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DOSSIER AUTOMAÇÃO DE MÁQUINA Luís Cristóvão – Instalcontrol, Lda. Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A. Tel.: +351 214 459 190 . Fax: +351 214 455 871 weidmuller@weidmuller.pt . www.weidmuller.pt

AUTOMATIZAÇÃO DE MÁQUINAS Quando projectamos uma máquina deveremos ter em consideração alguns princípios. Uma das condições é torná-la de tal forma versátil e robusta para que durante o seu tempo de trabalho todas as paragens sejam mínimas. Para tal deveremos munir a máquina com equipamentos que possam ajudar na manutenção preventiva, evitando desse modo paragens desajustadas e inesperadas.

As cablagens de máquinas devem permitir a substituição de componentes sem que para tal seja necessário recorrer a chaves para ligar ou desligar. Nestes casos poderemos utilizar sensores de campo equipados com conector, deste modo a sua substituição será muito rápida, podendo recorrer a fichas rectas ou curvas a 90º.

No caso de máquinas que sejam compostas por módulos deveremos recorrer aos conectores multipolos quer para conexão dos condutores de sinais, de comunicações, ou até mesmo de potência. Estes conectores permitem uma maior rapidez na montagem de máquinas reduzindo o risco de engano na interligação quando se procede à montagem.

Neste tipo de conectores existem vários tipos de bases bem como vários tipos de tampas, permitindo assim encontrar sempre a solução mais conveniente.

Quando necessitamos de fazer a distribuição de potência na máquina poderemos utilizar as caixas de conexão que nos facilitam em termos de tempo de montagem bem como reduz de forma significativa a cablagem a instalar. Em função do tipo de máquina e do local onde vai ser colocada em funcionamento deverá ter em conta o tipo de bucins que se utilizarão para que todos os cabos fiquem seguros e que realizem a estanquidade para o interior de caixas, quadros ou até das próprias fichas multipolos. Os bucins poderão ser em metal ou em PVC. Dentro dos bucins metálicos temos dois tipos os niquelados e os de aço inox, estes muito utilizados na indústria alimentar, cerâmica, química e ainda onde há ambientes agressivos.

Nas cablagens deveremos ser o mais rigorosos não deixando qualquer cabo por identificar, quer no exterior quer no interior de caixas de ligação e quadros eléctricos. A identificação dos condutores irá revelar-se no futuro extremamente vantajosa atendendo à redução de tempo de manutenção. As marcações devem ser resistentes e indi-

saídas nos autómatos quer sejam elas digitais ou analógicas.

luíveis para que com as variações das temperaturas e a exposição às diferenças de luminosidade não sejam afectadas. Para estes trabalhos de etiquetagem recorrese actualmente às mais recentes tecnologias de impressão.

Sempre que possível e desde que se justifique no tipo de máquina, deveremos utilizar ao máximo equipamentos ligados em rede. Com esta opção técnica reduziremos de forma significativa o tempo de execução da cablagem quer da máquina quer do quadro eléctrico. Teremos deste modo toda a informação disponível por exemplo de variadores de frequência, de servo motores, de leitores de códigos de barras, de sistemas de visão artificial, e outros.

Poderemos utilizar sempre que possível terminais de diálogo, quer sejam eles de teclas de função ou tácteis. Alem de reduzirem o número de entradas e saídas do autómato relativas a todas as botoneiras de manuseamento, têm também a função de informação, e assim poderemos parametrizar, actuar e visualizar. Não sendo obrigatoriamente a máquina um elemento de produção isolado, sempre que seja possível deveremos munir a máquina com equipamentos de comunicação quer sejam eles do tipo cabo, rádio ou até mesmo GSM/GPRS. Com esta opção facilmente integraremos uma máquina num processo. Deveremos ainda cu m pr ir a n o r ma máquina, desde o respeito pelas cores dos condutores, equipamentos de segurança, cores dos sinalizadores e botoneiras bem como a realização de todos os testes eléctricos quer ao quadro em si quer á própria máquina.

Com a utilização das redes utilizadas em máquinas reduzimos também o número de pontos de entradas e robótica [35]

Automação de máquinas  

Autor: Luís Cristóvão – Instalcontrol, Lda.; Revista: robótica nº78

Automação de máquinas  

Autor: Luís Cristóvão – Instalcontrol, Lda.; Revista: robótica nº78

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