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E N T R E V I STA Helena Paulino

“NÃO SENTIMOS A FALTA DE DINAMISMO NO MERCADO DA INDÚSTRIA” Jorge Mota, Director-Geral da Rittal Portugal, explicou-nos como numa altura de crise uma empresa continua a ter sucesso, como é o caso da Rittal Portugal.

PROGRAMAR O FUTURO COM NOVIDADES RR: Que novos produtos e inovações foram introduzidas no portfólio da Rittal? JM: Durante o ano de 2009 foram introduzidos no nosso portfólio diversas soluções inovadoras, tais como novos modelos de ar-condicionado e chillers, mais eficientes do ponto de vista da refrigeração versus consumo de energia, novos acessórios para a instalação de equipamento, caixas metálicas, novos modelos de armários, entre outros. RR: Estão a trabalhar em novas áreas de negócios para colmatar a falta de dinamismo do mercado Industrial? JM: Sim, trabalhamos em diversas outras áreas de negócio, como por exemplo, as energias renováveis, as telecomunicações e a climatização industrial. Em todo o caso, no que nos diz respeito, não sentimos que tivesse havido falta de dinamismo no mercado industrial, aliás foi uma das áreas onde crescemos, embora admita que esse crescimento possa ter acontecido à custa do decrescimento dos nossos concorrentes. RR: Qual a importância dos 10 anos dos armários Rittal TS8? JM: A comemoração dos 10 anos de armários da Rittal TS8 foi e é importante porque ilustra bem a capacidade de investimento e desenvolvimento da Rittal na definição das tendências no mercado mundial de envolventes. A comercialização desde 1999 de 4 milhões e 500 mil armários é, de tal forma, esmagadora que ninguém lhe pode ser indiferente e espelha a excelência do produto. Revista Robótica (RR): Qual o volume de negócios realizado em 2009 pela Rittal Portugal? Eng.º Jorge Mota (JM): O volume de negócios realizado em 2009 foi aproximadamente de 4 milhões e 700 mil euros. RR: Que quotas de mercado possui a Rittal no mercado nacional? JM: As nossas quotas de mercado dividem-se nas seguintes áreas de negócio: Indústria 35 - 40%; Climatização de armários industriais 75 – 80%; Bastidores TI 50%. Isto em termos de valores aproximados. RR: Quais os projectos/negócios que marcaram o exercício de 2009 da Rittal Portugal? JM: 2009 não foi um ano caracterizado por grandes projectos, pelo que será difícil enumerá-los, embora tivesse havido alguns com elevada importância, tais como: os conversores eólicos; a nova fábrica da Soporcel, REN e EDP. E ainda fornecemos os envolventes para a solução de informação de preços de combustíveis nas auto-estradas e para a solução das portagens virtuais nas SCUTs.

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RR: No que consiste a Rittal Global Innovations on Tour 2010? E qual a importância desta iniciativa para a empresa? JM: A Rittal Global Innovations on Tour 2010 apresentou ao mercado as mais recentes soluções, incorporando as novidades lançadas no ano anterior. Esta iniciativa é muito importante porque nos permite deslocar a empresa até dos nossos clientes e parceiros, e assim, deixar claro que a Rittal é uma empresa virada para o mercado e não para si mesma.

"Não sentimos a falta de dinamismo no mercado da indústria"  
"Não sentimos a falta de dinamismo no mercado da indústria"  

Autor: Helena Paulino; Revista: robótica nº79

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