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Reportagem

III Jornadas Tecnológicas fecham com saldo positivo Evento de referência na formação/informação em Portugal encerra com balanço positivo da organização e dos oradores Balanço positivo para as III Jornadas Tecnológicas, realizadas entre 27 e 30 de Maio em Viseu. Esta é a avaliação deixada pela organização do evento, a equipa das revistas “o electricista” e “robótica”, que aponta a qualidade dos oradores e das empresas convidadas como o grande responsável pelo sucesso continuado da iniciativa. A mesma opinião foi demonstrada por Fernando Ribeiro, docente da Universidade do Minho, que destacou a qualidade das inter venções. “ [As empresas] apresentaram informação valiosa e pertinente para os presentes, o que é de enaltecer e valorizar ”, afirmou. O mesmo foi destacado por José Gomes Pereira, formador da Ixus. “ Na sua maioria as intervenções foram muito boas, tendo algumas sido mesmo excelentes ”, afirmou. Depois de ter passado por Aveiro e Marinha Grande, a edição deste ano do certame de referência no mercado electrotécnico contou com cerca de 700 participantes, trazendo à cena formações leccionadas por especialistas e produtos das várias empresas participantes. De acordo com Júlio Guedes, da Casa das Lâmpadas, a presença da empresa nas Jornadas é “ normal, pois estas são já um evento de referência. Eventos como as Jornadas fazem falta, no sentido de divulgar novas tecnologias e novas abordagens ”. Domótica e Automação Industrial foram as grandes novidades destas III Jornadas Tecnológicas, que contaram ainda com os painéis: Luminotecnia, RTIEBT - Soluções Técnicas, Gestão de Energia e Eficiência Energética e Infra-Estruturas de Telecomunicações em Edifícios – ITED.

LUMINOTECNIA O início das comunicações esteve a cargo de Vítor Vajão, do Centro Português de Iluminação (CPI), que falou sobre Eficiência Energética de Edifícios na óptica da Iluminação. “ O investimento é muitas

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vezes esquecido, esquecendo-se as pessoas do custo que uma instalação incompleta ou defeituosa tem ao longo de uma vida”, destacou o orador.

Lâmpadas, onde foram abordadas as vantagens do LED e as diferenças e evolução entre os seus vários tipos, bem como o seu uso como elemento decorativo. A terminar ficou o lamento: “o acordar para esta tecnologia por par te dos grandes fabricantes nacionais veio muito tardia, e esta já não é propriamente uma novidade ”. A destacar ainda o debate aberto à assistência, onde se acendeu a discussão em redor do uso dos LED em ambientes domésticos. De acordo com Júlio Guedes, “ a discussão foi francamente positiva, tendo sido de certo modo atiçada, para espicaçar ainda mais o interesse e a participação num debate já de si quente ”.

DOMÓTICA Uma abordagem diferente foi demonstrada por Joaquim Pereira, da Osram, cuja apresentação – “LED – Cor e emoção” – mostrou vários modos criativos de aplicar os LED’s. “ Com os LED’s o céu é o limite ” comentou, ao encerrar a sua comunicação. Rui Reis, da Philips contribuiu com “Iluminação Dinâmica”, que no final mereceu comentário do moderador Vítor Vajão: “com a iluminação temos que ser ao mesmo tempo engenheiros, arquitectos e artistas. É um enriquecimento da solicitação da nossa actividade, e cada um pode apelar à sua criatividade.” Em representação da Exporlux, David Marques presenteou a plateia com “Iluminação do Exterior – Presente e Futuro”, mostrando a evolução da iluminação exterior ao longo dos anos. A encerrar este ciclo esteve “Revolução LED”, uma palestra a cargo de Júlio Guedes da Casa das

A parte da tarde esteve entregue ao tema da Domótica, contando com a moderação de Alexandre Chamusca, autor do livro “Domótica – Inteligência que se instala”, que na sua intervenção esclareceu alguns dos conceitos ligados a esta área. Quanto às inter venções, estas começaram com Pedro Abreu da Hager, que se centrou no tema “Gestão de energia”. De seguida, A Schneider Electric mostrou o lado da “Integração de Sistemas” da Domótica. Uma intervenção a cargo de Fernando Ventura a destacar que “estas tecnologias existem para nos servir e não o contrário”. Jorge Rodrigues, da Legrand, apresentou “Domótica, my home”, apontando as vantagens deste sistema. “ Se desejo soltar o cão, mas encontro-me em casa de amigos, basta fazer um


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aplicado na Instalação Global em Serviços. Pela Legrand, Luís Lopes efectuou uma intervenção simplesmente dedicada ao ITED, enquanto que Conceição Palma, pela DecMedida, destacou o facto de a fibra óptica já se encontrar disponível para o utilizador final. O conceito FTTX foi amplamente apresentado, tendo sido dados vários exemplos (Fiber to the Office ; Fiber to the Building , etc).

Analysers, exaltando as valências de controlo e segurança que os analisadores de gases oferecem face a fenómenos naturais. Hélio Alves, da Schneider Electric, apresentou à plateia Soluções inovadoras de monitorização e de controlo remoto. A contribuição da Bresimar veio sob a forma de uma apresentação do Interface Homem Máquina (HMI) – consolas de nova geração

GE S TÃO DE ENERGIA E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA A tarde esteve subordinada ao tema “Gestão de Energia e Eficiência Energética”, com a introdução a ser efectuada por um representante da ADENE – Agência para a Energia. Pela SEW, Rui Costa abordou a Economia de Energia através de accionamentos eficientes. Por seu lado, Lurdes Pereira, da Circutor, apresentou conceitos de gestão de ener gia at ravés da eficiência energética, que permitem a melhoria da produtividade, redução de custos, menor número de avarias, redução de tempo de paragem e de emissão de CO2 . Ana Paula Santos, da Schneider Electric, falou de Gestão de Energia (da análise à solução global), tendo enfatizado a sua aplicação industrial. FieldBus – Automação e Gestão de Energia foi a comunicação que encer rou o terceiro dia, leccionada por Rui Costa, da Carlo Gavazzi.

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL A evolução do ensino de Automação e Robótica foi o foco principal da abertura oficial do dia final das III Jornadas Tecnológicas. Fernando Ribeiro, docente da Universidade do Minho, destacou o ensino da robótica nas suas diversas vertentes como benéfico para os alunos, pois “não é complexo e possui uma componente multi-disciplinar”. “O ensino da robótica não será apenas benéfico para os alunos mas também para a indústria”, defendeu o docente. Joaquim Moreira da Siemens centrou-se sobre as comunicações industriais wireless , apresentando o Profinet como uma solução possível para suprir algumas necessidades do mercado de comunicações. Também da empresa alemã, Miguel Ângelo da Silva falou da Siemens Continuous Gas

de alta resolução com teclado ou touch screen, numa apresentação de Jorge Andril. A Weidmüller marcou presença com Infraestrutura e Comunicação para Redes de Ethernet Industrial, dando a conhecer várias normas que tipificam como deve ser a cablagem e a infraestrutura de uma rede de Ethernet, através da voz de João Paulo Polónio e de Lluis Crous. Já da parte da tarde, Joan Vila da Pilz apresentou o tema “Segurança em Máquinas e Dispositivos de Segurança”, apresentando as novas normas de segurança, em substituição da EN 954-1 (ainda em vigor até Novembro de 2009), no caso: a EN ISO 13849-1 (Partes dos sistemas de comando relativas à segurança) e a EN IEC 62061 (Segurança funcional dos sistemas de comando eléctricos, electrónicos e electrónicos programáveis relativos à segurança). Michel Batista e Carlos Coutinho da Phoenix Contact dedicaram a sua intervenção à demonstração das vantagens do IT Powered Automation, destacando a aceleração de processos de envio de ordens de produção e de recolha de informação. Em representação da Autodesk, João Noronha, da Micrograf, apresentou a nova solução de software da empresa, o AutoCAD Electrical 2009, que promete uma projecção mais precisa e mais rápida, reutilização de desenhos e alterações mais rápidas. Jorge Mota, director geral da Rittal

Portugal, encerrou o dia com uma comunicação onde foram apresentadas várias opções para o tema central: a climatização. O rigor e a protecção foram apontados como os pilares de um projecto de automação industrial eficiente e eficaz.

OPINIÕES No balanço final destes quatro dias de palestras, Vítor Vajão do CPI destacou que estes eventos “são uma pedrada no charco”. “ Nesta área não existem muitos debates nem conversas abertas, como tal fizemos questão em estar aqui para promover esse mesmo debate e para sensibilizar as pessoas para verem bem aquilo que é, e o que engloba, o conceito de iluminação. É uma preciosa ajuda para o mercado para o qual todos temos obrigações ”, concluiu. Para Carlos Duar te, da Schneider Electric, a presença nas Jornadas é “ uma boa forma de estarmos com os profissionais e de podermos trocar algumas ideias. Soube inclusive de pessoas que vieram de longe para poderem estar aqui presentes. Todos devem ter saído com novos conhecimentos valiosos e aplicáveis no desempenho do seu trabalho”. De acordo com Pedro Abreu, da Hager, as Jornadas são “um ponto de encontro para nós, fabricantes, passarmos para os nossos clientes alguma formação, algumas novidades e tecnologias ”. Paulo Mendes da Anacom, destacou essencialmente a evolução do evento: “ Participei em todas as Jornadas, e algo que tenho notado é o aumento da qualidade das comunicações, digo isto pois as componentes didácticas e práticas têm aumentado a olhos vistos, o que julgo ser importante para o público”, enfatizou. Rui Costa, da Carlo Gavazzi, elogiou o escalonamento do evento, bem como dos painéis, factos que o levaram a atribuir um “saldo muito positivo para estas Jornadas ”. Outro factor de realce para Rui Costa é “a presença de entidades como a ADENE, pois são inter venções que todos ouvem sem desconfiança de estarem a assistir à promoção de um produto. Julgo ser importante a manutenção desta componente institucional”. Refira-se que as IV Jornadas Tecnológicas terão novamente lugar em 2009, estando o anúncio do local e das datas agendado para breve.

www.publindustria.pt/jornadastecnologicas

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III Jornadas tecnológicas fecham com saldo positivo  

Autor: Revista Manutenção; Revista: Manutenção nº97

III Jornadas tecnológicas fecham com saldo positivo  

Autor: Revista Manutenção; Revista: Manutenção nº97

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