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Dossier

Helena Paulino Colaborou no Dossier: Carlos Junqueiro, Responsável de Manutenção da Degrémont

Manutenção nas Estações de Tratamento de Águas Residuais Pela importância, escassez e degradação das reservas da água é urgente e necessário a contrução de mais estações de tratamento de águas residuais que funcionam de uma forma o mais correcta possível. Neste caso a manutenção tem um papel de peso!

A água é um bem essencial à vida e à sobrevivência dos seres vivos, mas um bem escasso que urge racionar e reaproveitar, utilizando os vários métodos existentes para tratar a água para consumo humano e as águas residuais resultantes dos esgotos. A construção de estações de tratamento de águas residuais é essencial para a manutenção da qualidade da água dos rios e do próprio mar e praias, porque a água depois de tratada é lançada novamente nos rios e os resíduos, ou são lançados em aterros sanitários e tratados de uma forma correcta ou são utilizados como fertilizantes.

36 · MANUTENÇÃO

Nesta edição da revista “manutenção”, o dossier é dedicado à manutenção em sistemas de tratamento de águas residuais, por considerarmos o tema de suma importância e que merece um debate e informação apropriadas. Carlos Junqueiro, Responsável de Manutenção da Degrémont explicou que as principais funções das ETARs (Estações de Tratamento de Águas Residuais) residem no tratamento das águas residuais, provenientes dos esgotos, de forma a aumentar a qualidade dos recursos hídricos. Nestas Estações de Tratamento existem vários sistemas de tratamento deste tipo de águas, podendo ser físicos, químicos ou biológicos. Relativamente aos equipamentos estritamente necessários para uma ETAR, passam por todos aqueles que tenham uma função exclusiva no ciclo de tratamento das águas residuais. Carlos Junqueiro confirmou que o tipo de manutenção mais utilizados nas ETARs é o método preventivo, mas acrescentou que isto apenas ocorre se a instalação for bem explorada. Carlos Junqueiro assegurou que “a qualidade da logística de manutenção dos prestadores de serviços era suficiente.” Carlos Junqueiro da Degrémont ainda referiu que “as intervenções que ocorrem de uma forma mais frequente, na manutenção das ETARs dizem respeito à limpeza de órgãos e à lubrificação dos equipamentos”. No caso das bombas podem ocorrer problemas sérios como o tipo de efluente que chega ao equipamento, e que geralmente vêm com excesso de areias, cabelos, cotonetes, e que não são de uma forma eficiente, removidos pelos sistemas de tamisagem. Como consequência, o desgaste no equipamento é muito mais acentuado. Mas no caso do tratamento de lamas, a situação mais grave regista-se nos sistemas de desidratação que, derivado da carga sulfídrica libertada pelas lamas, faz com que o desgaste dos equipamentos seja muito mais acelerado. Assim “surge a necessidade de recorrer frequentemente à substituição e beneficiação das peças dos equipamentos,” como concluiu Carlos Junqueiro, Responsável de Manutenção da Degrémont. Ao medir e aumentar a eficiência dos equipamentos numa ETAR, o consumo de energia desce com a manutenção a ajudar a controlar este tipo de situação.

Manutenção nas Estações de tratamento de águas residuais  

Autor: Helena Paulino, Carlos Junqueiro; Revista: Manutenção nº105

Manutenção nas Estações de tratamento de águas residuais  

Autor: Helena Paulino, Carlos Junqueiro; Revista: Manutenção nº105

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