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ESPAÇO QUALIDADE

A Importância da Resposta (2.ª parte) A ARTE DE ESTAR EM COMUNICAÇÃO No 1.º artigo que escrevi, falei claramente sobre a ausência de respostas/feedbacks que as pessoas sentem ou experienciam sempre que fazem uma candidatura a um emprego. De uma forma global, a grande maioria das empresas não responde aos milhares de candidaturas que, ao longo dos meses, vão recepcionando. Neste artigo lanço uma discussão que me parece interessante: Será adequado, um empregador dizer a um candidato/a, após a realização de uma entrevista que o seu perfil, postura, o verbal e o não verbal, não se adequa ao que a empresa procura? Agora dificulto um pouco mais... Num processo de R&S composto por várias fases, em que para além das entrevistas, são feitos testes psicotécnicos, avaliações psicológicas, como se diz a “alguém”, que ao longo de todo o processo foi construindo expectativas, que não ficou seleccionado e qual o motivo que fundamenta tal decisão? A quem cabe verdadeira e legitimamente esta tarefa? E se o processo de R&S, é subcontratado a uma empresa de recursos humanos? Quem o deve fazer?

inflexível, preferindo substitui-lo por ajustado, coerente, é dar sempre uma resposta ao candidato/a, o mais adequada e “simpática possivel”. Aqui refiro-me não ao conteúdo mas à estrutura, ou seja a forma como se faz. Até porque acredito convictamente que se do outro lado o receptor da minha mensagem for suficientemente inteligente “usará” este “não” e a sua fundamentação para analisar e reflectir, e de alguma forma transformar, para que num futuro próximo, possam deixar de ser “handicaps” e passem a ser “oportunidades únicas de melhorar e evoluir”. Esta pequena reflexão tem como principal objectivo permitir que os diferentes actores – ora candidatos, ora empregadores – tenham consciência que colocarmo-nos no lugar dos outros, nem sempre é um exercício fácil, e sempre que algum de nós o faz passa a ter uma visão completamente diferente da situação, e reage em conformidade. As dificuldades não escusam em nenhum contexto a ausência de resposta, mas claro está que para todas as regras existe uma excepção! O que fazer quando um candidato/a não ficou seleccionado/a porque a escolha teve por base uma “cunha”? Ora aqui está uma boa questão!! Dizer a verdade é uma solução única e praticável em todos os contextos?

Muitas perguntas, poucas certezas! Agora deixo-vos a reflectir... Para mim, enquanto gestora de pessoas o correcto, sendo que este conceito é demasiado

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robótica

Até breve.

por Maria Manuel Costa – Directora de Recursos Humanos e Qualidade mane1976@hotmail.com

A importância da resposta (2.ª parte)  

Autor: Maria Manuel Costa; Revista: robótica nº78

A importância da resposta (2.ª parte)  

Autor: Maria Manuel Costa; Revista: robótica nº78

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