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Luís Hagatong Schneider Electric Portugal Tel.: +351 217 507 100 · Fax: +351 217 507 101 pt-comunicacao@pt.schneider-electric.com www. schneider-electric.pt

DOSSIER

GARANTIR UMA ÓPTIMA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA É CADA VEZ MAIS IMPORTANTE Com a tecnologia actual conseguimos alcançar uma poupança energética à volta dos 30%. Com as mais variadas soluções existentes no mercado podemos garantir economias energéticas surpreendentes: na indústria e infra-estruturas cerca de 10 a 20%, nos edifícios de serviços até 30%, e nos edifícios residenciais até 40%. Seguindo as tendências actuais, o consumo energético em 2050 será o dobro do actual, e para cumprir com o estabelecido no protocolo de Kyoto, em 2020 as emissões de gases com efeito de estufa deverão ser reduzidos para metade relativamente aos níveis de 1990. São números que nos impelam a agir para atingir estes valores!

Actualmente existe uma crescente preocupação com a sustentabilidade e o futuro do planeta. Em todo o mundo, a população está consciente da necessidade de poupar em termos energéticos, controlar a poluição e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa para travar as alterações climáticas. Neste sentido as diferentes organizações governamentais, tanto a nível internacional como nacional, estabeleceram uma série de objectivos e acções concretas dirigidas a diminuir o nível de consumo energético e das emissões de CO2. A assessoria ao potencial de economia de energia está indicada para os clientes que necessitam de uma assessoria preliminar, que os ajude a decidir-se pela implementação de uma solução de economia energética, sem necessidade de realizar uma Auditoria Energética completa. Encontramo-nos diante de um importante dilema onde o cumprimento de ambas as premissas parte de uma consciencialização geral sobre a situação actual, e a necessidade de utilizar uma tecnologia mais eficiente. Conseguir uma produção de energia mais limpa é uma solução a médio prazo, contudo, as soluções actuais de eficiência energética destinadas à optimização do consumo permitem poupanças até 30%, sendo esta uma solução que respeita o meio ambiente e de aplicação imediata. Além disso foram estabelecidas diversas medidas a nível governamental, tanto de carácter regulador como de carácter incentivador, todas com o mesmo objectivo: reduzir a intensidade energética. Algumas das medidas encontram-se estabelecidas no Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão, no Plano Nacional de Eficiência Energética, no Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia, no Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios, no Plano de Promoção da Eficiência no Consumo, e ainda no Programa Renováveis na Hora.

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uma sensibilização e formação em eficiência energética, dispositivos de baixo consumo, correcção do factor de potência, filtros anti-harmónicos, fiabilidade e continuidade energética, e optimização de contratos de fornecimento de Energia. Depois desta segunda fase procede-se à optimização pela automação e regulação com um controlo eficiente da iluminação, controlo do AVAC, automatização de processos, controlo de bombas e ventiladores, automatização de edifícios, controlo domótico, sistemas de medida de energia, supervisão e controlo, entre outros. Por fim deve ocorrer uma melhoria na gestão energética integral através de uma monitorização local e remota. Nesta fase ainda ocorre uma consultoria e análise dos principais parâmetros de consumo energético, uma implementação de ferramentas e softwares de controlo e gestão integral.

O DILEMA ENERGÉTICO

AVALIAR COM OS SERVIÇOS, ASSESSORIA, AUDITORIA E CONSULTORIA ENERGÉTICA

A Eficiência Energética deve ser entendida pelas Empresas como um processo de melhoria contínua baseado em 4 etapas: consultoria, soluções básicas, controlo e automatização, e ainda serviços de supervisão e gestão energética integral. Inicialmente deve ser medida e analisada a energia consumida através de uma consultoria energética, que irá estudar e analisar o grau de eficiência das instalações, detectar as oportunidades de poupança, e assim garantir uma auditoria de detalhe. As bases necessitam de ser estabelecidas e por isso, o essencial deve ser decidido através de

A assessoria ao potencial de economia de energia é baseada numa inspecção de campo com a duração de um a dois dias. Os seus objectivos passam por conhecer a relação entre os processos, tecnologias e fluxos de energia, e estimar inicialmente o potencial de economia e de investimentos para algumas tecnologias (ar comprimido, compensação de energia reactiva, climatização, centrais de produção e unidades distribuídas, ventilação, insuflação e/ou extracção, sistemas de bombagem, controlo e iluminação eficiente, sistemas de supervisão energética). Desta forma

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DOSSIER EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NA INDÚSTRIA

qualidade de energia que diz respeito à análise de tensões, correntes, potências, frequência, desequilíbrio, distorção harmónica, cavas/picos, transitórios, componentes simétricas; também garante relatórios sobre o cumprimentos com as normas internacionais, gráficos de eventos em relação a tolerâncias standard industriais ou personalizadas, indicando o tipo de eventos, a classificação, a data, entre outros. E ainda analisa os gráficos de forma de onda. Na alocação de custos e tarifação ocorre uma imputação de custos de energia por centros de custos, departamento, linha de produção em função da utilização real de energia, determina os custos de produção unitários ou marginais e prepara objectivos energéticos por departamentos ou processos.

que compõem cada processo alcançará significativas economias. Além disso, a flexibilidade destas soluções permitem adaptar os processos e tecnologias às necessidades, em cada momento, de modo a garantir um benefício máximo. E por fim, outra das soluções passa pelas instalações solares fotovoltaicas que respondem à normativa existente e melhoram a imagem ecológica da empresa. A venda de energia produzida permite compensar parte dos custos eléctricos.

SUPERVISIONAR PARA MANTER OBJECTIVOS DA ECONOMIA ENERGÉTICA Os Sistemas de Supervisão Energética são uma ferramenta indispensável para alcançar e manter os objectivos da economia energética. Um fluxo de informação constante das instalações permite fazer uma análise da utilização da energia e entender os seus consumos energéticos (ar comprimido, água, gás, electricidade e vapor). Exactamente, por isso, implementar um sistema de supervisão de energia, composto por unidades de medida e controlo com as prestações necessárias em cada nível, permite obter essa informação com garantia e qualidade. Tanto o ambiente onde se implementa o sistema de supervisão, quer os seus utilizadores apresentam uma grande diversidade de necessidades. Os sistemas técnicos proporcionam informação técnica em detalhe e abundância, para posterior tratamento e análise e são adequados para a supervisão e o controlo, estudos de carga e manutenção, entre outros. Os sistemas de gestão facilitam a informação previamente tratada e apresentada de forma que a extracção de conclusões seja imediata, e são adequados para a locação de custos aos seus respectivos centros, cálculo de rácios, cumprimento de objectivos, benchmarking, e outros. Existem seis módulos principais de aplicações. Um deles é o denominado perfil de carga e sectorização que optimiza as necessidades e a gestão do factor de potência tal como os picos de arranque e as sequência do arranque, mede e verifica as melhorias nos processos e fornece as tendências históricas ou previstas. Outro dos módulos é a análise da

No que diz respeito à modelização e linha de consumo base permite dar prioridade a projectos com um menor período de retorno (ROI), prevê as necessidades futuras, modeliza e prevê ganhos, avalia o risco dos projectos, define a linha base de consumo e seguimento dos KPIs relativamente aos objectivos, e quantifica e verifica a economia segundo os protocolos e standards internacionais. No módulo de supervisão e rendimento das instalações há uma supervisão de diversos sistemas das instalações, uma optimização da refrigeração e compressores para melhorar o desempenho, verificar a eficiência dos geradores e controlar os sistemas robotizados. E por fim, a sustentabilidade ambiental converte os dados de energia em emissões de gases com efeito de estufa, aplicando factores de emissões equivalentes a CO2, e mostra a relação entre o consumo e as emissões associadas. Ainda neste módulo há um cumprimento das metas definidas pelo protocolo internacional GHG, supervisionando e modelando as emissões de todas as fontes energéticas, tanto directa como indirectamente; um resumo das emissões corporativas que calcula e compara as emissões de diferentes unidades de negócio, regiões, edifícios, sectores, entre outros.

Sistemas de Monitorização Remota

O serviço remoto para a gestão energética proporciona informação, análise e assessoria necessária para compreender o consumo energético das instalações e as acções a realizar para melhorar continuamente o rendimento. Com o seguimento dos consumos temos informação relativa aos perfis de potência, de energia activa e reactiva e factor de potência; à sectorização de consumos por zonas, circuitos, edifícios, entre outros; aos consumos horários, diários e mensais, e ainda temos alarmes de consumos. Os relatórios periódicos garantem-nos informação relativa à detecção de anomalias ou excessos de consumo, seguimento KPIs e Benchmarking, simula a factura, regista o excesso de potência, faz uma sub-facturação, propostas de optimização de potência contratada e propõe melhorias. Assim garante-se uma visualização ergonómica e de fácil utilização, uma assessoria energética remota, não necessita de software ou computador, e garante a gestão dos dados históricos registados.

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Garantir uma óptima eficiência energética é cada vez mais importante  
Garantir uma óptima eficiência energética é cada vez mais importante  

Autor: Luís Hagatong; Revista: robótica nº81