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Especial Lubrificantes

CEPSA Portuguesa Petróleos, S.A. Tel.: +351 217 214 600 www.cepsa.pt

A lubrificação na indústria agro-alimentar Aplicação aos lubrificantes por contacto alimentar fortuito Garantir ao consumidor um nível máximo na segurança alimentar é uma prioridade na indústria agro-alimentar. A directiva europeia 93/43/CE relativa à higiene dos produtos alimentares, exige a aplicação do sistema HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Point ou Análise dos Riscos e Definição dos Pontos Críticos), ou outro sistema equivalente em todos os processo ligados à indústria alimentar. O sistema HACCP deve ser posto em prática por uma equipa pluridisciplinar que terá à sua responsabilidade a definição dos meios necessários para identificar os perigos de contaminação no processo produtivo, e que deverá ainda assegurar que os mesmos riscos são eliminados a partir de soluções postas em prática de modo efectivo e eficaz. Para colocar em prática o método HACCP, devemos apoiar-nos numa questão essencial:

“Como assegurar a segurança alimentar?“ Estamos perante um processo seguro do ponto de vista alimentar quando garantimos: - Ausência de contaminantes naturais; - Ausência de agentes patogénicos; - Ausência de aditivos tóxicos. O sistema HACCP é, portanto, um método que permite ao mesmo tempo identificar os potenciais perigos (biológicos, químicos, físicos…) e definir as medidas necessárias para controlar esses riscos. O método HACCP pode ser generalizado ao controle de higiene dos locais, das oficinas, bem como das máquinas e equipamentos. As operações de limpeza e de desinfecção são uma forma de reduzir os riscos de contaminação nas diferentes etapas do processo. Sempre que os lubrificantes utilizados para a lubrificação dos equipamentos na indústria agro-alimentar sejam susceptíveis de entrar em contacto com os alimentos, são abrangidos pelo sistema HACCP. No caso em que um eventual contacto entre o lubrificante e o alimento não possa ser totalmente excluído, existe a possibilidade desse contacto originar a contaminação do produto alimentar. Nesta situação deverão ser utilizados lubrificantes específicos: a legislação americana define uma categoria de lubrificantes aprovados para o contacto alimentar fortuito, que deverão obedecer à norma FDA (Food and Drug Administration). Agro-alimentar ou não, o papel do lubrificante é sempre primordial para o bom funcionamento dos órgãos dos equipamentos. Ele deve permitir a redução do desgaste e da fricção, a correcta dissipação de calor, a protecção contra a corrosão, a estanquicidade, mantendo uma duração de vida o mais longa possível.

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No entanto, no caso dos lubrificantes e fluídos térmicos destinados às indústrias agro-alimentares, veterinárias, cosméticas ou farmacêuticas, há outras propriedades a ter em conta. Os lubrificantes que podem, eventualmente, entrar em contacto fortuito com o produto acabado devem responder a exigências mais severas no que diz respeito à limpeza, odor, sabor e toxicidade. Desde 1998, a validação dos produtos de qualidade alimentar é realizada pela NSF (National Sanitation Fundation), organismo americano independente. Não está autorizada nenhuma alteração na composição do produto ou da qualidade sem uma avaliação prévia, e um novo registo. A menção à norma NSF H1 (seguida de um número de inscrição), que figura nas embalagens de lubrificantes, indica que o produto foi aprovado pela norma NSF para um contacto fortuito com os alimentos. No entanto não é necessário ter a aprovação NSF para ser considerado um lubrificante para o contacto eventual com alimentos, desde que seja certificado FDA 21CFR 178-3570 (autocertificação), sendo que a homologação NSF é sempre um compromisso de qualidade. Para responder a essas necessidades a TOTAL desenvolveu uma gama completa de lubrificantes (óleos e massas) NSF H1 para contacto fortuito com os alimentos – Gama NEVASTANE. A utilização destes lubrificantes em substituição dos produtos clássicos permite evitar graves consequências, tanto para o consumidor final como para a marca alimentar, e consequentemente, a boa imagem da marca, devido a uma contaminação acidental dos alimentos por um lubrificante.

Utilizar NEVASTANE dá confiança! A NEVASTANE responde a qualquer aplicação e situação. Com um excelente nível de performance em todas as aplicações agroalimentares, a gama NEVASTANE protege os equipamentos e aumenta o seu tempo de vida mesmo nas condições mais severas: grandes variações de temperatura, presença de água... A certificação ISO 21469 demonstra o compromisso da TOTAL em assegurar aos seus clientes o máximo de garantias. Cada vez mais as indústrias estão convencidas da necessidade de utilizarem lubrificantes NSF H1, mas interrogam-se sobre como utilizar os lubrificantes registados NSF H1 e sobre as suas condições de utilização nas diferentes zonas de fabricação. Para garantir os objectivos de segurança alimentar nas unidades de produção, a TOTAL acompanha os seus clientes, auxiliando no diagnóstico dos riscos de contaminação por um lubrificante. No quadro do seu programa HACCP, toda a indústria agro-alimentar deve controlar os riscos de contaminação dos seus produtos. Os responsáveis técni-

A lubrificação na indústria agro-alimentar: aplicação aos lubrificantes por contacto alimentar fortu  

Autor: CEPSA Portuguesa Petróleos, S.A; Revista: Manutenção nº105

A lubrificação na indústria agro-alimentar: aplicação aos lubrificantes por contacto alimentar fortu  

Autor: CEPSA Portuguesa Petróleos, S.A; Revista: Manutenção nº105

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