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ARTIGO TÉCNICO 145

revista técnico-profissional

o electricista Lazaro Garcia Vazquez, Rui Pedro Raimundo Garcia Engenheiros Eletrotécnicos, Membros do CPI

utilização de LEDs em projecto luminotécnico {2.ª PARTE}

(continuação da edição anterior)

5› IMPLEMENTAÇÃO DAS SOLUÇÕES 5.1› Comando e Controlo da Iluminação Artificial É de todo o interesse energético poder obter a luz necessária e suficiente sempre que se deseja, mas só enquanto se deseja. Quando pensamos no comando da iluminação, assume especial importância a complementaridade entre a luz natural e a luz artificial, sendo facilmente perceptível que são largos os períodos para os quais a luz do dia permite reduzir ou mesmo anular a necessidade de luz artificial. Deve ter-se em atenção que, sendo a luminosidade exterior muito variável consoante a hora do dia e o estado do tempo, a boa utilização da luz do dia obriga a uma adaptação arquitectónica e, se possível, um comando de estores capazes de reduzir ou ampliar a entrada de luz. Para que seja possível a complementaridade da luz natural, é necessário que os comandos da iluminação permitam seleccionar quais os aparelhos que se pretende acender. Assim, a solução mais simples consiste na separação dos aparelhos mais próximos das janelas dos restantes. Uma solução mais avançada implica a instalação de sensores de luminosidade que permitam controlar o fluxo das lâmpadas, garantindo níveis de iluminação constantes ao longo do dia. Trata-se contudo de uma solução mais dispendiosa. Outro ponto também extremamente corrente, sobretudo em edifícios de serviços, é que por falta de incentivo ou por vezes até de informação, os utentes acendem a luz, mesmo sem precisarem, e nem sequer a apagam quando se vão embora.

Para a concepção de sistemas de iluminação funcionais e que permitam uma exploração económica, recomendamos: › A separação clara dos circuitos das armaduras periféricas das armaduras interiores; › O recurso sistemático a comutação de lustre, sempre que as armaduras tenham mais do que uma lâmpada; › O recurso a balastros electrónicos e a regulação contínua de fluxo luminoso, sobretudo nos grandes espaços, onde a complementaridade se torna mais acentuada; › O uso de regulação contínua do fluxo luminoso quando no mesmo espaço coexistem diferentes usos, permitindo assim o fluxo máximo sempre que as tarefas exigem grande equidade e o fluxo mínimo quando tal não se verifica; › O uso de detectores de presença em circulações e outros locais de permanência curta ou esporádica; › Utilização de sondas crepusculares associadas a uma programação horária para comando de iluminação exterior ou periférica; › Uso de sensores de luminosidade para controlar os regulares de fluxo e garantir níveis constantes de iluminação. Observação: Encontram-se hoje no mercado vários sistemas de comando de iluminação que permitem grandes flexibilidades, uma vez que fazem o comando com a identificação precisa da lâmpada a comandar, associando a cada lâmpada um endereço, e tornando deste modo possível, nesses sistemas, sobrepor comandos locais com programações específicas. Nestes casos, os comandos serão independentes da organização dos circuitos eléctricos, pelo que se podem definir diferentes cenários, eventualmente dependentes da organização dos layouts interiores. Queremos chamar a atenção para


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agradável para os níveis até 1.000 lux e nw (temperatura de cor 4.200º K) que resulta agradável acima dos 500 lux; Reprodução da cor muito boa 1 A ou 1 B - Ra entre 90 e 80; O tamanho das lâmpadas e os equipamentos quando estamos perante níveis baixos permitem resultados de fraco ofuscamento que se agrava consideravelmente quando se praticam níveis elevados com as lâmpadas à vista; Eficiência geralmente compreendida entre o 88 lúmen/W e os 95 lúmen/W; O preço destas lâmpadas ultrapassa geralmente os 50 €; A vida média deste tipo de lâmpadas situa-se vulgarmente nas 12.000 horas atingindo para certos tipos e marcas as 20.000 horas; São reguláveis sob diferentes condições não podendo baixar além dos 50%.

Observação: encontramos no mercado lâmpadas deste tipo com reflector incorporado, com as quais se conseguem elevadíssimas intensidades. Apresentamos como exemplo lâmpadas de 35 W com um ângulo de abertura de 10º, que proporciona uma intensidade de 44.000 cd e para a mesma potência com um ângulo de 30º 7.400 cd.

Consulte-nos para soluções de micro e minigeração.

As lâmpadas de descarga alta intensidade vapor de sódio e vapor de mercúrio são lâmpadas geralmente com fluxos luminosos muito altos baseadas na elevação da pressão no interior das lâmpadas que aparecem geralmente disponíveis com duas gamas de temperatura de cor 2.000º K e 2.800º K. A restituição cromática baixa em muitas das lâmpadas de 25 só atinge os 70 em alguns casos pontuais. Embora haja um elevado número de lâmpadas que não têm tempos longos de reacendimento, o projectista deve tomar as precauções necessárias a que quando seleccionar a fonte, esta corresponda ao seu desejo. Estas lâmpadas são pouco utilizadas na iluminação interior mas são lâmpadas de grande eficiência e uma vida média bastante elevada. Resumidamente teremos: › Aparência de cor quente ww (temperaturas de cor 2.000º K), muito agradável para os níveis baixos mas fortemente condicionada pela restituição cromática; › Reprodução da cor suficiente 4- Ra da ordem dos 25 subindo em algumas das lâmpadas disponíveis para 65 ainda assim sem grande qualidade; › O tamanho das lâmpadas e os equipamentos quando estamos perante níveis baixos permitem resultados de fraco ofuscamento que se agrava consideravelmente quando se praticam níveis elevados com as lâmpadas à vista; › Eficiência geralmente compreendida entre o 96 lúmen/W e os 120 lúmen/W; › O preço destas lâmpadas ultrapassa geralmente os 50 €; › A vida média deste tipo de lâmpadas situa-se vulgarmente nas 20.000 horas atingindo para certos tipos e marcas as 32.000 horas; › Algumas destas lâmpadas são reguláveis sob diferentes condições não podendo baixar além dos 50%.

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Utilização de LEDs em projecto luminotécnico - 2.ª parte  
Utilização de LEDs em projecto luminotécnico - 2.ª parte  

Autor: Lazaro Garcia Vazquez, Rui Pedro Raimundo Garcia; Revista: oelectricista/projecto nº38

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