Page 1

Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A. Tel.: +351 214 459 191 . Fax: +351 214 455 871 weidmuller@weidmuller.pt . www.weidmuller.pt

DOSSIER

ANÁLISE E LIGAÇÕES DE SISTEMAS PARA AUTOMAÇÃO DE PROCESSO Nos mais variados processos existem pontos fundamentais, um dos quais, entre muitos, são as ligações. As ligações podem ser em vários pontos, tais como caixas intermédias de recepção de sinais, em quadros eléctricos parciais e até no próprio quadro de comando central. Na verdade tudo terá de estar interligado entre os elementos de campo e o controlo do processo. Para isso são usados os mais diversos tipos de ligações, cada um deles utilizado de acordo com o local e com os elementos a ligar. O mais comum e utilizado são os elementos de ligação para condutores eléctricos de cobre até secção de 2,5 mm e quando se trata de fio rijo devem ser usados os ligadores que permitam até um máximo de cinco condutores do tipo Push in. Estes elementos de ligação permitem que o condutor permaneça sempre apertado sobre a mesma tensão, independentemente da variação de temperatura do condutor, e consequentemente da dilatação dos metais condutores, e deste modo não corremos o risco de sobreaquecimentos por apertos deficientes. Os locais mais usuais para este tipo de ligações são caixas de derivação para distribuição de energia pelo campo. No campo da distribuição de energia existem no mercado vários tipos de canalizações eléctricas. Naturalmente que ao estruturarmos uma instalação para implementação de um processo deveremos ter em conta alguns aspectos, e um deles é efectivamente a flexibilidade dessa mesma canalização: esta deve poder ser aumentada com o mínimo de custos garantindo o perfeito funcionamento da instalação para este tipo de situações. Existe no mercado um tipo de caixa que permite fazer a interrupção de uma linha e derivar sem que seja necessário andar a remover ou passar novos condutores, e assim poderemos considera-la como uma rede de potência. Ainda no campo existem muitos elementos a ligar, como por exemplo sensores. Quando se trata deste tipo de equipamentos deveremos concentrar o maior número possível em blocos de recepção, para que desse bloco até ao quadro de controlo do processo venha apenas um cabo. Esta técnica permite uma eficiência em termos de tempo de montagem e, consequentemente, uma redução de custos bem como, no futuro, uma maior facilidade em termos de manutenção. Com este sistema garantimos que todas as ligações se mantêm perfeitas independentemente das vibrações provocadas pelos movimentos mecânicos. Deveremos ter em conta que as ligações de campo poderão não ser apenas ligações do tipo ponto a ponto. Na grande maioria dos casos pela simplicidade e redução de custos que as redes industriais apresentam, utilizam-se outros tipos de equipamentos e consequentemente outros tipos de ligações. Por

exemplo se estivermos a falar de uma rede do tipo Ethernet, ProfiBus ou até mesmo se estivermos a falar de uma rede de fibra óptica, para cada caso o mercado apresenta-nos um conjunto de boas soluções. Se falarmos em processos com grandes extensões e que funcionam com vários tipos de equipamentos, como por exemplo, uma linha de montagem de automóveis é necessário descentralizar elementos de comando com a finalidade de minimizar custos de cablagem. Assim sendo é importante que os quadros e os equipamentos possam ser acoplados ao processo com segurança nas ligações e sem que possam ocorrer erros nas mesmas. Nestes casos devem ser utilizados os conectores multipolos adequados a cada caso, é de realçar que já é possível com este tipo de ligações reunir potência, comando, comunicações e ar comprimido. Naturalmente que os grandes consumidores de pontos de ligação são, sem dúvida, os quadros eléctricos onde se centralizam os comandos de todo o processo. Neste campo temos várias opções desde os tradicionais bornes de parafuso, passando pelos de mola, e presentemente os bornes com tecnologia Push in, em que a facilidade na montagem se revela muito ganhador em termos de tempo alem de que mantém um contacto perfeito entre o condutor e o elemento de ligação. Estes elementos de ligação devem ser utilizados com as cores regulamentares para que no processo de manutenção tudo se apresente ao técnico com a maior clareza, minimizando assim, tempos de máquina parada. Não devem ser utilizados fios multifilares sem que o mesmo seja terminado com uma ponteira cravada, e deste modo vamos garantir que o condutor multifilar mantém a sua secção até á extremidade. Embora se deva garantir um espaçamento livre nos armários eléctricos, por vezes é necessário o uso de bornes de ligação de mais do que um andar: os chamados bornes duplos e triplos. E mesmo para estes bornes existe a tecnologia Push in. Deverão sempre ser considerados como pontos fundamentais de qualquer sistema ou processo os elementos de ligação, e é de realçar que estes poderão ser a razão de muitos problemas ou a ajuda para a optimização dos mais diversos processos industriais. UREËWLFD [43]

Análise e ligações de sistemas para automação de processo  
Análise e ligações de sistemas para automação de processo  

Autor: Weidmüller, Sistemas de Interface, S.A; Revista: robótica nº80

Advertisement