irão estudar, trabalhar ou fazer voluntariado no estrangeiro, para que possam tirar o melhor partido da sua experiência.

#Vale a pena? Se vale… Crescimento pessoal e intelectual, conhecimento de outras culturas, competências linguísticas reforçadas, rede de contactos, visão mais global e experiência de vida são apenas alguns exemplos! O melhor mesmo é experimentar…

Os estudantes Erasmus desenvolvem competências transversais que são muito apreciadas pelos empregadores.

Outros tipos de mobilidade Mobilidade de Pessoal Docente e não Docente (STT) (Formação) Mínimo: 2 dias de trabalho Máximo: 2 meses

Mobilidade de Pessoal Docente (STA) (Lecionação) Mínimo: 2 dias (mínimo 8 horas) Máximo: 2 meses

Vertente Voluntariado Projeto de voluntariado individual Mínimo: 2 meses Máximo: 12 meses Equipas de voluntários Mínimo: 2 semanas Máximo: 2 meses

#Preciso de seguro? Primeiramente precisas de estar seguro que queres realmente fazer mobilidade e, se possível, deves estar segurado para acautelar possíveis acontecimentos desagradáveis. Para isso é conveniente fazeres um seguro de viagem e/ou de acidentes pessoais.

É altamente recomendável que tenhas o Cartão Europeu de Seguro de Doença (algumas entidades até tornam mesmo obrigatório). Este cartão gratuito garante o acesso aos cuidados de saúde que possas necessitar durante uma estadia temporária em qualquer um dos 28 países da UE, bem como na Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, nas mesmas condições, e ao mesmo custo (em alguns países, gratuitamente), que as pessoas cobertas pelo sistema de saúde público do país onde te encontras. Sabes que existe a aplicação «Cartão Europeu de Seguro de Doença» para o teu smartphone? Descarrega-a em http://bit.ly/aplicaçao

#Há apoios financeiros? Desde logo, depende do destino e do tipo de mobilidade (estudo ou estágio). No ensino superior, por exemplo, as bolsas são bolsas de mobilidade, não bolsas de estudos. São atribuídas prevendo-se o custo das viagens e um ajustamento de despesas resultantes da diferença do custo de vida do país de acolhimento. Valores para o ensino superior na página seguinte… 7


Em vigor Grupos de países

1 (custo de vida mais elevado) 2 (custo de vida médio)

3 (custo de vida mais baixo)

Valores envolvidos (€) Mobilidade Estudos

Mobilidade Estágios

Mobilidade para estudos ou estágio com origem na Madeira ou Açores

Áustria, Dinamarca, França, Finlândia, Irlanda, Itália, Liechtenstein, Noruega, Reino Unido, Suécia

300€

400€

750€

Alemanha, Bélgica, Chipre, Croácia, Eslovénia, Espanha, Grécia, Holanda, Islândia, Luxemburgo, Portugal, República Checa, Turquia

250€

350€

700€

Bulgária, Eslováquia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, Roménia, República da Macedónia

200€

300€

650€

2018 Grupos de países

1 (custo de vida mais elevado)

2 (custo de vida médio)

3 (custo de vida mais baixo)

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Valores envolvidos (€) Mobilidade Estudos

Mobilidade Estágios

Mobilidade para estudos ou estágio com origem na Madeira ou Açores

Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Islândia, Liechtenstein, Luxemburgo, Noruega, Reino Unido, Suécia

335€

435€

750€

Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Espanha, França, Grécia, Holanda, Itália, Portugal

285€

385€

700€

Bulgária, Croácia, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, Roménia, República Checa, República da Macedónia, Turquia

235€

335€

650€

Se fores estudante do ensino superior e tiveres bolsa de estudo tens o complemento bolsa de mobilidade Erasmus: - se a bolsa de estudo for inferior ou igual 2528€ recebe 100€/ mês proporcional ao numero de dias da mobilidade; - se a bolsa de estudo for superior 2528€ recebe 150€/mês proporcional ao numero de dias da mobilidade;

É possível solicitar financiamento individualmente? Não. As orientações do programa, estabelecem que terá de ser uma organização, e nunca um indivíduo. Mas há apoio a projetos específicos para o setor da juventude de forma a permitir que os grupos informais de jovens se possam candidatar.

E no caso do ensino profissional? Caso concreto: o Luís Rocha, estudante de um curso Profissional Técnico de Eletrónica e Telecomunicações foi para Fuerteventura, Canárias (Espanha), ao abrigo do Programa Erasmus + (Mobilidade para formandos e pessoal de EFP), durante dois meses. Razão: realizar uma Formação em Contexto de Trabalho/Estágio curricular, numa empresa local. Para a mobilidade em causa obteve uma bolsa no valor de 2921€ EUR dos quais 2646€ EUR foram para apoio individual e montante remanescente, de 275€ EUR, para suportar os custos com a viagem.

#Tenho dúvidas ou estou interessado, como se processa a candidatura? Deverás recorrer às entidades que promovem a mobilidade, a tua escola, por exemplo. Tratando-se de uma instituição de ensino superior é muito provável que tenhas um Gabinete de Relações Internacionais (GRI) para te prestar este apoio. No caso do voluntariado deverás inscrever-te no Corpo Europeu de Solidariedade. 9


mais do que estava planeado, tinha que cortar em algo na semana seguinte. Todos os momentos e pequenos desafios proporcionaram uma aprendizagem constante.

Breve descrição… Imagine que hoje eu que-

Nasceu no Brasil, veio para Portugal estudar numa licenciatura como estudante internacional. Fez Erasmus na Escócia, Glasgow, que lhe abriu as portas num Gabinete de Relações Internacionais, que acabou por chefiar, de uma Universidade. Hoje é Diretora Executiva de uma Unidade que entre outros serviços agrega um Gabinete de Relações Internacionais.

Qual o peso que a sua experiência de mobilidade teve na profissional que é hoje? Um peso enorme a todos os níveis, pessoal, académico e profissional. É algo que se torna intrínseco e te carateriza. O crescimento pessoal, as competências reforçadas e adquiridas e a visão de Mundo fizeram-me sentir mais capaz e destemida, tornando-me mais corajosa e predisposta a explorar novos caminhos. Como preparou a sua experiência de mobilidade? Desejava desde o meu primeiro ano de faculdade poder realizar uma mobilidade Erasmus. Quando optei em vir fazer o meu curso superior no estrangeiro, não escolhi apenas Portugal, mas também a Europa. Fascinava-me a diversidade linguística e cultural, a história, a proximidade geográfica e a quase inexistência de fronteiras. Na altura, recordo-me que a sensação de frio na barriga era constante, mas hoje parece-me que foi tudo tão simples... Eu fiz Erasmus durante o ano letivo 1992/1993, em que, em Programa estava ainda muito centrado no professor que participava em redes académicas da sua área (os antigos PICs). O Programa ainda era algo elitista e, porque havia poucas vagas, a competição era aguerrida. Segui todos os passos necessários, desde o

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processo de candidatura, à organização da mobilidade, alojamento, preparação do plano de estudos, viagem, etc… Os professores coordenadores académicos dos dois lados foram fundamentais ao longo do processo e os Gabinetes de Relações Internacionais das duas Universidades, de origem e de acolhimento, apoiaram no necessário. Muitos jovens gostavam de fazer Erasmus mas consideram que os valores das bolsas não conseguem cobrir as despesas associadas à mobilidade. Como foi consigo? Consciente que já tinha gastos consideráveis para estudar em Portugal, não queria sobrecarregar ainda mais os meus pais com a ida em Erasmus. Realizei mobilidade no quinto e último ano do meu Curso e durante 3 anos dei explicações para pôr algum dinheiro de lado, o que me permitiu decidir mais livremente sobre o destino que fazia sentido para o meu percurso formativo. A minha escolha recaiu numa Universidade de um país com um nível de vida muito mais alto que o português, onde um café (um dos meus poucos vícios) custava 4,5€! Guardo ainda com muito orgulho e carinho uma agenda de bolso em que anotava minuciosamente todos os meus gastos. Tinha um orçamento limitado e se numa semana gastasse

ria realizar um período de mobilidade. Que mensagem me passaria? Atreve-te, sai da tua zona de conforto! Informa-te devidamente, analisa todas as tuas opções e prepara-te com responsabilidade. Deves ser o protagonista desta ação. Atualmente podes ser Erasmus quantas vezes quiseres (privilégio que eu não tive). Não deixes escapulir esta oportunidade, porque nada será como dantes … Conte-nos uma experiência que a tenha especialmente marcado… Chegar bem tarde à noite, depois de um dia inteiro de viagem, com a paisagem totalmente coberta de neve, em que estavam -17˚C, e entrar num apartamento sem luz e água quente, em que ao me dirigir para o quarto às apalpadelas, só espirrava de tanto pó...não foi propriamente um início “acolhedor”/promissor. No entanto, sem grandes sustos e dramatismos, tudo se resolveu. Foram tantas as experiências memoráveis, que me permitiram viver uma nova cultura, sistema de ensino e tradições... ... os vários malabarismos e a primeira queda no gelo no caminho para o Accommodation Office para apresentar a minha reclamação; Os claustros e pátios da Universidade de Glasgow nos dias ensolarados; As aulas, os debates e discussões num registo totalmente diferente ao que estava habituada; A angústia de não compreender inicialmente uma única palavra do que a caixa do supermercado e o picheleiro que vinha concertar o frigorífico diziam, em pleno dialeto Scots. A primeira guerra de bolas de neve nas Highlands escocesas;

Os chás (sempre que possível com scones) ao fim da tarde com a minha parceira Tandem; O primeiro jantar a recitar os poemas mais famosos de Robert Burns1 à luz de velas com os meus colegas; Um almoço inesquecível, que tinha como único prato na ementa Haggis2 (um verdadeiro desafio intercultural!); O jantar de gala oferecido pelo Presidente da Câmara de Glasglow a todos os estudantes Erasmus da cidade, em que tive o privilégio de assistir a uma demonstração extraordinária e a rigor da dança tradicional Ceilidh3. A visita exploratória ao Loch Ness à procura do Monstro do lago (Nessie)...e a vista maravilhosa do Castelo Urquhart. E muitas mais que me dão um enorme prazer em partilhar e relembrar...

Crê que hoje pudesse estar na mesma posição profissional se não tivesse feito Erasmus? Não posso obviamente afirmar que sim. Sinto, no entanto, que a profissional que tenho sido e que sou hoje é o resultado de todas as minhas experiências, sendo o Erasmus uma das mais marcantes. Talvez o facto de ter vivido o Erasmus na primeira pessoa, em diversas vertentes, dá-me, talvez, ainda mais legitimidade para fazer o que faço. 1 Poeta nacional da Escócia, nascido em 1759, e o primeiro a escrever em dialeto escocês. 2 Prato tradicional da cozinha escocesa que consiste num bucho de carneiro recheado com vísceras, ligadas com farinha de aveia. 3 Visita social escocesa, ou irlandesa, tradicional que geralmente envolve a música folclórica gaélica e a dança.

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Estás “in”?

Já conheces a nova aplicação móvel Erasmus+? Esta nova app permitirá aos participantes:

Gostava de começar a trabalhar este programa na minha instituição (grupo de jovens, por exemplo). Já ouviste falar da Plataforma de resultados dos projetos Erasmus+? Esta plataforma é a base de dados da Comissão Europeia para o programa Erasmus+. Contém desO Portal do Particicrições de todos os projetos financiados ao pante é um dos primeiros passos. abrigo do programa, incluindo os dados de Este portal coloca à disposição dos contacto das organizações participantes. participantes no Erasmus+ várias funcionaInclui ainda resultados dos projetos já lidades, serviços e ferramentas para facilitar o terminados, com ligação aos respetivos processo de candidatura e o acompanhamento sítios web. A plataforma põe em destaque e gestão em linha dos projetos. Mais informação as histórias de sucesso, os projetos com sobre a plataforma em resultados excecionais pela sua pertinênhttp://bit.ly/portalparticipante cia, potencial de comunicação, impacto ou conceção, selecionados a partir de um conjunto mais amplo de exemplos de boas práticas, ou seja, projetos bem geridos que conseguiram muito bons resultados. Para acederes à plataforma:

Acompanhar facilmente os seus progressos nas diversas etapas administrativas antes, durante e após a sua estada no estrangeiro. Através da aplicação, os estudantes terão também a possibilidade de acordar e assinar os seus acordos de estudos em linha, tanto com as universidades de envio como de receção; Partilhar e votar nas suas sugestões preferidas para ajudar outros estudantes a integrarem-se na comunidade local; Melhorar as suas competências linguísticas através de uma ligação direta à plataforma de apoio linguístico em linha do Erasmus+, que oferece cursos orientados em linha e aconselhamento em linha interativo. Descarrega a app em http://bit.ly/erasmusapp

http://bit.ly/plataformaresultados És empreendedor? Nice… Esta informação é para ti. Erasmus para jovens empreendedores Erasmus para Jovens Empresários é um programa de intercâmbio destinado a Empreendedores. Proporciona a oportunidade de Quem pode participar? trabalhar junto de um empresário expeNovos empreendedores que planeiam seriamenriente noutro país da União Europeia te criar o seu próprio negócio ou que já o criaram nos e, assim, reforçar as competências de últimos três anos. que precisas para desenvolver o teu Empreendedores experientes que são proprietários ou negócio. A experiência poderá durar gerem uma Pequena ou Média Empresa num dos entre um e seis meses. países participantes no programa.

É implementada através da eTwinning, a maior rede de professores do mundo

«Move2Learn,Learn2Move», mexe-te com baixas emissões Esta é uma nova iniciativa que pretende renovar o apoio à juventude europeia e facilitar a mobilidade dos cidadãos da UE a baixas emissões. Isto é, conhecer a Europa incentivando que esse conhecimento seja de forma ecológico e as emissões de CO2 sejam tidas em conta.

Informa-te aqui: http://bit.ly/erasmusempreendedores 12

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Programa período 2014-2020

2/3 do orçamento para oportunidades de aprendizagem individual no exterior 1/3 do orçamento para parcerias e reformas da educação

Orçamento global do programa 14,7 mil milhões de euros, Mais 1,68 mil milhões de euros para o financiamento de ações que envolvam países que não pertencem à UE (países parceiros) disponibilizados através do orçamento de ação externa da UE

Total de oportunidades de mobilidade Mais de 4 milhões de pessoas Ensino superior Cerca de 2 milhões de estudantes

Ensino e formação profissionais Cerca de 650 000 estudantes

Mobilidade do pessoal Cerca de 800 000 assistentes, professores, formadores, pessoal do setor da educação e animadores de juventude

Regimes de voluntariado e intercâmbio de jovens Mais de 500 000 milhões de jovens e animadores de juventude

Sistema de garantia de empréstimos para mestrados Cerca de 200 000 estudantes

Mestrados conjuntos Mais de 25 000 estudante

Parcerias estratégicas Cerca de 25 000 parcerias que associam 125 000 escolas, estabelecimentos de ensino e formação profissionais, instituições de ensino superior e de educação de adultos, organizações de juventude e empresas

Alianças de Competências Setoriais Mais de 150 estabelecidas por 2 000 prestadores de ensino e formação profissionais e empresas

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Alianças do Conhecimento Mais de 150 estabelecidas por 1 500 instituições de ensino superior e empresas

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Programa em 2016

(a meio do seu percurso de 7 anos) Aumento do orçamento de 7,5% em relação ao ano anterior (2, 27 mil milhões de euros) tendo apoiado: 725 000 europeus com bolsas de mobilidade para estudar, lecionar, receber formação, trabalhar ou fazer voluntariado no estrangeiro; 21 000 projetos envolvendo 79 000 organizações de ensino, formação e juventude Relatório publicado mostra que o Erasmus+ contribuiu para responder a desafios sociais mais alargados, incluindo ações destinadas a promover a inclusão social e a garantir a aquisição pelos jovens de competências sociais, cívicas e interculturais, bem como de pensamento crítico.

200 milhões de euros apoiaram 1200 projetos de cooperação para a promoção da tolerância,a não discriminação e a inclusão social;

Ranking

Em 2016,

Estudos, Formação e Voluntariado 17 955 participantes em 335 projetos portugueses beneficiaram de mobilidade em educação, educação e formação profissional, educação escolar, educação de adultos e juventude para um montante total de subvenção de 31,27 milhões de euros. Projetos de Cooperação 329 organizações e 52 projetos portugueses beneficiaram de um montante total de subvenção de 9,37 milhões de euros.

Países de acolhimento

Outras atividades em que organizações portuguesas receberam financiamento

França

Espanha

68 projetos de capacitação no campo da educação e da juventude;

Alemanha

Alemanha

Espanha

Reino Unido

Países de envio

Ranking

Sabias que? Cada vez mais jovens estão a aproveitar as oportunidades de mobilidade para obter experiências de trabalho internacional;

1 em cada 3 estagiários Erasmus+ recebe oferta de trabalho na empresa onde estagiou;

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Em Portugal

Desde o início do Programa Erasmus+ (2014) até 2016, cerca de 2 milhões de pessoas participaram no programa; 5 anos após graduação, a taxa de desemprego jovem é 23% mais baixa nos estudantes que realizaram uma mobilidade Erasmus relativamente aos que não fizeram;

1 em cada 3 jovens que participam em mobilidade provêm de um meio mais desfavorecido;

38 parcerias colaborativas no âmbito do desporto; 21 projetos de cooperação entre instituições de ensino superior e empresas (alianças de conhecimento) e instituições de educação e formação profissional e empresas (alianças de competências sectoriais); 7 Mestrados conjuntos Erasmus Mundus, permitindo aos alunos estudarem em pelo menos dois países; 8 na inclusão social através de projetos de educação, formação e juventude. Ranking

Instituições de envio

Ranking

Países de destino

Universidade de Lisboa

Espanha

Universidade do Porto

Itália

Universidade de Coimbra

Polónia

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Erasmus em experiências…

Variação estudantes e estagiários outgoing 2016 8033 5394

5388

2008/09

2009/10

5964

2010/11

6484

2011/12

7041

8705

6957

Podemos digitalizar tudo hoje em dia, mas nunca poderemos digitalizar a experiência. Carlos Moedas

2012/13

2013/14

2014/15

2015/16

2015/16 6176 mobilidade de estudantes 2471 mobilidade de estágios 58 mobilidade de estudantes de/para países parceiros

Variação estudantes e estagiários incoming 2016

6232

2008/09

Mobilidade Ensino Profissional A FCT em contexto transnacional superou as minhas expetativas. Posso afirmar que toda a experiência correu muito melhor do que eu estava à espera, tendo gratificante assistir à minha própria evolução pessoal e profissional. Pude, também, presenciar e integrar uma cultura de trabalho diferente, o que me permitiu ter outra perspetiva do mundo do trabalho.

A minha experiência de Formação em Contexto de Trabalho foi excelente! Durante este período, vi-me confrontado com novos desafios, apliquei conhecimentos adquiridos ao longo do curso e presenciei, em primeira mão, uma nova cultura de trabalho. Com a ajuda dos meus colegas e da empresa de acolhimento fui conquistando pequenas vitórias e evoluindo favoravelmente.

António Silva (Curso Profissional de

José Alexander Sousa

Técnico de Energias Renováveis)

(Curso Profissional de Técnico de Eletrónica de Telecomunicações)

7385

2009/10

8536

2010/11

9197

2011/12

9869 10430

2012/13

2013/14

11481

2014/15

12969

2015/16

2015/16 10178 mobilidade de estudantes 2484 mobilidade de estágios 307 mobilidade de estudantes de/para países parceiros

Foi uma experiência única, onde pude aprender uma nova língua, conhecer e lidar com novas pessoas, o que proporcionou uma aprendizagem mais aprofundada sobre a cultura e os costumes da ilha! Pude crescer e aprender a lidar melhor não só com as outras pessoas mas, também, comigo mesma. Sinto que, sem dúvida, me tornei uma pessoa mais autónoma e flexível. Foi uma ótima experiência e, se tivesse a oportunidade, sem dúvida que gostaria de repetir tudo outra vez! Joana Ferreira (Curso Profissional de Técnico de CMRPP)

Esta experiência serviu para crescer, para aprender a viver sozinho e em grupo de amigos, sem um meio familiar para nos apoiar e ajudar diretamente e, claro, para ganhar novos conhecimentos técnicos e aplicar outros previamente adquiridos. Foram dois meses muito ricos do ponto de vista pessoal, social e profissional, a ilha é também um ótimo local para visitar e conhecer pessoas, pelo que pude conciliar de forma bastante equilibrada a vertente mais séria, a profissional, com a pessoal e social. Voltava a repetir esta experiência! Bruno Ribeiro (Curso Profissional de Técnico de Instalações Elétricas)

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A minha experiencia de FCT no estrangeiro foi maravilhosa! Adorei toda a diversidade de pessoas, os diferentes métodos de trabalho, a aprendizagem de todos os valores humanos. A convivência com outro mundo sem ser o meu fez-me pensar de outra maneira, de olhar para o

futuro com mais garra, força e vontade de lutar por um emprego no meu país. Sem dúvida que se tivesse outra oportunidade como esta não a deixava escapar!

em Espanha, Barcelona, a realizar um período de mobilidade de estágio e estou a adorar também, por isso não deixes fugir as oportuni-

Pedro Ferreira

Miguel Capote (Curso Profissional de

Erasmus Management University of Bialystok na Polónia

Técnico de Instalações Elétricas)

e na Kazimiero Simonavicius University na Lituânia.

Mobilidade Estágio Ensino Superior

Mobilidade de Staff

Vim para a Alemanha no âmbito do Curso de Desenho Técnico e Maquinação para estagiar numa empresa do ramo metalúrgico. A minha satisfação é enorme! Sinto-me realizado e, para já, tenciono aqui ficar. Nem tudo foi, e ainda é, fácil. A distância daqueles que nos são próximos é o maior problema, mas a forma aberta de pensar dos alemães e um salário acima da realidade portuguesa, são motivações que me levam a encarar esta oportunidade com vontade de a aproveitar ao máximo e nela investir o meu percurso profissional. Aqui tenho a perceção que quem se esforça é reconhecido e, graças a isso, tive a oportu-

A realização de mobilidade de staff, durante uma semana, na Universidade de Ciência e Tecnologia de Wroclaw, na Polónia, foi uma experiência única e inesquecível, ultrapassando as melhores expectativas. Desde logo porque me permitiu frequentar uma excelente formação, muito útil em termos pessoais e profissionais. Depois, porque permitiu o convívio, a troca de contactos e um intercâmbio cultural enriquecedor com colegas provenientes de mais de

nidade de estagiar, e agora trabalhar, numa empresa que me valoriza e onde sinto que vou poder evoluir, quer pessoal, quer profissionalmente. Só posso, portanto, recomendar uma experiência Erasmus a qualquer jovem. No entanto, qualquer beneficiário deste programa deve encarar essa experiência com um sentido de responsabilidade extremo porque, como no meu caso, a experiência não foi “apenas” um complemento à vertente mais teórica da aprendizagem, mas a entrada numa empresa que depois me abriu portas em ficar. Marcel Martins

Mobilidade Aprendizagem Ensino Superior Fui aluno de Gestão de Atividades Turísticas e realizei mobilidade Erasmus no segundo semestre dos 2º ano e 3º anos. Falar sobre esta experiencia é um pouco complicado, porque só quem a vive é que sabe o que ela simboliza. Erasmus não é apenas exames e estudar, nem apenas festas e viagens, Erasmus é uma diversidade de tudo, de alegria, companheirismo, saudade, trabalho, dificuldades, obstáculos e muito que se leva para a vida. O Erasmus é uma oportunidade da qual deveríamos todos aproveitar, faz-nos crescer, conhecer novas pessoas, novas culturas, viajar imenso por preços mínimos, rir, chorar, obter momentos inesquecíveis e fazer amigos para a vida. No inicio existe sempre um pouco de receio, pois, mudamos de país, universidade, família, amigos, e começamos a aprender e falar uma nova língua, sendo base o Inglês, do qual eu tinha imen-

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dades que tens, pois irão ser, sem dúvida, dos melhores momentos que irás ter na tua vida.

sas dificuldades, mas devo dizer que não passa apenas de um receio, que nos dois períodos de Mobilidade Erasmus que realizei constitui duas famílias, com pessoas de toda a parte do mundo, do qual sinto enorme saudade e um dia irei voltar a ver, tendo já até encontrado alguns deles. Relativamente a nível académico a surpresa foi muito positiva, completei todas as Unidades Curriculares a que me propus, o meu nível de Inglês melhorou muito, podendo falar fluentemente e também aprendi a falar Espanhol, os métodos de ensino são diferentes, as aulas eram dinâmicas, os professores um pouco mais descontraídos, mas mantendo sempre um nível de exigência. Estes 10 meses de mobilidade Erasmus foram os meus melhores momentos na Universidade, do qual jamais esquecerei e recordo com muita saudade. Uma vez Erasmus… Para sempre Erasmus! De referir que neste momento encontro-me

uma dezena de países da Europa e Ásia, alguns dos quais já me visitaram em Portugal e com quem ainda mantenho contacto. Por fim, permitiu-me conhecer um pouco de um país com uma beleza e uma história extraordinárias como é a Polónia. Foi apenas uma semana, mas ficou a sensação de ter sido bem mais do que isso. Aconselho a todos, sem dúvida. Pedro Bessa

Mobilidade de Voluntariado Uma experiência na Islândia Por João Correia Embarquei numa viagem escaldante a um país gelado, a Islândia. Nunca imaginei que algum dia iria visitar este país que apenas me parecia uma ilha longínqua perto do círculo polar ártico com uma capital impronunciável. No entanto, estava numa fase da minha vida à procura de oportunidades e desafios. E que maior desafio este de passar 5 meses na Islândia?! A oportunidade de embarcar nesta experiência surgiu uns meses antes quando me encontrava à procura de emprego e encontrei um anúncio de uma oportunidade de voluntariado de 5 meses na Islândia na área do ambiente. Tendo terminado recentemente o mestrado em Engenharia do Ambiente achei por bem investigar um pouco mais. Fiquei então a saber que este era um projeto EVS, coordenado pela AEVA, Aveiro, e que a experiência seria liderar grupos de voluntários de todo o mundo, a realizar projetos de duas semanas em quintas, reservas naturais, eventos cultu-

rais, etc. Não sendo aquilo que estava exatamente à procura, o desafio fascinou-me. Algum tempo depois estava então a bordo de um avião com destino a Keflavik, Islândia. O choque cultural que se tem quando se viaja para outros países é bem conhecido por todos e assim que aterrei na Islândia o senti. Primeiro, foi um choque térmico. Habituado a temperaturas primaveris deparei-me com um frio gélido e ainda uma quantidade enorme de neve a cobrir grande parte das montanhas da paisagem islandesa. A organização com que estive a colaborar chama-se SEEDs e trata-se de uma ONG que organiza workcamps, programas de 2 semanas de voluntariado por toda a Islândia onde qualquer pessoa se pode candidatar. Possibilita uma experiência muito diferente de umas férias típicas passadas em hotéis e seguindo roteiros turísticos, permitindo uma experiência intercultural única e ao mesmo

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tempo a realização de trabalhos em prol dos outros. A minha experiência foi extremamente variada. Participei em 8 workcamps, desde ajudar uma equipa artística a decorar um festival de música, ou a construir um recreio num campo de férias para crianças ou ainda, a construir trilhos em montanhas… O que de fascinante teve esta experiência teve

ilha longínqua para passar a ser um dos locais mais bonitos que já vi e, seguramente, do planeta, onde o gelo se cruza com a lava, onde as montanhas são amarelas e azuis, onde há rios com água quente, onde o céu está à distância de um palmo, carregado de auroras boreais. Foi uma experiência a todos os níveis inesquecível, e a todos os níveis desafiante. Permitiu

também a sua maior dificuldade. Foi absolutamente incrível conhecer todas as pessoas com quem tive oportunidade de trabalhar e liderar (pessoas do Japão, EUA, França, Espanha, Finlândia, Hong Kong, Israel,...) e poder viajar por todo este país que deixara de ser apenas uma

abrir novos horizontes, novas ideias e ideais, novas amizades. Terão sido os 5 meses mais inesquecíveis que já vivi. Aliás, estive numa ilha longínqua perto do círculo polar ártico com uma capital impronunciável…

SOPRO (ponto de vista de uma instituição que trabalha com voluntários) Por Susana M. Falcão Os voluntários que temos vindo a receber são de Itália, Letónia e Turquia, trazem histórias de vida e pontos de vida diferentes, promovem a interculturalidade, fazem questão de aprender português, saber o porquê das nossas tradições e mesmo sendo de religiões diferentes, fazem questão de participar nas nossas cerimónias e questionar sobre as diferenças. Aprendemos, a gerir equipas multidisciplinares, compreender as diferenças, apoiar e acompanhar os voluntários com mais

tiu com o objetivo de trabalhar com deficientes de um Centro Social, os utentes apenas falavam letão, não compreendiam uma palavra de inglês ou português, achavam mesmo que não existia mais línguas. Mesmo assim, conseguiu adaptarse aos novos desafios e em fevereiro de 2018, termina o seu SVE e regressa a Vila Nova de Gaia.

dificuldades, alguns deles é a primeira vez que saem do seu país. A equipa da SOPRO tem vindo a crescer com as diferenças, compreendendo-as e respeitando-as, tem aprendido algumas palavras novas de línguas diferentes e melhorado o inglês, tem crescido com os voluntários. Na SOPRO os voluntários já têm realizado os jantares interculturais, com lasanhas de Itália e da Turquia prepararam o Kebab. Fazem questão de partilhar vídeos, danças e músicas sobre as suas culturas e vivências. Nas atividades de voluntariado acrescentam sempre o seu toque pessoal. Fazem-nos muitas vezes repensar, porque não fazer diferente? A Ana Luísa Ribeiro, partiu para a Letónia, um país totalmente diferente da nossa cultura, com grandes influências russas, alemãs e polacas, sendo apenas país independente desde 1991. Par-

um centro social em Litene. Durante 11 meses, trabalhei com pessoas com necessidades especiais, realizando atividades tais como: fotografia, pintura, desporto, jogos didáticos, atividades de cozinha, de artesanato. Realizei dias temáticos, um dia internacional com outros voluntários e os clientes e apresentações sobre a cultura de Portugal. Ao longo destes meses, organizei eventos na cidade onde vivi. Uma intercultural evening no centro da juventude de Gulbene, uma Open Talk sobre Direitos Humanos e um evento sobre viagens e troca de experiencias, “Travel & Coffee”. Aprendi, vivi cada experiencia, conheci uma cultura diferente e cresci muito ao nível pessoal e profissional.”

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“O meu SVE na Letónia, fica como uma das melhores experiências da minha vida. Realizei projeto em

Ana Luísa Blog SVE https://www.facebook.com/analuisatraveler/

“Cada momento da vida seria triste, fastidioso, insípido, aborrecido, se não houvesse prazer, se não fosse animado pelo tempero da loucura.” ERASMO DE ROTTERDAM

#O futuro? Bem, esse és tu que o escreves… Utiliza as linhas abaixo e sê o narrador da tua própria vida J )


Brochura Erasmus+ Estás in?  
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