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INFORMAÇÃO TÉCNICO-COMERCIAL

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA COMO QUALQUER EMPRESA PODE GERAR NEGAWATTS 1. INICIATIVAS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA REDUZEM CONSIDERAVELMENTE OS CUSTOS VARIÁVEIS DE PRODUÇÃO As estratégias energéticas globais estão presentes nas questões mais desafiadoras para as empresas e governos em todo o mundo. O destino da sustentabilidade energética tem muitos resultados diferentes, dependendo com quem se fala sobre o tema. No entanto, existem dois princípios comuns e fundamentais: a eficiência energética e a gestão das emissões de gases. A boa notícia é que a eficiência energética e a gestão de emissões andam de mãos dadas. Na maioria dos casos, as iniciativas de eficiência energética são alcançadas com um menor investimento de capital, menor risco e prazos mais curtos de execução. Destas iniciativas resulta um impacto na redução do consumo de energia e, por sua vez, uma redução emissões de carbono.

Uma organização pode reduzir o seu consumo de energia de duas simples formas. Primeiro, pode reduzir o seu nível de produção. Esta opção, no entanto, raramente é atraente, já que um dos objectivos principais do negócio é produzir um produto para vender com lucro. No entanto, por vezes a pouca procura do mercado exige que os níveis de produção sejam reduzidos, mas isto não é uma estratégia consistente que possa ser invocada. O segundo método, e provavelmente o mais eficaz para reduzir o consumo de energia, é a adaptação dos activos existentes e a modificação dos processos de trabalho actuais. Por exemplo, uma empresa pode optar por instalar, nas suas turbinas dispositivos para aumento de potência. Uma fábrica de produtos químicos pode optar por realizar uma manutenção e optimização focada nas centenas de bombas e motores de grandes dimensõesnas suas instalações. Este foco sobre a eficiência energética não só reduz o consumo de energia e emissões de carbono, mas também reduz o risco das empresas nos custos da energia volátil e da não conformidade com as crescentes regulamentações de conformidade ambiental.

2. PONTOS-CHAVE PARA A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DA EMPRESA O consumo de energia não é apenas um tema presente nas notícias do dia-a-dia, mas também é um indicador chave do desempenho (KPI) para empresas de processo e de produção. As empresas muitas vezes desdobram o consumo de energia ou intensidade, até uma unidade de consumo por unidade de produção. Estas unidades geralmente são em quilowatt-hora (kWh) ou unidade térmica britânica (BTU). Por exemplo, uma instalação de águas residuais pode calcular a sua intensidade energética utilizando a quantidade de kWh consumidos por cada mil litros de água tratada. A indústria de petróleo e gás vai saber quantos BTU’s são necessários para produzir um barril de petróleo ou um metro cúbico de gás natural. Independentemente da forma como uma organização optar para calcular a sua intensidade energética esta é, provavelmente, o maior custo variável de produção na sua operação. Geralmente o consumo de energia ou a intensidade é o maior custo variável que muitas organizações enfrentam, mas também representa uma das maiores oportunidades para a redução de custos, resultando no aumento da receita. Em 1989, Amory Lovins, introduziu o conceito de “Negawatt”, que consiste em: reduzindo o consumo de energia do lado da procura, aumenta a capacidade de energia disponível do lado da oferta. Isto reduz a necessidade de capacidade adicional de geração, reduzindo as emissões de combustíveis fósseis utilizados na maioria das tecnologias de geração de energia eléctrica. Cada organização pode ser um “gerador de energia virtual” gerando Negawatts - a ausência de consumo de Megawatts.

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Embora muitas organizações tenham contratado Directores da Energia, VicePresidentes da Optimização Energética, ou cargos de gestão semelhantes, cujo principal papel é o de optimizar o uso de energia, outras ainda ignoraram o fruto que pode estar mesmo à frente delas. Os edifícios têm hoje sistemas “inteligentes” que optimizam o ar-condicionado, computadores configurados para se desligar após um período de inactividade, e muitos ainda têm optimizado os seus processos de produção. No entanto, poucos são os que colocam o mesmo esforço em monitorar os “equipamentos necessários”, que faz parte do processo de maior eficiência energética. É importante compreender a situação actual, antes que qualquer coisa possa ser melhorada. Isto geralmente requer uma grande quantidade de informação e de análise. Em indústrias de processo, grande parte desta informação está presa no campo, onde a aplicação de aparelhos de telemetria caros, para analisar os activos de campo, não é aparentemente importante. Até lá podem já existir trabalhadores móveis de campo para inspecção ou manutenção desses activos, mas normalmente não se preocupam com os aspectos que possam melhorar a eficiência energética. O ditado popular: “O que é medido pode ser gerido”, é

Eficiência energética: como qualquer empresa pode gerar negawatts  

Autor: SA – Soluções em Automação, S.A; Revista: robótica nº81

Eficiência energética: como qualquer empresa pode gerar negawatts  

Autor: SA – Soluções em Automação, S.A; Revista: robótica nº81

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